16 junho 2026
Mistério em Cinnamon Falls e O Livro dos Dois Caminhos: Vale a Pena Ler?
Você gosta de uma narrativa do tipo cozy mystery?
Ou, então, de algo mais reflexivo que aborde traumas de personagens, escolhas
de vida, arrependimentos e por aí afora? Se você gosta desses dois gêneros e
não apenas de um deles, então essa postagem foi feita sob medida para você. A
editora Verus, pertencente ao Grupo Editorial Record, lançou recentemente —
para ser mais exato, em maio de 2026 — dois livros que têm todos os ingredientes necessários para agradar à galera que
curte gêneros literários com essas características.
Para ser sincero, ainda não li os livros Mistério
em Cinnamon Falls e O Livro dos Dois Caminhos. Portanto, não posso
dar a minha opinião. Mas nada me impede de escrever sobre a receptividade
dessas obras nas redes sociais e também por parte de duas amigas da Lulu que
leram e gostaram. Então... depois que eu ler — e pretendo ler, mas no momento
estou reservando um espacinho, ou melhor, um espação para Ala D, de
Freida McFadden. Aliás, como ainda não comprei esse thriller
psicológico, se alguém quiser me presentear, aceito de coração (rs) —, aí sim,
poderei opinar.
Mas vamos ao que interessa: escrever sobre os
burburinhos de Mistério em Cinnamon Falls, de R.L.
Killmore, e O Livro dos Dois Caminhos, de Jodi
Picoult. Cara, os comentários são muito positivos, principalmente para o
livro de Killmore. O que me surpreendeu é que, apesar de as obras terem sido
lançadas há pouco mais de um mês, muitos leitores já as adquiriram. Alguns
blogs até fizeram resenhas opinando favoravelmente, o que deixa evidente a
popularidade das duas narrativas.
Mistério em Cinnamon Falls
é muito elogiado por misturar clima de cidade pequena, romance de segunda
chance e uma investigação envolvente. Leitores comparam a atmosfera a obras
como Gilmore Girls: Tal Mãe, Tal Filha (assistam à série na Netflix,
gostei muito) e destacam o tom outonal da história. Entendo o termo “tom
outonal” em um enredo literário quando ele nos traz uma atmosfera nostálgica,
reflexiva e madura na narrativa, evocando sentimentimentos semelhantes aos dias
em que as folhas caem e o clima esfria. Sei lá, mais ou menos isso.
Pois é, galera, como já expus acima, as opiniões são
muito favoráveis ao livro de Killmore, o que, creio eu, vale dar uma arriscada
em sua leitura, principalmente aqueles leitores que ainda não conhecem essa
autora.
Segundo o release fornecido pela editora Verus,
Mistério em Cinnamon Falls acompanha a personagem Nia, uma mulher que
retorna desiludida para a pequena e charmosa cidade de Cinnamon Falls após
descobrir que o namorado era casado. Ela planejava apenas passar uma temporada
tranquila ajudando nos preparativos do tradicional Festival de Outono nesta
pacata cidade.
No entanto, tudo muda quando um assassinato ocorre
dias antes do grande festival de Cinnamon Falls. Seu caminho se cruza com o de
um policial, que é seu ex-namorado da escola, para descobrir quem é o serial
killer.
A Verus está usando uma frase bem chamativa para
divulgar o livro: “Mistério em Cinnamon Falls é a combinação perfeita
entre história de amor, assassinato e especiarias.” Legal, não acharam?
Lembrando que a obra é o primeiro livro de uma
trilogia que mistura ficção policial com romance.
Lembrando que a obra é o primeiro livro de uma
trilogia que mistura ficção policial com romance.
Quanto a O Livro dos Dois Caminhos, os
comentários são em menor número do que os de Mistério em Cinnamon Falls,
mas a maioria deles é favorável. Escrevi “a maioria” porque, em minhas zapeadas
pela net, percebi que alguns leitores reclamaram do ritmo da história. Mas
calma aí, você que se interessou pelo livro não precisa ficar desanimado,
porque também vi vários blogueiros e youtubers opinando favoravelmente.
A premissa do romance gira em torno de Dawn Edelstein.
Após sobreviver a um acidente de avião, ela se vê dividida entre a vida estável
que construiu nos Estados Unidos — ajudando pessoas em estado terminal a se
prepararem para uma morte tranquila — e o amor e a carreira de egiptóloga que
deixou para trás no Egito há quinze anos. Enquanto a sua vida está em risco
(com a queda do avião), não é o seu marido que vem à sua cabeça, mas um homem
que ela não vê há quinze anos: Wyatt Armstrong. Dawn, milagrosamente, sobrevive
ao acidente — mas agora com o coração cheio de dúvidas.
Duas amigas da Lulu leram o livro e elogiaram muito o
cenário e a riqueza de detalhes sobre o Antigo Egito e a egiptologia. Elas
também acharam fascinante a profissão da protagonista — uma doula da morte que
ajuda pessoas em estado terminal. Uma delas classificou a obra de Jodi Picoult
como “maravilhosa!”.
E então? Se interessaram por Mistério em Cinnamon
Falls e O Livro dos Dois Caminhos?
Boa leitura para aqueles que pretendem “devorá-los”.
04 junho 2026
O Trem da Meia-Noite: Matt Haig nos Leva de Volta ao Universo de "A Biblioteca da Meia-Noite"!
Se você é do time que panfleta A Biblioteca da
Meia-Noite para todo mundo que conhece, prepare o coração. Junho chegou e o
Grupo Editorial Record decidiu abalar as nossas estruturas (e as nossas
carteiras)!
Ao lado do insano thriller Ala D, da nossa
rainha Freida McFadden — que já ganhou um post
completinho por aqui, corre para ler!, o lançamento mais aguardado
do mês é, sem dúvidas, O Trem da Meia-Noite.
O novo livro de Matt Haig chega às livrarias no dia 15
de junho pela Bertrand Brasil, e o nosso blog já separou todos os detalhes
que você precisa saber antes de embarcar nessa viagem. Vamos de spoiler (sem
estragar a leitura, claro)?
🗺️
Afinal, é uma continuação de "A Biblioteca da Meia-Noite"?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que está
bombando nas redes literárias. E a resposta é: sim, temos uma ligação
oficial!
O Trem da Meia-Noite
se passa exatamente no mesmo universo lúdico e emocionante do best-seller
de 2021. Pense nele como uma "peça complementar".
A grande reviravolta? Saem as infinitas estantes de
livros e entra uma estação ferroviária mágica que flutua exatamente no
limbo entre a vida e a morte. Consegue imaginar a beleza visual disso?
🎟️
Embarcando no Trem: Conheça a História
Desta vez, o nosso bilhete é para acompanhar a jornada
de Wilbur Budd, um livreiro de 81 anos cujo coração, de repente, para de
bater.
Na plataforma desse trem misterioso, ele recebe uma
passagem sem volta para o além. Mas, antes da partida final rumo à eternidade,
o trem oferece um último presente: a chance de viajar no tempo e reviver os
momentos mais marcantes do seu passado.
O Grande Dilema de Wilbur:
- O
Passado Perfeito: Ele volta direto para a lua de
mel em Veneza com Maggie, o grande amor da sua vida.
- Os
Erros Fatais: Wilbur revisita as escolhas erradas
que destruíram o seu casamento.
- O
Risco Total: A bordo do trem, ele tenta
desesperadamente mudar o passado, mesmo sabendo que alterar a linha do
tempo pode colocar sua própria alma e memórias em risco.
🧠
A "Fórmula Matt Haig" Que os Leitores Amam
Se você busca um livro que cure (ou cause!) uma
ressaca literária, Matt Haig sabe exatamente como fazer isso. O autor mantém
sua assinatura clássica, misturando uma ficção científica suave, fantasia e
reflexões profundas sobre saúde mental.
