08 março 2026
Livros de Freida McFadden que serão adaptados para as telas
O filme “A Empregada”, suspense psicológico baseado no
best-seller de Freida McFadden e que estreou nos cinemas brasileiros em 1º de
janeiro de 2026 se tornou um verdadeiro fenômeno de bilheteria. A produção está
arrastrando multidões aos cinemas e já ultrapassou a marca dos três milhões de
espectadores provando que Freida é fodástica. Na verdade, o livro da
médica-escritora também e fodástico. Li há algum tempo e amei. Muito bom mesmo.
Hoje à tarde, fiquei imaginando quais livros da autora
teriam o mesmo poder de fogo de A Empregada ou seja, após terem “arrebentado a boca do balão” no mercado
editorial - vendendo milhares de exemplares - ainda terem fôlego suficente para
bombar nas telonas. Estava pronto para escrever um post nesse sentido quando Lulu
me disse que havia lido em algum lugar que um novo livro da autora também iria
ganhar uma adaptação cinematográfica.
A partir daí resolvi mudar a forma de abordar o
assunto: ao invés de escrever sobre os livros que na minha opinião teriam
“punch” para serem transformados em filmes, resolvi fazer um post sobre as
obras de Freida que já estão confirmadas para as telonas ou pelo menos, com
grandes possibilidades de darem esse passo importante. Além de A Empregada, descobri outros cinco livros
da escritora que estarão “aterrissando” nos cinemas ou nos estreamings. Vamos a
eles.
01
– Nunca Minta
Ainda sem data de lançamento oficial, o que se sabe é
que os direitos do thriller psicológico de Freida McFadden foram adquiridos
pela Netflix em meados de 2024. A produtora é a 21 Laps, de Shawn Levy
(conhecida pela produção de Stranger Things) e o projeto está em sua fase
inicial de desenvolvimento.
Por ser recente, ainda não consegui informações sobre
elenco, direção e roteiro. A única certeza, por enquanto, é que será uma produção
da Netflix.
O thriller foca em um casal, Tricia e Ethan, que
decidem visitar um casarão antigo no meio de uma floresta no estado de Nova
York, o qual pretendem alugar ou comprar – não me lembro bem. No entanto,
durante a viagem até a mansão que pertenceu à Dra. Adrienne Hale – uma renomada
psiquiatra que desapareceu sem deixar vestígio três anos antes - uma nevasca
terrível começa a cair. Com isso, o casal fica preso na mansão abandonada. É
nesse momento que Trícia descobre as gravações perturbadoras das sessões dos
pacientes da psiquiatra e começa a ouvi-las. Confira resenha do livro aqui.
02
– A Inquilina
Pois é galera, esse livraço de Freida McFadden
publicado pela Record no inicio do ano também está com os dias contados para parar
nas telonas dos cinemas. Os direitos da trama foram adquiridos pela Amazon MGM
pouco após a publicação do romance nos Estados Unidos, em maio de 2025.
No enredo, o executivo Blake Porter é surpreendido por
uma demissão e tem que improvisar para sustentar o financiamento do apartamento
que comprou em uma zona luxuosa de Nova York e onde mora com a sua noiva. A
solução mais lógica, então, é alugar um dos quartos. É aí que Whitney surge
como a candidata perfeita para a vaga. Simpática, educada, sem frescuras e
precisando muito de um lugar para morar. Ela é exatamente o que o casal
procura.
Mas assim que Whitney se muda, coisas sinistras
começam a acontecer. A cozinha exala um cheiro de comida podre, mesmo após
várias faxinas. Os vizinhos passam a tratar Blake de um jeito diferente.
Barulhos estranhos o acordam no meio da noite. Até a roupa que ele usa parece
lhe dar alergia. De repente, Blake passa a desconfiar de que o perigo passou a
morar na sua casa, e talvez quando ele se der conta, será tarde demais. A
armadilha já estará pronta. Se quiserem conferir a resenha do livro que li
recentemente, é só acessarem aqui.
03
– A Professora
O best-seller de McFadden foi publicado em outubro de
2024. Nele, a escritora narra a saga da personagem Eve, cuja vida parece ter
saído de um comercial: um casamento feliz, uma casa impecável e uma carreira
sólida como professora de matemática. Mas a perfeição é frágil. A escola ainda
tenta se recuperar do escândalo sexual envolvendo Addie, uma aluna do ensino
médio, e um professor, até então, querido.
