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21 maio 2026

Em clima de copa do mundo, escritora brasileira lança “Camisa Onze” que une romance e futebol

Copa do Mundo tem todo aquele clima né galera? Quando ‘digo’ “todo aquele clima” estou me referindo aquela aura com o poder de contagiar vários setores da sociedade e também do comércio. São empresas que planejam “saídas” legais para dispensar os seus funcionários para que possam acompanhar as partidas da seleção brasileira. São empresas que aproveitando a mística da competição preparam promoções especiais visando aumentar a venda de televisores ou artigos esportivos. São lanchonetes e restaurantes que inventam lanches curiosos com nomes de seleções ou jogadores da copa.

Pois é, o clima de copa do mundo que vivemos a cada quatro anos é fodástico, mas um fodástico no bom sentido. E a editora Verus aproveitando o momento também decidiu entrar nesse clima lançando uma comédia romântica com dois personagens batizados com nomes que certamente estão guardados na memória de todos os esportistas brasileiros: Bebeto e Romário.

O livro Camisa Onze da escritora baiana Vanessa Reis conta a história de Ana Romário e Bebeto, batizados com nomes de craques, que envolve amizade, autodescoberta, relações familiares e, claro, futebol. De acordo com o release promocional da editora Verus, Camisa Onze traz uma narrativa sobre o amor adormecido pelo tempo e o reencontro de dois jovens de personalidades totalmente diferentes, mas que são unidos pela paixão de suas famílias pela Copa.

Vanessa Reis mostra que o futebol sempre esteve presente na vida de Ana Romário e Bebeto – ela, uma zagueira de temperamento explosivo; ele, um fisioterapeuta retraído. A história dos dois vai sendo contada de Copa em Copa, até que um inesperado reencontro evidencia quantos números onze cabem nas memórias de uma vida inteira.

Depois de anos jogando fora do país, Ana volta ao Brasil para ficar mais perto da família, na Bahia. A sensação de voltar para sua casa se mistura com as dúvidas na carreira. ‘Entonce’, surge Bebeto e a partir daí... só lendo o livro (rs).

Vanessa Reis Nasceu no finalzinho dos aos 80 no interior da Bahia e sempre esteve próxima à literatura. Como filha de professora, os livros fizeram parte de seu cotidiano desde pequena, e sua criatividade foi incentivada não apenas em casa, mas também na escola, onde fazia textos para feiras culturais e adaptações de peças clássicas. 

Ela é conhecida por escrever romances contemporâneos com forte representatividade PCD (Pessoa com Deficiência). Formada em Serviço Social, ela tem osteogênese imperfeita (ossos de vidro) e utiliza cadeira de rodas. Começou a escrever para preencher uma lacuna que sentia como leitora: a falta de protagonistas com deficiência em histórias de amor.

É também autora do romance de sucesso Interseção também publicado pela editora Verus.

Taí, uma dica de leitura para a galera que gosta de futebol e ama uma comédia romântica. Sugestão? Aproveite para ler o livro enquanto você aguarda os jogos do Brasil nesta copa. Depois você me conta se gostou do enredo. Combinado? (rs).

 

 

16 maio 2026

“Um Estudo da Obediência” chega nas livrarias brasileiras com o status de obra rara

Recentemente, ganhei um livro chamado Um Estudo da Obediência. A capa da obra acabou despertando o meu interesse por dois motivos: o primeiro deles, a imagem – até certo ponto chocante – de um passarinho morto caído no chão. O segundo motivo foram duas informações bem resumidas que comunicavam ao leitor de que o livro havia sido finalista do “Booker 2023” considerado um dos mais importantes prêmios atribuídos para obras de romance e ficção no Reino Unido. E por fim, que a sua autora Sarah Bernstein faturou, também em 2023, o prêmio Granta. Este prêmio corresponde a uma prestigiada seleção da revista literária britânica Granta, que a cada década identifica os mais promissores talentos literários de uma geração.

