02 março 2022
10 livros publicados há pouco tempo e que estão fazendo um baita sucesso
Que tal ‘encarar’ um livro ‘da hora’ neste, ainda,
começo de ano? Afinal de contas, março se enquadra, perfeitamente, no início desses
365 dias que já estamos vivendo. Melhora mais se a obra foi publicada
recentemente. Pensando nisso, resolvi elaborar uma postagem apontando 10 livros
que foram lançados há pouco tempo e que estão recebendo rasgados elogios tanto
de leitores quanto de críticos.
Ah! Quando escrevi “publicados há pouco tempo” quis dizer num período de dois
anos. A única exceção na lista é a obra de Taylor Jenkins Reid, o maravilhoso Os Sete Maridos de Evelyn Hugo que foi publicado
no Brasil em outubro de 2019 pela editora Paralela, portanto há mais de dois
anos e meio, quase três. Mas acontece que o enredo é tão bom, mas tão bom, que
acabei optando por incluí-lo nessa lista.
Os 10 livros abaixo estão fazendo um baita sucesso e
com certeza irão agradar os mais exigentes dos leitores. Portanto, escolham os
seus gêneros preferidos e boa leitura!
01
– Os sete maridos de Evelyn Hugo (Taylor Jenkins Reid)
Amei, amei e amei! Mesmo tendo sido lançado há mais de
dois anos não poderia deixar de incluir nessa Top List, o livro da Taylor
Jenkins Reid. A personagem Evelyn Hugo consegue te prender do início ao fim. A
medida que detalhes e segredos de sua vida vão sendo revelados, o leitor fica
cada vez mais curiosos para saber mais e mais.
À exemplo de Daisy
Jones & The Six – outro sucesso da autora, lançado no mesmo ano – a
história de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo conquistou uma legião de leitores. Prova disse é que após dois anos de
seu lançamento, o livro encontrava-se, até a semana passada, entre os 10 mais
vendidos na listagem da Amazon.
Aos setenta e nove anos, Evelyn Hugo é uma lenda do
cinema. Com seu icônico cabelo loiro e dona de uma beleza de dar inveja, seguiu
um roteiro digno dos filmes que protagonizou: deixou para trás a origem simples
para se alçar ao estrelato e se transformar na grande sensação das telas nos
anos 1960. Nos bastidores, levou uma vida igualmente agitada, incluindo sete
casamentos e muitos escândalos nos tabloides de fofocas.
Vivendo reclusa em seu apartamento no Upper East Side,
a famigerada atriz decide contar a própria história ― ou sua “verdadeira
história” ―, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e
até então desconhecida, seja a entrevistadora. Ao embarcar nessa misteriosa
empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso ― e
que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas.
02
– Histórias lindas de morrer (Ana Cláudia Quintana Arantes)
Quando este livro foi lançado em março de 2020, o sucesso
entre leitores e críticos foi imediato. Eles, simplesmente, amaram a narrativa
de Ana Cláudia Quintana Arantes que há quatro anos já havia lançado uma obra no
mesmo estilo chamada A morte é um dia
que vale a pena viver. Os dois livros bombaram nas redes sociais: só
elogios e mais elogios.
Ana Cláudia é médica formada pela USP, com residência
em geriatria e gerontologia no Hospital das Clínicas da FMUSP. Fez
pós-graduação em Psicologia – Intervenções em Luto pelo Instituto 4 Estações de
Psicologia e especialização em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e
pela Universidade de Oxford.
Em 2012, publicou seu primeiro livro de poesia, Linhas pares, utilizado como base de
pesquisa do impacto da poesia sobre a esperança de pessoas gravemente enfermas.
Seu segundo livro, A morte é um dia que
vale a pena viver, permanece entre os mais vendidos e recomendados desde a
primeira edição, em 2016.
