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15 abril 2026

Cinco livros para os leitores que adoram enredos sobre investigação e mistério com clima sombrio

Não sei a maioria de vocês, mas eu adoro livros sobre investigação e mistério com enredos que se desenrolam naquele clima bem sombrio. “O que aconteceu com fulano que de repente sumiu da cidade e depois foi encontrado morto com sinais de ter sofrido u ataque de um animal selvagem? Teria sido mesmo um ataque ou homicídio? Pois é, aprecio enredos com essas características; do tipo quando um policial e um jornalista se unem para decifrar esse enigma. Afinal, na realidade, o que aconteceu com fulano ou fulana. Com certeza, aqueles que já leram O Caso de Alaska Sanders de Joël Dicker, pela minha descrição que fiz acima, já descobriram que gostei bastante desse livro (rs).

Por curtir enredos com essas características, na postagem de hoje vou indicar cinco livros com essas características. Espero que gostem. Vamos a eles?

01 – Quem matou Alaska Sanders (Joël Dicker)

Se você leu e gostou de A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, do escritor suíço Joël Dicker, acredito, que também irá curtir muito a trama de Quem matou Alaska Sanders. A história retoma o universo de Verdade Sobre o Caso Harry Quebert e mantém segredos até o fim. Além de trazer novamente, personagens marcantes desse livro, misturando investigação literária e tensão contemporânea.

Vi essa indicação no portal “Literatour” e me interessei muito por ela; mesmo porque já li A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert e, simplesmente adorei (deixo isso evidente na resenha que fiz do livro em 2019, vejam aqui). Por esse motivo, já inclui a obra em minha lista de leituras.

No enredo criado por Dicker, em abril de 1999, a pacífica cidade de Mount Pleasant, em New Hampshire, é devastada por um assassinato: o corpo de Alaska Sanders, uma jovem de 22 anos, é encontrado à beira de um lago, ao lado do cadáver de um urso-negro. O que à primeira vista parecia um grotesco ataque animal se revela um homicídio, e, a despeito da comoção generalizada, a questão é solucionada em poucos dias.

Onze anos depois, o sargento Perry Gahalowood, um dos encarregados

da investigação na época, está vivendo um dos piores momentos de sua vida quando recebe uma perturbadora carta anônima. O conteúdo da mensagem faz Gahalowood questionar tudo que pensava saber sobre o caso ocorrido uma década antes.

Teria ele seguido uma pista falsa? Teria, então, chegado a uma conclusão

equivocada? Quem o faz cogitar a possibilidade é seu amigo Marcus Goldman, alçado ao estrelato após a publicação de A verdade sobre o caso Harry Quebert.

Diante de tantas incertezas e agitação, os dois resolvem investigar o que de fato estaria por trás da morte de Alaska Sanders e logo fica evidente que o cenário que se descortina é muito mais complexo do que parecera anos antes. Somente unindo forças Gahalowood e Goldman terão alguma

chance de descobrir a verdade.

Muito interessante, não é? Aliás, achei o enredo de Quem matou Alaska Sanders com a mesma vibe de A verdade sobre o caso Harry Quebert.

02 – Você não deveria estar aqui (Jeneva Rose)

Você não deveria estar aqui é um thriller sombrio de investigação da mesma autora de O casamento perfeito.  

Em seu novo livro, a autora Jeneva Rose explora o drama da personagem Grace Evans que mora em Nova York e está prestes a vivenciar os sintomas de uma severa crise de Burnout com o trabalho em um banco e a correria da cidade grande. Nas férias, em busca de um descanso em sua vida, ela reserva na plataforma Airbnb um quarto em um rancho em Dubois, no Wyoming, Meio-Oeste dos Estados Unidos.

