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Revista do Livro: a história de uma revistinha famosa que marcou gerações de leitores


Uma das postagens do Livros e Opinião que mais despertou o interesse dos leitores foi aquela que eu dediquei ao saudoso Círculo do Livro. Com o título de “Círculo do Livro: um período que deixou saudades” procurei contar um pouco da história do mais famoso clube de leitores que Brasil já conheceu. Um clube que chegou nos seus áureos tempos a atingir a marca de 800 mil sócios
Quando publiquei a postagem, juro que não esperava que se tornasse tão popular com o seu link ganhando espaço em diversos blogs literários e até mesmo servindo de fonte para teses de conclusão de cursos universitários.
É uma grata surpresa receber após mais de seis anos da publicação da postagem, comentários de leitores do blog querendo obter mais detalhes sobre o assunto ou então colaborando na complementação do post.
Um desses leitores que me escreveu, recentemente, se identificou apenas como Atas e forneceu em seu comentário, detalhes muito importantes sobre o Círculo do Livro, mais especificamente sobre a ”Revista do Livro”, distribuída gratuitamente aos sócios, e que servia para divulgar o catálogo de obras da editora. Atas foi além e presenteou-me com essas famosas revistinhas, as quais me enviou digitalizadas. Foi assim que surgiu a proposta de escrever um post específico sobre a “Revista do Livro” abordando a sua importância na vida de várias gerações de leitores, já que muitos devoradores de livros criaram o hábito salutar da leitura através da tal revistinha.
Para aqueles que ainda não leram a postagem que escrevi sobre as origens da nostálgica editora brasileira (ver aqui), vale lembrar que o Círculo do Livro foi muito atuante no mercado editorial brasileiro, vendendo livros por um "sistema de clube". A editora chegou a contar com mais de 800 mil sócios, atendidos através de uma cadeia de revendedores e principalmente dos correios. Lançou-se no mercado em 1973 e o sonho que se transformou num verdadeiro Jardim do Éden dos leitores chegou ao fim em 2000, ou seja, 27 anos depois, quando o parque gráfico do Círculo do Livro foi vendido à  Donnelley Cochrane Gráfica Editora do Brasil, subsidiária da Editorial Lord Cochrane S.A., sediada no Chile e controlada pela RR Donnelley, uma das maiores gráficas editoriais dos Estados Unidos. Assim, terminava as atividades da antológica editora tupiniquim.
O Círculo do Livro possuía um amplo catálogo de obras literárias em capa dura, porém, com preços competitivos. Para se ter uma ideia, em 1988, enquanto a versão brochura da obra "Fogueira de Vaidades", de Tom Wolff (então publicada pela editora Rocco) custava cerca de Cz$ 12 mil, livros de arte, com capa dura, eram lançados pelo Círculo do livro por apenas Cz$ 2.900,00. É mole?!
Bem, mas estamos aqui para ‘falar’ especificamente sobre a Revista do Livro, portanto, vamos ao que interessa.
Para receber a famosa revistinha bimestral via correio, o leitor tinha que ser indicado por algum sócio, à partir daí o recebimento passava a ser bimestral.. O novo sócio tinha a obrigação de comprar ao menos um livro no período, isto é, um livro por bimestre.
Segundo Atas, que viveu grande parte desse período, o Círculo do Livro tinha o direito de enviar o ‘Livro do Bimestre” – cuja capa e sinopse constavam no final de cada revista – às pessoas que deixassem de fazer os seus pedidos. Para fazer parte do grupo de sócios do Círculo, era obrigatório que os leitores aceitassem esse acordo.
A Revista do Livro também tinha algumas páginas dedicadas a CDs, fitas cassetes, VHS de sucessos do cinema, pôsteres, etc. Havia os prêmios para os leitores e ainda pela apresentação de um novo sócio. Cada compra de livro, por exemplo, dava direito a um selo; quanto as indicações de sócios, valiam a oportunidade de concorrer a um carro Gol. 
Outras premiações e brindes de livros em promoções pontuais também faziam parte do pacote promocional da revista. Enfim, uma verdadeira festa para os devoradores de livros.
Segundo Atas, a tiragem da revista em maio/junho de 1988 era de 1.100.000 exemplares. “Naquela época elas eram o meu contato com o mundo literário. Quem viveu o período anterior à internet sabe do que estou falando”, diz Atas, se referindo a Revista do Livro.
Entre os inúmeros títulos disponíveis na revista encontravam-se, inclusive, alguns cedidos por meio de acordos com outras grandes editoras, como por as obras de Luís Fernando Veríssimo e a coleção “Primeiros Passos”, versão capa dura, publicada originalmente pela Editora Brasiliense.
Nos anos 70 e 80, os livros escolhidos pelos leitores, bem como o novo exemplar da revista chegavam de duas maneiras: vendedores da própria editora ou então através dos correios. Já de 1990 em diante, os vendedores foram ficando cada vez mais escassos e com isso, as entregas passaram a ser feitas, em sua maioria, pelos correios.
Taí, um pouquinho da história da Revista do Livro e também do Círculo. Espero que tenham apreciado tanto o texto quanto as imagens, gentilmente cedidas pelo nosso amigo Atas.
Inté!

