06 março 2026
“Guerreiro de Sangue” desembarca nas livrarias brasileiras prometendo lutas épicas, guerra, política e tensão nas arenas
E aí galera que acompanha o “Livros e Opinião”, estão
a fim de encarar a leitura de uma nova saga? Se vocês gostaram de Jogos Vorazes e “O Gladiador” – o
primeiro livro e filme, o segundo só filme - acho que também irão “nadar” na mesma praia de
Guerreiros de Sangue, lançamento da
Galera Record que chegou às livrarias no final de fevereiro. Este é o título do
primeiro volume da saga Velha Therra
da escritora Cecy Robson e que recebeu muitos elogios em seu lançamentos nos
Estados Unidos. Agora, o livro chega ao Brasil para os leitores que são fãs de
carteirinha de uma fantasia com toques de suspense e muita aventura.
O personagem principal da trama é Leith de Cinzarta
que tem apenas uma chance para salvar a sua irmã que está muito doente: se
tornar um gladiador e começar a lutar na arena que carrega um século de
batalhas sangrentas, onde milhares de gladiadores mortos. Apenas um deles
alcançará a glória.
Leith de Cinzarta acreditava que migrar para um novo
reino e se voluntariar para lutar na arena de gladiadores, onde acontecem
torneios cruéis e sangrentos nos quais apenas os mais fortes sobrevivem, o
faria ganhar ouro suficiente para salvar a irmã enferma. Para ele, essa era sua
única chance. Afinal, o que mais tinha a perder?
No entanto, o gladiador logo descobre o quanto estava
enganado. Os torneios lhe arrancaram o que mais lhe importava: a esperança, a
liberdade e sua própria humanidade.
Agora, tudo o que resta a Leith é um corpo marcado por
cicatrizes e alimentado pela fúria e um coração endurecido por anos de luta.
Enquanto tenta sobreviver a mais uma batalha, ele
conhece Maeve, a princesa élfica que representa tudo o que o gladiador mais
odeia e despreza. Até que essa sedutora herdeira ao trono lhe faz uma proposta
irrecusável: a chance de conquistar o cobiçado título de Guerreiro de Sangue…
e, com ele, a liberdade.
Porém em um reino erguido sobre mentiras, a esperança
sempre tem um preço — e Leith está prestes a descobrir que a liberdade pode
custar mais caro do que ele imagina.
Vou ser sincero com você que está lendo esse post: achei
a sinopse da história bem interessante; despertou o meu interesse pela obra,
mesmo não sendo um grande fã de sagas.
Ainda de acordo com o release da editora, em Guerreiro de Sangue Cecy Robson constrói
uma fantasia épica que aborda temas atuais, como políticas de imigração e
corrupção. Afirma ainda que a obra é perfeita para os fãs dos grandes sucessos Quarta Asa e Trono de Vidro. Mas para mim, após ter lido a sinopse, Guerreiro de Sangue tem a “cara” de Jogos Vorazes e “Gladiador”; claro,
guardadas as devidas proporções. E você também não achou?
O livro já está a venda nas livrarias virtuais nos formatos
físico e kindle. E aí? Se interessou?
03 março 2026
Mulher em queda
Se eu tivesse que definir Mulher em Queda, livro que Colleen Hoover escreveu após ter ficado
três anos sumida do mercado editorial, eu utilizaria a frase de um comentário
que li no portal Skoob. A leitora escreveu mais ou menos assim: “O livro tem várias
páginas girando em torno da mesma coisa, com excesso de palavras e pouca
profundidade real!”. Cara, essa é a definição perfeita e objetiva para o novo
livro de Hoover.
A autora enrolou muito, mas muito, de fato. A
descrição de um beijo toma duas páginas; uma simples reflexão entre dois
personagens consome mais duas páginas; uma revelação que caberia dentro de um
‘eu te amo’ ou ‘você é muito importante pata mim’, engole mais paginas; e por
aí a narrativa vai se arrastando tornando grande parte a história rasa e sem
profundidade. Acredito que toda essa enrolação seja num dos maiores ‘pecados’
de Mulher em Queda.
