25 maio 2012

Os vendedores de porta em porta e as suas coleções de livros e enciclopédias inesquecíveis

Nós vivemos em constante evolução. Aliás, quem ainda insiste em não se integrar aos avanços tecnológicos desse nosso mundo globalizado corre o risco de ser taxado de “atrasado”, “dinossauro das comunicações”, “ignorante” ou até mesmo de “burro”. Mas não tenho como negar que sinto muita saudades da época das enciclopédias e livros que eram vendidos na porta de nossas casas.
Não sei por que, mas na tarde de hoje me bateu uma nostalgia imensa dos meus tempos de criança e pré-adolescente quando tinha acesso a esse tipo de cultura. Talvez fosse o tempo nublado e frio que contribuiu para abrir as comportas da minha memória que desabou num mundo de recordações gostosas daquela época; ou talvez, tenha sido, ainda, um volume ‘meio’ corroído do Trópico – um de capa preta com as fotos de todos os presidentes daquela época e de outras passadas – que encontrei abandonado, enquanto fazia uma faxina na dispensa de minha casa. Sei lá, o que importa é que fui ‘levado’ novamente para aquela época que tantas saudades deixou;  pelo menos para mim.
Naqueles tempos idos, nem sonhávamos com micro-computador; internet, então, era ‘coisa’ de outro planeta. Afinal de contas, estávamos nos anos 70, sendo que a Internet só seria aberta para a população em geral, duas décadas depois, ou seja, nos anos 90. Nesta mesma época também surgiria o tão afamado (hoje não mais, já que vivemos a geração do Firefox) navegador Internet Explorer.
Aquela geração – da qual esse blogueiro de primeira viagem – também fez parte, desconhecia totalmente esses termos e essa tecnologia, a qual só viria ter acesso anos depois. Portanto, o que valia para a gente eram os vendedores de livros e enciclopédias de porta em porta. Eles eram a nossa Internet dos anos 70. Era através deles que tínhamos acesso ao mundo maravilhoso da escrita e das gravuras.
Lembro que minha mãe recebia esses vendedores com muita alegria e com direito a cafezinho com leite, pão e manteiga. Enquanto mamãe e o tal vendedor ficavam conversando sobre os últimos lançamentos literários daquela época ou então sobre como estavam ‘indo’ as vendas, eu, uma criança sedenta por leitura, ficava de olho na enorme mala preta onde sabia estavam guardados os meus sonhos, ou melhor, os livros (rss), que brevemente seriam meus. Torcia para que o café e o pão terminassem logo.
E então, quando aquela mala era aberta, a alegria inundava todo o meu ser como um sol!
Quantas enciclopédias e livros infantis, mamãe comprou desses ‘vendedores de cultura’! Quantas e quantas.... Hoje, com o advento na Net, elas tornaram-se ‘artigos em extinção’ e só são encontradas, raramente, em sebos ou então nas poucas prateleiras de colecionadores.
Mas como já disse no início, hoje estou nostálgico e quero recordar muito essa época. Por isso, vamos matar saudade de algumas coleções de livros e enciclopédias que me proporcionaram muita alegria naquele tempo. Coleções que se foram com o tempo...
01 – Enciclopédia Britânica
Esta enciclopédia que anunciou, há pouco tempo, o fim de sua versão impressa tinha presença obrigatória nas malas dos vendedores de porta em porta. E acredito que juntamente com a Barsa, eram os produtos que mais vendiam.
Até hoje me lembro do questionamento feito por minha mãe quando o vendedor, se não me engano, chamado “seo” Aurélio, um velhinho tagarela, abriu a sua pasta e ofereceu os 30 volumes da Britânica dizendo que todos lá de casa “teriam o saber do mundo em apenas 30 volumes”. Então mamãe me perguntou: “O que você prefere: a Britânica ou a Barsa”? Então, respondi de sopetão: “É claro que eu prefiro a Barsa, é muito melhor!”. Detalhe: a empresa onde o ‘seo’ Aurélio trabalhava era concorrente ferrenha da Barsa!! Lembro que ele ficou meio sem jeito e acabou indo embora.
Alguns dias depois, passaria em casa um vendedor da Barsa, menos falante do que o ‘bom velhinho’ da Britânica, então mamãe, imediatamente fechou a compra.
02 – Barsa
Não tinha jeito. Enciclopédia para a minha geração era a Barsa. Podiam falar que aquela era melhor ou que a outra tinha mais opções. Nada disso convencia a mim e também aos meus amigos de escola. Tanto é que, sem querer, acabei dando um fora no vendedor da Britânica.
Como já disse no post acima, alguns dias depois que rejeitei a proposta do ‘seo’ Aurélio, minha mãe recebeu a visita de um vendedor da Barsa.
Achei o sujeito meio estranho: todo engomadinho, engravatado, certinho além da conta, bem diferente dos outros que eram falantes, espontâneos e alegres. Lembro que esse vendedor  não foi convidado para tomar café com pão ou bolinhos. Dona Lázara já foi direto ao assunto (rs). Quanto fica? Quando é a entrega?. Só as perguntinhas comerciais de praxe e depois muito obrigado. A compra relâmpago foi finalizada no esquema “vapt vupt”, como dizia Chico Anísio em sua escolinha.