“A Metade Sombria”, livro raro de Stephen King, já está em pré-venda. Obra deve chegar nas livrarias em março


Posso fazer uma pergunta, ‘na lata’, prá você? Daquelas que você acredita que tem a resposta também ‘na lata’, mas depois de ter respondido, raciocina melhor, se arrepende e quer, desesperadamente, mudar a sua resposta? Ok, então lá vai: “Você concordaria em pagar R$ 85,00 por um livro em pré-venda e que só será lançado daqui há mais de um mês? E olha que esse livro não tem 800 ou 900 páginas que justifique esse preço. Verdade! Apesar de ter capa dura, não passa de 460 páginas.
E aí? Pensou direitinho? Pois é, se eu tivesse escrito essa matéria sem o título, com certeza você iria responder: “Tá louco!! Jamais vou comprar nestas condições!!.

Holocausto


Na minha estante de livros existem obras antigas pelas quais eu tenho um carinho enorme. Este carinho é plenamente justificado pelo prazer que aqueles enredos me proporcionaram há muitos anos atrás. Eles fizeram que eu chorasse, risse ou torcesse para determinados personagens. Enfim, esses livros fizeram parte de uma das melhores fases da minha vida de leitor: a pós-adolescência. Época em que eu era um rato de biblioteca onde ficava fuçando todas as estantes, maravilhado com tantas jóias raras ali expostas. Uma dessas jóias se chama “Holocausto” do escritor e jornalista americano, Gerald Green.
Lembro-me como se fosse hoje que nos meus 17 ou 18 anos – isto, antes dos anos 80 – ganhei da bibliotecária que trabalhava na Biblioteca Municipal de minha cidade, o livro de Green. Cara, não me pergunte como ganhei, só sei que ‘faturei’ o tal livro. Não me recordo se o livro era da dona Amélia, a bibliotecária, e ela me presenteou ou se a biblioteca tinha exemplares repetidos, sei lá, apenas ganhei.

Morte e Vida de Charlie St. Cloud


Pense numa história de amor que tenha todos os ingredientes que uma verdadeira história de amor deve ter e, um pouco mais. Pronto! Você está pensando em “Morte e Vida de Charlie St. Cloud” de Ben Sherwood. Bem... excetuando o final. Por que? Achei o “The End” muito comum e previsível, e por isso mesmo: fraco. Galera, resumindo: o desfecho da história não esteve à altura de todo o enredo maravilhosamente engendrado por Sherwood. Cara, e que enredo!
O escritor americano foi além ao desenvolver dois plots diferentes, mas que acabam se cruzando no decorrer da história. O primeiro é a relação entre dois irmãos, cujo amor e respeito ganha a simpatia dos leitores logo nas primeiras páginas. O segundo está relaciondo a ligação de um casal ‘tão da hora’, mas tão da hora que você torce loucamente para que eles terminem a história juntos. Como definir esse ‘tão da hora’? Fácil: Charlie e Tess são muito diferentes entre si, mas ambos respeitam essas diferenças e aceitam os limites um do outro. Eles vão mais além e transformam esses limites em grandes virtudes.

Tempo de Matar


Arrependo-me de não ter lido, muito antes, “Tempo de Matar” de John Grisham. Tinha o livro, já há muitos anos, em minha estante e nunca me interessava em lê-lo. Nem mesmo após um de meus irmãos que é advogado ter recomendado a obra. Havia emprestado o livro à ele que depois de pouco tempo me entregou com recomendações positivas. Pensei com os meus botões que a indicação do mano era óbvia, já que por ser advogado criminalista, ele não tinha como não gostar da história, por pior que fosse. E assim, o livro voltou para a estante sem previsão para entrar em minha lista de leitura... Bem, isto ocorreu há três semanas quando, finalmente, decidi encarar as mais de 570 páginas do enredo idealizado por Grisham.
Cara, o livro é muuuito bom. Arrisco dizer que “Tempo de Matar” (1989) é o melhor de todos os livros escritos pelo autor. E o curioso é que esta obra representa a sua estréia na literatura; só dois anos depois viria “A Firma” (1991), considerado por muitos a sua obra prima. Mas na minha opinião “Tempo de Matar” é muito melhor. E olha que “A Firma” é um livraço.