Slider

Últimos Artigos

30 outubro 2026

5 contos de terror para ler no Natal: Histórias curtas e assustadoras

Muitas histórias de terror têm como ‘pano de fundo’ o clima de Natal. Pode ser o Papai Noel que se transforma num velhinho bizarro e assustador ou, então, alguém que resolve bancar o Jason Voorhees nesse período. E alguns leitores desse gênero literário sabem como são, né? Cheios de manias; e, entre elas, ficar garimpando nas livrarias virtuais livros ou coletâneas com histórias de terror que se passam no Natal para que eles possam ler também nesse período.

Acredito que a preferência de alguns leitores por histórias de terror ambientadas no Natal se apoia no contraste psicológico, na tradição histórica e no folclore sombrio dessa época. O fenômeno, muitas vezes chamado de Christmas Horror ou terror natalino, envolve fatores que tornam essa experiência literária atraente. Ler uma história de terror que se passa exatamente no mesmo período do ano em que o leitor se encontra aumenta a sensação de imersão. Elementos cotidianos da data — como árvores enfeitadas, ceias familiares, neve ou rituais de fim de ano — ganham contornos sinistros que ecoam diretamente na realidade do leitor naquele instante, fazendo com que ele mergulhe ainda mais de cabeça no enredo que está lendo.

No passado, já tinha escrito um post, mas com livros de terror e suspense. No texto que escrevo agora, resolvi eliminar os livros com narrativas longas e também aqueles de suspense. Portanto, essa lista conta apenas com contos de terror curtos. Selecionei cinco deles e os locais onde a galera pode encontrá-los. São historietas para todos os gostos, ou seja, para os leitores que apreciam livros físicos, e-books ou aqueles que adoram ficar garimpando histórias para ler na internet. Vamos aos contos.

01 – Smee (A. M. Burrage)

Abro a nossa lista com esse conto de terror do escritor britânico Alfred McLelland Burrage, ou simplesmente A. M. Burrage. “Smee” — publicado pela primeira vez em 1929 — é um arrepiante conto de terror sobre jovens que decidem brincar de esconde-esconde em uma grande casa vazia durante a noite de Natal e acabam percebendo um jogador a mais na partida.

À medida que as luzes se apagam e os convidados se espalham pelos corredores frios e silenciosos da mansão, o clima de diversão dá lugar a um arrepio incômodo. Entre sussurros no escuro e passos no assoalho antigo, uma contagem simples de participantes revela algo aterrorizante: há mais pessoas jogando do que aquelas que entraram na sala.

Burrage constrói o suspense utilizando a claustrofobia, a escuridão e a própria brincadeira inocente para criar uma sensação constante de paranoia. É um conto curto, mas assustador, que fará o leitor olhar duas vezes para os cantos escuros da casa antes de dormir.

Onde encontrar: no livro “O Natal dos Fantasmas – Contos de Natal escritos por grandes mestres da literatura”. O livro em capa dura da Editora DarkSide Books – Wish, lançado no final de 2021, reúne 12 contos clássicos vitorianos, de uma época em que contar histórias de fantasmas na noite de Natal era uma forte tradição. A obra tem 288 páginas.

02 – A bolsa de viagem (Algernon Blackwood)

Quando pensamos em literatura de Natal, é comum lembrarmos de histórias aconchegantes, luzes piscantes e finais felizes. Porém, a tradição britânica guarda outro lado dessa época: as clássicas histórias de fantasmas para noites geladas de inverno. E, segundo a maioria dos críticos literários, poucos contos funcionam tão bem quanto “A Bolsa de Viagem”, do mestre do horror psicológico Algernon Blackwood.

A trama acompanha um jovem assistente jurídico exausto após dias intensos trabalhando na defesa de um criminoso acusado de um assassinato brutal. Com o fim do julgamento na véspera de Natal, seu único desejo é trancar a porta do apartamento em Londres, pegar um trem e aproveitar as férias de inverno nos Alpes Suíços.

Para conseguir levar todos os seus pertences na viagem, Johnson pede uma bolsa grande emprestada ao seu chefe. Ele volta para casa ansioso, pronto para arrumar as malas e descansar. Contudo, conforme a noite avança e o silêncio da cidade se adensa, o objeto trazido para dentro de seu quarto começa a exercer uma presença perturbadora.

O contraste entre a celebração do Natal e a solidão do apartamento cria uma atmosfera melancólica e claustrofóbica. Fica a dúvida constante: a ameaça é algo sobrenatural que veio impregnado na bolsa ou são os traumas do julgamento cobrando seu preço na mente exausta do protagonista?

Onde encontrar: a exemplo de “Smee”, o conto de Blackwood também faz parte da coletânea “O Natal dos Fantasmas – Contos de Natal escritos por grandes mestres da literatura”, publicada pela Editora DarkSide Books – Wish.

