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Marvels


Um dos meus maiores traumas literários foi ter me desfeito dos gibis da série Marvels idealizados por Kurt Busiek e Alex Ross nos anos 90. Ainda me lembro da capa de um deles que trazia o Tocha Humana correndo no meio de uma rua com as pessoas em pânico tentando se proteger das chamas vivas que emanavam de seu corpo. Li os quatro gibis há mais de duas décadas e depois... eles sumiram do meu arsenal. Tenho quase certeza que isso aconteceu na época em que começava a me amarrar mais nos livros do que nos quadrinhos. Acho que foi isso.
Mas ocorre que de repente me bateu uma vontade enorme de reler os quatro gibis antológicos que revolucionaram para sempre o mundo das HQs. Sabem quando bate aquele insight poderoso? Daqueles que você diz: “Caráculas! Tenho que fazer isso agora!” Pois é, foi um insight desse tipo que eu tive. E assim, lá vou eu atrás das minhas relíquias perdidas.
Cara, confesso que a jornada foi difícil pra caramba. Não conseguia encontrar os tais gibis e quando os localizava, os preços assustavam. Esta procura ficou ainda mais árida porque, na realidade, desejava mesmo adquirir a edição especial de 10º aniversário da saga, em capa dura, com a minissérie completa. Fiquei louco por essa edição que a Panini lançou em 2010. Este Marvels em capa dura fez tanto sucesso que a editora acabou obrigada a lançar, acho que três ou outras quatro edições.

Novo livro da saga Jogos Vorazes ganha título e capa nacional


Os leitores que são fãs de carteirinha da saga Jogos Vorazes de Suzane Collins devem estar gritando um enorme e prolongado Iahuuuuuuuuuu!! Fico imaginando a surpresa e ao mesmo tempo a alegria do sessentão Oswaldinho, um colega meu, que é fissurado nos livros e filmes da saga. Ele deve ter ‘secado’ todas as caixas de fogos da vendinha da Lourdes; apenas secado, já que ele tem um medo danado de soltar fogos de artifício por mais traquinhos que sejam. O Oswaldinho é completamente desvairado pela saga criada por Collins.
Pois é, agora, ele pode comemorar e muito! A Editora Rocco deu um presentaço para os fãs de Jogos vorazes anunciando a confirmação do título e da capa do novo livro da saga. De acordo com a editora, tudo foi aprovado pela autora.
A cantiga dos pássaros e das serpentes será um prelúdio da saga e se passará 64 anos antes dos primeiros livros, contando uma trama dos "Dias Sombrios", um período de 10 anos depois da guerra, mas antes que Panem atingisse seu auge.

O Escravo de Capela


Não considero O Escravo de Capela do escritor e cineasta catarinense, Marcos DeBrito um livro de terror. Na minha opinião a obra está muito mais para um drama, e diga-se, um drama bom pra caráculas. Daqueles que fisgam o leitor como um anzol. Cara, não conseguia largar o livro. Acredito que o conhecido autor Raphael Montes, de Jantar Secreto e Suicidas definiu muito bem e em poucas palavras o efeito que a obra causa nos leitores. Ele disse que cada página de O Escravo de Capela é ‘como um golpe cruel de chicote, daqueles que saem muito sangue’. E é verdade. A história tem o poder de deixar à flor da pele do leitor uma miscelânea de emoções, algumas bem fortes: raiva, ódio; mas também muita emoção e até mesmo um certo lirismo como no capítulo final, onde fica no ar um clima de recomeço e esperança, apesar de todo o sofrimento decorrido ao longo da trama. Não posso falar mais porque vou acabar estragando esse texto com spoilers, o que seria um grande pecado já que o livro, como foi dito, é fantástico.

A Queda do Morcego será lançada em abril pela Panini


Imagine como me senti ao ver o Superman levando uma surra de um monstro alienígena impiedoso e logo em seguida ser morto cruelmente pela fera. Caraca! Naquela época, em minha concepção, o Homem de Aço era invencível; o sujeito mais forte de todo o universo! Entonce, vem a bomba: a morte do cara que para  mim não tinha nenhum adversário.
Tudo bem, mas as pancadas não pararam por aí; na sequencia o Lanterna Verde, outra cara fodástico e ‘super do bem’, virou um terrível vilão, mas confesso que nada disso doeu mais do que ver o morcegão apanhar como um pobre coitado e depois ter a coluna quebrada por um brutamontes chamado Bane. O espancamento foi tão brutal que Bruce Wayne / Batman acabou ficando paraplégico, indo parar numa cadeira de rodas.
Só fui entender a necessidade dessas mudanças drásticas no arco das histórias desses heróis e super-heróis, alguns anos depois.

10 livros sobre epidemias mortais para ler em tempos de coronavírus


Hollywood sempre viu nas epidemias e pandemias um grande chamariz para a produção de filmes de sucesso, verdadeiros blockbusters. Os sucessos dessas produções provaram que a maioria dos cinéfilos se amarram naqueles enredos onde um grupo de destemidos cientistas se unem em busca do controle e também da cura de algum vírus que esteja dizimando a população em todo o mundo. Geralmente esse vírus é proveniente de algum país distante ou então sintetizado em laboratórios de máxima segurança, mas por descuido de algum incauto cientista acaba se espalhando pelo mundo afora. Foi assim com “Epidemia” (1995), Cabana do Inferno (2005), Fim dos Tempos (2008), além de outros.
Na literatura não é diferente. Temos muitos livros que abordam o mesmo tema amado por Hollywood, o que deixa claro a queda de muitos escritores por um personagem incomum chamado: “Sr. Vírus”, de preferência mortal.