29 dezembro 2014
Livro “O Demonologista” do casal Ed e Lorraine Warren chegará ao Brasil após mais de uma década
Depois de perder um pênalti, dando um bicudo na bola
e mandando a dita cuja no galinheiro do vizinho, a editora DarkSide acaba de
marcar um golaço, mas um golaço de placa para ficar nos ‘anais’ do mercado
editorial brasileiro. O pênalti perdido de maneira bisonha foi a confirmação do
relançamento de “Tubarão” de Peter Benchley, apesar dos inúmeros tubarõezinhos que
estão nadando aflitamente pelos sebos da vida à procura leitores para adotá-los.
Aqueles leitores que quiserem entender melhor o que estou dizendo
escrevendo, basta acessarem aqui.
Agora, o gol de gênio da editora foi a confirmação
do lançamento de um dos livros mais aguardados - senão, o mais aguardado do
gênero terror - aqui por essas bandas tupiniquins. Estou me referindo ao livro
“O Demonologista” escrito pelo casal Ed e Lorraine
Warren, que eram investigadores paranormais desde os anos de 1940 e foram bastante
conhecidos por clérigos de várias religiões e acadêmicos de conceituadas
universidades. Eles ficaram famosos ao desvendarem os mistérios da casa mal
assombrada em Amityville que inclusive foi tema de livro e filme nos anos 70,
mas nada se compara aos casos da boneca demoníaca Annabelle e a casa maligna da
familia Perron, também investigados e solucionados pelos Warrens. Estes dois
casos também acabaram dando origem à dois filmes famosos: “Annabelle” e
“Invocação do Mal”.
Lorraine Warren ainda está
viva, com 88 anos, e continua com as suas habilidades de clarividência,
participando com frequencia de um programa sobre paranormalidade na TV
americana. Já Ed Warren, falecido há oito anos, era um dos únicos sete demonologistas
reconhecidos na década de 70 pela Igreja Católica, mesmo não sendo sacerdote,
tendo permissão para fazer exorcismos.
Ambos trataram centenas de
casos paranormais nos Estados Unidos e na Inglaterra desde os anos 1940 até o
início de 1980.
O famoso casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren |
O livro “O Demonoligista”
promete ser um verdadeiro arrasa-quarteirões, daqueles, cuja primeira edição
traduzida para o português se esgotam num piscar de olhos, levando a editora
responsável a programar novas e mais
novas edições.
Men! Pode acreditar: “O
Demonolista” é um daqueles casos raros – parecido com “Deixa Ela Entrar” do
escritor sueco John Ajvide Lindqvist –
o qual você pensa que nunca ganhará uma tradução para o português, então
passam-se anos e até mesmo décadas e de repente vem a notícia de que a obra
será lançada no Brasil. Pois é, “O Demonologista” chegou às livrarias da Terra
do Tio Sam em 2002 e nunca foi cogitado – pelo menos até há pouco tempo atrás –
que um dia poderia vir parar em nosso Brazucão querido; mas eis que num belo e
inesquecível dia, a DarkSide solta a bomba de que estará bancando a edição em
português da obra. Resumindo: Após 12 anos de seu lançamento original, o livro
ganhará um versão brazuca!!
A boneca Annabelle verdadeira |
Vocês devem estar curiosos para
saber quando – exatamente – a DarkSide colocará a obra no mercado brasileiro.
Bem, ainda não há dia e mês definido e prá ser sincero, nem mesmo o ano; apenas
a confirmação de que o livro chegará por aqui. Mas cá entre nós, em se tratando
da DarkSide, acho que “O Demonologista” será lançado no Brasil ainda neste ano.
Por que? Simples: a competência do pessoal da DarkSide que não dorme no ponto.
Quando eles anunciam que vão fazer uma ‘coisa’, a tal ‘coisa’ sai bombando em
tempo recorde. Foi assim com “Star Wars, A Trilogia”, “A Noite dos MortosVivos” e “Psicose”. Com certeza também será da mesma forma com “O
Demonologista”. Olha lá se o livro não sair já no início do primeiro trimestre
de 2015!
