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22 julho 2026

12 horas de plantão, portas trancadas e nenhum objeto cortante: você encararia a Ala D?

Cara, estou me sentindo como se fosse um agente do FBI entrando pela primeira vez na prisão psiquiátrica onde se encontra preso o Dr. Hannibal Lecter, conhecido como “Lecter, o Canibal”. Com certeza, se você assistiu ao filme, deve se lembrar daquele momento tenso que marca o primeiro encontro de Clarice Starling com ele. Essa cena me marcou muito e, na minha opinião, trata-se da mais tensa e fóbica de todo o filme. Acredito que, por mais fria e corajosa que a personagem vivida por Jodie Foster possa ter sido, o coração dela disparou naquele momento de expectativa.

Pois é, é exatamente assim que estou me sentindo em relação à expectativa do que vou encontrar pela frente ao começar a leitura de Ala D, de Freida McFadden, livro que, apesar de ter acabado de sair do forno, já é um dos mais comentados nas redes sociais. Sinto-me no lugar da agente especial Clarice Starling, entrando naquela ala sinistra, mal iluminada e tétrica onde fica o famoso serial killer.

Só que, no meu caso, não sei quem ou o que irei encontrar na Ala D criada por Freida. O que me leva a perguntar: o que será que saiu da cabeça da autora? Caramba! É muita expectativa. Tanta que decidi aplicar uma leitura dinâmica no livro As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro de Laura Pohl, que estou lendo atualmente. Afinal, apesar da ansiedade e de um pouquinho de medo (rs), quero entrar logo nessa tal Ala D desse hospital psiquiátrico para saber o que me aguarda.

Acredito que essa também deva ser a expectativa de um grande número de leitores espalhados pelo país que já compraram o novo lançamento de Freida. Olhem bem para a capa do livro publicado pela Record e vejam se não lembra, pelo menos um pouco, a cena do filme O Silêncio dos Inocentes que descrevi no início deste post.

A história acompanha Amy Brenner, uma estudante de medicina prestes a encarar seu pior pesadelo: um plantão noturno obrigatório de 12 horas na Ala D, a unidade psiquiátrica de segurança máxima do hospital. A Ala D é um ambiente ultrarrestrito, mantido sob trancas constantes, onde nenhum objeto cortante, cabo ou ponta afiada pode entrar. O que me leva a pensar: quem ou o que pode estar recluso ali?

Querem saber o quanto essa ala é sinistra e perigosa? Basta vermos os cuidados que Amy Brenner deve tomar antes de entrar no local. Anotem aí:

1.    Não revele nenhuma informação pessoal aos pacientes: isso inclui detalhes sobre sua vida privada e endereço residencial;

2.    Os seguintes objetos são proibidos na Ala D: álcool, líquidos inflamáveis, tachinhas, canetas, agulhas, grampos, clipes de papel etc. (cá entre nós, essas orientações não recriam o clima daquele encontro de Clarice com o Dr. Lecter?);

3.    Não conte com a possibilidade de dormir durante o plantão.

E, para fechar as instruções com chave de ouro: a plantonista receberá um código para sair da Ala D. Se ela perder esse código, bem... já era. Brrrrrrrrrrrr.

A pergunta mais comum daqueles que estão numa bruta ansiedade para ler a obra deve ser esta: o que posso esperar de Ala D?

Acredito que a atmosfera claustrofóbica seja uma das respostas. Pelo que pesquisei na internet, a trama se passa em poucas horas, dentro de um espaço fechado do qual ninguém consegue sair. Sem comunicação com o exterior e presa entre corredores silenciosos e salas trancadas, a protagonista precisa descobrir quem (ou o que) está provocando o desaparecimento de alguns pacientes antes de se tornar a próxima vítima. Cara, "bota" claustrofobia nisso!

Tá aí, galera! Falei um pouquinho da minha expectativa em ler Ala D. Gostaria também de saber a sua. Deixe aqui nos comentários! Valeu!

19 julho 2026

10 livros com inícios eletrizantes que vão te prender

Hoje, quando acordei — lembrando que escrevi este post em um domingo e, nos finais de semana, nós (eu e a Lulu) sempre acordamos mais tarde —, percebi que ela já estava “firme no toco”, devorando um livro. Isso é algo que raramente acontece, pois o seu hábito de leitura é sempre à noite, após chegar do trabalho.

