22 julho 2026
12 horas de plantão, portas trancadas e nenhum objeto cortante: você encararia a Ala D?
Cara, estou me sentindo como se fosse
um agente do FBI entrando pela primeira vez na prisão psiquiátrica onde se
encontra preso o Dr. Hannibal Lecter, conhecido como “Lecter, o Canibal”. Com
certeza, se você assistiu ao filme, deve se lembrar daquele momento tenso que
marca o primeiro encontro de Clarice Starling com ele. Essa cena me marcou
muito e, na minha opinião, trata-se da mais tensa e fóbica de todo o filme.
Acredito que, por mais fria e corajosa que a personagem vivida por Jodie Foster
possa ter sido, o coração dela disparou naquele momento de expectativa.
Pois é, é
exatamente assim que estou me sentindo em relação à expectativa do que vou
encontrar pela frente ao começar a leitura de Ala D, de Freida McFadden, livro que, apesar de ter
acabado de sair do forno, já é um dos mais comentados nas redes sociais.
Sinto-me no lugar da agente especial Clarice Starling, entrando naquela ala
sinistra, mal iluminada e tétrica onde fica o famoso serial killer.
Só que, no
meu caso, não sei quem ou o que irei encontrar na Ala D criada por Freida. O
que me leva a perguntar: o que será que saiu da cabeça da autora? Caramba! É
muita expectativa. Tanta que decidi aplicar uma leitura dinâmica no livro As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro de Laura
Pohl, que estou lendo atualmente. Afinal, apesar da ansiedade e de um pouquinho
de medo (rs), quero entrar logo nessa tal Ala D desse hospital psiquiátrico
para saber o que me aguarda.
Acredito
que essa também deva ser a expectativa de um grande número de leitores
espalhados pelo país que já compraram o novo lançamento de Freida. Olhem bem
para a capa do livro publicado pela Record e vejam se não lembra, pelo menos um
pouco, a cena do filme O Silêncio
dos Inocentes que descrevi no início deste post.
A história acompanha Amy Brenner, uma
estudante de medicina prestes a encarar seu pior pesadelo: um plantão noturno
obrigatório de 12 horas na Ala D, a unidade psiquiátrica de segurança máxima do
hospital. A Ala D é um ambiente ultrarrestrito, mantido sob trancas constantes,
onde nenhum objeto cortante, cabo ou ponta afiada pode entrar. O que me leva a
pensar: quem ou o que pode estar recluso ali?
Querem
saber o quanto essa ala é sinistra e perigosa? Basta vermos os cuidados que Amy
Brenner deve tomar antes de entrar no local. Anotem aí:
1. Não revele nenhuma informação pessoal aos pacientes: isso inclui detalhes sobre sua vida
privada e endereço residencial;
2. Os seguintes objetos são proibidos na Ala D: álcool, líquidos inflamáveis,
tachinhas, canetas, agulhas, grampos, clipes de papel etc. (cá entre nós, essas
orientações não recriam o clima daquele encontro de Clarice com o Dr. Lecter?);
3. Não conte com a possibilidade de dormir durante o plantão.
E, para
fechar as instruções com chave de ouro: a plantonista receberá um código para
sair da Ala D. Se ela perder esse código, bem... já era. Brrrrrrrrrrrr.
A pergunta
mais comum daqueles que estão numa bruta ansiedade para ler a obra deve ser
esta: o que posso esperar de Ala
D?
Acredito
que a atmosfera claustrofóbica seja uma das respostas. Pelo que pesquisei na
internet, a trama se passa em poucas horas, dentro de um espaço fechado do qual
ninguém consegue sair. Sem comunicação com o exterior e presa entre corredores
silenciosos e salas trancadas, a protagonista precisa descobrir quem (ou o que)
está provocando o desaparecimento de alguns pacientes antes de se tornar a
próxima vítima. Cara, "bota" claustrofobia nisso!