Há ainda um outro pecado, talvez até mais grave do que
toda essa ‘enrolação’; vou revelar qual é: ele se chama engodo. Quando ‘digo’ engodo
estou me referindo ao chamado ‘marketing popular’ que vários blogs e canais no
Youtube fizeram, publicando postagens e vídeos onde revelavam que Mulher em Queda teria a mesma vibe do
megassucesso Verity, primeiro
thriller psicológico escrito pela autora e que explodiu em vendas, tornando-se
um grande fenômeno no mercado editorial. E quer saber? Até o “Livros e Opinião”
cometeu esse pecado (vejam aqui).
Verity
foi
publicado originalmente em 2018 nos Estados Unidos e dois anos depois no Brasil
pela Galera Record. Para se ter uma ideia do tamanho do sucesso desse livro, basta
expor que mesmo após mais de cinco anos de seu lançamento no Brasil, ele
continua ocupando os primeiros lugares nas listas de livros mais vendidos; além
de ter ‘virado’ um filme que deve estrear nos cinemas em outubro de 2026.
Somado a toda essa expectativa, os meios de comunicação começaram a associar Mulher em Queda com Verity afirmando que que o primeiro também era um thriller
psicológico nos mesmo moldes de Verity.
Pronto! Estava formada a tempestade perfeita com os
seguintes elementos: o lançamento de um livro com a mesma premissa de outro que
havia se transformado no passado, num fenômeno editorial; e o retorno de sua autora
famosa, após ter ficado três anos sem ter escrito absolutamente nada.
Mas acontece que o enredo Mulher em Queda não tem nenhuma semelhança com Verity, passando muito longe de ser um thriller psicológico. O que
estou querendo explicar é que o mais recente lançamento de CoHo se enquadra no
gênero ‘dark romance’ que apesar de ser um gênero literário em ascensão, muitos
leitores ainda não se adaptaram a ele.
Não são enredos adolescentes. Requerem “muita
reflexão”, além de experienciar emoções fortes. É um gênero que está começando
a romper a bolha recentemente e que não desfruta de um grande número de
seguidores. Agora, voltando a nossa ‘tempestade perfeita’ junte aos elementos
dessa tempestade um gênero literário não tão popular. Entenderam o porque da
decepção dos leitores CoHo? Eles, com certeza, não são adeptos do ‘dark romance’
que geralmente começa com um vilão ou um anti-herói: um stalker, narcotraficante,
um homem da máfia. Depois, junta-se a violência e a adrenalina a uma narrativa
moralmente ambígua, onde os limites entre o certo e o errado são testados a
cada página. Se identificarmos pelo menos um destes sinais, podemos ter a
certeza que estamos perante um livro desse gênero.
Da mesma forma que a autora foi muito feliz, há sete
anos, quando estreou no thriller psicológico com Verity, um gênero muito diferente do qual estava acostumada; agora,
ao se arriscar – mesmo sem querer – no estilo dark romance, não teve a mesma
receptividade.
Em Mulher em
Queda, uma escritora famosa chamada Petra Rose que já arrebatou multidões e
dominou as listas de livros mais vendidos, passa a sofrer de um bloqueio
literário após ter sido muito criticada pela adaptação de uma de suas obras
para o cinema. O ódio viral da internet a transformou em alvo fácil, e cada página
em branco a qual não consegue escrever por causa de seu bloqueio é mais um
lembrete de que a sua carreira pode estar chegando ao fim.
Desesperada para se reerguer, Petra se refugia numa
cabana a beira de um lago, determinada a concluir o suspense que pode salvar
sua vida profissional. Ela acredita estar sozinha, mas então...