Por causa dessa mudança repentina, a minha curiosidade falou mais alto e acabei perguntando o que estava acontecendo. Sem tirar os olhos das páginas, ela respondeu: — Comecei a ler este livro de madrugada, mas o início da história é tão eletrizante que eu não via a hora de amanhecer para continuar a leitura. — Você passou a madrugada lendo?! — perguntei. — Não; preferi parar no primeiro capítulo para criar ainda mais expectativa.

Após esse diálogo com a Lulu, pimba! Na mesma hora tive uma ideia: por que não escrever um post sobre livros que tenham inícios eletrizantes? Foi dessa maneira que “pintou” a lista que você está lendo agora.

Li todas as obras que indico aqui e posso garantir que o início delas — seja apenas o prólogo, as primeiras páginas ou os primeiros capítulos — vai engatar uma quinta marcha, deixando você com uma baita vontade de devorar o livro. Confesso que nem todos os livros que começam bem terminam bem, mas procurei selecionar apenas aqueles que mantêm a qualidade até o fim — com alguns chegando, até mesmo, a me deixar com a famosa Depressão Pós-Leitura (DPL).

Histórias que começam com um crime misterioso, um assassinato brutal, uma cena de ação frenética, um protagonista sem memória ou uma fuga desesperada garantem imersão imediata e são ideais para espantar a ressaca literária. Selecionei 10 obras com essas características, trazendo começos capazes de despertar, no mesmo instante, o interesse pelo enredo. Vamos a elas!

01 – A Paciente Silenciosa (Alex Michaelides)

Se gostei de A Paciente Silenciosa? Não. Então por que o livro de Alex Michaelides faz parte desta lista? A resposta é por “culpa” da Lulu. Ela simplesmente amou a narrativa, principalmente o começo. Gostou tanto da obra que estou pensando seriamente em publicar uma nova resenha sob a perspectiva dela.

Mas vamos lá. O livro abre com a protagonista dando cinco tiros no rosto do marido. Depois disso, ela nunca mais diz uma única palavra, o que desperta a obsessão de um terapeuta em descobrir o motivo do crime.

Segundo a Lulu, o início de A Paciente Silenciosa é brilhante ao inverter a lógica tradicional dos thrillers: logo na primeira página, a narrativa revela quem cometeu o assassinato. A partir daí, o mistério não é descobrir quem matou, mas sim por que Alicia assassinou o marido e, principalmente, por que se remeteu ao silêncio absoluto.

Essa recusa em falar transforma um crime doméstico em um fenômeno midiático e em um complexo quebra-cabeça psicológico, colocando o leitor no papel de detetive, alternando a desconfiança entre diversos personagens.

A Lulu vive me dizendo: “Não entendo como você não gostou desse livraço!”. Se vocês quiserem saber os meus motivos, escrevi uma resenha detalhada sobre ele em 2021. Confiram aqui.

02 – Não Conte a Ninguém (Harlan Coben)

Tenho certeza de que vocês estão curiosos para saber qual foi o livro que fez a Lulu sair da cama mais cedo em pleno domingo. Pois bem, vamos a ele.

Não Conte a Ninguém tem um dos começos mais impactantes do suspense moderno. A história se inicia quando o médico Dr. David Beck e sua esposa comemoram o aniversário do primeiro beijo no lago Charmaine. Um ataque brutal deixa Beck inconsciente e sua esposa morta pelas mãos de um serial killer. Oito anos depois, o sofrimento de David é reaberto quando ele recebe um misterioso e-mail anônimo.

A mensagem contém frases que apenas ele e sua falecida esposa conheciam, além de um link para uma câmera de segurança que mostra, em tempo real, uma mulher idêntica a Elizabeth no meio da multidão. A partir desse momento, David entra em uma corrida desesperada contra o tempo para descobrir se o amor de sua vida está vivo, enquanto se torna o principal suspeito de novos assassinatos investigados pelo FBI.

Amei a obra de Harlan Coben. É o tipo de enredo que traz várias reviravoltas ao longo da trama, preparando o leitor para o grand finale. E quando esse desfecho chega, Coben, em menos de meia página, arremata a história de uma maneira que deixa qualquer um de queixo caído. Recomendo de olhos fechados, não só pelo início eletrizante, mas pelo conjunto da narrativa.

