29 julho 2015
“Irmandade de Copra” é a grande aposta da Editora Arwen para este segundo semestre. Livro de Sci-Fi já está a venda.
“Irmandade de Copra” é uma das maiores apostas da
editora Arwen que tem por diretriz investir no talento de jovens escritores
brasileiros. O livro de Caroline Defanti – uma carioca de 22 anos - foi, aos
poucos, invadindo as redes sociais e despertando o interesse de um grande
número de leitores, principalmente dos amantes de ficção científica.
Com certeza o motivo de todo esse interesse é o ‘pano
de fundo’ da história que bebe na fonte de “A Guerra dos Mundos” de H.G. Wells.
Defanti explora o tema ‘invasão alienígena’ que ainda continua conquistando
muitos adeptos nos filmes e também nos livros.
Em seu primeiro livro, a autora escreve sobre a
quase extinção da raça humana após um evento apocalíptico; o que levou os
poucos sobreviventes buscarem refúgio em colônias extraterrestres.
Aproveitando-se dessa situação, alienígenas se apossam da Terra e a curam da
quase destruição, passando a ‘ditar’ as normas em nosso planeta. Só que os
homens desejam reconquistar a Terra e ter suas vidas de volta, mas os seres
alienígenas não parecem dispostos a abrir mão de seu novo lar. Por isso, os sobreviventes
criam novos soldados, uma raça capaz de combater essas criaturas e recuperar o
planeta. Assim nasce a Irmandade de Copra!
Cara, a premissa inicial da obra despertou a minha
curiosidade. Verdade! Se Defanti conseguiu explorar - com perspicácia - todas
essas diretrizes narrativas, com certeza “Irmandade de Copra” será um grande
sucesso de sci-fi. São tantas vertentes! O que levou a quase destruição da
terra? Como os alienígenas a recuperaram? Como a tal irmandade foi formada?
Como será o confronto entre terráqueos e alienígenas? Estes são apenas alguns
questionamentos que serão desvendados ao longo da leitura do livro.
Defanti já tem várias obras escritas, mas “Irmandade
de Copra” foi a primeira a ser publicada. Ela explica que além da Arwen,
enviou o manuscrito da obra para a análise de outras editoras, mas a Arwen foi
a primeira a aceita-lo. “Quando eu recebi a notícia de que minha obra
havia sido aceita, nossa, foi um dos momentos em que eu me senti mais feliz em
toda a minha vida. E, até hoje, essa felicidade permanece, só que se
tornou uma coisa mais comum, felizmente”, explica Defanti.
Por enquanto “Irmandade de Copra” está a venda
somente no portal da Editora Arwen à R$ 36,90. Já encaixei o livro em minha
apertada lista de leituras desse ano. Como disse, o tema mexeu com a minha
curiosidade. Vamos ver se as expectativas serão preenchidas.
Segue os detalhes técnicos da obra
Titulo:
Irmandade de Copra
Autora:
Caroline Defanti
Editora:
Arwen
Edição:
1ª
Ano:
2015
Gênero:
Ficção Científica
Páginas:
431
26 julho 2015
Ouça O Que Eu Digo
Apesar de até agora, as suas histórias só terem sido
publicadas no formato ebook, César Bravo pode ser considerado a principal
referência do terror gore ou splatter no Brasil. Muitas pessoas, por falta de
conhecimento, consideram o gore um subgênero da literatura ou dos filmes de
terror e na realidade não é bem assim. Vários textos e imagens que usam e
abusam da escatologia chegaram a ganhar o status de Cult, tanto pelos críticos
como pelos leitores; caso contrário, “Crash” (1973) de J.G Ballard e “Zombie –
O Despertar dos Mortos Vivos” (1978) de George Romero seriam verdadeiros
fracassos nas livrarias e no cinema; mas não foram. Os dois se grandes divisores
de água na literatura e no cinema.
Mas apesar de nos últimos anos ter ganhado o
reconhecimento de uma parte da crítica literária, o terror gore não é para
qualquer leitor. Com certeza, muitos ainda não aceitam ou não conseguem ler narrativas
com sangue em excesso, órgãos expostos e membros decepados. Por esse motivo,
escrever gore é muito difícil, cara. Colocar um festival de escatologia no
papel e ainda conseguir transformar essa carnificina numa história interessante
e, principalmente, inteligente é uma missão quase impossível. Bravo é um dos
poucos (no Brasil, o único que conheço) que consegue fazer isso. Um ponto a
mais para ele é dar realismo aos seus enredos, onde quase todos os personagens
são marginalizados, vivendo num submundo de exploração em nosso País. Com isso,
a linguagem desses personagens também deve corresponder a sua realidade de vida.
O resultado é simples:“Que droga” passa a dar lugar para “Que merda”; “Caramba!”
é “Porra!”; “Que se dane!” sai, e entra “Que se foda!” e por aí afora.
Agora analise bem: escrever textos escatológicos já
é complicado, imagine unir escatologia com uma linguagem vulgar? O problema é que se
você começar a poluir a sua história com tripas expostas, sangue e ainda por
cima palavrões, caraca, não há mártir que agüente ler! O segredo é dosar tudo
isso. Não abusar, e Bravo conseguiu esse equilíbrio, pelo menos nas histórias
que eu li.
Neste romance, Bravo deu uma preferência maior aos
diálogos do que a narrativa – aliás essa é uma de suas características – e o
fêz muito bem. Sempre admirei os escritores que sabem escrever diálogos competentes porque fazer isso é uma
arte. Conheço bons autores que são ótimos em narrativa, mas quando chega a hora
de ‘colocar palavras na boca de seus personagens’ o desastre é total. No caso
de Bravo, ele faz isso com a maior naturalidade sem deixar que esses diálogos
se tornem artificiais.
Em seu novo romance, o autor optou por trabalhar com
um número bem maior de personagens o que fez com que alguns ganhassem capítulos
específicos. No decorrer da história, o contexto desses personagens, tratados
individualmente, acaba se cruzando com o contexto de outros.
Alguns trechos do romance lembram um pouco “Trocas Macabras”
e “It” – de Stephen King - principalmente aqueles relacionados ao vilão (ou
vilões).
O mote de “Ouça O Que Eu Digo”, é o assassinato da
filha de um pequeno proprietário rural pelas mãos de seu namorado. Antes de
matá-la, o rapaz se encontra, casualmente, com um ser misterioso envolto em
sombra que o incentiva a cometer o crime com extrema brutalidade, prometendo dar
algo em troca. Depois desse acontecimento, o tal ser envolto em sombras vai
incutindo idéias malévolas na cabeça dos moradores de uma pequena cidade
brasileira chamada Nova Enoque (creio eu que fictícia). Lançada essa semente do
mal, a cidade vira um inferno, um verdadeiro barril de pólvora.
O final é apoteótico e a reviravolta na trama, perto
de seu final, com certeza irá surpreender os leitores.
Enfim, vale a leitura.
