29 agosto 2021

Mestre do crime também? Stephen King lança seu novo livro: Billy Summers

Eu como grande fã de Stephen King estou contando nos dedos a chegada do dia 29 de setembro. E se você também curte de maneira incondicional os livros do mestre do terror, com certeza, já “matou” o motivo dessa minha ansiedade. Tá na cara que tanta expectativa diz respeito ao novo livro que o autor estará lançando no finalzinho de setembro.

Billy Summers mostra um King se aventurando, novamente, num gênero diferente do qual está acostumado, bem distante do chamado “terror gela ossos” do qual pode ser considerado o mestre dos mestres. Desta vez, ele se envereda nas teias de um thriller noir. Um motivo a mais para que o meu interesse pela obra fique ainda mais latente.

O livro conta a história de Billy Summers, um assassino de aluguel e um dos melhores atiradores do mundo. Mas ele tem um critério: só aceita o serviço se o alvo for realmente uma pessoa ruim.

Agora, Billy quer se aposentar, mas antes precisa realizar um último trabalho. Veterano da guerra no Iraque e um mágico quando se trata de desaparecer depois do crime, o hábil assassino tinha tudo planejado. Então, o que poderia dar errado? Basicamente tudo.

Quando Billy se acomoda em uma cidadezinha do interior, disfarçado como um escritor tentando superar um bloqueio criativo enquanto espera seu alvo ser transferido para julgamento, ele não imagina a trama de traições, perseguições e vingança que o aguarda.

A redenção é o tema central do romance. Billy sempre disse a si mesmo que só mata homens maus que merecem morrer, mas, quando começa a ter dúvidas sobre seu último trabalho, ele se distrai escrevendo a história de sua vida.

Vale lembrar que King já havia mergulhado em thrillers noir e de detetive recentemente com a trilogia “Mr. Mercedes ”, “ The Outsider ” e “Depois”. E, cá entre nós, se saiu muito bem. Por isso, desconfio que além de mestre do terror, King já pode ser chamado de um dos mestres dos thrillers policiais. “Billy Summers” pode provar isso, já que as opiniões de leitores e críticos americanos e britânicos – a obra foi lançada nos States e no Reino Unido em 03 de agosto – estão sendo muito favoráveis.

Esperemos a chegada de 29 de setembro quando a Suma nos presenteará com esse diamante lapidado.

Inté galera!

 

 

 


25 agosto 2021

10 grandes revistas especializadas do passado que deixaram saudades

No final de semana passado, enquanto tentava colocar em ordem o porão de casa onde se encontra uma “porção” de caixas repletas de arquivos “mortos”  - ainda da época em que as maquinas de mimeógrafos eram a bola da vez - encontrei duas revistas Amiga dos anos 70. Cara, na hora, bateu uma nostalgia daquela época... Período em que os livros eram a internet e as cartas eram o nosso celular, como diz a letra da música Reza a Lenda de Fiduma e Jeca.

Por esse motivo resolvi fugir um pouco da característica habitual do blog que é abordar assuntos literários para publicar uma lista sobre revistas. Isso mesmo, mas revistas que marcaram as gerações dos anos 70 e 80 e que hoje, infelizmente, não existem mais. Com o advento da internet, várias dessas editoras optaram por encerrar as edições impressas e transferir as suas matérias para a blogosfera ou então, simplesmente pararam de circular devido aos custos elevados.

De uma forma ou de outra, as edições impressas dessas publicações marcaram época há muuuuitos anos e hoje gostaria de homenageá-las no “Livros e Opinião” contando um pouquinho de sua história.

01 – Amiga

Em 26 de maio de 1970, chegava às bancas de todo o Brasil a primeira edição da revista Amiga editada pela Bloch Editores. Na primeira capa, as presenças de Regina Duarte e Cláudio Marzo, estrelas de Véu de Noiva, novela de Janete Clair.

Amiga, toda semana trazia notícias da TV, rádio, disco e do show business em geral. As sessões de fofocas e fotonovelas (duas por edição) eram os destaques da década de 70 na revista.

Silvio Santos e Carlos Imperial (super plá do Imperial) tinham cada um, uma coluna sobre o mundo artístico.

 Os maiores destaques de novelas na revista deste período foram: Véu de Noiva, Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Mulheres de Areia, O Bem-Amado, A Viagem, Pecado Capital, Saramandaia, O Profeta, Anjo Mau, O Astro, Dancin' Days, Pai Herói entre outras.

Na época, eu era fã dessa revista que abordava o universo das celebridades e dos bastidores da televisão, com entrevistas e reportagens. Também publicava os resumos dos capítulos das telenovelas.

Com o surgimento de novas publicações concorrentes no gênero como a Ti Ti Ti e Minha Novela e a crise na Bloch Editores que acarretaria no fim da empresa, a Amiga foi perdendo espaço e parou de ser publicada pouco antes da falência da Bloch, em 2000.

02 – Sétimo Céu

Taí mais uma revista publicada pela Bloch Editores. Sétimo Céu surgiu bem antes de Amiga, em 1958 e atingiu o seu auge no período da jovem guarda.

Era uma revista voltada para o mundo artístico, apresentando em cada edição, uma fotonovela. Com uma proposta inovadora, frente as demais revistas do gênero, produzia aqui mesmo no Brasil suas fotonovelas ao  invés de importar as produções italianas.

No começo os atores eram desconhecidos, somente depois é que os cantores da Jovem Guarda como Jerry Adriani, Roberto Carlos, Vanusa e Wanderley Cardoso, além de artistas famosos da televisão, entre eles, Francisco Cuoco, Vera Fischer e Regina Duarte passaram a protagonizar as histórias e melodramas românticos. Uma das edições mais famosas de Sétimo Céu, publicada em agosto de 1966, chegou a ter o cantor Roberto Carlos como protagonista da história.

Fica aqui, uma curiosidade: o cantor e compositor Chico Feitosa, de outro movimento musical surgido pouco antes chamado Bossa nova, iniciou sua carreira como repórter, chegando a trabalhar na revista em 1959.

Sétimo Céu circulou até o final dos anos 90 e deixou muitas saudades nas gerações setentistas e oitentistas de leitores.

03 – Vruum

Revista considerada a mais inovadora de sua época e por isso caiu imediatamente no agrado do público jovem, a chamada galera teen dos anos 70. 

Vruum foi lançada em abril de 1976 pela Editora Abril e considerada uma publicação diferente de tudo que havia até então. Destinada principalmente aos adolescentes, trazia matérias sobre carros, aviões, motos, barcos, os mais variados tipos de veículos, num projeto gráfico super moderno para a época.

Teve somente seis números, e mais um álbum de figurinhas, mas até hoje é reverenciada por amantes da cultura pop. Em sua primeira edição trouxe na última capa fichas técnicas com fotos de navios de guerra da Marinha do Brasil. A maioria dos leitores daquele período deram a esse exemplar o status de antológico.