A médica e escritora cuida de pacientes terminais há
mais de vinte anos, em contato íntimo com os momentos de maior vulnerabilidade
do ser humano. Ela é considerada uma das principais vozes na tentativa de
quebrar o tabu sobre a morte no Brasil. Em Histórias lindas de morrer, a autora apresenta
uma coleção de emocionantes histórias reais colhidas em sua prática diária, em
que a proximidade do fim nos revela em toda a nossa profundidade. São pessoas
de variadas idades, crenças e origens, que nos deixam de herança lições de
vida. Você vai conhecer A.M. e R., que mostram, cada um à sua maneira, que a
comunicação humana vai muito além do que imaginamos.
Vai se emocionar com M., que recebeu em vida o perdão
incondicional pelos maus-tratos dispensados à filha. Vai torcer pelo morador de
rua F. em sua tentativa de reencontrar a mãe para se despedir.
Com momentos tocantes, tensos e também divertidos,
estas histórias nos relembram a importância das relações humanas e do respeito
ao outro. O medo da morte é o medo do não vivido, mas nunca é tarde para se
envolver com a própria história.
03
– Até o verão terminar (Colleen Hoover)
É incrível, né gente, como Colleen Hoover conseguiu
cativar milhares de leitores em tão pouco tempo. Ela é uma máquina de lançar
livros e num curto espaço de tempo. É interessante, também, como ela consegue
navegar com toda segurança de um gênero para o outro. Sem dúvida, uma grande
escritora. Depois de Verity, É assim que acaba, Layla, O lado feio do amor,
As mil partes do meu coração e etc e
mais etc; ela lançou, recentemente, Até o
verão terminar.
O livro chegou ao Brasil através da editora Galera em
agosto do ano passado e em poucas semanas, já entrava na lista dos mais
vendidos em todo o País.
Desta vez, Hoover narra a história de Beyah; filha de
uma mãe problemática e um pai ausente e que precisou aprender a se virar
sozinha desde pequena. Sua vida foi trilhada com muitas decepções. Mas ela está
prestes a mudar a sua sorte graças a si mesma, e a mais ninguém, por conta da
bolsa de estudos que ganhou para estudar em uma boa universidade. Apenas dois
curtos meses separam o tão sonhado futuro do passado que tanto deseja deixar
para trás. Mas uma reviravolta faz Beyah perder até mesmo a casa em que mora.
Sem opção, ela recorre ao último recurso que tem e
precisará passar o resto do verão na casa de praia do pai que mal conhece, da
nova esposa e da filha dela que nem ao menos ouvira falar. O plano de Beyah é
se manter quase invisível até poder ir para a faculdade. Mas o vizinho da casa
ao lado torna tudo muito mais complicado. Afinal, é difícil ignorar o rico,
bonito e misterioso Samson. A partir daí, surge uma paixão que terá muitas
reviravoltas e segredos a serem desvendados.
04
– As obras revolucionárias de George Orwell (George Orwell)
Este box com os três maiores sucessos literários de
George Orwell está fazendo a cabeça da galera. A caixa lançada pela editora Principis
em março de 2021, contendo o texto integral traduzido do original em inglês, ocupa
as primeiras posições nas listas de obras mais vendidas em nosso País.
O box contém os livros: A Revolução dos Bichos, 1984
e Dentro da baleia e outros ensaios. O
box é todo roxo com os livros em tons mais claros (azul, amarelo e rosa)
formando um belo contraste. O ponto negativo destacado por alguns leitores está
relacionado com a qualidade das páginas consideradas mais finas do que o normal
e com uma tonalidade amarelada.
George Orwell é um dos escritores mais importantes do
século XX. Foi autor de romances, ensaios, críticas e artigos jornalísticos,
com textos de fácil compreensão, inteligentes e críticos, apontando as
injustiças sociais. Suas obras trazem oposição ao totalitarismo, o que as
tornaram influentes na cultura popular, mas também na política.