22 julho 2015
Talia Fonseca prepara o lançamento de “A Luva” num concorrido mercado brasileiro dominado por obras estrangeiras
Ser escritor no Brasil é muito difícil. Todos nós
sabemos que as grandes editoras e agora, também, as pequenas direcionam os seus
olhares somente para os autores gringos. E olha que pode m ser gringos suecos,
alemães, ingleses e, claro, americanos. Basta residir fora do nosso país, nem
que seja nas Ilhas Fiji. Se o sujeito responder: - “Moro no exterior”, já estará
com meio caminho andado até o prelo.
Desculpe o desabafo, mas é que temos muita ‘coisa’
boa por aqui; escritores com talento capazes de encaçapar qualquer autor
internacional acostumados a escrever baboseiras sobre anjos caídos, distopias
ou então personagens adolescentes com sonhos premonitórios.
Esta falta de estímulo faz com que muitos brasileiros
talentosos acabem se desanimando e dando um chute em seus manuscritos, pensando
de maneira precipitada que são maus escritores. Mas da mesma forma que existem
os autores que não acreditam em seu potencial, há aqueles que são resilientes e
jamais desistem de seu sonho em comum, independente do tanto de “nãos” que
recebem.
A alternativa, pelo menos temporária (até que alguma
santa editora resolva publicar as suas ‘idéias’), acaba sendo a manjada produção
independente comercializada em eBook ‘quase sempre’ pela Amazon.
Ultimamente venho recebendo com freqüência no e-mail
do blog, várias correspondências de escritores solicitando parcerias ou então
simplesmente, enviando alguns capítulos de sua obra para uma avaliação.
O que me deixa muito feliz nesses contatos é que
grande parte dos remetentes são jovens com pouco mais de 20 anos e que apesar
da pouca idade já tem uma intimidade tão grande com a escrita.
E agora, mais uma jovem chega para tentar a sorte no
mercado literário brasileiro considerado tão ingrato para os escritores
brazucas. Trata-se de Talia Fonseca que estará lançando brevemente o seu eBook
de ficção/fantasia chamado “A Luva”.
Trata-se de seu primeiro livro onde ela narra a história de Melissa, uma jovem
problemática que vive aprisionada em um mundo onde todos a vêem como caótica e
sem solução. Convivendo com o dilema de vencer o mundo sozinha, apesar de poder
contar com Lucy, sua melhor amiga, Melissa decide traçar o próprio destino ao
fugir. O resultado de tudo isso, segundo a sinopse fornecida pela autora,
resultará na quebra de segredos milenares que colocará sua vida em risco.
Fazer uma análise da história baseada nas poucas
linhas que li, enviadas pela autora, é algo impossível. Seria o mesmo que
opinar sobre um livro, após ter conhecido apenas 1% do seu conteúdo. O que
posso dizer é que senti vontade de prosseguir a leitura, o que já é um bom
sinal... bem, pelo menos para mim.
Talia publicará a sua obra pela Amazon e o número de
páginas deverá ficar em torno de 206. “Provavelmente depois da diagramação,
aumentará um pouquinho mais”, explica.
Ainda não há uma data para o lançamento de “A Luva”,
e também não haverá pré-venda do e-book, mas a autora pretende realizar uma
semana especial antes da chegada do livro nas prateleiras virtuais da Amazon.
Desejo boa sorte para Talia Fonseca, afinal de
contas é mais uma escritora brasileira que está arriscando a sorte no
concorrido e ingrato mercado literário tupiniquim.
20 julho 2015
Os 10 livros de autoajuda mais famosos das últimas três décadas
Pisados, esculhambados, humilhados e renegados. É dessa
maneira que a maioria dos brasileiros trata os livros de autoajuda. Êpa, pêra
aí, acho que falei escrevi bobagem. Se esse tipo de livro é criticado
pela maioria dos brasileiros, por que
alguns títulos atingem ‘zilhões’ de vendas superando outros gêneros? Se eles
são, de fato, uma porcaria, por que as livrarias continuam adquirindo
‘toneladas’ de exemplares abarrotando suas prateleiras que precisam ser
constantemente reabastecidas?
Bem, prá ser sincero, acredito que todos esses
porquês deixam evidente que os tais livros não são execrados pela maioria dos leitores, pelo menos
intimamente. E quer saber mais? Acho que grande parte das críticas aos livros
de autoajuda são feitas pelos seus próprios admiradores que devoram as suas
páginas escondidos no banheiro ou em seu quarto e depois saem por aí falando
que o gênero é uma merda e que jamais leriam uma atrocidade daquelas em toda a
sua vida.
Olha galera, não estou advogando em prol das histórias
de autoajuda, estou tentando apenas encontrar uma explicação plausível para
esse dilema: Como um segmento de livros consegue ser campeão de vendagens, há
décadas, em todo o País e mesmo assim é massivamente criticado?!
E como desconfio que vários seguidores do blog curtem
esse gênero, resolvi elaborar uma lista com os 10 livros de autoajuda mais
famosos dos últimos 30 anos. Alguns deles são tão conhecidos que conseguiram
vencer a barreira do tempo e continuar vendendo ‘horrores’ mesmo após mais de
três décadas. Vamos à eles!
01
- Minutos de Sabedoria
Autor:
Carlos Torres Pastorino
Ano:
1999
Editora:
Vozes
Nove de cada dez leitores de autoajuda devem
conhecer esse famoso livrinho de bolso de capa azul que começou a ser publicado
pela Editora Vozes Católica em 1999; lembrando que muito antes – 1966 – ele já
vinha sendo impresso apenas no Rio de Janeiro pela editora Spiritus. Por isso,
acredita-se que “Minutos de Sabedoria” seja considerado o ‘pai’ de todos os
livros de autoajuda lançados no Brasil até agora, sejam eles, nacionais ou não.
A obra foi escrita pelo ex-padre e radialista Carlos
Juliano Torres Pastorino que morreu em 1980 aos 69 anos de idade. Ele estudou
no seminário em Roma, onde se ordenou padre em 1934. De volta ao Brasil, dedicou-se a várias atividades intelectuais,
incluindo magistério, jornalismo e tradução de livros. Em 31 de
maio de 1950, terminada a leitura de O Livro dos Espíritos, que lhe fora
emprestado por um professor do Colégio D. Pedro II, declarou-se espírita.
Torres Pastorino foi também
radialista, sendo “Minutos de Sabedoria”, uma simples compilação de suas
mensagens propaladas em seu programa na Rádio Copacabana, do Rio de Janeiro levado
ao ar na década de 1960. Os pensamentos no formato de frases curtas eram
apresentados nas diversas horas do dia durante toda a programação da emissora.
“Minutos de Sabedoria” já ultrapassou a marca de dez milhões
de exemplares vendidos. A obra, originalmente destinada a subsidiar os
trabalhos assistenciais e educativos do Professor Pastorino, recentemente teve,
após ação na Justiça, os seus direitos revertidos
aos herdeiros.
Um detalhe curioso é que a edição
de 1968, teve as suas edições póstumas proibidas pela
família, praticante do catolicismo.
