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26 agosto 2026

5 Comédias Românticas Imperdíveis para Ler Agora (Com Dicas da Lulu!)

Geralmente sou eu quem acorda mais cedo, mas, no último domingo, quando abri os olhos, vi que a Lulu já tinha se levantado. Ela estava sentada no sofá, concentrada na leitura de um livro.

— Qual é o livro? — perguntei.

Phoebe Berman Perdeu Tudo — respondeu ela. — Estou adorando a narrativa! — disse, assim que me viu ainda com cara de sono. — Faltam poucas páginas. Depois pretendo ler outro com a mesma vibe. Aliás, por que você não escreve um post sobre comédias românticas? Tipo uma lista de indicações? — arrematou Lulu.

Quando ouvi a sugestão, lá no fundo o meu alter ego (rs) gritou: “Santa Lulu! Novamente, obrigado!” (rs). Pois é, galera, nos momentos de bloqueio criativo, a ‘Super-Lulu’ não falha: aparece sempre para me salvar. E cá estou eu, elaborando uma lista de comédias românticas na esperança de colaborar com os leitores e seguidores do blog que estão à procura de uma boa obra do gênero.

Confesso que comédia romântica não é muito a minha praia — prefiro outros gêneros literários —, mas não posso negar que gostei das poucas que li. É o caso, por exemplo, de Seis Meses Para Casar, que inclusive rendeu uma postagem no blog (veja aqui). Quanto a Phoebe Berman Perdeu Tudo, que a Lulu está amando, ainda não li, mas pretendo. Tanto é que já o inclui na minha lista de leitura. Quem sabe a minha ‘super-heroína’ não me influencia a colocar “comédia romântica” entre os meus gêneros preferidos?

Mas vamos ao que interessa! Selecionei cinco livros do gênero lançados neste ano, incluindo um relançamento especial que deve aterrissar nas prateleiras das livrarias físicas e virtuais no início de outubro. Um livro que, creio eu, está sendo aguardado com muita expectativa pelos fãs da escritora Emily Henry. Vamos às sugestões!

01 – Phoebe Berman Perdeu Tudo (Brooke Averick)

Abro a minha lista com o livro que conseguiu fisgar a atenção da Lulu. Como escrevi neste post (confira aqui), o romance de estreia de Brooke Averick se tornou uma verdadeira febre no BookTok — comunidade de leitores e criadores de conteúdo que compartilham recomendações, resenhas e discussões literárias.

O que prova a força de Phoebe Berman Perdeu Tudo é que o livro foi publicado no Brasil há poucas semanas (27 de julho) e, apesar do pouco tempo, conquistou milhares de leitores em uma das redes sociais mais populares do país.

A obra tem exatamente a essência de uma comédia romântica clássica e caótica, no estilo de O Diário de Bridget Jones.

Na trama, acompanhamos a vida da protagonista Phoebe no momento em que ela chega ao fundo do poço. Após uma sequência de reviravoltas trágicas e embaraçosas, ela perde o emprego, o namorado e a estabilidade que mantinha sua rotina nos trilhos.

Sem rumo e sem planos, Phoebe se vê forçada a encarar a incerteza do futuro e a reconstruir sua vida do zero. Com um tom leve, bem-humorado e sarcástico, a história explora o caos da vida adulta, a pressão de ter tudo "resolvido" e a jornada de autodescoberta para entender quem você é quando perde tudo o que definia sua identidade.

E aí, galera, se interessaram? Saiba que a Lulu amou — e o gosto literário dela é gourmet!

02 – Seis Meses Para Casar (Kosuke Ohashi)

Eis uma das poucas narrativas do gênero que li. Vocês devem estar se perguntando: “E aí? Vale a pena ler Seis Meses Para Casar?”.

Sim, vale muito a pena! Principalmente para os leitores que procuram uma história leve, divertida e, ao mesmo tempo, reflexiva. O livro aborda recomeços, pressão social e amadurecimento.