Vruum ainda poder ser encontrada por colecionadores no portal Mercado Livre.

04 – Cinemin

No tempo em que a internet era apenas um sonho, Cinemin era a minha revista preferida quando queria ficar sabendo das novidades do cinema. Além de um fanático devorador de livros, o “menino”, aqui, também tinha um apetite insaciável por filmes. Cinemin dava todas as informações de que precisava. Ainda me lembro que ia devorando a revista no buzão que transportava estudantes universitários que estudavam em outras cidades da região. Não estava nem aí para o pessoal que ficava gritando: - Apaga logo o seu zoinho!!” – O tal “zoinho”, na realidade, era a luz de leitura que ficava acima da poltrona dos ônibus. A galera queria dormir enquanto eu queria ler (rs).

A saudosa Cinemin, publicada entre novembro de 1982 e outubro de 1993, foi pioneira no gênero, o melhor conteúdo já escrito sobre o tema no Brasil até hoje. A revista abordava todos os gêneros e épocas, com o mesmo cuidado e dedicação, com coberturas impressionantemente detalhadas de cerimônias de premiação e festivais, dos mais badalados aos menos conhecidos. Eu ouso dizer que foi a melhor publicação sobre cinema no mundo.

05 – Manchete

A Manchete surgiu em abril de 1952 e foi tida como a segunda maior revista brasileira de sua época, atrás apenas da revista O Cruzeiro. Empregando uma concepção moderna, a revista tinha como fonte de inspiração a publicação ilustrada parisiense Paris Match e utilizava, como principal forma de linguagem, o fotojornalismo. 

Em seu auge, a equipe de jornalistas e colaboradores tinha nomes como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, David Nasser, Nelson Rodrigues e Irineu Guimarães entre outros. O fotógrafo e cinegrafista francês Jean Manzon era o responsável pelas principais imagens da revista.

A Manchete atingiu rápido sucesso e em poucas semanas chegou a ser a revista semanal de circulação nacional mais vendida do país, destituindo a renomada e, até então, hegemônica O Cruzeiro. Em 2000, com a falência de Bloch Editores, a revista deixou de circular, sendo depois relançada com outros donos, de maneira esporádica, tendo sua última edição publicada em 2007.

06 – Ele & Ela

Acho que eu tinha “uns” 18 anos quando tive, pela primeira vez, nas mãos essa revista. Peguei assim meio que... escondido. Tudo bem que já estava no “auge” dos meus 18 anos, mas ter 18 anos nos anos 70, mesmo no final daquela década era, digamos... meio complicado

Ser pego em flagrante lendo revistas masculinas em público pegava mal. Com a chegada do novo milênio, essa mentalidade mudou, e muito, tanto é que nos anos 2000, enquanto circulou, a revista Playboy era presença marcante nas mesas e porta-revistas dos consultórios médicos e barbearias. Ela estavam lá, toda “belae formosa” no meio de outras publicações de gêneros diferentes. Mas na década de 70, o caldo engrossava um pouco.

Lembro que minha mãe vivia gritando pelos quatro cantos da casa: - Quem anda comprando revista de mulher pelada aqui?!!! É claro que os meus dois irmãos e muitos menos eu, não assumiam a “culpa”.

Hoje, posso revelar que na realidade quem comprava essas revistas era o meu irmão mais velho e eu, evidente, não perdia tempo e já emendava, em segredo, a leitura dessas publicações. A preferida do meu irmão era Ele & Ela.

Esta revista masculina publicada pela Editora Manchete, empresa que havia comprado os títulos da antiga Bloch Editores, onde foi editada por mais de trinta anos, era muito popular nas décadas de 1970 e 1980. A publicação encarava de igual para igual a Playboy.

Ele & Ela, lançada em 1979, visava a um público mais sofisticado, embora a revista fizesse mais concessões para o vulgar do que concorrentes como as revistas Playboy, da Editora Abril, e Status, da Editora Três.

Ao contrário da Playboy, Ele & Ela não apresentava frequentemente mulheres famosas posando nuas. Todavia, diversas mulheres que vieram a ser bastante famosas posaram peladas para a revista, dentre elas Xuxa, que posou diversas vezes, Monique Evans, Myrian Rios e Luíza Brunet.

Um dos principais atrativos da publicação era a seção de cartas, intitulada Fórum, que depois tornou-se um suplemento destacado da revista, embora fosse vendida com a mesma. No Fórum eram publicadas cartas, onde os leitores narravam suas aventuras e fantasias eróticas.

Em 2019, a versão impressa de Ele & Ela saiu de circulação após 40 anos, devido a problemas financeiros. Porém, o conteúdo continuou disponível em seu site oficial.

07 – Fatos e Fotos

Cara, a edição histórica da revista Fatos e Fotos de Julho de 1969 tem o poder de deixar arrepiado todos os cabelos do meu corpo. Que imagem! A emoção de ver o módulo da Nasa já pousado na lua com um dos astronautas pisando no solo lunar ainda permanece muito atual e capaz de despertar fortes emoções; imagine então naquela época quando a edição chegou às bancas?!

Fatos & Fotos (ou em alguns períodos Fatos & Fotos/Gente) registrou muitos outros momentos importantes depois da chegada do homem à lua. A revista semanal de variedades foi editada pela Editora Bloch, do Rio de Janeiro, e circulou entre as décadas de 1960 e 1980 (a partir de 1983 deixou de ser semanal, para ter edições esporádicas).

A revista estava dirigida a reportar, com grandes fotografias e pouco texto, dramas sociais, atualidades, artes, vida pessoal de pessoas famosas e do mundo da televisão.

Esses artigos eram publicados em seções que tinham por nomes os temas que retratavam e se distribuíam pelas sessenta e seis páginas da revista. Com uma diagramação inovadora, nela as imagens deixavam de ser um elemento acessório da matéria jornalística, e passaram a ter o papel de destaque a partir das quais a matéria se desenvolvia.

08 – O Cruzeiro

Esta é antológica! Acredito que até os leitores de gerações contemporâneas ouviram falar dessa revista lançada em 1928 e que sobreviveu até julho de 1975 quando publicou o seu último número.

A revista ilustrada - editada pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand - foi um marco para o jornalismo cultural e fotojornalismo no Brasil. Uma das primeiras do gênero de variedades no país, com páginas sobre cinema, saúde, literatura, notícias da semana, política e até humor. O Cruzeiro promoveu diversas inovações no ramo, fosse pelo design gráfico, a abundância de imagens ou as grandes reportagens.