05
– Kit Um de Nós (Karen M. McManus)
Taí mais um box na relação das obras mais vendidas
nesses últimos dois anos. Para ser mais exato, um kit com os dois livros da
autora americana de ficção para jovens adultos, Karen M. McManus. A caixa traz os
thrillers Um de nós está mentindo e Um de nós é o próximo juntamente com
dois marcadores de páginas. O kit “desembarcou” nas livrarias brasileiras em 30
de agosto de 2021 através da editora Galera. São um total de 784 páginas para
serem devoradas pelos amantes do gênero suspense.
Um
de nós está mentindo foi lançado originalmente em 12 de
fevereiro de 2018. A história começa quando cinco estudantes da Escola Bayview
de Ensino Médio – Simon, Addy, Cooper, Bronwyn e Nate – ficam em detenção.
Simon, conhecido por administrar um grupo virtual de
fofocas e divulgar boatos sobre os colegas nas redes sociais, acaba sofrendo
uma reação alérgica fatal. Os outros quatro estudantes tinham motivos
suficientes para matar Simon, e quando a investigação determina que a morte do
aluno não foi um acidente, todos se tornam suspeitos. Afinal de contas, quem
matou Simon?
O livro agradou tanto na época de seu lançamento que
acabou despertando o interesse da Netflix que o transformou em série de TV de
grande sucesso no ano passado. A aceitação foi tanta que a série acabou sendo
renovada para uma segunda temporada neste ano de 2022.
Após o grande sucesso de vendas de Um de nós está mentindo, certamente uma
continuação não estaria fora de cogitação. E foi o que, de fato aconteceu. Em
20 de janeiro de 2020 os leitores do gênero “New Young Adult” ganhariam a
sequência da história envolvendo os cinco estudantes.
Em
Um de nós é o próximo, bem... não é preciso muito para entender
que teremos uma nova vítima entre o grupo de estudantes e um novo suspeito.
06
– O livro das virtudes para as crianças (William J. Bennett)
O
livro das virtudes para as crianças foi lançado
originalmente em 1993, mas, recentemente, em junho de 2021, a editora Nova
Fronteira relançou a obra de William J. Bennett em capa dura. O livro foi muito
vendido na década de 90 e, agora, voltou a figurar nas listagens dos mais
vendidos em várias livrarias brasileiras, incluindo a Amazon.
O
livro das virtudes para crianças é a obra perfeita para
pais e filhos desfrutarem juntos. Aqui, William J. Bennett traz uma seleção de
contos e poemas das mais diversas tradições literárias, que por séculos
perduram na memória de diferentes povos pelo encanto que as narrativas provocam
e, principalmente, pela sabedoria que encerram. São mensagens de coragem,
perseverança, responsabilidade, trabalho, autodisciplina, compaixão, fé,
honestidade, lealdade e amizade, que ganham ainda mais vida com as belas ilustrações
do artista Michael Hague.
Os textos tem por objetivo conduzir os “leitores
pequenos” no caminho da nobreza, da gentileza e da bondade. Apesar do título da
obra, ela pode ser lida também pelos adultos já que as histórias são muito
interessantes. Basta conferir a opinião desses leitores nos portais do Skoob e
Amazon.
07
– Tudo é rio (Carla Madeira)
Tudo
é rio é o livro de estreia de Carla Madeira. Com uma
narrativa madura, precisa e ao mesmo tempo delicada e poética, o romance narra
a história do casal Dalva e Venâncio, que tem a vida transformada após uma
perda trágica, resultado do ciúme doentio do marido, e de Lucy, a prostituta
mais depravada e cobiçada da cidade, que entra no caminho deles, formando um
triângulo amoroso.