A obra de estreia de Kosuke Ohashi explora as peculiaridades do konkatsu e da vida no Japão, enquanto prova que o inesperado, o improvável e o quase impossível também podem acontecer. Mas o que vem a ser o konkatsu, explorado à exaustão na obra? Konkatsu significa a busca ativa por um cônjuge no Japão. A palavra é uma abreviação de kekkon katsudō ("atividades voltadas para o casamento"). Em outras palavras, é o ato de namorar ativamente com o objetivo claro de se casar.

O romance explora a saga de Sayaka Kuroki, que, aos 29 anos, acredita ter a vida perfeitamente planejada: um bom trabalho e o casamento dos sonhos prestes a acontecer perto do seu aniversário de 30 anos. O plano vai por água abaixo quando ela pede demissão para se preparar para o matrimônio e, logo em seguida, descobre que está sendo traída pelo noivo — que termina tudo.

Sem noivo, sem emprego e sem dinheiro, Sayaka implora por sua vaga de volta na editora onde trabalhava. O único cargo disponível é em uma revista de moda de luxo, sob o comando do excêntrico e narcisista editor-chefe Mr. Usami. Ele aceita recontratá-la, mas com três condições inegociáveis. Uma delas é conseguir um marido e se casar em exatamente seis meses. Quanto às outras duas... bem, leiam o livro para descobrir!

03 – Os Incasáveis (Karina Heid)

Fico muito feliz quando vejo o surgimento de novos autores no meio literário nacional. Fico ainda mais feliz quando eles fazem um baita sucesso, equiparando-se a nomes já consagrados. E quer saber mais? Essa felicidade quadruplica quando esses novos escritores se tornam respeitados logo na estreia. Foi exatamente isso o que aconteceu com a escritora capixaba Karina Heid. Por isso, ela e seu livro merecem estar nesta lista.

A autora brasileira alcançou um novo patamar em sua carreira. Após construir uma base de leitores fiéis no mercado digital — com 45 livros publicados e mais de 105 milhões de páginas lidas —, Karina promoveu, no dia 27 de julho, seu primeiro lançamento físico no circuito nacional. Os Incasáveis é a primeira publicação da autora por uma grande editora, a Record, pelo selo Verus (especializado em romances).

O livro aposta em uma narrativa leve e bem-humorada. De acordo com o release da editora, a trama acompanha uma sequência de mal-entendidos hilários e apaixonantes. Júlia Ferraz é uma atriz famosa que já se casou várias vezes nas novelas, mas, na vida real, carrega a fama de ter o maior "dedo podre" do Brasil. Prestes a se casar em uma ilha paradisíaca para enterrar de vez esse boato, ela descobre que está sendo traída minutos antes de subir ao altar.

Desesperada, Júlia foge em uma lancha. No meio do caos, acaba levando junto, sem querer, o noivo do casamento da ilha vizinha, que estava desacordado a bordo. Ian Magalhães acorda de uma ressaca monumental em alto-mar. Avesso a relacionamentos, ele faz parte de um grupo de amigos apelidado de "Os Incasáveis", mas aceitou participar de um reality show de casamentos rápidos visando ao prêmio milionário para salvar a cervejaria da família.

Para aqueles que apreciam uma boa comédia romântica, tudo indica que vale a pena dar uma chance!

04 – Como Viver um Romance (Melissa Ferguson)

O livro Como Viver um Romance, da escritora norte-americana Melissa Ferguson, é uma comédia romântica ambientada nos bastidores do mercado editorial. A história gira em torno de Savannah Cade, uma assistente editorial que trabalha em uma empresa extremamente tradicional e intelectualizada.

Savannah esconde um grande segredo que pode custar seu emprego: está escrevendo um romance voltado para o mercado comercial/popular. A grande oportunidade surge quando uma renomada editora-chefe pede para ler seu manuscrito. O problema? O texto ainda não está finalizado. Após quase ser flagrada no escritório por William Pennington — o novo editor-chefe e filho da dona da empresa —, Savannah esconde suas páginas em uma sala abandonada do prédio.

