24 novembro 2013
10 livros que estão em pré-venda nas livrarias e que serão lançados até dezembro
O post de hoje é para a galera que aguarda com
expectativa o lançamento de novos livros; de preferência de autores conhecidos.
Mas sabemos que após a invasão do mercado literário pelos marinheiros de
primeira viagem, a coisa ficou feia. Cara, tem autores que eu nunca vi ou ouvi
espalhados aos montes por esse mundão de Deus. Meu! Como ta fácil publicar
livros hoje em dia! O sujeito , mal saiu da casca do ovo e pimba, já consegue
colocar o seu escrito nas livrarias.
Quer saber de uma coisa? Vamos deixar isso prá lá,
mesmo porque o tema do post é outro, completamente diferente. Talvez um dia,
acabe explorando esse assunto, mas agora, o ‘papo-reto’ é outro: os lançamentos
literários que desembarcarão até o final do ano nas livrarias físicas e
virtuais.
Fiz uma lista de dez obras que estão em pré venda e muito
comentadas na mídia. Algumas boas, outras nem tanto. Vamos à elas...
01
– A Queda dos Cinco (Pittacus Loren)
Lançamento: 28/11/2013
Editora: Intrínseca
A obra de James Frey e Jobie Hughes – Pittacus Loren
é apenas o pseudônimo escolhido pela dupla para escrever a série de livros - é
direcionada para aquelas pessoas que já leram os três primeiros volumes da
série “Os Legados de Lorien: “Eu sou o número quatro”, “O poder dos seis” e “A
ascenção dos nove”.
A saga dos lorienos é dirigida exclusivamente aos
leitores teen, não fugindo em nada de tantas e tantas outras séries caça
níqueis com histórias superficiais e inteiramente descartáveis que fazem a
alegria da juventude desse novo milênio.
Não entendo como essas historietas atraem tanto os
estúdios de Hollywood. É algo inexplicável, coisa do outro mundo mesmo! Mal sai
um livro de um autor desconhecido, com uma história fraca e cheia de furos, que
a obra já está lá na ‘boca da botija’ para ser filmada. Enquanto isso, uma infinidade
de grandes romances de autores consagrados continuam esquecidos pela Meca do
cinema.
“O poder dos quatro”, primeiro livro da série
escrita por Frey, Hughes ou Pittacus, sei lá, foi adaptada para os cinemas e
não recebeu muitos elogios, mas o livro, como já disse, fez sucesso entre os
leitores teen. Ah! E pasmem. Sabem quem foi um dos produtores da ‘peça rara’?
Ninguém menos do que Steven Spielberg! Putz! Que direta no maxilar. Essa doeu
mesmo. No que Spielberg estava pensando ao produzir um projeto desses? Bem,
deixa pra lá.
Voltando ao assunto do post. Para os interessados
segue o enredo do quarto livro dos lorienos: “A queda dos cinco”.
“John Smith, o Número Quatro, achou que tudo seria
diferente quando os lorienos se juntassem. Eles parariam de fugir. Lutariam
contra os mogadorianos. E venceriam.
Mas Quatro estava errado. Depois de enfrentarem
Setrákus Ra e quase serem dizimados, os membros da Garde reconhecem que estão
despreparados e em
minoria. Escondidos na cobertura de Nove, em Chicago, eles
planejam os próximos passos.
Os seis são poderosos, porém não são fortes o suficiente para vencer um exército inteiro, mesmo com a ajuda de um antigo aliado. Para derrotar os mogadorianos, cada um deles precisará dominar seus Legados e aprender a trabalhar em equipe. O futuro incerto faz com que eles busquem a verdade sobre os Anciões e seu plano para os nove lorienos escolhidos.
O tempo está se esgotando, e quando a Garde recebe uma mensagem do Número Cinco - um símbolo lórico em uma plantação - a única certeza dos sobreviventes é que é preciso encontrar Cinco antes que seja tarde demais. A Garde pode ter perdido batalhas, mas não perderá a guerra.”
Os seis são poderosos, porém não são fortes o suficiente para vencer um exército inteiro, mesmo com a ajuda de um antigo aliado. Para derrotar os mogadorianos, cada um deles precisará dominar seus Legados e aprender a trabalhar em equipe. O futuro incerto faz com que eles busquem a verdade sobre os Anciões e seu plano para os nove lorienos escolhidos.
O tempo está se esgotando, e quando a Garde recebe uma mensagem do Número Cinco - um símbolo lórico em uma plantação - a única certeza dos sobreviventes é que é preciso encontrar Cinco antes que seja tarde demais. A Garde pode ter perdido batalhas, mas não perderá a guerra.”
Chega né?!
02
- Zelota: A vida e a época de Jesus de Nazareth (Reza Aslan)
Lançamento: 05/12/2013
Editora: Zahar
Cara! É incrível como Jesus ajudou tantos autores a
ganharem fama, ficando assim, um pouquinho, mais ricos. Explico melhor. A cada
ano aumenta a batelada de livros de escritores que tentam apresentar uma nova
faceta da vida do Nazareno. Até Dan Brown embarcou nessa onda com o seu “Código
da Vinci”, passando a explorar o Filho de Deus. Agora chegou a vez de um muçulmano
se agarrar a Jesus para pedir uma ajudazinha. Podem acreditar, é isso mesmo que
você acabou de ler: um escritor muçulmano falando sobre Jesus Cristo! Inclusive
essa polêmica deu um quibroquó danado entre uma âncora da rede de televisão
americana Fox News e o autor da obra, Reza Aslan. Com frequência, a moça
questionava duramente Aslan se ele tinha
direito, por ser um muçulmano, de escrever um livro sobre Jesus. Muito P... da
Vida com o preconceito da âncora, o autor argumentou que escreveu o livro como
acadêmico com doutorado e especializações em história das religiões e 20 anos
de estudo das origens do cristianismo.