Nessa nova viagem, espere encontrar debates sensíveis
sobre:
- Arrependimento
e Culpa: O peso de olhar para trás e desejar
ter feito diferente.
- O
Poder do Agora: A importância de valorizar o
presente antes que ele vire passado.
- Amor
e Redenção: A busca pelo autoperdão e pela
aceitação da nossa própria história.
O trem funciona como a metáfora perfeita: uma chance
única de Wilbur olhar para a própria vida com a clareza que a pressa dos dias
nunca permitiu. Acredito que seja aquele tipo de leitura para favoritar e
chorar no final.
💬
Agora é sua vez!
A sua passagem já está comprada para o dia 15 de
junho? Você prefere a mística de uma biblioteca infinita ou o charme de uma
estação de trem mágica? Me conta aqui nos comentários se esse livro já vai
direto para a sua listinha de desejados!
Valeu galera! Até a próxima!
03 maio 2026
Vou te receitar um gato
Muitos leitores acreditam que para uma narrativa ser
boa basta ela manter o seu ritmo. Desculpe-me discordar daqueles que pensam
dessa maneira, mas na minha opinião para uma narrativa conseguir prender a
atenção de um leitor ela tem que ser instável e não do tipo: “coloque em quinta
marcha e siga em frente; meta o pau”. Quando “escrevo” instável estou querendo “dizer”
inconstante, ou seja, uma narrativa que mude o seu ritmo com uma certa
frequência, que não seja estável e sem oscilações.
Uma narrativa tem que ter os seus momentos de
adrenalina, mas também tem que ter os seus momentos de mansidão. Quando o leitor
pensa que a história caiu na mesmice, pimba! Chega aquele impacto que esse leitor
não esperava. Resumindo: uma narrativa, mais ou menos assim... do tipo montanha-russa.
E é nesse ponto que Vou te receitar um gato
da escritora japonesa Syou Ishida acaba pecando.
O livro engata uma quinta marcha e segue sem mudanças,
sem oscilações. Você acompanha a narrativa sabendo que ela não terá alterações
significativas em seu contexto. Em certo momento da história, cheguei a
exclamar: - Putz, parece que estou lendo algo pré-moldado! – Vejam bem, não
estou criticando o livro, mesmo porque, ele não é ruim, estou apenas afirmando
que por ser constante, chega um certo ponto que a história começa a enjoar. Me
diga uma coisa: qual é o ser humano que não gosta de chocolate (rs)? Mas agora
procure comer um tipo de chocolate várias vezes por dia e diariamente. Cara, tá
na cara que você vai enjoar.
O plot de Vou te
receitar um gato é muito bem feito mas foi explorado de uma maneira que
cansa o leitor. Imagine uma clínica psiquiátrica misteriosa e com um médico
psiquiatra mais misterioso ainda que aplica em seus pacientes uma metodologia
de tratamento se não estranha, pelo menos sui generis. Para curar problemas emocionais
como depressão, ansiedade, além de reveses na vida familiar ou profissional, além
de grandes decepções; o tal “psiquiatra” ao invés de recitar remédios ou pelo
menos conversar com o paciente, ele receita um gato. Isto mesmo, um gato! O
animal acaba influindo de várias maneiras – influindo positivamente – na vida
dessa pessoa. Quando o “tratamento” chega ao fim, o paciente devolve o gato
para a clínica.
Legal né galera? Não há como negar que o plot da
narrativa é diferente e com potencial para ser explorado. A escritora optou por
contar a história de cinco pacientes; cada um deles apresentando um problema em
sua vida que acaba sendo solucionado graças a intervenção de um gato. Quando o
paciente número um consegue resolver o seu problema, ele pega o gato e devolve
para a clínica misteriosa. Então, quando o paciente número dois, também se
livra de sua preocupação, lá vai ele devolver o gato para a clínica. E assim
vai se desenrolando a história.
No início, até concordo, é algo diferente e que prende
a atenção, mas depois cai na rotina como se a história caminhasse no ritmo de
um relógio com o leitor já sabendo qual horário os ponteiros irão marcar na
sequência.
Pontos importantes deixaram de ser explorados no
enredo como por exemplo a origem dessa clínica misteriosa – Ishida dá apenas
pequenas e muito pequenas pinceladas sobre a origem tanto da clínica como de
seu médico. O surgimento da enigmática Chitose, a recepcionista da clínica
psiquiátrica também foi muito mal explorada, confundindo o leitor que ficou sem
saber o que aquele mulher era, de fato.
Acredito que a autora quis guardar esses segredos para
serem revelados aos poucos nos outros dois livros da série: Vou te receitar outro gato e Que tal mais um gato. Mas no meu modo de
pensar, essa opção acabou deixando o primeiro volume da série cansativo. Se
todos esses segredos fossem esclarecidos logo no primeiro volume, com certeza, teríamos
um livro fantástico.
Agora, basta que vocês leiam os comentários sobre o
livro na Amazon ou no Skoob para ver que estou nadando contra a maré já que a
maioria desses comentários são altamente positivos, do tipo cinco estrelas com
os leitores derramando elogios para Vou
te receitar um gato, mas... fazer o que, estou apenas sendo sincero, expressando
a minha opinião.
Mas, vamos com uma breve sinopse do livro de Ishida.
No final de um beco escuro, há um prédio antigo onde funcionam vários
estabelecimentos. Um deles é a Clínica Kokoro, um lugar que apernas as almas
que mais precisam de ajuda conseguem encontrar. A misteriosa clínica oferece um
tratamento exclusivo – e um tanto estranho – para aqueles que vão até lá:
gatos.
Os pacientes muitas vezes ficam intrigados com essa
prescrição nada convencional, mas quando “tomam” o animal pelo período recomendado,
testemunham profundas transformações em suas vidas.
Enfim galera, é isso aí.
09 abril 2026
Os Humanos
Os
Humanos de Matt Haig foi meu companheiro de quarto durante o
meu processo de recuperação após a temida cirurgia de hemorroidectomia. Aquele
extraterrestre odiável no início, complicado e indeciso no meio trama, mas
adorável no final; esteve ao meu lado durante o meu pós operatório – doido e
sofrido – no hospital e depois em minha casa.
Confesso que não foi o melhor livro que já li, mas não
há como negar que o seu enredo prende
muito a atenção, principalmente pelo carisma do personagem principal: um ET que
vem ao planeta Terra para dizimar toda a sua população, mas conforme vai
vivendo em nosso meio e conhecendo os hábitos da população, a criatura vai
mudando de opinião colocando em risco a sua missão.
Enquanto lia Os
Humanos, me coloquei, muitas vezes, no lugar daquele ET. Imaginei estar de
passagem em um outro planeta completamente diferente do meu com muitos hábitos
estranhos, alguns até mesmo reprováveis. Mas então, durante a minha convivência
com os moradores desse planeta desconhecido e distante vou compreendendo que os
seus hábitos estranhos não tem absolutamente nada de reprováveis, pelo
contrário, alguns deles são até... amáveis.
É esta percepção que o personagem principal do livro
de Haig sente ao chegar em nosso planeta e começar a conviver com todos nós
terráqueos.
Ele se sente enojado pela aparência dos humanos, pelo
que eles comem e por sua capacidade de matar e guerrear. Mas, à medida que o
tempo passa, ele começa a perceber que pode haver mais coisas nessa espécie do
que havia pensado. Disfarçado de um ser humano, ele cria laços com a família de
um homem e começa a ver esperança e beleza na imperfeição humana, o que o faz
questionar a missão.