02 – Você Pode Curar Sua Vida
Autor:
Louise Hay
Ano:
1984
Editora:
Best Seller
Para que vocês tenham noção do ‘poder de fogo’ do
livro de Louise Hay, apesar de ter sido lançado há 31 anos, não deixou de
ocupar até hoje as listas das obras mais vendidas do gênero.
A autora, diagnosticada com câncer na década de 1970,
dispensou as alternativas de cirurgia e drogas e passou a desenvolver um
intensivo programa de afirmações, visualizações, reequilíbrio nutricional e
psicoterapia. Ela afirma que ao adotar essa disciplina, após seis meses estava
completamente curada da doença.
Em 1980, Louise decidiu colocar no papel todos os
métodos que utilizou para se livrar do câncer, pois queria ajudar outras
pessoas que passavam pelo mesmo problema. Nascia assim, o livro “Você Pode
Curar Sua Vida”. Nele, Louise explica como as crenças e algumas idéias dos seres
humanos são quase sempre a causa de seus problemas emocionais e físicos.
Segundo a autora, usando certos métodos, as pessoas podem transformar os seus pensamentos
e suas vidas para melhor.
“Você Pode Curar Sua Vida” foi traduzido para 35 idiomas e até hoje já vendeu mais de 35 milhões de cópias.
“Você Pode Curar Sua Vida” foi traduzido para 35 idiomas e até hoje já vendeu mais de 35 milhões de cópias.
03 – Análise da Inteligência de Cristo
Autor:
Augusto Cury
Ano:
2006
Editora:
Sextante
Assim como não tenho afinidade com distopias, também
não morro de amores por autoajuda, mas não sou hipócrita ao ponto de afirmar
que o gênero é a ‘porcaria das porcarias’; mesmo porque não é. Digamos que a
‘Dona Autoajuda’ tem as suas qualidades, mas o meu santo não bate com o dela.
Capiche?
Pois é man e mesmo assim, adooooreiiii os cinco
livros da coleção de Augusto Cury, “Análise da Inteligência de Cristo”. Não me
peça para explicar, porque não saberei responder... apenas gostei e muito.
O autor tenta entender como funcionava a mente do
ser humano mais inteligente que já viveu na Terra. Sim, ser humano, porque
apesar de sua condição divina, Jesus Cristo viveu como um de nós em sua
peregrinação terrena, num corpo frágil susceptível à dor. Cury narra fatos que
aconteceram com Jesus e como ele lidou com essas situações, a maioria delas
difíceis. Depois traça um elo comparativo com nós seres humanos, ou seja, como
eu ou você faria se estivesse passando por problemas semelhantes.
Não tenho vergonha de afirmar que a obra de Cury me
auxiliou muito a gerenciar com mais sensatez os meus pensamentos e as minhas
atitudes.
A coleção “Análise da Inteligência de Cristo é
formada por cinco livros: “O Mestre dos Mestres”, “O Mestre da Sensibilidade”,
“O Mestre da Vida”, “O Mestre do Amor” e “O Mestre Inesquecível”. Aqueles que
quiserem maiores informações sobre os livros, basta acessar o post que escrevi
em fevereiro.
04 – O Monge e o Executivo
Autor:
James C. Hunter
Ano:
1998
Editora:
Sextante
O personagem central de “O Monge e o Executivo” é um
empresário bem sucedido casado e pai de dois filhos. Desde o início de sua vida
John se via perseguido por um nome: “Simeão”. De todos os fatos e coincidências,
ele não compreendia porque, sempre ao longo dos anos, tinha o mesmo sonho que
lhe transmitia a mesma mensagem: “Ache Simeão e ouça-o!”.
Após sua vida entrar numa espiral descendente onde tudo dá errado, sua esposa sugere que ele vá se aconselhar com o pastor de sua igreja, que o indica a participar de um retiro num pequeno e desconhecido mosteiro cristão chamado João da Cruz, localizado perto do lago Michigan. Ao chegar no local, sua vida sofre uma grande reviravolta. Através dessa situação inusitada, o autor James C. Hunter ensina os princípios fundamentais para se exercer uma liderança positiva no trabalho, na família e também em outros setores.
Após sua vida entrar numa espiral descendente onde tudo dá errado, sua esposa sugere que ele vá se aconselhar com o pastor de sua igreja, que o indica a participar de um retiro num pequeno e desconhecido mosteiro cristão chamado João da Cruz, localizado perto do lago Michigan. Ao chegar no local, sua vida sofre uma grande reviravolta. Através dessa situação inusitada, o autor James C. Hunter ensina os princípios fundamentais para se exercer uma liderança positiva no trabalho, na família e também em outros setores.
Com de 200 mil exemplares comercializados em 12 anos
nos Estados Unidos, o livro se tornou o maior sucesso de vendas da Editora
Sextante no Brasil com mais de 3 milhões de exemplares.
05 – Os Sete Hábitos das pessoas Altamente Eficazes
Autor: Stephen R. Covey
Ano: 1998
Editora: Best Seller
Com mais de 15 milhões de exemplares comercializados
no mundo inteiro, o livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”,
escrito por Stephen R. Covey, foi publicado pela primeira vez em 1989. A mais
recente edição brasileira traz um novo prefácio do autor e suas respostas às
perguntas mais frequentes. Covey é especialista em assuntos sobre família,
consultor empresarial e professor.
Em seu livro, o autor acredita que vencer ou
fracassar é resultado de sete hábitos. São eles que distinguem as pessoas
felizes, saudáveis e bem-sucedidas das fracassadas ou daquelas que sacrificam o
equilíbrio interior e a felicidade para alcançar êxito.
Covery faz uma listagem dos principais desafios que
enfrentamos em nosso dia a dia e como superá-los através dos ‘famosos’ sete
hábitos. Alguns desses desafios são: o medo e a insegurança que temos de perder
o emprego e como isso nos leva a focar na independência, em vez de focar na
interdependência; a desesperança, quando acreditamos que somos somente vítimas
das circunstâncias; a ânsia de ser compreendido, ou a necessidade de atenção
que todos temos, querendo reconhecimento o tempo todo.
06 – A Cabana
Autor:
William P. Young
Ano:
2007
Editora:
Sextante
Uma obra que vendeu mais de 12
milhões de cópias e se tornou um dos maiores fenômenos do mundo literário,
sendo lida e elogiada nos quatro cantos do mundo. Este é o panorama fiel de “A
Cabana”, livro do escritor canadense William P. Young lançado em 2007
Em sua história, o autor reescreveu a Trindade
(Deus, Jesus e o Espírito Santo) de maneira inovadora e até mesmo polêmica. Uma
Trindade que apesar de fugir completamente dos padrões convencionais, os quais
estamos tão acostumados a aceitar, manteve o dom de emocionar tantos leitores,
chegando até mesmo a arrancar lágrimas de alguns.
“A Cabana” foi outra exceção na minha incompatibilidade
com os livros de autoajuda. Li em 2011 e gostei muito. Não se trata de uma
obra piegas voltada para importância da força do sub-consciente, energia
astral, auras poderosas e outras baboseiras que lotam vários livros de
autoajuda, mas com enfoque direcionado para a transformação interior do ser
humano – abandono de seus preconceitos – a partir do momento em que ele se
entrega nos braços de um Deus acolhedor e não de um Deus que nos castiga pelos
nossos erros.
