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26 abril 2026

Dia das Mães: Dicas de livros para diferentes gostos e perfis que deixarão as mamães muito felizes

Antes de tudo, quero me desculpar por ter ficado mais de dez dias ausente, sem postar absolutamente nada. Galera, a minha semana foi “trash” no serviço. Acredite, pipocou tudo de uma vez. A minha mesa ficou abarrotada de papéis. Chegava em casa completamente desmantelado (rs). Mas agora, o meu ciclo cicardiano começou entrar em seu ritmo normal e prometo que me esforçarei para não deixar o blog tanto tempo sem atualizações.

Mas vamos ao que interessa. Pois é, o Dia da Mães está chegando; e para as mamães leitoras nada melhor do que presenteá-la com um bom livro. Se você quiser ver um sorriso estampado no rosto daquela pessoa que tem um amor incondicional por você, basta tomar essa atitude. Me responda qual o melhor presente para um devorador ou devoradora de livros? Tá na cara, com todas as evidências, que a resposta é uma obra literária; e com as nossas mães – desde que elas se enquadrem na categoria de leitoras inveteradas - não é diferente.

Mas para ver aquele sorrisão mágico e autêntico se abrindo no rosto de sua mamãe, é preciso descobrir qual é o seu gênero literário preferido: aventura? Romance? Terror? E por aí afora.

O post de hoje do “Livros e Opinião” quer lhe ajudar a escolher o livro ideal para a sua mamãe-leitora. Tive a ideia de dividir essa postagem em gêneros literários abrindo assim, um leque maior de opções para você escolher a obra certa para presentear neste dia 10 de maio.

BIOGRAFIAS

Dar uma biografia de presente pode ser uma forma de homenagear a mãe e reconhecer a importância de sua influência em nossas vidas. Nossas mães são personagens únicas e especiais em nossas histórias e um livro pode ajudar a demonstrar isso. Mesmo que ela ainda nunca tenha lido uma biografia, esta sua atitude pode fazer com que a sua “mamãe-leitora” passe a gostar desse gênero literário, abrindo o seu leque de opções quando for comprar um livro.

A nossa sugestão são três livros que focam em força, amor incondicional e superação, destacando o papel de guia e educadora. Livros que destacam a trajetória de vida, desafios vencidos e a dedicação à família dos biografados.

Nesse sentido, alguns títulos dignos da data são as autobiografias de Viola Davis, Dráuzio Varella e Fernanda Montenegro.

01 – Em busca de mim (Viola Davis)

Uma biografia inspiradora é Em busca de mim da atriz Viola Davis. Ela narra tudo o que viveu desde a infância difícil até o estrelato. Nesta biografia os leitores vão conhecer uma garotinha chamada Viola, que fugia de seu passado até tomar a transformadora decisão de parar de fugir para sempre.

Neste seu primeiro livro, a atriz e agora escritora, descreve sem rodeios toda a sua trajetória, desde a fase de extrema pobreza em que vivia com os pais e seus cinco irmãos na cidade de Central Falls, no estado de Rhode Island, sua formação e formatura profissional sempre com muita dificuldade, até a fase dos testes, as recusas, o preconceito, os primeiros trabalhos no teatro, TV e cinema e os primeiros sucessos, seguidos de prêmios.

Trata-se de um relato bem íntimo e visceral. A atriz, de fato, abre o jogo sobre a sua vida narrando em detalhes as derrotas e conquistas, as tristezas e as alegrias.

02 – Prólogo, ato, epílogo (Fernanda Montenegro)

Em Prólogo, ato, epílogo, Fernanda Montenegro narra suas memórias numa prosa afetiva, cheia de inteligência e sensibilidade. Com sua voz inconfundível, ela coloca no papel a saga de seus antepassados lavradores portugueses, do lado paterno, e pastores sardos, do lado materno.

ela relembra os desafios de criar os filhos sobrevivendo como artistas; a busca permanente pela qualidade; a persistência combativa durante os anos de chumbo; a capacidade de constante reinvenção; o padecimento de Fernando; o inesperado sucesso internacional nos anos 1990; a crença na terra que acolheu seus antepassados imigrantes e a devoção por esse país.

Livro elogiado tanto pela crítica especializada quanto pelos leitores. O tipo da obra cinco estrelas que a mamãe irá amar.