03 – O Parque dos Dinossauros (Michael Crichton)

As primeiras páginas de O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park), escrito por Michael Crichton, são aterrorizantes e diretas. A narrativa abre com a chegada de um operário gravemente ferido a um hospital remoto na Costa Rica; ele apresenta lacerações severas que os médicos não conseguem identificar, embora a empresa afirme ter sido um mero acidente de construção. Pouco depois, uma criança de férias em uma praia isolada é mordida por um réptil bípede desconhecido.

Mas o que mata a pau, de fato, é o prólogo da história. Intitulado “A Mordida do Raptor”, ele desperta toda a fome do leitor em devorar o livro, preparando o seu espírito (e a sua coragem!) para os sufocos que enfrentará a cada virada de página. Esse início arrasador nos dá uma amostra dos antagonistas principais do romance: os velociraptores. Esta espécie de dinossauro é uma verdadeira máquina de matar que, além da ferocidade, possui uma inteligência assustadoramente avançada.

Sintam só o drama do prólogo:

“...ela tateou o ferimento com a ponta do dedo. Se uma retroescavadeira o atingira, haveria terra entranhada na carne. Mas não encontrou nenhuma sujeira, apenas uma espécie de espuma pegajosa. E o ferimento emitia um odor estranho, como um cheiro de morte e podridão... Sentiu um arrepio ao olhar as mãos do rapaz, havia...”

Arghhhhhhh!!! Melhor parar por aqui e deixar o resto para aqueles que ainda não conhecem a obra. Vale frisar que o livro se aprofunda muito mais no terror e na teoria do caos do que o filme clássico.

04 – It: A Coisa (Stephen King)

It: A Coisa, do mestre do terror Stephen King, tem uma das introduções mais icônicas e aterrorizantes da literatura. A morte do pequeno Georgie em uma rua chuvosa da pacata cidade de Derry prende o leitor logo na primeira página. O contraste entre a inocência pura da criança brincando com seu barquinho de papel e a aparição brutal de Pennywise, o Palhaço Dançarino, de dentro do bueiro, constrói uma tensão gradual e transformadora em poucos parágrafos.

Cara, como esse prólogo prendeu a minha atenção! Parecia que eu estava diante de um doce saboroso do qual tinha dado uma pequena mordida, despertando ainda mais a minha fome. Logo de cara, King apresenta o antagonista e deixa claro que ninguém — nem mesmo as crianças — está a salvo em Derry.

05 – Os Coletores (Eric Garcia)

O início de Os Coletores, de Eric Garcia, é realmente impactante e dita o tom ágil de toda a narrativa, que mistura ficção científica distópica, humor ácido e elementos de romance policial noir.

O livro nos introduz imediatamente a um futuro onde uma grande corporação vende órgãos artificiais de alta tecnologia a perder de vista. O protagonista, Jude, trabalha como um "coletor". Sua função é puramente de negócios: se o cliente atrasa as parcelas do órgão artificial, Jude vai até ele e retoma a propriedade da empresa. Se o sujeito ganhou um estômago artificial, mas não pagou por ele, o trabalho de Jude é localizar o comprador e “simplesmente” arrancar o órgão para devolvê-lo à corporação. Já pensaram nisso?! Arghhhhhh!

A narrativa não perde tempo com longas introduções. O gancho eletrizante acontece quando o próprio Jude, após sofrer um infarto, recebe um coração artificial de última geração. O ritmo veloz da abertura serve para chocar o leitor com a frieza do sistema e criar empatia imediata pelo protagonista, que passa a correr contra o tempo para sobreviver. Essa premissa rendeu uma excelente adaptação para os cinemas em 2010, chamada Repo Men: O Resgate de Órgãos, estrelada por Jude Law e Forest Whitaker.

06 – A Empregada (Freida McFadden)

A Empregada, de Freida McFadden, prende o leitor desde as primeiras páginas com uma introdução impactante. O livro começa com uma cena no futuro: a polícia está no local e há um cadáver na mansão. Millie, a protagonista que trabalha como empregada na residência, está desesperada e sabe exatamente o que aconteceu, estabelecendo imediatamente um clima de mistério e urgência.

Um golpe de mestre utilizado pela autora foi revelar o crime antes de mostrar como os personagens chegaram até ali, além de sugerir os segredos obscuros de Millie sem revelá-los de imediato. Pelo contrário, ela apenas acende algumas fagulhas para atiçar a nossa curiosidade. Descobrimos, por exemplo, que Millie acabou de sair da prisão e precisa desesperadamente do emprego, escondendo o seu passado a todo custo.

