23 março 2026
Sete gritos de terror
São sete contos mornos que não “metem” medo e tampouco
causam aquele arrepio na espinha como nos momentos em que lemos histórias do
tipo “trucão pesado”. Podemos classificar Sete
Gritos de Terror de Édson Gabriel Garcia como uma leitura direcionada ao
público infanto-juvenil. São histórias com a mesma pegada de O homem do saco, A loira do banheiro e outras do tipo. Enfim, uma leitura de terror
bem leve. Recomendo para a galera que está aguardando a chegada de algum livro que
comprou e nesse espaço de tempo pretende ler alguma obra com poucas páginas. Sete Gritos de Terror e uma opção já que
tem apenas 103 páginas.
Os contos lembram muito aquelas histórias que ouvíamos
das pessoas mais velhas quando ainda éramos crianças e por isso, o livro tem
uma certa magia, mas repito, não esperem enredos de terror e personagens desenvolvidos.
Segure, também, a expectativa por grandes sustos.
Segundo o autor da obra que nasceu em Nova Granada, pequena
cidade do interior paulista, os contos foram recolhidos da boca do povo. Édson
Gabriel quando garoto, ouviu do povo pobre da região onde nasceu uma série de
histórias de medo e de sustos. As histórias foram recolhidas aos poucos e
guardadas. O autor explica que essas histórias voltaram muito tempo depois,
contadas e recontadas para os filhos, e escritas para serem publicadas.
Confiram um resumo das sete histórias do livro para
que vocês tenham uma noção do que ‘rolam’ nas páginas.
01
– A mais bela noite de Margarida
Uma típica história de fantasma. Um vendedor ambulante
faz parada na oficina de uma pequena cidade do interior após o seu velho Fusca
apresentar problemas mecânicos. Até que as peças cheguem, ele é obrigado a
esperar alguns dias numa pensão. Para “matar” o tempo, ele resolve participar
de um baile no salão de festas da cidade. É neste baile que ele conhece uma
moça chamada Margarida.
Ele fica encantado com a sua beleza e acaba se
apaixonando. No dia seguinte, o rapaz resolve visita-la, entonce... Bem, leiam o
conto antes que eu libere spoiller (rs).
02
– O casal de velhos
Manezinho caminhava sozinho no final da tarde por uma
estrada deserta. Quando viu o tempo escurecer com a aproximação de uma
tempestade, ele resolveu apressar o passo na esperança de encontrar um local onde
pudesse se abrigar. De repente, ele avista uma velha casinha na beira da
estrada e resolve pedir abrigo até que o tempo melhore. Ele é muito bem
recebido por um casal de velhos. Quando ele descobre quem, de fato, são as
pessoas que o receberam, Manezinho solta um dos sete gritos de terror do livro.
Um grito bem alto.
03
- O anel da falecida
Tonico Ramos era um jardineiro que trabalhava na casa
de uma rica e tradicional família. Ele era muito querido pelos proprietários do
imóvel: Gabriel e sua filha, Nica. Tão querido que Nica lhe prometeu todas as
suas joias – que eram muitas – quando ela morresse. As joias ficariam para
Tonico como gratidão pelo seu empenho e fidelidade no trabalho.
Quando Nica “morre”, Tonico decide tomar uma atitude deplorável
que trará sérias consequências provocando o terceiro grito de terror do livro.
04
– O jardim de inverno do Barão
E vamos para o quarto grito de terror. Um enigmático homem
de meia idade que tem o título de Barão se muda para uma pequena cidade e vai
morar num palacete que fica no alto do morro onde há um belo jardim. O homem
esconde um segredo que envolve uma trágica história de amor. Nesta cidade, ele
conhece um comerciante muito convencido e tagarela. A vida desses dois homens
esteve entrelaçada no passado e agora eles voltam a se encontrar. Quando o
segredo que ambos guardam for revelado, um dos dois terá de pagar bem caro.
05
– A aposta
Juca Bagaceira é conhecido em sua cidade como o “homem
sem medo”; aquele que não teme nada. E por ser considerada a pessoa mais
destemida do mundo – como ele próprio diz – vive desafiando os outros. Esta sua
falta de medo valeu até mesmo uma reportagem num grande jornal o que acabou
deixando Juca Bagaceira ainda mais convencido e metido. Então, certo dia
aparece em sua cidade, um homem que o desafia para uma posta. Evidentemente, o
Juca aceita, então... ‘as coisas mudam’ já que ele terá uma surpresa nada
agradável.