A tese que Aslan defende em seu livro é a seguinte:
Jesus, ao contrário do que prega a Igreja Católica, não foi um pacifista que,
diante da violência, “oferecia a outra face” e amava os inimigos. Segundo
Aslan, Jesus foi um revolucionário, cujo objetivo principal era expulsar os
romanos da Judeia, criar um reino de Deus na Terra e assumir seu trono. Ele
recupera com novas cores uma antiga versão de cristianismo – em voga nos anos
1960 graças à Teologia da Libertação, que misturava cristianismo com marxismo.
Era um Jesus mais para Che Guevara do que para Madre Teresa de Calcutá. “Ele
era um zelote revolucionário, que atravessou a Galileia reunindo um exército de
discípulos para fazer chover a ira de Deus sobre os ricos, os fortes e os
poderosos”, escreve Aslan no começo de seu livro. Zelote é uma palavra derivada
do aramaico. Significa “Alguém que zela pelo nome de Deus”. Outra possível tradução
para o termo é fervoroso, ou mesmo fanático. Sua origem está ligada ao
movimento político judaico que defendia a rebelião do povo da Judéia contra o
Império Romano. Os zelotes pretendiam expulsar os romanos pela força.
Segundo Aslan, Jesus compartilhava algumas das idéias igualitárias dos zelotes e, assim que se estabeleceu numa vila de pescadores em Cafarnaum, começou a procurar seus discípulos “entre aqueles que se viram lançados à margem da sociedade, cujas vidas tinham sido interrompidas pelas mudanças sociais e econômicas que ocorriam por toda a Galileia”. Na interpretação de Aslan, entre seus discípulos recolhidos nas franjas da sociedade da época, Jesus, como muitos revolucionários, tornou-se amado não apenas por seus ensinamentos, mas pelo carisma.
Segundo Aslan, Jesus compartilhava algumas das idéias igualitárias dos zelotes e, assim que se estabeleceu numa vila de pescadores em Cafarnaum, começou a procurar seus discípulos “entre aqueles que se viram lançados à margem da sociedade, cujas vidas tinham sido interrompidas pelas mudanças sociais e econômicas que ocorriam por toda a Galileia”. Na interpretação de Aslan, entre seus discípulos recolhidos nas franjas da sociedade da época, Jesus, como muitos revolucionários, tornou-se amado não apenas por seus ensinamentos, mas pelo carisma.
Em resumo, esse é a essência de “Zelota: A vida e a
época de Jesus de Nazareth” que chega as livrarias no comecinho de dezembro.
03
– Assassin’s Creed: Bandeira Negra (Oliver Bowden)
Lançamento: 01/12/2013
Editora: Galera Record
Nunca vi em toda a minha vida, uma franquia de games
se tornar algo tão viral, tão invasivo como Assassin’s Creed. Hoje, de cada 10
pessoas em todo o mundo, mais da metade já teve contato com algum produto da
franquia, quer seja game ou livro.
“Assassin's
Creed - Bandeira Negra” é a mais recente
novelização inspirada na série de games. Escrito por Oliver Bowden, o livro
começa em 1715 e conta a história de Edward Kenway, um notável pirata e
corsário que viveu na Era Dourada dos Piratas. Ele é o pai de Haytham Kenway e
avô e Ratonhnhaké: Ton (Connor Kenway), personagens apresentados aos leitores
em Assassin’s Creed: Renegado.
Assassin's Creed: Bandeira negra mistura exploração naval com combate e aventuras, tanto em terra quanto no mar das Caraíbas.
Assassin's Creed: Bandeira negra mistura exploração naval com combate e aventuras, tanto em terra quanto no mar das Caraíbas.
“Bandeira Negra” já é o sexto livro da franquia.
Ufaaa!! Aja fôlego para tanto assunto, tanta história! Lembrando que tudo o que
é demais enjoa.
04
– Origem Mortal (Nora Roberts)
Lançamento: 12/12/2013
Editora: Bertrand Brasil
Que me desculpem os fãs de Nora Roberts, mas não
dá... sei lá pessoal, não consigo ‘viajar’ com os seus enredos. Já tentei, mas
não deu. E olha que insisti bastante, mas acabei parando no meio do caminho.
Sei que se trata de uma escritora hiper-consagrada e
que vende milhões de livros em todo o mundo, mas não faz parte do meu universo
literário. Acontece que não sou o dono da verdade e tenho plena convicção de
que muitos dos seguidores do blog e da Fan Page do Livros e Opiniões são fãs da
escritora, por isso não poderia deixar de registrar o seu próximo lançamento.
Para os interessados segue release de divulgação
distribuído pela Bertrand Brasil. Anote aí:
“Um suspense que pode colocar em risco até mesmo o
futuro da raça humana
Com vinte títulos já publicados da série no Brasil, chega às livrarias o novo sucesso de Nora Roberts sob o pseudônimo de J.D. Robb: Origem Mortal. Segundo a própria autora, este novo capítulo apresenta uma das tramas com maior dose de ação e mistério até agora.
A tenente Eve Dallas recebeu um chamado do Centro para Reconstrução Corporal e Cirurgia Estética: uma popular estrela de cinema foi espancada até seu rosto virar uma massa disforme de sangue. Para sorte da polícia, a vítima acabou matando seu agressor ao tentar se defender. No interrogatório, a tenente confirma se tratar de um caso inconfundível de assassinato em legítima defesa. Tudo se complica, porém, quando, antes de sair do prédio, outro caso macabro surge das mais sinistras sombras: o dono da clínica acabou de ser encontrado morto em seu consultório. Foi assassinado com um estilete cravado em seu coração.