De acordo com um ex-professor,
amigo meu, que comprou a obra em inglês pela Amazon, apesar do conteúdo não
cobrir todos os casos mais importantes e famosos do casal Ed e Lorraine Warren,
não nega fogo nos temas restantes abordados em suas páginas, como acontece nos
casos da boneca Annabelle e da casa de campo localizada na velha Fazenda Arnold,
pertencente à família Perron. O primeiro deu origem ao filme homônimo, lançado
recentemente e o segundo, à “Invocação do Mal”. Quanto ao caso da casa sinistra
de Amityville, o livro – segundo o meu ex-professor – dá uma descrição bem
rápida sobre o caso, não entrando em detalhes.
Vale a pena lembrar que além
das informações sobre alguns dos casos solucionados pelo casal Warren, o livro
também dá explicações estendidas sobre as diferenças entre os tipos de
espíritos humano e os inumanos, e também os sinais típicos do processo de uma
assombração em qualquer casa.
Livraço! Agora só resta controlar a
expectativa desenfreada com relação ao lançamento de “O Demonologista”. Mas não
se esqueça: prepare os nervos para lê-lo porque os casos narrados ali são
Brrrrrrrrrr...!
Inté!
25 dezembro 2014
DarkSide promete para 2015 o relançamento de “Tubarão” de Peter Benchley
Aqueles que, há algum, tempo acompanham este blog já
conhecem a minha opinião sobre editoras que relançam no mercado livros que
ainda podem ser encontrados facilmente nas livrarias ou nos sebos. Esta,
inclusive, é uma das minhas divergências com a Suma de Letras que insiste em
relançar livros de Stephen King que ainda continuam ‘forrando’ as prateleiras do
mercado editorial. Enquanto isso, se esquece de obras raras do cara que estão
no bico do corvo da extinção. “A Metade Negra”, “A Hora do Lobisomem” e “Os
Livros de Bachman” que o digam. Tudo bem que venham com nova capa, novo papel,
nova introdução, mas o conteúdo é o mesmo, com poucas mudanças na tradução. E
assim, os fãs do autor acabam sendo obrigados a ‘secar’ suas últimas economias
para adquirir obras raras que estão sendo vendidas por verdadeiros exploradores
a preço de ouro. Acredite, alguns títulos chegam a beirar os R$ 1.000,00! Escrevi um post sobre o assunto, há algum
tempo. Esse aqui.
A DarkSide parece estar está partindo para o mesmo
caminho da Suma de Letras, optando por “brindar” os seus leitores com obras que
ganham – erroneamente – o status de raras, mas que na realidade estão entupindo
as estantes dos ‘sebos da vida’. Há alguns dias fiquei sabendo que a editora
estará colocando no mercado uma nova edição de “Tubarão”, livro mais famoso de
Peter Benchley que se transformou num filme de grande sucesso no início da década
de 70, conduzido com maestria pelo até então diretor iniciante Steven
Spielberg.
A DarkSide forneceu até agora pouquíssimas
informações sobre o relançamento. Em seus esporádicos releases promocionais,
diz apenas que a história será a mesma escrita por Peter Benchley em 1974
contando apenas com poucas e insignificantes mudanças na tradução. Vale à pena
fazer esse esclarecimento, já que algumas pessoas mal informadas estavam
comentando que o livro iria abordar detalhes sobre os bastidores do filme
Tubarão. Nada a ver galera. Na realidade, é o ‘copião’ do romance dos anos 70.
O lançamento relançamento de “Tubarão” está
previsto para 2015, mas sem data marcada. Pode ser que o livro saia já no
primeiro semestre ou então, demore um pouco mais. Bem, sinceramente não estou
interessado se a DarkSide vai demorar ou não para colocar a obra no mercado. Já
li o livro ‘umas’ três ou quatro vezes e gostei demais. E se, por acaso, der
vontade de encará-lo novamente, basta erguer o braço e puxá-lo da estante. Quer
saber de uma coisa? Quando eu for gastar alguma grana com livro, prefiro
investir naqueles que ainda não li, como por exemplo “O Demonologista” que
inspirou o filme “Invocação do Mal” e que deverá vir ‘babando’ para as terras
tupiniquins. Este sim, uma bola dentro da DarkSide; mas isso é
assunto para o próximo post.
