29 março 2016

O espião que me amava

Dos 14 livros sobre James Bond escritos por Ian Fleming, “O Espião que me amava” (1962) foi o mais complicado para ler. Ruinzinho, mesmo. A história original perde feio para o filme com Roger Moore.
Cara, se hoje estou suando para terminar a leitura de “Contos Fantásticos do Século XIX”, no passado sofri para encarar o livro de Fleming. Só não desisti porque sou um leitor muito perseverante, daqueles que agarra o touro à unha e só larga depois que o bicho cai.
Reza a lenda que por causa da enxurrada de críticas dos fãs e da imprensa - que acharam a história medíocre - Fleming teria ficado muito frustrado com o que escreveu e por isso proibiu novas reimpressões - incluindo a versão de bolso – além de uma possível adaptação cinematográfica. Este é o motivo principal porque o filme de 1977 só leva o nome do livro.
Acredito que o autor inglês deve ter dito aos seus herdeiros que voltaria do além túmulo para assombrá-los, caso eles fizessem alguma maracutaia para liberar a adaptação integral do livro para as  telonas. Cara, mas nem precisou tudo isso, porque o enredo é tão bravo, tão aquém das outras histórias envolvendo 007 que o veto partiu do próprio Albert Brocoli, o ‘todo poderoso’ produtor da franquia, na época. Ele achou o livro tão ruim que preferiu aproveitar apenas o título em seu filme. Mamma Mia!!
Brocoli com o apoio de seu parceiro Harry Saltzman contratou roteiristas conceituados de Hollywood para elaborar uma história completamente independente e diferente da obra de Fleming. E quer saber mais? Deu resultado mêo! É verdade! "O espião que me amava" dos cinemas engoliu o seu homônimo dos livros. A história com Roger Moore foi um grande sucesso, recebendo elogios tanto do público quanto da crítica especializada.
No livro, a história é narrada em primeira pessoa pela personagem Vivienne Michel que trabalha num motel de beira de estrada que durante uma madrugada recebe a visita de dois mafiosos que tem planos de incendiar o local e matar a moça. Eis então que após ter um pneu de seu carro furado, 007 surge no motel e pede para passar a noite no local. O agente secreto inglês troca tiros com os dois gangsters, mandando-os para as profundezas do inferno,  dorme com a tal Vivienne e no dia seguinte vai embora. E só!Putz, desculpe aí Fleming, mas etchaa romancinho rebinha... jamais daria um filme, sequer mediano.
Já no o filme do diretor Lewis Gilbert,  Bond e uma linda agente soviética unem-se para investigar o desaparecimento de submarinos atômicos e acabam enfrentando um perigoso e astucioso vilão, o bilionário magnata e armador Stromberg, logo Bond e sua companheira são a esperança de toda a humanidade.
O filme marca também a estréia do ‘capanga de vilão’ Jaws ou “Dentes de Tubarão” como ficou conhecido. O grandalhão desajeitado com aqueles dentes de metal fez tanto sucesso que voltou a participar de um novo filme do agente secreto na chamada “Era Moore”.

Taí! Ponto para Brocoli!

25 março 2016

Darkside relança em maio “Menina Má”, obra que serviu de inspiração para Damien, Chucky, Samara, Annabelle e outros personagens clássicos dos filmes de terror

Fiquei sabendo pelas redes sociais que a Darkside promoveu um festão de arromba onde convidou alguns blogueiros e parceiros para apresentar os seus novos lançamentos para 2016. Quem esteve por lá garante que foi algo do outro mundo. Outro mundo mesmo; já que contou até mesmo com a presença de Freddy Krueger como mestre de cerimônias. Brrrrrrrr!!!
Um dos livros que mais chamou a atenção da galera presente no evento foi “Menina Má” de William March. Trata-se de um relançamento, já que o livro original foi publicado há 64 anos, ou seja, em 1954. Sabem aquelas obras consideradas cult que continuam a ter admiradores e consumidores mesmo após não estarem mais em evidência, devido à produção interrompida ou cancelada? Pois é, “Menina Má” se enquadra nesse gênero.
Na época de seu lançamento, o livro se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrevê-lo. Os críticos britânicos consideraram o livro “apavorantemente bom”. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, Menina Má ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark.  
Personagens inspirados em "Menina Má"
Bem... chegamos então a era contemporânea, e a obra de March continuou influenciando mentes transformadoras de opinião, entre as quais, aquelas que fazem parte da ‘Meca do cinema’, conhecida por Hollywood. Lembram-se de Henry Evans de “Anjo Malvado”, com Macaulay Culkin quando ainda era um dos atores mirins mais famosos do mundo? E de Samara? Aquela menina horrenda que ai rastejando para fora de um televisor? PQP! Eu tinha que me lembrar dessa cena  de “O Chamado”! Adeus sono! Mas vamos em frente. E de Chucky, aquele bonequinho maldito? Damien, o anticristo? Ah! Esta pirralha, com certa, você se recorda: Annabelle!
Entonce, pode acreditar, todos esses personagens de filmes de suspense ou terror foram influenciados por “Menina Má”.
E amigo, vai um lembretinho aí: prepare o seu coração de duas maneiras. A primeira, para a história que deve ser um thriller psicológico sufocante; e a segunda, para a capa. É cara, a capa! Com certeza, a Darkside fará jus a sua reputação de editora que produz as capas mais ‘maravilhosamente cobiçadas do mundo literário’.
Para quem ainda não teve a oportunidade de ler “Menina Má”, o enredo desenvolvido por March fala de Rhoda, uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria a pestinha responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine,comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.
“Menina Má” deve desembarcar nas livrarias brasileiras no mês de maio. Taí mais uma obra da hora que foi desenterrada pela Darkside.

Vale um grande Iahuuuuuu!

