28 março 2026

Seis meses para casar

Imagine só essa situação. Você está prestes a se casar, ama o seu namorado e já pensando nos preparativos de seu casamento decide pedir demissão do seu emprego. Isso mesmo! E mais: todos que trabalham com você, incluindo o seu chefe, sabem que você está deixando a empresa onde trabalha para se casar. Então, num belo dia quando você está se levantando da cama de seu futuro marido, o que é que você encontra??? Hãaa??? Me diga. Simplesmente, você encontra uma calcinha usada de uma outra mulher. No início, o seu noivo ainda tenta disfarçar dizendo que havia comprado aquela calcinha para lhe presentear ou então não sabe como ela foi parar ali. Do funcho de seu coração, você ainda tem a esperança de que ele se arrependa, mas aí chega a bomba: ele olha pra você e diz que não quer mais se casar. Buuuummmm! O seu mundo desaba.

É essa a situação ou melhor, o pesadelo vivido por Sayaka Kukori no romance Seis meses para casar. Faltando três meses para o casamento, marcado para o dia de seu aniversário de trinta anos, e logo após pedir demissão de seu emprego para cuidar da cerimônia, ela descobre que está sendo traída e que seu noivo Kazuya, não quer mais nada com ela.

Com os poucos ienes que tem na conta, humilhada e com apenas um restinho de dignidade, Sayaka consegue uma colocação num outro departamento da Revista onde trabalhava, com um chefe auto-centrado que adora se exibir. Ele exige que Sayaka se case em seis meses enquanto escreve reportagens sobre konkatsu que é a arte da busca por um marido, um costume tradicional no Japão,

Taí galera, a partir desse momento começa a via crucis da nossa Sayaka que se envolve em ‘poucas e boas’; verdadeiras peripécias amorosas que acabam conquistando os leitores.

Gostei muito de Seis meses para casar. Li o livro que tem pouco mais de 200 páginas rapidinho. O romance de estreia de Kosuke Ohashi, constrói uma narrativa que mistura comédia romântica, drama contemporâneo e crítica social. O autor conseguiu transformar algo absurdo em um enredo leve recheado de muito humor e ironia mas também com doses significativas de drama e crítica social.

Ao transformar a busca amorosa em uma espécie de experimento jornalístico, a narrativa coloca Sayaka em situações que expõem as suas inseguranças. Um dos pontos fortes do enredo é a força que brota na personagem que consegue transformar essas inseguranças em combustível para superar as dificuldades que vão surgindo ao longo de seu caminho enquanto tenta cumprir essa missão até certo ponto estranha e bizarra.

Destaque para Usami, o excêntrico chefe de Sayaka que tira suas teorias mirabolantes sobre casamento das histórias de marcas de luxo, como Louis Vuitton, Prada e Givenchy. Podemos definir Usami como um personagem emblemático muito importante na trama. Com certeza, a galera irá gostar.

Vocês devem estar se perguntando: - “E aí? Vale a pena ler Seis meses para casar? Sim, vale muito a pena. Principalmente, os leitores que estão procurando uma narrativa leve, divertida, mas ao mesmo tempo reflexiva.

 

 

23 março 2026

Sete gritos de terror

São sete contos mornos que não “metem” medo e tampouco causam aquele arrepio na espinha como nos momentos em que lemos histórias do tipo “trucão pesado”. Podemos classificar Sete Gritos de Terror de Édson Gabriel Garcia como uma leitura direcionada ao público infanto-juvenil. São histórias com a mesma pegada de O homem do saco, A loira do banheiro e outras do tipo. Enfim, uma leitura de terror bem leve. Recomendo para a galera que está aguardando a chegada de algum livro que comprou e nesse espaço de tempo pretende ler alguma obra com poucas páginas. Sete Gritos de Terror e uma opção já que tem apenas 103 páginas. 

Os contos lembram muito aquelas histórias que ouvíamos das pessoas mais velhas quando ainda éramos crianças e por isso, o livro tem uma certa magia, mas repito, não esperem enredos de terror e personagens desenvolvidos. Segure, também, a expectativa por grandes sustos.

Segundo o autor da obra que nasceu em Nova Granada, pequena cidade do interior paulista, os contos foram recolhidos da boca do povo. Édson Gabriel quando garoto, ouviu do povo pobre da região onde nasceu uma série de histórias de medo e de sustos. As histórias foram recolhidas aos poucos e guardadas. O autor explica que essas histórias voltaram muito tempo depois, contadas e recontadas para os filhos, e escritas para serem publicadas.