O extraterrestre vai perceber que existem as pessoas
más, mas também existem as pessoas boas de coração. Ele vai mais a fundo e
descobre o significado de gestos e atitudes como o perdão, o arrependimento, a
reação diante de uma perda e assim por diante. A cada descoberta sua, os
leitores vão se apaixonando por esse ET.
Por essa abordagem do autor, Os Humanos é um livro bem profundo, até mesmo filosófico em algumas
partes, mas muito gostoso de se ler. Como já foi dito, não foi o melhor livro
que li, mas certamente, foi um dos melhores.
No enredo de Os
Humanos, o professor Andrew Martin, um brilhante matemático da Universidade
de Cambridge, faz uma descoberta que pode mudar para sempre o destino da
humanidade. Algo que, para uma espécie tão primitiva e cheia de falhas como a
nossa, é perigoso demais. Por isso, uma raça alienígena “pacífica” de um planeta
distante, envia um emissário para a Terra.
Quando um visitante extraterrestre, frio e puramente
lógico, assume a identidade do professor, sua missão é clara: destruir as
evidências da descoberta e garantir que a Terra permaneça no seu patamar de insignificância
cósmica. Mas aos poucos, o emissário, isento de emoções, é modificado pela
própria humanidade que veio aniquilar.
Taí um breve resumo do enredo da obra. Enfim galera,
recomendo a leitura de “meu companheiro de quarto”. Acredito que vocês irão gostar
muito.
Ah! É importante lembrar que Os Humanos foi publicado originalmente em 2013, mas só chegou ao
mercado literário brasileiro em 2017 através da editora Jangada. Agora, aproveitando
o embalo dessa onda “pró Matt Haig” que está varrendo a Net graças ao sucesso
de A Biblioteca da Meia-Noite
e a expectativa em torno do lançamento de O Trem da Meia-Noite; a editora Bertrand
Brasil decidiu relançar Os Humanos com
um novo projeto gráfico.
28 março 2026
Seis meses para casar
Imagine só essa situação. Você está prestes a se
casar, ama o seu namorado e já pensando nos preparativos de seu casamento
decide pedir demissão do seu emprego. Isso mesmo! E mais: todos que trabalham
com você, incluindo o seu chefe, sabem que você está deixando a empresa onde
trabalha para se casar. Então, num belo dia quando você está se levantando da
cama de seu futuro marido, o que é que você encontra??? Hãaa??? Me diga.
Simplesmente, você encontra uma calcinha usada de uma outra mulher. No início,
o seu noivo ainda tenta disfarçar dizendo que havia comprado aquela calcinha
para lhe presentear ou então não sabe como ela foi parar ali. Do funcho de seu
coração, você ainda tem a esperança de que ele se arrependa, mas aí chega a
bomba: ele olha pra você e diz que não quer mais se casar. Buuuummmm! O seu
mundo desaba.
É essa a situação ou melhor, o pesadelo vivido por
Sayaka Kukori no romance Seis meses para
casar. Faltando três meses para o casamento, marcado para o dia de seu
aniversário de trinta anos, e logo após pedir demissão de seu emprego para
cuidar da cerimônia, ela descobre que está sendo traída e que seu noivo Kazuya,
não quer mais nada com ela.
Com os poucos ienes que tem na conta, humilhada e com
apenas um restinho de dignidade, Sayaka consegue uma colocação num outro
departamento da Revista onde trabalhava, com um chefe auto-centrado que adora
se exibir. Ele exige que Sayaka se case em seis meses enquanto escreve reportagens
sobre konkatsu que é a arte da busca por um marido, um costume tradicional no
Japão,
Taí galera, a partir desse momento começa a via crucis
da nossa Sayaka que se envolve em ‘poucas e boas’; verdadeiras peripécias
amorosas que acabam conquistando os leitores.
Gostei muito de Seis
meses para casar. Li o livro que tem pouco mais de 200 páginas rapidinho. O
romance de estreia de Kosuke Ohashi, constrói uma narrativa que mistura comédia
romântica, drama contemporâneo e crítica social. O autor conseguiu transformar
algo absurdo em um enredo leve recheado de muito humor e ironia mas também com
doses significativas de drama e crítica social.
Ao transformar a busca amorosa em uma espécie de
experimento jornalístico, a narrativa coloca Sayaka em situações que expõem as
suas inseguranças. Um dos pontos fortes do enredo é a força que brota na
personagem que consegue transformar essas inseguranças em combustível para
superar as dificuldades que vão surgindo ao longo de seu caminho enquanto tenta
cumprir essa missão até certo ponto estranha e bizarra.
Destaque para Usami, o excêntrico chefe de Sayaka que
tira suas teorias mirabolantes sobre casamento das histórias de marcas de luxo,
como Louis Vuitton, Prada e Givenchy. Podemos definir Usami como um personagem
emblemático muito importante na trama. Com certeza, a galera irá gostar.
Vocês devem estar se perguntando: - “E aí? Vale a pena
ler Seis meses para casar? Sim, vale
muito a pena. Principalmente, os leitores que estão procurando uma narrativa
leve, divertida, mas ao mesmo tempo reflexiva.
24 janeiro 2026
Três histórias de amor que serão lançadas em fevereiro para os leitores devorarem no mês dedicado à São Valentim
Mês de junho é o mês dos namorados, certo? Não;
errado. Pelo menos para a maioria dos países espalhados por esse mundão afora,
incluindo os Estados Unidos e quase todos da América do Sul, com exceção de
Brasil e Colômbia. Na Colômbia, o Dia dos Namorados é celebrado no terceiro
sábado de setembro – o motivo? Não sei; e para ser sincero... não estou afim de
pesquisar – mas no Brasil, todos nós sabemos que a data que celebra o amor e os
casais apaixonados é 12 de junho. Portanto, aqui na terrinha, o mês dos
apaixonados é junho.
Mas por que junho?? Pois é, foi tudo culpa do João Dória
(o pai, publicitário). Dono da agência Standart Propaganda, ele foi contratado
pela loja Exposição Clipper com o objetivo de melhorar o resultado das vendas
em junho, que eram sempre muito fracas. Inspirado pelo sucesso do Dia das Mães,
Doria instituiu outra data para trocar presentes no ano: o Dia dos Namorados.
Junho foi escolhido porque era justamente o mês de
desaquecimento das vendas. O dia 12, por sua vez, está na véspera da celebração
de Santo Antônio, que é famoso no Brasil por ser o santo casamenteiro.
Unindo, então, o útil ao agradável, Doria criou a
primeira propaganda que instituiria a data no país.
Quanto a origem do Valentine's Day (Dia de São
Valentim) que é a data dos namorados celebrada nos Estados Unidos, na Europa e
como já citei, na maioria dos países sul-americanos, é muito anterior ao Dia
dos Namorados no Brasil. A data começou a ser celebrada no século 5.
Reza a lenda que no século III, um Bispo chamado
Valentim desafiou o imperador Cláudio II ao realizar casamentos secretos para
jovens soldados (o que era proibido para essa classe militar), defendendo o
amor e o matrimônio, o que o levou ao martírio e o associou à celebração do
amor romântico. Valentim, porém, defendeu que o casamento era parte do plano de
Deus e dava sentido ao mundo. Por isso, ele quebrou a lei e passou a organizar
cerimônias em segredo.
E tudo indica que a editora Verus entrou no clima do
Valentine’s Day decidindo antecipar as comemorações do Dia dos Namorados por
aqui. Sem problemas né galera? Desde que no mês de junho a editora do Grupo
Record promova uma segunda celebração, desta vez, com ênfase paraaa data
comercial criada por Dória. O que eu tenho quase certeza, acontecerá; Ufaaa!!
(rs).