Para completar, o comportamento de sua patroa, Nina Winchester, oscila violentamente entre a extrema gentileza e a crueldade psicológica logo nos primeiros dias. Além disso, Millie é acomodada em um quarto minúsculo cujo trinco tranca apenas pelo lado de fora, gerando claustrofobia e sinalizando perigo iminente. Esses detalhes revelados logo no início geram uma baita vontade de não desgrudar do livro.

07 – Ponto de Impacto (Dan Brown)

Livraço! Tanto é verdade que acabei relendo a obra de Dan Brown várias vezes. Considero Ponto de Impacto o melhor livro escrito pelo autor. Confiram o porquê da minha opinião nestas duas resenhas que já publiquei (vejam aqui e mais aqui).

Quanto ao seu início, sem comentários. As primeiras páginas são realmente eletrizantes! Dan Brown prende a atenção ao mostrar o candidato à presidência dos EUA prestes a vencer as eleições usando um discurso feroz contra a NASA, enquanto, simultaneamente, a própria agência faz uma descoberta revolucionária e perigosa no Ártico. Esta descoberta pode salvar a reputação da agência e reeleger o atual presidente.

O início funciona porque Dan Brown emprega sua famosa fórmula de introduzir um perigo extremo logo de cara, misturando suspense geopolítico, isolamento extremo e capítulos curtinhos que aceleram o ritmo da leitura. Quando a protagonista Rachel Sexton vai ao Ártico para verificar a autenticidade do achado, o que deveria ser uma simples verificação técnica transforma-se em uma perseguição mortal por assassinos profissionais, aumentando ao máximo a sensação de urgência.

08 – O Reverso da Medalha (Sidney Sheldon)

Apesar de ter lido O Reverso da Medalha há muito tempo, lembro-me até hoje de seu início impactante. Aliás, esse preâmbulo foi o motivo principal que me despertou um interesse avassalador pela narrativa. Sidney Sheldon mata a pau! A partir do momento em que você lê essa introdução, é impossível não criar uma expectativa enorme sobre o que vai rolar no enredo.

O livro começa no aniversário de 90 anos da implacável Kate Blackwell, uma das melhores personagens criadas por Sheldon e também uma das mais marcantes da literatura de ficção. Cercada de luxo, poder e fantasmas do passado, a festa de Kate prepara o terreno para uma saga épica de ambição, traição e vingança que atravessa gerações. Na minha opinião, é o prólogo mais impactante escrito pelo autor.

A atmosfera alterna rapidamente entre o luxo de uma festa de gala e a mente fria, calculista e obstinada de Kate, uma mulher que manipula vidas, negócios e sua própria família como peças de um jogo de xadrez. As primeiras páginas estabelecem mistérios sobre o passado da família Blackwell e as tragédias que moldaram o império da empresa Blackwell Enterprises, gerando a necessidade urgente de entender como aquela idosa alcançou tanto poder.

Após esse início impactante no "presente", o livro faz um longo flashback. A história volta no tempo para contar a saga de Jamie McGregor, o pai de Kate, na África do Sul, iniciando a construção do império de diamantes do zero. Uma leitura e introdução fantásticas!

09 – Tubarão (Peter Benchley)

O prólogo de Tubarão, de Peter Benchley, publicado originalmente em 1974, é considerado uma obra-prima do suspense na literatura moderna. Ele dita perfeitamente o tom de isolamento e vulnerabilidade que permeia toda a história.

A narrativa alterna entre a calmaria de uma jovem nadando à noite e a frieza instintiva do tubarão, que age como uma máquina biológica perfeita. A descrição muda drasticamente de um banho de mar pacífico para uma violência brutal, rápida e inevitável. O monstro não tem motivação pessoal; ele apenas come, o que torna o ataque muito mais aterrorizante. A vítima é levada para o fundo do mar em silêncio, sem que ninguém na praia perceba. Esse início mexe muito com os leitores, deixando o coração disparado porque nos colocamos no lugar daquela mulher. Brrrrrr!

Na adaptação cinematográfica lendária de Steven Spielberg (1975), a essência do prólogo foi mantida para abrir o filme, mas com algumas mudanças cruciais de impacto. No livro, o texto descreve os pensamentos e as sensações físicas finais da vítima com detalhes agonizantes e explícitos, deixando os nossos nervos à flor da pele. Já no filme, Spielberg foca no terror psicológico, usando a trilha sonora de John Williams e a câmera subaquática. As duas abordagens são excelentes, mas, cá entre nós, prefiro a do livro, por ser bem mais impactante.