03 – O Exercício da incerteza (Drauzio Varella)

Este livro vai agradar em cheio as mães e, se por acaso, ela for médica ou então atuar em qualquer segmento da área da saúde, o sorriso em seu rosto - ao receber o presente - se tornará ainda mais mágico.

Em O Exercício da incerteza, Dr. Drauzio Varella nos conduz pelos 50 anos de atuação como médico, passando pela criação do SUS até a compreensão de que a profissão é marcada por incertezas.

O dr. Drauzio formou-se em 1967, há mais de 50 anos. De lá para cá, muita coisa mudou. Na infância em bairro industrial, não havia médico, vacina ou assistência contra as doenças. A mortalidade infantil era alta, não apenas nos centros urbanos, mas também no campo, onde vivia a maior parte da população.

Foi só com a criação do Sistema Único de Saúde que esse cenário mudou. Definido pelo dr. Drauzio como a maior revolução da história da medicina brasileira, o SUS mudou a forma de fazer medicina. Em seu novo livro, O Exercício da Incerteza, ele conta como a carreira, o país e as próprias convicções mudaram junto.

DS PÁGINAS PARA AS TELAS

Se a sua mãe além de leitora inveterada também é fissurada em filmes e séries certamente ela irá amar obras literárias que foram adaptadas para os cinemas ou TV.

Se ela é fã de clássicos, O Morro dos Ventos Uivantes - da grande romancista Emily Brontë - que ganhou uma nova adaptação há pouco tempo, é uma excelente desculpa para conhecer ou revisitar a obra original. Se a mamãe ainda não leu a saga de Catherine Earnshaw e Heathcliff que tal presenteá-la com o livro e depois leva-la para assistir ao filme com Margot Robbie e Jacob Elordi que estreou nos cinemas em fevereiro. Outras opções especiais são os livros A Filha Perdida e O Quarto de Jack que também foram parar nas telonas.

01 – O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë)

A edição em capa dura da Darkside é ideal para presentear. Apesar de ter sido lançada há pouco mais de três anos, ainda pode ser encontrada facilmente nas livrarias virtuais e em algumas lojas físicas. Cara, a edição é muito, mas muito bonita. Enche os olhos dos mais exigentes leitores e certamente irá encher os olhos de sua mãe.

A edição limitada traz uma capa nova, mas mantem o conteúdo, além de ilustrações incríveis feitas por Luciana Vasconcelos e tradução de Marcia Heloisa. O livro traz uma seleção de extras para aprofundar ainda mais a experiência da leitura: introdução DarkSide, dois prefácios de Charlotte Brontë, trechos biográficos de Emily assinados por Elizabeth Gaskell, um ensaio que Emily escreveu em francês, linha do tempo, resenhas da época e uma mini biografia poética da autora. Enfim, um livraço para os fãs da icônica história de Catherine e Heathcliff.

02 – A filha perdida (Elena Ferrante)

Uma narrativa impactante sobre os conflitos da maternidade e o luto. A narrativa de Elena Ferrante foi adaptada para um filme premiado na Netflix em 2021. A produção marca a estreia de Maggie Gyllenhaal na função de diretora de cinema e conta com a participação de atores como Olivia Colman (A Favorita), Jessie Buckley, Dakota Johnson, Ed Harris, Peter Sarsgaard, Dagmara Dominczyk e Paul Mescal. Em 2021, A filha perdida foi premiado no Festival de Veneza como Melhor Roteiro.

O livro é o terceiro romance Ele Ferrante que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de uma professora universitária de meia-idade.

A obra publicada pela editora Intrínseca em 2016 fez muito sucesso entre os leitores, tanto é que ainda continua em lugar de destaque nas prateleiras de muitas livrarias físicas e virtuais.

03 – O quarto de Jack (Emma Donoghue)

Outro livro que irá deixar as mamães “leitoras-cinéfilas” com um baita sorriso no rosto é O quarto de Jack da escritora irlandesa Emma Donoghue. A obra é classificada pelos leitores como original, poderosa e soberba.

A autora escreveu uma história poderosa sobre o amor incondicional de uma mãe que cria um mundo de fantasia para proteger seu filho em circunstâncias extremas. Trata-se da história de um amor imenso que sobrevive a circunstâncias aterradoras, e da ligação umbilical que une mãe e filho.