22 março 2016

Darkside lança em abril o 1º volume de “Crônicas de Amor e Ódio” (The Kiss of Deception). O livro chega com uma super capa, marca registrada da editora

Um dia desses, enquanto devorava algumas capas dos livros lançados pela Darkside ‘pingou’ na minha cabeça um questionamento do tipo: “Quem foi o cara que teve a idéia de apostar todas as fichas em capas ultra-elaboradas, não esquentando a cabeça com os custos, pois tinha a certeza do retorno financeiro? Será que foi um dos sócios-fundadores da Darkside? O editor-chefe? Algum executivo da empresa? O designer gráfico? Algum amigo ou parente dessa tchurma?
Cara, sei lá e pra ser sincero nem quero saber. O que me interessa é que o dono da idéia foi muito feliz. Imagino até que ele tenha sofrido uma pressãozinha, já que a maioria das grandes editoras – para não dizer todas – estão ‘segurando’ o investimento em capas com layout arrojados por culpa da “Dona Crise”. Talvez o tal cara inteligente deva até ter ouvido: “Tú tá louco meu irmão! Não dá pra fazer isso não!” Mas no final, a editora carioca foi arrojada, lembrando muito aquela frase antológica que abria os seriados - também antológicos – de Jornada nas Estrelas: “audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve”.
Acredito que o dono da idéia deve estar com o seu ego inflado, pois graças a ele, as capas dos livros da Darkside fazem tanto sucesso que muitos leitores, apesar de já terem uma edição antiga de determinado livro, fazem questão de comprar o seu relançamento somente por causa do layout. Foi assim, por exemplo, com “Tubarão” de Peter Benchley, lançado originalmente em 1974. Um ex-colega de trabalho já havia lido o livro e não tinha gostado, mas fez questão de comprar a nova edição da Darkside, unicamente, por culpa da “Dona Capa”
E para não fugir dessa deliciosa rotina, vem aí mais um livraço com uma capa fantástica: “Crônicas de Amor e Ódio” (Kiss of Deception) da escritora Mary E. Pearson. A obra faz parte do gênero “Dark Love”, recentemente lançado pela editora, que abrange histórias de amor com toques de mistério.
O primeiro volume de “Crônicas de Amor e Ódio” – o livro faz parte de uma saga - arrebentou em vendagens no exterior, tornando-se uma verdadeira coqueluche em vários países. Pearson conta a história de Lia, uma princesa - primeira filha de um rei – que após ter um casamento arranjado, sem conhecer o noivo, decide fugir no dia das núpcias. Dessa forma, Lia passa a viver uma vida simples numa cidade bem longe da sua terra natal.
Bem galera, o problema, além das consequências de sua fuga, é que ela passa a ser seguida por duas pessoas:  um assassino e o príncipe com quem ela deveria se casar. Um tem boas intenções, o outro não. Resta saber quem encontrará a princesa primeiro. Detalhe: ela não conhece nem um dos dois, portanto não sabe quem é o ‘mocinho’ e o ‘bandido’.
“Crônicas de Amor e Ódio” chega com a sua super-capa nas livrarias brasileiras em abril próximo. O livro foi escolhido pelo comitê da Young Adult Library Services Association como umas das melhores ficções de 2015 e escolhido uma das principais fantasias de 2014 pelos leitores no Goodreads.

Quanto a Mary E. Pearson; é uma premiada escritora do sul da Califórnia, conhecida por seus outros sete livros juvenis — entre eles a série popular The Jenna Fox Chronicles. Mary é formada em artes pela Long Beach State University.