10 – Verity (Colleen Hoover)

O prólogo de Verity, escrito por Colleen Hoover, é amplamente conhecido por ser um dos começos mais chocantes e memoráveis do suspense psicológico recente. Ele dita imediatamente o tom sombrio, visceral e imprevisível de toda a narrativa. Como já expliquei na resenha do livro que publiquei no blog, não gostei do final. Achei estranho e não me agradou, mas o início de Verity, não tenho como negar, é eletrizante.

thriller é focado em Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência que luta para lidar com o luto após a morte de sua mãe. A grande virada na vida dela acontece quando recebe uma proposta irrecusável: ser contratada como ghostwriter (autora fantasma) para terminar os três últimos livros de uma série de enorme sucesso, já que a autora original, Verity Crawford, sofreu um grave acidente de carro e ficou incapacitada. Para pesquisar as notas e esboços originais, Lowen se muda temporariamente para a mansão da família Crawford.

O início da narrativa serve para ligar o sinal de alarme no leitor. Lowen está caminhando por uma rua movimentada de Nova York quando uma pessoa ao seu lado é brutalmente atropelada por dar um passo em falso no trânsito. O impacto é tão violento que o sangue da vítima espirra diretamente na camisa de Lowen, deixando-a em estado de choque. É nesse cenário caótico e macabro que Jeremy Crawford surge para ajudá-la. Ele a leva até um banheiro, entrega sua própria camisa limpa e limpa o sangue da pele de Lowen.

O evento funciona como um presságio perfeito: o sangue que mancha Lowen logo no início simboliza como ela será marcada e tragada pelos segredos obscuros da família de Jeremy. Enfim, um prólogo fantástico!

Aí está, galera! Espero que essa lista possa ajudar quem estiver a fim de ler um livro que já comece com o pé no acelerador.

Até a próxima!


13 julho 2026

Fome de leitura: Os 3 livros que estão tirando o meu sono (e o do meu bolso)

Preciso adquirir três livros em regime de urgência porque estou morrendo de vontade de devorá-los. Mas como o meu cartão de crédito está brigado comigo até a primeira quinzena de setembro, vou ter que adiar essa vontade um pouco mais. Estou torcendo para que ela se reduza a pelo menos um livro... Assim, eu estaria economizando, já que deixaria de comprar dois deles. Por enquanto, a minha fome de leitura está com o seu foco direcionado para esses três livros. Quais são? Ok, eu conto para vocês. Anotem aí:

O primeiro da lista é o ultracomentado “Ala D”, da rainha do thriller psicológico Freida McFadden; o segundo se chama “Terra à Deriva”, do autor chinês Liu Cixin, que também escreveu o megassucesso “O Problema dos Três Corpos”; e, por fim, fechando a lista: “O Casal Que Mora ao Lado”, que dizem ter um plot twist final de derrubar não só o queixo, mas o corpo inteiro dos leitores.

Neste post, quero dividir com a galera esse meu desejo e, por que não, pedir para que vocês torçam para que o meu mau-humorado “Cartão” deixe de ser tão ranzinza e faça logo as pazes comigo. Assim, quem sabe, posso comprar logo essas três preciosidades, ou pelo menos uma delas.

Interessei-me por “O Casal Que Mora ao Lado” há poucas semanas, enquanto zapeava nas redes sociais literárias e também nos portais de algumas livrarias à procura de informações para escrever uma postagem para o blog. Foi assim que me deparei com a obra de Shari Lapena. Como vocês sabem, sou fissurado por livros que tenham plot twists; tanto é verdade que as minhas estantes estão abarrotadas de obras do gênero. Por isso, após ler a apresentação do livro de Lapena na Amazon, meus olhos cresceram. Na mesma hora exclamei: “Caráculas! Esse final deve ser chocante!”. Meus olhos sobre o livro cresceram ainda mais depois de ver as opiniões das pessoas que leram a obra. Quase todas derramaram elogios para a narrativa, principalmente para a reviravolta final inesperada. Pronto! “O Casal Que Mora ao Lado” me ganhou naquela mesma hora.