O livro é contado na divertida e comovente voz de Jack. Para Jack, de cinco anos, o quarto de 11m² é o mundo todo; é onde ele e a Mamãe sequestrada comem, dormem, brincam e aprendem. Embora Jack não saiba, o lugar onde ele se sente completamente seguro e protegido, aquele quarto, é também a prisão onde a mãe tem sido mantida contra a sua vontade durante 7 anos.

A produção cinematográfica baseada no livro foi indicada a melhor filme no Oscar 2016 e Brie Larson, que interpreta a mãe de Jack, faturou o Oscar de Melhor Atriz.

MÃES EMPODERADAS

No Dia das Mães, celebramos não apenas as conquistas e o amor maternal, mas também a habilidade incrível de algumas mulheres de equilibrar suas carreiras de alto perfil com a maternidade. Mulheres que assumem o domínio sobre suas próprias vidas, conciliando a maternidade com a sua individualidade, carreira e decisões autônomas. Esse conceito envolve o fortalecimento da mulher para que ela não seja definida apenas pelo papel materno, mas sim como ‘uma sujeito’ de direito, muitas vezes apoiada por grupos de apoio e redes sociais.

Se encaixam nesse perfil, ícones da música como Beyoncé, Madonna e Mariah Carey não apenas por suas carreiras bem-sucedidas, mas também por integrarem seus filhos em suas jornadas artísticas.

Se a sua mãe se enquadra nesse tipo de perfil, ela ficará muito feliz em ganhar nesse Dia das Mães, qualquer um desses livros. Sinta-se à vontade para escolher qualquer um deles, porque todos são ótimos.

01 – Eu não nasci mãe (Lua Barros)

Educadora parental e mãe de quatro crianças, Lua Barros também vem para romper com longos ciclos de comunicação violenta. Para isso, ela propõe “desaprender” alguns hábitos enraizados na nossa cultura para "aprender" a ser mãe e, assim, não reproduzir comportamentos nocivos.

 Segundo a crítica literária, longe de ser um manual de instruções com um monte de passo a passo: Lua teve a ideia de escrever o livro, exatamente, para fugir de um modelo que não respeita as experiências e contextos individuais.

Portanto, Eu não nasci mãe ao invés de propor fórmulas ou receitas, traz questionamentos. Tais questões se baseiam, também, em teorias da educação, com o intuito de conduzir o leitor a se perceber no processo de educar a criança e, principalmente, se (re)educar para encarar melhor a parentalidade.

Acredito que a mamãe com esse perfil vai adorar a obra de Lua Barros.

02 – Mãe fora da caixa (Thais Vilarinho)

Tanto eu quanto Lulu ainda não lemos o livro de Thaís Vilarinho, mas vejam só essa descrição feita pela editora que publicou a obra: “O mãe fora da caixa não é só um livro de relatos de vivências maternas, é também um abraço de cura. Aqui nos sentimos representadas e acolhidas nos desafios e nas doçuras da maternidade. Aqui somos impulsionadas a nos libertarmos dos pré-conceitos sobre o mundo materno e a nos permitir a audácia de sonhar, de nos reinventar e de viver a maternidade de forma leve, prazerosa, sem críticas, regras e julgamentos”. Pois é, não há como negar que esse trecho do release da Buzz Editora desperta o interesse das leitoras, principalmente daquelas que são mães.

De acordo com Vilarinho, ser uma mãe fora da caixa é não aceitar ser enquadrada em padrões, ou melhor, em caixas. "A grande vitoriosa é aquela [mãe] que respeita o seu limite [...]. Cada mãe é única, cada bebê é único, cada junção mãe e bebê é mais única ainda. Como a gente fica querendo entrar nessas caixas do igual todo mundo? ", disse a autora.

Ah! Deixe-me avisar que o livro virou filme e peça de teatro em 2025.

03 – Mulheres que correm com os lobos (Clarissa Pinkola Estés)

É obvio que não poderia faltar em nossa lista, Mulheres correm com os lobos considerada a principal obra sobre empoderamento feminino. O livro da psicóloga Junguiana, poeta e escritora norte-americana Clarissa Pinkola Estés é uma obra clássica que utiliza contos de fadas e arquétipos da "Mulher Selvagem" para ajudar as mulheres a resgatarem sua força instintiva, criatividade e espiritualidade, curando-se da domesticação.

A publicação continua vendendo “horrores” desde o seu lançamento em 2018.

