Oito livros da Darkside que devem ter um espaço obrigatório em sua estante

Apesar de pouco tempo no mercado editorial, menos de sete anos, a Darkside Books já lançou verdadeiras pérolas que deixaram os seus leitores extasiados. É evidente que a caveirinha também deu alguns tiros no pé com obras, digamos... nem tanto atrativas, mas a maioria de seus lançamentos acertaram o alvo.
Um dos referenciais da editora carioca é o layout de seus livros, quase sempre em capas duras, papel de excelente qualidade e ilustrações incríveis, capaz de enlouquecer qualquer colecionador. Resultado: estouro no cartão de crédito no final do mês, com certeza. Mas é importante frisar que o sucesso das obras da Darkside não se restringe apenas ao seu visual, mas também ao seu conteúdo.
Dando, com frequência, oportunidade para jovens escritores brasileiros, americanos e europeus lançarem os seus livros de terror, fantasia ou suspense, a editora se transformou num sucesso absoluto de vendas.

Desde 2015 todos os livros são feitos apenas em capa dura – até então havia também a versão em brochura, com preço mais acessível. Pouco tempo depois, após conquistar a tão sonhada segurança no concorrido mercado editorial, a Darkside optou por lançar as suas obras apenas em capa dura.
No post de hoje, selecionei oito livros da famosa editora da caveirinha que não podem faltar em sua estante, principalmente se você aprecia o gênero terror, seja ele no estilo ficção ou jornalístico. Vamos lá:
01 – Lady Killers – Assassinas em Série (Tori Telfer)
Abro a toplist da Darkside com o livro da escritora e pesquisadora Tori Telfer. “Lady Killers” é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos. Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. O livro de Telfer mostra que as mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam.
Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory são duas das muitas assassinas em série que o livro mostra. A primeira, foi uma inglesa condenada por assassinar seus filhos e acredita-se ter assassinado até 21 pessoas, principalmente através de envenenamento por arsênico. A sua vida foi de tal forma dramática que o canal ITV decidiu fazer uma série sobre as suas aventuras… ou melhor, os seus crimes.
Duas décadas antes de Jack o Estripador se tornar o serial killer mais temido de Inglaterra, Cotton já tinha feito o suficiente para entrar na história do mundo do crime britânico.
Quanto a condessa Elizabeth Báthory, foi considerada uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Os relatos sobre ela ultrapassam a fronteira da lenda através dos tempos. Ela ficou conhecida, na época, como a “Condessa de sangue”.
“Lady Killers – Assassinas em Série” tem muito mais exemplos de assassinas em série e também do seu ‘modus operandi.
02 – Frankenstein – O Prometeu Moderno (Mary Shelley)
O meu contato inicial com a história de Shelley aconteceu há vários anos por meio de um simples livro de bolso, por isso, optei por comprar a edição relançada pela Darkside e aproveitar para reler o clássico da conhecida escritora britânica. Não me arrependi. A caveirinha caprichou não só no visual como também no conteúdo do seu relançamento.
A tradução foi adaptada para a nossa época com discretas modificações, mas ao mesmo tempo essenciais. Sai aquela linguagem rebuscada de edições antigas e entra em cena uma linguagem atualizada e consequentemente muito mais fluida.
A DarkSide não poupou esforços para contratar Márcia Xavier de Brito, uma das principais tradutoras de bestsellers no Brasil. Além da história principal, a editora brinda os fãs da escritora britânica com um verdadeiro e inesperado ‘presentaço’: outros cinco contos desconhecidos de Shelley – ‘Mortal imortal: um conto’, ‘Transformação’, ‘Roger Dodsworth: O inglês reanimado’, ‘O sonho’ e ‘Valério: O romano reanimado’. Cara, e que contos!! Todos os cinco são fantásticos.
Agora com relação ao visual. C-a-r-a-c-a... A capa dura conta com ilustrações feitas por Pedro Franz, artista visual e autor de quadrinhos reconhecido internacionalmente. Outra novidade é a impressão do livro em duas cores: preto e “vermelho-sangue”. Um luxo só.
03 – Creepshow (Stephen King)
O filme Creepshow foi lançado em 1982 e imediatamente tornou-se uma verdadeira lenda no gênero terror. Filmaço!! Perdi a conta das vezes que assisti.
