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25 fevereiro 2026

Cinco filmes da época do VHS que me incentivaram a ler 10 livros incríveis dos anos 60, 70 e 80

Já vou logo avisando que estou escrevendo esta postagem pensando na geração raiz, ou seja, na minha geração (rs). Com certeza, os mais novos não irão se lembrar de alguns dos livros e filmes dessa lista e talvez nem mesmo tenham ouvido “falar” dessas preciosidades literárias e cinematográficas. Quem sabe eu consiga convencer a galera da “Geração Z” a ler e também assistir, pelo menos, uma ou duas dessas obras que ganharam o status de antológicas. 

Em 1997 quando grande parte desses jovens tinham nascido, o VHS já estava na UTI dando os seus últimos suspiros. “Culpa” do DVD que naquele ano acabava de ser introduzido no mercado. Em 2008, a distribuição das saudosas fitas VHS seria descontinuada no Brasil com a tecnologia do DVD invadindo as locadoras. Por isso, a “Geração Z” não teve a oportunidade de viver essa época de ouro do nosso cinema e dos livros de romances, fossem eles de qualquer gênero.

Quanto a “Geração Alplha” ou “Gen A” tenho menos esperanças ainda. Não chego a descartar a hipótese de um jovem de 12 ou 15 anos ler ou assistir a algum filme dessa lista, mas convenhamos... é muito, mas muito difícil.

Uma das minhas inspirações para escrever essa postagem foi uma antiga locadora chamada “Marcos Vídeo e Som” localizada perto da minha casa; vizinha até. Viveu o seu auge nos anos 80 e que coincidiu com a minha transição da adolescência para a fase adulta. Volta e meia, lá estava eu “fuçando” nas dezenas de prateiras (a locadora era enorme) e selecionando os filmes que iria assistir. Já assistia ao filme pensando em ler, logo na sequência, o livro no qual ele havia sido baseado. Posso afirmar que já escolhia o VHS com segundas intenções (rs). Neste texto quero reviver essa época que deixou muitas saudades. Elaborei uma lista com cinco filmes que me amei e que me levaram a ler 10 livros fantásticos. Vamos a eles.

01 - Filme: Conta comigo (1986)

Livro: As quatro estações / conto: “O corpo” (Stephen King)

"Conta Comigo" (1986), dirigido por Rob Reiner é baseado no conto O Corpo escrito por Stephen King e que faz parte da coletânea As Quatro Estações publicada no Brasil pela editora Antônio Alves em 1988. Muitos anos depois, a Suma relançaria o livro com uma nova tradução e um novo layout (veja aqui), mas a edição da Antônio Alves é insuperável, principalmente para nós da Geração X que tivemos a oportunidade de ter em mãos a icônica coleção de livros Mestres do Horror e da Fantasia (veja a história dessa coleção aqui) da qual fez parte As Quatro Estações.

Assisti ao filme no meu televisor de tubo com o aparelho de VHS acoplado quando tinha 23 ou 25 anos e ainda me lembro que no início da projeção, nos letreiros, ‘dizia’ que o filme era baseado em um conto escrito por Stephen King. Naquela época, já era um grande fã do escritor, então... imagine o meu desespero em querer ler esse conto; o que só fui conseguir em 1988, um ano após ter assistido o filme.

"Conta Comigo” e Corpo são verdadeiros clássicos sobre o amadurecimento e o valor inestimável da amizade na infância. Quatro amigos inseparáveis (Gordie, Chris, Teddy e Vern) embarcam em uma jornada para encontrar um corpo, enfrentando medos, traumas familiares e a transição para a adolescência juntos.

02 - Filme: O Parque dos Dinossauros (1993)

Livro: O Parque dos Dinossauros/Jurassic Park (Michael Crichton)

O filme “Jurassic Park” (O Parque dos Dinossauros), dirigido por Steven Spielberg, foi lançado em VHS no Brasil em outubro de 1994, aproximadamente um ano e meio após sua estreia nos cinemas. Eu tive a oportunidade de assistir ao filme tanto no cinema quanto em VHS na tranquilidade da sala de minha casa em meu saudoso televisor de tubo, acho que da marca Telefunken. 