Qual será a relação das duas mortes? Será que o assassino da artista foi realmente morto no ataque? Com a tenacidade de sempre, Dallas segue seus instintos mais obscuros e mergulha no passado das duas vítimas, descobrindo os segredos de um mundo, até então, desconhecido para ela.
Com muita ação e um desfecho surpreendente, Origem Mortal é a leitura ideal para os fãs dos clássicos da literatura policial - e, é claro, para os fieis leitores da vasta e fantástica bibliografia de Nora Roberts, que prova mais uma vez a sua versatilidade.”
Com vinte títulos já publicados da série no Brasil, chega às livrarias o novo sucesso de Nora Roberts sob o pseudônimo de J.D. Robb: Origem Mortal. Segundo a própria autora, este novo capítulo apresenta uma das tramas com maior dose de ação e mistério até agora.
A tenente Eve Dallas recebeu um chamado do Centro para Reconstrução Corporal e Cirurgia Estética: uma popular estrela de cinema foi espancada até seu rosto virar uma massa disforme de sangue. Para sorte da polícia, a vítima acabou matando seu agressor ao tentar se defender. No interrogatório, a tenente confirma se tratar de um caso inconfundível de assassinato em legítima defesa. Tudo se complica, porém, quando, antes de sair do prédio, outro caso macabro surge das mais sinistras sombras: o dono da clínica acabou de ser encontrado morto em seu consultório. Foi assassinado com um estilete cravado em seu coração.
Qual será a relação das duas mortes? Será que o assassino da artista foi realmente morto no ataque? Com a tenacidade de sempre, Dallas segue seus instintos mais obscuros e mergulha no passado das duas vítimas, descobrindo os segredos de um mundo, até então, desconhecido para ela.
Com muita ação e um desfecho surpreendente, Origem Mortal é a leitura ideal para os fãs dos clássicos da literatura policial - e, é claro, para os fieis leitores da vasta e fantástica bibliografia de Nora Roberts, que prova mais uma vez a sua versatilidade.”
É isso aí. Quem quiser pode ficar à vontade para
comprar e ler. Como já escrevi acima, nesse livro Nora Roberts escreve como
J.D. Robb. Santos pseudônimos!!
05
– Jony Ive – O gênio por trás dos grandes produtos da Apple (Leander Kahney)
Lançamento: 03/12/2013
Editora: Portfólio Penguin
Depois dos estrondosos sucessos das dezenas de
livros sobre Steve Jobs que foram lançados neste ano, chegou a hora e a vez de outra
biografia, digamos que... quase semelhante, à ser lançada nos próximos dias.
Desta vez, os holofotes estarão iluminando um outro mago da Apple: Jony Ive, um
cara tão importante e indispensável para a empresa quanto Jobs, mas que
trabalhava quietinho nos bastidores, sem aparecer.
Ive foi o vice-presidente de design da Apple e pode
ser considerado o mais famoso designer industrial desta galáxia. No livro, o
autor não nega que Jobs era um gênio, mas acontece que ele não entendia nada de
código porque não era um engenheiro, por isso mesmo, nunca projetou nada.
Kahney explica que “a razão pela qual a Apple surgiu com tantos avanços na era
Jobs é porque ele tinha um sistema de gênio. Ele iria criar pequenas equipes
dentro da empresa e dar-lhes o máximo de liberdade possível para fazer as
coisas”. E essas equipes tinham um líder: Jony Ive; a fera que criava
tudo. Cara, acredita nisso?!
A colaboração de Jony Ive com Steve Jobs produziria
alguns dos mais desejados produtos tecnológicos de todos os tempos - entre eles
o iMac, o iPod, o iPhone e o iPad. Esses projetos não apenas reverteram a queda
livre das ações da Apple - tornando-a uma das empresas mais valiosas do mundo
-, mas transformaram indústrias inteiras, criando uma base leal de fãs e uma
marca de poder global. Nesse percurso, Jony Ive se tornou o maior inovador de
tecnologia do mundo, ganhou incontáveis prêmios de design, conquistou um lugar
na lista das cem pessoas mais influentes da revista Time - além de ter sido
condecorado com o título de Sir pela rainha da Inglaterra, por seus serviços
prestados ao design e ao empreendedorismo. Leander Kahney oferece ao leitor um
retrato vívido do aluno disléxico de uma escola de arte inglesa que se tornou o
maior designer industrial do mundo, redefinindo a maneira de como milhares de
pessoas em todo o mundo trabalham, se divertem e se comunicam.
Se você leu o “batalhão de biografias” sobre Steve
Jobs, evidentemente não pode menosprezar a obra de Kahney. Acho que é essencial
para que o leitor entenda como funcionava os bastidores da Apple.
06
– Demi Lovato – 365 dias do ano – Staying Strong (Demni Lovato)
Lançamento: 02 de dezembro
Editora: Best Seller
À primeira vista, muitos leitores podem enquadrar
essa obra na categoria de supérfluas e vazias; mais um livrinho desses astros
teen que mal acabaram de sair das fraudas. E pior, metidos à besta e
arrogantes, iguais ao tal Bieber. Mas na realidade, o contexto da obra escrita
por Lovato (será que foi ela mesma que escreveu ou um ghost rider?) é bem
diferente. No livro “Demi Lovato – 365 dias do ano – Staying Stron”, a jovem
estrela que conquistou milhares de fãs adolescentes e também adultos ao redor
do planeta, abre o coração. Vejam bem, eu ainda não li o livro, mas vi
comentários muito favoráveis de críticos rigorosos do The New York Times, que
adoram moer, quebrar e descadeirar essas biografias de jovens astros do mundo
pop. Mas no caso do livro de Lovato,
aconteceu o contrário. Os críticos estão se derretendo todos. Entonce...
Quanto a vida atribulada da cantora e apresentadora,
eu já posso meter o bedelho, pois foi manchete em jornais e revistas de
vários países. A megastar teve conquistas fantásticas e perdas terríveis.