O rumo da história muda completamente quando ela volta para buscar os papéis e descobre que um crítico misterioso deixou anotações sarcásticas, inteligentes e cirúrgicas nas margens de seu texto. Sem tempo a perder, ela aceita trabalhar em parceria com esse editor anônimo por meio de bilhetes e recados, sem imaginar que está prestes a viver o seu próprio conto de fadas.

Dei uma vasculhada nas redes sociais para saber o que os leitores estão achando da obra de Ferguson, e os comentários são bastante favoráveis. A maioria destaca que Como Viver um Romance é uma comédia romântica extremamente leve, divertida e ideal para quem busca uma leitura rápida.

05 – Louco por Livros (Emily Henry)

Alô, fãs de Emily Henry! A escritora lidera as listas de mais vendidos do The New York Times desde o lançamento de seu primeiro romance adulto, em 2020, acumulando dezenas de milhões de exemplares vendidos pelo mundo. Quem conhece a autora já sabe do sucesso de obras como Leitura de Verão e De Férias com Você.

Por isso, preparem-se: em outubro, a escritora norte-americana de 35 anos chega novamente com tudo às livrarias brasileiras com o relançamento de Louco por Livros em uma edição de luxo. Os colecionadores com certeza vão adorar!

A versão especial deve aterrissar por aqui em 5 de outubro, pela editora Verus. Sinta só o clima do projeto gráfico: acabamento em capa dura, pintura trilateral nas bordas das páginas e material inédito para os fãs. Vale lembrar que a obra original foi publicada no Brasil em abril de 2023.

Espero que tenham gostado das indicações! Até a próxima!

22 agosto 2026

6 livros de terror assustadores (mas não grotescos) para ler no 2º Semestre de 2026

Vamos “falar” de terror? Mas de um terror palatável; daqueles que assustam e metem medo, de fato, mas não chegam a apavorar, sufocar ou incomodar por explorar temas grotescos ou cruéis. Aliás, ainda preciso escrever um post sobre livros com essa vibe mais pesada que ainda não tive coragem de ler — se bem que nem sei se irei lê-los um dia.

Mas vamos lá, hoje o assunto é outro. Quero indicar seis livros de terror assustadores que li, gostei e recomendo. Apesar do medo, amei todos eles. Vamos à nossa lista:

01 – A Estrada da Noite (Joe Hill) 

Conhecem aquele ditado: “Filho de peixe, peixinho é”? Pois é, Joe Hill é a representação perfeita dessa frase popular. A exemplo de seu pai famoso, o mestre do terror Stephen King, seus livros são verdadeiros bestsellers do gênero.

Seu livro de estreia, A Estrada da Noite, publicado originalmente em fevereiro de 2007, mistura suspense, terror sobrenatural e rock 'n' roll. O protagonista, Judas Coyne (ou simplesmente Jude), é um astro do rock aposentado de 50 anos. Muito carismático, ele gera grande empatia no leitor, apesar das loucuras e extravagâncias que comete ao longo da história.

Quanto ao vilão, Craddock McDermontt... Brrrrrrrr... Posso afirmar que foi um dos personagens de terror que mais me assustaram e incomodaram. Ponto para Joe Hill, que logo em sua estreia criou um vilão à altura dos do seu pai.

Na trama, Jude é conhecido por seu estilo de vida solitário e por colecionar itens bizarros. Certa madrugada, durante um leilão online, ele decide comprar o paletó de um homem morto que supostamente carrega o espírito do antigo dono. O item é entregue em uma caixa preta em forma de coração, e é aí que o drama começa: o fantasma revela-se real e busca vingança contra o cantor por eventos trágicos do passado. Para tentar sobreviver à perseguição implacável desse espírito vingativo, impiedoso e maléfico, Jude foge e cai na estrada acompanhado por sua namorada gótica.

A Estrada da Noite me assustou muito, mas também me conquistou.

02 – A Casa Infernal (Richard Matheson) 


Taí outro livro de terror que me deu um medo danado. A Casa Infernal apresenta mais um vilão “casca-grossa”: Emeric Belasco, considerado um dos personagens mais malignos da literatura de horror.