A ideia da produção cinematográfica partiu de Stephen King que procurou o cineasta George Romero (A Hora dos Mortos Vivos) e propôs uma parceria: ele, King, escreveria o roteiro e Romero, entraria com a direção. Resultado: o nascimento de um dos filmes de terror mais emblemáticos de todos os tempos. O sucesso foi tão estrondoso que fez com que King e Romero se unissem novamente, cinco anos depois, em uma continuação, “Creepshow 2: Show de Horrores”, lançado em 1987, mas sem o mesmo impacto do projeto original.
O primeiro “Creepshow” tem cinco histórias de terror de arrepiar os cabelos. Também, pudera, foram escritas por King. No mesmo ano do lançamento do primeiro filme, ou seja, 1982, o escritor decidiu transformar o roteiro de “Creepshow” numa história em quadrinhos. Para fazer as ilustrações, ele chamou outro amigo, mais uma fera chamado Bernie Wrighston que algum tempo depois trabalharia em outro projeto literário do autor, o emblemático “A Hora do Lobisomem”.
Em 2017, a DarkSide resolveu relançar as cinco histórias de Creepshow com um layout de ‘estontear’ qualquer leitor. Fazem parte do pacote: capa dura, ilustrações originais de Wrighston, papel de qualidade, enfim, um design de arrepiar, bem ao estilo da DarkSide.
Neste caso, vale apena gastar quase quase R$ 50,00.
04 – Ultra Carnem (César Bravo)
Na minha opinião, César Bravo é um dos grandes nomes da literatura de terror no Brasil. Ele já vinha mostrando o seu talento bem antes de lançar “Ultra Carnem”, em 2016, pela Darkside, tido como o seu primeiro livro físico. Bravo já era hiper-conhecido pelos leitores de eBooks que não se cansavam de ler as suas histórias digitais, consideradas campeãs de vendas na Amazon.
E por ter sido, na época, o autor de terror nacional mais vendido no portal da Amazon, Bravo foi brindado com um convite da Darkside para lançar um livro. “Ultra Carnem” é a sequência daquela que é considerada a sua obra prima: o eBook “Além da Carne – Contos Insanos”. Este e-book lançado em 2013 vendeu como água no deserto e foi o principal responsável por catapultar o nome de Bravo no contexto literário brasileiro, transformando-o num dos principais escritores do gênero terror, aqui, na terrinha.
“Além da Carne – Contos Insanos” despertou, inclusive, a curiosidade dos leitores para as primeiras obras lançadas pelo autor e que também são muito boas. Resultado: livros digitais até então desconhecidos pela grande maioria sofreram um verdadeiro ‘boom’ de vendas.
05 – Ed e Lorraine Warren: Demonologistas (Gerald Brittle)
Cara, tenso demais. As 272 páginas de “Ed e LorraineWarren: Demonologistas” faz com que o leitor repense todas aquelas brincadeiras bobas feitas no passado com grupos de amigos que envolviam o sobrenatural e o preternatural: os tabuleiros Ouija e as brincadeiras do copo. Lembram-se? Ufa! Ainda bem que não tive essa curiosidade.
O livro é praticamente uma entrevista com o famoso casal de demonologistas Ed e Lorraine Warren, onde eles narram detalhes dos seus casos mais famosos – entre os quais ‘Amityville’, ‘Família Perron’, ‘Caso Beckford’, ‘Caso Foster’ e, claro, o da famosa boneca ‘Annabelle’ - entremeados com orientações sobre os riscos de se envolver com o mundo metafísico; uma brincadeira que pode custar bem caro.
O casal Warren explica a diferença entre espíritos humanos e inumanos; o drama e o sofrimento de pessoas que fizeram conjurações, muitas vezes como uma simples brincadeira; como ocorrem as opressões e possessões por entidades inumanas e outras coisas do gênero.
Mas sem dúvida nenhuma os capítulos mais interessantes do livro se referem aos casos investigados por Ed e Lorraine. Os que mais me impressionaram foram os casos ‘Beckford’ e ‘Annabelle’. No primeiro ocorrido em 1974, uma família passou a ser atormentada por espíritos inumanos após uma de suas filhas ter utilizado um tabuleiro Ouija para se comunicar com entidades desconhecidas. 