Foi somente há cinco anos, após ler uma matéria na Revista Veja, que descobri o motivo da estampa de “bom moço” daquele vendedor da Barsa que me marcou a minha memória. A reportagem dizia que para ser um vendedor da famosa enciclopédia, o interessado não podia fumar e obrigatoriamente tinha que ter uma boa aparência, além de saber ‘de cor e salteado’ o hino da empresa. O aprovado no teste inicial passava, então, a receber inovações no seu treinamento, entre as quais táticas para driblar o interfone ou burlar os empregados das residências visitadas. Ele, inclusive chegava a distribuir pequenas "propinas" para os porteiros, como canetas e bonés. O treinamento era militar no que se referia ao seu maior segredo: ‘os vendedores só podiam dizer a palavra Barsa quando já estivessem sentados comodamente no sofá do cliente. Estranho, não é msmo?? Segundo a reportagem da Veja, essa história é verdadeira.
03 – Trópico Enciclopédia Ilustrada
Essa enciclopédia foi a minha preferida e também uma das primeiras que fez parte da minha saudosa coleção. Pena que ao longo dos anos, não soube dar o devido valor que essa coleção merecia e acabei doando. Snifff....
A prova de que o Trópico fez parte da minha infância é que apesar de terem passados anos, anos e mais anos, hoje, já balzaqueano, recordo dos assuntos e sessões que foram os meus preferidos. “História da Humanidade”, “História das Religiões”, “Castro Alves”, “Orlando Furioso”, “Thomas Édson”, “José Bonifácio”, vida selvagem, etc, etc.
Passava horas e horas viajando com os temas tão interessantes que faziam parte dos 10 volumes dessa famosa enciclopédia publicada no Brasil em 1957 por Giuseppe Maltese, mas que atingiu o seu auge de vendas na década de 70.
04 – Coleção Monteiro Lobato
Aqueles que pensavam que somente os homens tinham o dom da venda naqueles tempos e, diga-se de passagem, bons tempos, se enganavam redondamente. Lembro-me que recebi a visita de uma senhora de meia idade, quando estava sozinho em casa, minha mãe tinha saído. Quando vi uma enorme pasta nas mãos de um auxiliar da mulher, e que deduzi estarem repletas de livros, não me fiz de rogado, perguntei quais livros ela trazia ali. A mulher respondeu que se tratava da coleção Monteiro Lobato, da editora Brasiliense. Não pestanejei! Menti descaradamente, dizendo que os meus pais estavam ‘correndo’ atrás desses livros, mas até agora não tinham tido a sorte de encontrá-los. A vendedora abriu um sorriso e  sem perder tempo avisou que voltaria dentro de algumas horas. Ehehehe... Então, quando minha mãe chegou, fiz a sua cabeça para que comprasse os tão estimados livrinhos (rs). Foi difícil e confesso também que levei uma “senhora” bronca, mas ao final, o coração de mãe gritou mais alto e acabei ganhando a coleção de Monteiro Lobato.
Como já disse essa série editada pela Brasiliense era composta por oito livros no formato enciclopédia e ricamente ilustrada. O primeiro volume chamava-se “Reinações de Narizinho e Caçadas de Pedrinho”; o segundo,  O saci, Memórias da Emília, Emília no país da Gramática, Aritmética da Emília”; o terceiro, “Fábulas, Histórias diversas, Histórias de Tia Nastácia, Peter Pan”; o quarto, “Viagem ao céu”; o quinto, “O poço do Visconde, O Picapau amarelo”; o quinto volume, “Aventuras de Hans Staden, D. Quixote das crianças, Geografia de D. Benta”; o sexto, “A chave do tamanho, A reforma da natureza, O minotauro”; o sétimo, “Os doze trabalhos de Hércules”e finalmente o oitavo volume, “Histórias do mundo para as crianças, Serões de D. Benta, Histórias das invenções”.
Saudades, saudades e mais saudades!!
05 – Os Imortais da Literatura Universal
Em meados dos anos 70 - quando já entrava na puberdade - graças a tudo o que tinha lido na infância, percebi que estava se transformando num verdadeiro devorador de livros. Foi nesse período que consegui o primeiro emprego e com o dinheirinho desse serviço fiz a minha primeira compra com recursos próprios. E adivinha o que comprei??? Uma coleção de livros...
O vendedor tinha um “fusqueta” vermelho todo envenenado.  Vale lembrar que ter um Fusca naquela época era sinal de status. O engraçado é que o cara já tinha passado da meia idade, perto dos 60 ou mais. E mesmo assim, ele tinha uns acessórios bem avançados para aquela época. Correntes no pescoço, anéis espalhafatosos, calça boca de sino.... Mêo!! Que cara engraçado, mas super-gente boa! Tão gente boa que me lembro de seu nome após tantos anos: Miguel. Ele trabalhava como vendedor de porta em porta da editora Abril Cultural.
Pois é, foi do Miguel que comprei a coleção “Os Imortais da Literatura Universal”. Não minto que essa compra contou mais uma vez com a ajuda da minha saudosa “mama”. Ela fechou a compra e assinou as promissórias, mas o “dim dim” saía do bolso do menino aqui.
O prático em comprar essa coleção é que o consumidor, na época, podia escolher a quantidade de livros que lhe interessasse, mas todos na sequência. Explicando melhor; a venda era por blocos, ou seja, você podia comprar 10, 20, 30 ou os 50 livros que formavam a coleção. No meu caso, o dinheiro só deu para comprar dez, entre eles: Ivanhoé, As Viagens de Gulliver e As Vinhas da Ira.
Da minha coleção de 10 livros, sobraram apenas dois... Novamente, fui doando, doando e no final...