Eve sente que a verdade foi enterrada e que Addie é a
peça mais perigosa desse quebra-cabeça, afinal dizem que a garota é uma mestra
da manipulação, capaz de destruir qualquer um. O que ninguém sabe é que Addie
esconde segredos tão letais que ela se prova disposta a qualquer coisa para
guardá-los.
A produção do filme será da Apple TV e terá roteiro de
Spenser Cohen e Anna Halberg, com a autora atuando como produtora executiva. A
produção que promete trazer o clima de suspense característico da autora ainda
não tem elenco confirmado.
04
– Querida Debbie
Querida
Debbie foi lançado no Brasil há poucos dias. Para ser exato,
em 3 de março. É o livro mais recente dessa máquina de escrever thrillers
psicológicos chamada Freida McFadden.
A autora narra a história de uma colunista que oferece
conselhos de estilo de vida a centenas de leitoras. Certo dia, no entanto, sua
própria parcimônia acaba. Farta das queixas das filhas adolescentes e do
comportamento suspeito do marido, ela decide se vingar. O resultado é “um
suspense mordaz e subversivo sobre o que acontece quando as mulheres finalmente
decidem fazer justiça com as próprias mãos”, segundo a sinopse oficial.
Ao contrário dos projetos supracitados, este livro não
será adaptado como longa metragem, mas como uma série de TV pela Amazon MGM
Studios.
A série está oficialmente em desenvolvimento e a
produção é de Gina Girolamo, conhecida por seus trabalhos em “You e Pretty
Little Liars”.
05
- The Surrogate Mother
O livro que deverá se chamar Barriga de Aluguel deve chegar ao Brasil no primeiro semestre de
2026. Mas, atualmente, é possível encontrar a versão em inglês (física ou
audiolivro) em plataformas como a Amazon Brasil.
Nesta nova narrativa de McFadden, a personagem Abby
deseja ser mãe, mas está cansada após múltiplas tentativas frustradas de
tratamento para infertilidade e processos de adoção não finalizados. Nisso, sua
assistente, Monica, oferece o serviço de barriga de aluguel — ato que nada tem
a ver com altruísmo. Entre as duas, então, surge uma complicada dinâmica
abastecida por segredos mil.
A adaptação cinematográfica foi confirmada
recentemente pela Sony Pictures, que adquiriu os direitos da obra no final de
2025. Ainda não há uma data específica definida para o lançamento nos cinemas.
Como o projeto está em estágios iniciais de produção, é provável que a estreia
ocorra apenas após o lançamento do livro traduzido ou simultaneamente a ele em
2026.
06
– O Segredo da Empregada
Não poderia ser de uma outra forma né galera? Depois
do sucesso de A Empregada que está
quebrando todos os recordes de público e de faturamento nos cinemas, uma
sequência seria algo natural. E foi o que aconteceu. A produtora LionsGate
confirmou que, de fato, haverá a sequência do filme. A atriz Sydney Sweeney,
que seguirá no elenco, também anunciou a continuidade do filme em suas redes
sociais.
Segundo a Variety, o primeiro filme já arrecadou pelo
menos US$ 133 milhões (R$ 715,5 milhões na cotação atual) nas duas primeiras
semanas de exibição, convencendo o estúdio a aprovar a sequência.
O projeto será baseado no segundo livro da trilogia e
a LionsGate pretende começar a gravar ainda este ano, mantendo o elenco de
Sydney Sweeney e o diretor Paul Feig.
Embora detalhes do enredo ainda estejam sendo mantidos
sob sigilo, o título da sequência indica que novos mistérios devem vir à tona.
A expectativa é de que o segundo filme aprofunde segredos apenas sugeridos no
primeiro longa, mantendo o clima de tensão psicológica e reviravoltas
inesperadas.
Ainda não foram divulgadas informações sobre início
das gravações e a data de estreia, mas a
confirmação oficial já foi suficiente para movimentar as redes sociais e
reacender o debate entre leitores e espectadores.
O livro O Segredo da Empregada acompanha Millie, que agora consegue um emprego na luxuosa
cobertura do milionário Douglas Garrick. O plano dela é trabalhar na casa da
família por um período curto, de preferência sem atrair nenhuma atenção, até
alcançar seu objetivo maior.