Quanto a ‘Annabelle’, o livro traz a história completa da boneca de pano maligna que acabou indo parar nas telas do cinema em 2014, além de uma ‘ponta’ no filme “Invocação do Mal” (2013).
Livraço para quem tem nervos de aço.
06 – Edgar Allan Poe – Medo Clássico (Edgar Allan Poe)
Poe é obrigatório em qualquer antologia de terror e entendendo isso, a Darkside lançou em 2017 “Edgar Allan Poe – Medo Clássico”. Os contos estão divididos em blocos temáticos que ajudam a visualizar a enorme abrangência da obra: A morte, narradores homicidas, mulheres imortais, aventuras, etc.
O livro traz ainda o prefácio do poeta Charles Baudelaire, admirador confesso de Poe e o primeiro a traduzi-lo para o francês. Os contos são comentados na voz do personagem mais famoso de Poe, um certo pássaro de asas escuras como a noite. E por falar nele, “Edgar Allan Poe: Medo Clássico” apresenta “O Corvo” na sua versão original, em inglês, além de reunir suas mais importantes traduções para o português: a de Machado de Assis (1883) e a de Fernando Pessoa (1924).
O layout da obra é arrasador: capa dura negra com caveira e corvos, cuidadosamente ornamentados com letras douradas. A edição traz ainda o retrato do famoso autor na contracapa, em moldurada ovalada, representando um túmulo.
07 – Serial Killers – Anatomia do Mal (Harold Schechter)
"Serial Killers - Anatomia do Mal" é fantástico, mas para as pessoas certas. Definitivamente não aconselho a leitura para os mais sensíveis e também para aqueles que não tem estômago para acompanhar notícias de assassinatos com requintes de crueldades na mídia impressa e falada.
O subtítulo do livro de Harold Schechter já explica a sua essência: “Entre na mente dos psicopatas”. E é, extamente, isso que os seus nove capítulos fazem. O leitor acaba mergulhando fundo na mente de predadores assassinos que ficaram famosos ao longo da história por causa das atrocidades cometidas. O autor não esconde absolutamente nada, revelando detalhes macabros de crimes horrendos e o que poderia ter levado esses serial killers a cometerem tais monstruosidades.
O livro faz um estudo minucioso da mente dos serial killers, desde a sua infância até a fase adulta, apontando as possíveis causas que poderiam ter levado uma criança normal a se transformar num assassino cruel, sanguinário e sem remorsos.
Schechter que é professor de literatura e cultura americana no Queens College, na Universidade da Cidade de Nova York, renomado por suas obras sobre crimes verídicos, aponta os principais sinais que indicam que uma criança possa vir se tornar um serial killer no futuro. Cara! Impressionante esse capítulo! Ele explica ainda a diferença das categorias de assassinatos: em “série”, “em massa” e “relâmpago”. As nuances entre psicótico e psicopata.
Este foi o primeiro livro da Darkside que eu li. Recomendo a sua leitura, mas... como já escrevi acima, somente se você não for impressionável.
08 – Psicose (Robert Bloch)
Em 2013, a editora Darkside surpreendeu os seus leitores ao relançar uma obra que já estava esgotada no Brasil há 50 anos. Quando a nova edição de “Psicose”, do autor Robert Bloch, chegou em terras tupiniquins foi uma verdadeira festa.
O livro é uma oportunidade mais que excelente para todos aqueles que ficaram fãs do filme, mas não tinham acesso ao material original.
A editora caprichou no relançamento do livro: disponibilizou no mercado duas edições, uma em capa dura com o logotipo criado por Tony Palladino, e outra em brochura com a imagem icônica do sangue descendo pelo ralo do banheiro.
A edição em capa dura traz um exclusivo caderno de fotos com imagens do clássico de Hitchcock.
“Psicose” foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas.
O livro teve dois lançamentos no Brasil, em 1959 e 1964. Como citei acima são mais de 50 anos sem uma edição no país, impossibilitando que a maioria das novas gerações pudesse ler a obra original que Hitchcock adaptou para o cinema em 1960.
Se você tem em sua estante, qualquer uma das duas edições lançadas pela Darkside, sinta-se um leitor realizado.
Taí galera, espero que tenham gostado do toplist.
Inté!

Nenhum comentário