Na redação, os jornalistas costumavam trabalhar em duplas, com um repórter para o texto e outro para as fotos - a mais conhecida foi entre o francês Jean Manzon e o brasileiro David Nasser, mais tarde elevado ao cargo de diretor da revista após a morte de Chateaubriand em 1968.

Como uma revista ilustrada, O Cruzeiro privilegiava bastante as imagens em suas reportagens. Para conseguir as imagens, além de ter seu próprio time de fotojornalistas, a revista tinha parceria com agências estrangeiras como a Atlantic Photo Berlim e Consortium Paris.

Foi também na revista que o cartunista Péricles de Andrade Maranhão criou o personagem O Amigo da Onça, que seguiu sendo publicado com grande sucesso entre o público mesmo após o suicídio do seu criador, em 1961. Depois disso, O Amigo da Onça passou a ser ilustrado por outros membros da equipe.

A revista chegou ao fim em 1975, após o declínio das vendas e o crescimento de concorrentes, como a Manchete, Realidade e Fatos & Fotos, mais atualizadas e em expansão ao longo da década de 1960.

09 – Intervalo

Nas décadas de 1950 e 1960, apesar dos poucos canais disponíveis na TV, acompanhar tudo ou saber quando ia passar seu programa favorito era complicado. Nessa época as novelas começaram a ganhar destaque, mas eram os programas musicais que mais faziam sucesso. 

Aproveitando o início da polarização da televisão, em 1963, surgiu a primeira revista especializada em assuntos de TV: Intervalo, editada pela Abril teve projeção nacional. Até o início dos anos 1970 ela reinou quase absoluta. Toda semana trazia os horários da programação de todas as emissoras, incluindo sempre matérias muito interessantes sobre programas, séries e novelas.

A publicação da Abril dominou as bancas nesta época, sendo a preferida da grande massa de leitores que ficavam alvoroçados para saber das novidades que rolavam na TV, principalmente em seus bastidores.

Foi somente a partir dos anos 1970 com o lançamento da revista Amiga, pela Editora Bloch que a Intervalo começou a perder terreno. Depois de duas tentativas de mudança de formato, em 1972 a Intervalo deixou de circular, mas sua importância como registro de uma era ficou definitivamente marcada na memória de grande parte dos leitores.

10 – Kripta

Posso afirmar, sem medo de errar, que a revista Kripta lançada em 1976 pela editora RGE revolucionou os quadrinhos de terror no Brasil. Foram ao todo 60 edições. Idealizada pelo editor Luis Felipe Aguiar, a emblemática Kripta é até hoje considerada a melhor revista do gênero publicada no Brasil.

Com 68 páginas, capa colorida e miolo em preto e branco, a RGE investiu também em uma campanha publicitária incluindo rádio e TV, que eternizou a frase “Com Kripta, qualquer dia é sexta-feira, qualquer hora é meia-noite”. Em 1981, a publicação chegava ao fim.

Kripta sempre manteve o mesmo número de páginas, mas mudou o formato por duas vezes. Até a edição 26 adotou um formato intermediário entre o magazine e o formato americano (17 x 24 cm); entre os números 27 e 50 o formatinho (13,5 x 20,5 cm) e em seguida passou para o mini-formatinho (13,5 x 19 cm) até o seu encerramento.

Uma revista que marcou época e certamente deixou muitas saudades. Li muitas ‘Kripta’s’ em minha adolescência, com medo, mas lia.

Valeu pessoal, espero que tenham viajado um pouco ao passado com essas revistas antológicas.

 

 

 

 

 

 


21 agosto 2021

Sabrina, Júlia e Bianca: um pouco mais sobre os famosos romances de banca

Tive uma colega de trabalho – não vou revelar o seu nome, pois não sei se ela gostaria – que adorava ler romances de banca, principalmente “Sabrina” e “Júlia”. Tanto é verdade que após o fim dessas publicações, ela continuou a sua peregrinação pela internet, na esperança de encontrar alguns sites que disponibilizassem o download dos enredos.

Na época em que escrevi um post sobre o assunto, isso em 2011, ainda nos primórdios do blog, ela me disse que eu poderia ter se aprofundado mais nas origens dessas duas publicações. Pois é, o tempo passou, foram surgindo outros temas e a sugestão – muito boa por sinal - dessa minha ex-colega de trabalho ficou para trás. Acredito que se tivesse escrito um post complementando aquele de 2011, o retorno teria sido garantido. Isto porque, a postagem que fiz há 10 anos (essa aqui) continua sendo a mais acessada pelos leitores do blog com 201.429 acessos.

Mas tudo bem, antes tarde do que nunca. Esta minha colega tinha curiosidade em saber o que teria levado a editora Nova Cultural a escolher os nomes Sabrina, Julia e Bianca para as suas publicações. Ainda me lembro que certo dia ela deixou no ar o seguinte questionamento: - Será que algum editor importante ou então o dono da editora tinha alguma filha, mãe, tia ou avó que se chamava Sabrina ou Bianca e resolveu “batizar” a série com esses nomes? – Ela foi mais além e soltou outra pérola: - Será que eles se inspiraram no dono da fábrica de palitos Gina?! – Dei muita risada com essas colações, pois a Maria – nome fictício da minha colega – era muito alto astral.

Portanto, optei por iniciar esse post explicando a origem dos nomes dos dois mais famosos romances de bancas publicados no Brasil. Tudo começou no período de 1935 a 1960 quando a Companhia Editora Nacional, de São Paulo, publicou três coleções de livros chamadas: Coleção Azul, Coleção Rosa e Coleção Verde.

Os enredos dos romances eram dirigidos ao público feminino e ficaram conhecidos, na época, como livros para moças. Dentre as três coleções, a mais popular foi a Coleção Verde, também conhecida como Biblioteca das Moças, que contou com 175 títulos.

Os romances geralmente eram ambientados na França e possuíam enredos com estrutura bem definida: o herói nobre e rico e a heroína plebeia e pobre, perfazendo uma trama complexa que finalizava com o casamento feliz, tal qual nos contos de fada. O casamento era apresentado como a redenção da mulher, e todos os romances terminavam com o encontro do herói com a "mocinha".

A partir da década de 70 – para ser mais exato, a partir de 1977 – a Nova Cultural passou a publicar esses romances, mas ao herdar as publicações da Companhia Editora Nacional, a nova editora também herdou um grande problema de origem cultural. Eu explico melhor: as mulheres na década de 70 já haviam assumido um papel mais significativo na sociedade, muitas delas opinando sobre diversos assuntos. Dessa maneira, os editores da Nova Cultural acharam que o nome “Biblioteca para Moças” não cairia bem para uma série de publicações direcionadas ao público feminino digamos que... um pouco mais crítico. Sendo assim, a editora escolheu classificá-las de acordo com a peculiaridade de cada narrativa, optando por utilizar nomes femininos comuns da época (Sabrina, Julia e Bianca) para dar vida e nome a suas classes literárias. Capiche?