21 março 2016

10 autores que não publicam novos livros há muitos anos

Um dia desses ao reler “O Silencio dos Inocentes” acabei ficando P. da Vida. Caraca! É muita sacanagem do cara, meo! A minha revolta tinha como endereço certo o autor da obra. Um cara pra lá de talentoso chamado Thomas Harris que criou um dos mais icônicos personagens da literatura policial: Dr. Hannibal Lecter.
Harris seu sacana sem coração... há dez anos que nós – seus inveterados ‘leitores-fãs’ – estamos esperando um novo livro e nada.
Mas a minha revolta e frustração com os chamados ‘escritores-ursos’ que após lançarem livros antológicos, simplesmente entram num buraco e hibernam por décadas, atinge também outros caras folgados: Arthur Golden, Patrick Rothfuss, Dan Brawn, entre muitos outros.
Caramba, por onde andam esses caras?! Quando será que irão lançar um novo livro? (se de fato, vão lançar). Será que eles estão enfrentando uma crise de criatividade?
Neste post vamos saber por onde andam os ‘autores-ursos’ e porque estão demorando tanto para lançar um novo livro.
01 – Thomas Harris
Obra principal: O Silêncio dos Inocentes
O escritor e jornalista Thomas Harris foi o pai de um dos personagens mais fascinantes da literatura policial: Dr. Hannibal Lecter. O famoso serial killer esteve presente nos livros “Dragão Vermelho” (1981), “O Silêncio dos Inocentes” (1988), “Hannibal" (1999) e “Hannibal, A Origem do Mal” (2006). Todos eles adaptados com sucesso para os cinemas, mas foi “O Silêncio dos Inocentes” que transformou o Dr. Lecter num dos símbolos das cultura pop dos anos 80; o serial killer mais emblemático das páginas e também das telonas.
Harris não lança um novo livro há uma década. Cara, é tempo de mais para um autor que revolucionou a literatura policial. Vasculhei vários sites, blogs e outras redes sociais, incluindo a página oficial do escritor, mas não há nenhuma informação de que esteja preparando um novo livro.
Juro que estou temendo pelo pior. Harris já está com 75 anos, logo entrará na casa dos 80; e nessa fase sabemos que é normal ocorrer uma desaceleração criativa num autor. Temo que a vinda de uma nova história - quem sabe até mesmo mais uma sequencia envolvendo Dr. Lecter - está cada vez mais difícil.
02 – John Grogan
Obra principal: “Marley e Eu”
Muitos leitores acreditam que John Grogan escreveu apenas “Marley e Eu”, em 2005, mas não; ele também foi o autor de outros cinco livros que vieram na esteira do estrondoso sucesso da história do cãozinho que conquistou o mundo. As obras posteriores foram “Marley, O Cãozinho Atrapalhado” (2007), Meu Querido Christopfer” (2007), “De Volta Pra Casa” (2008), “Cachorros Encrenqueiros se Divertem Mais (2008), “O Natal de Marley” (2009) e Meu Barco e Eu (2010).
Já deu pra ver que Grogan não escreve há mais de cinco anos. Agora se as estatísticas entrarem no jogo, podemos afirmar que o autor americano está há quase 11 anos sem conhecer um novo sucesso, já que os livros lançados depois de “Marley e Eu” são obras desconhecidas para grande parte dos leitores.
Por ter gostado muito da história daquele cachorro labrador, torço demais para que Grogan ‘desperte’ e escreva um segundo Bestseller tão bom quando o primeiro lançado em 2005. Aliás, esperança é a ultima que morre.
03 – Rhonda Byrne
Obra principal: “O Segredo”
A escritora australiana Rhonda Byrne  sacudiu o ‘mundo literário’ em 2006 ao lançar “O Segredo”, uma espécie de chave da sorte que abriria todas as portas da felicidade, do prazer e principalmente do sucesso. Para ter essa chave nas mãos, bastaria ler “O Segredo”.
Cara, recordo-me que na época foi um ‘bafafá’ danado nas livrarias de vários países, incluindo o Brasil. Filas, empurra-empurra e mais isso e aquilo para conseguir a famosa chave da sorte, quero dizer, o famoso livro.
Alguns anos depois, em março de 2012, ela lançou outra obra nesse mesmo estilo chamada “Magia”.
Agora, decorridos seis anos, ninguém mais ouviu falar em Byrne. Tudo indica que ela se tornou um segredo.
04 – Dan Brown
Obra principal: “O Código Da Vinci”
Aos 51 anos de idade, Dan Brown já vendeu milhares de livros em vários países e criou polêmicas e mais polêmicas envolvendo o Vaticano e o cristianismo. Robert Langdon  - o famoso simbologista de Harvard, metido a investigador na horas vagas – saiu da mente criativa de Brown para se consolidar como um dos mais carismáticos personagens dos romances policiais.
O que ‘enche o saco’ dos leitores de Brown é a demora para lançar os seus livros. Para que você tenha uma idéia desse grande lapso de tempo, “O Símbolo Perdido” (2009) só chegou após seis anos do lançamento de “O Código da Vinci” (2003). Já, “Inferno” (2013) só deu as caras depois de quatro anos.
Agora fica a pergunta com relação ao próximo livro do autor, pois já fazem quatro anos que ele está ausente do prelo nas livrarias.
A boa notícia é que Brown deu sinal de seu novo romance numa palestra realizada, recentemente, em Dublin onde revelou que já está trabalhando em mais enredo para Langdon.
Quanto tempo vai demorar esse trabalho? Ninguém sabe.