Tá aí,
galera! Falei um pouquinho da minha expectativa em ler Ala D. Gostaria também de saber a sua. Deixe aqui nos
comentários! Valeu!
19 julho 2026
10 livros com inícios eletrizantes que vão te prender
Hoje, quando acordei — lembrando que escrevi este
post em um domingo e, nos finais de semana, nós (eu e a Lulu) sempre acordamos
mais tarde —, percebi que ela já estava “firme no toco”, devorando um livro.
Isso é algo que raramente acontece, pois o seu hábito de leitura é sempre à
noite, após chegar do trabalho.
Por causa dessa mudança repentina, a minha
curiosidade falou mais alto e acabei perguntando o que estava acontecendo. Sem
tirar os olhos das páginas, ela respondeu: — Comecei a ler este livro de
madrugada, mas o início da história é tão eletrizante que eu não via a hora de
amanhecer para continuar a leitura. — Você passou a madrugada lendo?! —
perguntei. — Não; preferi parar no primeiro capítulo para criar ainda mais
expectativa.
Após esse diálogo com a Lulu, pimba! Na mesma hora
tive uma ideia: por que não escrever um post sobre livros que tenham inícios
eletrizantes? Foi dessa maneira que “pintou” a lista que você está lendo agora.
Li todas as obras que indico aqui e posso garantir
que o início delas — seja apenas o prólogo, as primeiras páginas ou os
primeiros capítulos — vai engatar uma quinta marcha, deixando você com uma baita
vontade de devorar o livro. Confesso que nem todos os livros que começam bem
terminam bem, mas procurei selecionar apenas aqueles que mantêm a qualidade até
o fim — com alguns chegando, até mesmo, a me deixar com a famosa Depressão
Pós-Leitura (DPL).
Histórias que começam com um crime misterioso, um
assassinato brutal, uma cena de ação frenética, um protagonista sem memória ou
uma fuga desesperada garantem imersão imediata e são ideais para espantar a
ressaca literária. Selecionei 10 obras com essas características, trazendo
começos capazes de despertar, no mesmo instante, o interesse pelo enredo. Vamos
a elas!
01 – A Paciente
Silenciosa (Alex Michaelides)
Se gostei de A Paciente Silenciosa?
Não. Então por que o livro de Alex Michaelides faz parte desta lista? A
resposta é por “culpa” da Lulu. Ela simplesmente amou a narrativa,
principalmente o começo. Gostou tanto da obra que estou pensando seriamente em
publicar uma nova resenha sob a perspectiva dela.
Mas vamos lá. O livro abre com a protagonista dando
cinco tiros no rosto do marido. Depois disso, ela nunca mais diz uma única
palavra, o que desperta a obsessão de um terapeuta em descobrir o motivo do
crime.
Segundo a Lulu, o início de A Paciente
Silenciosa é brilhante ao inverter a lógica tradicional dos thrillers:
logo na primeira página, a narrativa revela quem cometeu o assassinato. A
partir daí, o mistério não é descobrir quem matou, mas sim por que Alicia
assassinou o marido e, principalmente, por que se remeteu ao silêncio absoluto.
Essa recusa em falar transforma um crime doméstico
em um fenômeno midiático e em um complexo quebra-cabeça psicológico, colocando
o leitor no papel de detetive, alternando a desconfiança entre diversos
personagens.
A Lulu vive me dizendo: “Não entendo como você não
gostou desse livraço!”. Se vocês quiserem saber os meus motivos, escrevi uma
resenha detalhada sobre ele em 2021. Confiram aqui.
02 – Não Conte a
Ninguém (Harlan Coben)
Tenho certeza de que vocês estão curiosos para
saber qual foi o livro que fez a Lulu sair da cama mais cedo em pleno domingo.
Pois bem, vamos a ele.