A partir daí comecei a ficar envolvido pelo livro que tinha em mãos e descobri que ele foi publicado originalmente em 2023 apenas no Canada, terra natal de Sarah Bernstein. Em 2024, a obra chegaria nas livrarias portuguesas com o título de Manual da Obediência. Os leitores brasileiros que desejassem ter o livro poderiam encontrá-lo na Amazon no idioma nativo de Portugal pela bagatela de R$ 435,00. Isso mesmo: R$ 435,00!! As pessoas que não se incomodavam em ler um enredo em português, mas... português europeu, poderiam comprar a obra, pagando em euros: 16,60€, o equivalente a R$ 96,23. Lembrando que você estaria pagando tudo isso por apenas 208 páginas. Resumindo: mesmo engolindo o sapo de ler um enredo em outro idioma, a barreira do preço tornava inviável a aquisição.

Mas, no dia 4 de maio de 2026, essa barreira foi derrubada. A editora Amarcord decidiu colocar nas prateleiras das livrarias físicas e virtuais a premida obra literária de Bernstein em nosso bom e velho idioma ‘verde e amarelo’. A editora brasileira substituiu o título Manual da Obediência por Um Estudo da Obediência que já pode ser adquirido na Amazon nas versões Kindle por R$ 39,90 e capa comum por RF$ 69,90.

Nas minhas zapeadas pelas redes sociais e portais de notícias literárias nacionais e internacionais, incluindo o ‘The Guardian’, The Daily Telegraph, as informações são as de Um Estudo da Obediência tem sido aclamado pela crítica como uma obra-prima contemporânea se destacando por sua atmosfera de tensão e angústia, sendo apontado como uma das vozes mais originais da literatura atual. Espero que os críticos não estejam exagerando porque estou pensando seriamente em furar a minha lista de leituras para ler Um Estudo da Obediência. Vamos ver (rs).

De acordo com informes da editora, Um Estudo da Obediência tem uma atmosfera fascinante de alienação e angústia.

No enredo, uma jovem mulher abandona seu emprego em um escritório de advocacia e se muda para um lugarejo remoto ao norte, terra de origem de seus antepassados, para ajudar a cuidar da casa de seu irmão, que foi recentemente deixado pela esposa.

Entretanto, logo após sua chegada, uma série de acontecimentos inexplicáveis começam ocorrer: um episódio de histeria coletiva entre o gado; a morte de uma ovelha e de seu cordeiro prestes a nascer; a estranha gravidez de uma cadela das redondezas; uma praga nas plantações de batata. Ela logo percebe que os moradores a culpam por esses eventos. Eles a desprezam e muitas vezes a temem. Em certos momentos, são vistos fazendo o sinal da cruz ao interagirem com ela, tapando os olhos das crianças e se escondendo atrás de balcões quando ela está presente.

À medida que a hostilidade aumenta, o medo a invade: até onde isso poderia chegar? O que seus vizinhos seriam capazes de fazer?

Ainda de acordo com o release da editora: “Com uma voz afiada e lírica, Sarah Bernstein explora questões de cumplicidade e poder, deslocamento e herança. Um estudo da obediência é um romance meticuloso e perturbador”.

E aí galera, se interessaram? Então só resta “partir para a luta” e deixar reservada uma “bufunfa” para ‘encarar’ a versão Kindle (R$ 39,90), a mais barata. Agora, se você for um “leitor-raiz”, assim como eu, já pode ir ‘sacando’ do bolso: quase R$ 70,00.

Ufa!! Respirando aliviado por aqui, já que ganhei o meu (rs).

Até a próxima!

13 maio 2026

“Sem Volta” de Emily Henry e Brittany Cavallaro: um livro com a mesma vibe do filme “Thelma & Louise”

Teve um filme nos anos de 1990 – para ser mais exato, em 1991 – que fez muito sucesso; mais do que isso: “Thelma & Louise” do diretor Ridley Scott redefiniu o gênero ‘road movie’ feminino e marcou o cinema mundial. Quer ver como esse filme foi tão fora da curva, tão fora da casinha (no bom sentido)? Tá bem, eu conto. Pela primeira vez na história do Óscar – o maior prêmio do cinema mundial – um filme teve duas atrizes indicadas para o mesmo prêmio; no caso, o prêmio de “Melhor Atriz”. Geena Davis e Susan Sarandon, mesmo perdendo a disputa, elas conseguiram essa proeza. Proeza que ganharia o status de antológica se o filme icônico “O Silêncio dos Inocentes” não estivesse na mesma disputa. Digo isso porque, Jodie Foster que viveu a agente do FBI Clarice Starling foi a ganhadora na categoria.

