04 julho 2026
Irmandade Mortal: Vale a pena embarcar no novo mistério da Tenente Eve Dallas?
Alô, galera! Tem novidade literária na área, principalmente para os
adeptos dos gêneros policial e ficção científica incluídos num pacote só. Estou
me referindo a uma saga que começou em 1995 e que já está no seu 62º livro.
Isso mesmo: uma saga com 62 volumes publicados de forma ininterrupta nos
Estados Unidos há mais de 30 anos!
A famosa série Mortal, escrita pela autora best-seller Nora
Roberts sob o pseudônimo J. D. Robb, transformou-se ao longo dessas três
décadas num sucesso mundial de suspense policial futurista, com mais de 780
milhões de exemplares vendidos. Somente no Brasil, a saga já ultrapassou a
marca de 500 mil cópias. Dos 62 títulos lançados lá fora, 41 deles já estão
disponíveis em território nacional através da editora Record. O volume mais recente,
intitulado Irmandade Mortal, aterrissou nas prateleiras das livrarias
brasileiras no dia 29 de junho — ou seja, acabou de sair do forno!
🕰️Preciso ler os 61 livros anteriores?
Trata-se de uma excelente pedida para os amantes de um bom suspense com
pegada sci-fi, e principalmente para os fãs da Nora Roberts que ainda
não tiveram a oportunidade de ler absolutamente nada do seu alter ego, J. D.
Robb.
Ah, antes que eu me esqueça: deixe-me
tranquilizar quem está pensando que é obrigatório ler todos os livros de forma
cronológica para entender o contexto. Calma aí, pessoal, nada disso!
Não há a menor necessidade de maratonar essas quatro dezenas de livros
antes de vocês embarcarem na narrativa de Irmandade Mortal. As tramas
são independentes; portanto, não é preciso ler os volumes anteriores para
compreender e se deliciar com a história atual.
🕵️ O que esperar de Irmandade Mortal?
Ambientada em Nova York no ano de 2061, a saga acompanha a tenente Eve
Dallas na resolução de crimes complexos. Neste novo livro — que chegou por aqui
pela Bertrand Brasil, um dos selos do Grupo Editorial Record —, a tenente entra
em ação para investigar o sumiço de seu primo, Edward Mira, um homem cercado de
inimigos que conquistou em sua vida profissional como juiz e advogado.
Para desvendar o mistério, a detetive mergulha em:
- Conflitos
de interesse e disputas imobiliárias milionárias em torno de um valioso
imóvel de herança;
- Negócios
escusos envolvendo adversários perigosos que Edward colecionou durante sua
trajetória política;
- Segredos
sombrios e revelações sobre o passado da vítima que mudam completamente o
rumo da investigação.
🎭 Bastidores do Pseudônimo
A adoção de um pseudônimo por uma conhecida autora de romances e o
surgimento da saga Mortal nasceram praticamente juntos. Com uma carreira
fenomenal e repleta de best-sellers, Nora Roberts estava pronta para um novo
desafio literário. Como disse seu agente na época, assim como existem a Pepsi,
a Pepsi Diet e a Pepsi sem cafeína, um pseudônimo oferecia a oportunidade de alcançar
um público leitor totalmente novo e diferente.
O primeiro livro de suspense futurista de J. D. Robb, Nudez Mortal,
foi publicado em 1995, e os leitores foram imediatamente atraídos por Eve
Dallas — uma policial durona com um passado sombrio — e por seu interesse
amoroso ainda mais misterioso, conhecido apenas como Roarke. A partir daí, J.
D. Robb e a série Mortal nunca mais se separaram.
📝 Minha Expectativa
Para ser sincero, ainda não li o livro que acabei de receber. Mas, pelas
minhas "zapeadas" nas redes sociais literárias, os comentários sobre
a maioria dos volumes da série são superpositivos, o que só aumenta a minha
expectativa com relação a Irmandade Mortal.
Fica, portanto, o alerta para os fãs de Nora Roberts — ou melhor, de J.
D. Robb — correrem para as livrarias físicas ou virtuais e garantirem o
lançamento mais recente dessa incrível saga policial futurista.