Esqueçam aquela Demi carismática, bonitinha, educada e controlada que vemos na
TV, nas fotos ou então ouve no rádio. Ela já foi internada em uma clínica de
reabilitação em 2010 para se recuperar de bulimia, transtorno bipolar e do
hábito de se cortar. Revelou numa entrevista surpreendente que os promoters de
seus shows lhe davam drogas e álcool em restaurantes à vontade. Resumindo: com
apenas 19 anos e conhecida em todo o mundo, a cantora já era viciada em cocaína
e álcool, além de ser diagnosticada como depressiva, carregando ainda como
bônus um transtorno bipolar acompanhado de bulimia. Barra né galera?!
Resta saber se a cantora vai abrir o coração em seu
livro, relatando toda a sua luta para sobreviver à tantos problemas, apesar da
pouca idade, ou se vai optar por um relato água com açúcar como tantas outras
biografias inóspitas de astros lançadas recentemente. Mas pelos comentários,
tudo indica que a obra será do tipo trucão, pesadona mesma. Tomara.
07
– A Eclosão do Twitter: Uma aventura de dinheiro, poder, amizade e traição
(Nick Bilton)
Lançamento: 28/11/2013
Editora: Companhia das Letras
Apesar de ser um adepto do facebook e ao mesmo tempo
não curtir muito o twitter, AC abei me interessando pelo enredo desse livro
escrito por um famoso colunista e repórter do jornal The New York Times. Nele
Nick Bilton conta o lado obscuro da coisa. Parece que o surgimento e a eclosão
do twitter em todo o mundo – o que transformou os seus criadores que não
passavam de simples engenheiros de programação em celebridades milionárias,
estampando capas de revistas e jornais e aparecendo em programas de televisão –
esta cercada de uma aura não muito boa, para não dizer bem sinistra.
O autor diz em seu livro que nos bastidores da fama
se desenvolvia uma trama perversa que foi devidamente acobertada e até agora
não havia se tornado de conhecimento público. Vixe todos os santos! O que será
que rolou de tão mau?!
Num dos trechos do livro que acabou vazando pela
Internet, Bilton conta que Mark Zuckerberg, criador do Facebook, o
ex-vice-presidente americano Al Gore e o ex-presidente da Microsoft Steve Ballmer
tentaram comprar o Twitter. Além disso, um dos co-fundadores do microblog foi
cortado da empresa antes mesmo de sua fundação. Veja só: Noah Glass, que teria
dado o nome ao serviço de microblog, foi mandado embora da empresa logo no
início do serviço por Dorsey. Glass vive hoje em um apartamento pequeno, que
servia de abrigo para terremotos, com namorada e filha. Bilton diz que quando
ocorrer o IPO do Twitter, Glass receberá uma quantia muito pequena. Caraca! Que
rasteira deram no pobre coitado!
Mesmo não sendo fã do twitter não há como negar o
poder de fogo desse microblog que em 2013 ostentava em torno de 300 milhões de
usuários ativos em todo o mundo. Hoje em dia, figuras notáveis como o papa e o
presidente dos Estados Unidos usam o Twitter regularmente.
Bilton promete trazer ao leitor, pela primeira vez,
um retrato íntimo de quatro amigos que, acidentalmente, fundaram uma mina de
dinheiro (para eles, é claro) que mudou o mundo.
OBS: Quando acabei de concluir o post, na madrugada
desse domingo, o livro de Bilt já havia saído de pré venda nas livrarias, o que
leva a crer que já esteja disponível para envio – dentro de 7 dias – o que
venhamos e convenhamos não deixou de estar em pré-venda. Aiiii!! Que
complicação! Nem eu entendi (rs).
08
– Stars Wars: O Caminho de Jedi (Daniel Wallace)
Lançamento: 12/12/2013
Editora: Bertrand Brasil
“Um manual para os estudantes da Força”. É desse
jeito que o livro de Wallace vem sendo anunciado no Brasil numa tentativa de
atrair a atenção dos aficionados pelos filmes de George Lucas que marcaram
época. E que fique bem claro que esse livro serve apenas para os fãs da
franquia Guerra nas Estrelas. Portanto se você não assistiu aos filmes (o que
eu acho bem difícil) ou não gostou (o
que também acho bem difícil) não compre. Melhor esquecer. Mas se você é ‘doidinho
de pedra’ por Star Wars, não pense duas vezes, reserve já o seu exemplar que
será liberado para venda no Brasil no dia 12 de dezembro.
“Star Wars: O Caminho de Jedi” trata-se de um
manual de treinamento da Ordem com histórias dos clãs, vestuário e lutas. O
livro funciona como um almanaque dos guadiões da paz nas galáxias. Nele são
apresentados os maiores mestres, a história dos clãs, os armamentos, as
características do vestuário, os golpes de lutas, entre outros.
Em O Caminho Jedi, o leitor vai desvendar os segredos e partilhar do conhecimento passado de geração para geração - aprendendo, inclusive, as nuances do combate de sabre de luz e a hierarquia Jedi. Além disso, conhecerá novos personagens, novas criaturas e novas naves.
A editora está usando um super golpe de mestre para divulgar a obra no Brasil, o que vem dando certo. O ‘lance’ é dizer que “O Caminho de Jedi” passou pelas mãos de vários mestres Jedi que ajudaram a constituir a obra. Algo mais ou menos assim: “Passado de mão em mão de Mestre para Padawan, de Yoda e Obi-Wan Kenobi para Anakin e Luke Skywalker, este exemplar recebeu as anotações de cada Jedi que tocou e estudou suas páginas - adicionando suas experiências pessoais e as lições aprendidas”.
Em O Caminho Jedi, o leitor vai desvendar os segredos e partilhar do conhecimento passado de geração para geração - aprendendo, inclusive, as nuances do combate de sabre de luz e a hierarquia Jedi. Além disso, conhecerá novos personagens, novas criaturas e novas naves.