06
– Os dentes de Madalena
Um comerciante do interior chamado Edrualdo conhece
uma mulher feia e desgastada pela vida que vai até a sua loja comprar uma
escova de dentes. Quando ela olha para o homem e sorri mostrando os seus belos
dentes, ocorre uma mudança inesperada, algo mágico. Os seus dentes são tão
bonitos, mas tão bonitos que tem o poder de eclipsar a feiura da mulher. A
partir daí, Edrualdo fica obcecado por aqueles dentes e resolve tê-los de
qualquer maneira. Este acaba sendo o seu erro fatal que acaba rendendo o sexto
grito de terror.
07
– A última história
Uma autora de terror e suspense não consegue vender os
seus enredos para as revistas do gênero que sempre acabam recusando, demonstrando
pouco ou nenhum interesse. Quando o dinheiro vai acabando, Suzete fica desesperada,
até que ela recebe uma carta que muda o rumo de sua vida. A carta vem assinada
por uma pessoa que diz ser leitor e admirador de suas histórias na época em que
elas eram publicadas. Numa dessas cartas, o fã misterioso suge que Suzete
escreva uma história tendo por personagem principal um espantalho. Acaba lhe dando
algumas ideias e argumentos convencendo-a. A escritora concorda. Resultado: sua
história é aceita por uma editora e acaba se tornando um grande sucesso. Suzete
não imagina a enrascada que ela está se envolvendo.
Bem galera, tá aí um breve resumo dos contos.
Infelizmente, quando fechei o livro não consegui dar o oitavo grito de terror. Na
realidade, trata-se de um livro bem escrito, mas com historias simples e
direcionadas para os leitores infanto-juvenis.
Ah! Antes de finalizar esse post, não posso me
esquecer de destacar as ilustrações do quadrinista e ilustrador gaúcho, Henrique Antônio Kipper, ou simplesmente Kipper
– como é mais conhecido. Conhecido por ter publicado seus trabalhos em dois
grandes jornais do Brasil - Folha de S.Paulo e Diário Catarinense – foi também um
dos roteirista do retorno do antológico personagem Amigo da Onça em tiras de
jornal. As sduas ilustrações em Sete Gritos
de Terror são fantásticas.
18 março 2026
Magia e vampiros são as novidades literárias para o mês de abril
Galera, sentar numa cadeira na frente do notebook,
mesmo com o auxilio de uma almofada no formato de bóia, ainda requer um baita
sacrifício. Aqueles que afirmam que o pós-operatório de uma cirurgia de hemorroidas
é tranquilo, sinto dizer, estão mentindo descaradamente. Cara, dói, mas dóis
muito, principalmente durante e depois das evacuações. Por isso, prometo que serei
breve nesta primeira postagem pós-retorno da minha cirurgia.
Neste período de convalescença fiquei sabendo de
várias novidades literárias que estarão “aterrissando” nas livrarias nos
próximos meses. Quero focar nos lançamentos de abril, especialmente em dois
livros da editora Galera, do Grupo Record, que certamente irão cair no gosto
dos leitores e leitoras que amam histórias de vampiros e magia. Estou me
referindo a Noiva da morte e Victor Vera Cruz: Advogado de criaturas e
seres mágicos.
A
Noiva da morte da escritora norte-americana Shelby Mahurin é a conclusão da duologia iniciada em O véu escarlate, a série vampiresca
ambientada no mesmo universo da série Pássaro
& Serpente. O primeiro livro da duologia, segue Célie Tremblay,
personagem coadjuvante dos três livros
da série Pássaro e Serpente, que de
garota mimada acabou se transformando numa corajosa caçadora pronta para ajudar
a protagonista Lou, a derrotar uma perigosa bruxa que é a vilã da história.
Para aqueles que não estão familiarizados com a saga
de Shelby Mahurin, Pássaro e Serpente,
é uma trilogia de "romantasia" (romance com fantasia) que explora o
conflito entre bruxas, vampiros e caçadores em um cenário inspirado na França
antiga.
Em A Noiva da
Morte, segundo volume daduologia, Célie Tremblay morreu, mas é agora o
momento em que ela começa a viver de verdade.
