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04 fevereiro 2026

10 livros para você devorar em 2026. Li todos eles e amei

Li muitos livros ao longo desses quase 15 anos de blog; alguns bons, outros ótimos ou excelentes, mas também sofri para terminar a leitura de várias obras. Neste post quero “falar” apenas dos livros que me trouxeram momentos especiais proporcionando viagens inesquecíveis. Livros que provocaram ressacas literárias homéricas e outros que me curaram de ressacas também homéricas. Enfim, obras que eu amei. Amei tanto que resolvi fazer uma lista e indicar, pelo menos algumas delas (todas, certamente, não caberiam nesse espaço) para os seguidores do nosso blog.

Aliás, qual devorador de livros que não se sente realizado ao indicar uma obra para um amigo e depois esse mesmo amigo lhe dizer que amou a história. Uhauuuu! Pelo menos para mim, não existe um elogio melhor do que esse. Mas só quem é leitor de carteirinha – daqueles que gostam de cheirar o livro e sentir a textura de suas páginas nas mãos– para entender o que esse gesto significa.

Nesta lista selecionei livros que li quando ainda nem sonhava ter um blog; outros que li recentemente; enfim, histórias especiais que amei. Vamos nessa?

01 – Mentirosos (E. Lockhart)

Como escrevi na resenha do Livro de E. Lockhart (veja aqui) existem finais de obras literárias que ficam guardados em nossa memória por toda a vida. O “The End” de Mentirosos é um deles. Podem passar muitos, mas muitos anos que certamente, você que teve a oportunidade de ler o livro jamais esquecerá daquele final emocionante. Além do final emocionante de Mentirosos, se preparem, também, para uma virada avassaladora na história, daquelas viradas que tiram o chão do leitor. A tal virada acontece no último capítulo intitulado ‘Verdade’. Posso garantir que é algo bombástico.

Gostei tanto da história que ao terminar a leitura senti um desejo incontrolável de sair por aí comprando um "arsenal" de livros que pelo menos chegassem perto da narrativa de Lockhart. Taí, pra galera ver como eu amei de paixão Mentirosos. Por isso, ele não poderia deixar de ser o primeiro dessa lista.

Mentirosos é um suspense psicológico sobre uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca da “Família Sinclair”, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão numa ilha particular. Cadence – neta primogênita e principal herdeira –, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo que eles apelidaram de Mentirosos.

Após um misterioso acidente no verão dos 15 anos que lhe causa amnésia e dores crônicas, Cadence decide retornar à ilha particular da família - dois anos depois - para desvendar segredos escondidos por parentes e pelo grupo dos "Mentirosos". Segredos que podem ser chocantes.

02 – Presa (Michael Crichton)

Reler um livro é algo especial; e esse privilégio também só cabe a obras especiais, ou seja, livros que marcaram a nossa vida de uma tal maneira chegando ao ponto de fazer com que queiramos sentir novamente tudo aquilo que já sentimos uma, duas ou três vezes no passado. Presa de Michael Crichton é um desses livros (veja resenhas aqui e mais aqui). É difícil mensurar, mas talvez chegue a superar até mesmo Mentirosos de E. Lockhat que me rendeu uma ressaca literária terrível. A ressaca causada por Presa também foi trash. 

Crichton mistura ficção científica hard com suspense brindando os seus leitores com um excelente techno-thriller. O enredo envolve nanotecnologia: um microorganismo artificial capaz de se mover em nuvens, como um enxame de abelhas, e capaz de evoluir sozinho como um ser vivo. Logo a tecnologia se torna uma ameaça, desenvolvendo inteligência e aprendendo até mesmo a mimetizar seres humanos, e cabe a um programador chamado Jack marido de Julia, uma das cientistas do projeto, buscar uma solução para o problema.

A primeira parte da história é marcada pela tensão no relacionamento do casal que se amam mas devido a chegada de alguns fatores externos, essa união acaba dando uma balançada. O drama familiar enfrentado por Jack e Julia prende muito o leitor, mas é na segunda parte do romance que o bicho pega.