Ok, terminando esse bolo: Os nomes foram escolhidos aleatoriamente e não herdados de familiares ou donos da Nova Cultural. Quem sabe, eles não procuraram a relação dos nomes femininos nos anuários de recém-nascidos da década de 70 e depois fizeram algumas comparações para descobrir quais foram os nomes mais escolhidos pelos pais. Juro que pensei nessa hipótese enquanto escrevia essa postagem.

Definidos os nomes das publicações, o próximo passo da editora foi dividir esses nomes, ou seja, esses títulos em castas com cada um deles atingindo um grupo de leitoras específico. Dessa maneira, as protagonistas da série Sabrina eram mais atuais e o cenário mais moderno. As histórias mostravam conflitos do dia-a-dia gerados por mal-entendidos e ciúme, sempre coroados com um final feliz. Prova disso é que Jaine Florido, editora-executiva da Nova Cultural, disse numa entrevista em 1998 que os mil números de “Sabrina” tiveram final feliz. É mole?! Uma curiosidade é que nas primeiras "Sabrinas", não havia romances entre descasados e solteiras. Os homens eram, no máximo, viúvos. Ah! Quanto ao sexo, algo bem light e trivial, nada que assustasse (rs).

A série Bianca seguia as mesmas características apostando em histórias que seguiam a temática onde as protagonistas eram românticas e sonhadoras; a única diferença estava relacionada ao cenário, quase sempre antigo. Os relacionamentos amorosos dos personagens eram descritos de maneira bem sutil e poética.

Já os romances do segmento Júlia mandavam ver. Os enredos eram picantes na maioria das vezes explorando romances proibidos. As personagens eram mulheres maduras, decididas e sexy.

É importante frisar que mesmo sendo um pouco mais liberais do que Sabrina e Bianca, os enredos de Julia e Mirella não fugiam do estilo recatado da série de livros de banca.

Os trechos envolvendo cenas de sexo eram descritos e jamais chamavam os órgãos genitais pelo nome biológico, se referindo ao órgão feminino

como a ― “feminilidade” ou ao “triângulo cheio de pelos”; ao órgão masculino, as autoras davam o nome “membro enrijecido” e “ereção”. Penis, vagina, clitóris, orgasmo e cia nem pensar. A cada romance lido, era possível encontrar outros adjetivos usados para identificar os órgãos genitais como por exemplo: “afastando-lhe as pernas esguias e bem torneadas, James acomodou-se entre elas, encaixando o sexo vibrante na flor latejante e úmida”.

As tramas eram muito variadas, como a empregada que apaixonava pelo patrão, a mulher pobre que amava secretamente o patrão, a viúva que desejava o amor de seu humilde empregado, etc.

Quanto as capas, geralmente eram sensuais e mostravam casais apaixonados em clima romântico.

“Sabrina” foi a grande pioneira. Foi esta série, a primeira a ser lançada em 1977, mais de uma década e meia após o encerramento das atividades da Companhia Editora Nacional com as suas coleções azul, rosa e verde.

“Sabrina” revitalizaria o romance de banca em nosso País, que já era considerado um gênero praticamente morto e enterrado. Os primeiros livros fizeram tanto sucesso que no ano seguinte, 1978, a Nova Cultural colocaria no mercado a série “Julia”; e em 1979, a série “Bianca”. Assim, os donos da Nova Cultural estavam praticamente copiando uma fórmula que havia dado certo em 1935 com a Editora Nacional, ou seja, lançar uma série de livros com três selos diferentes. Com isso, “Sabrina” substituiria o selo verde; “Julia”, o rosa e “Bianca”, o azul.

As autoras das tramas era o menos importava no esquema. Quer uma prova? Então lá vai. Será que você que foi leitora assídua das “Sabrinas”, “Julias’ e “Biancas” se recorda de nomes como Anne Hampson, Sara Craven, Margery Hilton, Violet Winspear e outras? Se você disser que conhece uma dessas escritoras; com certeza estará mentindo.

Quando uma escritora era convidada a escrever um enredo para qualquer um dos três selos da Nova Cultural, ela tinha de seguir uma estrutura narrativa única e que pouco ou quase nada mudava. Uma verdadeira cartilha. Ah! Eram contratadas apenas escritoras desconhecidas da grande massa de leitor. Muitas delas sem nenhuma bibliografia na Net.

A Nova Cultural continuou distribuindo “Sabrina”, “Julia” e “Bianca” nas bancas até 2011. Depois disso passou a vender os livros da série apenas no site da editora.

E para finalizar, gostaria de acrescentar que muitas pessoas eram fãs tão ardorosas da série de romances de banca da Nova Cultural que na época chegaram a batizar os seus filhos com os nomes Sabrina, Bianca ou Júlia.


18 agosto 2021

Torto Arado e Os Sete Maridos de Evelyn Hugo: dois novos bebês que acabaram de chegar

Não deveria ser esta postagem, deveria ser outra. Na verdade, pretendia escrever sobre um assunto diferente, uma complementação de um post sobre romances de banca que publiquei em 2011, nos primórdios do blog (veja aqui). Estava tudo planejado. Pretendia chegar em casa, hoje, mais cedo do trabalho, tomar uma ducha rápida e já sentar na frente do notebook para escrever sobre o tema, mas... ao sair do banho tocaram o interfone de casa. Ao atender, adivinhe só. Surpresa!

Logo ali, na porta, haviam dois novos bebês. Assinei o recibo de entrega da “Dona Cegonha Transportadora” e voltei para o aconchego da minha sala feliz da vida!! Quando Lulu chegou do trabalho, contei-lhe a novidade.

- Lulu temos dois novos filhos.

- Como se chamam?

- Torto Arado e Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – respondi.

- Oba! Quero ler Arado Torto depois – Lulu sempre inverte o título desse livro.

- Querida, é Torto Arado não Arado Torto – corrigi.

- Tanto faz isso ou aquilo, o arado está torto do mesmo jeito – respondeu ela com uma expressão marota no rosto.

Pois é galera, a chegada desses dois bebês fez com que eu mudasse os meus planos e optasse por adiar para sábado ou domingo a postagem sobre os romances de banca. Aproveitei o clima de felicidade no ar e mandei ver nesse texto que vocês estão lendo agora. Quero contar o que me levou a comprar essas duas obras.

Tudo começou com o post que publiquei anteriormente; a lista literária apontando os 12 livros mais vendidos na primeira semana de agosto. Este post aqui. Ao ver a listagem de indicações do portal PublishNews, me interessei pela obra do escritor e geógrafo baiano Itamar Vieira Junior e pela história de Taylor Jenkins Reid.