O livro, publicado originalmente em 1971 (e lançado no Brasil em 2009 pela editora Novo Século, onde esgotou rapidamente e ficou anos fora de catálogo), deu origem em 1973 ao filme A Casa da Noite Eterna, brilhantemente dirigido por John Hough. O Belasco do livro é muito mais assustador do que o do cinema. Só lendo para compreender. A Casa Infernal é leitura obrigatória para os fãs do gênero.

O clima criado pelo autor é angustiante; quando você começa a ler, não consegue parar. Devorei página por página e, como a edição da Novo Século é relativamente curta (254 páginas em letras grandes), terminei em um único final de semana.

A história gira em torno de uma mansão assombrada pelo fantasma de Belasco. Se as casas mal-assombradas fossem montanhas, a Mansão Belasco seria o Monte Everest. Há 40 anos ela se mantém imponente, desafiando quem tenta decifrar seus segredos. Nesse período, houve duas tentativas desastrosas de investigação (uma em 1931 e outra em 1940): oito dos mais renomados pesquisadores paranormais do mundo morreram, cometeram suicídio ou enlouqueceram. Apenas um sobreviveu, e o terror presenciado foi tão grande que ele sofre os traumas até hoje.

Agora, um novo grupo de cientistas decide investigar a mansão. Será que conseguirão descobrir a verdade e, mais do que isso, sobreviver? A Casa Infernal (Hell House) é considerado por muitos mestres do gênero — como Stephen King — o romance de casa assombrada mais assustador já escrito. Em 2021, a editora DarkSide relançou este megassucesso em uma edição de luxo em capa dura.

03 – As Ruínas (Scott Smith) 

As situações vividas pelos personagens chegam ao extremo. Cenas envolvendo automutilações, amputações a sangue-frio e um vilão carnívoro sui generis — que devora suas vítimas sorrateiramente — minam a resistência até do leitor mais forte. Perto do final, fui obrigado a “dar um respiro” e deixar o livro quietinho sobre a mesa para continuar só depois.

Scott Smith foi muito sádico ao escrever As Ruínas (veja aqui e aqui). Além das cenas chocantes de luta contra um inimigo impiedoso, o autor explorou ao máximo os medos, incertezas e conflitos de cada personagem. A soma de tudo isso deixa o enredo tenso demais.

A trama começa simples, mas do meio para o final o bicho pega e a tensão se torna eletrizante. O enredo acompanha quatro jovens americanos que decidem ajudar um turista alemão a encontrar seu irmão desaparecido em um sítio arqueológico remoto, ficando presos em uma selva hostil dominada por um predador implacável.

A obra, lançada em 2006 no Brasil, virou filme dois anos depois. Inicialmente, a Paramount pretendia lançá-lo nos cinemas, mas acabou saindo diretamente em vídeo. Assisti ao filme e, apesar de ser bom, não chega aos pés do livro.

04 – Ed e Lorraine Warren: Demonologistas – Arquivos Sobrenaturais (Gerald Brittle) 

Ainda me lembro do início da resenha que escrevi sobre o livro de Gerald Brittle há quase dez anos, logo após terminá-lo. Na época, as primeiras linhas da minha publicação foram: “Cara, tenso demais. Tão tenso que cheguei a ter algumas atitudes”. Pois é! Alguns amigos acharam engraçado, mas fazer o quê... o livro mexeu muito comigo. Após a leitura, já com os batimentos cardíacos normalizados, pensei: “Pera aí... eu fiz isso mesmo? (rs)”.

Classifico a obra de Brittle, lançada em edição luxuosa pela DarkSide em 2016, como espetacular. A leitura impressiona tanto crentes quanto descrentes em assuntos polêmicos como espíritos opressores, possessões e casas assombradas.

Imagino que vocês estejam curiosos para saber minhas atitudes incomuns após a leitura. Ok, eu conto uma: rasguei e joguei fora a foto promocional da boneca Annabelle que acompanhava o livro (um brinde super bem sacado da editora). Disse para mim mesmo: “Meu! Não quero essa foto na minha casa! Vai que esse treco está carregado de energias negativas...”. Aposto que muitos estão rindo, né? Lanço o desafio: leiam o livro e duvido que continuem rindo.