Na orelha do livro, Martha Medeiros, considerada uma
das melhores cronistas brasileiras, escreve: “Tudo é rio é uma obra-prima, e
não há exagero no que afirmo. É daqueles livros que, ao ser terminado, dá
vontade de começar de novo, no mesmo instante, desta vez para se demorar em
cada linha, saborear cada frase, deixar-se abraçar pela poesia da prosa. Na
primeira leitura, essa entrega mais lenta é quase impossível, pois a correnteza
dos acontecimentos nos leva até a última página sem nos dar chance para
respirar. É preciso manter-se à tona ou a gente se afoga.”
A metáfora do rio se revela por meio da narrativa que
flui – ora intensa, ora mais branda – de forma ininterrupta, mas também por
meio do suor, da saliva, do sangue, das lágrimas, do sêmen, e de acordo com
Martha Medeiros, Carla faz isso sem ser apelativa, sem sentimentalismo barato,
com a habilidade que só os melhores escritores possuem.
O livro foi lançado em fevereiro do ano passado e já
nos primeiros dias entrou na lista dos mais vendidos da Amazon.
08
– Coragem para crescer (Marcos Freitas)
Apesar do livro de Marcos Freitas ter sido publicado,
agora, no começo de 2022 – em janeiro, para ser exato – já está dominando os
primeiros lugares das listagens das obras mais vendidas no País. Está em 7º
lugar no ranking da revista Veja, um dos top list literários mais respeitados,
aqui, da terrinha.
Marcos de Freitas é o CEO da Seja Alta Performance,
empresa de consultoria empresarial considerada a maior aceleradora de negócios
e resultados do Brasil. Ele é graduado em marketing e possui mais de 12
formações internacionais e projetos realizados na China, Portugal, EUA e
Canadá, além de realizar missões internacionais com empresários, anualmente,
para potencializar seu know-how e network.
Em Coragem para
crescer, o autor compartilha os principais pontos do método Alta
Performance nos Negócios para que você, empresário ou futuro empresário,
conheça as ferramentas certas e possa usá-las no crescimento da sua empresa.
Marcos convida você a esquecer as crises econômicas brasileiras e voltar o
olhar para dentro do seu negócio para avaliar todo o potencial de mudança ainda
não explorado que ele tem.
09
– Arrastados: Os bastidores do rompimento da barragem de Brumadinho, o maior
desastre humanitário do Brasil (Daniela Arbex)
Cara, a autora de Arrastados é fodástica. Duvida?
Então anote aí: Daniela Arbex escreveu Holocausto brasileiro que foi reconhecido como Melhor Livro-Reportagem do Ano pela
Associação Paulista de Críticos de Arte (2013) e segundo melhor
Livro-Reportagem no Prêmio Jabuti (2014). A obra foi adaptada para documentário
pela HBO e inspirou a série de ficção “Colônia”, exibida pela Globoplay.
Em 2015, ela lançou Cova 312, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Livro-Reportagem
(2016). Escreveu também Todo dia a mesma
noite, em 2018, que narra a história não contada da boate Kiss e que
ganhará adaptação pela Netflix. Foi eleita a melhor repórter investigativa do
Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa. Arbex tem ainda outros 20 prêmios nacionais
e internacionais no currículo, entre eles três Esso e o americano Knight
International Journalism Award.
Pois é, é essa a autora do livro Arrastados que narra de maneira investigativa uma das maiores
tragédias que aconteceu no Brasil: o rompimento da barragem de Brumadinho.
No dia 25 de janeiro de 2019, às 12h28, a B1, barragem
desativada da Mina do Córrego do Feijão, explorada pela mineradora Vale na
cidade de Brumadinho, Minas Gerais, rompeu. Seu rastro de lama, rejeitos de
minério e destruição se estendeu por mais de 300 quilômetros, levando torres de
transmissão, trens de carga, pontes, casas, árvores, animais e, na contagem
oficial da tragédia, a vida de 270 pessoas (ou 272, considerando as duas
gestantes entre os mortos).