Quando Jack é convidado pelo seu ex-patrão para dar assessoria na empresa onde sua mulher ocupa um cargo de destaque, ele descobre que a companhia está trabalhando num projeto ultrassecreto de nanotecnologia criando micro-robôs invisíveis à olho nu, com objetivos militares e comerciais. Quando essa nuvem de nanopartículas sai do controle de seus criadores, ela deixa um rastro de morte e destruição, além de sitiar o laboratório da empresa que está localizado no meio do deserto. É a partir daí que começa a luta de um grupo de cientistas orientados por Jack para tentar conter os micro-robôs assassinos, que passam a reproduzir e pensar por conta própria.

Presa é eletrizante e merece ser lido e relido muitas e muitas vezes.

03 – O Livro de Ouro da Mitologia Grega (Thomas Bulfing)

No início da resenha de O Livro de Ouro da Mitologia –História de Deuses e Heróis que publiquei em 2011, ainda nos primórdios do blog (se quiser conferir clique aqui) escrevi as seguintes linhas: “Há livros que por mais que relemos nunca nos deixam esgotados, pelo contrário nos vicia ao ponto de tempos em tempos irmos até a nossa estante e pegarmos o ‘dito cujo’ para nos saciarmos. Se não o relemos na sua totalidade, pelo menos folheamos as partes que consideramos mais interessantes e que queremos reviver”.

O Livro de Ouro da Mitologia – Histórias de Deuses e Heróis é uma obra com essas características. Pelo menos para mim. Tanto é verdade, que já perdi as contas das vezes que o li e reli.” Por isso mesmo, não teria como ignorá-lo nesta lista de leituras que indico para 2026.

Fiz questão de republicar a frase que escrevi há quase 15 anos para que vocês tentem dimensionar o número de vezes que já reli as histórias desse livro do pesquisador Thomas Bulfinch. Posso garantir que foram muitas releituras. E para variar, os contos da obra voltaram a despertar o meu interesse e brevemente estarei partindo para um novo reencontro.

Bulfinch escreve de uma maneira direta, sem enrolação o que torna a leitura fácil, fluindo naturalmente. São 50 histórias que irão entusiasmar os amantes da mitologia grega. Você vai mergulhar no mundo mágico da guerra de Tróia; as aventuras de Enéias; a busca pelo velocino de ouro pelos argonautas; o retorno de Ulisses à Ítaca; conhecer a origem dos famosos soldados comandados pelo não menos famoso Aquiles, conhecidos por Mirmidões; além de se informar sobre deuses, heróis e vilões famosos da mitologia grega, entre os quais Apolo, Juíter, Zeus, Midas, Cupido, Psique, Minerva, Hércules, Teseu, Perseu, Medusa, Atlas, entre outros.

Bom demais. Tão bom que vale muuuuitas releituras.

04 – Os Sete Maridos de Evelyn Hugo (Taylor Jenkins Reid)

Escrever o que sobre Os Sete Maridos de Evelyn Hugo? Certamente, basta você acessar as diversas plataformas de opiniões literárias como Skoob, Amazon, Goodreads e Reddit e a resposta vira ‘na lata’: “excelente”. A obra de Taylor Jenkins Reid foi praticamente uma unanimidade entre os leitores na época de seu lançamento, em 2019. Vou mais além: continua sendo uma unanimidade até hoje.

Cara, se eu lhe disser que não li nas redes sociais uma crítica negativa sobre o livro, não estarei mentindo. Não tenho como deixar de indicar um livro desses. This is impossible.

No enredo fantástico criado por Jenkins Reid, aos setenta e nove anos, Evelyn Hugo é uma lenda do cinema. Com seu icônico cabelo loiro e dona de uma beleza de dar inveja, seguiu um roteiro digno dos filmes que protagonizou: deixou para trás a origem simples para se alçar ao estrelato e se transformar na grande sensação das telas nos anos 1960. Nos bastidores, levou uma vida igualmente agitada, incluindo sete casamentos e muitos escândalos nos tabloides de fofocas.