05 – Patrick Rothfuss
Obra principal: “O Nome do Vento – A Crônica do Matador do Rei – Primeiro Dia”
Já estamos há seis anos sem receber nenhuma notícia sobre Kvothe, “O Arcano”, o personagem principal da saga “A Crônica do Matador do Rei” ("O Nome do Vento" e "O Temor do Sábio"). Os fãs da trilogia estão a beira de um ataque de nervos, já que Patrick Rothfuss, até agora, não definiu a data de lançamento.
A falta de informações acabou originando uma explosão de boatos sobre possíveis datas de lançamento, todas elas furadas. Alguns sites garantiram que o livro sairia em outubro de 2014, outros apostaram num dia qualquer de 2015 e assim por diante.
Na verdade, “As Portas de Pedra” – título provisório do livro que deverá fechar a trilogia sobre Kvothe – não tem nenhuma previsão de lançamento. Pode demorar um ou dois anos, quem sabe.
A demora é justificada pelo enorme esmero que o autor preserva durante a escrita e também por suas repetidas revisões que acabam deixando o trabalho mais lento, o que sempre resulta num trabalho final primoroso como aconteceu com os dois primeiros volumes da saga.
06 – Kim Edwards
Obra principal: O Guardião de Memórias”
Esta autora norte-americana não é fraca não. Seu primeiro livro, “O Guardião de Memórias” (2005) vendeu cerca de 500 mil cópias somente no Brasil. Quer mais? Ok. A coletânea de contos “Os Segredos do Rei do Fogo” (2008) lhe valeu os prêmios Whiting e Nelson Algren, dois dos mais importantes da literatura americana. Mas, infelizmente, Kim Edwards tomou Doril e depois sumiu.
Seu livro mais recente – “O Lago dos Sonhos” - foi lançado em 2011 e de lá pra cá, absolutamente nada. E pior, não há nenhuma informação nas redes sociais de que ela esteja trabalhando em um novo romance.
07 – Orlando Paes Filho
Obra principal: “Angus: O Primeiro Guerreiro”
O escritor brasileiro Orlando Paes Filho, de 54 anos, é o criador da épica série “Angus”. Ele criou o personagem em 1978 quando tinha apenas 16 anos e então, a partir daí, começou a produzir os enredos. O sonho de adolescente de Paes tornou-se o seu objetivo de adulto e durante os últimos anos, o escritor se dedicou a uma saga composta por um número ‘infindável’ de livros.
Pena que as aventuras do guerreiro medieval Angus deram uma desacelerada e pararam em 2010 no terceiro volume. Não tem livro novo do autor nos toplists há mais de cinco anos. Os fãs de Angus continuam ansiosos por uma nova aventura do herói.
08 – Arthur Golden
Obra principal: “Memórias de Uma Gueixa”
Arthur Golden faz jus ao título de “autor de um livro só”. É de sua autoria o bestseller “Memórias de uma Gueixa” que foi um grande sucesso não só entre os leitores, mas também entre os críticos literários. Lançado em 1997, o livro é rico em minúcias, revelando um conhecimento profundo da cultura e da história do Japão.
Golden traz as confissões e as experiências de vida da gueixa Nitta Sayuri. Conduzido pela personagem, o leitor entra num mundo onde o que mais conta são as aparências, onde se pode leiloar a virgindade de uma criança, onde as mulheres são treinadas para enfeitiçar os homens mais poderosos e onde o amor é desprezado como uma ilusão.
Devido ao mega-sucesso da obra literária, a Columbia Pictures em conjunto com a Dream Works produziram 2006, o filme “Memórias de uma Gueixa”.
Parece algo surreal, mas pode acreditar: Temos um autor que escreveu um baita romance, do qual originou um baita filme e mesmo assim, está sem lançar um novo livro há 19 anos!
09 – Eric Garcia
Obra principal: “Os Coletores”
Os Coletores” foi um dos melhores livros de ficção cientifica que eu já li. Ele foi indicado ao Prêmio Philip K. Dick, para autores do gênero, ganhando posteriormente uma adaptação cinematográfica, estrelada por Jude Law e Alice Braga. Na história, uma tecnologia chamada "artiforgs", permite reproduzir artificialmente qualquer órgão do corpo humano. Praticamente indestrutíveis, os novos órgãos de metal e plástico são aparentemente muito mais confiáveis e eficientes do que os rins falíveis e os pulmões sujeitos a câncer. Mas é importante ressaltar que, em casos de inadimplência, um dos profissionais da companhia fará uma rápida visita, extrairá o produto e o levará de volta imediatamente.
Não entendo porque Eric Garcia, autor dessa preciosidade, está sem publicar uma história inédita desde 2009. Estaria ele sofrendo dos famosos bloqueios de criatividade que ‘volta e meia’ atacam alguns escritores?
10 – Winstom Groom
Obra principal: Forrest Gump
Este autor americano lançou até agora sete livros, mas somente um foi publicado no Brasil com tradução para o nosso idioma: “ForrestGump”. Os outros podem ser encontrados, mas todos em inglês.
Forrest Gump escrito em 1986 deu origem ao filmaço homônimo, oito anos depois, estrelado por Tom Hanks e com uma trilha sonora m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a.
Winstom Groom está sem escrever desde 1998, data de seu último livro: Such a Pretty, Pretty Girl. Realmente, um desperdício para uma mente brilhante da qual saiu um personagem como Forrest Gump.