Taylor Jenkins Reid

Ao pesquisar nas redes sociais sobre esses dois livros, fiquei ainda mais interessado e no final acabei esquecendo da minha lista enorme de leituras e pimba! Confirmei a compra.

Os dois livros estão recebendo rasgados elogios. Cara, é espantoso: ‘todo mundo’ tá falando bem! 

Vieira Junior venceu em 2018 o Prêmio LeYa com o seu Torto Arado, um romance que ele quase não se lembrava mais de ter inscrito no concurso.

O Prêmio LeYa de Romance é entregue desde 2008 a autores lusófonos que concorrem anonimamente a € 100 mil e um contrato de publicação com o Grupo Editorial LeYa. Vieira Junior é o segundo brasileiro a arrebatar o prêmio. O mineiro Murilo Carvalho venceu a primeira edição do concurso literário com o romance O rastro do jaguar. O manuscrito vitorioso é escolhido por um júri composto de sete figuras destacadas do mercado editorial lusófono.

No ano passado, estavam entre os jurados o editor brasileiro Paulo Werneck, a poeta angolana Ana Paula Tavares e o escritor português Manuel Alegre, vencedor do Prêmio Camões e presidente do júri.

Itamar Vieira Junior

Torto Arado, cuja edição brasileira foi publicada pela Todavia, narra a vida dos trabalhadores rurais da fictícia Água Negra, uma fazenda na região da Chapada Diamantina, interior da Bahia. Os trabalhadores de Água Negra não recebem salário para arar a terra, apenas morada, ou melhor, o direito de construir casebres de paredes de barro e telhado de junco (construções de alvenaria são proibidas), e o direito de cultivar roças no quintal, quando não estivessem plantando e colhendo cana-de-açúcar e arroz nas terras do patrão. Só ganham algum dinheiro quando vendem na feira a abóbora, o feijão e a batata que cultivam no quintal ou quando conseguem a aposentadoria rural.

Quanto a Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, a história diz respeito a uma lendária estrela de Hollywood chamada Evelyn Hugo. Ela sempre esteve sob os holofotes – seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou, simplesmente, aparecendo com um novo marido... pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a famigerada atriz decide contar a própria história – ou sua "verdadeira história" –, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora.

Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso – e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas.

Acabei me interessando por essa obra por dois motivos: primeiro porque a sua autora escreveu também o mega-sucesso Daisy Jones & The Six que foi muito elogiado por críticos e público. O segundo motivo é que enredos sobre bastidores de cinema, principalmente da época de ouro de Hollywood – mesmo que os personagens sejam ficcionais – sempre me atraíram. Adorei os filmes “Crepúsculo dos Deuses” (1950) e ED Wood (1994) e agora, pretendo ter a mesma atitude com os livros. Os Sete Maridos de Evelyn Hugo será a minha primeira leitura do gênero. Espero que goste, da mesma forma que gostei dos filmes.

Inté!




15 agosto 2021

12 livros mais vendidos na primeira semana de agosto

A princípio pretendia fazer uma listagem dos livros mais vendidos da Amazon, mas acontece que aquele Portal atualiza a relação de obras mais comercializadas de hora em hora. Pelo menos é o que está escrito no cabeçario do site. Se eu optasse por essa metodologia, o post ficaria furado e principalmente, depois de algumas horas, desatualizado. 

Minha segunda opção foi o top list da Revista Veja, mas apesar da publicação trazer os livros mais vendidos da primeira quinzena de agosto, eles estão divididos por categorias – autoajuda, ficção, não ficção e infanto-juvenil. Pensei comigo: - Caráculas, para preparar um toplist fiel vou ter que fazer quatro postagens ou então dividir o post em categorias. Meu! “isso” vai ficar muito comprido e cansativo!

Foi então que surgiu uma terceira opção e diga-se, uma opção bem da hora. Estou me referindo ao portal Publishnews que além de trazer uma listagem por categorias também apresenta uma relação geral com a publicação dos livros mais vendidos em todos os segmentos. Viram só que achado?!

Mas você pode estar se perguntando: - Será que esse levantamento é tão confiável quanto o da Veja e o da Amazon? - Cara, quanto a isso, fique tranquilo. O PublishNews é especializado em notícias e informações sobre a indústria do livro. Foi criado em 20 de julho de 2001 pelo editor e consultor Carlo Carrenho. Fiquei sabendo pelas redes sociais que o site publica a lista de mais vendidos mais completa e sua aferição é considerada pelas editoras a mais confiável do país, sendo uma referência para os livreiros brasileiros. Por isso, os mais desconfiados podem ficar tranquilos quanto a idoneidade dessa top list.

Além do ranqueamento das obras optei por escrever um resumo da história para dar mais subsídios aos leitores na hora da escolha. Este toplist se refere aos mais vendidos na semana de agosto. A pesquisa reúne informações de 23 livrarias conhecidas no País, incluindo algumas lojas virtuais como Submarino e Americanas. E vamos que vamos!

01 – Batman / Fortnite - Voume 3


Autor: Christos Gage

Editora: Panini

Categoria: Ficção

Páginas: 24

Resumo: Após compreender como sair do mundo de Fortnite, o Homem-Morcego se torna cada vez mais determinado a encontrar seu caminho de volta para casa. O grande problema é que pouca coisa em tal reino acontece sem o aval de uma misteriosa organização de controladores. E para deter os avanços de Batman rumo à sua liberdade, as pessoas por trás de tudo o que está acontecendo tratam de providenciar um inimigo perfeito para deter o herói: o soldado Snake Eyes (sim, aquele mesmo dos G.I. Joes). Acompanhe o embate entre os dois lutadores em uma das edições mais eletrizantes dessa minissérie.

02 – As aventuras de Mike – O Livro Interativo


Autores: Gabriel Dearo / Manu Digilio

Editora: Planeta

Categoria: Infantojuvenil

Páginas: 144

Resumo: Em As Aventuras de Mike — O livro Interativo (Editora Planeta; R$ 33,90 na Amazon), a garotada deve responder a testes sobre os personagens e si mesmos, montar caça-palavras, desenhar e pintar. O destaque fica para a criação de um projeto de casa na árvore, como a do protagonista e seu melhor amigo, Nando.

Os livros de Mike e sua turma já venderam mais de 200 000 exemplares e viraram desenho animado no YouTube, com cerca de 7 milhões de visualizações.  Vale lembrar que a dupla de autores Gabriel Dearo e Manu Digilio reúnem cerca de 12 milhões de seguidores nas redes sociais.

03 - Mentirosos

Autor: E. Lockhart

Editora: Seguinte

Categoria: Infantojuvenil

Páginas: 272

Resumo: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. Um acontecimento mudará para sempre a vida desses amigos inseparáveis. Livraço. Confira a resenha aqui. Um dos finais literários mais emocionantes que já li.