Fui!
21 dezembro 2014
10 livros de terror e suspense baseados em fatos reais
Muitas vezes nem imaginamos que aquele filme de
terror ou suspense que nos deixou paralisado na poltrona do cinema foi baseado
num fato real. Cara! Quando soube que a história horripilante de “O Exorcista” de William Peter Blatty havia,
de fato, acontecido... Brrrrrrrrr.... fiquei muito impressionado. Tão
impressionado que só consegui ler o livro há pouco tempo. E olha que descobri
isso há décadas, poucas semanas após o lançamento do filme com a Linda Balir
nos anos 70.
E o Afrânio?! Ôhohohoh... Este meu amigo de
aventuras universitárias apoteóticas, quase ficou com a síndrome do pânico
quando descobriu recentemente que a produção cinematográfica “Invocação do Mal”
não teve ‘nadica’ de nada de ficção. O patrão do Afrânio soltou: “O Afra, sabia
que aquele filme que te impressionou foi baseado numa história real”? E
concluiu: “Pois é, uma família viveu tudo aquilo e depois... acho que uma das
filhas resolveu contar tudo num livro”. E completou: “Aí já viu, né; alguém em
Hollywood gostou e transformou tudo em filme”.
Mêo! Você precisava ver os olhos esbugalhados do
Afrânio que depois me disse: “FDP dos diachos!! Como vou assistir “Annabelle”,
agora, sabendo que todo aquele forrobodó danado aconteceu de verdade?! Cara,
esse é o ‘mitológico’, o ‘lendário’ Afrânio (rs).
Depois desse caso envolvendo o Afra, tive um ‘insight’
legal. Putz! Por que não crio um post com livros de terror que foram baseados
em fatos reais? E ‘entonce’ nasceu essa ‘belezura’, aqui, que vocês estão
começando a ler.
Espero que Apreciem a lista, mas vale uma ressalva:
só selecionei livros de terror e suspense que foram traduzidos para a nossa
língua, ou seja, lançados aqui no nosso querido Brazuca. Por isso, o livro
“House of Darkness, House of Light”, de Andrea Perron, uma história assombrada
que ocorreu nos anos 70 na fazenda da família Perron, na cidade de Harrisville,
em Rhode Island, e que serviu de base para o filme “Invocação do Mal” não entra
em nossa lista. É que a obra de Perron não foi lançada no Brasil, pelo menos
por enquanto.
E vamos ao nosso ‘Top List”:
01
– Horror em Amityville (Jay Anson)
O
livro: Foi publicado
em 1977 e se tornou um grande
sucesso editorial, com mais de três milhões de cópias vendidas: uma verdadeira
febre. O livro também serviu de inspiração para várias adaptações
cinematográficas, embora nenhuma delas tenha conseguido transmitir a sensação
de aflição que alguns trechos do livro provocam. A obra foi escrita por um
jornalista chamado Jay Anson que acompanhou de perto os fatos envolvendo a
família Lutz que se mudou para a maligna residência da Ocean Avenue. Ele ouviu
os depoimentos de todas as pessoas envolvidas na tragédia e pesquisou sobre os
acontecimentos que antecedem a mudança da família no casarão. Bem, vamos lá: o
autor conta a história, baseada em fatos reais, de um casal jovem com três
filhos, que no dia 18 de dezembro de 1975 mudou-se para uma bela e enorme casa
situada na Avenida Ocean 112, em Amityville, Nova Iorque, EUA. Vinte e
oito dias depois eles fugiram aterrorizados, abandonando praticamente todos os
seus bens, alegando a existência de entidades malignas assombrando a casa. Vale lembrar que um ano antes, na mesma casa, havia acontecido um
assassinato brutal.