As 272 páginas fazem o leitor repensar todas aquelas brincadeiras de infância envolvendo o sobrenatural, como o tabuleiro Ouija e o jogo do copo. Ufa! Ainda bem que nunca fui curioso para isso. Há alguns meses, cheguei a incluir "Demonologistas" numa lista de livros pesados de terror (veja aqui) mas depois de algumas releituras mudei de opinião. O livro impressiona sim, mas não chega a explorar o grotesco. É pesado? Olha... hoje, vejo com outros olhos. Digamos que se trata de um terror interessante e que dá para ser encarado pelos leitores "numa boa".

O livro é praticamente uma entrevista com o famoso casal de demonologistas Ed e Lorraine Warren. Eles narram detalhes de seus casos mais emblemáticos — como Amityville, Família Perron, Caso Beckford, Caso Foster e a boneca Annabelle —, intercalados com orientações sobre os riscos de se envolver com o mundo metafísico. Explico tudo nesse post que escrevi em 2017 logo após ter lido a obra.

Apesar do medo, vale muito a leitura. Os fãs do horror vão amar.

05 – À Sombra da Lua (Marcos DeBrito) 

O livro À Sombra da Lua, do autor brasileiro Marcos DeBrito, assusta mais pelo clima sombrio, mistério e violência gráfica do que por sustos imediatos (jump scares). Como o autor também é cineasta, sua escrita é altamente visual, tornando as cenas de ataque bastante viscerais. Amei a história! Ela dá aquele “medinho gostoso” de sentir.

O horror nasce do isolamento, da paranoia e dos segredos ocultos da pequena Vila Socorro. A descrição dos assassinatos é crua, gerando mais repulsa do que sustos repentinos. O livro reescreve o mito do lobisomem de forma madura, realista e violenta.

DeBrito entrega um romance de terror e suspense ambientado no interior de São Paulo. A trama acompanha o pânico dos moradores de um vilarejo assolado por mortes brutais, misturando folclore nacional, dramas familiares e segredos do passado. O autor usa o monstro como pano de fundo para testar o limite dos personagens: diante do perigo extremo, as máscaras sociais caem e o verdadeiro “eu” de cada um é revelado.

Um “livraço com 'aço'”, como escrevi na resenha que publiquei no blog em 2021.

06 – It: A Coisa (Stephen King) 

Encerro esta lista com um dos livros mais assustadores de Stephen King, considerado um verdadeiro cânone da literatura de terror. It:A Coisa é uma obra-prima que redefine o medo ao explorar a amizade infantil, os traumas do passado e a maldade enraizada em uma cidade pequena.

O verdadeiro impacto não vem apenas dos sustos, mas do terror psicológico constante. King constrói uma atmosfera pesada ao longo de mais de mil páginas. Se você pensa em ler, prepare-se para uma jornada longa e intensa.

A história se passa na pacata e amaldiçoada cidade de Derry, no Maine. A cada 27 anos, uma força maligna e ancestral desperta para se alimentar, assumindo a forma dos piores medos de suas vítimas — sendo o palhaço Pennywise sua face mais conhecida.

A narrativa explora duas linhas temporais: 1958 e 1985. Em 58, sete crianças rejeitadas, conhecidas como "O Clube dos Otários", unem-se para combater essa entidade. Em 1985, já adultos e com as memórias apagadas pelo trauma, eles são convocados de volta a Derry quando os assassinatos recomeçam, precisando honrar uma promessa de infância. O livro alterna entre passado e presente, mostrando que, para vencer o monstro, eles precisam primeiro enfrentar os traumas da própria infância.

A obra inspirou importantes adaptações: a minissérie de TV de 1990 (famosa por Tim Curry no papel do palhaço), os filmes para o cinema de 2017 e 2019 (Capítulo 1 e Capítulo 2), e a série da HBO It: Bem-Vindos a Derry.

Tá aí, galera amante de histórias de terror! Tenho certeza de que esses livros atenderão às suas expectativas.