O personagem principal do livro é Mack Philip, cuja
filha mais nova foi raptada durante as férias em família e há evidências de que
ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais
tarde, Mack recebe uma carta suspeita, aparentemente vinda de Deus,
convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando
alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta
ao cenário de seu pior pesadelo. Lá acontece um encontro que acaba mudando a
sua vida para sempre.
07 – O Segredo
Autor:
Rhonda Byrne
Ano:
2007
Editora:
Ediouro
Cara, lembro quando esse livro foi lançado. Que
loucura!!! Chegou perto de uma histeria. Verdade! Filas e tumultos nas portas
das livrarias, edições esgotadas em todo o Brasil, além de reportagens que ‘forravam’
as redes sociais e outros meios de comunicação. E sabem qual o motivo de toda
essa barulheira? A autora afirmou que havia descoberto a chave da felicidade e
que ela iria entregá-la ‘de bandeja’ para as pessoas, desde que comprassem o
livro, é claro.
Rhonda Byrne que é seguidora do
movimento da Nova Era conta no prefácio da obra que descobriu o segredo da
felicidade quando via a sua vida desmoronar. Partindo de um livro que ganhou de
sua filha, a escritora passou a fazer um estudo profundo dos grandes nomes da
história da humanidade e percebeu que todos eles praticavam o segredo em suas
vidas. Um segredo que revelado abriria as portas do sucesso e da felicidade
para as pessoas. Byrne diz que fragmentos de um Grande
Segredo foram encontrados nas tradições orais, na literatura, nas religiões e
filosofias ao longo dos séculos. E vai mais além ao afirmar que, pela primeira
vez, todas as peças do Segredo se juntaram numa revelação incrível que poderá
transformar a vida de todos que o vivenciarem. De posse desse Segredo – que só
a autora sabe; e você tinha dúvidas? – os leitores irão entender o poder oculto
e inexplorado que está dentro deles, trazendo alegria a cada aspecto da sua
vida.
Como dizia um velho amigo meu: - “Dessa vez, você
apelou, heinn?!”
08 – Um Dia Daqueles
Autor:
Bradley Trevor Greive
Ano:
2001
Editora:
Sextante
Muito legal os textos e principalmente as fotos
desse livro de pouco mais de 100 páginas lançado sem nenhuma pretensão e que
transformou, da noite para o dia, o escritor Bradley Trevor Greive em
celebridade. Através de expressivas fotos de animais, o livro mostra como
superar os dias em que nos sentimos desanimados, pequenos e de mal com a vida.
Tive a oportunidade de ler a obra e achei o máximo.
Os textos curtos e bem escritos combinam perfeitamente com as imagens de animais
com expressões, surpreendentemente, semelhantes aos estados de espírito humanos.
Dei muitas risadas com as fotos de animais
ensinando-nos a superar os dias em que sentimos desanimados, pequenos e de mal
com a vida. Cada foto!
O autor foi muito inteligente ao
retratar situações tristes e chatas, vividas por nós, em nosso dia a dia
através de imagens do reino animal. Seja um cãozinho com uma bolsa de água
quente na cabeça para aliviar uma enxaqueca daquelas ou então um pintinho que ‘sua
a camisa’ para romper a casca do ovo, as imagens conseguem trazer certo alivio para
os leitores que estão passando por ‘um dia de cão’.
09 – Ágape
Autor:
Pe. Marcelo Róssi
Ano:
2010
Editora:
Globo
O livro do padre Marcelo Róssi já vendeu até agora,
mais de 10 milhões de cópias e por isso merece estar nesta lista. Não considero
“Ágape” um livro teológico ou filosófico, mas de autoajuda. Nas 128 páginas da
obra, o sacerdote se inspira em trechos do Evangelho de São João para fazer
reflexões e mostrar o amor divino para quem tem fé.
Padre Marcelo explica que a palavra Ágape quer dizer
amor incondicional, generoso e puro, ou seja, um amor do tipo vivido por Jesus durante
sua permanência na terra como homem. Em cada capítulo, o padre cita uma passagem do Evangelho de São João e
faz uma interpretação mostrando esse amor que Jesus sentia e ensinava aos
discípulos e a quem o seguia. No final de cada capítulo, há uma oração que
complementa a reflexão do autor, convidando o leitor a um momento de
introspecção.
10 – Quem Mexeu No Meu Queixo
Autor:
Spencer Johnson
Ano:
2001
Editora:
Record
“Quem Mexeu No Meu Queijo” é uma obra de fácil
compreensão e gostosa de ler. Esta afirmação não é minha – mesmo porque não li
o livro – mas de um colega que leu e gostou.
Pelo pouco que sei sobre a obra motivacional, trata-se de uma parábola
que retrata a vida, suas mudanças e os objetivos (queijos) que muitos buscam.
Segundo sinopse da editora Record, responsável pela
publicação do livro no Brasil, o queijo à que se refere o autor é uma metáfora
daquilo que se deseja ter na vida, seja um bom emprego, um relacionamento
amoroso, dinheiro, saúde ou paz espiritual. O labirinto é o local onde as
pessoas procuram por isso: a empresa onde se trabalha, a família ou a
comunidade na qual se vive.
Nesta história, os personagens se defrontam com mudanças inesperadas. Um deles é bem-sucedido, e escreve o que aprendeu com sua experiência entre as paredes do labirinto. Suas palavras ensinam a lidar com a mudança para viver com menos estresse e alcançar mais sucesso no trabalho e na vida pessoal.
Nesta história, os personagens se defrontam com mudanças inesperadas. Um deles é bem-sucedido, e escreve o que aprendeu com sua experiência entre as paredes do labirinto. Suas palavras ensinam a lidar com a mudança para viver com menos estresse e alcançar mais sucesso no trabalho e na vida pessoal.
A obra lançada por Spencer Johnson há quase 15 anos
fez muito sucesso em vários países, o que o levou a publicar uma versão infantil
do livro chamada “Quem Mexeu No meu Queijo? Para Crianças”.
Se você
aprecia o gênero autoajuda fique à vontade para escolher uma dessas dez obras.
Espero ter ajudado.
Inté!
17 julho 2015
Novo livro de Harper Lee causa furor em vários países. Lançamento de “Go Set a Watchman” no Brasil deve ocorrer brevemente
O assunto do momento no mundo literário é o
lançamento de “Go Set a Watchman”, novo
livro da escritora americana Harper Lee, autora de “O Sol é Para Todos”. As redes
sociais, jornais, rádio e TV só falam nisso; também não é para menos, afinal de
contas a autora de 89 anos que vive reclusa num asilo em sua cidade natal,
decidiu lançar uma história que ela escreveu há mais de 60 anos e que nunca foi
publicada. Os escritos estavam muito bem guardados. Quer mais? Então lá vai: “Go
Set a Watchman” foi escrito bem antes de seu mega-sucesso: “O Sol é Para Todos”.