Fachada da casa verdadeira onde ocorreram os fatos sinistros |
O fato: Em 1974, nos Estados Unidos, o jovem Ronald DeFeo Jr. assassinou brutalmente com uma espingarda sua família (pai, mãe
e quatro irmãos), enquanto dormiam em suas camas. Sua explicação para a chacina
é que ele estava agindo conforme a orientação de uma voz misteriosa que
ordenava os assassinatos. Um ano depois, a imensa casa que serviu de palco para
a carnificina, situada em Amityville, Long Island, recebeu novos moradores, a família
Lutz, formada pelo casal George e Kathy, e os três filhos pequenos. Depois de
apenas 28 dias, eles fugiram desesperados alegando a existência de entidades
malignas assombrando a casa. Nem o padre Callaway conseguiu ajudar, pois ao
tentar benzer a casa ele foi ameaçado por uma voz que ordenou que ele saísse
imediatamente.
02 – O Exorcista (William Petter Blatty)
O
livro: Escrito por William Peter Blatty, "OExorcista" foi lançado originalmente em 1971, ficando mais de um ano na
lista de best-sellers do New York Times.
Na trama, a atriz Chris
MacNeil fica muito preocupada com o comportamento estranho de sua filha Regan,
de 11 anos. Ela busca a ajuda da medicina, mas quando esta não encontra a
solução, Chris procura a Igreja para investigar o que parece ser um caso de
possessão demoníaca. Então, cabe a dois padres (um idoso e outro bem jovem) a difícil missão de realizar um exorcismo,
inclusive, arriscando a sanidade e a vida das pessoas envolvidas.
O
fato: O
livro teria sido baseado nos registros de um caso real, alegadamente realizado
Mount Rainier, no estado de Maryland. O
jornal The Washington Post e
supostamente outros periódicos locais relataram o discurso de um padre feito
numa sociedade de parapsicologia amadora, na qual este teria afirmado haver
exorcismado um demônio em um menino de 13 anos de idade chamado Ronald, cujo
sofrimento durou cerca de seis semanas, e terminando em 19 de abril de 1949.
O garoto teria vivido uma vida
normal até que sua tia Harriet morreu. Deprimido, Ronald tentou contatá-la
utilizando uma Mesa Ouija (no Brasil temos uma variante deste "jogo"
em que se utiliza um copo, ou algo parecido, e letras desenhadas em círculos,
onde supostamente os espíritos nos dão respostas), pois ele e sua tia haviam
passado horas tentando contatar os mortos quando ela estava viva. Logo após,
estranhos ruídos passaram a ser ouvidos na casa de Ronald. Mais tarde, tudo
tornou-se mais aterrador quando o garoto passou a assumir uma personalidade
"demoníaca", praguejar continuamente e desenvolver cortes na pele
espontaneamente. Seus pais consultaram um médico e um psiquiatra tentando achar
respostas, mas foi constatada a perfeita saúde mental e física do garoto.
Apavorados, os pais estavam
convencidos que o garoto estava tomado pelo demônio. E convencido também estava
um padre quando tentou livrar o garoto do espírito conduzindo um exorcismo em
um hospital local. Enquanto o padre proferia as palavras "livre-nos do
mal" o garoto debateu sua mão livrando-se das correias que o prendiam e,
com um pedaço solto da cama, atacou o padre, que precisou de mais de 100 pontos
para o corte provocado em seu braço. Isto foi apenas uma parte do processo de 4
meses que durou de janeiro à abril de 1949.
Consta que um grupo de padres jesuítas realizou uma série de exorcismos - rezando e borrifando o garoto com água benta durante um mês na casa de parentes do garoto e no Alexiam Brothers Hospital em Saint Louis, no estado do Missouri.
A possessão de Ronald acontecia à noite - ele se debatia selvagemente, praguejava e cuspia nos padres - e durava até o nascer do sol. Os cortes que apareciam no peito do garoto eram ainda mais sinistros, parecendo rabiscos ou arranhões feitos por espinhos, onde as palavras INFERNO e ÓDIO podiam ser lidas em sangue. Os padres rezavam quase continuamente em latim, pois acreditavam que isto iria apressar Cristo para confrontar o diabo.
Consta que um grupo de padres jesuítas realizou uma série de exorcismos - rezando e borrifando o garoto com água benta durante um mês na casa de parentes do garoto e no Alexiam Brothers Hospital em Saint Louis, no estado do Missouri.