18 março 2016

Os 10 livros mais vendidos no início de março em todo o Brasil

Antes de comprar um livro, a maioria dos leitores tem o habito de pesquisar vários toplists para conferir a relação dos mais vendidos em todo o País. Confesso que também faço isso. Não dá pra negar que esses paradões – desde que confiáveis – servem de parâmetros para aquisições de obras que irão nos proporcionar uma leitura prazerosa.
Confio em dois toplists: o da revista Veja e do portal PublishNews. Como anteriormente já publiquei um post com os mais vendidos, segundo pesquisa da Veja, hoje mudo o esquema, dando preferência para o paradão da PublishNews.
O ranking de livros mais vendidos organizado pela Publish é elaborado a partir da soma simples das vendas de todas as livrarias consultadas, no caso: Argumento, Cultura, Curitiba, FNAC, Laselva, Leitura, Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva, SuperNews e Travessa.
O Toplist corresponde ao período de 07 a 13 de março de 2016.
E vamos que vamos:
10º Lugar: Philia (Pe. Marcelo Rossi)
Editora: Principium
Categoria: Autoajuda
Páginas: 136
Sinopse: Neste livro, padre Marcelo Rossi aborda a depressão e outros males como ansiedade, medo, tristeza, pessimismo, remorso, vício, desemprego, maledicência, inveja, ciúme, ira, ingratidão e autoimagem. O padre fala sobre cada um dos males, sugere orações específicas para combatê-los, recomenda reflexões a partir de trechos da Bíblia e dá dicas práticas para eliminá-los nossas vidas.
São 14 capítulos que buscam curar os males da alma: depressão, ansiedade, tristeza, pessimismo, medo, remorso, vício, desemprego, maledicência, inveja, ciúme, ira, ingratidão e autoimagem.
09º  Lugar: Dois mundos, um herói (Rezende Evil)
Editora: Suma de Letras
Categoria: Infantojuvenil
Páginas: 144
Sinopse: “Dois mundos, um herói” lembra um filme que assisti há algum tempo: “Trom – Uma Odisséia Eletrônica”, onde um cara, considerado um gênio em informática acaba sendo ‘chupado’ para dentro de um computador. O livro de Rezende Evil é mais ou menos isso. No enredo, um sujeito acorda dentro de um jogo de Minecraft. Nesse mundo de pixels ele encontra todos os pequenos amigos que criou: inclusive uma versão de si mesmo. E quando um mal ameaça destruir o vilarejo virtual onde se encontra, o personagem se torna a única esperança. Usando sua criatividade, o herói vai ter que enfrentar com as próprias mãos os inimigos que estava acostumado a vencer com o teclado e o mouse.
O autor do livro é um brasileiro de Londrina chamado Pedro Afonso – mais conhecido pelo nome ‘artístico’ de Rezende Evil - um cara fissurado em  videogames e que tem um canal no Youtube bambambam em Minecraft, o seu jogo favorito. Ah! Ele tem apenas 18 anos.
08º  Lugar: O nome de Deus é misericórdia (Andréia Tornielli / Jorge Bergoglio)
Editora: Planeta do Brasil
Categoria: Não ficção
Páginas: 112
Sinopse: Olha o Papa aí gente! Considerado o primeiro livro do Papa Francisco, “O nome de Deus é misericórdia” traz uma entrevista exclusiva concedida ao vaticanista Andrea Tornielli, na qual o pontífice explica o porquê do Ano da misericórdia que teve inicio em 8 de dezembro de 2015.
Ao longo de vários capítulos, Francisco analisa o conceito de misericórdia, tema central do seu pontificado e a que recentemente decidiu dedicar um jubileu extraordinário, que começou a 8 de Dezembro, prolongando-se até Novembro deste ano.
Na obra Francisco escreve que o sentimento de vergonha diante da misericórdia de Deus é uma graça, compara os conceitos de pecado e de corrupção, dizendo que não são sinônimos, e confessa que quando está diante de reclusos sente que ele próprio também merecia estar preso.
Por ser sincero em suas respostas aos jornalistas, até mesmo as mais polêmicas, acredito que uma entrevista com o Papa Francisco  é sempre interessante.
07º  Lugar: O funcionamento da mente (Augusto Cury)
Editora: Cultrix
Categoria: Auatoajuda
Páginas: 279
Sinopse: O autor do mega-sucesso da coletânea “Analise da Inteligência de Cristo” está de volta. Nesta obra, o Augusto Cury esmiúça a Teoria da Inteligência Multifocal, desvendando algumas áreas vitais dos bastidores da psique. O que é o Eu? Como os pensamentos são construídos? De que modo as emoções influenciam a racionalidade? Como acessamos a nossa memória? Estas e muitas outras questões são discutidas nesta obra. Segundo o autor, a mente é de fato um mundo a se explorar dentro de cada ser humano.
06º  Lugar: A sereia (Kiera Cass)
Editora: Seguinte
Categoria: Infantojuvenil
Páginas: 368
Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar - pois a voz da sereia é fatal -, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.
“A sereia” é o primeiro livro escrito por Kiera Cass, mas só lançado agora.
05º  Lugar: Segredos da Bel para meninas (Bel/Fran)
Editora: Única
Categoria: Infantojuvenil
Páginas: 128
Sinopse: Bel e Fran são mãe e filha. Verdade galera! E elas resolveram lançar um livro que deu certo, se levarmos em conta a ‘leva’ de exemplares que foram vendidos. A dupla é criadora também do canal ‘Bel para Meninas e do Penteados para Meninas’, 
Bel é uma menina de apenas oito anos e que se tornou um fenômeno no You Tube com o seu canal. O sucesso foi tanto que a garota acabou ganhando a oportunidade de lançar um livro pela editora Única.
Totalmente colorido, o livro apresenta as melhores idéias de Bel e sua mãe, Fran, para estimular pessoas de todas as idades a se divertirem juntas. Traz ainda uma cartela de adesivos exclusivos, um desafio inédito, páginas interativas e segredos nunca revelados.
Apontado pelo Google como o maior canal kids do Brasil e um dos 10 mais vistos em todo o território nacional, a Bel foi a primeira criança brasileira a conquistar a marca de 1 milhão de inscritos no Youtube e conta, atualmente, com mais de 1,4 milhão de seguidores e 580 milhões de visualizações só no seu canal.
04º  Lugar: Authentic Games (Marco Túlio)
Editora: Astral Cultural
Categoria: Infantojuvenil
Páginas: 160
Sinopse: Pelo amor de Deus!! Só estão sendo lançados livros com youtubers!! Acho que vou ‘virar’ um.
Taí mais uma obra do gênero “Youtuber” marcando presença no Paradão da Publishnews. A exemplo de Rezende Evil, o autor de “Authentic Games” é vidrado em jogos do estilo Minecraft.
Marco Túlio transformou o seu canal chamado Authentic Games em ponto de encontro para quase 4 milhões de crianças e adolescentes. É lá que eles trocam ideias, aprendem estratégias secretas sobre Minecraft e acompanham as séries exclusivas.
Neste livro, os fãs vão saber como surgiu o projeto do canal, quem são os amigos da internet que o Authentic levou para a vida real.
03º  Lugar: Depois de você (Jojo Moyes)
Editora: Intrinseca
Categoria: Ficção
Páginas: 320
Sinopse: “Depois de você” é a sequência do bestseller “Como eu era antes de você”, da mesma autora. O primeiro livro que vendeu mais de 5 milhões de exemplares em todo o mundo conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora Jojo Moyes.
Em “Depois de você”, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.
Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.
02º  Lugar: Ruah (Pe. Marcelo Rossi)
Editora: Principium
Categoria: Autoajuda
Páginas: 96
Sinopse: Se em Philia, padre Marcelo Rossi se abriu sobre sua depressão, além de abordar temas relacionados a doença; em seu novo livro chamado “Ruah”, ele recorda o período em que chegou a pesar 128 kg, devido ao uso de anti-inflamatórios e à depressão. O padre  conta como uma dieta desequilibrada o fez perder peso demais e divide conosco o que aprendeu com essa experiência, como a importância de uma reeducação alimentar com acompanhamento médico.
“Ruah” é o resultado de uma fase de aprendizado, orações, mudanças de hábitos em busca de bem estar. Em seu processo de perda de peso, o religioso manteve sua rotina de atividades físicas, se viu livre das dores na coluna e percebeu que precisava se alimentar de forma equilibrada. No livro ele explica que às vezes estar no peso correto não é garantia de estar saudável, se a pessoa não tem uma alimentação balanceada, deixa de dormir o necessário para renovar suas energias e não tem uma atitude otimista diante das dificuldades.
De acordo com o padre “este livro tem a intenção de ajudar o leitor a perceber que Deus também se preocupa com o seu corpo. Este seu corpo que é o templo do Espírito Santo. (...) Cuidar da própria saúde e valorizar o seu corpo é estar em sintonia com o amor de Deus”.
01º  Lugar: Como eu era antes de você (Jojo Moyes)
Editora: Intrínseca
Categoria: Ficção
Páginas: 320
Sinopse: Olha Jojo Moyes, atacando novamente! “Como eu era antes de você” fez tanto sucesso que acabou  rendendo uma continuação que também está, aqui, no Paradão ocupando a 3ª colocação.
O enredo é mais ou menos assim: aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico de 35 anos. O sujeito é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento.  Entonce aparece Louisa e a sua vida... já viu né.
Digamos que o livro seja um “Love Story” ou “Uma Janela para o Céu” contemporâneo que está arrancando muitas lágrimas até do mais empedernido dos corações.