Confiram um resumo das sete histórias do livro para que vocês tenham uma noção do que ‘rolam’ nas páginas.

01 – A mais bela noite de Margarida

Uma típica história de fantasma. Um vendedor ambulante faz parada na oficina de uma pequena cidade do interior após o seu velho Fusca apresentar problemas mecânicos. Até que as peças cheguem, ele é obrigado a esperar alguns dias numa pensão. Para “matar” o tempo, ele resolve participar de um baile no salão de festas da cidade. É neste baile que ele conhece uma moça chamada Margarida.

Ele fica encantado com a sua beleza e acaba se apaixonando. No dia seguinte, o rapaz resolve visita-la, entonce... Bem, leiam o conto antes que eu libere spoiller (rs).

02 – O casal de velhos

Manezinho caminhava sozinho no final da tarde por uma estrada deserta. Quando viu o tempo escurecer com a aproximação de uma tempestade, ele resolveu apressar o passo na esperança de encontrar um local onde pudesse se abrigar. De repente, ele avista uma velha casinha na beira da estrada e resolve pedir abrigo até que o tempo melhore. Ele é muito bem recebido por um casal de velhos. Quando ele descobre quem, de fato, são as pessoas que o receberam, Manezinho solta um dos sete gritos de terror do livro. Um grito bem alto.

03 - O anel da falecida

Tonico Ramos era um jardineiro que trabalhava na casa de uma rica e tradicional família. Ele era muito querido pelos proprietários do imóvel: Gabriel e sua filha, Nica. Tão querido que Nica lhe prometeu todas as suas joias – que eram muitas – quando ela morresse. As joias ficariam para Tonico como gratidão pelo seu empenho e fidelidade no trabalho.

Quando Nica “morre”, Tonico decide tomar uma atitude deplorável que trará sérias consequências provocando o terceiro grito de terror do livro.

04 – O jardim de inverno do Barão

E vamos para o quarto grito de terror. Um enigmático homem de meia idade que tem o título de Barão se muda para uma pequena cidade e vai morar num palacete que fica no alto do morro onde há um belo jardim. O homem esconde um segredo que envolve uma trágica história de amor. Nesta cidade, ele conhece um comerciante muito convencido e tagarela. A vida desses dois homens esteve entrelaçada no passado e agora eles voltam a se encontrar. Quando o segredo que ambos guardam for revelado, um dos dois terá de pagar bem caro.

05 – A aposta

Juca Bagaceira é conhecido em sua cidade como o “homem sem medo”; aquele que não teme nada. E por ser considerada a pessoa mais destemida do mundo – como ele próprio diz – vive desafiando os outros. Esta sua falta de medo valeu até mesmo uma reportagem num grande jornal o que acabou deixando Juca Bagaceira ainda mais convencido e metido. Então, certo dia aparece em sua cidade, um homem que o desafia para uma posta. Evidentemente, o Juca aceita, então... ‘as coisas mudam’ já que ele terá uma surpresa nada agradável.

06 – Os dentes de Madalena

Um comerciante do interior chamado Edrualdo conhece uma mulher feia e desgastada pela vida que vai até a sua loja comprar uma escova de dentes. Quando ela olha para o homem e sorri mostrando os seus belos dentes, ocorre uma mudança inesperada, algo mágico. Os seus dentes são tão bonitos, mas tão bonitos que tem o poder de eclipsar a feiura da mulher. A partir daí, Edrualdo fica obcecado por aqueles dentes e resolve tê-los de qualquer maneira. Este acaba sendo o seu erro fatal que acaba rendendo o sexto grito de terror.

07 – A última história

Uma autora de terror e suspense não consegue vender os seus enredos para as revistas do gênero que sempre acabam recusando, demonstrando pouco ou nenhum interesse. Quando o dinheiro vai acabando, Suzete fica desesperada, até que ela recebe uma carta que muda o rumo de sua vida. A carta vem assinada por uma pessoa que diz ser leitor e admirador de suas histórias na época em que elas eram publicadas. Numa dessas cartas, o fã misterioso suge que Suzete escreva uma história tendo por personagem principal um espantalho. Acaba lhe dando algumas ideias e argumentos convencendo-a. A escritora concorda. Resultado: sua história é aceita por uma editora e acaba se tornando um grande sucesso. Suzete não imagina a enrascada que ela está se envolvendo.