Segundo a autora, os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Ela explica em seu livro que na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis.

Clarissa Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, a autora descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna.

AUTOAJUDA PARA RELAXAR E ACALMAR A MENTE

Muitas mães adoram esse gênero literário que há anos é um dos mais vendidos no Brasil garantindo grandes lucros para os seus autores e editores. E para ser sincero, as mulheres merecem um momento para relaxar neste Dia das Mães! Elas, que equilibram suas vidas entre as demandas da maternidade, da família e do trabalho, costumam deixar suas horas de autocuidado de lado para zelar pelos outros.

Por isso, esses três livros são ideais para elas tirarem um tempo para descansar na companhia de uma boa leitura de autoajuda.

01 - Defina limites e encontre a paz (Nedra Glover Tawwab)

O livro da renomada terapeuta de saúde mental e especialista em relacionamentos é fundamental para mães que precisam aprender a dizer não e preservar sua energia.

Em Defina limites e encontre a paz, Nedra Glover orienta as mulheres a falar o que precisa ser dito e experimentar a liberdade de ser verdadeiramente elas mesmo. Segundo a escritora e terapeuta, todos sabemos que devemos ter limites saudáveis para alcançar o equilíbrio no trabalho, na vida, lidar com pessoas tóxicas, desfrutar de relações gratificantes com parceiros, amigos e família. Mas o que significa ter limites saudáveis – e como podemos expressar de forma clara as nossas necessidades, dizer não e sermos assertivos sem ofender outras pessoas? A terapeuta mostra nesse livro como estabelecer limites e agir em diversas situações que ferem a nossa saúde mental. A autora aborda temas como: limites físicos, limites emocionais, cultura do cancelamento, ghosting, gaslighting, tipos de apego e várias outras questões que nos afetam emocionalmente no convívio em sociedade.

02 – Mentes tranquilas, almas felizes (Joyce Meyer)

O livro Mentes tranquilas, almas felizes ensina a encontrar paz interior através de práticas como meditação, gratidão e perdão. A proposta da escritora americana Joyce Meyer em seu livro é promover um equilíbrio emocional e felicidade genuína ao valorizar conexões humanas.

A autora lança uma pergunta para os seus leitores: “Você já se perguntou como algumas pessoas parecem sempre tão calmas e felizes?”.

Em Mentes tranquilas, almas felizes, ela revela os segredos para alcançar essa paz interior. De acordo com Joyce Meyer, em primeiro lugar, é importante entender que a paz começa dentro de nós. Não depende de fatores externos.

Uma das dicas do livro é a prática da meditação. Para a escritora, isso ajuda a acalmar a mente e a nos conectar com o nosso eu interior. Outra dica é cultivar a curiosidade. Meyer frisa que prender coisas novas nos dá uma nova perspectiva. Pode ser uma nova habilidade, um hobby ou até mesmo um novo livro. “Cada novo conhecimento traz um brilho ao nosso olhar”, diz ela.

03 – Refloresça: transforme suas dores em flores (Edneia Jesus)

“Você se sente cansada? Não apenas o cansaço do corpo depois de um dia corrido, mas aquele cansaço que pesa na alma, que rouba a sua alegria e a sua esperança. Um dia após o outro, você se doa por completo à sua família, cuida de todos, ora por todos, mas, ao olhar para si mesma, só encontra esgotamento e um coração que se pergunta: "Deus, quando chegará o meu refrigério?". A preocupação com o futuro dos seus filhos e a dor de ver os valores cristãos se perdendo consomem a sua paz? 

E aí? Se interessou? Outra pergunta mais importante: “Será que a sua mãe vai se interessar? ‘Entonce’, se você acredita que parte da descrição da obra que publiquei acima tem o poder de chamar a atenção de sua mãe, não pense duas vezes e compre o livro de Edneia de Jesus.

A obra da escritora, publicitária, teóloga e mentora é um chamado sensível e prático para mulheres que se sentem emocionalmente esgotadas, espiritualmente desconectadas e existencialmente murchas. Unindo fundamentos da fé cristã, psicologia e práticas terapêuticas acessíveis, a obra apresenta um caminho realista de cura, reposicionamento e propósito em sete capítulos que abordam a vida da mulher de modo integral.

Taí galera”! O “Livros e Opinião” espera ter dado uma “força” para muitos filhos que ainda estão indecisos em comprar o livro certo para a sua ‘mamãe-leitora’.