Já a trajetória da jovem Monique Grant está longe de ter esse glamour. Apesar dos esforços, seu trabalho numa grande revista não tem lhe rendido muitos frutos, e o amor vai de mal a pior. Então, o inesperado acontece quando a famosa e inacessível atriz que tem o hábito de não falar com ninguém e muito menos com a imprensa, decide dar uma entrevista exclusiva – desde que seja para Monique e ninguém mais. Garanto que desse encontro sairão grandes revelações, algumas com o poder de derrubar o queixo dos leitores.

05 – A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafon)

Este é um dos livros que mais indico para os leitores. Considero A Sombra do  Vento a obra máxima do saudoso escritor espanhol Carlos Ruiz Zafon. Uma história não para você ler, mas para você devorá-la. O tipo de enredo que vai consumindo o leitor aos poucos. Imperdível!

A história de A Sombra do Vento começa na Barcelona de 1945 e narra a saga de Daniel Sempere dos seus 11 anos até o início da fase adulta. No dia de seu aniversário, ao completar 11 anos, ele é levado pelo pai a um misterioso lugar no coração histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido por poucos na cidade, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, de um escritor também barcelonês chamado Julián Carax.

Daniel fascina-se tanto pelo livro que decide buscar mais informações sobre o autor. E cada descoberta feita por Daniel faz com que o leitor fique ainda mais preso na história não conseguindo largar o livro de maneira alguma. As reviravoltas então... nem se fale. Cara, amei a história de Julián Carax, amei esse personagem: fiquei triste e também feliz, enfim torci muito por ele. Da mesma maneira que torci por Daniel Sempere, já que as suas histórias se cruzam.

Para finalizar, só posso dizer para aqueles que ainda não leram A Sombra do Vento que não sabem o que estão perdendo. E para aqueles que leram, aproveitem para “encarar” a quadrilogia completa O Cemitério dos Livros Esquecidos formada pelos livros: A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo, O Prisioneiro do Céu e O Labirinto dos Espíritos. Garanto que não irão se arrepender.

06 – A Guerra do Velho (John Scalzi) 

Está afim de conhecer um personagem especial? Daqueles que te conquistam da primeira a última página? Tudo bem; lhe apresento John Perry de A Guerra do Velho, livro de ficção científica escrito por John Scalzi. Ele é o primeiro de uma trilogia que ficou conhecida como a Trilogia do Velho. Os outros dois livros – Brigadas Fantasma e A Última Colônia – também são muito bons, mas A Guerra do Velho é uma leitura diferenciada, “top das tops”; assim, tenho a obrigação de incluí-la nesta lista. Pela qualidade do enredo e principalmente pela composição perfeita dos personagens, acredito que até mesmo aqueles leitores que não apreciam o gênero ficção cientifica irão amar a obra.

Voltando a “falar” de John Perry, ele te conquista logo nas primeiras páginas do livro. Se ele é arrogante, também tem os seus momentos de humildade; se é inseguro em alguns assuntos, também se transforma no cara mais auto-suficiente quando o perigo cutuca as suas costas; se é sacana em poucos momentos, é honesto em outros. Enfim, John Perry é uma cópia perfeita de todos nós, com os nossos defeitos e com as nossas virtudes. Certamente, é por isso que os leitores de “Guerra do Velho” se identificam tanto com esse soldado das FCD.

O romance de ficção científica ainda tem outros personagens cativantes, mas Perry é fodástico. O roteiro quer saiu da cabeça de Scalzi também é fodástico. No futuro, finalmente a humanidade chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, os humanos precisarão de tecnologias inovadoras e também de um exercito disposto a arriscar tudo. Esse exército, conhecido como Forças Coloniais de Defesa (FCD), não apenas mantém a guerra longe dos terráqueos e colonos, como também evita que eles saibam demais sobre a situação do universo.

Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry acaba aceitando esse desafio, após a morte de sua esposa, mesmo tendo apenas uma vaga idéia do que pode esperar.

Scalzi  trata de temas comuns, mas ao mesmo tempo polêmicos que fazem parte do nosso dia a dia, como militarismo, ética, envelhecimento e amor.

07 – Verity (Colleen Hoover)


Gostei muito do livro, apesar de seu final decepcionante. Mas no geral, trata-se de um excelente thriller psicológico e merece fazer parte dessa lista.

Verity narra a história envolvendo um casal apaixonado, uma intrusa e três mentes doentias. Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história... E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série. Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity - e, lá... bem, digamos, que as coisas começam a se complicar. Prendeu muito a minha leitura e por isso, recomendo.

Lembrando que a história de Hoover ganhará uma adaptação para os cinemas com previsão de estreia no início de outubro de 2026.

08 – O Massacre da Família Hope (Riley Sager)

A galera que acompanha há tempos as minhas postagens aqui no ‘Livros e Opinião’ sabe que eu adoro histórias com plot twists. Por esse motivo quando comprei O Massacre da Família Hope fui com toda a minha sede – e um pouco mais – ao pote. E quer saber? Me saciei por completo. As três reviravoltas na história escrita por Riley Sager estão em minha cabeça até agora. O primeiro plot twist é estonteante. Por isso, você que, como eu, adora narrativas com plot twists tem a obrigação de adquirir essa obra.

O enredo fictício de O Massacre da Família Hope gira em torno de um crime bárbaro que aconteceu na década de 1920 no estado do Maine: a família Hope foi brutalmente assassinada, restando apenas a filha mais velha Lenora, que acabou se tornando a principal suspeita. Apesar de todos acreditarem que a garota foi a responsável pelo massacre, a polícia jamais encontrou provas disso. Daquele dia em diante, Lenora nunca mais falou sobre aquela noite e permaneceu isolada em Hope’s End, a famosa mansão onde o crime ocorreu.

Décadas depois, Kit McDeere é designada como cuidadora de Lenora Hope, após a fuga da antiga enfermeira que abandonou a mansão, às pressas, fugindo de madrugada e deixando para trás roupas, uniformes e demais pertences. Qual mistério se esconde  atrás dessa fuga? Leiam o livro e ficarão sabendo.

09 – A Tormenta (Sebastian Junger)

Um dos melhores livros-reportagem que já li. A história é tão interessante e intensa que já reli várias vezes. Em A Tormenta, Sebastian Junger narra a história de vários homens e mulheres que em outubro de 1991 enfrentaram uma tempestade criada por uma combinação de fatores que os meteorologistas a consideraram de “tempestade perfeita” ou a “tempestade do século”. A tormenta atingiu várias cidades de Massachusetts, mas a pior parte ficou reservada para os pescadores de espadarte do porto de Gloucester, principalmente aqueles que no momento do fenômeno se encontravam com os seus barcos em alto mar. É a história desses heróis e heroínas que Junger oferece – num cardápio de primeira – para os seus leitores.

Nesse contexto, o drama dos pescadores acaba se fundindo com a história dos paraquedistas de resgate, conhecidos por PR’s, que muitas vezes são obrigados a driblar o terror de enfrentar ondas da altura de um edifício de 10 andares para poderem salvar vidas que estão por um fio no mar bravio. Posso garantir que a partir do momento que você embarca nessa aventura jornalística não há como parar.

Junger inicia A Tormenta: A história real de uma luta de homens contra o mar apresentando a tripulação do barco de pesca Andrea Gail que naufragou na costa da Nova Escócia, após enfrentar a “Tempestade Perfeita” no meio do oceano, com ondas de mais de 30 metros. Mais do que mostrar algumas características desses pescadores, o autor brinda os seus leitores com a rotina do dia a dia desses homens que entraram para a história de Gloucester.