Ah! Pera aí. O que eu escrevi acima vale uma
correção: na realidade, Harper jamais
pensou em lançar o seu novo livro; ela nunca desejou isso. Pelo menos é o que garante
a maioria das notícias veiculadas nos meios de comunicação.
A ‘Rolling Stone’, cita uma entrevista que Charles
Shields, principal biógrafo da autora, concedeu à Folha de São Paulo, onde
afirmou que Harper estaria sendo manipulada por Tonja Carter, advogada dela,
para divulgar o livro. Na entrevista, ele cita que a ganhadora do Pulitzer por “O Sol é Para Todos está
parcialmente cega e perdeu a capacidade auditiva, ficando inapta para tomar
qualquer decisão importante.
Segundo Shields, a escritora sempre soube do
paradeiro do rascunho e deixou claro em diversos momentos que não queria
publicá-lo. Essa informação contradiz o depoimento de Tonja, que diz ter localizado
o manuscrito recentemente e que a escritora aceitou publicá-lo.
Que coisa heimm galera?! Tá parecendo aquelas
teorias de conspiração. A reportagem da Rolling Stones solta outra bomba ao expor
que logo após o anuncio do lançamento de “Go Set a Watchman” algumas suspeitas
começaram a circular na internet, entre as quais a relação entre a morte de
Alice Lee, irmã de Harper, e a divulgação da obra.
Vejam bem: Alice, além de
irmã de Harper também era a advogada que cuidava de seus interesses pessoais e
principalmente de sua obra. Reza a lenda que Alice cumpria a risca todas as exigências
e pedidos da irmã, entre eles o de jamais publicar a história que ela havia
escrito antes de “O Sol é Para Todos”. Falecida em novembro de 2014, aos 103
anos, Alice poderia ser um dos entraves para o acerto entre a editora e Haper,
digo, Tonja, a sua nova advogada.
Harper nos anos 50, época de "O Sol é Para Todos" |
A reportagem termina afirmando que pessoas próximas
à autora afirmam que ela sofre de senilidade e que há anos deixou de se
preocupar com as cláusulas dos contratos propostos, o que teria facilitado o
poder de cisão de Toja. PQP!! Se tudo isso se comprovar, essa tal Tonja é pior
do que a Cruela!
Mas deixando esses questionamentos de lado e focando
na obra, a expectativa dos leitores brasileiros com relação ao lançamento de “Go Set a Watchman”, aqui na terrinha, é enorme.
Os comentários são os de que o livro com tradução para o português deve sair em
poucas semanas.
Enquanto isso, no exterior a loucura é total.
Livrarias de diversos países passaram madrugadas abertas em 14 de julho, dia do
lançamento da obra de Harper.
Nos Estados Unidos, a livraria Barnes and Noble, uma
das maiores do país, confirma que “Go
Set a Watchman” bateu recorde de vendagens nesses primeiros dias superando “O
Simbolo Perdido” (2009) de Dan Brown que vinha sendo o grande recordista até
agora. Editores responsáveis pela publicação do segundo romance da autora de 89
anos acreditam que ele poderá chegar perto dos 30 milhões de exemplares
vendidos e que foram traduzidos para 40 idiomas.
Para os leitores que estão explodindo de curiosidade, fica a
dica de que o novo livro tem alguns dos mesmos personagens de "O Sol é Para
Todos", incluindo o personagem principal, Scout, e seu pai, Atticus Finch.
Agora, só resta esperar a chegada do livro ao Brasil.
14 julho 2015
“Z: A Cidade Perdida” e “O Enigma do Coronel Fawcett” contam detalhes sobre o explorador e arqueólogo que inspirou a criação do personagem Indiana Jones
Os filmes de Indiana Jones animaram as matinês das
minhas jovens tardes de domingo. No começo dos anos 80, o único cinema da minha
cidade ainda mantinha o habito de passar filmes depois do horário de almoço. E
lá estava eu, juntamente com a minha ‘tchurma’, comendo pipocas, paquerando as
gatas e fazendo muita bagunça; mas depois que aquele sujeito com chicote nas
mãos e chapéu panamá enterrado na cabeça aparecia ‘implodindo’ tudo nas telas, o
nosso silêncio era total. Só tínhamos olhos para o cara que se tornou o maior
herói da nossa geração.
Jamais imaginei que Indiana Jones fosse real; quero
dizer, que os seus filmes fossem baseados na vida de um aventureiro de carne e
osso. Para mim, ele não passava de um personagem saído das mentes brilhantes de
dois gênios dos cinemas: Steven Spielberg e George Lucas. Bem... esta ilusão
durou até ontem à noite, após as minhas habituais zapeadas na net, quando ao
entrar numa livraria virtual afim conferir as últimas novidades, topo com um
livro chamado: “Z: A Cidade Perdida – A Obsessão Mortal do Coronel Fawcett em
Busca do Eldorado Brasileiro”. O release promocional da obra dizia que
Spielberg havia criado o seu Indy , inspirado no tal coronel que esteve ‘fuçando’
por terras brasileiras na década de 1920. Outras fontes também confirmavam essa
informação.
Não satisfeito, continuei minhas andanças pelas
redes sociais à procura de novas provas. E, então... Pimba! “Trombo” com outro
livro “O Enigma do Coronel Fawcett: O Verdadeiro Indiana Jones”. Cara, então só
me restou dizer: “Não tem jeito, tá sacramentado!
Pois é galera, o Indiana Jones das minhas jovens
tardes de domingo, de fato existiu.
Tanto Hermes Leal quanto David Grann –
autores de “O Enigma do Coronel Fawcett: O Verdadeiro Indiana Jones” e “Z: A
Cidade Perdida – A Obsessão Mortal do Coronel Fawcett em Busca do Eldorado
Brasileiro”, respectivamente – garantem que o inglês Percy Harrison Fawcett,
desaparecido em 1925, na Amazônia, é considerado um dos maiores exploradores de
todos os tempos – tanto que suas aventuras inspiraram obras de Conan Doyle,
além dos filmes de Indiana Jones.
Leal e Grann contam que Fawcett acreditava existir
uma cidade secreta na Amazonia, um verdadeiro Eldorado, onde vivia uma
civilização avançada que utilizada técnicas de trabalho muito mais eficientes
do que as nossas. Nem mesmo familiares e amigos chegados conseguiram tirar essa
idéia de sua cachola e, então, lá vai o ‘nosso’ aventureiro, acompanhado de seu
filho de 21 anos e também de um amigo fotógrafo em busca da cidade
desconhecida.
Contam os autores que os planos de Fawcett acabaram
vazando e por isso, surgiram outros concorrentes com o mesmo intuito, alguns
deles com grande poder aquisitivo, ao contrário do coronel que teve de suar
para conseguir financiamento para a sua empreitada. Com tão pouco dinheiro no
bolso, só restou ao destemido aventureiro e arqueólogo independente sair na
frente dos concorrentes. Dessa forma, ele se embrenhou nas profundezas da selva
amazônica, onde desapareceu para sempre.