Quando chega ao refúgio idílico isolado e cercado pelas Montanhas Rochosas, ela é recebida pelo educado e atraente anfitrião Calvin Wells, que cuida do local após o falecimento dos pais. Calvin está ansioso para apresentá-la aos segredos do seu estilo de vida tranquila nas montanhas, onde se dedica à criação de vacas, galinhas e ovelhas, além de uma vasta horta nas grandes terras herdadas de seus pais. Ao mesmo tempo em que se sente atraído pelo caubói, Grace percebe que os celulares não possuem sinal e o wi-fi da residência está danificado.

A sensação de que há algo de errado naquele rancho só aumenta quando, na gaveta do quarto, ela encontra roupas íntimas que parecem ter sido deixadas pela hóspede anterior. Além disso, as amigas e amigos de Calvin não demonstraram simpatia por ela. Em seguida, conhece Joe, o irmão bronco de seu anfitrião que a trata de maneira estranha.

Grace passa a desconfiar de todos ao seu redor. Calvin parece ter planos não revelados para sua visitante e nem imagina que ela possui um motivo muito maior para estar naquele lugar.

03 – O colecionador de ossos (Jeffery Deaver)

O livro O Colecionador de Ossos que faz parte da Coleção Negra da editora Record foi um dos primeiros que ‘invadiu’ a minha estante quando resolvi montar uma pequena sala de leitura.

Ainda me lembro que devorei avidamente as suas páginas até altas horas da madrugada. Cara, eu não parava de ler! O Thriller policial envolvendo a novata policial Amelia Sachs e o brilhante criminologista Lincoln Rhyme - que correm contra o tempo para prender um perigoso serial killer que trucida as suas vítimas de maneira cruel, deixando, propositadamente, pistas espalhadas pelo caminho – é de prender o fôlego do mais frio dos leitores.

Deaver conta a história de Rhyme, um criminologista brilhante, considerado um dos melhores da área. O cérebro do sujeito é uma verdadeira máquina, capaz de fazer deduções fantásticas, esclarecendo crimes considerados impossíveis. Tanto é verdade que no momento em que o ‘negócio’ aperta no Departamento de Polícia, o pessoal já grita socorro para o Rhyme.

Ele é uma verdadeira sumidade no meio policial americano, mas a sua carreira acaba sendo interrompida por um acidente que o deixa tetraplégico - ele consegue mexer apenas a cabeça e um dedo -  e preso a uma cama.

Para localizar e prender esse cruel serial killer, Rhyme concorda em unir forças com uma policial novata, Amelia Donaghy.  Como está imobilizado na cama e assistido por uma enfermeira, Rhyme se comunica com Amelia por telefone enquanto ela examina os vários locais dos crimes, em busca de pistas e rastros que coleta e relata a seu parceiro. Juntos, eles tentam desvendar o labirinto de pistas para evitar o próximo crime hediondo do Colecionador de Ossos.

04 – No meio da noite (Riley Sager)

Neste thriller de Riley Sager que também explora um clima sombrio, o personagem Ethan Marsh está determinado a solucionar o caso do misterioso desaparecimento de seu melhor amigo Billy Barringer que sumiu há trinta anos e abalou toda a cidade.

Em uma noite quente de julho de 1994, Ethan, com dez anos na época, e Billy, acampavam no gramado de sua casa, na sossegada rua sem saída de Nova Jersey. Na manhã seguinte, Ethan acordou com a luz do sol no rosto e percebeu que estava sozinho. Durante a noite, alguém cortou a lateral da barraca com uma faca e levou Billy. O menino nunca mais foi visto.

Trinta anos se passam, e, com a mudança repentina dos pais, Ethan volta a morar na casa onde cresceu. Atormentado pela insônia e sempre pelo mesmo pesadelo que passou a ter depois do desaparecimento do amigo, ele começa a notar que coisas estranhas vêm acontecendo no meio da noite. Luzes com sensor de movimento na garagem dos vizinhos se acendendo e se apagando, bolas de beisebol surgindo no quintal, objetos em lugares que ele não se lembra de ter colocado… Estaria alguém lhe pregando uma peça de mau gosto? Ou será que Billy, dado como morto por muitos, teria retornado a Hemlock Circle? Incapaz de ignorar esses eventos misteriosos e o fato de vir sentindo a presença de Billy durante a madrugada, Ethan dá início a uma investigação própria.