Das novidades que serão lançadas pela Verus no mês de
São Valentim, três me chamaram a atenção. São histórias de amor para agradar todos
os gostos; desde aqueles leitores que apreciam um romance de época aqueles que
adoram uma história de amor apimentadinha. Vamos conferir?
01
- Hathor e o Príncipe (J. J. McAvoy)
Cara, na minha opinião romance de época com cenas hot
não combinam, tanto é que acho difícil ou... impossível encontrar um enredo que
“casem” essas duas características. Mas acreditem, a escritora canadense J.J.McAvoy
alcançou essa proeza. Alguns leitores que apreciam esses dois gêneros dizem que
ela conseguiu unir o útil ao agradável (rs).
Portanto, aos fãs de romance de época com cenas hot, o
livro com protagonismo negro Hathor e o
Príncipe, de J. J. McAvoy, é uma boa indicação para os leitores desse
segmento.
De acordo com o release promocional fornecido pela
editora Verus, a obra narra a saga de uma jovem determinada a sair da sombra da
irmã e de um príncipe que não é nada do que ela sonhou. Resultado: um romance
profundo que surge de incessantes provocações.
No release da editora, Hathor Du Bell sempre lutou
para sair da sombra de sua querida irmã mais velha, Afrodite. Já se passaram
dois anos desde sua estreia na sociedade e, apesar de Afrodite ter se casado
com um duque, tornando-se duquesa, Hathor ficou com os pretendentes mais
pacatos da alta sociedade. Com o fim da temporada londrina se aproximando, a
ansiedade de Hathor chega ao limite. Será ela a única Du Bell condenada a não
encontrar o amor verdadeiro?
O sonho de Hathor se realiza quando a rainha anuncia
que apresentará seu sobrinho ― nada mais, nada menos que um príncipe ― durante
o evento social de uma semana no Castelo Belclere, dos Du Bell. Mas a
possibilidade de fazer parte da família real desmorona quando Hathor se depara
com o príncipe Wilhelm Augustus ― que, de realeza, só tem o título.
Uma rivalidade cheia de provocações pode acabar dando
lugar a um romance verdadeiro, e Hathor precisará lutar por seu final feliz,
apesar das expectativas da sociedade. Em meio a bailes ― e sentimentos ―
grandiosos, os últimos eventos da temporada prometem ser os mais românticos e
chocantes de todos.
Hathor
e o Príncipe deve chegar nas livrarias brasileiras em
9 de fevereiro.
02
– Risco de colisão (Amanda Weaver)
Depois do sucesso de No limite da velocidade, a autora Amanda Weaver lança Risco de colisão (Vol. 2), novo livro de
romance esportivo e picante. Os dois livros, aliás, fazem parte da série Corações Velozes.
Risco
de colisão mostra ser um prato cheio para os fãs de histórias de
amor com muita paixão, velocidade e personagens complexos no cenário da Fórmula
1.
O livro de Amanda Weaver narra a história de amor e
tensão entre uma relações-públicas chamada Violet Harper e um despreocupado piloto
de Fórmula 1, Chase Navarro. O enredo foca em como suas vidas se cruzam em meio
à velocidade e aos desafios do esporte, com muito drama, romance e sentimentos
intensos.
Confira um resumo do release promocional liberado pela
editora Verus: “Violet Harper não está à procura do amor nem de qualquer outra
coisa que a distraia de sua carreira. Bem-sucedida como relações-públicas e com
muitos contatos ao redor do mundo, a última coisa que ela deseja é se
apaixonar. Mas suas regras são abaladas depois que ela passa uma noite intensa
com Chase Navarro, um despreocupado piloto.
Ao aceitar trabalhar com uma nova escuderia de Fórmula
1, Violet descobre que Chase acabou de assumir como piloto da equipe. Ela
promete não se deixar levar por um cara tão charmoso e irritante, mas o fato é
que ele tem o rosto perfeito para promover a imagem da equipe.
Tudo o que Chase quer é dominar as pistas, o mais
rápido que puder. Mas ele não consegue parar de pensar em Violet — uma
distração da qual não precisa. Enquanto Chase sonha em conquistar seu primeiro
pódio, Violet insiste que ele esteja sempre em frente às câmeras como a nova
estrela da Fórmula 1. Só que isso significa passar muitas madrugadas ao lado da
linda e por vezes rabugenta relações-públicas.
Conforme os dois trabalham juntos, a química só
aumenta, e o risco de uma colisão entre eles é cada vez maior. Com as carreiras
de ambos em jogo, Violet vai levantar a bandeira vermelha para essa atração ou,
enfim, deixar o amor seguir sua rota?” E aí? Se interessaram? O livro chega por
aqui no finalzinho de fevereiro.
03
– Seis meses para casar (Kosuke Ohashi)
Segundo a editora Verus, trata-se de uma história de
amor leve e divertida que explora as peculiaridades do konkatsu e da vida no
Japão enquanto prova que o inesperado, o improvável, o quase impossível, também
pode acontecer. Ah! Vocês que acabaram de ler o que eu escrevi acima devem
estar se perguntando: - Afinal, o que vem a ser “Konkatsu”??. Eu esclareço: “Konkatsu”
é um termo japonês que significa literalmente "atividades de caça ao
casamento" ou "busca ativa por um parceiro de casamento". O
termo surgiu por volta de 2007 e reflete a abordagem proativa que muitos
solteiros japoneses adotam para encontrar um cônjuge.
Em Seis meses
para casar que foi um best-seller instantâneo no Japão alcançando milhares
de vendas num curto espaço de tempo, iremos conhecer a personagem Sayaka Kuroki
que pensava que tinha a vida toda resolvida... até encontrar uma calcinha na
cama do noivo. De repente está desempregada, solteira e desesperada.
Faltando três meses para o casamento, que está marcado
para seu aniversário de trinta anos, e logo após pedir demissão para cuidar da
cerimônia, Sayaka Kuroki descobre que está sendo traída e que seu noivo,
Kazuya, não quer mais nada com ela.
Com os poucos ienes que tem na conta, uma ressaca e um
restinho de dignidade, Sayaka vai até a editora da revista em que trabalhava
para pedir seu emprego de volta. Porém o cargo já está ocupado, e a única
alternativa é passar para outro departamento, com um chefe autocentrado, que
adora se exibir… e que exige que ela se case em seis meses enquanto escreve
reportagens sobre konkatsu, a arte da busca por um marido. Então... muitas “coisas”
começam a rolar em sua vida. A previsão de lançamento é para o dia 23 de fevereiro.
Taí galera. Pensando em reservar o seu livro para
devorá-lo no mês dedicado a São Valentim?
12 janeiro 2026
Das páginas para o streaming: “De Férias Com Você” de Emily Henry ganha adaptação pela Netflix
Aqueles que gostam de filmes românticos baseados em
histórias literárias de sucesso devem estar vibrando com a iniciativa da Netflix
em transpor para as telas o livro De
Férias Com Você da escritora norte-americana Emily Henry. Esta alegria, com
certeza, já se multiplicou porque o filme está disponível na conhecida plataforma
de streaming desde o dia 9 de janeiro.
Acredito que muitos seguidores do “Livros e Opinião”
estão soltando aquele famoso grito de guerra que a marca registrada dos
devoradores de livros quando se deparam com a informação de que um livro que eles
amam será adaptado para as telonas ou telinhas: - “Iahruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!”
Pois é, enquanto escrevo esse post até posso imaginar
muitos de vocês – principalmente aqueles que ainda não sabiam da novidade -
dando esse grito.
Mas será que toda essa alegria é justificável? Olha...
quem conhece o livro garante que é. Eu ainda não tive a oportunidade de ler,
mas conheço pessoas, inclusive alguns colegas, que leram a obra de Henry e
amaram. Portanto, como confio no bom gosto literário dessa galera, acho que toda
essa empolgação é mais do que justificável.