Coronel Fawcett: o verdadeiro Indiana Jones |
Em maio de 1925, escreveu uma última carta à sua
esposa, dizendo estar próximo de seu destino e que a cidade misteriosa era uma
realidade. Citou na correspondência que ainda tinha as companhias de seu filho
Jack e do fotógrafo e amigo, Raleigh Rimell. Desde então, nunca mais se teve
notícia do coronel Fawcett e de seus acompanhantes e até hoje o seu
desaparecimento continua cercado de mistérios.
Bem, não preciso dizer que o desaparecimento de
alguém famoso gera várias lendas urbanas e o com o sumiço do coronel não foi
diferente. Primeiro atribuíram a sua morte aos índios, porém nada foi provado,
mas a história mais curiosa foi a de um certo professor Hugh McCarthy que
decidiu seguir a trilha de Fawcett e também desapareceu, não sem antes, ter
escrito uma carta muito misteriosa. A correspondência que chegou via
pombo-correio às mãos de um amigo do professor dizia que ele estava muito
doente e que a “fria mão da morte” estava muito próxima de tocá-lo, mas mesmo
assim, ainda tinha forças para escrever avisando que havia localizado no meio
da selva uma cidade de ouro. “É absolutamente inacreditável e maravilhosa, com
uma pirâmide de ouro e estranhos templos”. McCarthy enviou, junto com a carta,
um mapa com a localização da cidade, mas o seu amigo nunca conseguir encontrar
exploradores ou arqueólogos dispostos a montar uma expedição, pois eles achavam
que McCarthy havia enlouquecido.
Em seus livros, Leal e Grann dizem que o mapa
enviado pelo professor McCarthy acabou sumindo, juntamente com a esperança de
encontrar a Cidade Z, como o coronel Fawcett costumava chamá-la.
Grann revela em sua obra que mais de 100 pessoas desapareceram ao longo das décadas em
busca de Fawcett. O autor também visitou a Amazônia, descobrindo novas pistas
sobre o destino do explorador britânico e mostrando que Z talvez estivesse o
tempo todo sob os pés de Fawcett.
O Indy dos cinemas imortalizado por Harrison Ford |
Vale lembrar que o brasileiro
Hermes Leal pensou em abrir um processo contra Grann, afirmando que o escritor
americano plagiou a sua obra “A Cidade Perdida – A Obsessão
Mortal do Coronel Fawcett em Busca do Eldorado Brasileiro”.
Cara, vou lhe dizer uma coisa: deixando essa briga
jurídica de lado, li os dois livros há cerca de dois ou três anos e posso dizer
que ambos são fantásticos. Enquanto, “O Enigma do Coronel Fawcett: O Verdadeiro
Indiana Jones” parte mais para uma vertente jornalística; “Z: A Cidade Perdida –
A Obsessão Mortal do Coronel Fawcett em Busca do Eldorado Brasileiro” alça vôos
mais para o lado aventureiro de Fawcett e de suas estrepolias “À La Indiana
Jones’.
E por voltar a ‘falar’ em Indiana Jones, vários jornais
americanos e europeus noticiaram nos anos 80 que Spielberg havia criado o seu famoso
herói – que ficou marcante na interpretação de Harrison Ford - após tomar tomar conhecimento de detalhes
sobre a vida de Percy Harrison Fawcett, mais conhecido por “Coronel Fawcett”
Tá contado!
12 julho 2015
10 escritores famosos que tinham esquizofrenia ou transtorno bipolar
Vários pesquisadores americanos e europeus afirmam
há muito tempo que existe um forte
vínculo entre loucura e a expressão artística. Segundo a pesquisa, pessoas
muito criativas são mais propensas a manifestar doenças como a esquizofrenia ou
o transtorno bipolar.
Olha, quer saber a minha opinião? Acho que tem
alguma coisa à ver, sim. Caso contrário, como você explica o grande número de
escritores, pintores, cantores ou poetas com doenças mentais? Cara, são
muuuitos!
Enquanto escrevo esse post, fico pensando com os
meus botões porque a maioria desses artistas teve um fim trágico, entregando-se
as drogas para aliviar o seu desequilíbrio ou então cometendo o suicídio?
É difícil entender, porque o paciente que tem
acompanhamento médico periódico e toma os seus medicamentos corretamente, acaba
tendo uma vida normal. Tudo bem que às vezes desencadeia um período de crises,
mas mesmo assim, eles jamais chegam ao seu limite... ao extremo, quando estão
monitorados.
Um dia desses conversando com um psiquiatra que
trata de um amigo com esquizofrenia paranóide, ele acabou me dizendo que as
‘grandes cabeças pensantes’ – frase usada por ele – tiveram um triste fim
naqueles tempos devido as poucas opções medicamentosas de tratamento. Segundo o
médico, muitos desses artistas recebiam o diagnóstico de que eram portadores da
doença e alguns até ‘encaravam’ o tratamento, mas a falta de opções de drogas
eficientes para controlar a doença colocava tudo a perder. Outro problema
citado pelo psiquiatra, era a rebeldia de alguns que não aceitavam jamais que
estavam doentes e com isso, se negavam a se submeter a qualquer tipo de
terapia.
Bem, mas não estou aqui para encontrar explicações
médicas ou científicas sobre esse tema controverso, mas sim, para elaborar uma
lista de 10 escritores famosos que apesar de serem portadores de doenças
mentais – especificamente, esquizofrenia e transtorno bipolar, conseguiram
escrever verdadeiras obras primas que encantaram e conquistaram gerações. E
vamos à nossa lista!
01
– Hans Christian Andersen
Esse cara foi fera! Sem ele jamais teríamos
conhecido “O Soldadinho de Chumbo”, “O Patinho Feio” ou então, “A Pequena
Sereia”. Suas histórias foram traduzidas para 150 línguas diferentes, além de
ter inspirados vários filmes de animação. Para que você tenha uma idéia disso,
basta dizer que se Hans Christian Andersen não tivesse nascido, jamais iríamos conhecer
clássicos da Disney nos cinemas como “Uma Pequena Sereia” e “Frozen – Uma
Aventura Congelante” – o primeiro baseado no conto homônimo do autor dinamarquês
e o segundo em “A Rainha do Gelo”, também de sua autoria.
Mas o que poucos sabem é que a mente brilhante que
criou essas verdadeiras maravilhas da literatura infantil também era muito
perturbada. Andersen sofria de transtorno bipolar e acredita-se que a maior
parte de suas histórias foram criadas durante os períodos de depressão.
Segundo alguns pesquisadores da vida do autor
dinamarquês, o seu pai também era bipolar, tanto que ficou conhecido como “O
Lunático”. Por isso, alguns pesquisadores acreditam que o transtorno
bipolar tem algo a ver com a carga genética.
Andersen também se considerava a pessoa mais feia do
mundo, o que pode ter agravado ainda mais a sua doença, fazendo-o se sentir
rejeitado pelas mulheres e por isso, buscando o isolamento cada vez mais. Ele
expõe essa rejeição em seu conto “O Patinho Feio”.