Valeu!

 

 

15 abril 2026

Cinco livros para os leitores que adoram enredos sobre investigação e mistério com clima sombrio

Não sei a maioria de vocês, mas eu adoro livros sobre investigação e mistério com enredos que se desenrolam naquele clima bem sombrio. “O que aconteceu com fulano que de repente sumiu da cidade e depois foi encontrado morto com sinais de ter sofrido u ataque de um animal selvagem? Teria sido mesmo um ataque ou homicídio? Pois é, aprecio enredos com essas características; do tipo quando um policial e um jornalista se unem para decifrar esse enigma. Afinal, na realidade, o que aconteceu com fulano ou fulana. Com certeza, aqueles que já leram O Caso de Alaska Sanders de Joël Dicker, pela minha descrição que fiz acima, já descobriram que gostei bastante desse livro (rs).

Por curtir enredos com essas características, na postagem de hoje vou indicar cinco livros com essas características. Espero que gostem. Vamos a eles?

01 – Quem matou Alaska Sanders (Joël Dicker)

Se você leu e gostou de A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, do escritor suíço Joël Dicker, acredito, que também irá curtir muito a trama de Quem matou Alaska Sanders. A história retoma o universo de Verdade Sobre o Caso Harry Quebert e mantém segredos até o fim. Além de trazer novamente, personagens marcantes desse livro, misturando investigação literária e tensão contemporânea.

Vi essa indicação no portal “Literatour” e me interessei muito por ela; mesmo porque já li A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert e, simplesmente adorei (deixo isso evidente na resenha que fiz do livro em 2019, vejam aqui). Por esse motivo, já inclui a obra em minha lista de leituras.

No enredo criado por Dicker, em abril de 1999, a pacífica cidade de Mount Pleasant, em New Hampshire, é devastada por um assassinato: o corpo de Alaska Sanders, uma jovem de 22 anos, é encontrado à beira de um lago, ao lado do cadáver de um urso-negro. O que à primeira vista parecia um grotesco ataque animal se revela um homicídio, e, a despeito da comoção generalizada, a questão é solucionada em poucos dias.

Onze anos depois, o sargento Perry Gahalowood, um dos encarregados

da investigação na época, está vivendo um dos piores momentos de sua vida quando recebe uma perturbadora carta anônima. O conteúdo da mensagem faz Gahalowood questionar tudo que pensava saber sobre o caso ocorrido uma década antes.

Teria ele seguido uma pista falsa? Teria, então, chegado a uma conclusão

equivocada? Quem o faz cogitar a possibilidade é seu amigo Marcus Goldman, alçado ao estrelato após a publicação de A verdade sobre o caso Harry Quebert.

Diante de tantas incertezas e agitação, os dois resolvem investigar o que de fato estaria por trás da morte de Alaska Sanders e logo fica evidente que o cenário que se descortina é muito mais complexo do que parecera anos antes. Somente unindo forças Gahalowood e Goldman terão alguma

chance de descobrir a verdade.

Muito interessante, não é? Aliás, achei o enredo de Quem matou Alaska Sanders com a mesma vibe de A verdade sobre o caso Harry Quebert.

02 – Você não deveria estar aqui (Jeneva Rose)

Você não deveria estar aqui é um thriller sombrio de investigação da mesma autora de O casamento perfeito.  

Em seu novo livro, a autora Jeneva Rose explora o drama da personagem Grace Evans que mora em Nova York e está prestes a vivenciar os sintomas de uma severa crise de Burnout com o trabalho em um banco e a correria da cidade grande. Nas férias, em busca de um descanso em sua vida, ela reserva na plataforma Airbnb um quarto em um rancho em Dubois, no Wyoming, Meio-Oeste dos Estados Unidos.

Quando chega ao refúgio idílico isolado e cercado pelas Montanhas Rochosas, ela é recebida pelo educado e atraente anfitrião Calvin Wells, que cuida do local após o falecimento dos pais. Calvin está ansioso para apresentá-la aos segredos do seu estilo de vida tranquila nas montanhas, onde se dedica à criação de vacas, galinhas e ovelhas, além de uma vasta horta nas grandes terras herdadas de seus pais. Ao mesmo tempo em que se sente atraído pelo caubói, Grace percebe que os celulares não possuem sinal e o wi-fi da residência está danificado.