Taí galera! Escolham os seus preferidos e boa leitura!

13 março 2016

A saga ‘novos autores versus grandes editoras’ prossegue

Com freqüência me surpreendo com a força de vontade, luta e perseverança dos novos autores brasileiros que buscam um lugar ao sol. E esse lugar ao sol tão desejado é a guarita de uma grande editora brasileira. Comparo essas pessoas - que nasceram com o dom de elaborar enredos fantásticos - a verdadeiros lutadores de boxes talentosos que no ringue só recebem golpes baixos. Quem aplica esses golpes baixos? As editoras. Quais são esses golpes? Caraca, são tantos! É a editora que anuncia em seu site que está recebendo originais para análise, mas nunca responde ao e-mail do autor. É a editora que só acredita nos jovens autores enlatados. E finalmente, as editoras que dão a chamada resposta política: “Sua história é muito boa, mas não tem o perfil dos nossos leitores”. Oohohohoh! Então num belo dia... a tal editora ‘política corretamente’ solta um livro mal escrito e com um enredo pobremente desenvolvido, mas cuja trama é vagamente parecida com a sua. É meu amigo, com a sua! Aquela mesma trama inicial que os editores figurões disseram que não iria de encontro aos interesses dos seus leitores. Então, você urra, grita, esperneia, dá socos na parede, mas não adianta nada porque o golpe baixo já foi aplicado
E olha que são muuuuitos golpes baixos. E com isso, nós leitores, vamos perdendo a oportunidade de ler histórias excelentes que acabam indo parar numa lixeira ou então no formato pdf  em algum site obscuro.
Ontem a noite recebi o e-mail de um autor brasileiro me contando os bastidores dessa luta injusta e desigual. Como blogueiro e leitor voraz fiquei muito triste com a situação dos nossos escritores que buscam uma primeira oportunidade.
Galera, nós que estamos do lado de fora do sistema não sabemos nem a metade da missa. A situação é mais complexa do que pensamos. Para evitar retaliações não vou revelar o nome do autor que me enviou o e-mail, nem da editora envolvida.
Vamos à missa.
Esse autor (li o seu livro: é ótimo!) após ter o original de sua obra recusado por, praticamente, todas as grandes editoras, acabou descobrindo outra, mas fora do País, que parecia ser um verdadeiro Oasis, mas se revelou um ardente deserto. Apesar de editar a obra – mediante o pagamento de determinada quantia – a editora, simplesmente, não distribui o livro para as principais lojas (físicas e virtuais) do Brasil. O autor teve que se virar, colocando alguns exemplares debaixo do braço e saindo de porta em porta tentando fechar as vendas. Mas, nós sabemos que as grandes lojas e livrarias – quase sempre multinacionais – não dão importância para esse tipo de relação comercial mais intimista. A diferença, em termos de importância, entre um autor desconhecido que faz o papel de divulgador de sua obra (também desconhecida) e de uma editora que abrace essa missão através de seu departamento de marketing e vendas é brutal.
Portanto quem opta por uma editora com essas características vai ralar muito. Cara, pensa bem: de que adianta ter um livro publicado se ele não é divulgado e tampouco distribuído?
Os autores que conseguem publicar suas obras através dessas empresas devem ficar cientes que jamais irão ver os seus livros nas vitrines de portais como Submarino e Americanas ou então na Saraiva, uma das principais livrarias do País.
A maioria das editoras – que inicialmente abrem as portas para os novos autores brasileiros não acreditam na divulgação em lojas, por isso, não têm um departamento de marketing. Dessa forma, a propaganda  e venda do livro é feita, apenas na página dessas editoras.
Nesta madrugada, após uma zapeada na Net, percebi que os livros de uma certa editora - que se enquadra nesse contexto - não estão em nenhuma loja de grande rede no Brasil. O argumento é que a empresa é nova no Brasil, mesmo já estando por aqui há mais de dois anos.
Uma autora que encerrou o contrato com um desses ‘falsos Oasis’, descobriu que os responsáveis não tinham nenhum acordo com algumas grandes lojas e livrarias, porque não aceitavam os termos das redes, impedindo que os livros fossem vendidos por lá.
Outros autores estão comendo o pão que o diabo amassou, tentando fazer com que essas mesmas editoras distribuam os seus livros, mas aparentemente isso não acontece porque quando uma loja se mostra interessada em comprá-los para venda, a editora quer vender junto todo o seu catálogo de livros, o que acaba sendo recusado pelas lojas.
E a missa termina por aqui.
Querem saber o que dói mais? É ver tantos autores fantásticos, apesar de jovens, obrigados a se submeter a um sistema humilhante para poder ter as suas obras publicadas.
E eu que pensava que a maioria das grandes editoras brasileiras estava cometendo apenas um pecado mortal: acreditar e investir em blogs que tem milhões de curtidas e seguidores, apesar de terem sido criados há pouco tempo. Coisa do tipo, um blog ou fanpage com pouco mais de um ano de atividade, com um pequeno número de postagens  e mesmo assim, com 40 ou 50 mil seguidores ou likes. Convenhamos que para um blog iniciante essa ‘peripécia’ é quase impossível, mesmo gastando, todos os dias, uma fortuna em campanhas de Ads . Então o que sobra? Obvio: as compras ou trocas de curtidas.
Mas agora, vejo que essas mesmas grandes editoras estão cometendo um segundo pecado mortal: descrer do talento dos novos autores, aqui, da terrinha. Se existir sete pecados mortais dentro desse contexto, os editores ‘bambans’ já deram um bom ‘ponta-pé’ inicial.