A editora está usando um super golpe de mestre para divulgar a obra no Brasil, o que vem dando certo. O ‘lance’ é dizer que “O Caminho de Jedi” passou pelas mãos de vários mestres Jedi que ajudaram a constituir a obra. Algo mais ou menos assim: “Passado de mão em mão de Mestre para Padawan, de Yoda e Obi-Wan Kenobi para Anakin e Luke Skywalker, este exemplar recebeu as anotações de cada Jedi que tocou e estudou suas páginas - adicionando suas experiências pessoais e as lições aprendidas”.
E atenção fãs da saga Star Wars. O livro de Wallace
é apenas a ponta do iceberg, já que está previsto para fevereiro de 2014, o
lançamento de “Sith”, com as mesmas características de “O Caminho de Jedi”, mas
dessa vez, trazendo registros do lado negro da Força.
09
– Vip (Kathryn Harvey)
Lançamento: 06/12/2013
Editora: Universo dos Livros
A autora garante que “Vip” é o último livro da saga
Butterfly, depois zefini. Vamos esperar prá ver. Apesar de ser tachada como uma
saga erótica, os dois primeiros livros de Harvey receberam boas críticas do público
e também da imprensa.
Aqueles que leram – o que não é o meu caso –
garantem que “Butterfly” e “Stars” possuem um enredo de alto nível e que não
abusa do erotismo, ao contrário de “50 Tons de Cinza” que manda a ver no “corpo
a corpo” e que por isso dividiu a opinião publica.
A trilogia centra-se em um clube privado chamado
Butterfly, onde mulheres estão livres para realizarem seus desejos mais
eróticos. Apenas as mulheres mais bonitas e poderosas de Beverly Hills são
convidadas a participar.
Cara, confesso que estou meio que balançando pelo
livro, mas provavelmente não irei ler, porque já tenho outras prioridades
literárias e a fila de obras para encarar já está bem grandinha. E tem mais; no
meu caso seria obrigado a encarar a trilogia inteira. Acho que não dá mesmo,
mas aqueles que quiserem dar uma arriscada, fiquem à vontade.
10
– Na Estrada com os Ramones (Monte Melnick e Frank Meyer)
Lançamento:
Dezembro (sem
data definida)
Editora:
Edições Ideal
Se você é fã dos Ramones, definitivamente não pode
perder essa oportunidade; e que oportunidade! O livro escrito pelo empresário
da antológica banda em parceria com Meyer será lançado em dezembro, mas sem uma
data definida. Poder ser que o livro sai no começo ou no final do mês. O que se
sabe é que a editora Edições Ideal garantiu para dezembro a chega da obra nas
livrarias.
O livro traz depoimentos de todos os
integrantes, jornalistas, amigos, parentes, namoradas, equipe e membros de
outras bandas. A edição brasileira é ilustrada com dezenas de fotos, cartazes,
mapas de palco, credenciais e memorabilia do quarteto de Forest Hills.
Na estrada com os Ramones é baseado na história de Monte A. Melnick que foi empresário de turnê da banda durante 22 anos. Em outras palavras, ele esteve em cada um dos 2.263 shows que a banda fez (a lista completa de shows faz parte da edição nacional).
Na estrada com os Ramones é baseado na história de Monte A. Melnick que foi empresário de turnê da banda durante 22 anos. Em outras palavras, ele esteve em cada um dos 2.263 shows que a banda fez (a lista completa de shows faz parte da edição nacional).
Monte A. Melnick viu tudo: as prisões, as overdoses, as brigas, as
separações, as reconciliações, as namoradas, os hotéis e as farras. Como
empresário de turnê da banda desde sua estreia no CBGB em 16 de agosto de 1974
até seu último show em Los Angeles em 6 de agosto de 1996, Monte realmente foi
o quinto Ramone. Na estrada com os Ramones é a sua história.
Livraço para os fãs da banda punk. Para comprar, ler
e guardar. Vale à pena.
Galera, taí os pré-lançamentos; agora é só escolher
os seus preferidos e se agarrar na leitura.
Inté!
17 novembro 2013
Além da Carne: Contos Insanos
Cara, acabei de ler a coletânea de contos do livro “Além
da Carne” do César Bravo e estou rolando de rir. Rolando não; estou me borrando
de gargalhar, cacarejar, zurrar e muitas outras coisas. E tudo isso por culpa
do conto “A expressão da desgraça”. Man! Man! Man! Adorei a história! Incrivelmente
fantástica. Não poderia deixar de iniciar o post fazendo esse registro. Que
contaço!
Somente para situar os leitores, “Além da Carne –
Contos Insanos” é mais um livro de histórias curtas de terror do escritor
brasileiro e taubatense, César Bravo. Ao contrário de “Calafrios da Noite”,
este outro livro do Bravo pode ser classificado com gore, ou seja, terrorzão
pesado da moléstia. Daqueles que para encarar é preciso ter muito peito por causa
do enredo pesado e sanguinolento. E aqui vale um esclarecimento para aquelas
pessoas que por falta de conhecimento malham esse tipo de literatura, chegando
a confundir gore com má qualidade. Nada a ver. Na realidade, este termo é
utilizado para definir livros e filmes onde a escatologia é descarregada em
abundância com órgãos expostos, sangue, mutações bizarras e por aí afora. Um gênero
que se bem explorado passa a ser respeitado e até mesmo cultuado. Foi assim que
aconteceu com os filmes Evil Dead que no Brasil foi lançado com o nome de “Uma
Noite Aluciante”; “Hellraiser”, “Enigma do Outro Mundo” e “A Volta dos Mortos
Vivos”. Quanto aos livros, bem... antes de criticar o estilo gore, seria bom
você pesquisar um pouquinho sobre a vida de Howard Phillips Lovecraft ou
simplesmente Lovecraft. O cara que ficou conhecido como o pai do gore
influenciou diretamente grandes mestres da literatura de terror contemporâneo,
entre eles a fera Stephen King.