04 – Escravidão – Da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de Dom João ao Brasil - Volume 2

Autor: Laurentino Gomes

Editora: Globo Livros

Categoria: Não Ficção

Páginas: 512

Resumo: Se, no primeiro volume, o autor explorou a maneira como se organizou o tráfico de escravos e concentrou boa parte do livro na África, é agora o Brasil do século 18 que vem à tona, com o emprego de homens e mulheres cativos no sustento da economia calcada, sobretudo, na extração do ouro e na lavoura. O século 18 representa o auge da escravidão no continente americano, em particular no Brasil. Seis milhões de homens e mulheres foram traficados, marcados a ferro e transportados em navios negreiros em um intervalo de 100 anos. O Brasil recebeu dois milhões desse total.

05 – Mais esperto que o diabo

Autor: Napoleon Hill

Editora: Citadel

Categoria: Autoajuda

Páginas: 200

Resumo: O livro foi escrito em 1938, após uma das maiores crises econômicas, e precedendo a Segunda Guerra Mundial. Para muitos, a obra não somente é uma fonte de inspiração e coragem, mas também um manual para todas aquelas pessoas que desejam ser mais espertas que seus medos, problemas e limitações, pois, como o próprio autor fala - em toda adversidade existe uma semente de benefício equivalente.

06 – Mulheres que correm com os lobos (capa dura)

Autor: Clarissa Pinkola Estes

Editora: Rocco

Categoria: Não Ficção

Páginas: 576

Resumo: Os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis. A analista junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos. Abordando 19 mitos, lendas e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Até o ponto em que, emergindo das grossas camadas de condicionamento cultural, apareça a corajosa loba que vive em cada mulher. O livro é o primeiro de uma série de longsellers da Rocco a ganhar edição com novo projeto gráfico e capa dura.

07 – Vermelho, branco e sangue azul

Autor: Casey McQuiston

Editora: Seguinte

Categoria: Infantojuvenil

Páginas: 392

Resumo: Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja. Mas logo Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado — e que ele não suporta. O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar — e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou tem?

08 – Torto arado

Autor: Itamar Vieira Junior

Editora: Todavia

Categoria: Ficção

Páginas: 264

Resumo: Nas profundezas do sertão baiano, as irmãs Bibiana e Belonísia encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas — a ponto de uma precisar ser a voz da outra. Numa trama conduzida com maestria e com uma prosa melodiosa, o romance conta uma história de vida e morte, de combate e redenção.

09 – O poder da autorresponsabilidade


Autor: Paulo Vieira

Editora: Gente           

Categoria: Negócios

Páginas: 160

Resumo: Muitas pessoas têm consciência de que precisam assumir as rédeas da própria vida, porém não sabem como fazer isso na prática. De acordo com release fornecido pela editora, o livro traz ao leitor o conceito de autorresponsabilidade. Trata-se de um manual que apresenta a metodologia das 6 leis para a conquista da autorresponsabilidade, de modo que o leitor assuma o comando de sua vida, saindo de um estado não satisfatório para uma vida de abundância e de sucesso.

10 – Do mil ao milhão


Autor: Thiago Nigro

Editora: Harper Collins          

Categoria: Negócios

Páginas: 192

Resumo: Em seu primeiro livro, Thiago Nigro, criador da plataforma O Primo Rico, ensina aos leitores os três pilares para atingir a independência financeira: gastar bem, investir melhor e ganhar mais. Por meio de dados e de sua própria experiência como investidor e assessor, Nigro mostra que a riqueza é possível para todos – basta estar disposto a aprender e se dedicar.

11 – Vade Mecum Saraiva 2021 – 31ª Edição


Autor: Editora Saraiva

Editora: Saraiva Jur

Categoria: Negócios

Páginas: 2.568

Resumo: A Saraiva Jur é a editora pioneira na atualização de Códigos e Legislação, como comprova o avançado número de suas edições e versões. A cada nova edição o conteúdo é selecionado e revisto com base na grade curricular das principais faculdades de direito e em editais de concursos públicos para carreiras jurídicas. Nesta 31ª Edição, o Vade Mecum Saraiva traz o Mapa da Legislação Emergencial 2020, que facilita ainda mais a consulta das principais mudanças legislativas ocorridas ao longo do ano anterior. Além de outros destaques, entre os quais: Código Penal Militar, Código de Processo Penal Militar e Estatuto dos Militares, Legislação Previdenciária, Principais Convenções Internacionais e Regimentos Internos do STF e do STJ.

12 – Os sete maridos de Evelyn Hugo


Autor: Taylor Jenkins Reid

Editora: Paralela

Categoria: Ficção

Páginas: 360

Resumo: Evelyn Hugo sempre esteve sob os holofotes - seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido… pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a famigerada atriz decide contar a própria história - ou sua “verdadeira história” -, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora. Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso - e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas.

Taí galera! Escolham a sua obra preferida e boa leitura!


11 agosto 2021

10 livros esquecidos, atualmente, mas que fizeram um baita sucesso nos anos 70

Os anos 70 tiveram livros que fizeram muito sucesso, mas tanto sucesso que mereceram ganhar, justamente, o status de Best-Seller; vou mais além: mereceram ser chamados de antológicos. Mas o tempo também é cruel com algumas obras literárias que muitas vezes, de maneira inexplicável, caem no esquecimento com o passar de anos ou décadas.

É difícil encontrar uma explicação para esse fato, ou seja, como um livro excelente, bem escrito e que fez um baita sucesso em sua época não conseguiu resistir ao tempo e acabou esquecido pelas novas gerações de leitores?

Tal curiosidade me levou a escrever esse post onde seleciono 10 livros que foram considerados grandes Best-Sellers e venderam ‘horrores’ nos anos 70 mas hoje, nos tempos atuais, poucos se lembram ou conhecem. Isso não significa que eles deixaram de ser bons livros, nada disso.

Acredito que essa lista será útil para aqueles leitores que estão à procura de um bom livro e ao mesmo tempo curiosos para saber quais eram as tendências literárias dos áureos anos 70. Vamos que vamos!

01 – O Triângulo das Bermudas (Charles Berlitz)

Se até hoje o Triangulo das Bermudas continua despertando o interesse de cidadãos comuns e também de cientistas – prova disso são os estudos feitos pela Nasa no começo deste ano - imagine então, o grau dessa curiosidade na década de 60 e 70 quando o misterioso triângulo estava... podemos dizer no auge. Nestas duas décadas, principalmente em 70, por algum motivo, aconteceu um “boom” de reportagens sobre o tema; aproveitando esse momento propício, o escritor e pesquisador Charles Berlitz aproveitou para lançar, em 1974, o livro chamado O Triângulo das Bermudas.