05 – E não sobrou nenhum (Agatha Christie)

Apesar de não ter gostado tanto de E Não Sobrou Nenhum, não posso negar que o enredo escrito pela “Rainha do Crime” se encaixa perfeitamente nesta lista. Na história, dez pessoas sem nenhuma ligação aparente – cada uma com um fato marcante em suas vidas relacionado a um crime – são convidadas, ou melhor, ludibriadas por um milionário misterioso chamado Mr. Owen a passar um agradável período de descanso em uma de suas propriedades localizadas na misteriosa Ilha do Soldado. Um a um dos convidados vai morrendo, sendo assassinado de maneiras diferentes. O mistério gira em torno de saber quem é o assassino. Num instante, todos são suspeitos, todos são vítimas e todos são culpados.

É neste clima de tensão e de desconforto que as mortes inexplicáveis começam e, sem comunicação com o continente devido a uma forte tempestade, a estadia do grupo transforma-se num verdadeiro pesadelo. Todos se perguntam: quem é o misterioso anfitrião, Mr, Owen? Existe mais alguém na ilha? O assassino pode ser um dos convidados? Que mente ardilosa teria preparado um crime tão complexo? E por qual motivo?

Confira aqui, a resenha do livro que escrevi há algum tempo.

Taí galera! Por hoje é só.

 

09 abril 2026

Os Humanos

Os Humanos de Matt Haig foi meu companheiro de quarto durante o meu processo de recuperação após a temida cirurgia de hemorroidectomia. Aquele extraterrestre odiável no início, complicado e indeciso no meio trama, mas adorável no final; esteve ao meu lado durante o meu pós operatório – doido e sofrido – no hospital e depois em minha casa.

Confesso que não foi o melhor livro que já li, mas não há como negar que  o seu enredo prende muito a atenção, principalmente pelo carisma do personagem principal: um ET que vem ao planeta Terra para dizimar toda a sua população, mas conforme vai vivendo em nosso meio e conhecendo os hábitos da população, a criatura vai mudando de opinião colocando em risco a sua missão.

Enquanto lia Os Humanos, me coloquei, muitas vezes, no lugar daquele ET. Imaginei estar de passagem em um outro planeta completamente diferente do meu com muitos hábitos estranhos, alguns até mesmo reprováveis. Mas então, durante a minha convivência com os moradores desse planeta desconhecido e distante vou compreendendo que os seus hábitos estranhos não tem absolutamente nada de reprováveis, pelo contrário, alguns deles são até... amáveis.

É esta percepção que o personagem principal do livro de Haig sente ao chegar em nosso planeta e começar a conviver com todos nós terráqueos.

Ele se sente enojado pela aparência dos humanos, pelo que eles comem e por sua capacidade de matar e guerrear. Mas, à medida que o tempo passa, ele começa a perceber que pode haver mais coisas nessa espécie do que havia pensado. Disfarçado de um ser humano, ele cria laços com a família de um homem e começa a ver esperança e beleza na imperfeição humana, o que o faz questionar a missão.

O extraterrestre vai perceber que existem as pessoas más, mas também existem as pessoas boas de coração. Ele vai mais a fundo e descobre o significado de gestos e atitudes como o perdão, o arrependimento, a reação diante de uma perda e assim por diante. A cada descoberta sua, os leitores vão se apaixonando por esse ET.

Por essa abordagem do autor, Os Humanos é um livro bem profundo, até mesmo filosófico em algumas partes, mas muito gostoso de se ler. Como já foi dito, não foi o melhor livro que li, mas certamente, foi um dos melhores.