O livro homônimo de Michael Crichton chegou ao Brasil em 1991, mas acabei assistindo a produção cinematográfica antes de ler a obra. Cara, quando soube que existia um livro fiquei no transtorno (rs). – Preciso encontra-lo de qualquer maneira! – exclamei, mas naquela época, nós leitores, não tínhamos as facilidades que temos hoje; tanto é que o advento das livrarias virtuais estava apenas no início. Prova disso é que a Amazon só começou a vender e entregar livros físicos no ano de 2012. Pois é... era uma luta para todos nós leitores adquirir um livro pela Intenet. Nesta postagem (veja aqui) conto como O Parque dos Dinossauros de Crichton foi parar em minhas mãos.

Atualmente, você encontra varias edições e boxes luxuosos contendo o livro de Crichton.

Quanto ao filme, o lançamento em VHS foi um grande evento, permitindo que o público assistisse ao realismo dos efeitos especiais em casa.

O enredo? Certamente, não preciso escrever absolutamente nada porque todos, até mesmo a galera “Z” e “Alpha” conhecem o enredo. Ou... será que vocês já se esqueceram dos temíveis velociraptores?!

03 – Duro de matar (1989)

Livro: Duro de matar (Roderick Thorp)

“Duro de Matar” estreou nos cinemas no início do segundo semestre de 1988 dando início a uma das franquias de filmes de ação mais rentáveis de Hollywood. Franquia que garantiu a Bruce Willis o status de astro de filmes de ação no mesmo patamar de outros atores do gênero como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger.

Logo após seu sucesso nos cinemas, “Duro de Matar” chegaria aos lares brasileiros no início de 1989. A produção bombou nas locadoras de viedeo com muitas delas chegando a elaborar filas de clientes interessados em locar a fita. O VHS da 20th Century Fox tornou-se um clássico das locadoras.

Assisti “Duro de Matar” no cinema da minha cidade e meses depois em VHS. Acredite: tive que deixar o meu nome na fila de espera da locadora.

Depois de assistir ao VHS, fiquei sabendo que o filme havia sido adaptado de um livro desconhecido lançado, sem nenhum alarde, no Brasil. Como gostei ‘pacas’ do filme resolvi sair à caça da obra de Roderick Thorp. Queria saber se o ritmo trepidante das telas se repetia nas páginas e também se o diretor John Mc Tiernan havia feito uma adaptação cinematográfica fiel ao texto de Thorp. m 2016 escrevi uma resenha sobra a obra onde dou a minha opinião Veja aqui.

Ao encontrar o livro num sebo não pensei duas vezes e comprei. Queria matar a minha curiosidade o mais rápido possível. Pois é, excetuando poucos detalhes, a produção cinematográfica é bem fiel ao livro com o diretor John McTiernan promovendo poucas mudanças.

Adorei – tanto no cinema, no VHS e também nas páginas – a história daquele policial durão que decide visitar a esposa que trabalha num imenso arranha-céu justamente quando um grupo de terrorista invade o local. Quer saber detalhes sobre o livro? Veja nest post que escrevi em 2016.

04 – 007 contra Goldfinger (1965)

Livro: Goldfinger (Ian Fleming)

O terceiro filme do agente secreto britânico chegou aos cinemas americanos em 17 de setembro de 1964. No Brasil chegaria poucos meses depois, em 28 de janeiro de 1965.

Assisti “007 contra Goldfinger”, pela primeira vez, na extinta TV Tupi em meados da década de 70 no auge dos meus 15 ou 16 anos. Naquela época, os meus pais ainda não tinham comprado um aparelho de VHS, aliás, acredito que esse equipamento estava ainda em seu primórdios, sendo considerado uma novidade no Brasil.

Só fui assistir ao filme de James Bond em VHS na década de 1980. Depois disso, resolvi comprar o livro. Encontrei Goldfinger em um sebo, já que a obra de Ian Fleming, na época, estava esgotada e sem nenhuma previsão de relançamento por parte de alguma editora. Hoje o panorama mudou, já que o título foi publicado por várias editoras e pode ser encontrado facilmente em qualquer livraria.

Fiquei muito feliz ao ter fisgado a edição capa branca da BestSeller lançada em 1965: uma verdadeira preciosidade. O livro, a exemplo do filme, é muito bom e devorei as suas páginas em pouco tempo. A música de abertura na vóz inconfundível de Shirley Bassey também se tornou inesquecível para mim. Na minha opinião, a melhor abertura de todos os filmes de 007, mesmo tendo sido produzida nas década de 60 sem a tecnologia de hoje dos efeitos especiais.

Quanto ao livro tão bom quanto o filme, senão, melhor.