O livro apresenta várias hipóteses que podem ter contribuído para o naufrágio do Andréa Gail, desde falta de equipamentos de segurança até a infelicidade do capitão do barco ter apanhado acidentalmente a crista de uma onda gigante.

Vale lembrar que o filme “Mar em Fúria” que passou nos cinemas em agosto de 2000 com George Clooney e Mark Wahlberg foi baseado no livro de Junger.

10 – Marina (Carlos Ruiz Zafon)

Vale colocar mais uma obra de Zafon, aqui na lista? Vou ter que fazer isso porque além de A Sombra do Vento teve um outro livro do autor espanhol que marcou denais a minha vida de leitor. Marina é daquelas obras que ficam carimbadas na memória do leitor por décadas.

Acreditem, os três últimos capítulos da narrativa arrebentam o mais duro dos corações. É nessa hora que todo o mistério envolvendo a personagem Marina é revelado.

Sei que é estranho alguém derramar lágrimas ao ler um enredo criado por um autor especialista em tramas de suspense, mistério sobrenatural como aconteceu nos Best-Sellers A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo. Ocorre que Marina é uma obra que foge, um pouco, das características de Zafon. Tudo bem que ele mantenha o seu estilo narrativo direcionado para o suspense e o sobrenatural, mas por outro lado, também acrescenta um outro elemento desconexo de suas obras tradicionais: o amor incondicional. Não tenho vergonha em revelar que derramei lágrimas lendo “Marina”.

O escritor espanhol cria um enredo de suspense envolvente na antiga Barcelona dos velhos casarões. Oscar Drai, um garoto de 15 anos que estuda num internato, passa o seu tempo livre andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões que desperta a atenção do garoto que logo resolve se aventurar no interior da construção. O motivo que levou o pequeno Oscar a entrar na casa foi a voz linda e suave de uma mulher reproduzida num vitrolão. Ao mesmo tempo, ele fica completamente vidrado num relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas, ele se assusta com uma presença na sala e acaba fugindo com o relógio. Depois de alguns dias, Oscar retorna ao casarão para devolver o objeto roubado, e então... conhece Marina. Depois que os dois se conhecem... preparem os seus corações.

Taí galera, espero que tenham gostado dessas sugestões literárias para 2026.

Inté!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

28 janeiro 2026

A inquilina

Desta vez Freida McFadden deu dois tapas – e muito bem dados – em nossa cara. Daqueles que acertam em cheio. Entendam esses “tapas” como plot twists capazes de derrubar os nossos queixos. Aliás, a ‘médica-escritora’ é especialista nisso. Quem já leu alguns de seus livros, incluindo a famosa trilogia A Empregada – sabe do que estou “falando”.

A Inquilina tem apenas duas reviravoltas – uma depois da metade do enredo e a outra no epílogo, mas valem a pena. Apesar de alguns leitores terem comentado no portal Skoob que os dois plots do livro eram muito manjados e que já haviam descoberto bem antes da revelação; não vejo dessa forma. No meu caso, confesso que tive uma baita surpresa com os dois plot twists

Creio que o autor não pode simplesmente jogar na cara do leitor um plot twist. Coisa do tipo: “Toma aí que o filho é seu!”. Pelo contrário: o clima de suspense tem que ser preparado e ir crescendo aos poucos. Vou explicar com um exemplo fora da literatura que farão com que vocês entendam o que estou querendo “dizer”. Vamos lá. Exemplificarei tomando por base o filme “O Silêncio dos Inocentes” naquela cena em que o Dr. Hannibal Lecter é apresentado para a agente do FBI Clarice Starling interpretada pela Jodie Foster. Cara, ver a agente do FBI descendo as escadas daquela prisão tétrica onde se está encarcerado o “Dr. Lecter Canibal”, com o diretor da prisão caminhando ao seu lado, enquanto explica todas as normas de segurança que devem ser seguidas para que ela saia viva desse encontro; cria toda uma expectativa, diga-se, uma grande expectativa de como será esse encontro. Esta expectativa enorme deixaria de existir se Jonathan Demme, diretor do aclamado filme, cortasse esse preparativos e já antecipasse a edição, “pulando” direto para o momento em que a agente Starling e Haniball se conhecem.