No enredo de Os Humanos, o professor Andrew Martin, um brilhante matemático da Universidade de Cambridge, faz uma descoberta que pode mudar para sempre o destino da humanidade. Algo que, para uma espécie tão primitiva e cheia de falhas como a nossa, é perigoso demais. Por isso, uma raça alienígena “pacífica” de um planeta distante, envia um emissário para a Terra.

Quando um visitante extraterrestre, frio e puramente lógico, assume a identidade do professor, sua missão é clara: destruir as evidências da descoberta e garantir que a Terra permaneça no seu patamar de insignificância cósmica. Mas aos poucos, o emissário, isento de emoções, é modificado pela própria humanidade que veio aniquilar.

Taí um breve resumo do enredo da obra. Enfim galera, recomendo a leitura de “meu companheiro de quarto”. Acredito que vocês irão gostar muito.

Ah! É importante lembrar que Os Humanos foi publicado originalmente em 2013, mas só chegou ao mercado literário brasileiro em 2017 através da editora Jangada. Agora, aproveitando o embalo dessa onda “pró Matt Haig” que está varrendo a Net graças ao sucesso de A Biblioteca da Meia-Noite

e a expectativa em torno do lançamento de O Trem da Meia-Noite; a editora Bertrand Brasil decidiu relançar Os Humanos com um novo projeto gráfico.

04 abril 2026

5 livros de terror horripilantes para ficar longe de sua mesa de cabeceira a noite. Se perder o sono não os leia... jamais

Cara, tem livros de terror e de “TERROR”, daqueles com todas as letras maiúsculas, cuja leitura deve ser evitada durante a noite se você estiver sozinho e... inadmissível se você perder o sono durante a madrugada e estiver pensando numa leitura para chamar de volta Morfeu. Se você se arriscar e fizer isso, certamente, Hipnos e seu filho Morfeu irão “vazar”, ou seja, literalmente abandoná-lo pelo restante da madrugada.

Eu, mesmo, apesar de adorar literatura de terror, continuo evitando vários desses livros porque os acho pesados demais. Não estou questionando a qualidade do enredo mesmo porque, alguns deles são muito bons; ocorre que a narrativa é trash galera, muito trash. ‘Entonce’, só recomendo para aqueles leitores ‘trucões’ que não fogem a luta.

Se você estiver afim de encarar qualquer uma dessas obras, fique  avisado de que elas são trucões. Selecionei cinco delas que meteram medo em amigos que são considerados leitores experientes do gênero terror. Creio  que dessas cinco, li apenas uma: Ed e Lorraine Warren: Demonologistas de Gerald Brittle;  e... fiquei impressionado; mesmo fazendo a leitura durante o dia (rs).

Vamos a elas.

01 – Hellraiser – Renascido do Inferno (Clive Barker)

Os Cenobitas. Brrrrrrrrrrr!!! O livro que Clive Barker escreveu em 1986 apresentou ao público os demoníacos Cenobitas. Toda a perversidade desses torturadores eternos está presente em detalhes que impressionam até mesmo os mais experientes leitores de terror. O livro só chegou ao Brasil em 2015 numa edição lindíssima da Darkside. Eu conheço apenas o filme que passou nos cinemas em 1987, mas dois amigos que leram a obra de Barker – um deles, recentemente – garantem que o livro é muito mais trucão do que o filme.

Dizem que Clive Barker escreveu o romance Hellraiser – Renascido do Inferno já com a intenção de adaptá-lo ao cinema. O cultuado filme de 1987 também seria sua estreia na direção, e ele usou o livro para mostrar todo seu talento como contador de histórias a possíveis financiadores. Nas palavras do próprio Barker.

A obra literária tem a mesma vibe da produção cinematográfia: mutilações, torturas e o escambau a quatro. Enfim, Hellraiser é, particularmente, assustador. Este meu amigo que leu a obra há duas semanas, me revelou que passou mal em vários momentos.