Não Conte a Ninguém tem um dos começos mais impactantes do suspense moderno. A
história se inicia quando o médico Dr. David Beck e sua esposa comemoram o
aniversário do primeiro beijo no lago Charmaine. Um ataque brutal deixa Beck
inconsciente e sua esposa morta pelas mãos de um serial killer.
Oito anos depois, o sofrimento de David é reaberto quando ele recebe um
misterioso e-mail anônimo.
A mensagem contém frases que apenas ele e sua
falecida esposa conheciam, além de um link para uma câmera de segurança que
mostra, em tempo real, uma mulher idêntica a Elizabeth no meio da multidão. A
partir desse momento, David entra em uma corrida desesperada contra o tempo
para descobrir se o amor de sua vida está vivo, enquanto se torna o principal
suspeito de novos assassinatos investigados pelo FBI.
Amei a obra de Harlan Coben. É o tipo de enredo que
traz várias reviravoltas ao longo da trama, preparando o leitor para o grand
finale. E quando esse desfecho chega, Coben, em menos de meia página,
arremata a história de uma maneira que deixa qualquer um de queixo caído.
Recomendo de olhos fechados, não só pelo início eletrizante, mas pelo conjunto
da narrativa.
03 – O Parque dos
Dinossauros (Michael Crichton)
As primeiras páginas de O Parque dos
Dinossauros (Jurassic Park), escrito por Michael Crichton, são
aterrorizantes e diretas. A narrativa abre com a chegada de um operário
gravemente ferido a um hospital remoto na Costa Rica; ele apresenta lacerações
severas que os médicos não conseguem identificar, embora a empresa afirme ter
sido um mero acidente de construção. Pouco depois, uma criança de férias em uma
praia isolada é mordida por um réptil bípede desconhecido.
Mas o que mata a pau, de fato, é o prólogo da história.
Intitulado “A Mordida do Raptor”, ele desperta toda a fome do leitor em devorar
o livro, preparando o seu espírito (e a sua coragem!) para os sufocos que
enfrentará a cada virada de página. Esse início arrasador nos dá uma amostra
dos antagonistas principais do romance: os velociraptores. Esta espécie de
dinossauro é uma verdadeira máquina de matar que, além da ferocidade, possui
uma inteligência assustadoramente avançada.
Sintam só o drama do prólogo:
“...ela tateou o ferimento com a ponta
do dedo. Se uma retroescavadeira o atingira, haveria terra entranhada na carne.
Mas não encontrou nenhuma sujeira, apenas uma espécie de espuma pegajosa. E o
ferimento emitia um odor estranho, como um cheiro de morte e podridão... Sentiu
um arrepio ao olhar as mãos do rapaz, havia...”
Arghhhhhhh!!! Melhor parar por aqui e deixar o
resto para aqueles que ainda não conhecem a obra. Vale frisar que o livro se
aprofunda muito mais no terror e na teoria do caos do que o filme clássico.
04 – It: A Coisa
(Stephen King)
It: A Coisa, do mestre do terror
Stephen King, tem uma das introduções mais icônicas e aterrorizantes da
literatura. A morte do pequeno Georgie em uma rua chuvosa da pacata cidade de
Derry prende o leitor logo na primeira página. O contraste entre a inocência
pura da criança brincando com seu barquinho de papel e a aparição brutal de
Pennywise, o Palhaço Dançarino, de dentro do bueiro, constrói uma tensão
gradual e transformadora em poucos parágrafos.
Cara, como esse prólogo prendeu a minha atenção!
Parecia que eu estava diante de um doce saboroso do qual tinha dado uma pequena
mordida, despertando ainda mais a minha fome. Logo de cara, King apresenta o
antagonista e deixa claro que ninguém — nem mesmo as crianças — está a salvo em
Derry.
05 – Os Coletores
(Eric Garcia)
O início de Os Coletores, de Eric
Garcia, é realmente impactante e dita o tom ágil de toda a narrativa, que
mistura ficção científica distópica, humor ácido e elementos de romance
policial noir.