Arbex foi a campo para reconstituir em detalhes as
primeiras 96 horas após o colapso. Ela entrevistou sobreviventes, familiares
das vítimas, bombeiros, médicos-legistas, policiais e moradores das áreas
atingidas. A autora retornou à região para acompanhar o impacto das
indenizações e contrapartidas institucionais para a reparação dos danos
materiais.
Arrastados chegou
às livrarias em 25 de janeiro de 2022 pela editora Intrínseca.
10
– Verity (Colleen Hoover)
Gente, não deu para evitar; tive que colocar a Colleen
Hoover duas vezes nesta lista literária. Afinal, seu livro Verity lançado aqui no Brasil em 2020 arrebentou em vendas,
tornando um dos preferidos de toda a galera thrillers psicológicos e também de
suspense e mistério.
Finalista do prêmio Goodreads como melhor romance de
2019, Verity narra a história envolvendo
um casal apaixonado, uma intrusa e três mentes doentias. Verity Crawford é a
autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua
carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e
terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições
de concluir a história... E é nessa complexa circunstância que surge Lowen
Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um
pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série. Para que consiga
entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados
e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide
passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity
- e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos
acontecidos desde o dia em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes
imediatamente anteriores a seu acidente - incluindo sua perspectiva sobre as
tragédias ocorridas às filhas do casal.Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se
percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos.
Valeu galera, por hoje é só. Espero que tenham
apreciado essa lista.
26 fevereiro 2022
A Sociedade da Neve
20 fevereiro 2022
"Flores da Morte" chega ao Brasil no começo de março com um plot que tem tudo para fisgar a atenção dos leitores
Hoje pela manhã, durante as minhas zapeadas de praxe pelas
livrarias virtuais em busca de novidades, me deparei com um livro que chamou a
atenção. Antes, deixe-me avisar que sou um grande devorador de trhrillers
policiais e de suspense, o que explica o meu interesse por “Dog Rose Dirt” – já
lançado nos States – e que chegará ao Brasil em 1º de março pela editora Trama
com o título de Flores da Morte.
O estranho é que vi comentários em alguns sites e
blogs de que o livro já havia sido lançado por aqui em janeiro, mas de acordo
com as grandes livrarias como Amazon, Travessa e outras, além do próprio site
da Trama, Flores da Morte só chega ao
Brasil, de fato, no começo de março. Além do mais, ainda não há nenhum
comentário sobre o livro no portal do Skoob; portanto, acho que ele ainda não
desembarcou em terras tupiniquins ou quem sabe, alguns blogueiros mais sortudos
- que tenham parcerias com a editora - já receberam o presentão.
Mas vamos ao que interessa, ou seja, dar maiores
detalhes sobre o livro da escritora Jen Williams. Cara, achei o plot
interessantíssimo, daqueles que tem grandes chances de prender a atenção do
leitor da primeira à ùltima página, desde que a autora não tenha errado a mão.
Confiram o plot liberado pela editora e depois vejam
se não concordam comigo: “Após o
inexplicável suicídio da mãe, a ex-jornalista Heather Evans precisa retornar à
casa de sua infância e acaba descobrindo algo aterrador: centenas de cartas
trocadas entre sua mãe e o famoso assassino em série Michael Reave. O Lobo
Vermelho, como é chamado pela imprensa, está preso há mais de vinte anos pelas
mortes brutais e ritualísticas de inúmeras mulheres, embora sempre tenha
alegado inocência. Quando o corpo de uma jovem é encontrado decorado com
flores, exatamente da mesma forma como Reave deixava suas vítimas, ele é a
única pessoa que pode colaborar com a investigação. Depois de anos de silêncio,
Michael Reave enfim está disposto a falar… apenas com Heather. Para descobrir a
verdade sobre a morte da mãe e impedir que o sangue de outras vítimas seja
derramado, Heather vai precisar enfrentar o Lobo ― e este é apenas o início da
caçada. Até que ponto conhecemos de verdade nossos familiares? Até que ponto
conhecemos de verdade a nós mesmos?”