Célie deu o último suspiro enquanto tentava salvar as
pessoas que mais ama — inclusive o poderoso e enigmático Michal, soberano da
ilha de Réquiem. Diante do sacrifício da mulher que passou a admirar, o rei dos
vampiros simplesmente recusou-se a deixá-la partir. Quando desperta, o mundo de
Célie está de ponta-cabeça: caminhar ao sol pode matá-la; ouvir os batimentos
cardíacos dos próprios amigos tornou-se um martírio; e tudo o que mais deseja
é… sangue. Ela se vê diante da vertiginosa constatação de que Michal a condenou
a uma eternidade como vampira.
Mas Célie não é a única morta-viva vagando pelo mundo.
Sua irmã, Fillipa, ressuscitou como uma mera sombra de si mesma, e outros
regressados começaram a se levantar de seus túmulos, sedentos por vingança.
O equilíbrio frágil entre vida e morte entrou em
colapso, despertando um ser ainda mais cruel e incontrolável, disposto a tudo
para encontrar Célie e colocá-la em seu devido lugar: o de Noiva da morte.
Com o destino de todos em perigo, Célie e Michal
precisarão resistir à atração inegável que sentem um pelo outro para juntos
reerguerem de uma vez por todas o véu que separa os vivos dos mortos.
A outra novidade da Galera Record para o mês de abril
é Victor Vera Cruz: Advogado de criaturas
e seres mágicos da escritora brasileiríssima Elisa Barbosa. A frase
promocional da obra é a seguinte: “Advogar para humanos já é difícil. Imagine
só para criaturas mágicas”...
Victor Veracruz é um jovem medíocre em uma família de
gênios. Cansado de ser um zero à esquerda, ele sonha em se formar em Direito e
construir uma carreira de sucesso. Mas a realidade da vida adulta é um pouco
mais... precária. Desempregado e desiludido, Victor tem como ambição apenas
pagar o aluguel e, com sorte, comprar um terno que caiba.
Até que um novo caso coloca a sua vida de
ponta-cabeça. Quando a princesa Selene Rosaviva, herdeira do reino de Venire,
surge pedindo ajuda através de um portal, Victor teme que, além da dignidade,
também tenha perdido de vez o juízo. A princesa é a principal suspeita do
assassinato do rei e precisa de um advogado — mas não pode ser qualquer um.
Para defendê-la, a pessoa tem que ser versada na Lei Maior.
Agora, Victor terá que trocar o Código Civil por
feitiços rúnicos, enfrentar ogros com o poder da argumentação e cruzar pântanos
perigosos no dorso de Arraias-Colossais. No mundo Através do Véu, a verdade é a
criatura mais difícil de domar, e a mediocridade que Victor sempre sentiu ter
pode ser exatamente o que Venire precisa para encontrar a justiça.
Vale lembrar que o livro é a estreia de Elisa Barbosa,
vencedora do concurso literário “Livros do Futuro“, do TikTok, na categoria de
fantasia.
A Capa foi ilustrada por Paula Cruz, premiada
ilustradora brasileira. “Victor Cruz” e “A Noiva da Morte” chegam às livrarias
brasileira em 20 de abril.
Inté galera!
10 março 2026
Divagações. Não é complicado, mas confesso que estou morrendo de medo dessa tal hemorroidectomia
Uma hemorroidectomia vale uma divagação num blog
literário? Para mim vale. Vale porque estou preocupado e... Ok, revelo: medo,
bastante medo. E quando fico assim ‘meio que’... inseguro e preocupado gosto de
escrever sobre os meus medos. Acredito que seja uma maneira de desabafar.
Lembro que há algum tempo escrevi nesse espaço que adoro divagar algumas vezes
porque imagino que estou numa mesa de bar conversando, batendo papo com um
amigo; um amigo o qual vejo representando em todos os seguidores do blog nas
redes sociais, principalmente aqueles que tem uma participação mais ativa e
consequentemente com os quais tenho maior contato.
Hoje enquanto escrevia essa postagem, Lulu me disse
sorrindo: “só o meu ombro não basta?”. - O seu ombro é insubstituível, mas quem
não gosta de uma “prosa de bar” – respondi. – Quem mandou você se apaixonar por
um boêmio que só anda de bar em bar. – completei. Lulu olhou para mim fingindo
cara feia e disse: “Ainda bem que esses bares são virtuais, né?. Rimos muito.