03 – Estou de volta (Leonardo Silva)

A trama criada pelo escritor baiano Leonardo Silva gira em torno de uma premissa com a qual muitas pessoas conseguem se identificar, mas levada a um extremo macabro: o que uma família é capaz de fazer para se livrar da visita inconveniente de um parente durante a ceia de Natal? O tom mistura o humor ácido com o horror gráfico e psicológico ao mostrar as medidas drásticas, bizarras e violentas que os anfitriões tomam para garantir que aquela celebração não seja arruinada pelo convidado indesejado.

É uma história que brinca com o contraste entre o espírito festivo do Natal e os impulsos mais sombrios que podem se esconder por trás das aparências de uma família aparentemente comum.

Em “Estou de Volta”, o humor negro e a violência se encontram para mostrar que, em determinadas circunstâncias, a tentativa de preservar a tranquilidade da ceia pode levar a consequências inimagináveis.

Uma leitura indicada para quem aprecia histórias de terror que exploram, de maneira provocadora, o lado mais sombrio das relações familiares.

Onde encontrar: o conto “Estou de Volta” está disponível no e-book “Terror Natal: Contos Natalinos de Horror”, na Amazon.

04 – O item mais precioso (Roberto Denser)

Em “O Item Mais Precioso”, o escritor brasileiro Roberto Denser entrega um conto de suspense psicológico claustrofóbico, publicado na coletânea Natal Dark, da DarkSide Books, em 2023.

A narrativa acompanha Ronaldo, um jornalista veterano e cético que, em plena véspera de Natal, é enviado para entrevistar Durand, um herdeiro recluso, excêntrico e colecionador de artefatos raros. Longe das festividades tradicionais, a entrevista acontece em uma mansão isolada, cercada por uma densa neblina e um silêncio perturbador.

O que deveria ser apenas mais um perfil de rotina para uma revista de luxo logo se transforma em um tenso jogo psicológico. Durand recusa as perguntas convencionais sobre sua fortuna, arrastando o jornalista para debates filosóficos sobre o tempo, o misticismo e a decadência da humanidade.

Frustrado com a postura evasiva do anfitrião, Ronaldo quebra o protocolo e faz a pergunta definitiva: qual é o item mais valioso e precioso de toda a sua coleção? A resposta de Durand leva o jornalista até os níveis mais profundos e sombrios da propriedade, onde a linha entre a curiosidade jornalística e o horror absoluto começa a desaparecer.

De acordo com o release promocional do conto, Denser constrói uma atmosfera rica em tensão crescente, na qual o verdadeiro perigo não está no que é visível, mas nos segredos que o dinheiro e a obsessão humana tentam esconder.

Onde encontrar: a forma mais rápida de baixar e ler o conto na íntegra é acessar o link oficial de download da DarkSide Books.

O material faz parte do volume 3 do projeto digital Natal Dark (2023), que fica hospedado permanentemente no servidor do DarkBlog, a vertente de conteúdos digitais da editora.

05 – Um presente de Natal (Diego Souza)

O Natal costuma ser associado à união, à felicidade e à troca de presentes. Mas o que aconteceria se um presente inesperado fosse capaz de transformar completamente a vida de um casal?

Em “Um Presente de Natal”, o escritor Diego Souza parte dessa premissa para construir uma narrativa de terror que explora o lado perturbador de algo que, à primeira vista, poderia representar apenas uma surpresa natalina. A chegada de um presente muda a rotina dos protagonistas e abre caminho para acontecimentos que ameaçam a tranquilidade da vida a dois.

A história utiliza o contraste entre a atmosfera tradicionalmente acolhedora do Natal e a inquietação provocada por um acontecimento inesperado. O que deveria ser um período de celebração passa a envolver mistério e apreensão, colocando o casal diante de uma experiência capaz de alterar profundamente sua realidade.

Com uma premissa que desperta a curiosidade, “Um Presente de Natal” convida o leitor a refletir sobre como um único acontecimento pode desencadear mudanças imprevisíveis. É uma opção para quem aprecia histórias de terror ambientadas em situações cotidianas, nas quais algo aparentemente simples se transforma em fonte de inquietação.

Onde encontrar: no livro “Histórias Natalinas de Horror”, escrito por Diego Souza e publicado pela Editora Skull. A obra apresenta uma coletânea de quatro contos aterrorizantes e intensos que se passam no período de Natal.

O livro possui cerca de 156 páginas e reúne outros três contos com essa mesma vibe.

 

25 outubro 2026

Edição de colecionador de “Louco por Livros”: o fenômeno de Emily Henry que virou objeto de desejo (e decoração!)