21 maio 2012

10 livros aguardados com expectativa e que serão lançados brevemente

O leitor inveterado que se preze sempre fica antenado nos livros que estão na boca do forno para serem lançados. Não interessa se a obra irá demorar algum tempinho para sair do prelo, o que importa é que ‘ela’ sairá, e, pronto! Enquanto isso não acontece, vamos entrando no clima de pré-lançamento, garimpando na Internet um pouquinho de informações aqui, outro pouquinho ali, sobre o livro que já foi incluído em nossa lista de leitura bem antecipadamente e ‘bota’ antecipadamente nisso!
O “Livros e Opinião” publica, hoje, uma lista de 10 livros que já estão com lançamentos confirmados para esse ano. E agora, a boa notícia, a maioria deles em pré-venda!! Isto mesmo! Basta dar uma verificada em algumas livrarias virtuais para constatar. Então, vamos a nossa listinha...
01 – A Dança dos Dragões: As Crônicas de Gelo e Fogo – Vol. V (George R.R.Martin)
Os amantes ardorosos da famosa e elogiada série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo” estão vibrando com a notícia da antecipação do lançamento do quinto volume da saga criada por George R.R. Martin. Inicialmente estava previsto que o lançamento de “A Dança dos Dragões” - que segundo algumas pessoas seria o livro final da saga, será?? – estava previsto para o mês de outubro, mas atendendo aos pedidos insistentes de uma legião enorme de fãs, a editora Leya resolveu ‘engolir’ alguns meses e antecipar o lançamento da obra para junho. Quer a data? Então, anote aí: dia 25.
O livro já está em pré-venda nas principais livrarias on line. O novo romance de Martin tem 860 páginas. Acredito que para ler num fôlego só.
Sinopse: O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda.
Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos escravagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e econômico.
Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?
Previsão de Lançamento: 25 de junho
02 – Morte dos Reis: Crônicas Saxônicas – Livro 6 (Bernard Cornwell)
Sou suspeito, aliás muito suspeito, para falar de Bernard Cornwell. Sou fã assumido do velhinho que na minha opinião é um dos melhores escritores do mundo. Quando o assunto passa a ser romances históricos com batalhas medievais, ele se torna imbatível.
Não li, mas devorei a sua trilogia arturiana onde ele desmistifica os lendários personagens da Távola Redonda que durante décadas ficaram cobertos por uma aura mítica que nenhum outro autor ousava mexer. Estávamos acostumados a ver um Artur Rei; um Lancelot valente e coberto de virtudes; uma Guinevere bela, mas insegura e assim por diante. Então chegou Cornwell com a cara e a coragem e mudou toda a lenda arturiana, tornando-a bem mais realista, rompendo todos os paradigmas que a sustentavam.
Bem, mas o assunto aqui são as “Crônicas Saxônicas”, que com certeza estarei lendo. A obra de Cornwell – que até agora é composta por seis livros – conta a história sobre os vikings e a Inglaterra do rei Alfredo, o Grande. Vista através dos olhos de Uhtred, um garoto inglês nascido numa família aristocrata da Northumbria, que é capturado pelos vikings e passa a ter dúvidas sobre com quem está sua lealdade.
Há algum tempo, quando questionado por um fã que lhe perguntou de quantos livros seria composta as Crônicas Saxônicas, Cornwell respondeu: "Não sei. Mais do que quatro e menos do que doze?".
Sinopse: Após um longo período de debilidade, o poderoso rei Alfredo está morto. Sua morte dá início a um momento de tensão e incertezas no reino, além de abrir as portas para eventuais traições. Uhtred, braço direito do falecido rei, assume para si a responsabilidade de manter o país em ordem enquanto os problemas a respeito da sucessão não se resolvem, mas não é só com os traiçoeiros inimigos do reino e com os vikings que ele deve se preocupar. Sua relação cada vez mais intensa com a filha de Alfredo, Aethelflaed, o consome cada vez mais, apesar da proibição desse amor. E é preciso estar preparado, pois as rivalidades e intrigas de poder parecem estar caminhando para um desfecho sangrento.
Previsão de lançamento: 06 de junho
03 – Branca de Neve e o Caçador (Lily Blake)
Vou confessar algo: detesto livros que são baseados em roteiros de filmes. Detesto, não; A-B-O-M-I-N-O ! E com todas as letras maiúsculas e bem separadas. Quem quiser saber o motivo é só ler o post “do sucesso nas telas para o fracasso nas páginas”. Por isso, não vou gastar muitas linhas com essa obra que para mim não passa de uma grande estratégia de marketing com o objetivo de ‘vender um punhado de livros com uma cópia de roteiro de filme, faturando nas custas desse filme’. Acho que a explicação ficou um pouco confusa, mas é dessa maneira que vejo a obra literária da escritora Lily Blake e baseada no roteiro de Evan Daugherty. Aliás, acredito que a capa do livro baseada no cartaz do filme e que traz a atriz Kristen Stewart (a Bella da saga Crepúsculo) numa posse perto do sensual – sem dizer que a Kristen é sensual até quando está dormindo, roncando e babando – é a responsável, até agora, pelo grande interesse da ‘massa de leitores’ que pretendem ler a obra.
Vale lembrar que livro e filme serão lançados praticamente juntos. Agora me responda: “É ou não é uma ‘baita’ exploração de marketing em cima do filme??”
Sinopse: Tanto livro quanto filme contam uma nova versão da história infantil de Branca de Neve. Ela passa a ser a única pessoa na terra mais justa do que a Rainha má que pretende destruí- la. Mas o que a perversa Rainha não imagina  é que a jovem que ameaça seu reinado vem treinando na arte da guerra com um caçador que foi enviado para matá-la.
Previsão de lançamento: 18 de junho
04 – O Prisioneiro do Céu (Carlos Ruiz Zafon)
Não acreditei quando a editora Suma de Letras anunciou uma continuação para “A Sombra do Vento”, romance antológico de Carlos Ruiz Zafón. Na minha concepção, “A Sombra do Vento se tratava de um livro tão bom, com um enredo tão perfeito que, sinceramente, não merecia uma sequencia. Penso que obras únicas não devem ter continuações, pois já cumpriram o seu ciclo com maestria se tornando antológicas. Sempre vi “A Sombra do vento” por esse prisma, então chega a Suma de Letras e anuncia que Zafon decidiu publicar uma continuação para a saga dos personagens: Daniel Sempere, Bea e Fermin, tendo como pano de fundo o mitológico cemitério dos livros esquecidos.
Não vou entrar em detalhas sobre esse assunto porque também já escrevi um post sobre o tema. Aqueles que se interessarem podem acessar o link “Zafon lança a continuação de A Sombra do vento no dia 10 de junho”.
Sinopse: Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente.
Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O Conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo.
O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: "Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro". Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade.
Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. A narrativa de A Sombra do Vento converge e leva o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.
Previsão de lançamento: 10 de junho
05 – Apaixonados: Histórias de Amor de Fallen (Lauren Kate)
Sei que ao escrever as próximas linhas irei correr o risco de ser apedrejado pelos fãs da série de livros escrita por Lauren Kate. Mas lá vai: Detesto a história. Não faz o meu gênero. Da mesma forma que exconjurei Wake e Sussurro, também exconjuro Fallen. Respeito aqueles que amam a série, mas gosto não se discute. Prova disso é que milhares de pessoas espalhadas por esse mundão de Deus idolatram a série. Caso contrário, Fallen não teria vendido desde o seu lançamento, em 2009, 1,5 milhão de exemplares nos Estados Unidos e 400.000 exemplares no Brasil; ou então não teria seduzido os Estúdios Disney a produzir um filme sobre a série. Mas como já disse, gosto não se discute e... não gostei de Fallen. Parei a leitura antes da metade do primeiro livro da série. Por isso, vou apenas publicar a sinopse de lançamento do próximo livro de Lauren Kate que já invadiu todas as redes sociais. Anote aí...