Uma informação curiosa é que antes de escrever a obra, Berlitz tinha uma agência de viagens e ficou curioso porquê grande parte de seus clientes evitavam passar pelo chamado Triângulo das Bermudas. Certo dia, a sua curiosidade ultrapassou os limites quando um homem – após ter comprado a passagem para um vôo que passaria pelo local – voltou a agência de Berlitz e, muito nervoso, simplesmente devolveu o bilhete e foi embora.

Berlitz decidiu ir à fundo e investigar o misterioso triangulo, nascia, assim, o livro que vendeu muito na época de seu lançamento tornando-se um verdadeiro best seller. A obra não saía da boca do povo e rendeu muita grana para o seu autor, mas com o passar de anos e décadas acabou caindo no esquecimento.

02 – Love Story (Erich Segal)


O romance lançado em 1970 foi o livro mais vendido nos Estados Unidos e traduzido para 33 idiomas. Na época, as livrarias enfrentaram filas gigantescas de leitores que de tão desejosos em adquirir a obra chegaram a dormir nas portas das lojas.

Então, como explicar toda essa histeria por uma novelização? Bem, para decifrar esse mistério temos que voltar para 1969, ou seja, um ano antes do lançamento do filme. Pois é, Segal havia escrito um roteiro sobre o envolvimento de um rapaz rico com uma garota pobre que sofre de doença terminal. Os executivos da Paramount ‘amaram’ o enredo lacrimoso e sem pestanejar compraram o texto.  Frisando: isto, em 1969.  Para reforçar a divulgação do filme, a produtora pediu que o autor escrevesse também um livro baseado no roteiro cinematográfico, para ser lançado nas lojas no Dia dos Namorados do ano seguinte, semanas antes de o longa ir para os cinemas. A estratégia funcionou.

Love Story, estourou em vendagens e o filme com Ryan O’Neal e Ali MacGraw, baseado na obra literária, se tornou a sexta maior bilheteria na história do cinema americano. A frase dita pela personagem de MacGraw no filme: “amar é jamais ter que pedir perdão” se tornou antológica e uma marca registrada para aquela geração.

Nos dias atuais aconteceu algo curioso: o filme continua lembrado e comentado, mas o livro caiu no esquecimento. Uma pena porque é muito bom.

03 – Aracelli, Meu Amor (José Louzeiro)


Um crime ocorrido em 18 de maio de 1973 chocou todo o Brasil. Mesmo sem o advento da Internet e das redes sociais, esse fato passou a ser comentado no País de ponta a ponta, desde os mais remotos lugarejos às grandes metrópoles.

Aos 8 anos, Araceli Cabrera Sánchez Crespo foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada, no Espírito Santo. O corpo foi deixado desfigurado e em avançado estado de decomposição próximo a uma mata, em Vitória, dias depois de desaparecer.

O dia do desaparecimento de Aracelli, com o passar dos anos, passou a marcar um lembrete para que a sociedade se atente à violência contra as crianças. O 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a partir de 2000. Os envolvidos, provenientes de famílias influentes no Espírito Santo, nunca foram punidos por seu crime.

Três anos após o brutal assassinato da criança, o escritor e roteirista José Louzeiro lançou um romance-reportagem de cunho investigativo sobre o crime. Aracelli, Meu Amor lançado pela editora Civilização Brasileira em 1976 foi um estouro de vendas o que levou a editora Prumo a republicar a obra 37 anos depois, mas sem o mesmo impacto da publicação original.

Após oito anos do lançamento de sua segunda edição, poucos leitores contemporâneos se lembram o livro, uma pena.

04 – Viagem Fantástica (Isaac Asimov)

Em 1966, milhares de pessoas enfrentavam filas enormes nos cinemas para assistirem a superprodução de ficção científica “Viagem Fantástica” dirigida por Richard Fleischer. O filme arrebentou nas bilheterias e entrou para a cultura pop daquela época, fazendo a cabeça de toda aquela geração de cinéfilos.

O enredo acompanha uma equipe de sete cientistas em uma viagem submarina através do corpo humano em direção ao cérebro para a realização de uma delicada operação. Para isso eles são miniaturizados e introduzidos na corrente sanguínea do paciente.

O roteiro de Fleischer serviu como base para que o famoso escritor de ficção científica Isaac Asimov fizesse a novelização do filme (aqui). A ideia desse projeto partiu dos produtores de “Viagem Fantástica” com o apoio dos magnatas da 20th Century Fox. Percebendo que a produção cinematográfica “arrebentaria a boca do balão” nas bilheterias, eles pensaram: “Porque não ganhar uns trocos a mais com um livro baseado no roteiro do filme?”. Dessa forma o faturamento praticamente dobraria. Mas para isso, tanto filme quanto livro teriam de ser impecáveis. Os produtores e demais chefões dos estúdios da Fox já tinham um gênio à frente da direção: Richard Fleischer, que em 1954 havia provado o seu talento ao dirigir “20 Mil Léguas Submarinas”, com Kirk Douglas, baseado na obra de Julio Verne. Só faltava um outro gênio para ficar responsável pela novelização do roteiro. Foi assim que Asimov foi convidado para o projeto e acabou aceitando. Resultado: filme e livro divinamente fantásticos. Apesar disso, poucos leitores contemporâneos conhecem a obra de Asimov.

05 – O Círculo Matarese (Robert Ludlum)


Imagine em plena guerra fria, dois agentes – um americano e outro, russo –

obrigados a trabalharem juntos, apesar de serem considerados inimigos mortais. Aliás, a capa da edição mais recente do livro deixa evidente o que Bradon Scofield e Vasili Talaniekov representam um para o outro. Só para lembrar que na capa de O Círculo Matarese vemos dois escorpiões venenosos numa luta aguerrida onde, provavelmente, só um deles sairá vivo. É assim que Scofield e Talaniekov se tratam: inimigos mortais, mas quis o destino que ambos fossem obrigados a trabalhar juntos por um motivo relevante. Este é um breve resumo do livro de Robert Ludlum.

O Círculo Matarese foi juma das obras mais comentadas e vendidas em 1979. A sua primeira publicação estourou em vendas em vários países e se tornou uma verdadeira “febre literária”. Não entendo como um livro tão bom acabou ficando esquecido por tanto tempo. Ainda me lembro que há vários anos fiquei muito empolgado com a notícia publicada em jornais e sites especializados de que estava confirmada a produção de um filme baseado nessa obra contando com ninguém mais, ninguém menos do que Tom Cruise e Denzel Washington nos papeis principais. Mas inexplicavelmente o assunto morreu e não se viu nem ouviu mais nada a respeito. Infelizmente o mesmo aconteceu com o excelente livro de Ludlum que alguns leitores consideram até mesmo melhor do que A Identidade Bourne.