Freida McFadden

Não sei ser consegui ser claro, mas muitos autores não gostam de preparar aquele clima de tensão, mistério ou suspense antes de anunciarem uma reviravolta na trama, deixando o plot twist... sei lá... acho que xôxo. Na primeira reviravolta de A Inquilina, McFadden cria toda uma aura de suspense e mistério quando um personagem decide ir conhecer a mãe de um outro personagem para esclarecer algumas situações digamos que... esquisitas. Ao invés de dar o doce rapidamente para os leitores provarem, a autora só aproxima a guloseima da boca desses leitores e depois retira (que maldade – rs). Então, no momento em que ela dá o doce, ou seja, ‘solta’ o plot twist, a galera se lambuza. É mais ou menos isso que acontece na primeira reviravolta que acontece logo depois do meio da trama. Já na segunda e última que ocorre somente no Epilogo, ela chega voando e na lata. Em aproximadamente duas páginas, McFadden solta a “bomba” e encerra a sua história. Apesar de rápido, esse último plot twist também surpreende.

Em A Inquilina, o personagem Blake Potter tem a vida perfeita: o emprego dos sonhos, uma noiva e uma casa no lugar mais chique da cidade. No entanto, tudo começa a desmoronar após ele ser demitido do cargo de vice-presidente na agência de markerting. A partir disso, uma sensação amarga toma conta do chamado “Lar doce lar” de Potter.

Desempregado, Blake  não conseguirá manter as parcelas do financiamento da moradia. A única solução para quitar as contas é alugar um dos quartos. Após tantas tentativas falhas para encontrar o inquilino ideal, o casal encontra Whitney

De todos, ela é quem mais se destacou com seu jeito simpático, educado e sem frescuras. Parecia ser exatamente quem eles procuravam. Só que... assim que ela se muda para a sua casa, coisas sinistras começam a acontecer. A cozinha exala um cheiro de comida podre, mesmo após várias faxinas. Barulhos estranhos acordam Blake no meio da noite; além de outras coisas estranhas que começam a acontecer em seu lar.

De repente, Blake passa a desconfiar que o perigo passou a morar em sua casa.

Gostei muito do livro de McFadden: leitura fluída – o que já se tornou uma característica da autora – momentos de muita tensão e dois plot twists surpreendentes. Sem contar a capa hiper-caprichada. Apesar do lançamento em brochura, os nomes da autora e da obra foram publicados em letras brancas em alto relevo combinando com o fundo rosa e matizes vermelhas. Ah! E tem ainda aquela mão tétrica saindo de um vão da porta com respingos de sangue.

Enfim, recomendo a leitura.

 



24 janeiro 2026

Três histórias de amor que serão lançadas em fevereiro para os leitores devorarem no mês dedicado à São Valentim

Mês de junho é o mês dos namorados, certo? Não; errado. Pelo menos para a maioria dos países espalhados por esse mundão afora, incluindo os Estados Unidos e quase todos da América do Sul, com exceção de Brasil e Colômbia. Na Colômbia, o Dia dos Namorados é celebrado no terceiro sábado de setembro – o motivo? Não sei; e para ser sincero... não estou afim de pesquisar – mas no Brasil, todos nós sabemos que a data que celebra o amor e os casais apaixonados é 12 de junho. Portanto, aqui na terrinha, o mês dos apaixonados é junho.

Mas por que junho?? Pois é, foi tudo culpa do João Dória (o pai, publicitário). Dono da agência Standart Propaganda, ele foi contratado pela loja Exposição Clipper com o objetivo de melhorar o resultado das vendas em junho, que eram sempre muito fracas. Inspirado pelo sucesso do Dia das Mães, Doria instituiu outra data para trocar presentes no ano: o Dia dos Namorados.