05 – Rambo – Programado para matar

Livro: Primeiro Sangue (David Morrell)

O filme original, “Rambo: Programado para Matar”, chegou nas locadoras brasileiras em formato VHS entre 1983 e 1984, pouco depois de sua estreia nos cinemas nacionais em novembro de 1982. Acho que não cheguei a assistir ao filme de Sylvester Stallone nos cinemas; vi apenas em VHS. Quando assisti nem passava pela minha cabeça que a produção, na realidade, havia sido adaptada de uma obra literária. Consegui o livro muito, mas muuuuito tempo depois de ter assistido ao filme. Foi uma luta localizar a obra de David Morrell que estava completamente esgotada e, na época, sem previsão de relançamentos. Depois de muita luta consegui encontrar num sebo uma edição de Primeiro Sangue ainda de 1972 publicada pela Record. Não perdi tempo e agarrei o livro com unhas e dentes (rs).

Quando terminei a leitura fiquei em choque: livro e filme são completamente distintos, por demais diferentes um do outro.

Enquanto nas telas o personagem de Stallone ganha o status de herói, no livro não é bem assim. Primeiro Sangue é uma obra que rompe esse paradigma. Morrell optou por um contexto onde não existem heróis, mas apenas vilões. Rambo e o Xerife Teasle são verdadeiros homens das cavernas que não aceitam mudar os seus princípios mesmo quando estão errados. Esta desmistificação dos romances tradicionais torna a leitura ainda mais interessante, pois você não tem aquele personagem certinho e de princípios ou, então na pior das hipóteses um anti-herói para torcer. No livro de Morrel, todo mundo é vilão mesmo! Caçado e caçadores. Um querendo ver o sangue do outro. Isto faz com que as vezes você acabe torcendo para o problemático Rambo e em outras, para o xerife Teasle que, cá entre nós, é uma mala sem alças.

Taí galera! Por hoje é só.

19 fevereiro 2026

Galera Record aposta nos gêneros thromance e romantasia. Confira quatro lançamentos da editora para o mês de março

Acredito que o selo “Galera Record” seja um dos mais rentáveis do Grupo Editorial Record. Autoras conhecidas como Cassandra Clare, Sarah J. Maas, Colleen Hoover, Holly Black, e Angie Thomas transformaram o selo no preferido do público jovem (young adult), incluindo gêneros como fantasia, distopia e romance contemporâneo. Criado em 2007, rapidamente se tornou o selo jovem de maior expressão do país. Portanto, mesmo não sendo fã desse gênero literário, com raras exceções, não posso negar que os livros ‘Young Adult’ estão entre aqueles que mais vendem em todo o País. Também não há como negar que a Galera Record, atualmente, domina as listas de vendas desse gênero.

Nesta semana, fiquei sabendo que a Galera Record preparou quatro novos lançamentos para o mês de março e como tenho certeza de que grande parte dos seguidores no blog e também das nossas redes sociais já leram e gostaram de pelo menos um livro da Galera Record – sem contar aqueles que são fãs ativos do selo – resolvi fazer essa postagem indicando os cinco livros da editora que chegarão bombando em março. Vamos a eles:

01 – Melhores de Preto (Cassandra Clare)


Cassandra Clare é um dos trunfos da Galera Record, afinal ela já vendeu mais de 50 milhões de exemplares. Uma marca que muitos autores de renome internacional, verdadeiras ‘feras’, não conseguiram. Pois é, agora esse fenômeno literário está de volta com Melhores de Preto, uma coletânea de contos de amor sobre os casais favoritos do universo Caçadores de Sombras que já vendeu mais de 50 milhões de exemplares.

De acordo com a editora, o livro apresenta também uma amostra inédita de O último rei das fadas, primeiro livro da série Os Poderes Perversos, trilogia que vai trazer o desfecho do universo Shadowhunter.

Melhores de Preto aborda a saga de dez casais unidos pelo amor e divididos pelo perigo.

Segundo o release da “Galera Record”, Jace e Clary, saem em busca de um Caçador de Sombras exilado e descobrem que o amor pode salvar o mundo… ou destruí-lo. Outro casal, Will e Tessa, em lua de mel em Paris, veem uma sessão espírita os levar por um caminho inesperado. Simon e Izzy, presenciando o aumento da atividade demoníaca em Nova York, embarcam em uma aventura superdivertida pela cidade. Os leitores poderão ainda acompanhar as aventuras de mais casais como: Anna e Ari,

Emma e Julian, James e Cordelia, Thomas e Alastair, além de outros.