Na minha opinião não dá para negar que se trata de um
plot ‘da hora’ e que se bem desenvolvido, com certeza, se transformará numa
narrativa com o poder de fisgar o leitor que aprecia esse gênero de romance.
De acordo com alguns sites gringos, especificamente da
terra do Tio Sam – que estão elogiando muito a obra de Williams - embora a
ficção policial sobre serial killers seja relativamente comum, a autora
consegue dar um ângulo novo e original a esse gênero com algumas reviravoltas
inesperadas. A narrativa alterna entre a história de Heather no presente e uma
narrativa passada que alude ao passado de Michael Reave, o ‘Lobo Vermelho’.
Segundo critica publicada na NB Magazine, a tensão e o
humor do romance são capturados de forma brilhante, e Williams mantém uma
atmosfera completamente tensa e inquietante por toda parte.
Bem, galera, resumindo: Flores da Morte tem todas as chances de se tornar um grande best-seller
no Brasil. Lembrando que o livro já está em pré-venda nas principais livrarias
virtuais.
17 fevereiro 2022
Amigo Imaginário
Antes de tudo, é um absurdo comparar o livro de
Stepehn Chbosky com It de Stephen
King. O motivo é bem simples: enquanto você devora com avidez as mais de 1.000
páginas de It, em Amigo Imaginário, você empaca e se não
for persistente, acaba desistindo da leitura.
De fato, é uma pena, porque o plot da obra de Chobosky
é muito bom. Expondo de uma maneira bem resumida, é a história de uma criança
que tem o poder de vagar entre o mundo real e o mundo imaginário. Neste último,
ele acaba encontrando um amigo – o tal ‘amigo imaginário’ - que o alerta de uma
grande catástrofe que poderá ocorrer no mundo real caso, o garoto, não consiga
impedir uma trama diabólica que vem sendo engendrada por uma entidade maligna
que vive no mundo imaginário.
O problema é que o autor enche o enredo de linguiça;
enrola muito, mas muito mesmo. Na minha opinião, se ele tivesse reduzido as
mais de 750 para 350 ou 400, teria em mãos uma história incrível, perto da
unanimidade e não um divisor de águas com uma parte dos leitores detestando e a
outra adorando.
Além da história excessivamente longa, um outro
problema ao qual ‘batizei’ de “poda de narrativa” contribui para deixar o
enredo ainda mais cansativo, além de fazer com que o leitor vá perdendo, aos poucos,
a paciência. “Poda de narrativa” – termo criado por mim – é aquele momento em
que o enredo está perto do clímax e o autor opta por cortar abruptamente esse
clímax pulando para um novo capítulo, diga-se de passagem, um capítulo bem
morno. Esse capítulo do clímax que acendeu a curiosidade do leitor só volta
depois de ‘uns’ três ou quatro capítulos desinteressantes, isso por causa da
grande quantidade de personagens que fazem parte do enredo. Agora imagine só
enfrentar toda essa agonia em mais de 750 páginas. Aliás, o enredo tem tantos
desses capítulos anti-climax que a leitura entra numa espiral desgastante.
É uma pena que o excesso de páginas de Amigo Imaginário matou a narrativa que
tinha todos os elementos necessários para compor um plot fantástico, ou seja:
‘enredo-raiz’ e personagens muito bons, recheados com reviravoltas
interessantes. Na minha opinião, até mesmo as referências religiosas que fazem
parte da narrativa e que incomodaram alguns leitores, acabaram dando um toque
especial ao livro. A reviravolta, perto do final, envolvendo um personagem
importante do mundo imaginário é a prova disso.
Chbosky, poxa vida, bem que você poderia ter optado
por uma narrativa mais enxuta.
13 fevereiro 2022
Seis livros didáticos antigos de Português, História e Geografia que deixaram saudades
Volta e meia lá estou eu com a minha nostalgia. Ela
chega assim, meio que... sem avisar.