A sensação de que há algo de errado naquele rancho só aumenta quando, na gaveta do quarto, ela encontra roupas íntimas que parecem ter sido deixadas pela hóspede anterior. Além disso, as amigas e amigos de Calvin não demonstraram simpatia por ela. Em seguida, conhece Joe, o irmão bronco de seu anfitrião que a trata de maneira estranha.

Grace passa a desconfiar de todos ao seu redor. Calvin parece ter planos não revelados para sua visitante e nem imagina que ela possui um motivo muito maior para estar naquele lugar.

03 – O colecionador de ossos (Jeffery Deaver)

O livro O Colecionador de Ossos que faz parte da Coleção Negra da editora Record foi um dos primeiros que ‘invadiu’ a minha estante quando resolvi montar uma pequena sala de leitura.

Ainda me lembro que devorei avidamente as suas páginas até altas horas da madrugada. Cara, eu não parava de ler! O Thriller policial envolvendo a novata policial Amelia Sachs e o brilhante criminologista Lincoln Rhyme - que correm contra o tempo para prender um perigoso serial killer que trucida as suas vítimas de maneira cruel, deixando, propositadamente, pistas espalhadas pelo caminho – é de prender o fôlego do mais frio dos leitores.

Deaver conta a história de Rhyme, um criminologista brilhante, considerado um dos melhores da área. O cérebro do sujeito é uma verdadeira máquina, capaz de fazer deduções fantásticas, esclarecendo crimes considerados impossíveis. Tanto é verdade que no momento em que o ‘negócio’ aperta no Departamento de Polícia, o pessoal já grita socorro para o Rhyme.

Ele é uma verdadeira sumidade no meio policial americano, mas a sua carreira acaba sendo interrompida por um acidente que o deixa tetraplégico - ele consegue mexer apenas a cabeça e um dedo -  e preso a uma cama.

Para localizar e prender esse cruel serial killer, Rhyme concorda em unir forças com uma policial novata, Amelia Donaghy.  Como está imobilizado na cama e assistido por uma enfermeira, Rhyme se comunica com Amelia por telefone enquanto ela examina os vários locais dos crimes, em busca de pistas e rastros que coleta e relata a seu parceiro. Juntos, eles tentam desvendar o labirinto de pistas para evitar o próximo crime hediondo do Colecionador de Ossos.

04 – No meio da noite (Riley Sager)

Neste thriller de Riley Sager que também explora um clima sombrio, o personagem Ethan Marsh está determinado a solucionar o caso do misterioso desaparecimento de seu melhor amigo Billy Barringer que sumiu há trinta anos e abalou toda a cidade.

Em uma noite quente de julho de 1994, Ethan, com dez anos na época, e Billy, acampavam no gramado de sua casa, na sossegada rua sem saída de Nova Jersey. Na manhã seguinte, Ethan acordou com a luz do sol no rosto e percebeu que estava sozinho. Durante a noite, alguém cortou a lateral da barraca com uma faca e levou Billy. O menino nunca mais foi visto.

Trinta anos se passam, e, com a mudança repentina dos pais, Ethan volta a morar na casa onde cresceu. Atormentado pela insônia e sempre pelo mesmo pesadelo que passou a ter depois do desaparecimento do amigo, ele começa a notar que coisas estranhas vêm acontecendo no meio da noite. Luzes com sensor de movimento na garagem dos vizinhos se acendendo e se apagando, bolas de beisebol surgindo no quintal, objetos em lugares que ele não se lembra de ter colocado… Estaria alguém lhe pregando uma peça de mau gosto? Ou será que Billy, dado como morto por muitos, teria retornado a Hemlock Circle? Incapaz de ignorar esses eventos misteriosos e o fato de vir sentindo a presença de Billy durante a madrugada, Ethan dá início a uma investigação própria.

05 – E não sobrou nenhum (Agatha Christie)

Apesar de não ter gostado tanto de E Não Sobrou Nenhum, não posso negar que o enredo escrito pela “Rainha do Crime” se encaixa perfeitamente nesta lista. Na história, dez pessoas sem nenhuma ligação aparente – cada uma com um fato marcante em suas vidas relacionado a um crime – são convidadas, ou melhor, ludibriadas por um milionário misterioso chamado Mr. Owen a passar um agradável período de descanso em uma de suas propriedades localizadas na misteriosa Ilha do Soldado. Um a um dos convidados vai morrendo, sendo assassinado de maneiras diferentes. O mistério gira em torno de saber quem é o assassino. Num instante, todos são suspeitos, todos são vítimas e todos são culpados.