Sinopse:   História de Luce e Daniel comprova a possibilidade do amor eterno. Mas a vida do casal não representa o único tipo de amor possível. Em Apaixonados: Histórias de Amor de Fallen, Lauren Kate se inspirou nas histórias recebidas pelos fãs ao longo do processo de publicação dos três primeiros volumes da série - Fallen, Tormenta e Paixão. Situado em um momento entre os acontecimentos de Paixão e de Rapture - último volume da série -, Apaixonados: Histórias de Amor de Fallen é um passeio por diferentes paixões através do tempo, aproximando os leitores das histórias de Miles, Shelby, Roland e Ariane.
Previsão de lançamento: 06 de junho
06 – O Colecionador de Lágrimas: Holocausto Nunca Mais (Augusto Cury)
Aprendi a gostar do jeito de escrever de Augusto Cury depois que li todos os livros da coleção “Análise da Inteligência de Cristo”. O jeito que esse médico pisiquiatra e também psicoterapeuta escreve é apaixonante, viciante e emocioante.
À exemplo de “Análise da Inteligencia de Cristo”, “O Vendedor de Sonhos”, “O Semeador de Idéias” e “Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes”, tenho certeza de que o seu próximo livro: “O Colecionador de Lágrimas: Holocausto Nunca Mais” - que será lançado pela editora Planeta, em junho - será um grande sucesso.
Sinopse: E se você pudesse voltar no tempo e mudar a História? Você o faria?
Um professor especialista em nazismo e II Guerra Mundial começa a ter insônia e pesadelos, como se estivesse vivendo as atrocidades ocorridas durante o Nazismo.
Em um ponto de desatino, diz que os alunos são parceiros de Hitler. Sua intenção é, na verdade, provocar a sensibilidade e a curiosidade de seus alunos.
Bem quisto por alguns, mas muito criticado e até processado por outros, sua inquestionável fama coloca os holofotes sobre ele. Ainda mais quando um estranho complô nazista parece persegui-lo.
Previsão de lançamento: 15 de junho
07 – Abandono (Meg Cabot)
A trilogia de Meg Cabot inspirada no mito grego Perséfone e Hades tomou conta da maioria dos meios de comunicação social desde o ano passado e partir daí não parou mais. Sites, blogs, jornais e revistas direcionaram suas atenções para a série Abandono que deverá ser lançada em outubro de 2012, sem dia ainda definido.
A editora Record está apostando todas as suas fichas no lançamento do primeiro livro da trilogia criada pela escritora americana que ficou famosa por ter idealizado a série “O Diário da Princesa”.
Agora só resta esperar pela chegada de Abandono para ver se valeu a pena toda essa expectativa fenomenal em torno da obra. Vamos aguardar...
Sinopse: Uma jovem de 17 anos chamada Pierce sofre um acidente fatal. Quando tem a chance de voltar a vida e reconstruir tudo ao seu redor, ela conhece John Hayden, um rapaz muito estranho. Mesmo em uma cidade nova e em uma escola diferente, as coisas não parecem voltar ao normal. E, ao que tudo indica, John não vai desaparecer até fazer com que Pierce volte ao seu lugar.
Previsão de lançamento: Outubro (sem data definida)
08 – A Companhia Negra ( Glen Cook)
Esta aí mais uma obra que a editora Record vem apostando horrores, à exemplo da trilogia de Meg Cabot. O interessante é que “A Companhia Negra” não se trata de um lançamento original, já que Glen Cook lançou o livro na década de 80. Quer dizer... menos no Brasil.
Aqui na terrinha, “A Companhia Negra” só vai aterrisar no dia 17 de agosto. Não conheço a obra, pois não a li em inglês, mas quem já teve a oportunidade de devorar as suas páginas são unânimes em elogiar o enredo mítico criado por Cook.
Sinopse: “A Companhia Negra” é um grupo de mercenários com uma história que remonta a séculos. Numa tentativa de reviver o passado de glórias, ela se une ao exército da Dama, uma feiticeira de poder inigualável que acordou de um sono de eras para reconquistar tudo que perdeu. A Companhia se vê envolvida, então, em muito mais do que campanhas militares: ela precisa sobreviver aos conflitos extremamente traiçoeiros entre os servos da Dama. Num mundo onde a magia está presente em cada esquina, toda rua esconde segredos maravilhosos... e perigos mortais.
Previsão de lançamento: Outubro (sem data definida)
09 – O Escolhido (Hannah Howell)
Hannah Howell tem um histórico marcante de romances que se tornaram sucessos em vários países, inclusive no Brasil. Um desses livros que foi muito elogiado, tanto pela crítica quanto pelos leitores, foi “A Intuitiva”, lançado recentemente. Agora a escritora americana se preparar para repetir a dose em sua nova obra: “O Escolhido”, com chegada prevista para o começo de junho.
Howell já escreveu mais de 20 romances, mas se formos computar aqueles publicados com psedudônimos, podemos ampliar essa lista para mais de 60!!
Apesar de não ter lido nenhum livro da autora, muitas pessoas que conheço já leram e gostaram, principalmente de “A Intuitiva”. Eles agora aguardam com expectativa a saída do prelo de “O Escolhido”. Segue a sinopse distribuída pela editora Lua de Papel...
Sinopse: Ele tinha dons sobrenaturais... e lhe despertava uma irresistível paixão. Inglaterra, verão do século XVIII. Um homem nu aparece no roseiral da família de Lorelei Sundun.
Ao contrário de gritos ou pedidos de socorro, algo que se esperava da maioria das mulheres de sua época, Lorelei oferece ajuda, pois percebe o embaraço do rapaz, que não sabia onde estava. Ela nunca ouvira falar da família de Argus Wherlocke, nem sobre os dons paranormais comuns entre os membros desta família.
Porém, arrebatada por uma súbita paixão e munida de coragem, ela logo se arrisca para ajudá-lo num jogo perigoso de perseguições. Argus logo descobre que Lorelei é sua única esperança de salvação, e que seu desejo pode ser a mais importante arma para combater seus inimigos.
O escolhido é o quarto livro da saga da família Wherlocke, cujo personagem principal, Argus Wherlocke, tem o dom de hipnotizar as pessoas pelo olhar e pela voz. Argus é da mesma família de Chloe, Penelope e Alethea, personagens apresentadas nos livros A Vidente, A Sensitiva e A Intuitiva.
Previsão de lançamento: 06 de junho
10 – Fantasma (Luiz Alfredo Garcia-roza)
O que falar de um autor que estava acostumado a escrever livros de psicanálise e de repente resolveu migrar para gênero ficcional e logo em seu romance de estréia, nesta nova etapa, já consegue faturar um dos principais prêmios da literatura brasileira: o Jabuti? É evidente que só podemos falar ou escrever bem sobre o sujeito.
O carioca Luiz Alfredo Garcia-roza decidiu trocar de gênero literário, um pouquinho tarde, aos 60 anos de idade, mas nem isso, o impossibilitou de escrever uma obra muito elogiada por todos: “O Silêncio da Chuva”. E foi com esse livro de estréia que ele faturou o Jabuti na categoria romannce.
Estou em dúvida se adquiro essa obra antes de ler “Fantasma” - para já ir me acostumando ao estilo do autor - ou se já compro logo de início o novo romance previsto para ser lançado em 06 de junto. Vamos ver, ainda tenho um pouco de tempo para resolver. Mas uma coisa é certa, vou comprar os livros de Garcia-roza já que após ler Jô Soares, aprendi a admirar os romances de gênero policial brasileiro. Anotem a sinopse publicada na mídia pela editora Companhia das Letras.
Sinopse: A mulher sentada à beira da calçada na Av. Nossa Senhora de Copacabana só se sente em casa vivendo na rua: estar entre paredes a oprime, ela tem a sensação de que vai morrer sufocada. É tão fina e educada que todos a chamam de Princesa. Seu "lar" é um trecho do piso de cimento delimitado por pedaços de papelão. Muito gorda, tem dificuldade para se mover. Mesmo assim, não descuida da aparência: alisa bem o vestido sobre as pernas esticadas, penteia-se com esmero e passa batom com pelo menos frequência - sempre que recebe a visita do delegado Espinosa.
E o delegado Espinosa visita Princesa várias vezes por dia. Afinal, tudo indica que ela viu quem enfiou uma faca no homem muito branco, talvez um estrangeiro, que amanheceu morto na calçada a alguns metros dela. Mas Princesa costuma sonhar, às vezes até quando está acordada... E como saber, nesta vida, o que é realidade e o que se passa no mundo dos sonhos? Isaías é o grande amigo de Princesa. Ele sabe que a amiga viu alguma coisa que não deve ser lembrada.
Acredita que precisa proteger a qualquer custo a moça dos perigos que podem surgir da noite - quando ela dorme sozinha na calçada - e do dia, quando os passantes são tantos que é difícil distinguir o inimigo que se aproxima para desferir um golpe. Como Princesa, Isaías é incapaz de lidar com o mundo complicado onde os dois vivem; como ela, é indefeso e vulnerável.
Previsão de lançamento: 06 de junho
Taí! Escolham seus livros que serão lançados brevemente e boa leitura!!