Pois é, mas apesar do transtorno bipolar,
sentimentos de rejeição, falta de acompanhamento médico, Andersen foi
considerado um verdadeiro gênio em sua época.
02
– Sidney Sheldon
O autor de inúmeros romances e séries de TV
consideradas antológicas, sofria de psicose maníaco-depressiva – conhecida
atualmente por síndrome de transtorno bipolar. Sidney Sheldon vivia se acusando
em não ser bom o suficiente, mesclava momentos de grande euforia com tristeza
profunda e tinha alterações de humor freqüentes; sem contar que aos 17 anos
tentou o suicídio misturando soníferos com bebida alcoólica, mas foi impedido,
à tempo, pelo seu pai.
A doença teve grande impacto na vida do escritor,
principalmente no período da sua infância, mas com o decorrer dos anos, ele foi
aprendendo a conviver com esse distúrbio e já, na fase adulta, conseguiu
controlá-la com a ajuda de medicamentos, para ser mais específico, com comprimidos
de lítio receitados pelo seu médico.
Sheldon conta em sua autobiografia intitulada “OOutro Lado de Mim – Memórias” que ao chegar 83 anos foi obrigado a tornar-se
menos ativo por causa da doença que voltaria a atacar com espaços menores
apesar do lítio. Mas nessa época, ele já tinha feito história e não precisava
provar mais nada.
Sheldon morreu em 30 de janeiro de 2007, aos 89 anos,
devido a complicações causadas por uma pneumonia.
03-
Anne Sexton
Muitos leitores contemporâneos não devem conhecer
essa escritora que em determinado período de sua vida foi diagnosticada como
esquizofrênica. Anne Sexton foi uma das poetisas mais relevantes dos anos de
1960 e vencedora do Prêmio Pulitzer em 1967.
Dona de um estilo pessoal e confessional onde
expunha todos os seus medos, angústias e segredos íntimos mais insanos,
conquistou em pouco tempo um grande numero de leitores que se identificam com
os seus escritos.
A autora fazia questão de deixar transparecer em sua
poesia uma vida marcada pelo vício em álcool, drogas estupefacientes,
internações em instituições para doentes mentais e mortes de familiares.
Para que a galera entenda a importância da poesia de
Sexton, em seu tempo, além de ter ganho o Pulitzer, ela foi convidada a fazer
uma palestra na Universidade Harvard, foi nomeada professora universitária na
Universidade de Boston e ensinou poesia em Harvard e Radcliffe. E pasmem,
conseguiu todas essas conquistas sem ter formação acadêmica!
Infelizmente, o fim da escritora-poetisa foi triste. Em 4 de outubro de 1974, ela almoçou ao lado
de uma amiga para revisar o seu manuscrito de “The Awful Rowing Toward God”, que seria
publicado em março de 1975. Ao retornar para casa, Sexton vestiu o velho casaco de
peles de sua mãe e se trancou em sua garagem,
deixando o motor de
seu carro ligado
e cometendo suicídio por intoxicação por monóxido de carbono.
04
– Virgina Woolf
Virginia Wolf foi mais uma grande escritora que
cometeu suicídio. Devido ao ambiente propício em que viveu, Woolf ingressou no
mundo literário bem cedo. Seu pai era um conhecido editor de jornal inglês e
incentivou a sua filha, ainda criança, a escrever histórias e poemas.
O seu primeiro romance, A Viagem,
foi publicado em 1915 pela editora do seu meio-irmão, a Geral Duckworth and
Company Ltd. A partir daí Woolf passou a publicar romances e ensaios,
tornando-se uma intelectual pública com sucesso tanto crítico quanto popular.
Obras como “Noite e Dia” (1919) e “Mr. Dalloway” (1925) são classificadas como
notáveis. Ela é vista como uma das maiores romancistas do século vinte e uma
das principais modernistas.
A escritora tinha transtorno bipolar grave e a
primeira crise da doença aconteceu aos 13 anos e durou aproximadamente seis
meses. Seguiram-se vários episódios maníaco-depressivos psicóticos (1897, 1904,
1910, 1912, 1915, 1936, 1941), além de quadros interfásicos e pelo menos duas
tentativas de suicídio. Em seu diário, recordava-se de um deles como uma
“pulsação desenfreada, com um sentimento de grande excitação incontrolável,
seguindo-se um estado da mais profunda depressão e auto-acusação”.
Familiares de Woolf afirmaram que durante os
períodos de crise, ela conversava incessantemente, mas os assuntos iam ficando
incoerentes e já no dia seguinte ela piorava muito, a ponto de ter de ser
segurada pelas suas enfermeiras
(Virginia tinha quatro). Da mesma forma, descrevem que, quando Virginia se
apresentava em depressão, negava estar doente e se dizia culpada por tudo que
ocorria.
Em 28 de março de 1941, escreveu duas cartas de
despedida para o marido e sua irmã, dizendo-se prestes a enlouquecer novamente
e, temendo o paulatino retorno das alucinações auditivas, encheu os bolsos com
pesadas pedras e afogou-se no rio Ouse, perto de Sussex.
05
– Phillip K. Dick
Um dos mestres da ficção científica tinha
esquizofrenia e chegava a ter surtos muito graves. Mas a doença não o impediu
de criar verdadeiras obras primas do gênero, entre elas: “O Caçador de
Andróides”, escrito em 1968 e que deu origem ao filme “Blade Runner – O Caçador
de Andróides”; “Lembramos Para Você a Preço de Atacado” que acabou se
transformando em “O Vingador do Futuro”, mega sucesso dos cinemas; e “O
Relatório Minoritário”, inspiração para “Minority Report – A Nova Lei”, filmaço
de 2002 com Tom Cruise.
K. Dick morreu com apenas 53 anos, em 1982, e não
teve tempo para desfrutar do sucesso de suas obras com os seus leitores do
mundo todo. Antes de morrer, o escritor havia publicado as suas histórias em
revistas obscuras e sem importância de sci-fi. Elas só receberiam o devido
valor, anos depois de sua morte quando uma legião de editoras passou a disputar
a ‘muque’ os seus enredos porque sabiam que haviam desprezado uma verdadeira
mina de ouro.
O famoso autor tinha alucinações onde escutava
vozes, além de reclamar que era espionado pelo F.B.I. No auge de seus delírios, provocados pela
esquizofrenia, K.Dick chegou a pensar ser um cristão do século I perseguido
pelos romanos. Nestas horas, tinha convicção que vivia num universo paralelo.
Quando se separou de sua primeira esposa, passou a
se envolver com drogas pesadas o que só fez agravar ainda mais a sua doença.
Neste período – meados de 1960 – ele tentou o suicídio. Após ser internado numa
clinica de reabilitação conseguiu abandonar o vício das drogas.
Em 1982, o autor sofreu um enfarto fulminante. Dessa
forma, a ficção científica perderia um de seus maiores mestres.