Só que, enquanto ela passa os dias limpando a
cobertura deslumbrante e preparando pratos requintados para o casal, a Sra.
Garrick nunca sai do quarto. Na verdade, as duas não foram sequer apresentadas.
E Millie tem certeza de que já a ouviu chorando.
Certo dia, ao colocar a roupa para lavar, ela vê
manchas de sangue na camisola da mulher. Não é a primeira vez, e Millie decide
descobrir o que está acontecendo. Quando finalmente consegue entrar no quarto,
o que vê lá dentro muda todos os seus planos.
Taí, os fãs de Freida McFadden devem estar vibrando de
emoção, pois agora, além dos livros também poderão sentir a tensão das
histórias da escritora nas telas.
06 março 2026
“Guerreiro de Sangue” desembarca nas livrarias brasileiras prometendo lutas épicas, guerra, política e tensão nas arenas
E aí galera que acompanha o “Livros e Opinião”, estão
a fim de encarar a leitura de uma nova saga? Se vocês gostaram de Jogos Vorazes e “O Gladiador” – o
primeiro livro e filme, o segundo só filme - acho que também irão “nadar” na mesma praia de
Guerreiros de Sangue, lançamento da
Galera Record que chegou às livrarias no final de fevereiro. Este é o título do
primeiro volume da saga Velha Therra
da escritora Cecy Robson e que recebeu muitos elogios em seu lançamentos nos
Estados Unidos. Agora, o livro chega ao Brasil para os leitores que são fãs de
carteirinha de uma fantasia com toques de suspense e muita aventura.
O personagem principal da trama é Leith de Cinzarta
que tem apenas uma chance para salvar a sua irmã que está muito doente: se
tornar um gladiador e começar a lutar na arena que carrega um século de
batalhas sangrentas, onde milhares de gladiadores mortos. Apenas um deles
alcançará a glória.
Leith de Cinzarta acreditava que migrar para um novo
reino e se voluntariar para lutar na arena de gladiadores, onde acontecem
torneios cruéis e sangrentos nos quais apenas os mais fortes sobrevivem, o
faria ganhar ouro suficiente para salvar a irmã enferma. Para ele, essa era sua
única chance. Afinal, o que mais tinha a perder?
No entanto, o gladiador logo descobre o quanto estava
enganado. Os torneios lhe arrancaram o que mais lhe importava: a esperança, a
liberdade e sua própria humanidade.
Agora, tudo o que resta a Leith é um corpo marcado por
cicatrizes e alimentado pela fúria e um coração endurecido por anos de luta.
Enquanto tenta sobreviver a mais uma batalha, ele
conhece Maeve, a princesa élfica que representa tudo o que o gladiador mais
odeia e despreza. Até que essa sedutora herdeira ao trono lhe faz uma proposta
irrecusável: a chance de conquistar o cobiçado título de Guerreiro de Sangue…
e, com ele, a liberdade.
Porém em um reino erguido sobre mentiras, a esperança
sempre tem um preço — e Leith está prestes a descobrir que a liberdade pode
custar mais caro do que ele imagina.
Vou ser sincero com você que está lendo esse post: achei
a sinopse da história bem interessante; despertou o meu interesse pela obra,
mesmo não sendo um grande fã de sagas.
Ainda de acordo com o release da editora, em Guerreiro de Sangue Cecy Robson constrói
uma fantasia épica que aborda temas atuais, como políticas de imigração e
corrupção. Afirma ainda que a obra é perfeita para os fãs dos grandes sucessos Quarta Asa e Trono de Vidro. Mas para mim, após ter lido a sinopse, Guerreiro de Sangue tem a “cara” de Jogos Vorazes e “Gladiador”; claro,
guardadas as devidas proporções. E você também não achou?
O livro já está a venda nas livrarias virtuais nos formatos
físico e kindle. E aí? Se interessou?
03 março 2026
Mulher em queda
Se eu tivesse que definir Mulher em Queda, livro que Colleen Hoover escreveu após ter ficado
três anos sumida do mercado editorial, eu utilizaria a frase de um comentário
que li no portal Skoob. A leitora escreveu mais ou menos assim: “O livro tem várias
páginas girando em torno da mesma coisa, com excesso de palavras e pouca
profundidade real!”. Cara, essa é a definição perfeita e objetiva para o novo
livro de Hoover.