18 maio 2012

Zafón lança a continuação de “A Sombra do Vento” no dia 10 de junho

Depois que li “A Sombra do Vento”, “O Jogo do Anjo” e “Marina” me tornei um fã incondicional do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafon. De todas essas obras citadas, a que mais me agradou foi, sem dúvida nenhuma, “A Sombra do Vento”, onde o autor criou personagens tão especiais que chegam a ‘beirar’ as raias do mítico, além de ter tido a inspiração de colocar esses personagens num contexto onde o macabro, a paixão, o romance, o suspense, o humor e a aventura se fundem.
Costumo dizer que só mesmo Zafon tem esse dom; de criar personagens e um enredo único e diferenciado. Foi assim em todos os seus livros e com certeza continuará sendo;  mas em “A Sombra do Vento”, ele se superou. Prova disso é que o romance se transformou no cartão de apresentação de Zafon que ficou conhecido em todo o mundo.
“A Sombra do Vento” foi uma obra tão especial, tão sui generis que jamais passou pela minha cabeça que um dia pudesse ter uma continuação. Para mim, a história foi encerrada com chave de ouro após Daniel Sémpere e sua amada Bea terem descoberto o terrível segredo envolvendo o escritor Julian Carax. Zafon não deixou nenhum fio solto em seu enredo. Ele foi perfeito. Assim que li a última página do livro, refleti comigo: “Taí uma obra única!” Dessa forma, uma possível continuação, jamais passava pela minha cabeça, mas então, o escritor espanhol surpreende à todos e anuncia a sequência de sua obra máxima que será lançada no próximo dia 10 de junho, já estando, inclusive, em pré-venda em várias livrarias virtuais.
O novo livro de Zafon se chama “O Prisioneiro do Céu” e traz novamente os personagens Daniel Sempere, Bea e Fermin. E se o release divulgado pelo selo Suma de Letras for verdadeiro, o enredo não ficará devendo nada aos romances anteriores de Carlos Ruiz Zafon. Agora, só resta saber se a história poderá pelo menos se equiparar a sua predecessora. Vejam bem, eu escrevi “equiparar” e não “superar”, porque acredito que “A Sombra do Vento” entrou para a galeria das obras de arte insuperáveis da literatura mundial.
Carlos Ruiz Zafón
Em “O Prisioneiro do Céu”, Zafon nos transporta para uma Barcelona do ano de 1957, onde  Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente.
Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O Conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo.
O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: "Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro". Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade.
Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele.
De acordo com informações da editora, “O Prisioneiro do Céu”, além de ser uma continuação de “A Sombra do Vento”, ainda conta com alguns elementos de um outro romance do autor espanhol: “O Jogo do Anjo”. Estas duas linhas narrativas acabam se convergindo e levando o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.
Parece ser emocionante não é mesmo? Bem, só resta aguardar a chegada de 10 de junho, próximo, para conferirmos se “O Prisioneiro do Céu” será, de fato, uma sequência à altura de “A Sombra do Vento”.

