04 agosto 2026
'Anjos do Fim': Autora de Fallen lança nova saga no Brasil; confira a data e pré-venda
Tenho quase certeza de que este post vai agradar em cheio — tipo acertar no alvo — os fãs de uma saga literária que se transformou em uma verdadeira coqueluche em 2010, com mais de 1,4 milhão de exemplares vendidos no Brasil. Estou me referindo à saga Fallen, que marcou época ao definir a literatura jovem dos anos 2010 com sua estética gótica, o romance imortal entre anjos caídos e uma legião de fãs apaixonados nas redes sociais da época. Esta série fez tanto sucesso que acabou virando filme em 2016 e também ganhou uma adaptação em série de TV chamada Fallen: Luz e Sombra.
Pois é,
hoje estou passando por aqui para avisar que Lauren Kate, autora desse
megassucesso literário, acabou de lançar seu novo livro, Anjos do Fim, primeiro volume de
uma nova saga com a mesma vibe de Fallen. A novidade, que já está bombando nos EUA,
deve chegar às livrarias brasileiras no dia 13 de agosto. Mas a boa notícia é
que o livro já está em pré-venda em várias livrarias virtuais, incluindo a
Amazon.
Desta vez,
Lucinda Price — mais conhecida pelos fãs como Luce — e o anjo caído Daniel
Grigori cedem seus lugares para Desdemona Rae e Rafe de la Cruz nesta nova
série idealizada por Lauren Kate.
De acordo
com o release promocional da editora Galera Record, quando o destino de
Desdemona Rae se cruza com o do misterioso Rafe de la Cruz, seu mundo vira de
ponta-cabeça.
Após o
irmão ser hospitalizado devido a uma agressão brutal e ela ser apontada como a
principal suspeita do crime, Desdemona, mais conhecida como Des, está atolada
em problemas. Com a polícia em seu encalço e sem muitas opções, ela vê no
convite de Rafe para ingressar na exclusiva escola de cinema Acheron a chance
perfeita para se esconder e realizar o grande sonho de se tornar cineasta.
Mesmo consumida
pela culpa e pela preocupação, ela aceita a proposta. Ao chegar à escola
determinada a ser uma aluna exemplar, Des mergulha em um universo poderoso,
impiedoso e repleto de intrigas, onde calouros e veteranos enfrentam uma
competição perigosa.
À primeira
vista, a Acheron pode parecer o caminho perfeito para uma carreira de sucesso.
Mas, ao descobrir os segredos sórdidos da instituição, Des se verá diante de um
conflito existencial em escala cósmica. E não será apenas o seu coração ou a
sua vida que estarão em jogo.
Uau! Pela
sinopse promocional, parece que o novo livro da Lauren promete, não acham? Pelo
que entendi, o plot — sem o twist,
claro (rs) — parece ser uma mistura envolvente entre a realidade do cinema
moderno e guerras celestiais secretas. O cenário dessa misteriosa escola traz
aquela atmosfera gótica e competitiva perfeita para quem ama mistérios
institucionais. Por fim, tudo indica que a química intensa e proibida entre Des
e Rafe entregará tudo o que os fãs de romantasia — principalmente aqueles que leram Fallen — mais gostam.
Ah! Antes
que me esqueça: durante as minhas "zapeadas" nas redes sociais
(inclusive de outros países onde a obra já foi publicada), fiquei sabendo que,
agora, Lauren Kate entrega uma roupagem muito mais madura do que a de Fallen, cheia de reviravoltas.
E aí,
galera, se interessaram? Então é só aguardar o dia 13 de agosto, quando a obra
será publicada no Brasil.
No próximo
post tem mais lançamentos literários para vocês.
Fui!
01 agosto 2026
As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro
Dependendo do ponto de vista de cada leitor, existem
livros quentes, mornos e frios. Na minha concepção, “As
Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro” tem um enredo morno que, em
muitos momentos, não chegou a me empolgar ou ao menos despertar o meu
interesse. Se teve passagens boas? Sim, claro. Prova disso foi a postagem que
escrevi em junho de 2026, logo que comecei a ler a obra. Aqueles que viram o post
perceberam que, após os dois primeiros capítulos, a leitura havia engatado, mas
depois o meu nível de atenção caiu para a primeira marcha. Confesso que meu
foco na história sofreu muitas variações: ora ficava interessado, ora esse
interesse caía lá no chão.
A culpa dessas oscilações é do enredo, que às vezes é
fluido e, em outras, frio. Ele se torna frio quando a autora interrompe trechos
interessantes com outros cansativos, tais como diálogos enfadonhos entre os
personagens e longas explicações sobre a origem, os costumes e o dia a dia da
tradicional família Ribeiro de Castro. Um desses momentos acontece quando os
primos de Cristina se encontram pela primeira vez na casa da avó — um encontro
recheado de diálogos monótonos e insípidos.
As interações entre Cristina e uma entidade
sobrenatural, que ocorrem várias vezes no decorrer da história, também não
causam um grande impacto. Não estou dizendo que esses encontros deveriam ser
puramente fantásticos, mas ao menos deveriam ter um tom um pouco mais
sobrenatural — algo que só acontece em duas ou três linhas no final do livro.
Entendo que a autora tenha optado por humanizar a entidade, mas acredito que,
ao fazer isso de forma quase completa, perdeu-se a aura de impacto nos
leitores.