Nostalgia dos filmes que assistia no cinema em minha cidade e que hoje está
fechado; nostalgia das peraltices que vivia com os meus amigos de infância;
nostalgia das brincadeiras dançantes à base dos saudosos vitrolões e por aí
afora. Neste final de semana bateu uma nostalgia danada dos meus tempos de
infância quando frequentava o antigo Primeiro Grau. Assim, acabei me lembrando
dos saudosos boletins em papel; daqueles em cartolina onde os professores
colocavam as nossas notas em azul (ufa!!) ou em vermelho (vichiii!!) para que
levássemos para casa com a promessa de mostrarmos aos nossos pais.
Pois é, mas a nostalgia maior que bateu fundo foi
aquela relacionada com os livros e cartilhas didáticas daquele tempo, ou seja,
dos anos 60 e 70. Inclusive, já escrevi, no passado, uma postagem sobre elas
(ver aqui), mas hoje quero postar algo mais seletivo, abordando apenas os
materiais didáticos referentes à Língua Portuguesa, História e Geografia. Tive a
ideia porque eu era um péssimo aluno em matemática, mas por outro lado, adorava
Português, Geografia e História, fosse ela Geral ou do Brasil. Daí, a minha
opção em fazer esse post direcionado apenas para esses livros.
E aí? Preparados para ingressar em nossa máquina do
tempo? Então, se você viveu a sua infância ou adolescência nos anos 70 e
adorava os livros didáticos daquela época, com certeza, irá adorar essa viagem.
01
- Método ABC– Ensino prático para aprender a ler
Começo a nossa lista com esta cartilha que deixou
saudades em grande partes dos cinquentões ou sessentões de hoje. Método ABC – Ensino prático para aprender a
ler foi uma cartilha destinada tanto às crianças, quanto aos adultos
“analfabetos”, era um material de leitura, como o próprio nome esclarece, em
que os alunos eram levados a decorar o alfabeto e cada página da cartilha, que
era constantemente “tomada”, de acordo com uma sistematizada rotina.
A obra, apesar de compacta, com apenas 16 páginas,
buscava levar os alfabetizandos à memorização do alfabeto, de sílabas e de
algumas palavras. Era um material introdutório ou utilizado paralelamente a
outros livros nas salas de alfabetização e propunha o ensino prático para o aprendizado
da leitura.
Estava baseado no método alfabético, isto é,
iniciava-se das partes menores (as letras), até se chegar às palavras. Desse
modo, a obra era dividida em nove cartas que apresentavam uma sequência,
supostamente, linear, inicialmente com reflexões simples, que tornavam-se mais
complexas com o decorrer das lições. No entanto, antes de iniciar a primeira
carta, as quatro páginas iniciais apresentavam o alfabeto em letra de imprensa
maiúscula e em letra cursiva, as vogais e as consoantes minúsculas.
02
– Caminho Suave
Esta cartilha pode ser considerada antológica. Caminho Suave fez a cabeça de uma
geração de professores e alunos dos anos 60 e comecinho da década de 70.
Aprovado pela Comissão do Livro Didático do
Departamento de Educação do Estado de São Paulo. A cartilha de Leitura era
usada, geralmente, a partir do segundo ano primário. Aprovado pela Comissão
Nacional do Livro didático. Caminho Suave
foi um fenômeno de vendas no Brasil: calcula-se que todas edições, até a década
de 1990, venderam 40 milhões de exemplares. Há um exemplar de edição bem
posterior, dos anos de 1980, quando a cartilha foi modificada e vários
exercícios foram incluídos.
Apesar de não ser mais o método "oficial" de
alfabetização dos brasileiros, a cartilha idealizada pela educadora Branca
Alves de Lima virou uma verdadeira coqueluche no ambiente escolar dos anos 60 e
70.