A possessão de Ronald acontecia à noite - ele se debatia selvagemente, praguejava e cuspia nos padres - e durava até o nascer do sol. Os cortes que apareciam no peito do garoto eram ainda mais sinistros, parecendo rabiscos ou arranhões feitos por espinhos, onde as palavras INFERNO e ÓDIO podiam ser lidas em sangue. Os padres rezavam quase continuamente em latim, pois acreditavam que isto iria apressar Cristo para confrontar o diabo.
No domingo de Páscoa de 1949 -
depois de 24 noites - Robert se recuperou. Abriu seus olhos e disse, "Ele
se foi".
03 – Canibais (David Coimbra)
03 – Canibais (David Coimbra)
O
livro: Em seu primeiro romance, David Coimbra revisita um
episódio célebre do passado porto-alegrense que ficou conhecido como o “Caso do
Linguiceiro”. Em meados do século 19, o açougueiro Ramos e sua mulher,
Catarina, assassinaram dezenas de pessoas e utilizaram os cadáveres para fazer
linguiça, transformando os habitantes da Porto Alegre de então em involuntários
canibais.
Coimbra criou Walter, um sapateiro de origem alemã
que se apaixona pela bela e loira Catarina e acaba descobrindo todos os
horrores que se passam na Rua do Arvoredo; Emiliana, uma negrinha sofrida que,
sem saber de nada, trabalha como empregada para o casal de comparsas; Brasiliano,
um boa-praça, sempre pronto para "um dedo de prosa" e que, sem
querer, vai se interpor entre seu amigo Walter e Catarina; a Bronze, uma mulher
liberal, amiga íntima de Brasiliano, que vai tentar alertá-lo sobre os perigos
que rondam o açougue.
Esses e outros personagens dão vida e dinamicidade à narrativa, além de comporem um vívido retrato da Porto Alegre oitocentista, em processo de urbanização.
Esses e outros personagens dão vida e dinamicidade à narrativa, além de comporem um vívido retrato da Porto Alegre oitocentista, em processo de urbanização.
Coimbra mostra, com muito suspense e humor e toda a
maestria estilística que lhe é característica, os tipos que habitavam a cidade,
os costumes dos bairros populares, a vida privada da Província de São Pedro,
como era chamado o Rio Grande do Sul na época.
O casal de assassinos Ramos e Catarina (foto centauro alado) |
O
fato:
Os crimes da Rua do Arvoredo é
um episódio que ocorreu em 1864 na
cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Um homem chamado José Ramos, que era na verdade um
inspetor de polícia de Santa Catarina, teria comprado (ou alugado) uma casa na
antiga Rua do Arvoredo (atual Rua Fernando Machado), de um sujeito chamado
Carlos Klaussner, antigo dono de um açougue que funcionava no mesmo endereço.
Consta que o tal homem gostava de música,
frequentava o recém-inaugurado Teatro São Pedro, andava bem vestido, enfim,
era, como se dizia na época, um boa-vida. Tempos depois ele conheceu Catarina
Palsen, com quem passou a viver, e a praticar os tais crimes. Ao que tudo
indica, ela, Catarina, de origem húngara e de grande beleza, "atraía"
as vítimas para a tal casa-açougue, para que fossem mortas por José Ramos,
esquartejadas e, com a carne, eram fabricadas lingüiças, vendidas no comércio
de Porto Alegre, e que tinham, por sinal, muito boa "aceitação". Ecaaaa,
mil vezes!!!
04
– As Duas Vidas de Audrey Rose (Frank de Felitta)
O
livro: O livro publicado em 1975 e que se tornou um
grande sucesso dando origem ao filme homônimo de 1977 dirigido por Robert Wise,
conta a história de um casal - Janice e Bill Templeton – que vive feliz com sua
filha única, a bem-comportada pré-adolescente Ivy. Essa imagem de família feliz
começa a ser decomposta com a chegada de um homem estranho chamado Elliot
Hoover. Depois de suspeitas de que ele pretende molestar sexualmente Ivy, o
estranho tenta convencer aos pais que seu interesse (quase uma obsessão) pela
garota é apenas paternal. Para ele, a menina é a reencarnação de sua filha,
morta em um terrível acidente. Coisas estranhas começam a acontecer a partir
desse momento.