O filme da Netflix rapidamente despertou interesse de
quem gosta de histórias envolventes, com personagens imperfeitos e emoções que
se constroem aos poucos.
O romance, publicado em 2021pela editora Verus do
Grupo Editorial Record, se tornou um fenômeno nas livrarias e nas redes
sociais, e agora ganha vida com uma adaptação esperada por muitos leitores.
A minha dica é que a galera leia primeiramente o livro
e depois assista ao filme. Por quê? Vamos lá. Na minha opinião – e olha que eu mantenho
esse hábito há muuuitos anos - ler o livro antes do filme permite que a sua
imaginação crie os personagens e cenários, oferecendo uma profundidade maior
com pensamentos e detalhes que geralmente são cortados na adaptação, o que
torna a experiência mais rica e a surpresa do filme (com suas visões e
alterações) mais prazerosa, além de preparar o terreno para uma leitura mais
fácil ao já conhecer a trama. Assistir ao filme primeiro pode
"estragar" a surpresa e limitar sua visualização aos atores e
cenários do cinema, tornando a leitura menos prazerosa. Concordam? Pelo menos é
o que eu acho. Assim, vamos conhecer melhor Poppy e Alex nas paginas pra depois
vê-los no filme. Lembrando que na adaptação da Netflix, Poppy será vivida pela
atriz Emily Bader e Alex será interpretado por Tom Blyth.
No enredo literário criado por Emily Henry, os
personagens Poppy e Alex não têm nada em comum. Ela é uma garota rebelde; ele
usa calça cáqui. Ela tem um desejo insaciável de viajar; ele prefere ficar em
casa lendo um livro. E de alguma forma, desde uma fatídica carona na faculdade
há muitos anos, os dois são melhores amigos.
Durante a maior parte do tempo, Poppy e Alex moram
longe um do outro. Ela em Nova York, ele em sua pequena cidade natal. No
entanto, todo verão, há dez anos, embarcam juntos em uma semana deliciosa de
férias.
Até dois anos atrás... quando eles estragaram tudo. E,
desde então, não se falaram mais.
Poppy tem todas as coisas de que precisa, mas se sente
estagnada. E, se alguém lhe pergunta quando foi a última vez que se sentiu
realmente feliz, ela sabe que foi naquela viagem final com Alex. Por isso
decide convencer seu melhor amigo a saírem de férias juntos mais uma vez, pôr
tudo em pratos limpos, fazer dar certo. Milagrosamente, ele concorda.
Agora Poppy tem uma semana para consertar as coisas.
E, quem sabe, contornar a grande verdade não dite em sua amizade aparentemente
perfeita. Será que algo mais ainda pode dar errado?
E aí? Se interessaram. Então, vamos iniciar a
maratona: ler o livro e depois assistir ao filme da Netflix.
Valeu galera!
24 setembro 2025
Atmosfera
- “Hã, tá bom”.
- “Me desculpa, foi sem querer”.
- “Tá”.
- “Sim”.
Cara, Joan Goodwin é uma das personagens mais chatas
da literatura. Juro que fiquei admirado com a composição dessa personagem por
Taylor Jenkins Reid. Puxa vida, afinal de contas ela criou duas personagens
antológicas da literatura de ficção: Evelyn Hugo e Daisy Jones. E por “falar”
nisso, como eu amei essas duas mulheres de OsSete Maridos de Evelyn Hugo e Daisy
Jones & The Six: Uma História de Amor e Música. Mas tudo bem, o assunto do post, agora, é a nada
inspiradora Joan Goodwin e Atmosfera.
Joan concorda com tudo, aceita tudo e como não
bastasse ainda é capacho de Bárbara, a sua irmã mais nova e intragável. Tudo o
que Bárbara manda, ela faz: “cuida da minha filha”, “faz isso”, “faz aquilo”,
“hoje eu não estou afim disso, por isso, você faz”. Galera, é o tipo do diálogo em mão única”: eu
mando e você faz.
Me desculpem aqueles que gostaram da personagem; aqueles
acharam Joan de uma poesia pura, educada, inteligente e outras coisas mais. Eu
não gostei. Para mim foi uma personagem sem sal e sem açúcar e que contribuiu
para transformar Atmosfera num
romance sem sal e sem açúcar. Cara, não acredito que estou escrevendo isso de
um livro de Jenkins Reid, pois é, mas infelizmente estou.
A personalidade que falta em Joan Goodwin, por outro
lado, sobra em Vanessa Ford. Esta personagem sim, fantástica. Adorei Vanessa.
Firme quando tem que ser firme, carinhosa quando tem que ser carinhosa, educada
quando tem que ser educada, e chutar o balde quando esse balde tem que ser
chutado. Pena que ela é somente uma personagem de apoio; tudo bem que seja uma
personagem importante para a trama, mas sem direito ao protagonismo que foi
parar “nas mãos” de... Arghhhhh!... Joan.
Como já expliquei acima, esta falta de empatia com
Joan foi um dos pontos principais de não ter gostado de Atmosfera, mas tiveram outros, também.
O plot principal da história é o romance entre dois
personagens; um romance, diga-se de passagem, bem complicado e desafiador.
Complicado e desafiador porque acontece dentro do contexto da Nasa dos anos 80,
por isso, um relacionamento onde os personagens principais enfrentam muitos
obstáculos.
As subtramas que giram em torno desse plot são muito
fracas e não prendem a atenção do leitor que fica dependente da trama principal,
torcendo pela sua chegada nas páginas – e quando digo torcendo pela sua chegada,
estou querendo ‘dizer’ torcendo pela chegada das atitudes de Vanessa Ford...
esqueça a patética Joan Goodwin.
Fazem parte dessas subtramas o relacionamento
conflituoso de Joan com a sua irmã Bárbara; o relacionamento amorfo de Joan com
a sua sobrinha Frances; o núcleo de personagens amigos de Joan e Vanessa que
estão na mesma turma de treinamento de astronautas na Nasa e os seus conflitos
familiares; o treinamento dos astronautas novatos e por fim, a viagem espacial da
qual participará grande parte desses personagens. O problema é que esses plots
paralelos não conseguem prender a atenção dos leitores.
O livro é escrito em dois tempos: presente e passado. Atmosfera começa com tudo: uma perigosa
e arriscada missão espacial que não saiu como o previsto, colocando em perigo a
vida de todos os participantes. Este capítulo “turbinado” é mesclado com outros
capítulos bem mornos e que apresentam as ações que acontecem no passado dessa
turma de astronautas amigos, bem antes dessa missão espacial. Estres trechos que
ocupam ‘graaaaannnnde’ parte da obra, envolvem o treinamento desses mesmos
astronautas e os seus conflitos familiares.
Quando li o primeiro capítulo, pensei comigo: “Uhauu!
Esta história vai pegar!!”; mas não pegou. Ela só voltou a “pegar” no epílogo
quando a autora retoma a ação inicial vivida no tempo presente; ação que também
aparece em “conta-gotas” em capítulos curtos e esporádicos no meio da trama.
Para finalizar, creio que a história terminou de uma
maneira abrupta deixando desamarrado o relacionamento dos dois personagens
principais. Creio que a maioria dos leitores ficou com aquela pergunta
trradicional presa na garganta: - “Mas o que aconteceu depois?”
Ok; vamos com um pequeno resumo de Atmosfera. Joan Goodwin é obcecada pelo
Universo desde que se entende por gente. Atenciosa e reservada, está satisfeita
com a vida de professora universitária até deparar com o anúncio da Nasa à
procura de mulheres cientistas interessadas em participar do projeto do
primeiro programa de ônibus espacial. De repente, o que Joan mais quer é ser
uma das poucas pessoas a ir para o espaço.