Inté!
30 junho 2026
Sem volta
Se você gostou de “Thelma e Louise” com Susan Sarandon
e Geena Davis, dirigido pelo gênio Ridley Scott, com certeza irá amar Sem Volta, de Emily Henry e Brittany
Cavallaro. O porquê? Tá bem, eu conto: simplesmente, filme e livro compartilham
a mesma essência do subgênero road movie, além de celebrar a força
feminina. Classifico o romance de Henry e Cavallaro como um “Thelma e Louise”
para o público jovem, “coisa” do tipo young adult. Mas e aqueles
leitores que ainda não tiveram a oportunidade de assistir ao filme, será que
também irão gostar do livro? Se eles estiverem à procura de um young adult
com enredo focado no amadurecimento dos personagens principais e na superação
do controle familiar — que muitas vezes se aproxima do controle obsessivo —,
também irão amar a história. No meu caso – terminei a leitura na semana passada
–, não cheguei a amar, mas gostei, sim, do livro.
Uma dica para aqueles que pretendem ler a obra é que
se soltem um pouco das “amarras” da realidade e deixem-se embalar pelas aventuras e peripécias de duas amigas
inseparáveis que resolvem “cair” na estrada. Se fizerem isso, a leitura se
tornará fluida e prazerosa.
Estas duas amigas se chamam Winona e Lucille. Elas têm vidas muito diferentes, mas também
têm algo em comum: estão de saco
cheio de homens controladores e dispostas a tudo para fugir. Ao se livrarem das
amarras que as sufocam, elas pisam fundo no acelerador, numa aventura em busca
de quem são e da liberdade de poder viver a própria vida longe dessas amarras.
Agora, você que assistiu a “Thelma e Louise” e está
pensando que ler Sem Volta será uma
grande perda de tempo, já que ambos têm
enredos semelhantes, pode começar a mudar de ideia porque a realidade é bem
diferente. Apesar de livro e filme terem as suas semelhanças, as diferenças
também existem e são bem distintas. Por exemplo, na produção cinematográfica de
1991, a tensão surge a partir da violência real e sistêmica (uma tentativa de
estupro e o histórico de um casamento abusivo). Já no livro de Henry e Cavallaro,
a opressão é internalizada nos laços familiares. Winona é sufocada pelo
controle abusivo do pai, enquanto Lucille é refém, financeira e emocionalmente,
de uma mãe negligente e de um irmão problemático.
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Cena do filme Thelma e Louise (1991) com Geena Davis e Susan Sarandon
Outro detalhe que deixa evidente a diferença entre os
dois é que o filme tem um tom de thriller policial e comédia de humor ácido que
culmina em um desfecho trágico e poético, onde o mergulho no penhasco simboliza
o triunfo máximo sobre a opressão. Por sua vez, o livro mantém uma veia de
comédia sombria, mas opera sob uma ótica otimista. A dinâmica entre Winona e
Lucille foca na cura emocional e no empoderamento mútuo, caminhando para um
final de redescoberta pessoal, laços fortalecidos e esperança no futuro,
afastando-se do tom fatalista do filme.
Na minha opinião, toda a rebeldia das duas personagens
de Sem Volta é uma fuga adolescente
em busca de autonomia e emancipação, enquanto no filme, a dinâmica gira em
torno da luta de Thelma e Louise pela sobrevivência contra instituições e
situações aparentemente dominadas por homens.
Quanto às
semelhanças, você que assistiu ao filme, fique tranquilo porque elas não irão
atrapalhar em nada a história do livro. Existem semelhanças, sim, mas todas
elas longe de queimar o enredo com spoilers
ou então de influenciar negativamente o desenvolvimento da trama das duas
escritoras.
Tanto no livro quanto no filme, a narrativa começa com
duas mulheres que decidem dar um basta na vida que levam e partem em uma viagem
de carro em busca de independência. A jornada na estrada é o cenário central da
história, servindo como uma metáfora para o autodescobrimento e a quebra de
paradigmas.