No dia seguinte, durante uma nova zapeada para um novo post no blog, deparei-me com o livro de Liu Cixin. Na realidade, tenho uma dívida com esse autor. Quando li a sinopse de “O Problema dos Três Corpos” e alguns comentários — a maioria positivos —, fiquei “babando” de vontade de ler a obra. No entanto, resolvi assistir a alguns episódios da série da Netflix baseada no livro do escritor chinês e confesso que a minha vontade deu uma desanimada. Resultado: passei o livro para a frente e tenho quase certeza de que fiz uma besteira, porque continuaram a pipocar elogios para o livro em todas as redes sociais que acessei. Portanto, não quero cometer o mesmo erro com a antologia de contos “Terra à Deriva”. Prefiro ter como base para definir essa leitura apenas os comentários positivos que vi nos portais da Amazon, Skoob e outros. Assim, passei longe da produção cinematográfica chinesa “Terra à Deriva”, de 2019, que foi baseada na história escrita por Cixin — que, aliás, se trata do conto principal da coletânea lançada recentemente.

Deixei a nossa rainha dos thrillers psicológicos por último. Amo as narrativas dessa mulher, que são recheadas de reviravoltas que causam um frenesi de emoções e surpresas em seus leitores. E acredito que “Ala D” não seja diferente. Venho paquerando esse livro bem antes de seu lançamento em 12 de junho. Amei a sinopse da história: bem instigante. Esta frase promocional lançada pela editora conseguiu me laçar: “O maior medo de Amy era ser escalada para o plantão na ala psiquiátrica do hospital. Agora, sua única preocupação é sair de lá com vida.” Forte, não acharam?

Confiram um breve resumo da narrativa desses três livros e depois digam nos comentários se vocês também não ficaram com vontade de lê-los.

ALA D (Freida McFadden)

A estudante de medicina Amy Brenner foi designada para o plantão noturno na unidade restrita de cuidados psiquiátricos do hospital: a Ala D. Ela tem motivos de sobra para não querer cumprir esse plantão obrigatório — motivos pessoais que ninguém jamais pode saber. Para piorar a situação, ela descobre que o estudante com quem vai passar a madrugada analisando casos psiquiátricos é seu ex-namorado.

Mas tudo ganha ares mais sinistros quando, ao fazer uma ronda pelos corredores labirínticos, ela ouve sons estranhos vindos do quarto de isolamento onde está confinado o paciente mais perigoso da unidade. Aterrorizada, Amy toma a decisão de, aconteça o que acontecer, não se aproximar daquele quarto outra vez. No entanto, conforme as horas avançam, ela percebe que há algo terrível se desenrolando entre aquelas paredes fortemente protegidas.

Quando a comunicação com o exterior é perdida e pacientes e funcionários começam a desaparecer, fica claro que todos na unidade correm perigo.

Detalhes técnicos:

- Editora: Record

- Data da Publicação: 12 de junho de 2026

- Capa: Brochura

- Páginas: 294

TERRA À DERIVA (Liu Cixin)

O livro reúne dez histórias nas quais a humanidade enfrenta catástrofes colossais. O conto que dá título à obra retrata um plano desesperado para salvar o planeta do Sol em explosão: a construção de turbinas colossais para tirar a Terra de órbita rumo a um novo sistema estelar. 

A coletânea apresenta uma mistura singular de especulação científica, cosmologia e dilemas humanos. Além de Terra à Deriva, o volume inclui narrativas famosas como Montanha e Sol da China, explorando engenharia em escala planetária e contatos com civilizações alienígenas.

Detalhes técnicos:

- Editora: Suma

- Data da Publicação: 23 de junho de 2026

- Capa: Brochura

- Páginas: 546

O CASAL QUE MORA AO LADO (Shari Lapena)

Em O Casal que Mora ao Lado, Anne e Marco Conti parecem ter a vida perfeita: são jovens, atraentes e pais da pequena Cora. Porém, um convite para um jantar na casa dos vizinhos muda tudo. Quando o casal retorna na madrugada, o berço está vazio. A polícia entra em cena e as suspeitas recaem sobre todos. 

Conforme a investigação avança, segredos sombrios de casamentos aparentemente perfeitos começam a desmoronar. Segundo o release promocional da editora, trata-se de um thriller psicológico claustrofóbico, repleto de reviravoltas chocantes.

Detalhes técnicos:

- Editora: Record

- Data da Publicação: 22 de março de 2017

- Capa: Brochura

- Páginas: 294

Daí galera, por hoje é só. Até a próxima postagem!

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