O mesmo não aconteceu com outra entidade muito
conhecida do folclore brasileiro que também aparece na história. Neste caso, a
autora foi muito feliz ao criar um personagem que equilibra na medida certa o
sobrenatural e a realidade. Aliás, a reviravolta no enredo (plot) que
marcou o encontro desse ser folclórico com o padre da cidade, na porta da
igreja, foi fantástica. Como eu já conhecia a origem da lenda dessa
“assombração”, acabei adivinhando de cara qual seria a reviravolta. Apesar
disso, achei o trecho muito bem escrito.
As inúmeras descrições da rotina dos trabalhadores e
das pessoas que frequentam uma tradicional festa folclórica na pequena cidade
de São Pedro da Serra Alta também contribuíram para deixar a leitura cansativa.
Mas é evidente que a obra também tem momentos bons,
que despertaram bastante o meu interesse. O início, por exemplo, já começa
acelerado quando a avó da personagem principal pede que ela e a irmã jamais
pensem em sair de casa na primeira noite da festa folclórica da cidade. Quando
a neta caçula desobedece e sai, a avó fica desesperada e pede para Cristina
encontrar a irmã e trazê-la imediatamente de volta para a segurança do lar.
Pimba! Logo nas primeiras páginas, Laura Pohl consegue fisgar a atenção do
leitor.
Outras passagens que mantêm a leitura em quinta marcha
são as três tarefas que Cristina deve cumprir para salvar sua irmã caçula. A
última delas reserva uma reviravolta (plot twist) que me surpreendeu bastante.
Juro que não esperava por aquilo. Leiam o que está escrito no sino da igreja e
depois me digam se concordam comigo!
Portanto, em minha opinião, se não fossem os diversos
trechos e diálogos desinteressantes que quebram o ritmo da história — além da
falta de uma “pitada” a mais na composição da entidade sobrenatural que divide
o protagonismo com Cristina —, certamente eu teria gostado muito mais do
enredo.
Acredito que, por focar bastante em desenvolvimento
pessoal, espiritualidade e autoconhecimento, a narrativa de “As Três Tarefas
de Cristina Ribeiro de Castro” ganha um ritmo mais lento em alguns trechos.
Outro detalhe que contribui para isso é o foco nos diálogos familiares e nos
dilemas da protagonista antes das provas sobrenaturais.
É isso, galera! Leiam e depois me digam o que acharam.
Até mais!
29 julho 2026
Uma babá perfeita ou um pesadelo real? Conheça A Ilha de Gloam a fantasia sombria de Jack Mackay
Toda vez que vou escolher um livro em minha estante e
"bato" os olhos em A Princesinha, de Frances Hodgson Burnett,
recordo-me de que por muito pouco quase deixei de ler um dos livros mais
marcantes da minha vida de leitor. E tudo por causa do seu gênero:
infanto-juvenil.
Deixe-me explicar. Há vários anos, quando adquiri o
livro em um sebo, alguns colegas leitores me disseram para não perder tempo com
a narrativa de Frances Hodgson, por ser direcionada ao público infanto-juvenil.
Alguns foram mais contundentes e tascaram: "Não perca tempo lendo
narrativas para o público infantil. Você já passou dessa fase." — Cara,
acredite, tive de ouvir isso! Mas resolvi nadar contra a maré e encarei a
história. Pois é: se eu não tivesse tido essa postura, teria deixado de ler —
como já expus acima — um dos melhores livros da minha humilde biblioteca.
Entendo que muitos livros infanto-juvenis têm o poder
de fisgar a atenção de leitores de outras faixas etárias por causa da qualidade
de suas narrativas. Com A Princesinha não foi diferente. A partir daí,
passei a dar muito mais valor a esse gênero literário.
E é por isso que certamente lerei A Ilha de Gloam,
livro de estreia do escritor britânico Jack Mackay. O livro foi lançado neste
mês de julho pela editora Galera Junior e confesso que a sinopse da história
conseguiu despertar o meu interesse.
A narrativa de Mackay acompanha a jovem Gwen, de 13
anos, que assume a responsabilidade de cuidar de seus três irmãos mais novos
após a morte trágica de sua mãe. O luto familiar força uma mudança radical: os
quatro irmãos e o padrasto se mudam para uma antiga casa em ruínas, localizada
em uma minúscula, isolada e gélida ilha chamada Gloam.
As coisas tomam um rumo verdadeiramente sinister
quando o padrasto precisa trabalhar no continente e contrata uma nova babá,
Esme Laverne. Enquanto todos se encantam pelas palavras doces e pela aparência
perfeita da cuidadora, Gwen percebe que há algo profundamente errado. Esme
possui um sorriso afiado demais, olhos famintos e uma aura perigosa que parece
alimentar-se do medo e da vulnerabilidade das crianças.
Ignorada pelos adultos, Gwen se vê completamente
sozinha na missão de proteger sua família. Conforme pesadelos e criaturas
aterrorizantes ganham vida pelos cantos da casa, a garota precisa confrontar
seus próprios traumas e lutos ocultos para encontrar a coragem necessária e
banir o monstro que tomou conta de seu lar antes que seja tarde demais.
Vai, confesse... me diga se esse enredo não despertou
o seu interesse em ler a obra. O meu já está acordado faz tempo (rs)!
Acredito que A Ilha de Gloam, por mesclar
suspense psicológico, luto real e fantasia sombria, vai conquistar facilmente a
atenção dos leitores adultos. De acordo com o release fornecido pela editora, a
história consegue equilibrar uma atmosfera de mistério assustadora com dilemas
profundos sobre amadurecimento e responsabilidade familiar.
Está aí, pessoal! Fica a dica de leitura.