A história tem como protagonista Frank Cotton e a sua busca desenfreada por prazer. Após pensar já ter esgotado todas as possíveis fontes de prazer carnal conhecidas, ele passa a buscar algo mais, apostando todas as suas fichas para tentar encontrar e desvendar o quebra-cabeça da misteriosa caixa de Lemarchand. Quando ele decide abrir a tal caixa em buscas de um prazer desenfreado, ele libera, diretamente do inferno, os demoníacos Cenobitas. A partir daí “a coisa” pega.

Fica o meu conselho de amigo: mantenham Hellraiser – Renascido do Inferno longe de sua mesa de cabeceira.

02 – Evangelho de Sangue (Clive Barker)

Mesmo que você tenha conseguido escapar “com alguns arranhões” após a leitura de Hellraiser – Renascido do Inferno, durante uma madrugada insone, corra, mas corra, de fato, de Evangelho de Sangue, também de Clive Barker. Se, por acaso, perder o sono numa dessas ‘madrugas’ evite ler essa obra. Agora, se como amante do terror pesado você desejar apreciar a narrativa; faça durante o dia.

A obra de Barker é amplamente reconhecida por seu conteúdo visceral, contendo descrições gráficas de violência, tortura e mutilação; muito mais do que o seu antecessor Hellraiser.

Sabem aquele amigo meu que leu Hellraiser e passou mal? – aquele amigo que descrevi acima? – Pois é, ele também encarou a sequência da história dos Cenobitas e ficou ainda mais impressionado. Ele relatou que o livro já começa arrepiando logo nas primeiras páginas mostrando uma cena de carnificina onde o sacerdote do inferno (Pinhead) massacra um grupo de magos, utilizando descrições detalhadas de corpos sendo despedaçados e transformados. A partir daí o “caldo engrossa” – foi esse o termo utilizado por ele – e a narrativa vai ficando cada vez mais pesada.

Fiel à mitologia de Hellraiser, a obra explora a "estética da dor", apresentando mutilações corporais extremas como forma de transcendência ou punição.

 Comentários de leitores que leram Evangelho de Sangue descrevem a escrita do autor como "crua" e "brutal", não poupando detalhes sobre o cheiro de carne pútrida ou a sensação de ferimentos expostos.

O livro serve como a conclusão épica da saga do personagem Pinhead de Hellraiser – Renascido do Inferno - e marca o encontro definitivo entre o sacerdote do inferno e o detetive do sobrenatural Harry D'Amour.

03 - Ed e Lorraine Warren: Demonologistas (Gerald Brittle)

Este eu li e... tremi na base. Não li de madrugada, mas mesmo assim, fiquei impressionado. Por isso, não recomendo ter Ed e Lorraine Warren: Demonologistas em sua cabeceira, ali pertinho de seu travesseiro.

Cara, o livro é tenso demais. Tão tenso que cheguei a ter algumas atitudes até mesmo hilárias. Após ter concluído a leitura da narrativa com os batimentos cardíacos já normalizados, pensei que jamais teria essas atitudes. Uma delas foi rasgar e jogar fora a foto promocional da boneca Annabelle que acompanha o livro, um brinde super bem sacado da editora DarkSide. Disse para mim mesmo: - Meu! Quero essa foto na minha casa não! Sei lá, vai que esse treco tá carregado com influências negativas ou então acompanhado de alguma outra coisa metafísica. Ahahaha! Acreditem. Cheguei a fazer isso (rs).

Há uma diferença enorme de obras ficcionais de terror para obras reais de terror. Com relação ao primeiro exemplo, você sabe que o enredo é fantasioso e saiu da mente fértil de um romancista. Quanto ao segundo exemplo, o ‘negócio’ muda de figura, já que a história contida nas páginas foi baseada em fatos reais e, confesso, que os fatos documentados no livro de Brittle impressionam, até mesmo os mais céticos.