Junho foi escolhido porque era justamente o mês de desaquecimento das vendas. O dia 12, por sua vez, está na véspera da celebração de Santo Antônio, que é famoso no Brasil por ser o santo casamenteiro.

Unindo, então, o útil ao agradável, Doria criou a primeira propaganda que instituiria a data no país.

Quanto a origem do Valentine's Day (Dia de São Valentim) que é a data dos namorados celebrada nos Estados Unidos, na Europa e como já citei, na maioria dos países sul-americanos, é muito anterior ao Dia dos Namorados no Brasil. A data começou a ser celebrada no século 5.

Reza a lenda que no século III, um Bispo chamado Valentim desafiou o imperador Cláudio II ao realizar casamentos secretos para jovens soldados (o que era proibido para essa classe militar), defendendo o amor e o matrimônio, o que o levou ao martírio e o associou à celebração do amor romântico. Valentim, porém, defendeu que o casamento era parte do plano de Deus e dava sentido ao mundo. Por isso, ele quebrou a lei e passou a organizar cerimônias em segredo.

E tudo indica que a editora Verus entrou no clima do Valentine’s Day decidindo antecipar as comemorações do Dia dos Namorados por aqui. Sem problemas né galera? Desde que no mês de junho a editora do Grupo Record promova uma segunda celebração, desta vez, com ênfase paraaa data comercial criada por Dória. O que eu tenho quase certeza, acontecerá; Ufaaa!! (rs).

Das novidades que serão lançadas pela Verus no mês de São Valentim, três me chamaram a atenção. São histórias de amor para agradar todos os gostos; desde aqueles leitores que apreciam um romance de época aqueles que adoram uma história de amor apimentadinha. Vamos conferir?

01 - Hathor e o Príncipe (J. J. McAvoy)

Cara, na minha opinião romance de época com cenas hot não combinam, tanto é que acho difícil ou... impossível encontrar um enredo que “casem” essas duas características. Mas acreditem, a escritora canadense J.J.McAvoy alcançou essa proeza. Alguns leitores que apreciam esses dois gêneros dizem que ela conseguiu unir o útil ao agradável (rs).

Portanto, aos fãs de romance de época com cenas hot, o livro com protagonismo negro Hathor e o Príncipe, de J. J. McAvoy, é uma boa indicação para os leitores desse segmento.

De acordo com o release promocional fornecido pela editora Verus, a obra narra a saga de uma jovem determinada a sair da sombra da irmã e de um príncipe que não é nada do que ela sonhou. Resultado: um romance profundo que surge de incessantes provocações.

No release da editora, Hathor Du Bell sempre lutou para sair da sombra de sua querida irmã mais velha, Afrodite. Já se passaram dois anos desde sua estreia na sociedade e, apesar de Afrodite ter se casado com um duque, tornando-se duquesa, Hathor ficou com os pretendentes mais pacatos da alta sociedade. Com o fim da temporada londrina se aproximando, a ansiedade de Hathor chega ao limite. Será ela a única Du Bell condenada a não encontrar o amor verdadeiro?

O sonho de Hathor se realiza quando a rainha anuncia que apresentará seu sobrinho ― nada mais, nada menos que um príncipe ― durante o evento social de uma semana no Castelo Belclere, dos Du Bell. Mas a possibilidade de fazer parte da família real desmorona quando Hathor se depara com o príncipe Wilhelm Augustus ― que, de realeza, só tem o título.

Uma rivalidade cheia de provocações pode acabar dando lugar a um romance verdadeiro, e Hathor precisará lutar por seu final feliz, apesar das expectativas da sociedade. Em meio a bailes ― e sentimentos ― grandiosos, os últimos eventos da temporada prometem ser os mais românticos e chocantes de todos.

Hathor e o Príncipe deve chegar nas livrarias brasileiras em 9 de fevereiro.