No livro, Elliot Hoover era um cidadão comum, um
engenheiro e executivo bem-sucedido com uma boa vida familiar. Mas em 1964 sua
vida mudou quando a mulher e a filha morreram em um acidente de carro. A menina
ficou presa enquanto o carro queimava, e suportou alguns minutos de puro terror
antes do fim.
O
fato:
De acordo com o livro "The Case for Reincarnation" de Joe
Fisher, o roteiro de "As Duas Vidas de Audrey Rose" foi inspirado num
incidente real na vida de Frank de Felitta, autor do livro.
Felita estaria
escrevendo em seu escritório quando ouviu uma linda canção tocada no piano,
vinda da sala de música de sua família. Ele ficou surpreso ao descobrir que as
notas perfeitas estavam sendo produzidas por seu filho de seis anos de idade,
que nunca tinha tido uma aula de música. "Meus dedos estão fazendo isso
por si só, papai!", Disse o garoto. "Não é maravilhoso?" A
experiência incentivou Felitta a escrever a sua obra máxima, além de torná-lo
um ardoroso defensor da reencernação.
05 – O Triângulo das Bermudas (Charles Berlitz)
O livro: O livro de Charles Berlitz,
publicado em 1974, discorre sobre fatos e acontecimentos ligados ao misterioso
Triângulo das Bermudas, onde navios e aviões desapareceram sem deixar nenhum
vestígio, sendo que esses desaparecimentos ocorreram de forma inexplicável,
surpreendente e totalmente inesperada.
A obra popularizou a crença no Triângulo das
Bermudas como uma área do Oceano Atlântico dominada por forças poderosas e misteriosas,
tornando-se um bestseller com 20 milhões de cópias vendidas e publicadas em 30
idiomas.
No livro, Berlitz elabora várias teorias para
explicar os desaparecimentos – de seres extraterrestres à fenômenos naturais
- contudo, ele preferiu optar por dar
credibilidade para aquelas que têm uma causa natural. Uma dessas teorias afirma
que o Triângulo das Bermudas é na verdade um subproduto da destruição de
Atlântida, a lendária ilha descrita por Platão.
O livro foi posteriormente a base para um filme lançado
em 1978 na TV e que conseguiu um sucesso razoável, bem menos do que a obra
escrita.
O
fato:
Antes de escrever o livro, Charles Berlitz tinha uma agência de viagens e ficou
curioso porquê grande parte de seus clientes evitavam passar pelo chamado
Triângulo das Bermudas. Certo dia, a sua curiosidade ultrapassou os limites
quando um homem – após ter comprado a passagem para um vôo que passaria pelo
local – voltou a agência de Berlitz e, muito nervoso, simplesmente devolveu o
bilhete e foi embora.
Berlitz decidiu ir à fundo e investigar o mistério
do Triângulo das Bermudas e descobriu após várias entrevistas, inclusive com a
sobrevivente de um naufrágio naquele local, detalhes importantes que serviram
de base para montar as suas conjecturas. Pronto! Nascia, assim, o livro “O
Triângulo das Bermudas”.
06 – A
Entidade (Frank de Felitta)
O livro: Felitta,
o mesmo cara que escreveu “As Duas Vidas de Audrey Rose”, conta agora a
história de Carlotta Moran, uma jovem mãe solteira com três filhos e ainda
considerada uma bela mulher, apesar de já ter passado por três gestações. Ela
sustenta seus filhos (Billy, Kim e Julie) com o auxilio da Previdência Social.
Tudo se segue normalmente até que em uma noite qualquer um acontecimento
horroroso a marca drasticamente e a faz pensar que está enlouquecendo: ela é
estuprada por alguém que não deixa rastros.
Carla, então, alega ter sido violentada por uma
entidade invisível. No princípio a protagonista acredita que tudo não passa de
pesadelos, até que a tal entidade começa a se manifestar fisicamente enquanto
ela está acordada. Carla, depois de passar por psiquiatras, acaba solicitando a
ajuda de especialistas paranormais para resolver o seu problema.