“Louco por Livros” do fenômeno editorial do momento chamado Emily Henry está de volta às prateleiras físicas e virtuais das livrarias após mais de quatro anos. A obra já havia sido lançada pela editora Verus – pertencente ao Grupo Record – em 2022, mas o sucesso de vendas durante todos esses anos foi tão grande que a editora não pestanejou em investir numa megacampanha de relançamento do livro, agora numa edição “chic no último grau” para colecionador.

Sente só o novo layout de “Louco por Livros” e depois me responda se não é uma tentação para o bolso de qualquer leitor. E se for fã de carteirinha da Emily Henry, então... o cartão de crédito corre grande perigo (rs). Anotem aí as características do relançamento. O livro agora possui o formato de capa dura, abandonando a antiga estrutura em brochura. Mas a grande inovação que vem despertando o interesse dos leitores é a pintura trilateral de suas páginas. Todas as três laterais do bloco de páginas (cortes superior, inferior e frontal) contam com pintura colorida e estampas personalizadas, criando um efeito visual marcante quando o livro está fechado.

A edição ficou visivelmente mais robusta, medindo $15,5 x 22,5 de área, com uma espessura de aproximadamente 2,5 a 3 cm. O livro pesa cerca de 680 gramas devido ao material rígido da capa e à gramatura do papel.

E por fim, o projeto gráfico inovador, incluindo a arte da capa que passou por um redesign, manteve elementos clássicos da obra (como as ilustrações que remetem à história), mas adaptando o brilho e o acabamento para o formato rígido de luxo. Resultado de tudo isso: um layout irresistível.

Mas você, que me acompanha agora, deve estar se perguntando: – E quanto ao conteúdo? Mudou alguma coisa? – Eu respondo que sim, mudou; e uma mudança nada sutil (rs). O grande diferencial desta versão é um capítulo extra de bônus inédito. Esse conteúdo traz vislumbres adicionais dos bastidores e do relacionamento dos personagens principais, Nora Stephens e Charlie Lastra, após o desfecho oficial do livro.

A tradução assinada por Ana Rodrigues continua a mesma da edição tradicional. Lembrando que o livro agora conta com 434 páginas no total.

Como gosto de “fuçar” muito – aliás, a Lulu vive falando que eu sou um jornalista com especialização em “fuçamento” (rs). Ela sempre diz: “Amo esse meu jornalista fuçador” (rs) –, comecei a pesquisar nas redes sociais para ver se descobria os motivos que levaram a editora Verus a promover o relançamento de “Louco por Livros” com toda essa chiqueza, além do estouro de vendas da obra original nesses quatro anos. E descobri.

Pelo o que eu vi, a Verus Editora se baseou em alguns pilares para essa tomada de decisão. O primeiro deles envolve dois detalhes relacionados entre si: a objetificação de um livro e a Geração Z. Vou explicar melhor:

O mercado de livros no Brasil vem passando por uma forte mudança impulsionada por leitores jovens. O público atual (a chamada “Geração Z”) não quer apenas ler a história; ele quer colecionar o livro físico. Editoras notaram que edições luxuosas (com capa dura, pintura lateral e brindes) funcionam como objetos de decoração altamente “instagramáveis”, o que gera enorme engajamento espontâneo nas redes sociais.

Além desse fenômeno, temos ainda o sucesso consolidado de Emily Henry, que é uma das maiores autoras de comédia romântica da atualidade e vende milhares de cópias a cada lançamento. Devido a essa base de fãs leal e engajada, a editora iniciou um projeto de padronizar as obras mais famosas da autora em edições especiais. Antes de “Louco por Livros”, a Verus já havia feito o mesmo processo de luxo com os best-sellers “Leitura de Verão” e “De Férias com Você”.

A edição especial chegou ao mercado brasileiro em 6 de outubro com o preço tabelado de R$ 139,90.

A história de “Louco por Livros” acompanha Nora Stephens, uma agente literária implacável de Nova York. Nora é o oposto da mocinha tradicional dos livros: ela é calculista, focada na carreira, hipercompetente e não liga para finais felizes no campo — ela prefere a selva de pedra da cidade grande. O único ponto fraco de Nora é sua irmã caçula, Libby, por quem ela faria absolutamente tudo.

Do outro lado está Charlie Lastra, um editor literário incrivelmente talentoso, conhecido por seu humor ácido, honestidade brutal e por ser o principal rival de negócios de Nora. O histórico entre eles não é nada amigável: o primeiro encontro de trabalho dos dois, anos atrás, foi um verdadeiro desastre, deixando claro que eles não se suportam.

Para não liberar spoilers para a galera que ainda não leu o livro, basta dizer que estas duas pessoas tão diferentes entre si irão se encontrar em determinado momento da história; então... já viu, né?

Por hoje é só.