Pois é galera, voltando a minha cirurgia: vou ter que
enfrentar mais uma; não queria, mas vou ter que enfrentar. Peço que vocês não
me chamem de medroso ou então “fazedor de tempestades em copos d’água”. Cara,
eu já passei por uma cirurgia perianal – inclusive há várias postagens sobre
isso aqui no blog (veja aqui, aqui e mais aqui) – há cinco anos e sei muito bem
o que é realizar um procedimento invasivo numa das regiões mais sensíveis do
nosso corpo. Enquanto o efeito da anestesia está ‘dando conta do recado’,
legal; mas o sofrimento pra valer vem depois. Quando você opera um braço, uma
perna ou então retira a vesícula ou o apêndice, a área operada vai ficar de
repouso, ou seja, “ninguém” vai mexer nela. Agora, na minha opinião, uma
cirurgia na região do ânus é fodasticamente foda.
Cara, imagine só: logo após terem ‘dissecado’ o seu
anus com um bisturi deixando essa região hiper-sensível com alguns ‘talhos’ abertos
(é impossível dar pontos por ali), você ainda tem que fazer as suas
necessidades fisiológicas, afinal não somos carrapatos. Agora, imagine as suas
fezes passando por um local tão delicado revestido de mucosas muito feridas que
foram manipuladas pelo cirurgião e deixadas em ‘carne viva’? Vamos acrescentar,
agora, nesse contexto um paciente medroso com ojeriza de cirurgias que ainda
tenha a Síndrome do Intestino Irritável (SII)? Entonce... Taí: eu!! Pronto, me
apresentei à vocês! Por causa da minha SII, meu intestino, as vezes é
hiperativo e em outras, preguiçoso. Confesso que agora, após uma mudança de
tratamento, ele melhorou muito, mas como “ele” é muito chato e genioso, às
vezes ainda insiste em me provocar. Fico pensando com os meus botões assim...
logo após a cirurgia de hemorróidas, o genioso do meu intestino dormindo, sem
nenhum um pingo de vontade de trabalhar e eu, ali, com a região pélvica toda
exposta me esforçando e esforçando para que ele volte a trabalhar. Resumindo,
eu ali, todo ressecado com prisão de ventre. Arghhhhhh!!!
Um outro medo diz respeito ao ‘depois’. Como já fiz
uma cirurgia delicada na região anal, a musculatura do local já foi muito
mexida para não ‘dizer’ agredida. E agora, novamente, essa mesma musculatura
será novamente manipulada aumentando os riscos de uma estenose.
Sabem quando me esqueço dessas preocupações? No
momento em que estou lendo. Naquele instante em que mergulho de cabeça num
enredo que me transporte para dentro daquela história com poder de fazer com
que eu interaja com os seus personagens. Pronto! Fazendo isso, grande parte
dessas preocupações vão embora, pelo menos por um certo tempo.
Outra âncora nesse momento – além de Lulu e claro,
vocês – é o meu irmão que já passou por inúmeras cirurgias mais complexas do
que minha, incluindo um tumor no estômago, recentemente. Penso comigo: se ele
passou por tudo isso com coragem e com bom humor, por que eu não posso fazer o
mesmo? Mas certamente, a âncora maior de todas é esse Deus maravilhoso que me
dá forças para não recuar de decisões importantes em minha vida.
Galera, fico por aqui, agradecendo por terem me
“escutado”. Aproveito também para avisar que devido a minha cirurgia que deve acontecer
nesta terça-feira (10), ficarei em torno de uma semana sem postar nada, mas
depois espero voltar com as publicações normalizadas no blog.
Ah! Antes que me esqueça, aqui vai um recadinho para
as editoras que quiserem me enviar alguns livros para ler nesse período de
recuperação. Como ficarei uma semana de molho, sem fazer nada, terei tempo
suficiente para “devorar” algumas obras. Prometo que depois irei resenhar os
livros lidos, mas sempre dando o meu ponto de vista, ou seja, opinando se
gostei ou não do enredo. Dentro desse contexto, aproveito para agradecer o
pessoal do Grupo Editorial Record, em especial a Galera Record pelos livros
enviados.
Valeu! E torçam por esse medroso aqui (rs). Ieh! Valeu
galera!