02 – A Teoria dos Sonhos (Ava Reid)

A Teoria dos Sonhos, de Ava Reid, é o segundo livro da duologia iniciada com Lições Sobre Afogamentos. No release de divulgação, os personagens Effy e Preston retornam ao campus. Depois das revelações e dos perigos que enfrentaram, o caos os perseguem na vida real e também no mundo dos sonhos.

Effy e Preston retornam ao campus — e ao caos. As consequências das revelações e dos perigos que enfrentaram os perseguem na vida real e também no mundo dos sonhos.

De acordo com o release promocional, “todas as histórias chegam ao fim e Effy aprendeu essa lição após derrotar o Rei das Fadas. Mesmo que jamais descubra o que realmente aconteceu em Hiraeth, os pesadelos deixaram de assombrá-la, e ela conseguiu escrever com Preston um artigo sobre Angharad, o famoso conto de fadas de Llyr. E não só isso: Effy finalmente foi aceita na faculdade de literatura, a primeira mulher na história do curso. Porém, alguns sonhos são perigosos, sobretudo aqueles que se tornam realidade. Effy sente como se a universidade inteira, talvez até mesmo toda a nação, apenas estivesse esperando para vê-la fracassar. Após a derrota do Rei das Fadas e a revelação da farsa sobre Myrddin, Effy perdeu a capacidade de se refugiar no mundo da fantasia. Então, o que resta de si mesmo sem as suas histórias?

Com Effy ameaçada, Preston é tomado por uma raiva intensa e inesperada, que pulsa inquieta dentro de si. Ele começa a sonhar com um palácio sob o mar, em um mundo em que ele é o rei, e não demora nada até que estas visões passem a perturbá-lo até mesmo quando está acordado.

Effy sente que perdeu os próprios sonhos, enquanto Preston sente que está sendo consumido pelos seus. Em meio a isso, a guerra entre Llyr e Argant irrompe, e ninguém está mais seguro, esteja acordado ou dormindo.

03 – Tudo o que perdemos (Sloan Harlow)

Este thromance, subgênero de romance com um toque de suspense, é uma leitura perfeita para os fãs da Collen Hoover.

Quando a casa de River Santos pegou fogo, ela perdeu tudo: as roupas, o violão, o caderno em que escrevia suas músicas. Contudo, nada se compara à dor maior de ter perdido o pai na tragédia.

Em meio a tantas perdas, River tenta seguir em frente. Até que um doador anônimo lhe envia dois milhões de dólares. Chocada e curiosa, ela se pergunta quem poderia ter feito isso e por quê.

A única pessoa que ela tem certeza de que não doou o valor foi Logan Evans, seu colega de trabalho lindo e quieto, que parece odiá-la desde que começou a trabalhar na mesma lanchonete que River.

Mas quando Logan a ajuda em uma situação constrangedora diante do seu ex-namorado, River se vê confusa — e inegavelmente atraída por ele.

Logo um segredo de família vem à tona, forçando-a a encarar verdades difíceis: o pai não era o homem perfeito que ela idealizava; a mãe que tanto amava partiu sem dar explicações; o doador anônimo pode ter intenções não tão altruístas; e Logan esconde seus próprios mistérios.

Depois do incêndio, River acreditava já ter chegado ao fundo do poço. Porém, ela está prestes a descobrir que sempre há mais a perder.

04 – A ordem dos mantos prateados – Volume 1 (L.K. Steven - Silvercloak)

Nesta nova fantasia-romance de L.K. Steven, a implacável detetive Saffron se infiltra em uma gangue de magos das trevas para vingar seus pais. Duas décadas atrás, os Luas de Sangue assassinaram os pais de Saffron, e arruinaram sua infância. Desde então, ela vive movida pela vingança.

Para chegar até os inimigos, ela forjou uma mentira que lhe garantiu um lugar na lendária Academia dos Mantos Prateados, onde detetives mágicos de elite são moldados para caçar e destruir os piores criminosos do reino.

Mas, na véspera de se formar, sua farsa é descoberta. Agora, há apenas uma saída: infiltrar-se nos Luas de Sangue e fazê-los ruir a partir de dentro.

Taí, um mês ideal para os leitores que curtem Thromance e Romantasia.

Agora é só aguardar a chegada do mês de março. Será que o coração aguenta (rs)? 