O livro nos introduz imediatamente a um futuro onde
uma grande corporação vende órgãos artificiais de alta tecnologia a perder de
vista. O protagonista, Jude, trabalha como um "coletor". Sua função é
puramente de negócios: se o cliente atrasa as parcelas do órgão artificial,
Jude vai até ele e retoma a propriedade da empresa. Se o sujeito ganhou um
estômago artificial, mas não pagou por ele, o trabalho de Jude é localizar o
comprador e “simplesmente” arrancar o órgão para devolvê-lo à corporação. Já
pensaram nisso?! Arghhhhhh!
A narrativa não perde tempo com longas introduções.
O gancho eletrizante acontece quando o próprio Jude, após sofrer um infarto,
recebe um coração artificial de última geração. O ritmo veloz da abertura serve
para chocar o leitor com a frieza do sistema e criar empatia imediata pelo
protagonista, que passa a correr contra o tempo para sobreviver. Essa premissa
rendeu uma excelente adaptação para os cinemas em 2010, chamada Repo
Men: O Resgate de Órgãos, estrelada por Jude Law e Forest Whitaker.
06 – A Empregada
(Freida McFadden)
A Empregada, de Freida McFadden, prende o leitor desde as primeiras páginas com uma
introdução impactante. O livro começa com uma cena no futuro: a polícia está no
local e há um cadáver na mansão. Millie, a protagonista que trabalha como
empregada na residência, está desesperada e sabe exatamente o que aconteceu,
estabelecendo imediatamente um clima de mistério e urgência.
Um golpe de mestre utilizado pela autora foi
revelar o crime antes de mostrar como os personagens chegaram até ali, além de
sugerir os segredos obscuros de Millie sem revelá-los de imediato. Pelo
contrário, ela apenas acende algumas fagulhas para atiçar a nossa curiosidade.
Descobrimos, por exemplo, que Millie acabou de sair da prisão e precisa
desesperadamente do emprego, escondendo o seu passado a todo custo.
Para completar, o comportamento de sua patroa, Nina
Winchester, oscila violentamente entre a extrema gentileza e a crueldade
psicológica logo nos primeiros dias. Além disso, Millie é acomodada em um
quarto minúsculo cujo trinco tranca apenas pelo lado de fora, gerando
claustrofobia e sinalizando perigo iminente. Esses detalhes revelados logo no
início geram uma baita vontade de não desgrudar do livro.
07 – Ponto de Impacto
(Dan Brown)
Livraço! Tanto é verdade que acabei relendo a obra
de Dan Brown várias vezes. Considero Ponto de Impacto o melhor
livro escrito pelo autor. Confiram o porquê da minha opinião nestas duas
resenhas que já publiquei (vejam aqui e mais aqui).
Quanto ao seu início, sem comentários. As primeiras
páginas são realmente eletrizantes! Dan Brown prende a atenção ao mostrar o
candidato à presidência dos EUA prestes a vencer as eleições usando um discurso
feroz contra a NASA, enquanto, simultaneamente, a própria agência faz uma
descoberta revolucionária e perigosa no Ártico. Esta descoberta pode salvar a
reputação da agência e reeleger o atual presidente.
O início funciona porque Dan Brown emprega sua
famosa fórmula de introduzir um perigo extremo logo de cara, misturando
suspense geopolítico, isolamento extremo e capítulos curtinhos que aceleram o
ritmo da leitura. Quando a protagonista Rachel Sexton vai ao Ártico para
verificar a autenticidade do achado, o que deveria ser uma simples verificação
técnica transforma-se em uma perseguição mortal por assassinos profissionais,
aumentando ao máximo a sensação de urgência.
08 – O Reverso da
Medalha (Sidney Sheldon)
Apesar de ter lido O Reverso da Medalha há
muito tempo, lembro-me até hoje de seu início impactante. Aliás, esse preâmbulo
foi o motivo principal que me despertou um interesse avassalador pela
narrativa. Sidney Sheldon mata a pau! A partir do momento em que você lê essa
introdução, é impossível não criar uma expectativa enorme sobre o que vai rolar
no enredo.