Inté

11 março 2016

Confirmado o lançamento de novo livro da saga Harry Potter

Os Pottermaníacos devem estar comemorando pra valer o anuncio de um novo livro da saga, melhor dizendo, dois novos livros, já que a história será segmentada em duas partes. No meu caso, bem... juro que estou com um pé atrás com relação a “Harry Potter e a criança amaldiçoada”, parte I e II.
Este meu receio é que o livro será a transcrição direta do roteiro de uma peça teatral. Então, já viu né? Adeus originalidade. Mas por outro lado, o roteiro da peça - escrito por Jack Thorne com a supervisão de J.K. Rowling – é muito supimpa, pois conta em detalhes a vida do personagem após os eventos narrados em “Harry Potter e as relíquias da morte”. E de quebra, ainda oferece como brinde as aventuras e os dramas envolvendo o seu filho mais novo Alvo Severo.
Por esses pontos prós e contras é que acredito que “Harry Potter e a criança amaldiçoada” ainda seja uma incógnita. E não se trata de um receio só meu. A maioria dos fãs do menino bruxo também estão preocupados com o projeto, já que preferiam o lançamento de um romance original, escrito somente pela poderosa Rowling e ninguém mais.
Agora vamos falar escrever um pouquinho sobre a peça teatral que foi lançada nos States no final do ano passado. Bem...  a tal da dita cuja criou um forrobodó lascado no ‘Universo Potter’. Enquanto alguns fãs aprovaram as mudanças nos personagens, outros odiaram e queriam degustar vivos os roteiristas e a própria Rolling que aprovou as alterações.
A primeira polêmica foi criada com o anuncio de que Noma Dumezweni, uma atriz negra, viveria Hermione Granger. Depois vieram outras e mais outras polêmicas, geralmente envolvendo escolha de elenco. A história é a oitava da saga de Potter e se passa 19 anos depois da Batalha de Hogwarts – sendo baseada na idéia original de Rowling.
Na sinopse divulgada no site “Mundo Bruxo” criado por Rowling; Potter já adulto, precisa lidar com o seu passado turbulento que ainda vive. Enquanto isso, seu filho mais novo, Alvo Severo, tem dificuldade em carregar o peso de um legado familiar que ele não quis. Unindo passado e presente, os dois descobrem que, às vezes, as trevas vêm de lugares inesperados.
Opa! Falei e falei, escrevi e escrevi, e acabei me esquecendo da data de lançamento da obra! ôhohohohoh!
Anotem aí: o lançamento na Terra do Tio Sam de “Harry Potter e a criança amaldiçoada” está previsto para 31 de julho, data que merca o aniversário da autora e de Harry. Quanto a chegada da obra em terras tupiniquins, ainda não há nada definido. Mas não se preocupe porque ela, certamente, chegará.

Inté!

06 março 2016

O livro do Destino

Fiz uma rápida pesquisa para saber quantos novos autores brasileiros – quando digo novos, estou me referindo a escritores jovens que estão tentando lançar o seu primeiro livro – conseguiram publicar a sua obra numa grande editora. Vasculhei nas lojas virtuais e sites dessas editoras e juro que fiquei muito triste. Cara, que decepção! Decepção por os grandes editoras optarem por escolher novos “talentos” europeus ou americanos (notem as aspas porque na realidade, grande parte deles não são talentosos, pelo contrário, escrevem muito mal) ao invés dos novos talentos, aqui, da nossa terrinha.
Então, só resta para a galera tupiniquim publicar o seu primeiro romance de forma independente, arcando com todos dos custos. E olha!! Quantos enredos ‘m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s’ estão espalhados por esse mundão de Deus sem nenhuma divulgação, precisando ser garimpados. E quando os encontramos, a sensação para nós, leitores de carteirinha, é a mesma que se encontrássemos diamantes lapidados.
Tudo culpa da falta de visão daqueles que comandam as editoras consideradas bam bam bans.
Cara, é muita falta de visão ou burrice das editoras ‘A-B-C-D e E’ que costumam dar as cartas no mundo editorial brasileiro. E por essa falta de visão, elas perderam a chance de publicar uma obra fantástica de um jovem talento brasileiro: o escritor botucatuense Raphael Miguel. Sorte da editora portuguesa Chiado que está engolindo as tais ‘bam bam bans’ e recrutando esses jovens talentosos à procura de uma chance no mercado literário.
Foi assim com “Crônicas de Miramar – O Segredo do Camafeu de Prata” de Flavio St Jaime e Wemerson Damasio e, agora, a história se repete com “O Livro do Destino”, publicado no início desse ano pelo escritor de Botucatu.
O livro é muito bom. Um enredo que consegue prender o leitor em suas 208 páginas. Por ser o seu primeiro livro solo, o autor foi ousado ao desenvolver várias subtramas paralelas ao enredo principal. E se saiu muito bem. Aliás, são essas subtramas que dão um tempero especial, tornando a história hiper-interessante.
Como ponto de partida há um garoto de 17 anos, pacato e que vive uma vida tranqüila e sem preocupações. No entanto, ao receber um poderoso artefato capaz de alterar o destino das pessoas ao seu redor, interferir no futuro e provocar até mesmo o apocalipse, sua vida muda da noite para o dia. De repente, ele se vê portador de um poder infinito capaz de praticar o bem ou mal; sanar desgraças no mundo e também alcançar objetivos egoístas.
É evidente que um objeto tão especial assim, acabe despertando a ganância de outras pessoas e instituições mal intencionadas que querem tirar proveito da situação para moldar o mundo à sua maneira.
E é nesta parte do enredo que autor evita que a história caia na mesmice. Ele poderia muito bem centrar a sua narrativa num ‘pega prá capá’ do tipo garoto com um poder descomunal nas mãos foge de vilões dispostos a roubar esse poder. Bem,  para quebrar o galho, ele acrescentaria alguma crise de consciência no adolescente, algo parecido com ‘será que uso essa coisa para melhorar a minha vida ou de outras pessoas?’
Não, Miguel foi mais fundo do que isso. Ele inseriu na história conflitos familiares: um irmão casca grossa, um tio egoísta, um avô que todos nós gostaríamos de ter e até mesmo noções de física quântica ao abordar o controvertido tema: universos paralelos. Aliás, a idéia de que o nosso universo pode ser só mais um em uma série de universos paralelos – alguns muito parecidos, outros absurdamente diferentes  - é abordado de uma maneira que prende o leitor, através de um personagem místico chamado Nathaniel, muito importante na trama.
Ao fundir, com competência, as subtramas – avô ‘gente boa’, irmão maquiavélico (o leitor terá uma surpresa com ele de derrubar o queixo), tio ranzinza e oportunista, além de universos paralelos – ao enredo principal - poder nas mãos de um adolescente com crise de consciência e que foge de vilões - “ O Livro do Destino” se torna um livraço.
No decorrer da leitura, a obra reserva muitas reviravoltas, incluindo o final apoteótico.
Raphael Dal Farra Miguel tem 29 anos, nasceu na cidade paulista de Botucatu e além de escritor é advogado e já escreveu diversas antologias e coletâneas, mas “O Livro do Destino” é seu primeiro romance solo público.