As 272 páginas do lançamento da DarkSide, faz com que o leitor repense todas aquelas brincadeiras bobas feitas no passado com grupos de amigos que envolviam o sobrenatural e o preternatural. Os tabuleiros Ouija e as brincadeiras do copo. Lembram-se? Ufa! Ainda bem que não tive essa curiosidade.

Classifico Ed e Lorraine Warren: Demonologistas, da série Arquivos Sobrenaturais, lançado pela editora DarkSide, como uma obra fodasticamente fodástica. A leitura impressiona os crentes e também os descrentes em assuntos polêmicos como espíritos opressores, possessões, fantasmas, casas mal-assombradas e por aí afora.

04 – A garota da casa ao lado (Jack Ketchum)

Não conheço o livro de Jack Ketchum, mas os depoimentos de leitores que eu vi nas redes sociais - enquanto preparava essa postagem - deixam evidente que A garota da casa ao lado é um livro para ficar bem longe de sua mesa de cabeceira. Um desses depoimentos me chamou a atenção. Confira parte dele: “esse livro vai provocar danos irreversíveis na sua alma. Primeiramente, é importante dizer que esse livro não é para qualquer um. Nunca foi tão verdadeiro dizer que a leitura de “A Garota da Casa ao Lado” é para corações realmente fortes. Possuo uma extensa coleção de livros de terror e nunca fiquei tão perturbado com uma leitura como em “A Garota da Casa ao Lado” de Jack Ketchum, me deixando até com dificuldades de dormir. Mais de uma vez pensei em interromper a leitura pelo incômodo e mal estar. De certa forma, nós leitores também somos torturados”. Forte, né galera?

A garota da casa ao lado é um romance de terror psicológico baseado no caso real do assassinato de Sylvia Likens em 1965. O livro narra, sob a perspectiva de um vizinho, a tortura brutal e o cativeiro de uma adolescente por uma mulher e crianças da vizinhança, explorando a maldade humana.

A história foca em Ruth, uma mulher instável que cuida de duas garotas, Megan e Susan, após seus pais viajarem. Ruth e seus filhos, junto com crianças do bairro, submetem Megan a abusos físicos e psicológicos extremos no porão de casa. É considerado um clássico de terror visceral e uma leitura perturbadora.

05 – Desfiladeiro do medo (Clive Baker)

E fechamos a nossa lista novamente com Clive Barker que adora ‘meter’ aquele medo visceral em seus leitores. Desfiladeiro do medo é um soco no estômago dos leitores, até mesmo daqueles que não se impressionam com narrativas de terror pesadas.

Pretendia comprar essa obra, mas acabei desistindo após ter lido vários comentários na Internet e também consultado algumas pessoas que conhecem a história de Baker. Tanto os comentários que li quanto as pessoas que consultei me desestimularam a adquirir a obra. Fiz essa opção porque estou numa fase de leituras mais ‘zen’ - sejam livros de terror ou não - e Desfiladeiro do medo é trash.

Não é um livro para todos, muitas partes são excessivamente eróticas e absurdamente grotescas, onde a imaginação do autor surpreende mais uma vez. Há passagens pesadíssimas de muita luxuria e violência, apresentados de forma lasciva e sem filtros. Agora, imagine você numa noite insone acordando de madrugada, sozinho, e lendo essa pedrada? ‘Impossible’, né galera.

Desfiladeiro do Medo é um romance de terror gótico contemporâneo que explora a decadência de Hollywood, obsessão e o sobrenatural. A trama acompanha Todd Pickett, um astro de cinema em decadência que se esconde em uma mansão misteriosa no isolado Coldheart Canyon após uma cirurgia plástica malsucedida.

Todd busca refúgio para se recuperar, mas descobre que o local é assombrado por espíritos de antigas estrelas de Hollywood que vivem em um estado de orgia eterna e malévola.

Enfim, é isso aí. Se mesmo após essa postagem, vocês estiverem dispostos a encarar esses livros durante as suas madrugadas de insônia, leiam por conta e risco (rs).

Inté pessoal!

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