Achei importante fazer esse esclarecimento porque muitas
pessoas insistem em criticar injustamente esse gênero de literatura, taxando-o
do mais puro mau gosto. Não ser fã do gênero é um direito de qualquer leitor,
mas taxá-lo de porcaria ou lixo, já é uma grande injustiça.
“Além da Carne – Contos Insanos” com as suas seis
histórias é a essência do gore. As histórias não só assustam como também
incomodam. E o que é ficar incomodado nesse caso? Simples. É se lembrar de
determinada cena 10, 20, 30 ou 40 anos depois. Foi assim com aquela tomada de
câmera horripilante do filme “O Anticristo”, quando uma mulher possuída pelo
demônio, toda encarquilhada e presa numa cadeira de rodas, conseguiu destravar
as rodas do seu meio de locomoção e seguir sorrateiramente e traiçoeiramente
atrás de um padre que fazia o exorcismo. Quando ele olha para trás dá de cara
com aquele ser demoníaco. Arghhhh!! Quero me esquecer disso ou melhor... tentar
esquecer, mas não consigo. Os contos de “Além da Carne” incomodam dessa
maneira.
Mas pêra aí mêo! Tem alguma coisa errada nesse angu!
Você que lê esse post, deve estar qauestionando: “Pô! Logo no início do texto,
o cara diz que nunca riu tanto em sua vida após ter lido um conto de “Além da
Carne”, mas agora, ele diz que o livro é tão assustador que chega a
incomodar?!!
Pois é galera, mas é aí que entra o dedo do autor.
Escrever uma obra gore não significa despejar no papel apenas sangue, orgãos expostos,
dor e violência. Se fosse assim, não haveria ser humano normal na face da terra
que conseguiria ler tal livro. Nem mesmo o Freddy Krueger ou o Jason Voorhees nos seus melhores dias de cristão. Em tudo que
fazemos ou executamos, há a necessidade de manter o equilíbrio. Porque “Uma
Noite Alucinante” se tornou uma produção Cult da sétima arte? Simples: Sam Raimi
juntou escatologia – das ‘brabas’ – e humor e depois jogou num liquidificador,
misturando tudo! Resultado: o bolo perfeito. Os próprios contos de Lovecraft,
por mais pesados que sejam, sempre tem uma pontinha de humor negro.
Acredito que Bravo foi esperto o suficiente para
pescar o “tal lance”
e com isso escreveu na medida um livro que assusta,
incomoda, mas também diverte. Uma obra gore com todas as letras maiúsculas.
Captcha? Pois é, por isso, ri muito em alguns trechos da obra, mas também
fiquei incomodado com outras passagens.
E como vocês já devem ter pescado, o conto que mais
me agradou foi “A Expressão da Desgraça”, o penúltimo do livro. A história gira
em torno de um quadro maldito pintado por um cigano no ano de ‘mil e oitocentos
e lá vai fumaça’. A obra é tão demoníaca que por mais de dois séculos ficou com
a sua tela coberta para que ninguém a visse. Reza a lenda que o curioso que
decidisse descobrir a tela para ver o que o tal cigano havia pintado, sofreria conseqüências
terríveis em sua vida; não só ele, como também os seus familiares. Aliás, foi
isso que aconteceu com uma mulher que após ver o quadro ficou com a sua vida
completamente desgraçada.
Ocorre que na mesma cidade onde se encontra o quadro
maldito, há também um grupo de garotos que só vive aprontando. Cara! Como esses
meninos me fizeram lembrar da minha infância! Eles vivem lançando desafios uns para os outros e aqueles que deixarem de
cumpri-los, são obrigados a deixar a
tchurma. Exclusão das brabas. O que não deixa de ser um baita castigo.
Prestem atenção no trecho em que um dos pestinhas
recebe como missão: roubar a calcinha da menina mais gostosa da cidade.
H-i-l-á-r-i-o. Rolei de rir! Para cumprir o desafio é montado uma verdadeira ‘operação
de guerra’ para que o pobre coitado possa invadir a casa da garota sem que a
sua mãe e o ‘Zarabatana’ percebam. ‘Zarabatana’ é o nome do cão de guarda da
propriedade. O momento em que o garoto entra no banheiro e começa fuçar no cesto de roupas sujas à procura do
souvenir, mas acaba encontrando outra coisa bem diferente, é deliciosamente
engraçada. Outro trecho hilário é o plano para prender o terrível Zarabatana no
canil. My God!! Ri muito.
Acho que o Bravo escreveu esses trechos cômicos no
conto para preparar o coração dos leitores para o que viria depois. Tensão,
medo e tragédia no melhor estilo gore. O momento em que um dos garotos juntamente
com o seu amigo inseparável é desafiado a invadir a casa onde está o quadro é
arrepiante. A sua missão é bater uma foto do quadro, coberto, é claro. Acontece
que a curiosidade fala mais alto. Entonce...
O final do conto lembra muito “A Coisa” de Stephen
King, quando um dos personagens já adulto, decide voltar para a pequena cidade
onde nasceu para evitar que o quadro amaldiçoado faça uma nova vítima. Creio
que esse conto daria uma sequência ‘da hora’.
Quanto aos outros contos, também são muito bons e
assustadores. “A Cor da Tinta” que abre o livro é ‘trucão’. O leitor tem que
ter nervos de aço e estômago de titânio para concluir a leitura. Um casal de
ciganos decide evocar o “coisa ruim” e trazê-lo, em pessoa, para a nossa
dimensão através de um portal. A intenção do cigano é subjugar o próprio pai da
mentira e torná-lo um escravo seu. Para isso, decide trapacear ou pelo menos
tentar. Conto pesadão ao extremo com trechos escatológicos em abundância. O
final é surpreendente.