O
fato:
Caraca!! Pode acreditar man! É isso mesmo que você acabou de ler: uma mulher
que afirmou ter sido estuprada por uma entidade invisível teve a sua história
transposta para as páginas! Já pensou se a moda pega? (rs). Bem, falando
escrevendo sério, agora, o livro se baseia na pesquisa de Kerry Gaynor e Barry
Taff, sobre o caso de Doris Bither que afirma ter sido violentada por uma
presença sobrenatural. Embora os pesquisadores não tenham presenciado tais
atentados sexuais, eles informaram terem visto luzes flutuando, objetos se movendo
sozinhos e uma silhueta humana. Acreditem, “isso aí” serviu de inspiração
para o roteiro de um livro e posteriormente de um filme. Fazer o que...
07-
Tubarão (Peter Benchley)
O
livro: Uma
garota é encontrada morta na beira da praia, possivelmente por um ataque de
tubarão. O xerife Brody tenta fechar a praia. Mas por estar perto do dia 4 de
julho (o dia que dá mais lucro na cidade) o prefeito não permite, com medo de
criar pânico. Porém uma criança é morta e o tubarão é caçado por todos os
pescadores por uma recompensa. Logo um animal é capturado, mas o especialista
chamado pelo xerife diz não se tratar daquele que vem aterrorizando o local por
ter uma mandíbula menor que aquela que provocou ferimentos nas vítimas. O xerife decide, então, reunir uma
equipe formada por um oceanógrafo e um pescador insano para tentar localizar o
verdadeiro predador em alto mar.
Em 2011 escrevi a
resenha do livro de Peter Benchley. Os leitores interessados poderão conferir aqui
O fato: O romance de Peter Benchley foi
inspirado numa série de ataques de tubarão que aconteceu em New Jersey em 1916.
Durante 12 dias, em julho, cinco pessoas foram atacadas, sendo que quatro
morreram. O responsável pelos ataques foi um grande tubarão branco, de 7 pés,
morto no dia 14 de julho daquele ano. Em seu estômago foram encontrados restos
de suas vítimas, de acordo com as informações da época. Após a morte do
predador não houve mais casos na região.
Outras fontes na internet apontam que a obra de
Peter Benchley foi inspirada nos relatos do pescador Frank Mundus, que teria,
em 1964, capturado um gigantesco tubarão, não sem antes quase ter sido devorado
pelo peixe. Há quem diga que as duas histórias serviram de inspiração para o
filme.
08
– Instinto Assassino (William Randolph Stevens)
O
livro: William Randolph Stevens conta em seu primeiro
livro, a história de um homem cruel dominado pelo sadismo e ódio extremo.
Durante três anos de casamento, um jovem e talentoso médico – considerado um
profissional modelo e um homem normal pelos colegas – aterrorizou
impiedosamente a mulher e o filho. Quando por fim ela conseguiu abandoná-lo,
ele tramou sua vingança idealizando o crime perfeito, no qual a torturaria
lentamente até a morte.
O livro acabou sendo adaptado para a televisão no
formato de minissérie. No Brasil foi exibida nos anos 80 na Rede Globo de
Televisão. Maiores detalhes sobre a obra de Randolph Stevens confira aqui.
O livro 'virou' uma minissérie de TV exibida na Globo |
O
fato:
O livro foi escrito pelo promotor do caso que após a concordância da vítima
decidiu transpor para as páginas toda a verdade sobre o julgamento envolvendo o
proeminente médico americano Dr. Patrick Henry. No livro, sua esposa, Cristina
Henry narra os momentos de terror que passou ao lado de seu marido com quem
chegou a ter um filho. Ela conta ao ‘escritor-promotor’ que conviveu durante
quase sete anos ao lado de um perigoso psicopata sem perceber nada de anormal,
já que o médico insano escondia com perfeição a sua personalidade doentia.
09
– O Iluminado (Stephen King)
O
livro: A história se passa quase que inteiramente no
Overlook, um hotel fictício mal isolado nas montanhas rochosas do Colorado. A
história do hotel é descrita durante o livro por vários personagens. Neste
hotel, um ex-zelador chamado Delbert Grady acabou sucumbindo a insanidade do
isolamento do local e matou a sua família e a si mesmo.
Jack Torrance, sua mulher Wendy e seu filho de cinco
anos Danny, se mudam para o hotel porque Jack aceita o emprego de zelador
durante a baixa temporada de inverno, quando o hotel fica deserto e isolado.