16 maio 2012

Os 10 beijos mais emocionantes dos livros que marcaram época no cinema

Não vai me dizer que você nunca se emocionou com um beijo tão aguardado entre os dois personagens preferidos que você está lendo todas as noites? Veja bem, eu disse lendo e não vendo. Isto porque muitos daqueles beijos que marcaram época nas telas dos cinemas nasceram das páginas dos livros e não da cabeça de roteiristas, diretores ou produtores.
Posso dizer que se não fossem os escritores de romances famosos, muitos beijos que te emocionou nos cinemas não existiriam. Antes de “arrancar” lágrimas daqueles que os assistiram, esses beijos “arrancaram” muitas lágrimas daqueles que os leram.
Portanto, neste post, resolvi homenagear os “beijos literários” que de tão famosos foram levados com toda pompa para as telonas. Alguns deles demoraram vários dias para serem gravados e ficaram marcados para sempre em nossos corações e também em nossas memórias.
Selecionei dez beijos que “li” e me apaixonei. Dez beijos que “passaram” nos cinemas. Vamos à eles:
01 – A Um Passado da Eternidade
O que falar de um beijo que foi eleito pelo Instituto de Cinema Norte-Americano (American Film Institute) – uma das entidades mais conceituadas de Hollywood – como o melhor de todos eles; o mais importante da história do cinema.
Com certeza a tórrida cena do beijo entre Burt Lancaster e Déborah Kerr numa praia do Hawaii, um dia antes do ataque japonês à Base Militar de Pearl Harbor, se tornou icônica.
 O American Film Institute colocou “A Um Passo da Eternidade” na lista dos cem filmes mais românticos de todos os tempos. E pensar que toda essa fama teve origem nas páginas de um livro – ou melhor, dois livros já que a obra é composta por dois volumes -  escrito por James Jones na década de 50.
“A Um Passo da Eternidade” mostra o caso de amor entre um sargento e a esposa de um comandante – seu superior imediato -  durante a Segunda Guerra Mundial. Ele carrega consigo uma dúvida cruel: se assume ou não o romance com a mulher. Se tomar essa decisão, ele sabe que  o casal terá de enfrentar um verdadeiro inferno em suas vidas, mas os dois se amam perdidamente. Então...
O livro de Jones traz ainda outras sub-tramas interessantes, envolvendo os soldados Prewitt e Angelo Maggio. O primeiro foi transferido para a base militar por ser um famoso lutador de boxe e que devido a um trauma antigo que marcou negativamente a sua vida decidiu abandonar os ringues; mas acaba sendo perseguido pelo seu capitão que o quer de qualquer maneira na equipe de boxe do pelotão. E o segundo, de origem italiana, com um temperamento esquentado que acaba tendo um sério desentendimento com o seu superior que é responsável pela prisão da base. O azar é que Maggio acaba sendo preso por insubordinação, ficando a mercê de seu inimigo declarado.
Tudo isso tendo como pano de fundo o cenário da Segunda Guerra Mundial.
O filme, dirigido por Fred Zinnemann, foi lançado nos cinemas em 1953, dois anos após a publicação do livro.
02 – Diário de uma Paixão
Cara! Se existe um beijo “em toda a face da terra” em condições de competir com o de Burt Lancaster e Deborah Kerr é o dos personagens Noah e Allie, criados por Nicholas Sparks. A cena do beijo, no momento em que Allie pergunta a Noah porque não escreveu nenhuma carta durante o período em que estiveram separados é pra lá de emocionante. Os atores Ryan Gosling e Rachel McAdams capricharam na gravação do beijo que acontece debaixo de uma gostosa chuva de verão. Noah enlaça a cintura de Allie, levanta a namorada e tasca-lhe um beijo sufocante. Ufaa!!
Como ainda não li o livro de Sparks – só assisti ao filme – acabei perguntando para uma colega de trabalho, fã ardorosa dos livros do autor, como foi o momento do reencontro entre Noah e Allie nas páginas e segundo ela, o beijo que os dois trocam na obra literária não fica devendo nada para o beijo que passou nas telas.
“Diário de uma Paixão” conta a história de amor de um casal que resistiu ao tempo e as tormentas da vida. Noah e Allie são dois jovens enamorados que em 1940 se conheceram num parque de diversões e a partir daí descobriram ser um a alma gêmea do outro. Como os pais de Allie não aprovam o namoro, por Noah ser um simples trabalhador braçal e oriundo de uma família pobre, eles decidem mandar a filha para bem longe. Por um ano Noah escreveu para Allie todos os dias, mas não obteve resposta, pois a mãe dela interceptava as cartas do jovem para a filha. Crendo que Allie não estava mais interessada nele, Noah escreveu uma carta de despedida e tentou se conformar. Alie esperava ansiosamente notícias de Noah, mas após 7 anos desistiu de esperar ao conhecer um outro rapaz que pertencia a uma família muito rica. Ele pede a mão de Allie, que aceita, mas o destino a faria se reencontrar com Noah. Como seu amor por ele ainda existia e era recíproco, ela seria obrigada a escolher entre o noivo e seu primeiro amor. A partir daí agüenta coração!!
Nicholas Sparks escreveu o livro em 1996 e o filme foi lançado nos cinemas em 2004.
03 – A Casa dos Espíritos
A crítica especializada é unânime em afirmar que o livro escrito pela chilena Isabel Allende, em 1982, é infinitamente superior a sua adaptação cinematográfica de 1993. Apesar da constelação de estrelas e astros, entre as quais: Meryl Streep, Glenn Close, Jeremy Irons, Winona Ryder e Antonio Banderas, a película dirigida pelo desconhecido e inexpressivo Billie August foi um grande fracasso se comparado ao livro. Mas uma coisa não posso negar: a cena em que Pedro (Antonio Banderas) tasca um beijo inebriante em Blanca (Winona Ryder) provocou uma onda de suspiros em massa nos espectadores.
A exemplo de Noah e Allie, os pais de Blanca – melhor dizendo, o pai – não aceita o  relacionamento de sua filha com o filho de seu capataz.
Vocês se lembram daquele velho ditado: “beijo proibido é mais gostoso”?.  Pedro e Blanca fazem jus a essa citação no momento em que se encontram, num lugar isolado, na propriedade do poderoso e cruel Esteban Trueba, pai da jovem e dão aquele smarkkkkkk.
04 – Harry Potter e as Relíquias da Morte (Harry e Gina)
Alguns fãs de Harry Potter preferem o primeiro beijo do menino bruxo em Cho Chang, enquanto outros preferem o beijo que ele deu em sua amada Gina Wesley. Eu faço parte do segundo grupo. Não que eu dê pouca importância ao encontro de lábios e língua de Harry e Cho que aconteceu em “A Ordem da Fenix”, afinal de contas foi o primeiro beijo do herói, e ainda,  na menina que era considerada o seu amor platônico. E olha que isso só foi acontecer no quinto livro da saga!! É que no meu caso, considero o beijo de Harry e Gina... é... sei lá... algo mágico! Isso mesmo! A palavra certa é essa: mágico!
Enquanto o amor que Harry nutria por Cho Chang era do tipo platônico, o sentimento que o pequeno bruxo tinha por Gina era verdadeiro; aliás, tão verdadeiro que chegava a ser poético. Por isso acredito, que assim como eu, muitos leitores e cinéfilos deram vivas quando Harry Potter beijou a sua amada em “As Relíquias da Morte” e em “As Relíquias da Morte – Parte 2”, livro e filme que fecham a saga criada por J.K. Rowling.
05 – Harry Potter e as Relíquias da Morte (Rony e Hermione)
Esse beijo!! Olha... não tem como não incluí-lo nesta galeria. Ele é tão importante quanto o beijo de Harry e Gina.
Ron e Hermione podem ser considerados o casal mais briguento do “universo bruxo” criado por J.K. Rowling. Os dois vivem discutindo, discutindo e discutindo, mas entre os “quebras”, dá pra perceber que eles tem uma atração mútua.
Eu que já li os sete livros da saga não acreditei nem um pouquinho nos falsos namoros de Ron e Hermione com outras pessoas. Não engulo o rolê entre Rony Wesley e sua colega da Grifinória: a chata e pegajosa Lilá Brown;  nem tampouco o namorico de Gina com o famoso jogador de quadribol Viktor Krum. Os dois encontros não passaram de estratégias armadas  por Ron e Hermione para despertar o ciúme um do outro.