02 – Risco de colisão (Amanda Weaver)

Depois do sucesso de No limite da velocidade, a autora Amanda Weaver lança Risco de colisão (Vol. 2), novo livro de romance esportivo e picante. Os dois livros, aliás, fazem parte da série Corações Velozes

Risco de colisão mostra ser um prato cheio para os fãs de histórias de amor com muita paixão, velocidade e personagens complexos no cenário da Fórmula 1.  

O livro de Amanda Weaver narra a história de amor e tensão entre uma relações-públicas chamada Violet Harper e um despreocupado piloto de Fórmula 1, Chase Navarro. O enredo foca em como suas vidas se cruzam em meio à velocidade e aos desafios do esporte, com muito drama, romance e sentimentos intensos.

Confira um resumo do release promocional liberado pela editora Verus: “Violet Harper não está à procura do amor nem de qualquer outra coisa que a distraia de sua carreira. Bem-sucedida como relações-públicas e com muitos contatos ao redor do mundo, a última coisa que ela deseja é se apaixonar. Mas suas regras são abaladas depois que ela passa uma noite intensa com Chase Navarro, um despreocupado piloto.

Ao aceitar trabalhar com uma nova escuderia de Fórmula 1, Violet descobre que Chase acabou de assumir como piloto da equipe. Ela promete não se deixar levar por um cara tão charmoso e irritante, mas o fato é que ele tem o rosto perfeito para promover a imagem da equipe.

Tudo o que Chase quer é dominar as pistas, o mais rápido que puder. Mas ele não consegue parar de pensar em Violet — uma distração da qual não precisa. Enquanto Chase sonha em conquistar seu primeiro pódio, Violet insiste que ele esteja sempre em frente às câmeras como a nova estrela da Fórmula 1. Só que isso significa passar muitas madrugadas ao lado da linda e por vezes rabugenta relações-públicas.

Conforme os dois trabalham juntos, a química só aumenta, e o risco de uma colisão entre eles é cada vez maior. Com as carreiras de ambos em jogo, Violet vai levantar a bandeira vermelha para essa atração ou, enfim, deixar o amor seguir sua rota?” E aí? Se interessaram? O livro chega por aqui no finalzinho de fevereiro.

03 – Seis meses para casar (Kosuke Ohashi)

Segundo a editora Verus, trata-se de uma história de amor leve e divertida que explora as peculiaridades do konkatsu e da vida no Japão enquanto prova que o inesperado, o improvável, o quase impossível, também pode acontecer. Ah! Vocês que acabaram de ler o que eu escrevi acima devem estar se perguntando: - Afinal, o que vem a ser “Konkatsu”??. Eu esclareço: “Konkatsu” é um termo japonês que significa literalmente "atividades de caça ao casamento" ou "busca ativa por um parceiro de casamento". O termo surgiu por volta de 2007 e reflete a abordagem proativa que muitos solteiros japoneses adotam para encontrar um cônjuge.

Em Seis meses para casar que foi um best-seller instantâneo no Japão alcançando milhares de vendas num curto espaço de tempo, iremos conhecer a personagem Sayaka Kuroki que pensava que tinha a vida toda resolvida... até encontrar uma calcinha na cama do noivo. De repente está desempregada, solteira e desesperada.

Faltando três meses para o casamento, que está marcado para seu aniversário de trinta anos, e logo após pedir demissão para cuidar da cerimônia, Sayaka Kuroki descobre que está sendo traída e que seu noivo, Kazuya, não quer mais nada com ela.

Com os poucos ienes que tem na conta, uma ressaca e um restinho de dignidade, Sayaka vai até a editora da revista em que trabalhava para pedir seu emprego de volta. Porém o cargo já está ocupado, e a única alternativa é passar para outro departamento, com um chefe autocentrado, que adora se exibir… e que exige que ela se case em seis meses enquanto escreve reportagens sobre konkatsu, a arte da busca por um marido. Então... muitas “coisas” começam a rolar em sua vida. A previsão de lançamento é para o dia 23 de fevereiro.

Taí galera. Pensando em reservar o seu livro para devorá-lo no mês dedicado a São Valentim?

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