 

19 agosto 2026

Phoebe Berman Perdeu Tudo: O Fenômeno do TikTok com a mesma ‘vibe’ de O Diário de Bridget Jones


Alguém que está lendo este post agora, por acaso, já devorou as páginas de “O Diário de Bridget Jones”? Amou ou pelo menos gostou do livro que se tornou um fenômeno voltado para o público adulto na faixa dos 30 anos (o público jovem adulto)? Se você, neste momento, está balançando a cabeça num “sim” frenético e silencioso, saiba que tenho uma novidade que certamente vai deixá-lo muito feliz.

Anote aí: a Verus Editora lançou, há poucas semanas, um livro com a mesma “vibe” de “O Diário de Bridget Jones” — obra que bombou em vendas em 1996 e chegou a ganhar uma adaptação cinematográfica. Estou me referindo a “Phoebe Berman Perdeu Tudo”, romance de estreia de Brooke Averick, criadora de conteúdo, podcaster e autora americana que ganhou fama no TikTok durante a pandemia de 2020 com vídeos de comédia.

A boa notícia para os leitores que estavam à procura de uma história nos moldes da obra de Helen Fielding é que “Phoebe Berman Perdeu Tudo”, apesar de ter sido lançado há pouquíssimo tempo (27 de julho), já explodiu no BookTok. A comédia romântica cativou o público ao misturar vulnerabilidade, bom humor e ansiedade de forma realista — exatamente a mesma fórmula de sucesso adotada por Fielding e que conquistou, principalmente, as leitoras “trintonas” (embora muitos leitores trintões também tenham embarcado nessa onda).

Além do BookTok, “Phoebe Berman Perdeu Tudo” vem recebendo muitos elogios em outras redes sociais literárias. Confesso a vocês que, após ler tantos comentários positivos, fiquei com muita vontade de ler a obra de Averick, a qual, aliás, já incluí na minha lista de leituras.

Mas vocês devem estar curiosos para saber por que os dois livros compartilham a mesma atmosfera. Vamos lá! “Phoebe Berman Perdeu Tudo” tem exatamente a essência de uma comédia romântica clássica e caótica no estilo de “O Diário de Bridget Jones”.

Conversei com duas amigas que leram os dois livros — ou melhor, que leram “O Diário de Bridget Jones” e ainda estão lendo “Phoebe Berman Perdeu Tudo” — e, segundo elas, as duas narrativas têm muitos detalhes em comum. Vamos conferir algumas semelhanças? Anotem aí:

- A crise da idade: Bridget Jones vive a pressão dos trinta e poucos anos, que exige conquistas sociais. Já Phoebe Berman está a exatamente um mês de completar 30 anos e entra em pânico por se ver como uma "romântica de carteirinha" que ainda é virgem.

- A protagonista imperfeita e real: Assim como Bridget, Phoebe é uma personagem cheia de falhas, humana e com uma ansiedade paralisante, o que gera situações absurdamente constredundoras e divertidas.

- Listas e metas: Bridget foca em controlar calorias, cigarros e namorados em seu diário. Phoebe cria a icônica "Lista da Phoebe para perder a virgindade em trinta dias" para tentar assumir o controle da própria vida.

- O caos amoroso: A vida de Phoebe passa de zero a três pretendentes ao mesmo tempo (incluindo o clássico clichê de dividir o apartamento com um deles), lembrando muito a clássica indecisão amorosa de Bridget entre Daniel Cleaver e Mark Darcy.

Tá aí, galera! Dois livros que exploram o gênero chick-lit na literatura (ficção focada em questões da mulher moderna). Se você leu e gostou de “O Diário de Bridget Jones”, fica o convite para ler também “Phoebe Berman Perdeu Tudo”.

Ah! Tem mais uma coisinha: a exemplo de Bridget Jones, que virou filme, Phoebe Berman também está com destino garantido para as telas. Segundo informações exclusivas da Variety, a Netflix adquiriu os direitos de adaptação do romance de estreia de Brooke Averick.

Até a próxima!




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