Entre milhares de candidatas, ela acaba sendo selecionada
e assim, inicia o seu treinamento. Dentro da Nasa ela faz amizade com um grupo
de pessoas que também foram selecionadas. Enquanto os astronautas aprofundam os
laços de amizade e se preparam para os primeiros voos, Joan descobre uma paixão
e um amor que nunca imaginou viver.
Agora, para fechar mesmo, só uma pequena observação: novamente o "menino", aqui, nadou contra a maré porque a maioria das pessoas que leram o novo livro de Jenkins Reid amaram a história. Basta consultar o Skoob e outras plataformas literárias. Mas acho que a diversidade de opiniões, sem extremismo e intolerância, é bem-vinda porque nos conduz a escolhas melhores.
Por hoje é só.
06 setembro 2025
Pequenos Segredos
O livro de Jennifer Hillier conta a história de um
sequestro misterioso e muito rápido. Uma mulher está num centro comercial
movimentado, cercada de pessoas, com o seu filho de apenas quatro anos. No
momento em que ela solta a mão da criança para atender o telefone... o menino
desaparece. As imagens das câmeras de segurança mostram o pequeno Sebastian
saindo do local de mãos dadas com um homem fantasiado de Papai Noel. Desde
então sua mãe, Marin Machado tem como único foco na vida descobrir o que
aconteceu e reencontrar o filho.
Aqueles que lerem essa sinopse, certamente pensarão
que o enredo é bem frenético e com muitas reviravoltas ao longo da trama. Esta
expectativa ficará ainda maior após os leitores terem contato com a campanha promocional
de lançamento da obra pela editora Faro Editorial que na época da publicação de
“Pequenos Segredos”, em 2023, prometeu uma avalanche de plot twists.
Sinto “dizer”: mero engano. Esqueça o sequestro, as
reviravoltas em torno desse sequestro; dicas sobre os possíveis envolvidos; a
busca desesperadora para encontrar o garoto; enfim, esqueça tudo isso. Estes
detalhes só irão aparecer perto do final da trama, em suas últimas páginas
quando o mistério começa a ser esclarecido e por fim o vilão é revelado.
Pois é, comecei a ler Pequenos Segredos muito motivado, pensando encontrar todo esse
“tempero” em seu enredo, mas no final o que encontrei, de fato, foi um drama
familiar. Grande parte da trama é centrada no drama vivido pelos pais de
Sebastian após o seu sequestro, ou seja, quais mudanças o rapto da criança
provocou na vida de Marin e Derek, um casal de classe média-alta que vê toda a
sua vida se desestruturar após essa situação. É aí que entram as traições,
mentiras, brigas, etc.
O problema é que esse drama familiar torna a história
lenta deixando a leitura muito arrastada e sem perspectivas. Por exemplo, a
autora perdeu muito tempo descrevendo o dia a dia de um grupo de apoio para
mães com filhos desaparecidos da qual Marin faz parte. Os relatos dos
integrantes desse grupo não tem nenhuma ligação com o núcleo central da trama
que é o sequestro de Sebastian; saber quem o sequestrou e porquê.
Com o virar das páginas, vemos também a deterioração
do relacionamento de Marin e Derek que vai se desgastando com traições e até
mesmo tentativas de suicídio.
Nem mesmo quando Marin contrata uma detetive
particular, a história engrena. Juro que nessa parte da trama fiquei animado
porque pensei que finalmente com a entrada de uma detetive, com certeza, Hillier
voltaria ao núcleo central da trama que é o sequestro, mas não foi isso que ocorreu.
As descobertas de Vanessa Castro no decorrer da trama não tem nada a ver com o
sequestro. As revelações interessantes da detetive só acontecem perto do final
do livro.
Os tais ‘pequenos segredos’ do título da obra de
Hillier diz respeito, portanto, aos relacionamentos do casal Marin e Derek e
não ao sequestro. Surgem pequenas (não grandes) reviravoltas, mas envolvendo, somente,
o relacionamento dos dois. Só quase
perto do final que iremos descobrir quem tramou todo o sequestro de Sebastian.
E cá, entre nós, não tive nenhuma surpresa; já havia “matado” fácil o nome do
vilão bem antes. Estava muito na cara.
Por hoje é só, valeu galera!
21 agosto 2025
Antes de Partir
Gosto dos livros de Charlie Donlea, não em um todo, mas gosto. O que estou querendo explicar é que as vezes os plot twists secundários me agradam muito, enquanto o plot final me decepciona ou vice-versa; às vezes a história é fraca, mas por outro lado, as reviravoltas são fantásticas; e também, pode acontecer o contrário, as reviravoltas da obra são fracas mas o enredo e a composição dos personagens compensam essa falha. Enfim, de um modo geral, gosto sim de seus livros, com exceção de... Antes de Partir que me decepcionou. Dos livros que li do autor –A Garota do Lago, Não Confie em Ninguém, Procure nas Cinzas e Antes de Partir – esse último foi o mais fraco.
Achei a leitura maçante; a história não de se desenvolve,
ao contrário, se arrasta. Donlea embaça muito, criando situações desnecessárias
entre os personagens centrais Abby e Joel. Cada encontro que os dois tem é “recheado”
de muita enrolação. A interação entre Abby e sua irmã Maggie também não evolui.
Cada momento que as duas tinham eu já imaginava: “lá vem encheção de linguição”,
o que de fato acontecia.
Achei o mistério da carta que Ben (marido de Abby)
escreveu para a sua esposa antes do acidente apenas razoável, mas sem nenhum
impacto – mesmo sendo um motivo nobre, mas como plot twist de uma história, a
surpresa não foi nenhum pouco impactante.
Outro detalhe é que Donlea é um escritor respeitado
por criar plot twists incríveis, além de compor personagens com químicas
perfeitas. Mas desta vez, isso não aconteceu. Achei Abby e Joel personagens
mornos, além disso, a química entre os dois não funcionou. Quanto ao final...
muito estranho, juro que eu não esperava por aquele desfecho, o qual também não
gostei. Acreditava que Ben acabaria conseguindo voltar para casa e assim,
colocar o “mundo” de sua esposa de cabeça para baixo. Ficava imaginando comigo:
- Putz, como Abby vai contornar essa situação – mas então Don Lea acabou
optando por um final menos racional e mais... será que vou liberar spoiler??? Bom,
paciência, lá vai: um final mais espiritual. Com isso, no meu modo de ver, o
impacto também acabou se diluindo.
É importante frisar que Antes de Partir é um livro totalmente fora da curva na carreira literária
de Charlie Donlea que é conhecido por escrever thrillers policiais e de suspense.
Dessa vez, ele decidiu se enveredar pela senda do romance. Isso mesmo! Podem
acreditar, Antes de Partir é uma
história de amor completamente diferente do gênero que consagrou o criador do
megassucesso A Garota do Lago.
Em Antes de
Partir, o autor narra o drama de Abby Gamble que um ano após o avião em que
o seu marido viajava ter desaparecido no oceano Pacífico, ela ainda tenta
superar a dor da perda. O relacionamento entre ela e Ben era incondicional e
profundo, e se fortaleceu ainda mais ao terem de lidar com uma tragédia na
família anos atrás. Abby sabia que Ben iria querer que ela seguisse em frente.
Seu primeiro passo foi entrar de cabeça no trabalho, dedicando-se a sua empresa
de cosméticos... até que ela conhece Joel, um médico cujo passado é tão repleto
de cicatrizes quanto o dela.
Taí galera, mesmo não tendo apreciado a leitura,
espero, de coração, que gostem do livro. Afinal, nenhuma opinião carrega em si,
a aura da unanimidade.