O livro começa no aniversário de 90 anos da
implacável Kate Blackwell, uma das melhores personagens criadas por Sheldon e
também uma das mais marcantes da literatura de ficção. Cercada de luxo, poder e
fantasmas do passado, a festa de Kate prepara o terreno para uma saga épica de
ambição, traição e vingança que atravessa gerações. Na minha opinião, é o
prólogo mais impactante escrito pelo autor.
A atmosfera alterna rapidamente entre o luxo de uma
festa de gala e a mente fria, calculista e obstinada de Kate, uma mulher que
manipula vidas, negócios e sua própria família como peças de um jogo de xadrez.
As primeiras páginas estabelecem mistérios sobre o passado da família Blackwell
e as tragédias que moldaram o império da empresa Blackwell Enterprises,
gerando a necessidade urgente de entender como aquela idosa alcançou tanto
poder.
Após esse início impactante no
"presente", o livro faz um longo flashback. A história
volta no tempo para contar a saga de Jamie McGregor, o pai de Kate, na África
do Sul, iniciando a construção do império de diamantes do zero. Uma leitura e
introdução fantásticas!
09 – Tubarão (Peter
Benchley)
O prólogo de Tubarão, de Peter
Benchley, publicado originalmente em 1974, é considerado uma obra-prima do
suspense na literatura moderna. Ele dita perfeitamente o tom de isolamento e
vulnerabilidade que permeia toda a história.
A narrativa alterna entre a calmaria de uma jovem
nadando à noite e a frieza instintiva do tubarão, que age como uma máquina
biológica perfeita. A descrição muda drasticamente de um banho de mar pacífico
para uma violência brutal, rápida e inevitável. O monstro não tem motivação
pessoal; ele apenas come, o que torna o ataque muito mais aterrorizante. A
vítima é levada para o fundo do mar em silêncio, sem que ninguém na praia
perceba. Esse início mexe muito com os leitores, deixando o coração disparado
porque nos colocamos no lugar daquela mulher. Brrrrrr!
Na adaptação cinematográfica lendária de Steven
Spielberg (1975), a essência do prólogo foi mantida para abrir o filme, mas com
algumas mudanças cruciais de impacto. No livro, o texto descreve os pensamentos
e as sensações físicas finais da vítima com detalhes agonizantes e explícitos,
deixando os nossos nervos à flor da pele. Já no filme, Spielberg foca no terror
psicológico, usando a trilha sonora de John Williams e a câmera subaquática. As
duas abordagens são excelentes, mas, cá entre nós, prefiro a do livro, por ser
bem mais impactante.
10 – Verity (Colleen
Hoover)
O prólogo de Verity, escrito por
Colleen Hoover, é amplamente conhecido por ser um dos começos mais chocantes e
memoráveis do suspense psicológico recente. Ele dita imediatamente o tom
sombrio, visceral e imprevisível de toda a narrativa. Como já expliquei na
resenha do livro que publiquei no blog, não gostei do final. Achei estranho e
não me agradou, mas o início de Verity, não tenho como negar, é
eletrizante.
O thriller é focado em Lowen
Ashleigh, uma escritora à beira da falência que luta para lidar com o luto após
a morte de sua mãe. A grande virada na vida dela acontece quando recebe uma proposta
irrecusável: ser contratada como ghostwriter (autora fantasma)
para terminar os três últimos livros de uma série de enorme sucesso, já que a
autora original, Verity Crawford, sofreu um grave acidente de carro e ficou
incapacitada. Para pesquisar as notas e esboços originais, Lowen se muda
temporariamente para a mansão da família Crawford.