 

20 outubro 2026

Mistério em Cinnamon Falls

Acabei, neste instante, de ler “Mistério em Cinnamon Falls” e... gostei muito, mas muito, de verdade. Se eu tivesse que definir a obra da escritora Necole Ryse, ou melhor, R.L. Killmore, que é o pseudônimo usado por ela, eu ‘diria’ que o livro tem fofura, romance, drama, suspense e aventura na medida certa. Nenhum desses ‘ingredientes’ ultrapassa a medida de um grama que seja e, com isso, o resultado final só poderia ser um bolo delicioso para ser devorado.

Que eu me lembre, até agora não havia lido nada de cozy mystery (mistério aconchegante), mas, depois da narrativa de “Mistério em Cinnamon Falls”, passei a incluir esse gênero literário na minha lista de preferidos.

Um Enredo Perfeitamente Equilibrado

Como escrevi acima, o livro de Killmore não ultrapassa a medida dos ingredientes. Com certeza há leitores que não gostam de enredos muito melados e grudentos, onde o casal de protagonistas passa a maior parte da narrativa se pegando, se grudando, dizendo "te amo, te adoro, te quero" a cada página virada ou então não sai da cama onde vive fazendo amor. Depois, quando brigam ou se desentendem, a desavença se arrasta por mais páginas e páginas.

Da mesma forma, há aqueles leitores que não têm paciência para encarar tensões, perseguições e suspense num ritmo frenético perto do exagero. Acredito que “Mistério em Cinnamon Falls” cairá como uma luva para esses leitores. Os leitores que gostam de uma história, vamos dizer... equilibrada, irão adorar o livro.

Personagens Reais e Carismáticos

Outro ponto forte do enredo criado por Killmore são os personagens carismáticos. Por que eles são carismáticos e conseguem ganhar a simpatia dos leitores? Simples: eles se parecem com pessoas normais, com muitas qualidades, mas também defeitos. São personagens que erram feio, mas se arrependem desses erros e conseguem dar a volta por cima. Enfim, não são artificiais; pelo contrário, se parecem comigo ou com você. Na minha opinião, o carisma deles reside nessas virtudes e também nesses defeitos.

Amei a personagem Nia Bennet. A sua resiliência e coragem para recomeçar são animadoras. Após passar por uma humilhante desilusão amorosa na cidade grande, Nia não se deixa derrotar. Ela retorna à sua cidade natal para se reestruturar e enfrentar de cabeça erguida o recomeço. Ela se importa verdadeiramente com os moradores de Cinnamon Falls. Quando a tranquilidade do local é ameaçada por um crime, ela se envolve ativamente na investigação não por ego, mas pelo desejo de proteger e apoiar as pessoas ao seu redor.

Um detalhe importante que torna Nia uma personagem parecida comigo ou com você, muito longe da artificialidade, é que ela não se apropria da imagem da heroína inabalável. Nia chega a Cinnamon Falls se sentindo perdida, magoada e com a sensação de que sua vida é uma "bagunça", o que faz o leitor se identificar imediatamente com ela.

Jesse é outro personagem que ganha os leitores. Como responsável pela segurança na pequena cidade de Cinnamon Falls, ele carrega um senso de dever genuíno. Ele não é o policial durão e insensível de thrillers pesados; sua autoridade é exercida com cuidado, paciência e respeito pela comunidade. Por trás do uniforme, Jesse é um homem carinhoso, capaz de gestos sutis e protetores que encantam o leitor sem soar meloso ou forçado — o que se encaixa perfeitamente na medida certa do livro.

Poderia passar grande parte do meu tempo escrevendo sobre outros personagens do romance como Rose, Morgan, Nills, entre outros; mas basta ‘dizer’ que eles estão longe de ser caricaturais.

O Mistério de Cinnamon Falls

O enredo do livro nos apresenta, logo de início, a personagem Nia Bennet que, após um término de romance traumático e doloroso na cidade grande, decide que é hora de recomeçar. Seu plano era simples: voltar para Cinnamon Falls — a pequena cidade onde nasceu e passou grande parte de sua infância e juventude — para organizar a própria vida e reconquistar a paz de espírito.

Porém, a tranquilidade do lugar é interrompida justamente durante as preparações do famoso Festival de Outono. Um assassinato chocante acontece no coração da cidade — e, para complicar ainda mais as coisas, o responsável por liderar a investigação oficial é ninguém menos que Jesse, o policial local e seu inesquecível primeiro amor.

Dividida entre a dor do passado, a faísca reacendida por Jesse e sua própria curiosidade incontrolável, Nia acaba se envolvendo na busca pela verdade. Afinal, em uma cidadezinha onde todos se conhecem, qualquer vizinho, comerciante ou amigo pode estar escondendo um segredo sombrio.

Enfim, galera, é isso aí. Recomendo a leitura!

Instagram