19 maio 2025
Conclave
Se você já assistiu “Conclave” de Edward Berger, filme
indicado em oito categorias no Oscar 2025, incluindo a de “Melhor Filme” e “Melhor
Roteiro Adaptado”, não perca o seu tempo lendo o aclamado livro homônimo de
Robert Harris publicado originalmente em 2016 e que deu origem a produção
cinematográfica. Não estou querendo “dizer” que a obra literária é ruim; longe
disso. Quero apenas alertar: como o livro foi adaptado ao pé da letra para as
telonas – com exceção dos nomes e nacionalidades de alguns personagens – as reviravoltas
que deixam a trama interessante e com a capacidade de, com toda a certeza,
surpreender o ‘leitor-cinéfilo’ perderão todo o seu impacto. Esses plot twists
são semelhantes, ou seja, o que você assistiu no filme também irá ler no livro,
sem mudanças, por mais sutis que sejam.
Feito essa ressalva, o livro de Harris é excelente e consegue
prender a atenção dos leitores com a sua linguagem fluida e reviravoltas
surpreendentes. Sendo mais específico: duas revelações envolvendo dois
personagens e uma reviravolta bombástica (um verdadeiro soco no fígado) que
acontece, somente, no final do livro. Para ser mais exato, esse “soco” é
desferido nas últimas quatro páginas do romance. No meu caso, como ainda não
tinha assistido ao filme, fiquei boquiaberto. Jamais pensei naquela reviravolta
e olha que eu sou bom para descobrir plot twists por antecipação.
A trama de Conclave
gira em torno da morte de um papa reformista e consequentemente do intrigante e
misterioso processo de escolha de um novo líder da Igreja Católica. Dias depois da morte do papa, mais de cem
cardeais do mundo todo se reúnem para eleger seu sucessor. São todos homens
santos, mas têm rivalidades, ambições e fraquezas, e, nas próximas setenta e
duas horas, um deles se tornará a figura espiritual mais poderosa da Terra. A tarefa
não se mostrará nada simples, pois entre os elegíveis e os grupos que se formam
em torno deles há diferenças inconciliáveis: globalistas e isolacionistas, os
que clamam pelo primeiro papa negro, religiosos com fortes opiniões sobre o
papel das mulheres e do casamento gay, as correntes conservadoras e os
reformistas, os que rejeitam a riqueza e os que abraçam o luxo. E, para
completar, surge a notícia de que o falecido papa elegeu em segredo um cardeal
até então desconhecido de todos.
O encarregado de executar e coordenar essa reunião
confidencial do colégio de cardeais (Conclave) é cardeal italiano Lomeli que nos
cinemas foi vivido pelo famoso ator Ralph Fiennes.
Os quatro principais candidatos a suceder o papa morto
são Aldo Bellini, da Itália, um liberal na linha do falecido Papa; Joshua
Adeyemi, da Nigéria, um conservador social; Joseph Tremblay, do Canadá, um
moderado dentro da Igreja; e Goffredo Tedesco, da Itália, um tradicionalista
convicto.
A linguagem do romance é tão fluida que o autor
consegue fazer com que os leitores mergulhem dentro da história, por isso,
temos a impressão de estar alí, no Conclave, no meio dos cardeais participando
de suas tramas, alianças e reuniões secretas visando a escolha de um novo papa.
Aliás, a descrição dos detalhes de como é organizado um conclave, além dos rituais
de votação dos cardeais é perfeito. Fiquei imaginando se tudo aquilo não
passava de invenção, bem longe da realidade, saída da cabeça de um escritor de
ficção; mas no final do livro quando Robert Harris faz os seus agradecimentos
as pessoas que colaboraram com a obra, ele ressalta que entrevistou um cardeal
que já participou de um Conclave, no entanto, como as suas conversas foram não
oficiais, ele optou por não citar o nome desse cardeal. O autor cita também que
no início de suas pesquisas para escrever o livro, ele pediu permissão ao
Vaticano para visitar as locações usadas durante um Conclave e que ficam
permanentemente fechadas ao público. Esta permissão, segundo Harris, foi
concedida por um monsenhor do Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo
Pontífice. Assim, está explicado o motivo da fluidez na construção da trama,
principalmente, no que se refere a organização, realização e execução de um
Conclave.
Mas vamos às três surpresas da trama que valem a pena ser
destacadas. Sem spoilers, é claro. A primeira delas envolve o cardeal canadense
Tremblay; a segunda, o cardeal nigeriano Adeyemi e o soco no fígado envolve o
cardeal Benítez, cuja existência era desconhecida de todos os cardeais e que
havia chegado ao Vaticano apenas poucas horas antes do Conclave. Não posso
revelar mais do que isso, senão acabaria estragando um plot twist bombástico
daqueles que desnorteiam qualquer leitor.
Enfim, é isso galera. Leiam o livro e somente depois
assistam ao filme... se quiserem, porque, acredito, que apenas o livro já
basta.
28 fevereiro 2025
Carnaval literário: 6 histórias de amor que farão o seu coração bater mais forte nesses dias de folia
Tenho um amigo que vive dizendo que é uma pessoa de
“extremos” ou seja, em um momento deseja fazer algo e depois de poucas horas ou
até mesmo minutos já deseja seguir um outro caminho totalmente inverso.
Certo dia ao me afirmar isso, eu lhe respondi que todo
o ser humano – ou pelo menos, a maioria - é uma pessoa de extremos porque numa
fase de suas vidas tem certos desejos mas depois, com a chegada de outras
fases, esses desejos mudam, as vezes, radicalmente. Por exemplo, na juventude gostamos
de algo, já na terceira idade passamos a detestar.
Vejam o meu caso, quando era jovem, adorava fígado
bovino frito, hoje, eu passo. O mesmo vale para o Carnaval que eu amava – era
um dos últimos a sair do salão – mas hoje, confesso que não morro mais de
amores pela festa de momo. Prefiro ficar em casa vendo algumas séries no
streaming e principalmente, lendo; mas lendo bastante. Aliás, aproveito esse
período em que a maioria dos brasileiros estão nas ruas ou nos salões pulando
ou dançando, para colocar as minhas leituras em dia ou então, ‘maratonar’ algum
gênero literário.
Ainda me lembro que no Carnaval passado tomei a
decisão de reler os três livros da chamada Saga
Lecter – O Silêncio dos Inocentes,
Dragão Vermelho, Hannibal e Hannibal, A Origem
do Mal. E posso garantir para a galera que foi um carnaval literário inesquecível.
Por isso, como acredito que muitas pessoas preferem
passar o carnaval na tranquilidade de seus lares com um livro nas mãos, resolvi
escrever esse post onde indico seis livros para a galera que aprecia o gênero
romance. Se você aprecia uma história de amor de qualidade, com certeza irá
amar esses livros. Vamos nessa? Então, bom carnaval! Ooops! Quero dizer: boa
leitura!
01
– O Diário de Uma Paixão (Nicholas Sparks)
O livro de Nicholas Sparks é uma das obras mais
românticas que já li. Um livro daqueles que fazem o seu coração verter em
lágrimas. Putz! Que história de amor! Uma das mais emocionantes que eu conheço.
A história é o retrato de uma relação rara e bela, que
resistiu ao teste do tempo e das circunstâncias. Com um encanto que raramente é
encontrado na literatura atual. Os personagens Noah e Allie se tornaram os meus
preferidos e até agora posso afirmar que nenhum outro conseguiu desbancar essa
posição.
Basta dizer que O
Diário de Uma Paixão (veja resenha que escrevi em 2014 aqui) é uma história de amor entre duas
almas gêmeas e que nem mesmo as piores dificuldades enfrentadas na juventude e
também na velhice foram capazes de separá-los. Pelo contrário, esses obstáculos
serviram para uni-los ainda mais. Pronto! Isso basta para resumir a história de
Noah e Allie cujo romance vendeu aproximadamente 12 milhões de cópias e foi
traduzido para mais de 20 línguas.