O início da narrativa serve para ligar o sinal de
alarme no leitor. Lowen está caminhando por uma rua movimentada de Nova York
quando uma pessoa ao seu lado é brutalmente atropelada por dar um passo em
falso no trânsito. O impacto é tão violento que o sangue da vítima espirra
diretamente na camisa de Lowen, deixando-a em estado de choque. É nesse cenário
caótico e macabro que Jeremy Crawford surge para ajudá-la. Ele a leva até um
banheiro, entrega sua própria camisa limpa e limpa o sangue da pele de Lowen.
O evento funciona como um presságio perfeito: o
sangue que mancha Lowen logo no início simboliza como ela será marcada e
tragada pelos segredos obscuros da família de Jeremy. Enfim, um prólogo
fantástico!
Aí está, galera! Espero que essa lista possa ajudar
quem estiver a fim de ler um livro que já comece com o pé no acelerador.
Até a próxima!
13 julho 2026
Fome de leitura: Os 3 livros que estão tirando o meu sono (e o do meu bolso)
Preciso adquirir três livros em regime de urgência porque estou morrendo
de vontade de devorá-los. Mas como o meu cartão de crédito está brigado comigo
até a primeira quinzena de setembro, vou ter que adiar essa vontade um pouco
mais. Estou torcendo para que ela se reduza a pelo menos um livro... Assim, eu
estaria economizando, já que deixaria de comprar dois deles. Por enquanto, a
minha fome de leitura está com o seu foco direcionado para esses três livros.
Quais são? Ok, eu conto para vocês. Anotem aí:
O primeiro da lista é o ultracomentado “Ala D”, da rainha do
thriller psicológico Freida McFadden; o segundo se chama “Terra à Deriva”,
do autor chinês Liu Cixin, que também escreveu o megassucesso “O Problema
dos Três Corpos”; e, por fim, fechando a lista: “O Casal Que Mora ao
Lado”, que dizem ter um plot twist final de derrubar não só o
queixo, mas o corpo inteiro dos leitores.
Neste post, quero dividir com a galera esse meu desejo e, por que não,
pedir para que vocês torçam para que o meu mau-humorado “Cartão” deixe de ser
tão ranzinza e faça logo as pazes comigo. Assim, quem sabe, posso comprar logo
essas três preciosidades, ou pelo menos uma delas.
Interessei-me por “O Casal Que Mora ao Lado” há poucas semanas,
enquanto zapeava nas redes sociais literárias e também nos portais de algumas
livrarias à procura de informações para escrever uma postagem para o blog. Foi
assim que me deparei com a obra de Shari Lapena. Como vocês sabem, sou
fissurado por livros que tenham plot twists; tanto é verdade que as minhas
estantes estão abarrotadas de obras do gênero. Por isso, após ler a
apresentação do livro de Lapena na Amazon, meus olhos cresceram. Na mesma hora
exclamei: “Caráculas! Esse final deve ser chocante!”. Meus olhos sobre o livro
cresceram ainda mais depois de ver as opiniões das pessoas que leram a obra.
Quase todas derramaram elogios para a narrativa, principalmente para a
reviravolta final inesperada. Pronto! “O Casal Que Mora ao Lado” me
ganhou naquela mesma hora.
No dia seguinte, durante uma nova zapeada para um novo post no blog,
deparei-me com o livro de Liu Cixin. Na realidade, tenho uma dívida com esse
autor. Quando li a sinopse de “O Problema dos Três Corpos” e alguns
comentários — a maioria positivos —, fiquei “babando” de vontade de ler a obra.
No entanto, resolvi assistir a alguns episódios da série da Netflix baseada no
livro do escritor chinês e confesso que a minha vontade deu uma desanimada.
Resultado: passei o livro para a frente e tenho quase certeza de que fiz uma
besteira, porque continuaram a pipocar elogios para o livro em todas as redes
sociais que acessei. Portanto, não quero cometer o mesmo erro com a antologia
de contos “Terra à Deriva”. Prefiro ter como base para definir essa
leitura apenas os comentários positivos que vi nos portais da Amazon, Skoob e
outros. Assim, passei longe da produção cinematográfica chinesa “Terra à
Deriva”, de 2019, que foi baseada na história escrita por Cixin — que,
aliás, se trata do conto principal da coletânea lançada recentemente.