 

 

 

 

15 fevereiro 2026

Cinco espécies de predadores que estraçalharam nos livros

P-R-E-D-A-D-O-R. A palavra em sí já assusta, não é mesmo? Imagine então, escrita com letras maiúsculas e separadas. Pelo menos em mim, mete um medo danado. Agora se formos analisar mais a fundo a origem do termo predador, o caldo engrossa ainda mais. Vejam só, um dos significados dessa palavra segundo o site www.significados.com.br é: “ser que caça e destrói totalmente outro organismo”. Brrrrrr. Vamos agora para o nosso velho e bom dicionário: “que ou aquela que preda; que destrói outro violentamente”.

Cara, por tudo isso podemos dizer que predador é um dos adjetivos mais violentos que existem. Agora imagine se transferirmos esse termo para a literatura ou cinema. Viche! Nesse caso, com certeza, “a coisa pegará fogo” porque passaremos a ver o que, de fato, é um predador em ação.

Os livros nos apresentaram vários tipos de predadores: dinossauros – ou será que você já esqueceu dos terríveis velociraptores de Jurassic Park? – leões, tubarões, abelhas, baleias, etc. Ah! Não podemos esquecer também dos terríveis predadores alienígenas como aqueles dos filmes Aliens e Predador que acabaram virando uma franquia.

Mas nessa postagem quero escrever apenas sobre os predadores que marcaram presença nos enredos de obras literárias. Selecionei seis deles que deram um trabalho danado para serem vencidos, fazendo com que os leitores não desgrudassem do livro um minuto sequer.

01 – Xenomorfo (Alien)

Livros: Trilogia Alien - Surgido das Sombras, Mar de Angústia e Rio de Sofrimento (Tim Lebbon, James A. Moore e Christopher Golden)

Os três livros são uma novelização de uma das franquias de ficção científica mais famosas e respeitadas dos cinemas; mas uma novelização diferente e que explora não o que já foi mostrado nos filmes, mas os eventos após “Alien: O Oitavo Passageiro” e o futuro da criatura.

É importante frisar que os filmes clássicos da franquia Alien deixaram algumas perguntas no ar, como por exemplo: o que aconteceu com Ripley enquanto ela ficou vagando no espaço? Como é a história de Newt? Como os Aliens veem os humanos? Em 2017, a editora Leya lançou erm terras tupiniquins uma trilogia literária que procura responder tudo isso e conectar todo o universo do Xenomorfo. Tim Lebbon, James A. Moore e Christopher Golden ficaram responsáveis por essa missão.

No início do filme “Aliens: O Resgate”, descobrimos que Ripley ficou presa em uma nave hibernando por 57 anos até ser encontrada. Porém, em Alien: Surgido das Sombras, primeiro livro da saga escrito por Lebbon, descobrimos que 35 anos após seu primeiro encontro ela foi obrigada a ter mais uma experiência contra os Xenomorfos por conta do robô Ash.

O livro inova ao mostrar novas variações da raça, apresentando aliens parecidos com cachorros, que são uma ameaça ainda maior aos tripulantes da nave. Além disso, a história estreita a relação de Ripley com sua filha Amanda, pois ela tem pesadelos constantes da criança sendo assassinada pelos Xenomorfos.

E tenham certeza de que a raça dos xenomorfos continuarão dando muito trabalho para os humanos, principalmente Ripley que precisará usar toda a sua astúcia e inteligência para derrota-los definitivamente.

02 – Tubarão branco

Livro: Tubarão (Peter Benchley)

Esta fera marinha aprontou muitos estragos tanto no livro quanto no filme. Muitas vidas foram ceifadas antes do grande tubarão branco bater as botas. 

Quando de seu lançamento, em 1974, o livro Tubarão (veja resenhas aqui e também aqui) se tornou um verdadeiro Best Seller ficando no primeiro lugar das listas dos mais lidos em todo o mundo. A obra transformou Peter Benchley em multimilionário da noite para o dia. Fez tanto sucesso que o seu autor foi convidado para adaptar as páginas de sua obra para o cinema. E mais! Num filme que teria como diretor o gênio Steven Spielberg, que naquela época já era considerado um “menino-prodígio” da indústria cinematográfica de Hollywood.

O livro, ao contrário do filme, explora ao máximo a relação conflituosa entre os personagens Matt Hopper, Quint e o xerife Martin Broody. Enquanto a produção da Universal Pictures opta por centrar-se na aventura envolvendo os ataques e a caça ao tubarão assassino, o livro procurar explorar, ao máximo, os conflitos entre os seus personagens principais, com direito a uma “ por parte da mulher do xerife Broody.