02
– O Diário de Suzana para Nicolas (James Patterson)
Quer passar um carnaval fofo? Então leia O Diário de Suzana para Nicolas de James
Patterson. Galera, que livrinho fofo!
Li as 222 páginas num dia só. Comecei às 7 da manhã de
um sábado e terminei por volta das 15 horas. Antes de ler, pensei que seria
algo bem clichê, mas mesmo assim, pensei comigo: para quem assistiu “Love
Story” e gostou, uma leitura clichê não seria problema algum. Mas o livro de
Patterson é muito bem elaborado, com reviravoltas que chocam os leitores e
outras que emocionam. Não tem nada de clichê. A linha narrativa consegue
manter, sem enrolação, o suspense de um segredo incrível que só é revelado nas
páginas finais.
A obra conta a história do poeta Matt Harrison que
acaba de romper o seu relacionamento com Katie Wilkinson, uma jovem editora que
não tinha qualquer dúvida quanto ao amor que os unia. Por isso, ela não
consegue entender como um relacionamento tão perfeito pôde acabar tão de
repente.
No dia seguinte ao rompimento, Katie encontra um
pacote deixado por Matt na porta de sua casa. Dentro dele, um pequeno volume
encadernado traz na capa cinco palavras, escritas com uma caligrafia que ela
não reconhece: “Diário de Suzana para Nicolas”
Ao folhear aquelas páginas, Katie logo descobre que
Suzana é uma jovem médica que, depois de sofrer um enfarto, decidiu deixar para
trás a correria da cidade grande e se mudar para um lugar tranquilo onde acaba
conhecendo Matt e se apaixonando. É neste lugar tranquilo que nasce o filho
deles, Nicolas.
Ao tomar conhecimento disso, várias dúvidas começam a
povoar a mente de Katie, sendo a principal: ‘Por que Matt teria lhe deixado
aquele diário?’
Confusa e sofrendo com o fim do relacionamento, é nas
palavras de outra mulher que Katie encontrará as respostas para esse enigma.
03
– Novembro de 63 (Stephen King)
Antes que alguém pergunte o que Stephen King está
fazendo numa lista de livros românticos, eu proponho à essa pessoa que leia o
livro e depois me diga o que achou do casal Jake Epping e Sadie Dunhill. Cara,
eles me fizeram chorar com aquele final! Fiquei desmontado.
A relação entre Jake e Sadie é o coração emocional da
narrativa e funciona como uma metáfora para os sacrifícios exigidos pelo
destino. Bem, resumindo, é impossível não amar esse casal e deixar de chorar
com aquele final ou chegar bem perto.
O mestre do terror preparou um dos enredos mais
fantásticos de toda a sua carreira de escritor. Tanto é que grande parte dos
leitores consideram Novembro de 63 o
seu melhor livro. O autor conduz o leitor pelos Estados Unidos do fim da década
de 50 para narrar a história de Jake Epping, um professor que encontra uma
maneira de voltar no tempo e com isso tentar
impedir o assassinato de John F. Kennedy.
Livraço! E acredite, King, o mestre do terror me fez
chorar, não de medo, mas de emoção
04
– Marina (Carlos Ruiz Zafón)
E aí galera? Vamos se emocionar mais um pouquinho
nesses dias de carnaval? E se emocionar com direito a lágrimas e lencinho na
mão para enxuga-las. A exemplo de Novembro
de 63, o final de Marina de
Carlos Ruiz Zafón – o mesmo autor de a saga O
Cemitério dos Livros Esquecidos; ver aqui – consegue demolir o mais insensível dos corações. É nesse momento que o
pequeno Oscar Drai desvenda todo o mistério envolvendo a sua querida e amada
Marina. Caráculas, haja coração!
Marina é
o tipo do livro para se ler numa ‘tacada’ só. O enredo te prende do início ao
fim e faz com que o leitor, mesmo cansado e todo arrebentado depois de um dia
extenuante de serviço, acabe brigando com o sono para poder continuar lendo
sempre uma página a mais.
Zafon cria uma história de suspense envolvente na
antiga Barcelona dos velhos casarões. Oscar Drai, um garoto de 15 anos que
estuda num internato, passa o seu tempo livre andando pelas ruas e se
encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões que
desperta a atenção do garoto que logo resolve se aventurar no interior da
construção. O motivo que levou o pequeno Oscar a entrar na casa foi a voz linda
e suave de uma mulher reproduzida num vitrolão. Ao mesmo tempo, ele fica
completamente vidrado num relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas, ele se
assusta com uma presença na sala e acaba fugindo com o relógio. Depois de
alguns dias, Oscar retorna ao casarão para devolver o objeto roubado, e
então... conhece Marina. A partir daí prepare o seu coração nesse carnaval.
05
– P.S. Eu te Amo (Cecelia Ahern)
Uma história de amor ideal para você ler nesses dias
de folia se não estiver afim de enfrentar salões cheios, empurrões e outros
contratempos característicos do nosso querido “Momo”. O primeiro livro escrito
pela autora irlandesa publicado em 2004 conquistou os leitores que apreciam o
gênero romance.
P.S.
Eu te Amo! sabe ser romântico sem ser meloso. O livro tem muitas
cenas engraçadas que certamente farão os leitores rirem muito, mas também há trechos
emocionantes.
Ahern conta a história de Holly e Gerry. Almas gêmeas,
tiveram a sorte de estarem juntos desde a escola — terminavam as frases um do
outro, andavam sempre lado a lado e, até quando brigavam, se reconciliavam
rindo. Até que o inesperado acontece: a morte de Gerry. Após a tragédia, Holly
não consegue encontrar mais motivos para sorrir. Mas ela é surpreendida ao
descobrir que o marido a deixou uma série de cartas, uma para cada mês do ano,
todas assinadas com P.S. Eu te amo.
Através das cartas de Gerry e do apoio da família e dos amigos, aos poucos,
Holly encontrará alívio e conforto em meio ao luto. A obra conta com uma
adaptação cinematográfica estrelada por Hilary Swank e Gerard Butler, que
encantou o público. E, em novembro de 2020, foi publicada a sequência O Clube
P.S. Eu te amo, que já vendeu mais de 15 mil cópias no Brasil, segundo dados da
HarperCollins. Merece muito estar, aqui, em nosso “Carnaval Literário”
06
– Morte e Vida de Charlie St. Cloud (Ben Sherwood)
Fecho a lista com esse romance que gostei muito. Morte e Vida de Charlie St. Cloud tem
todos os ingredientes que uma história de amor que se preze deve ter,
excetuando... o seu final, o qual não gostei. Mas nem por isso poderia deixar
de indicar a obra de Bem Sherwood que, de fato, emociona e muito.
O livro conta a história de Charlie St. Cloud, um
jovem que não consegue superar a morte de seu irmão mais novo, após um acidente
de carro do qual ele julga ser o principal culpado. Tanto é que ele aceita um
emprego como zelador do cemitério onde seu irmão está enterrado, simplesmente
para ficar perto dele. Charlie acaba adquirindo um dom, o qual faz com que
todas as noites ele se encontre com o espírito do irmão e juntos os dois possam
se divertir e matar as saudades. Mas Charlie conhece uma menina chamada Tess e
se apaixona por ela. Agora ele precisa escolher entre continuar com seu irmão
ou ir atrás da garota que ele ama.
Taí galera, agora mãos a obra ou melhor, mãos aos livros.
Escolham os seus e desfrutem de um “Carnaval Literário” muito especial.
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