Deixei a nossa rainha dos thrillers psicológicos por último. Amo as
narrativas dessa mulher, que são recheadas de reviravoltas que causam um
frenesi de emoções e surpresas em seus leitores. E acredito que “Ala D”
não seja diferente. Venho paquerando esse livro bem antes de seu lançamento em
12 de junho. Amei a sinopse da história: bem instigante. Esta frase promocional
lançada pela editora conseguiu me laçar: “O maior medo de Amy era ser escalada
para o plantão na ala psiquiátrica do hospital. Agora, sua única preocupação é
sair de lá com vida.” Forte, não acharam?
Confiram um breve resumo da narrativa desses três livros e depois digam
nos comentários se vocês também não ficaram com vontade de lê-los.
ALA D (Freida McFadden)
A estudante de medicina Amy Brenner foi designada para o plantão noturno
na unidade restrita de cuidados psiquiátricos do hospital: a Ala D. Ela tem
motivos de sobra para não querer cumprir esse plantão obrigatório — motivos
pessoais que ninguém jamais pode saber. Para piorar a situação, ela descobre
que o estudante com quem vai passar a madrugada analisando casos psiquiátricos
é seu ex-namorado.
Mas tudo ganha ares mais sinistros quando, ao fazer uma ronda pelos
corredores labirínticos, ela ouve sons estranhos vindos do quarto de isolamento
onde está confinado o paciente mais perigoso da unidade. Aterrorizada, Amy toma
a decisão de, aconteça o que acontecer, não se aproximar daquele quarto outra
vez. No entanto, conforme as horas avançam, ela percebe que há algo terrível se
desenrolando entre aquelas paredes fortemente protegidas.
Quando a comunicação com o exterior é perdida e pacientes e funcionários
começam a desaparecer, fica claro que todos na unidade correm perigo.
Detalhes técnicos:
-
Editora: Record
- Data da
Publicação: 12 de junho de 2026
- Capa:
Brochura
-
Páginas: 294
TERRA À DERIVA (Liu Cixin)
O livro reúne dez histórias nas quais a humanidade enfrenta catástrofes
colossais. O conto que dá título à obra retrata um plano desesperado para
salvar o planeta do Sol em explosão: a construção de turbinas colossais para
tirar a Terra de órbita rumo a um novo sistema estelar.
A coletânea apresenta
uma mistura singular de especulação científica, cosmologia e dilemas humanos.
Além de Terra à Deriva, o volume inclui narrativas famosas como Montanha
e Sol da China, explorando engenharia em escala planetária e contatos
com civilizações alienígenas.
Detalhes técnicos:
-
Editora: Suma
- Data da
Publicação: 23 de junho de 2026
- Capa:
Brochura
-
Páginas: 546
O CASAL QUE MORA AO LADO (Shari
Lapena)
Em O Casal que Mora ao Lado, Anne e Marco Conti parecem ter a
vida perfeita: são jovens, atraentes e pais da pequena Cora. Porém, um convite
para um jantar na casa dos vizinhos muda tudo. Quando o casal retorna na
madrugada, o berço está vazio. A polícia entra em cena e as suspeitas recaem
sobre todos.
Conforme a investigação avança, segredos sombrios de casamentos
aparentemente perfeitos começam a desmoronar. Segundo o release promocional da
editora, trata-se de um thriller psicológico claustrofóbico, repleto de
reviravoltas chocantes.
Detalhes técnicos:
-
Editora: Record
- Data da
Publicação: 22 de março de 2017
- Capa:
Brochura
-
Páginas: 294
Daí galera, por hoje é só. Até a próxima postagem!
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