Jack é um aspirante a escritor e um alcoólatra em recuperação de seu passado
problemático, tendo inclusive quebrado acidentalmente o braço de Danny e
perdido seu emprego como professor. Ele tem a esperança que o isolamento do
hotel o ajudará a reconectar com sua família e o motivará a terminar sua peça.
Danny, por sua vez, possui, sem o
conhecimento de seus pais, habilidades psíquicas que o permitem ler mentes e
ter premonições.
O hotel carrega forças sobrenaturais malignas do
passado. Danny, que tem premonições do perigo do Overlook para a sua família,
começa a ver fantasmas e visões assustadoras do passado do hotel, mas lembra
que elas não são assustadoras agora, no presente. Tendo dificuldades em possuir
Danny, o hotel começa a possuir Jack, tirando dele a sua vontade e desejo de
trabalhar. Como Jack começa a agir de modo estranho, o fantasma sinistro do
hotel gradativamente acaba possuindo-o, fazendo com que o homem comece a
perseguir sua esposa e seu filho com a intenção de assassiná-los.
O
fato:
Migoooooo!!! Parece difícil acreditar, mas o enredo de “O Iluminado” – que acabou de ganhar um
continuação recentemente - foi baseado
numa experiência real vivida por Stephen King. O próprio escritor contou em
entrevista que ele e sua esposa Tabitha passaram uma noite num hotel em
Colorado, que estava completamente vazio. King disse que quando chegaram ao
local, ele estava próximo de fechar para a estação. O escritor e sua esposa
perceberam que eles eram os únicos clientes no hotel em toda a sua extensão,
entre corredores vazios.
Depois um jantar surreal, onde ele e a mulher eram
os únicos convidados, o escritor teve um terrível pesadelo naquela noite,
percebendo que uma história estava prestes a se desenvolver. Naquela noite,
King sonhou com o seu filho de três anos
correndo pelos corredores e olhando para trás constantemente com os olhos
arregalados, gritando. Ele estava sendo perseguido por uma mangueira de
incêndio. “Eu acordei num solavanco, completamente suado, quase caindo da cama.
Levantei, acendi um cigarro, sentei na cadeira olhando para a janela que dava
para as rochas, e quando o cigarro terminou eu já tinha em mente o esqueleto do
livro”.
Cara! Que coisa heinn?!
10
– Psicose (Robert Bloch)
O
livro: Psicose, o clássico
de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, sendo que no ano seguinte
seria adaptado parar os cinemas. O filme dirigido por Alfred Hithcock ganharia
o status de antológico.
Em seu livro, Bloch conta a
história de Norman Bates, um homem de 40 anos, super controlado pela mãe
dominadora, e que gerencia um hotel de beira de estrada. Durante uma forte chuva,
uma moça chamada Mary Crane resolve passar a noite no referido hotel até que o
tempo melhore então... começa o seu pesadelo. Tant livro quanto filme foram um grande sucesso de crítica e também de público.
O fato: O livro foi inspirado livremente no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista
Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma
localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para
ela em um quarto e se vestia com roupas femininas.
O autor, morador de uma cidadezinha
no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, soube por notas nos jornais de um
caso assustador no vilarejo de Plainfield. Passou a anotar cada nova informação
em um caderninho e chegou a um assassinato em série que perturbou os americanos
em novembro de 1957.
Psicopata Ed Gein no qual o filme Psicose foi inspirado |
A mãe de Gein não
deixava estranhos interagirem com ele e seu irmão. Ao freqüentar a escola, a
mãe chegava ao ponto de impedir qualquer tentativa do filho de ter amigos. Gein
confessou ter desenterrado várias sepulturas de mulheres de meia idade, que se
pareciam com a sua mãe. O psicopata levava-as para casa, onde ele bronzeava as
peles, um ato descrito como insano ritual travesti. Gein negou ter tido
relações sexuais com os cadáveres, porque, segundo ele, estes "cheiravam
demasiado mal". Ele também admitiu que
matou uma mulher chamada Mary Hogan, desaparecida desde 1954.
Beleza? Taí galera,
espero que tenham apreciado a lista.
Inté!
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