06
– Ryunosuke Akutagawa
Ryunosuke Akutagawa, um dos principais contistas do
Japão, morreu jovem, aos 35 anos, depois de ingerir uma overdose de Venoral;
acredita-se que após um surto psicótico. Akutagawa sofria de esquizofrenia
paranóide e de acordo com alguns pesquisadores se recusava a seguir qualquer
tipo de tratamento.
Sua mãe teria sido acometida por séria doença
mental, falecendo em 1902. O fato marcou toda a vida do escritor, que temeria
para sempre que seu destino fosse similar ao da mãe.
Akutagawa tinha uma forte queda para a literatura desde a juventude e em 1913 ingressou na Universidade
Imperial de Tóquio, onde estudou literatura inglesa e se destacou por seu
brilhantismo. Nesse período teve início sua fértil produção. Publicou seu
primeiro romance intitulado “Rashomon”, em 1915 e logo de cara já atinge o seu
primeiro sucesso. A partir de 1921, sua
saúde física e mental entra em declínio. Devido a um abatimento nervoso, passou
a ter alucinações. Em 24 de julho de 1927, sucumbe à depressão e se suicida.
07 – Sylvia Plath
A tragédia envolvendo a escritora e
poetisa Sylvia Plath e o seu filho caçula Nicholas prova que, de fato, o
transtorno bipolar é hereditário: ambos cometeram suicídio. Sem
dinheiro, sem sucesso profissional e amoroso, a escritora, em sua ultima crise,
decidiu usar gás de cozinha para se matar. Décadas após a morte da poetisa, seu
filho, um solitário professor universitário que ficava constantemente
deprimido, também se suicidou em 2009 no
Alasca. Ele não era casado e não tinha filhos. Mãe e filho tiveram um triste
final.
O suicídio de Sylvia Plath aconteceu aos 30 anos,
quando já era mãe de dois filhos e separada pelas infidelidades do poeta inglês
Ted Hughes.
Reconhecida
principalmente por sua obra poética, Sylvia Plath escreveu também um romance semi-autobiográfico, "A Redoma de
Vidro" ("The Bell Jar"), sob o pseudônimo de Victoria Lucas, com detalhamentos do
histórico de sua luta contra o transtorno bipolar. Assim como Anne Sexton,
Sylvia Plath é creditada por dar continuidade ao gênero de poesia confessional,
iniciado por Robert Lowell.
08 – Ernest
Hemingway
Na manhã do domingo de 2 de Julho de 1961, o
escritor Ernest Hemingway colocaria fim em sua própria vida. Após acordar bem
cedo, silenciosamente, e ter deixado a sua mulher dormindo na cama, o escritor
dirigiu-se ao quarto onde estavam guardadas as armas, pegou uma espingarda e
disparou um tiro fatal na boca. Trinta anos antes, o pai do escritor, o médico
Clarence Edmonds Hemingway, tinha se suicidado aos 28 anos de idade, no seu
consultório, com a velha pistola Smith & Wesson do avô.
Hemingway que suicidou-se aos 61 anos de idade foi
mais um gênio da literatura diagnosticado com transtorno bipolar, alternando
momentos de grande euforia com outros de depressão intensa.
Em
1953, ganhou o prêmio Pulitzer, e, em 1954, faturou o prêmio Nobel de
Literatura; tudo graças ao romance lendário escrito por ele e que encantou
gerações: “O Velho e o Mar”. O que mais sensibilizou os leitores na obra foi o aspecto simbólico do texto: o velho era
claramente o próprio Hemingway; o peixe com que ele lutou, a literatura ou a
própria vida.
Antes de “O Velho e o Mar”, Hemingway havia escrito
outras pérolas da literatura mundial, entre as quais: “Os Assassinos” e “As
Neves do Kilimanjaro”.
09
– Agatha Christie
Quando o assunto é doença mental, há uma certa
divergência entre alguns biógrafos no que se relacione a Agatha Christie. Um
segmento acredita que a “Rainha do Crime” acabou ficando deprimida por escrever
constantemente, dedicando pouco tempo para outras tarefas. A vida da autora era
escrever, escrever e novamente escrever, o que a teria levado a um esgotamento
nervoso. Outros estudiosos acham que Christie sofria de transtorno bipolar
desde a sua infância o que se agravou com a morte de sua mãe. As duas teorias
levam à um único fato: o famoso e misterioso sumiço da escritora em dezembro de
1926, depois de uma briga com o marido, o coronel Archibald Christie, após ele
pedir o divórcio.
Nessa noite, ela deixou um bilhete com a sua
secretária, explicando que estava indo para o norte da Inglaterra. No entanto,
o seu carro foi encontrado mais tarde, não muito longe de sua casa, perto de um
lago, com várias roupas suas. Isso ocasionou um enorme clamor do público em
geral. Seu desaparecimento foi noticiado na primeira página do The New York
Times, e 15 mil voluntários e mil policiais vasculharam a área próxima
procurando por ela. Para que vocês tenham uma idéia da comoção popular em torno
do caso, até o conceituado escritor Sir Arthur Conan Doyle, criador do
personagem Sherlock Holmes, contratou um médium e deu-lhe uma das luvas de
Christie para tentar ajudar a investigação. Acredite, é verdade!
Dez dias mais tarde, ela foi encontrada no Swan
Hydropathic Hotel, em Harrogate, Yorkshire, onde tinha sido registrada como a
senhora Teresa Neele, da Cidade do Cabo, África do Sul. Mas a intriga só
aumentou após o seu regresso, quando dois médicos a diagnosticaram com amnésia,
e ela insistiu que não tinha nenhuma lembrança dos acontecimentos dos últimos
11 dias.
Que coisa, heimm?
10
– Carrie Fisher
Alguns podem estranhar o nome de Carrie Fisher nesta
lista de escritores, mas acontece que além de ter sido a intérprete da eterna
Princesa Léa da trilogia original de “Guerra nas Estrelas”, ela também tem
intimidade com a escrita. É de Fisher o livro “Postcards from the edge” que narra, em forma de ficção, sua
descida ao inferno das drogas e a difícil convivência com a mãe dominadora, a
atriz Debbie Reynolds. O livro foi transformado por Mike Nichols no filme
“Lembranças de Hollywood” (1990) com Meryl Streep.
A atriz e escritora descobriu ser maníaca depressiva
(transtorno bipolar) aos 24 anos, quando estava no auge da fama. Ela conta que
não buscou nenhum tipo de tratamento, o que só agravou a doença. Nesta época, ela se enterrou-se nas drogas,
fazendo com que as crises se tornassem cada vez mais freqüentes.
Apesar de sua luta contra o abuso de substâncias
químicas e o transtorno bipolar, Fisher continuou aparecendo em filmes e em
programas de TV ao longo das décadas de 80 e 90. Em 1997, sofreu um surto
psicótico após uma busca por medicamentos para tratar a sua depressão crônica.
Ao se conscientizar da gravidade da doença, a
escritora e atriz decidiu buscar tratamento. Ela disse em uma entrevista que
passou até mesmo por terapia de eletrochoques.
Por hoje é só galera.
Inté!
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