Foi observando a dificuldade de seus alunos, a maioria
oriundos da zona rural, que a autora criou o método que ela própria denominou
"alfabetização pela imagem". A letra "a" está inserida no
corpo de uma abelha, a letra "b", na barriga de um bebê, o
"f" fica instalado no corpo de uma faca, a letra "o",
dentro de um ovo e assim por diante.
03
– Cartilha Sodré
A Cartilha de
Alfabetização Sodré, criada por Benedicta Sthal Sodré, chegou a vender mais
de 6 milhões de exemplares em suas 273 edições e, à exemplo de Caminho Suave, marcou uma geração de
‘leitores-estudantes’.
Posso imaginar a nostalgia que todos aqueles que estão
lendo essa postagem estão sentindo nesse momento. Principalmente você que teve
a oportunidade de utilizar tal cartilha memorável que hoje em dia passou a
valer muitos reais nos sebos.
A Cartilha Sodré
era meio quadrada, mais curta e mais larga do que um livro-padrão. Na capa
fosca e esverdeada, uma menina de tranças sorria pra gente e nos convidava à
ventura das primeiras letras. Com poucas páginas, tinha o tamanho parecido ao
das cadernetas que os donos de armazém marcavam as compras feitas no fiado
pelos nossos pais ou então daqueles conhecidos almanaques de farmácia.
A autora, Benedicta Stahl Sodré, aparecia com letras
miúdas na capa. Essa cartilha alcançou quase 300 edições e milhares de
exemplares vendidos.
04
– Geografia do Brasil
A década de 60 foi marcada por uma forte presença dos
livros de Aroldo de Azevedo produzidos
pela companhia Editora
Nacional. Esse autor foi o responsável por
uma vasta obra
didática de geografia, publicando
livros pelas décadas de
1940 1950 e
1960. Alguns desses livros foram considerados tão importantes que
continuaram fazendo parte do currículo escolar na década de 70. Várias de suas
obras didáticas, como Geografia do Brasil,
chegaram à centésima edição.
O geografo Aroldo de Azevedo (1910-174) se formou pela
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP. Ele foi um dos primeiros
professores de Geografia em nosso País, além de renomado autor de livros
didáticos.
05
– História do Brasil
Este livro escrito por Roberto Jorge Haddock Lobo fez
parte da vida escolar de muitos alunos que cursaram o antigo ginasial no início
dos anos 60. Há algum tempo atrás, fuçando uma velha estante que pertencia ao
meu irmão mais velho descobri a publicação História
do Brasil que traz a foto de um personagem histórico.
A grande produção didática de Haddock Lobo pode ser
explicada pela sua atuação como professor, tendo em vista que ele lecionou em
faculdades particulares como o Mackenzie e foi, também, um dos fundadores da
Faculdade de Economia, Finanças e Administração de São Paulo.
06
– Geografia Ativa – Estudos Sociais
Cara, que saudades dessa época. Eram os anos 70 quando
eu cursava o antigo Primeiro Grau na saudosa Escola Industrial. Putz que
saudades! Este livro didático fazia parte da grade curricular de Geografia com
a professora Maria Ângela. Apesar do tempo, ainda me lembro muito bem.
O livro trazia impresso na capa o desenho de três
garotos sobre uma espécie de plataforma - que na realidade, é o Palácio do Planalto - e que sobrevoava uma região do Brasil
onde algumas máquinas trabalhavam na abertura de uma estrada. Esta obra escrita
pela educadora Zoraide Victorello Beltrame
era uma das minhas preferidas.
A autora escreveu ainda em 1982, outro livro para o 2º
Grau com os mesmos personagens chamado Geografia
Ativa – As Regiões Brasileiras, mas o que marcou época, pelo menos pra mim,
foi o livro do 1º Grau.
Taí pessoal; espero que essa viagem no tempo tenha
agradado a todos os leitores que tiveram a felicidade de ter em mãos – nos seus
tempos de estudantes – qualquer um desses livros didáticos.