06 – Honra Teu Pai (Gay Talese) 


Honra Teu Pai
de Gay Talese, ex- jornalista do New York Times, foi lançado originalmente em 1971 e caiu como uma verdadeira bomba no meio literário daquele ano por revelar segredos da Máfia.

Publicado no Brasil como Honrados Mafiosos, trata-se de um livro-reportagem sobre os meandros desse mundo, centrado na história de Joseph "Joe Bananas" Bonanno, que controlava uma das chamadas ‘Cinco Famílias’ de Nova York, e de seu filho Salvatore "Bill" Bonanno, protagonista de uma sangrenta guerra entre mafiosos. Partindo do sequestro de Joseph em 1964, o livro remonta à origem do clã Bonanno e descreve a ascensão do patriarca, que aos 26 anos já controlava uma das grandes famílias da máfia italiana de Nova York. Gay Talese, um dos pais do new journalism americano, obteve vasto acesso ao clã Bonanno, e pela primeira vez trouxe à tona uma visão de dentro da máfia, objetiva e despida de romantismo.

Talese teve acesso a fontes como: Joseph Bonanno, o chefe da família, Fay Labruzzo, mãe de Bill, Catherine Bonanno e Joseph Bonanno Jr., irmãos de Bill Bonanno, a esposa de Bill; Rosalie, os seguranças de seu pai e aos advogados da família.

Bill aproximou-se tanto de Talese que mesmo quando sumia, por conta da rivalidade entre as famílias da máfia, dava um jeito de entrar em contato com o escritor para avisar que estava vivo e por vezes prosseguirem com as entrevistas.

Honrados Mafiosos alcançou os primeiros lugares em todas as listas literárias da década do início dos anos 70, mas hoje é pouco lembrado pelos leitores. Há 10 anos, a editora Companhia das Letras relançou a obra com o título original –Honra Teu Pai – mas não alcançou o mesmo impacto da edição original.

07 – As Veias Abertas da América Latina (Eduardo Galeano)


Quando foi escrito, em 1971, As Veias Abertas da América Latina do escritor uruguaio Eduardo Galeano, logo se transformou em um clássico da esquerda latino-americana.

No livro, o escritor faz uma análise da história da América Latina sob o ponto de vista da exploração econômica e da dominação política, desde a colonização europeia até a contemporaneidade da época em que foi lançado. Isso em um período contextualizado pela Guerra Fria (1945-1991), e pelo início de um ciclo de regimes ditatoriais nos países latino-americanos.

A publicação de Galeano era tão identificada como sendo uma obra revolucionária e de esquerda, que foi banida na Argentina, Chile, Brasil e no Uruguai, durante as ditaduras militares nesses países. Eduardo Galeano chegou a ser preso em solo uruguaio, e depois obrigado a se exilar, primeiramente na Argentina, e depois, na Espanha. Estes fatos turbinaram ainda mais a sua obra fazendo com que os leitores ficassem desesperados para conseguir um exemplar, por debaixo do pano, durante a época da ditadura militar, mesmo correndo certos riscos.

Quando a obra foi, finalmente liberada, ainda nos anos 70, tornou-se um verdadeiro estouro de vendas. Hoje, apenas um grupo seleto de leitores sabem da publicação do livro.

08 – Inferno na Torre (Richard Martin Stern)

Em 1974, dois gigantes da indústria cinematográfica – Warner Bros e Fox –se uniriam em coprodução para realizar um dos maiores sucessos do cinema-catástrofe, tendência em alta nos anos 1970, e faturar vistosos U$ 48 milhões em bilheteria, só nos States, e mais U$ 67 milhões pelo mundo afora. No Brasil, o filme arrebentou nas bilheterias.

A ideia do roteiro para a produção cinematográfica “Inferno na Torre” vinha de dois livros (The Tower, de Richard Martin Stern, e The Glass inferno, de Thomas N. Scortia) lançados em 1973, um ano antes do filme.

Apesar de constar o ano de 1973 na publicação da editora Record, o livro só foi chegar no Brasil dois anos após o lançamento do filme, ou seja, em 1976.

Para pegar carona no sucesso do filme, a Record trocou o título original da obra literária pelo título do filme. Sendo assim, saiu A Torre e em seu lugar entrou Inferno na Torre. Tanto o filme com Steve McQueen, Paul Newman, Faye Dunaway e Richard Chamberlain quanto o livro de Stern foram sucesso absoluto de público e crítica na década de 70. Em 2021, pouco ou quase nada ouvimos sobre eles.

09 – Primeiro Sangue (David Morrell)

Cara, Rambo é, sem dúvida alguma, um dos personagens de ação mais icônicos do cinema e que ajudou a firmar a carreira de Sylvester Stallone como um dos grandes atores de filmes de ação no cinema hollywoodiano. Mas poucas pessoas que assistiram ao filme de 1982 que deu origem a uma das franquias cinematográficas de maior sucesso sabem que o primeiro filme da saga foi baseado em uma obra literária de 10 anos antes, a primeira e ainda a mais famosa do autor canadense-americano David Morrell que, depois, escreveria as novelizações de Rambo II e Rambo III dentre muitas outras.

Primeiro Sangue, publicado em 1972 pela editora Record e em 1988 pela Nova Cultural - esse último já levando o título do filme, na época - foi tão ovacionado pelos leitores quanto o filme foi pelos cinéfilos. A primeira edição, de 1972, vendeu um número absurdamente grande de exemplares quando os produtores da grande indústria cinematográfica nem sonhavam em fazer um filme baseado na obra. Dez anos depois, o seu relançamento voltaria a estourar em vendas catapultado pelo sucesso do filme de Stallone lançado no mesmo ano. Hoje, ficou a lembrança do filme que se tornou um ícone do cinema de ação, mas do livro... poucas pessoas se recordam.

10 – O Enxame (Arthur Herzog)


Publicado originalmente em 1976 pela editora Artenova, A Invasão das Abelhas teve uma receptividade muito boa por parte dos leitores. Esta receptividade aumentou ainda após o lançamento do filme “O Enxame”, em 1978, baseado na obra de Arthur Herzog. Neste mesmo ano, a Artenova relançaria o livro, mas desta vez com a capa do filme.

Herzog usou um método inovador na época, deixando de lado introdução, prólogo, prefácio e outros inícios convencionais de obras, para estampar logo de cara em seu livro notícias de ataques de abelhas africanas em várias partes do mundo. As duas páginas, antes do 1º capítulo, contem textos jornalísticos sobre os estragos provocados pelas abelhas, além de relatos que indicam o surgimento de uma nova espécie mortífera do animal.

O Enxame é um romance cheio de tensão e para ler numa só tacada. Como já disse uma verdadeira joia rara que só será encontrada nas prateleiras de algum sebo.

Livraço do qual, infelizmente, sumiu das livrarias, contribuindo para cair no esquecimento dos leitores.


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