Na realidade, apesar de serem fogo e água, os dois personagens se amavam perdidamente, só não tinham coragem suficiente para revelar esse sentimento. Resultado: um ficava esperando que o outro tomasse a decisão de se declarar, mas como nenhum deles dava o braço a torcer, esse romance enrustido ia se arrastando, entre tapas e beijos,  por toda a saga.
O beijo apaixonado de Rony e Hermione só aconteceu nos últimos momentos do filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” e também nas últimas páginas do livro “As Relíquias da Morte”. A queda de braço para saber quem seria o primeiro a se revelar também prosseguiu até o último momento. Após destruírem uma das ‘horcruxes’ de Voldemort, o casal fica lado a lado, e adivinhem quem chamou a responsabilidade para si? Os dois!! Ambos se viram rapidamente, ao mesmo tempo, e Smarkkkk! Dão o tão aguardado beijo da saga.
06 – Bonequinha de Luxo
O livro de Truman Capote foi escrito em 1958 e adaptado para os cinemas três anos depois. A cena do beijo entre Audrey Hepburn e George Peppard é marcante e ao mesmo tempo curiosa, pois conta com um terceiro participante. Pêra aí! Amor à três! Não, não, nada disso. Acontece que Holly, personagem de Audrey,  para o carro na chuva para apanhar um gatinho todo ensopado. Neste momento Paul (George Peppard) vai atrás do seu grande amor e lhe dá um beijo apaixonado, enquanto a moça segura o seu “segundo amor” no colo que observa tudo com o seu olhar felino. Entendeu? (rs).
À exemplo de “A Um Passo da Eternidade”, o enredo de “Bonequinha de Luxo” , no cinema, tem como ‘pano de fundo’, a Segunda Guerra Mundial, onde um jovem escritor vai tentar a sorte em Nova York e acaba se apaixonando por uma acompanhante de luxo que sonha, um dia, se tornar uma atriz famosa.
É importante frisar que livro e filme são bem diferentes. À começar pela personagem Holly que na obra de Capote é, supostamente, bissexual. Esse detalhes foi omitido no filme dirigido por Blake Edwards visando tornar a personagem mais adequada para Audrey Hepburn, sem contar o impacto que isso causaria em uma sociedade tão conservadora no início dos anos 60.
Outro detalhe não menos importante: Paul, personagem de George Peppard, no livro de Capote é homossexual, o que certamente invibializou o tão esperado beijo nas páginas. Mas tudo bem, acho que tenho direito de abrir uma pequena excesão no post, não é? Portanto, o beijo que você não ‘leu’ no livro, acabou vendo no cinema, e... com um gatinho de brinde!
07 – Romeu e Julieta
A história de dois jovens enamorados proibidos de vivenciar todo o amor que sentem um pelo outro, por pertencerem a famílias rivais, encantou e emocionou gerações através dos séculos. “Romeu e Julieta”, considerada a obra máxima do escritor britânico William Shakespeare foi escrita entre 1591 e 1595, praticamente no início da carreira literária de Shakespeare e conseguiu se manter atual através dos tempos. Prova disso foram as atualizações ousadas feitas na história original, como demonstram o filme de Leonardo di Caprio e Claire Danes, “Romeu e Julieta”, de 1996 e o livro escrito por Anne Fortier com o título de simplesmente “Julieta”, publicado pela editora Sextante no ano passado. Estas duas adaptações para os tempos atuais da história imortal de Shakespeare, sem contar as centenas de edições do romance original que ainda continuam sendo publicadas, deixam evidente a importância da obra que já se tornou algo iconográfico.
Mas, no meu caso, não troco o filme de 1968 dirigido por Franco Zefirelli e baseado na história original do famoso escritor britânico. O beijo terno e repleto de doçura protagonizado pelos atores Leonard Whiting (Romeu) e Olivia Hussey (Julieta) resume tudo o que está nas páginas do livro de Shakespeare.
Lí Romeu e Julieta na minha adolescência e até hoje guardo na memória esse momento sublime vivido pelos dois personagens e que foi tão sabiamente transferido para as telas graças ao talento de Zefirelli.
08 – O Diário de Bridget Jones
Que tal um beijo na neve? Espera um pouquinho, ainda não terminei. Imagine um beijo na neve entre um homem todo ‘encarapitado’, com agasalhos para todos os lados e uma moça de calcinha de oncinhas.  Pode acreditar que essa cena emocionou muitas pessoas que assistiram ao filme “O Diário de Bridget Jones” adaptado do livro de Helen Fielding.
Talvez, por Fielding também ter sido a roteirista do filme, a cena incomum do beijo entre Briget Jones e o advogado todo certinho Mark tenha sido tão bem adaptada das páginas de seu romance para a telona.
O livro no qual foi inspirado o filme estrelado por Renée Zellweger (que teve de engordar muiiito para ‘encarnar’ a personagem principal) relata um ano na vida de Bridget Jones, uma mulher solteira, de trinta e poucos anos, que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Tudo isso, como o próprio título do livro já diz, escrito na forma de um diário.
Livro, filme e principalmente o beijo na cena final fizeram o maior sucesso! Aliás, muito merecido.
09 – Crepúsculo
Quer uma definição perfeita para o primeiro beijo do vampiro Edward em Bella? “Chorado”. Isso mesmo, podemos chamar aquele beijo de C-H-O-R-A-D-O!. Muitas meninas e também meninos (por que não?!) arranharam os braços das poltronas do cinema temendo que alguém ou então alguma situação pudesse interromper aquele momento tão aguardado.
Sente só o clima: Primeiro Edward se aproxima de Bella, deixando o seu rosto mais de um palmo longe da amada. O vampiro bonzinho fica nessa posição quase um minuto, pensando se beija ou não; enquanto isso, Bella só falta agarrar o rapaz de tanto desejo; então ele vai se aproximando, se aproximando e ... ao invés de beijá-la, decide encostar o seu nariz ao de Bella. Enquanto isso, a galera que assiste ao filme já está perto de sofrer um ataque de nervos. Só depois de muitos e muitos e muitos ‘qualquer coisa’(rs)... é que sai o tão aguardado beijo de Edward e Bella. Ihauuu! Até que enfim!!
E pode apostar que no livro de Stephenie Meyer a cena é ainda mais emocionante porque é descrita em minúcias.
Na realidade, Edward demorou para dar o seu primeiro beijo em Bella porque queria sentir se era seguro ou não. Sendo um vampiro ‘super-forte’ e não podendo sentir o cheiro de sangue e até mesmo ter contato físico com humanos, Edward queria ter certeza absoluta de que não iria ferir o grande e único amor de sua vida.
Um beijo que entrou para a história da sétima arte!
10 – E o Vento Levou
Antológico, magistral, inesquecível, etc e etc. Qualquer uma dessas definições, além de outras em especial, serviria para definir o beijo de Rhett Butler (Clark Gable) e Scarlet O’Hara (Vivien Leigh) na superprodução cinematográfica “E o Vento Levou”.
O beijo do livro também não fica atrás, inclusive, sou obrigado a dizer mais uma vez que preferi o beijo dos personagens da obra literária de Margaret Mitchell do que a cena em que Clark Gable toma Vivien Leigh nos braços e a beija apaixonadamente. Questão de gosto apenas, mas tanto Mitchel quanto o diretor do filme, Victor Fleming, capricharam e construíram ‘momentos’ que entraram para a história do cinema e da literatura.
O beijo de Rhett e Scarlett fez tanto sucesso que conquistou várias gerações.
Ah! E já que o assunto é beijo, reza a lenda que a atriz Vivien Leigh detestava fazer  essas cenas com Clark Gable porque o ator teria um mau hálito horrível; verdadeiro bafo de jibóia!! (rs).
Isso me leva a pensar como a vida é engraçada... Enquanto todos no escurinho do cinema curtiam aquele beijo emocionante de Rhett Butler e Scarlett O’Hara, na realidade a atriz não via a hora de terminar o seu sofrimento (rssss).