Na sequência, Bravo brinda os seus leitores com outro
enredo que tem por base maldições ciganas. E como já disse na Fan Page do
Livros e Opinião, histórias que envolvem maldições ciganas não é para serem
lidas por leitores fracos. O sujeito que decidir encarar a história tem que ser
‘hombre’ até a última gota. Por falar nisso, será que você que não tremeu nem
um pouquinho ao ler “A Maldição do Cigano” de Stephen King ou então ao assistir
“Arraste-me para o inferno”, de Sam, Raimi? “Pagamento Cigano” é o conto mais
comprido de “Além da Carne”, ocupando boa parte do livro. Nele, um técnico de
informática pobretão que só tem clientes miseráveis, além de uma esposa mais ‘feia
do que a morte’ e um menino de 10 anos com limitações mentais, vê a sua vida
mudar após atender uma velha cigana que está com problemas em seu velho
computador. O cara, então, decide dar o golpe e superfaturar o seu serviço,
cobrando um valor bem acima do normal. Como a cigana não tem dinheiro
suficiente, ela decide pagar de uma outra forma, propondo algo irrecusável para
o ganancioso técnico de informática. Algo que no início muda a sua vida para
melhor, levando-o ao paraíso, mas depois...
Em “O Melhor do Contrato”, Lucrécia, uma garçonete sem
sorte, presencia em seu emprego noturno a conversa de três homens misteriosos de
terno caro e sorriso fácil. Mas a empresa que representam não vende ou negocia
nada que ela já tenha visto. Quando um dos homens descobre que Lucrécia está
agachada atrás do balcão ouvindo a conversa, decide lhe oferecer um contrato do
tipo: ou aceita ou...
Arma carregada, bullying e chacina. A impressão que
tenho é que Bravo bebeu – mesmo que à distância – na fonte de “Fúria” (Rage) de
King, mesmo que este não aborde o tema bullying. No conto “A Fera”, Sérginho é
hostilizado ao extremo - na escola onde estuda - por um grupo de garotos
metidos a valentões. Um deles o obriga a fazer coisas impensáveis e que
humilharia um animal. O sofrimento prossegue até que Serginho decide pegar a
sua “fera” e dar o troco, despachando balas para todos os lados. Final
surpresa.
Bem, com relação “A Expressão da Desgraça”, já dei a
minha opinião. Sobrou “Justa Causa”, o conto mais curto do livro, que tem uma
relação direta com “O Melhor do Contrato” e “A Fera”, mostrando o monólogo de
um dos três trabalhadores misteriosos de terno e gravata que grampearam a
Lucrécia.
Só quero dar um toque para o autor que fique atento com
relação a falta de algumas vírgulas, acentos e palavras comidas. Nada que
comprometa o texto. Sei o quanto é difícil esquentar os neurônios para escrever
uma matéria ou um post e depois, ainda por cima, revisá-lo. Sempre acaba
escapando algum errinho ou errão (rs). Isto já não acontece nas grandes
editoras que tem um batalhão de revisores para ficar concertando os erros dos
grandes autores e que cá entre nós, devem ser muitos.
E por falar em grandes editoras, torço para que o
Bravo publique o seu primeiro livro numa delas (até agora ele só lançou versões
digitais de suas obras), pois talento para isso ele tem. Falta apenas ser descoberto.
Fui!
09 novembro 2013
A Passagem
Tudo em excesso faz mal ou como costuma
dizer o Kid Tourão: “Até muita água mata, nem que seja para morrer afogado”. Esta máxima também se encaixa na literatura,
mais especificamente ao escritor que pretende escrever uma obra. Há autores que
exageram nas descrições em seus romances; mas exageram, de fato. Enche o saco do
mais paciente dos leitores. E na realidade, quem mergulha no mundo mágico da
leitura quer se envolver na trama dos personagens, amar, sofrer e lutar com
eles. Não importa o gênero: romance, ação, terror, suspense e etc… No meu caso,
quando a leitura começa a descambar para a descrição de lugares, paisagens ou
então a exploração da genealogia dos principais personagens, desde o “tataravô
do seu tataravô”, a leitura mela. E quando mela é difícil recuperar o fio. Nestas
horas costumo dizer que dei uma ‘brochada literária’.
Acredito que as tão malfadadas descrições foram o
maior defeito de “A Passagem”, de Justin Cronin; livro que foi tratado na época
de seu lançamento como o pop-star da hora e que por algum fenômeno que só
contexto editorial explica, vendeu
horrores dos horrores aqui, na terrinha, e também nos states. Como isso
ocorreu? Não me pergunte. O livro vendeu tanto que até ganhou uma sequência
chamada “Os Doze”.
Comprei “A Passagem” estimulado pelos comentários de
leitores e resenhas favoráveis de blogs. Não pensei duas vezes, fiz uma compra
relâmpago e comecei a ler. “Preciso encarar essa história com urgência, deve
ser espetacular!”. Exclamei. O meu estado de ânimo tinha uma explicação, pois
havia acabado de ler a “Trilogia da Escuridão” do Guillermo Del Toro e Chuck
Hogan, uma outra obra ‘vampiresca’ que havia adorado. Então, aproveitei o trem
e continuei no vagão. Resultado: arrependimento total. Posso dizer escrever
com certeza que “A Passagem” foi o livro que mais consumiu o meu tempo de
leitor. Talvez uns três meses. Cara, não tinha jeito, a leitura não fluía...
travava toda hora. Culpa do maldito festival de descrições.