Das cinco indicações que teve, “Thelma & Louise” levou a de “Melhor Roteiro Original” o que prova que o seu enredo, de fato, é fantástico. Um dos melhores roteiros de cinema já escritos.

Por que o filme de Scott pode ser considerado fora da casinha (como já citei acima)? Vejam bem, as personagens Thelma e Louise eram protagonistas femininas vivendo num mundo em que todos os homens eram considerados padrões universais de comportamento, ou seja, verdadeiros arquétipos. Então surgem essas duas mulheres que após escaparem de relacionamentos falidos, começam fazer coisas que personagens femininas não deviam fazer de maneira alguma: matar (uma única vez, um estuprador), roubar, fugir da polícia, transar com desconhecidos, atear fogo em um caminhão. Eram mulheres cada vez mais livres e distanciadas dos padrões impostos para personagens femininas. Cara, com tantos paradigmas femininos sendo rompidos, o filme, simplesmente bombou (novamente no bom sentido) nos cinemas, depois em VHS, depois em DVD e continua bombando nos streamings da vida).

Por tudo isso, o livro Sem Volta de Emily Henry e Brittany Cavallaro acabou chamando a minha atenção e, confesso, despertou o meu interesse. Após ter lido a sinopse da história, exclamei: “Caráculas! Este livro tem a mesma vibe de Thelma & Louise!”

Se no filme de Scott temos Thelma e Louise, no livro de Henry e Cavallaro temos Winona e Lucille que a exemplo das protagonistas do filme, com algumas diferenças, também resolvem romper todos os padrões convencionais que a sociedade dita para as mulheres.

Thelma (dona de casa submissa) e Louise (garçonete independente), embarcam em uma viagem de carro num fim de semana. Esta simples viagem vira uma fuga da polícia quando Louise mata um homem que tentava violentar Thelma, transformando-as em fugitivas em uma jornada de libertação, crime e busca por autonomia em direção ao México. A partir daí, as duas amigas se tornam tão independentes que passam a viver fora do que lhes era socialmente imposto pela sociedade.

Agora confiram a sinopse de Sem Volta. “Lucille trabalha há anos na lanchonete com a mãe, sempre pensando na nova vida que tanto deseja quando se formar no ensino médio. Mas, sempre que junta dinheiro para esse sonho, precisa pagar uma conta ou consertar algo… geralmente culpa do irmão mais velho, o protegido da mãe que vive arrumando desculpas para não trabalhar e que, além de não ajudar, começou a traficar debaixo do teto delas.

Já Winona vive numa mansão e tem roupas, acessórios e carros de luxo. Entretanto, tudo é escolhido e controlado pelo pai desde que a mãe dela morreu, dez anos antes. Winona não pode comer na hora errada, falar na hora errada nem pensar quando não deve. Seu pai é calculista e conhece tudo e todos, fechando um cerco sufocante ao redor da filha.

Numa noite, elas percebem que não podem mais esperar a formatura para começar a viver a vida que tanto sonham. Munidas apenas com um plano grandioso para escapar da cidadezinha do interior de uma vez por todas, elas só precisam arrumar alguns ― muitos ― dólares… e um conversível vermelho também não seria má ideia.

Quando Winona e Lucille finalmente dão um basta, despejam toda a fúria que sentem na estrada, a caminho de uma vida nova”. Viram só?! Me respondam agora, se o livro não tem a mesma vive do filme?!

A maioria das fontes que consultei indicam que Sem Volta é uma releitura ‘jovem adulto’ (YA) da dinâmica de fuga das duas protagonistas.

Pois é galera, como amei o filme de Ridley Scott, com certeza estarei incluindo Sem Volta em minha lista de leituras.

O livro de Henry e Cavallaro chegou nas livrarias em 4 de maio de 2026 num lançamento da Verus Editora.

Inté!

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