Taí galera; quem sabe aqueles leitores que apreciem o
gênero dark romance, possam acabar amando a história? Afinal de contas, não
existem opiniões literárias unânimes. E isso serve também para Mulher em Queda, já que também li nas
redes sociais alguns comentários de leitores que amaram a história. Não muitos,
mas li.
Inté!
28 fevereiro 2026
“Os Humanos” de Matt Haig é relançado pela Bertrand Brasil com um novo layout. Em maio chega “O Trem da Meia-Noite”
Matt Haig não está para brincadeiras. Depois do
estrondoso sucesso de A Biblioteca da
Meia-Noite, o escritor britânico já engatou um novo livro com previsão de
chegar ao Brasil dentro de aproximadamente três meses. Por “falar” nisso, a
cegonha responsável pela entrega dos bebês da Amazon, garante que o livro chega
por aqui em 25 de maio. Tanto é, que a obra já entrou na fase de pré-venda. Ah!
Que distração a minha! Na empolgação acabei me esquecendo de escrever o título
novo do livro. Anotem aí: O Trem da
meia-noite. Pois é, já deu para sacar que o autor quis pegar uma carona no
sucesso de A Biblioteca da Meia-Noite
que segundo o site PublishNews, que monitora o mercado literário do país, não
sai da lista dos dez mais vendidos de ficção desde a sua publicação em 2022. Agora,
não sei se Haig pegou carona apenas no título ou se também “agarrou” uma
pontinha ou um bom pedaço do enredo da personagem Nora Seeds – se lembram dela?
“Entonce”, para esclarecer essa dúvida, só mesmo lendo O Trem da Meia-Noite, mas para isso, os leitores terão de esperar
até o mês de maio.
Aproveitando o embalo dessa onda “pró Matt Haig” que
está varrendo a Net graças ao sucesso de um livro e a expectativa em torno do
lançamento de um outro; a editora Bertrand Brasil decidiu lançar uma nova
edição de Os Humanos, livro que o
autor publicou originalmente em 2013 e que só chegou ao mercado literário
brasileiro em 2017 através da editora Jangada.
O livro de Haig pela Bertrand Brasil teve o seu
lançamento oficial realizado em 9 de fevereiro de 2026. O título, agora,
integra o catálogo da Bertrand que já concentra os grandes sucessos do autor no
país, como A Biblioteca da Meia-Noite.
A nova edição de Os
Humanos mantém a tradução de Rosane Albert, mas passou por revisões em seu
projeto gráfico para alinhar-se ao padrão da nova editora. A capa foi
totalmente reformulada para seguir a identidade visual das obras mais recentes
do autor publicadas pela Bertrand Brasil, como cores vibrantes e ilustrações
minimalistas.
A diagramação das páginas também foi ajustada,
resultando em cerca de 308 a 320 páginas, dependendo da tiragem. Enfim, um
livro inteiramente remodelado.
Em Os Humanos,
o autor nos convida a valorizar cada detalhes da nossa vida na Terra, antes que
seja tarde demais. O enredo narra a história de Andrew Martin, um brilhante
matemático da Universidade de Cambridge, que faz uma descoberta que pode mudar
para sempre o destino da humanidade. Algo que, para uma espécie tão primitiva e
cheia de falhas como a nossa, é perigoso demais. E foi por isso que “eles”
enviaram um emissário.
Quando um visitante extraterrestre, frio e puramente
lógico, assume a identidade do professor, sua missão é clara: destruir as
evidências da descoberta dele e garantir que a Terra permaneça no seu patamar
de insignificância cósmica, mas então...
Bem... só posso contar até aqui porque a própria
sinopse fornecida pela editora libera spoillers preciosos que, se lidos, certamente diminuirão o impacto da narrativa.
Para concluir, basta revelar que na época de sua publicação,
Os Humanos foi muito elogiado tanto
pela crítica especializada quanto pelos leitores em geral; e agora, a galera
que ainda não conhece o enredo da história ganha uma excelente oportunidade com
o relançamento do livro da Bertrand Brasil.