O romance de Cronin é dividido em duas partes: uma
antes do caos e a outra depois da invasão do mundo pelos vampiros ou virais. A
diferença de tempo entre os dois períodos é de aproximadamente 100 anos. Na primeira parte da história, conhecemos
o trabalho de um grupo de cientistas liderados pelo Dr. Jonas Lear que testa –
com fins beneméritos (aliás toda encrenca começa assim, não é?) – um vírus com
o poder de livrar a humanidade de muitas doenças incuráveis, aumentando a
expectativa de vida das pessoas. Bem galera, tudo seria uma festa se o Exército
dos Estados Unidos não metesse o bedelho, passando a financiar toda a pesquisa.
E os milicos não entram nessa com a nobre intenção de curar doenças, ajudando os
pobres e moribundos. Na realidade, o verdadeiro objetivo dos militares é usar esse
vírus para fins bélicos, criando uma raça de super-seres à serviço do Tio Sam,
mas a experiência acaba fugindo do controle. As cobaias utilizadas nos
experimentos – prisioneiros a caminho do corredor da morte – conseguem escapar do
laboratório e iniciaram uma terrível carnificina, alimentando-se de qualquer
ser com sangue nas veias e espalhando por todo o continente o vírus inoculado nelas.
Resultado da lambança: um em cada 10 habitantes pode ter sido infectado.
Os outros nove se tornaram presas desses virais, criaturas animalescas
extremamente ágeis e fortes – com as mesmas características dos vampiros - cujos únicos pontos fracos parecem ser a
hipersensibilidade à luz e uma pequena área frágil próxima ao esterno.
Já na segunda parte do livro, damos esse ‘pulo’ de um século na história
e vamos parar numa fortificação – conhecida por Colônia
- construída nas montanhas, cercada de muralhas de concreto e holofotes
superpotentes, onde uma comunidade tenta sobreviver aos constantes ataques noturnos
dos virais que dominaram os quatro cantos do planeta. Mas a precária estrutura
que protege essa comunidade está com os dias contados: as baterias que
alimentam as luzes começam a falhar e uma invasão dos virais é iminente.
Não se sabe o que aconteceu ao resto do mundo: a
comunicação foi cortada, não há governo e o Exército nunca cumpriu a promessa
de voltar. Provavelmente estão todos mortos. Mas a chegada de uma misteriosa
andarilha traz novas expectativas: ao que tudo indica, ela tem as mesmas
habilidades dos virais, mas não sua necessidade de sangue. Agarrando-se a essa
esperança, um grupo parte da Colônia para buscar mais sobreviventes – e a
verdade fora dos muros.
Taí. Em resumo, essa é a essência do contexto de “A Passagem”. Daria uma
boa ótima história não é mesmo? Que fique bem claro, daria... se não fossem as ‘maledetas’
das descrições, além do corte abrupto na passagem temporal entre os dois
períodos da história, sem contar um toque
de X-Men no final!
O que vocês acham disso: “Peter jogava paciência com um baralho em que
faltavam três cartas e folheava livros que havia encontrado numa caixa no
depósito. Um conjunto de títulos variados: A Fantástica Fábrica de Chocolate,
História do Império Otomano, O forasteiro, de Zne Grey, clássicos do Velho
Oeste” e vai e vai e vai.... Pêra aí que tem mais: “Na contracapa de cada livro
havia um bolso de papelão, impresso com as palavras Propriedade da Biblioteca
Pública de Riverside County e, dentro dele, um cartão com listas de datas....”
Arghhhhh!!! Vou parar por aqui. Isto é apenas um pequeno exemplo do exagero de
descrições na obra. E é assim com lugares e personagens.
O maior problema dessas descrições é que elas quebram o ritmo da
leitura. Quando o suspense, clima amoroso ou o ‘pega prá capá’ está no auge da
história... pimba! O clima é quebrado com as tais descrições. Esta sequência
fragmentada foi a principal causa da minha leitura arrastada da obra.
Outro ‘lance’ que achei estranho foi o corte seco na passagem da
primeira para a segunda parte da história. O agente do FBI, Wolgast que é o
responsável pelo recrutamento das cobaias para a experiência financiada pelo
exército americano, é um sujeito hiper carismático que poderia ser melhor explorado,
bem como os seus fantasmas pessoais. O drama da sua separação; a dor de ver a
sua ex-mulher – pela qual ainda carrega um caminhão de tomates – convivendo com
outro homem, que por sua vez, o humilha toda vez que ele liga para a ex no meio
da noite; a perda de sua filha pequena e que por sinal acabou sendo a causa de
sua separação. Todos esses dramas pessoais foram podados com o fim da primeira
parte da história. Quando acontece a fuga dos virais, simplesmente, esse
relacionamento mal resolvido de Wolgast é esquecido e enterrado e assim, passamos
a acompanhar apenas a sua saga ao lado da pequena Amy (a garota que foi
infectada pelo vírus, mas estranhamente não se tornou uma viral sedenta de
sangue). Saga, que por sinal, dura pouquíssimo tempo. De repente, já acontece o
corte para a comunidade da Colônia, 100 anos adiante no enredo. Putz! Fiquei
fulo da vida. “O que aconteceu com Wolgast?”, “Cadê a sua esposa e como ela foi
contaminada?” e o relacionamento entre os dois? Caraca! Poderia ter sido
resolvido antes da podada. Então, repentinamente já nos vemos na Colônia,
convivendo com outros personagens, em um outro tempo.
Com relação ao “toque X-Men”, quase perto do final da história, Cronin
decide transformar uma personagem importante numa viral do bem, capaz de dar
saltos gigantescos, triturar qualquer um que cruze o seu caminho e pasmem...
voar!!!. Caramba! Cronin, menos né?!
Com certeza, muitos leitores estarão discordando da minha análise, mas
afinal vivemos num mundo democrático, onde a liberdade de idéias deve ser
respeitada. E no meu caso, as expectativas com relação ao livro de Cronin foram
frustradas.
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