Vale a pena a leitura.

03 março 2016

Darkside lança em maio “Exorcismo: A História Real que Inspirou a Obra-prima de W. Peter Blatty - O Exorcista”

O sujeito que decidir ler “O Exorcista” tem que ser ‘trucão’, caso contrário não agüenta o repuxo. O livro – me desculpe o linguajar – é fodasticamente fóda. Daqueles que faz o sujeito tremer na base. Pra você ter uma idéia só criei coragem para encarar a história escrita por Willian Peter Blatty depois de anos e anos; e mesmo assim... fiquei meio que escaldado em ver as peripécias de Pazuzu, Reagan, Karras e Merrin durante a noite. Por vias da dúvida, optei pelo período diurno.
Tudo bem, tudo bem... Os mais corajosos podem me chamar de borra-botas ou qualquer outra coisa que o valha, mas eu recuei; o que posso fazer? Agora se você é o ‘bom da boca’, daqueles que encaram até uma Reagan-Aranha possuída no escuro, vai lá! Pega o livro e boa sorte, boa leitura. De preferência também no escuro.
Tanto o livro quanto o filme “O Exorcista” tem o poder de mexer com os nervos do leitor. Não foi a toa que muitas pessoas não conseguiram ler a obra inteira ou então saíram dos cinemas no decorrer da exibição.
Eu ainda era um pré-adolescente – 13 ou 14 anos – quando o filme entrou em cartaz nos cinemas brasileiros, mas mesmo assim, me lembro de uma reportagem do Hélio Costa no Fantástico – com aquele vozeirão dramático – analisando a estréia do filme. Ele falava na matéria que muitas pessoas que foram aos cinemas haviam sofrido náuseas, desmaios, alucinações e calafrios, numa histeria coletiva sem precedentes. Quanto ao livro, muitos pararam a leitura no início, temendo serem possuídos.
Pode acreditar, “O Exorcista” provocou tudo isso. E agora, a tal histeria pode voltar porque a editora Darkside decidiu lançar no dia 20 de maio o livro “Exorcismo: A História Real que Inspirou a Obra-prima de W. Peter Blatty - O Exorcista”. Acho que o título do livro já diz tudo. Porém, para aqueles que ainda não sabem, eu lembro que a trama desenvolvida por Blatty foi baseado numa história real.
Mêo! Se a ficção consegue ser tão assustadora, imagine o poder contido na história real? Ela foi inspirada num fenômeno ainda mais sombrio, desses que a ciência não consegue explicar: um exorcismo de verdade. 
O fato aconteceu em 1949. O jornalista Thomas B. Allen, autor do livro, narra em detalhes os fatos que aconteceram com Robert Mannheim, um jovem norte-americano de 14 anos que gostava de brincar com sua tábua ouija, presente que ganhou de uma tia que achava ser possível se comunicar com os mortos. 
 Allen contou com uma santa contribuição para a pesquisa do seu trabalho. Ele teve acesso ao diário de um padre jesuíta que auxiliou o exorcista Bowdern. Como resultado, seu livro é considerado o mais completo relato de um exorcismo pela Igreja Católica desde a Idade Média.
Por acaso, você já ouviu falar dos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren? Pois é, eles definiram a obra de Thomas B. Allen como "um documento fascinante e imparcial sobre a luta diária entre o bem e o mal".
E prá variar a Darkside, novamente promete arrasar. Já foi confirmado nos releases da editora que “Exorcismo: A História Real que Inspirou a Obra-prima de W. Peter Blatty - O Exorcista”   aterrissará nas bancas em capa dura e com o padrão de qualidade quase psicopata da editora. Ele ainda vem com uma surpresa para os leitores mais audaciosos: uma reprodução da tábua Ouija que pode ser jogada usando o marcador de página. Eu heinnnn! Tô fora!
A boa notícia para os corajosos de plantão é que o livro já está em pré-venda nas grandes livrarias virtuais. Reserve já o seu... se tiver coragem.

Fui!

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