10 maio 2012

O melhor de mim

Se você ainda não leu “O Melhor de Mim”, mas pretende encarar as 270 páginas da obra de Nicholas Sparks, por favor, não leia esse post. Ele contem – se é que existe esse termo – “meio spoiler” ou spoilers camuflados”. Então, aconselho você parar por aqui.
Se, por curiosidade, quiser seguir em frente, então, não reclame depois de ler esse post, pois com certeza irei estragar a sua expectativa em relação ao lançamento do livro de um sujeito que era farmacêutico e num belo dia – como num conto de fadas – acabou se transformando num escritor de grande sucesso. Por que irei estragar? Primeiro: não gostei da estória. E neste caso, já estou me preparando para receber as pedradas das fãs de carteirinha de Sparks que amaram o livro. Segundo: A mania do escritor sempre matar algum personagem importante, e quando digo importante, estou me referindo a um dos protagonistas. Isto quando ele não resolve matar os dois, ou seja, o casal de personagens principais como aconteceu em... deixa prá lá, vai que você ainda não esse outro livro também.
Sei lá, pode ser que eu esteja falando alguma bobagem, mas em minha opinião, as estórias de amor foram evoluindo através dos tempos, tanto literariamente como cinematograficamente. Como tudo na vida, os estilos  narrativos e de roteirização foram se modernizando, implantando novas técnicas para conquistar leitores e cinéfilos.
Quero esclarecer que não estou sendo louco ou desvairado em criticar grandes clássicos do passado como “Uma Janela para o Céu”, “Love Story”, “Romeu e Julieta”, além de outros filmes ou livros respeitados, mas temos que admitir que tudo na vida muda, afinal nós seres humanos estamos em constante evolução, sempre procurando coisas novas para o nosso crescimento.
Esses clássicos marcaram presença – e muita presença - em sua época, mas hoje, surgiram outros tão bons quanto eles e com estilos narrativos diferentes visando agradar o perfil dos cinéfilos e leitores de uma nova era. E com certeza, daqui há cinqüenta anos, ou mais, também surgirão outras estórias com estilos diferentes visando atender a expectativa de uma nova geração.
No passado, filme ou livro romântico que se prezasse, com algumas raras exceções, tinha de ser dramático aos extremos. O resultado era que  você saía do cinema se debulhando em lágrimas, pensando na via crucis dos personagens. Em “Love Story”, a personagem de Ali Mac Graw morre de câncer, bem jovem, sem aproveitar momentos de felicidade plena com Ryan O’Neal. O pai do rapaz que refutou e espezinhou a moça o filme todo, só vai se arrepender quando a pobre coitada está a beira da morte. O filme inteiro girou em torno do sofrimento do casal que só levava “pedrada”. Cara! Era rejeição e pancada pra todo lado. Em “Uma Janela para o Céu”, quando o personagem principal vai finalmente se encontrar com a sua amada, sofre um acidente de avião ou carro (não me lembro bem) e parte dessa vida para melhor. A sua recém namorada recebe a notícia por telefone! E mais: a notícia desgraçada chega durante um jantar, onde a moça iria apresentar o noivo para os seus pais!!! Antes disso, o casal só sofreu e sofreu os reveses dessa “vidinha marvada”.
Agora vamos comparar uma obra obras contemporânea. Já leram “Água para Elefantes”? O casal de protagonistas sofreu bastante durante boa parte da trama, mas a autora Sara Gruen também permitiu que eles tivessem momentos de felicidade plena. Dessa maneira, ela conseguiu dar ao enredo -  que tinha tudo para se transformar num dramalhão com poder de encharcar lenços e mais lenços de lágrimas de sofrimento – um equilíbrio necessário e agradável. Quer melhores ingredientes para um dramalhão amoroso e apelativo do que um velhinho abandonado num asilo depois da  morte do grande amor de sua vida? E ainda por cima, esse desamparado velhinho contando a sua estória desse amor? Sara Gruen conseguiu amenizar esse cenário, dando a estória um clima mágico e encantador. Com certeza, se Guen escrevesse essa história há várias décadas atrás ou se o filme na qual foi baseada fosse exibido nos anos 70, talvez não faria o mesmo sucesso de hoje.
Desculpem-me ter viajado e consequentemente fugido, e muito, do tema proposto nesse post que diz respeito ao livro “O Melhor de Mim”; mas achei necessário essa “viajada” para que vocês entendam como me senti lendo a obra de Sparks. Tive a impressão de ter voltado a minha pré-adolescencia quando saí do cinema engolindo lágrimas após ter assistido o super-dramalhão “Uma Janela para o Céu” ou então depois de ter lido “Love Story”, lançado quase na mesma época do filme, no início dos anos 70.
Nicholas Sparks

“O Melhor de Mim” é o mais puro dramalhão, só restando, para completar, pregar o casal de protagonistas numa cruz, principalmente Dawson Cole. O rapaz pertence a uma família de criminosos “barra pesada”, mas diferente de seu pai e primos, tem uma boa índole e um coração enorme. Ele acaba se apaixonando por Amanda, a moça mais rica da cidade que faz parte de uma família tradicional, cujos pais sonham vê-la casada com um pretendente da mesma estirpe. Os dois se apaixonam e vivem rápidos momentos de felicidade em sua mocidade. Logo em seguida, acabam tendo uma separação dramática, graças ao dedo dos pais de Amanda, mas o destino quis que eles se reencontrassem 25 anos depois na mesma cidade onde viveram o melhor período de suas vidas. Durante essas duas décadas e meia de separação, muita coisa mudou na vida dos dois. Amanda está casada com um homem que não ama, tem três filhos e como não bastasse, carrega o drama de ter perdido uma filha. Enquanto ela aprendeu a conviver com esse sofrimento, o seu marido preferiu se entregar ao vício da bebida, se tornando um alcoólatra. Já Dawson Cole retorna a sua pequena cidade natal, de onde saiu um dia, após ter sido preso injustamente por um acidente fatal do qual não teve culpa.
O casal retorna a pacata cidade de Oriental para o velório de Tuck, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas. A partir desse segundo encontro do casal, o leitor se depara com mais uma carga de sofrimento. Enquanto Cole aceita encarar todos os desafios para ter uma segunda chance com Amanda; ela fica indecisa, pensando em seus filhos e também no esposo que não ama. Vive dizendo a Cole que ele é homem de sua vida, mas na hora do “pega prá capar”, a preservação do seio familiar é o que mais interessa, mesmo sendo um casamento falido.
A história de Sparks fica em torno desse jogo de gato e rato, fazendo com que o leitor torça desesperadamente para o reencontro do casal. Como pano de fundo para o enredo, está um primo de Dawson, que quer acertar as contas com o rapaz, que no passado lhe deu uma surra após uma tentativa de extorsão; a imagem misteriosa de um homem que persegue Dawson e que já lhe salvou a vida várias vezes; a viúva de um médico que morreu no acidente de trânsito com Dawson e que não cansa de lhe culpar pela tragédia; e é claro, a mãe de Amanda que ainda trata a filha como uma criança mimada e que não suporta vê-la ao lado de um Cole.
Em meio a tanto sofrimento do casal, quando tudo parece se encaminhar para a normalidade, pelo menos para um deles, eis que vem a tradicional “machadada” fatal e eliminatória de Sparks, deixando o leitor P. da Vida. Por que P. da Vida? É simples, porque Dawson e Amanda só sofreram a história inteira, vivendo momentos de dor e indecisão. Caraca! Eles mereciam pelos menos alguns momentos de alívio e um final.... bem deixa pra lá.
No meio do livro, cheguei a ficar entusiasmado com as inúmeras possibilidades que o enredo oferecia. Como seria a reação dos filhos de Amanda quando eles se encontrassem com Dawson? Como Jared, o filho mais “cabeça” de Amanda reagiria ao conhecer a história de amor, vivida há de 25 anos atrás pela sua mãe, e etc e etc...
Outro detalhe que não gostei no novo livro de Sparks foi a previsibilidade da história. Após a machada letal do autor, mesmo restando algumas páginas para o término do romance, eu já sabia qual seria o final mais do que óbvio.
Depois de ler “O Melhor de Mim” fiquei pensando com os meus botões quem será a próxima vítima de Sparks, dessa vez, no romance “O Casamento”, uma suposta continuação de “Diário de Uma Paixão”.
Pois é pessoal, apesar das machadadas e da via crucis experimentada pelos seus personagens de Nicholas Sparks, alguns segmentos da industria cinematográfica continuam apostando em suas obras. Fiquei sabendo que a Warner Bros já adquiriu os direitos de filmagens de “O Melhor de Mim”.

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