É neste clima de tensão e de desconforto que as mortes inexplicáveis começam e, sem comunicação com o continente devido a uma forte tempestade, a estadia do grupo transforma-se num verdadeiro pesadelo. Todos se perguntam: quem é o misterioso anfitrião, Mr, Owen? Existe mais alguém na ilha? O assassino pode ser um dos convidados? Que mente ardilosa teria preparado um crime tão complexo? E por qual motivo?

Confira aqui, a resenha do livro que escrevi há algum tempo.

Taí galera! Por hoje é só.

 

09 abril 2026

Os Humanos

Os Humanos de Matt Haig foi meu companheiro de quarto durante o meu processo de recuperação após a temida cirurgia de hemorroidectomia. Aquele extraterrestre odiável no início, complicado e indeciso no meio trama, mas adorável no final; esteve ao meu lado durante o meu pós operatório – doido e sofrido – no hospital e depois em minha casa.

Confesso que não foi o melhor livro que já li, mas não há como negar que  o seu enredo prende muito a atenção, principalmente pelo carisma do personagem principal: um ET que vem ao planeta Terra para dizimar toda a sua população, mas conforme vai vivendo em nosso meio e conhecendo os hábitos da população, a criatura vai mudando de opinião colocando em risco a sua missão.

Enquanto lia Os Humanos, me coloquei, muitas vezes, no lugar daquele ET. Imaginei estar de passagem em um outro planeta completamente diferente do meu com muitos hábitos estranhos, alguns até mesmo reprováveis. Mas então, durante a minha convivência com os moradores desse planeta desconhecido e distante vou compreendendo que os seus hábitos estranhos não tem absolutamente nada de reprováveis, pelo contrário, alguns deles são até... amáveis.

É esta percepção que o personagem principal do livro de Haig sente ao chegar em nosso planeta e começar a conviver com todos nós terráqueos.

Ele se sente enojado pela aparência dos humanos, pelo que eles comem e por sua capacidade de matar e guerrear. Mas, à medida que o tempo passa, ele começa a perceber que pode haver mais coisas nessa espécie do que havia pensado. Disfarçado de um ser humano, ele cria laços com a família de um homem e começa a ver esperança e beleza na imperfeição humana, o que o faz questionar a missão.

O extraterrestre vai perceber que existem as pessoas más, mas também existem as pessoas boas de coração. Ele vai mais a fundo e descobre o significado de gestos e atitudes como o perdão, o arrependimento, a reação diante de uma perda e assim por diante. A cada descoberta sua, os leitores vão se apaixonando por esse ET.

Por essa abordagem do autor, Os Humanos é um livro bem profundo, até mesmo filosófico em algumas partes, mas muito gostoso de se ler. Como já foi dito, não foi o melhor livro que li, mas certamente, foi um dos melhores.

No enredo de Os Humanos, o professor Andrew Martin, um brilhante matemático da Universidade de Cambridge, faz uma descoberta que pode mudar para sempre o destino da humanidade. Algo que, para uma espécie tão primitiva e cheia de falhas como a nossa, é perigoso demais. Por isso, uma raça alienígena “pacífica” de um planeta distante, envia um emissário para a Terra.

Quando um visitante extraterrestre, frio e puramente lógico, assume a identidade do professor, sua missão é clara: destruir as evidências da descoberta e garantir que a Terra permaneça no seu patamar de insignificância cósmica. Mas aos poucos, o emissário, isento de emoções, é modificado pela própria humanidade que veio aniquilar.

Taí um breve resumo do enredo da obra. Enfim galera, recomendo a leitura de “meu companheiro de quarto”. Acredito que vocês irão gostar muito.

Ah! É importante lembrar que Os Humanos foi publicado originalmente em 2013, mas só chegou ao mercado literário brasileiro em 2017 através da editora Jangada. Agora, aproveitando o embalo dessa onda “pró Matt Haig” que está varrendo a Net graças ao sucesso de A Biblioteca da Meia-Noite

e a expectativa em torno do lançamento de O Trem da Meia-Noite; a editora Bertrand Brasil decidiu relançar Os Humanos com um novo projeto gráfico.

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