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O Vilarejo


Acabei de ler O Vilarejo há poucos minutos. Livraço, cara; muito bom mesmo. Ainda não conheço outras obras do escritor carioca Raphael Montes, mas se elas tiverem a mesma pegada de O Vilarejo, com certeza também arrebentarão; aliás, acho que já arrebentaram se levarmos em conta a maioria dos comentários dos leitores que já leram Jantar Secreto e Suicidas. Estes dois livros receberam uma batelada de elogios, tanto da crítica especializada quanto dos leitores.
Li as 92 páginas de O Vilarejo em apenas duas madrugadas e como já disse acima, adorei. Uma das melhores coletâneas de terror que devorei nos últimos anos.
O autor de apenas 29 anos foi muito inteligente ao passar um clima de realismo ao livro; tanto é, que o leitor fica, pelo menos um pouquinho, na dúvida se os contos escritos são, de fato ficcionais ou... aconteceram na realidade. Logo no prefácio da obra, Montes diz que ganhou de um amigo, dono de um sebo, um livro escrito numa língua morta – no caso, cimério -, e que pertenceu a uma misteriosa mulher chamada Elfrida Pimminstoffer. O livro foi doado ao sebo pela bisneta de Elfrida que queria se desfazer de qualquer maneira da obra. Outro detalhe estranho é que ninguém queria traduzir a história, nem mesmo linguistas famosos por considerarem-na maldita. Por isso, o próprio Montes se encarregou, as duras penas, da tradução após uma breve orientação de um conceituado professor italiano. Após conseguir traduzir as misteriosas histórias de Elfrida, ele decidiu procurar uma editora para publicá-las.

O Guia de Sobrevivência a Zumbis


O que me levou pedir para um amigo que me emprestasse “O Guia de Sobrevivência a Zumbis” para ler? 1º: a minha cota mensal de compras de livro já tinha estourado e 2º e mais importante: queria saber como os zumbis de George A. Romero se comportariam se, de fato, existissem. Eu disse George A. Romero porque a minha geração aprendeu a conviver com os monstrengos assustadores de “A Noite dos Mortos-vivos” de 1968 e não com os monstrengos digitalizados e esquisitões de Walking Dead, Resident Evil, entre outros da atualidade.
Aliás, não podemos esquecer que foi graças a Romero que os zumbis foram alçados à categoria em que atualmente os encontramos: verdadeiros superstars, arrastando seus trapos e corpos putrefatos por livros, seriados, filmes e games como nunca antes.
Apesar de já ter passado muitos anos, o filme “A Noite dos Mortos-vivos” continua sendo uma das produções de terror que mais marcaram a minha vida. Após quase cinco décadas ainda me lembro de várias cenas do filme que curti muito em minha pré-adolescência; anos depois, nas décadas de 80 e 90, viria assisti-lo novamente em VHS e também na TV.

Novo livro da misteriosa escritora Elena Ferrante chega ao Brasil em 2020


Tenho um amigo, cuja esposa é fissurada nos livros de Elena Ferrante. Mais do que isso, ela aproveita qualquer “deixa” nas conversas sobre literatura para falar da misteriosa escritora. Por que misteriosa? Ok, eu conto. Certo dia, após ouvir a mulher desse meu amigo falar tanto da sua autora preferida, fui pesquisar alguma coisa a respeito e descobri que a tal Elena Ferrante é famosa por proteger obstinadamente sua verdadeira identidade. Um anonimato que ela considera necessário para dar mais peso a seus personagens e intrigas, embora alguns também tenham visto nesta escolha uma estratégia comercial inteligente por parte da autora e de sua editora.
Ué?! Pelo o que eu entendi, ela pode ser até mesmo uma ghost-writer. Isto mesmo! Uma daquelas escritoras fantasmas que escrevem romances para outros escritores conhecidos. Sabem que esse fato é comum no chamado submundo literário, né galera? O escritor famoso pode ter tido um bloqueio literário após escrever algumas linhas, não consegue terminar o original de seu romance, o prazo de publicação está estourando e, então.... Pimba! Lá vem ele ou ela para resolver o problema: os afamados ou afamadas ghost-writer.
Entonce, quem sabe Ferrante não seja uma dessas ghost-writer que por um golpe do destino escreveu em segredo um romance em segredo, mas depois decidiu apresenta-lo para os seus patrões; eles gostaram e resolveram publica-lo, mas sem revelar o nome da verdadeira autora. Pronto! Nascia, assim, Elena Ferrante.

O Homem de Giz


Não gostei. Sei que estou esfriando o tesão de muitas pessoas que não veem a hora de ler a obra da escritora inglesa C.J. Tudor que dominou, por várias semanas, o primeiro lugar das listagens das mais vendidos em todo o País. Antes que acabe de gelar por completo esse tesão, deixe-me tranquiliza-los, pois trata-se apenas da minha opinião, tendo certamente muitas outras contrárias e que estão colocando nas alturas “O Homem de Giz”, classificando-o como um dos melhores thrillers policiais dos últimos tempos; mas no meu caso, prefiro passar e... longe. Não me agradou, mesmo.
A premissa da história até que é interessante, mas os plot twists que se seguem não seguram esse bom início. Achei eles bem chochos. Concordo que um enredo para prender a atenção do leitor não precisa ter grandes reviravoltas a cada capítulo, do tipo arrasa quarteirões, mas acho importante que esses plot twists tenham um pouco de tempero e façam com que pelo menos o leitor solte um cometido “Ohhhhh!!”

Vinte Mil Léguas Submarinas

Edição da Martin Claret
Há quase duas semanas escrevi um post sobre o livro “A Volta ao Mundo em 80 Dias” de Júlio Verne (ver aqui) e hoje, cá estou eu, novamente, para resenhar outra obra do autor que marcou a minha vida de leitor não só na adolescência, mas também na fase adulta. Estou me referindo a “Vinte Mil Léguas Submarinas”.
Antes de ter lido “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, já tinha devorado a saga do famoso Capitão Nemo, há mais de 40 anos, após ter fuçado no armário secreto de meu irmão mais velho (ver aqui) e ter descoberto uma edição da Melhoramentos que fazia parte da coleção Obras Célebres”, lançada na década de 1960. O livro era recheado de gravuras e mesmo após tanto tempo, ainda me lembro que viajei no enredo fantástico criado por Verne. Era como se estivesse ali, dentro do submarino Nautilus viajando com todos os seus personagens. Infelizmente, com o passar dos anos, acabei perdendo esse livro. Sinceramente não sei onde foi parar; uma pena.
Depois de tanto tempo, bateu aquela vontade de reler a obra de Verne. Não me peça para explicar a origem dessa vontade. Ela simplesmente surgiu, assim, de repente.