O pilar do que rola tanto nas telonas quanto nas
páginas é a cumplicidade e a lealdade incondicional entre duas mulheres que se
apoiam para enfrentar um mundo hostil e patriarcal. Semelhanças, repito, que em
nada atrapalham quem assistiu ao filme e agora planeja ler o livro, ou
vice-versa.
Ah! Antes que me esqueça: assisti ao filme – ainda na
época do VHS – e gostei; e acabei de ler o livro recentemente e também gostei.
Inté, galera!
26 junho 2026
Mistério, Folclore e Quentão: Minhas Primeiras Impressões de "As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro"
E aí, galera? Estão a fim de ler um livro em clima de
Festa Junina? É isso mesmo: um livro que tenha fogueira de São João,
bandeirolas, barracas, cidadezinha do interior e outros detalhes que lembrem as
tradicionais festas juninas que acontecem nesta época do ano. E por que não?
Não temos o clima de Dia dos Namorados, que nos inspira a ler obras românticas?
O clima de Dia das Mães? Cara, são tantas datas ou acontecimentos especiais que
criam aquele clima propício para nos abrirmos para a leitura, não é mesmo? As
festas juninas também têm esse direito.
Tudo bem que seja uma data atípica para um escritor
desenvolver um enredo com suspense, pitadas de terror e aventura, e até mesmo
aquele temperinho bem leve de um thriller psicológico. Mas podem acreditar: a
escritora Laura Pohl conseguiu juntar tudo isso e transformar essa mistura – à
primeira vista, muito estranha – num prato saboroso; pelo menos neste meu
início de leitura.
Comecei a ler ontem As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de
Castro publicado pela Galera Record e posso dizer que, após ter "encarado" dois
capítulos, parece que a leitura engatou. Vamos ver se sigo em quinta marcha ou
se o desinteresse acaba chegando e eu desisto. Pelo que pude sentir nesse
início, acredito que o enredo vai me agradar.
Laura Pohl tem uma escrita fluida que consegue prender
o leitor. Para aqueles que ainda não conhecem a autora, ela nasceu na Alemanha,
mas, com pais brasileiros, viveu grande parte da sua vida em Curitiba, no
Paraná. Seu livro de estreia, The Last 8, venceu o International Latino Book
Awards, mas Pohl é mais conhecida pelas obras As Garotas de Grimrose e A
Maldição de Grimrose, que lhe valeram o título de "autora best-seller do
New York Times".
Agora, em seu novo livro, ela valoriza elementos da
cultura brasileira para criar uma fantasia que promete muita aventura e emoção,
além de suspense. E tudo isso em clima de São João.
A trama se passa na fictícia cidade de São Pedro da
Serra Alta, onde Cristina Ribeiro de Castro espera apenas aproveitar a
temporada de Festa Junina e comer churros. Os planos mudam quando sua avó faz
um pedido incomum: ela e a irmã mais nova, Cici, não devem sair de casa durante
o período mais mágico do ano.
Apesar de contrariada, Cris obedece. Já Cici, não.
Decidida a aproveitar o período festivo, a caçula resolve dar apenas uma
voltinha no primeiro dia de festival. Afinal, que mal faria uma horinha na rua
durante os festejos juninos? Porém, ao descobrir que Cici não está em casa, a
avó entra em desespero e implora para que Cris vá atrás da irmã e a encontre
antes que seja tarde demais. A partir desse momento, Cris embarca em uma
jornada marcada por desafios sobrenaturais e mistérios familiares.
Para resgatar Cici, a protagonista precisará cumprir
três tarefas impostas por uma criatura poderosa, enfrentando provas que
envolvem brasas, figuras do folclore brasileiro e antigos pactos que acompanham
sua família há gerações. Ao longo da aventura, ela descobre que salvar a irmã
pode exigir um preço maior do que imaginava.
Confesso que o mote do enredo conseguiu despertar o
meu interesse, o que me fez dar um tempo na minha já extensa lista de leituras
para ler a obra de Laura Pohl.
E você, também se interessou?
Assim que eu terminar a leitura, volto aqui para
publicar a resenha completa.
Até lá!