A autora enrolou muito, mas muito, de fato. A
descrição de um beijo toma duas páginas; uma simples reflexão entre dois
personagens consome mais duas páginas; uma revelação que caberia dentro de um
‘eu te amo’ ou ‘você é muito importante pata mim’, engole mais paginas; e por
aí a narrativa vai se arrastando tornando grande parte a história rasa e sem
profundidade. Acredito que toda essa enrolação seja num dos maiores ‘pecados’
de Mulher em Queda.
Há ainda um outro pecado, talvez até mais grave do que
toda essa ‘enrolação’; vou revelar qual é: ele se chama engodo. Quando ‘digo’ engodo
estou me referindo ao chamado ‘marketing popular’ que vários blogs e canais no
Youtube fizeram, publicando postagens e vídeos onde revelavam que Mulher em Queda teria a mesma vibe do
megassucesso Verity, primeiro
thriller psicológico escrito pela autora e que explodiu em vendas, tornando-se
um grande fenômeno no mercado editorial. E quer saber? Até o “Livros e Opinião”
cometeu esse pecado (vejam aqui).
Verity
foi
publicado originalmente em 2018 nos Estados Unidos e dois anos depois no Brasil
pela Galera Record. Para se ter uma ideia do tamanho do sucesso desse livro, basta
expor que mesmo após mais de cinco anos de seu lançamento no Brasil, ele
continua ocupando os primeiros lugares nas listas de livros mais vendidos; além
de ter ‘virado’ um filme que deve estrear nos cinemas em outubro de 2026.
Somado a toda essa expectativa, os meios de comunicação começaram a associar Mulher em Queda com Verity afirmando que que o primeiro também era um thriller
psicológico nos mesmo moldes de Verity.
Pronto! Estava formada a tempestade perfeita com os
seguintes elementos: o lançamento de um livro com a mesma premissa de outro que
havia se transformado no passado, num fenômeno editorial; e o retorno de sua autora
famosa, após ter ficado três anos sem ter escrito absolutamente nada.
Mas acontece que o enredo Mulher em Queda não tem nenhuma semelhança com Verity, passando muito longe de ser um thriller psicológico. O que
estou querendo explicar é que o mais recente lançamento de CoHo se enquadra no
gênero ‘dark romance’ que apesar de ser um gênero literário em ascensão, muitos
leitores ainda não se adaptaram a ele.
Não são enredos adolescentes. Requerem “muita
reflexão”, além de experienciar emoções fortes. É um gênero que está começando
a romper a bolha recentemente e que não desfruta de um grande número de
seguidores. Agora, voltando a nossa ‘tempestade perfeita’ junte aos elementos
dessa tempestade um gênero literário não tão popular. Entenderam o porque da
decepção dos leitores CoHo? Eles, com certeza, não são adeptos do ‘dark romance’
que geralmente começa com um vilão ou um anti-herói: um stalker, narcotraficante,
um homem da máfia. Depois, junta-se a violência e a adrenalina a uma narrativa
moralmente ambígua, onde os limites entre o certo e o errado são testados a
cada página. Se identificarmos pelo menos um destes sinais, podemos ter a
certeza que estamos perante um livro desse gênero.
Da mesma forma que a autora foi muito feliz, há sete
anos, quando estreou no thriller psicológico com Verity, um gênero muito diferente do qual estava acostumada; agora,
ao se arriscar – mesmo sem querer – no estilo dark romance, não teve a mesma
receptividade.
Em Mulher em
Queda, uma escritora famosa chamada Petra Rose que já arrebatou multidões e
dominou as listas de livros mais vendidos, passa a sofrer de um bloqueio
literário após ter sido muito criticada pela adaptação de uma de suas obras
para o cinema. O ódio viral da internet a transformou em alvo fácil, e cada página
em branco a qual não consegue escrever por causa de seu bloqueio é mais um
lembrete de que a sua carreira pode estar chegando ao fim.
Desesperada para se reerguer, Petra se refugia numa
cabana a beira de um lago, determinada a concluir o suspense que pode salvar
sua vida profissional. Ela acredita estar sozinha, mas então...
Taí galera; quem sabe aqueles leitores que apreciem o
gênero dark romance, possam acabar amando a história? Afinal de contas, não
existem opiniões literárias unânimes. E isso serve também para Mulher em Queda, já que também li nas
redes sociais alguns comentários de leitores que amaram a história. Não muitos,
mas li.
Inté!