O grande tubarão branco – no livro e também no cinema – provoca um banho de sangue, até que o chefe Brody decide, juntamente com mais dois sujeitos corajosos (um caçador de tubarões e um oceanógrafo) sair em mar aberto à caça do monstro. Aí meu amigo... a coisa pega.

03 – Bugs (Alienígenas aracnídeos)

Livro: Tropas Estelares (Robert A. Heinlein)

Tropas Estelares (Starship Troopers) foi escrito por Robert A. Heinlein em dezembro de 1959 e publicada na The Magazine of Fantasy & Science Fiction. A novela de ficção científica tornou-se um de seus livros mais vendidos e é considerado seu trabalho mais conhecido. Tendo até mesmo ganho o Prêmio Hugo para Melhor Novela em 1960.

Em Tropas Estelares, Heinlein mostra aos seus leitores o planeta Terra, em um futuro não muito distante, vivendo sob uma federação interplanetária, onde só exerce o direito de voto quem serve as Forças Armadas. A história mostra o treinamento e preparação de jovens soldados até que estoura a guerra contra os temíveis ‘Bugs’, poderosos alienígenas aracnídeos que podem destruir o sonho terrestre de expansão no universo.

Apesar de ter sido publicado em 1959, o livro não perdeu a sua atualidade por causa dos temas polêmicos abordados em suas páginas. O treinamento militar dos personagens é mostrado com um realismo incrível. Por outro lado, quem opta por não integrar as Forças Armadas é visto – meio que disfarçadamente, mas é – como integrante de uma casta social desprovida de todo o interesse, digamos que limitada.

Na adaptação cinematográfica, os Bugs tiveram o nome trocado para Insectóides, mas continuaram violentos e sanguinários do mesmo jeito.

04 – Baleia Orca

Livro: Orca, a Baleia Assassina (Arthur Herzog)

Aquele olhar assassino de uma baleia orca macho mirando todos os marinheiros do navio baleeiro que havia acabado de matar a sua fêmea e o embrião que ela carregava na barriga é de arrepiar. O olhar do animal já diz tudo, ou seja, que ele irá perseguir aquele grupo de homens até a morte. Quando assisti ao filme baseado no livro de Arthur Herzog senti compaixão e ao mesmo tempo medo daquele olhar da baleia macho.

Tudo começou quando o capitão Nolan, responsável por um navio pescador de crustáceos, aceitou uma proposta em dinheiro para capturar um tubarão branco para o aquário da cidade. Durante a navegação, eles avistam um tubarão sendo atacado por orcas. Os marujos do navio, então atiram em uma delas como arpão e não percebem que isso foi um erro fatal: o arpão passa de raspão na nadadeira de uma orca macho e atinge em cheio a sua companheira que estava prenha. Ao ser trazida para o navio, a orca aborta o embrião. O macho assiste, da água, a todo o fim da sua família e observa o capitão do navio pesqueiro com um ódio mortal, passando a marca-lo para o resto de sua vida..

A orca macho, então, ataca o navio que, danificado, tem que retornar ao porto. Enquanto o navio sofre reparos, a orca vingativa começa a perseguir o capitão e sua tripulação, que não podem se aproximar da água sem que sofram ataques. A população fica assustada e pressiona Nolan para que ele expulse a orca dali, pois o animal está afastando os peixes, além de causar outros danos à cidade. Ao capitão não resta outra saída senão ir atrás do animal, mas logo percebe que a inteligente orca quer atraí-lo para uma armadilha mortal.

05 – Velociraptor

Livros: “Jurassic Park” e “Mundo Perdido” (Michael Crichton)

Michael Crichton já mostra o poder de fogo dessa “besta fera” no prólogo de seu livro O Parque dos Dinossauros  mostrando o drama de uma vítima que foi atacada por um velociraptor. Sente só o drama da descrição de um trecho: “Uma laceração larga começava no ombro e terminava no torso do homem. No final do ferimento, a carne se reduzira a tiras. No centro, o ombro fora deslocado, expondo os ossos claros. Um segundo golpe...” Brrrrrr! Melhor parar por aqui.

Os velociraptores são letais nos dois livros de Crichton fazendo inúmeras vítimas até serem eliminados. Este dinossauro pisou na Terra há cerca de 70 milhões de anos, durante o final do Período Cretáceo, e é retratado nos livros e filmes como um perigoso e ágil caçador.

Os animais capturavam a caça e dilaceravam, com as suas garras, a pobre vítima. Eles são espertos, rápidos e perigosos. Leiam JurassicPark e Mundo Perdido e entenderão.

Valeu galera!

 

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