Bem galera, tá aí um breve resumo dos contos. Infelizmente, quando fechei o livro não consegui dar o oitavo grito de terror. Na realidade, trata-se de um livro bem escrito, mas com historias simples e direcionadas para os leitores infanto-juvenis.

Ah! Antes de finalizar esse post, não posso me esquecer de destacar as ilustrações do quadrinista e ilustrador gaúcho,  Henrique Antônio Kipper, ou simplesmente Kipper – como é mais conhecido. Conhecido por ter publicado seus trabalhos em dois grandes jornais do Brasil - Folha de S.Paulo e Diário Catarinense – foi também um dos roteirista do retorno do antológico personagem Amigo da Onça em tiras de jornal. As sduas ilustrações em Sete Gritos de Terror são fantásticas.


18 março 2026

Magia e vampiros são as novidades literárias para o mês de abril

Galera, sentar numa cadeira na frente do notebook, mesmo com o auxilio de uma almofada no formato de bóia, ainda requer um baita sacrifício. Aqueles que afirmam que o pós-operatório de uma cirurgia de hemorroidas é tranquilo, sinto dizer, estão mentindo descaradamente. Cara, dói, mas dóis muito, principalmente durante e depois das evacuações. Por isso, prometo que serei breve nesta primeira postagem pós-retorno da minha cirurgia.

Neste período de convalescença fiquei sabendo de várias novidades literárias que estarão “aterrissando” nas livrarias nos próximos meses. Quero focar nos lançamentos de abril, especialmente em dois livros da editora Galera, do Grupo Record, que certamente irão cair no gosto dos leitores e leitoras que amam histórias de vampiros e magia. Estou me referindo a Noiva da morte e Victor Vera Cruz: Advogado de criaturas e seres mágicos.

A Noiva da morte da escritora norte-americana Shelby Mahurin é a conclusão da duologia iniciada em O véu escarlate, a série vampiresca ambientada no mesmo universo da série Pássaro & Serpente. O primeiro livro da duologia, segue Célie Tremblay, personagem coadjuvante dos três  livros da série Pássaro e Serpente, que de garota mimada acabou se transformando numa corajosa caçadora pronta para ajudar a protagonista Lou, a derrotar uma perigosa bruxa que é a vilã da história.

Para aqueles que não estão familiarizados com a saga de Shelby Mahurin, Pássaro e Serpente, é uma trilogia de "romantasia" (romance com fantasia) que explora o conflito entre bruxas, vampiros e caçadores em um cenário inspirado na França antiga.

Em A Noiva da Morte, segundo volume daduologia, Célie Tremblay morreu, mas é agora o momento em que ela começa a viver de verdade.

Célie deu o último suspiro enquanto tentava salvar as pessoas que mais ama — inclusive o poderoso e enigmático Michal, soberano da ilha de Réquiem. Diante do sacrifício da mulher que passou a admirar, o rei dos vampiros simplesmente recusou-se a deixá-la partir. Quando desperta, o mundo de Célie está de ponta-cabeça: caminhar ao sol pode matá-la; ouvir os batimentos cardíacos dos próprios amigos tornou-se um martírio; e tudo o que mais deseja é… sangue. Ela se vê diante da vertiginosa constatação de que Michal a condenou a uma eternidade como vampira.

Mas Célie não é a única morta-viva vagando pelo mundo. Sua irmã, Fillipa, ressuscitou como uma mera sombra de si mesma, e outros regressados começaram a se levantar de seus túmulos, sedentos por vingança.

O equilíbrio frágil entre vida e morte entrou em colapso, despertando um ser ainda mais cruel e incontrolável, disposto a tudo para encontrar Célie e colocá-la em seu devido lugar: o de Noiva da morte.

Com o destino de todos em perigo, Célie e Michal precisarão resistir à atração inegável que sentem um pelo outro para juntos reerguerem de uma vez por todas o véu que separa os vivos dos mortos.

A outra novidade da Galera Record para o mês de abril é Victor Vera Cruz: Advogado de criaturas e seres mágicos da escritora brasileiríssima Elisa Barbosa. A frase promocional da obra é a seguinte: “Advogar para humanos já é difícil. Imagine só para criaturas mágicas”...

Victor Veracruz é um jovem medíocre em uma família de gênios. Cansado de ser um zero à esquerda, ele sonha em se formar em Direito e construir uma carreira de sucesso. Mas a realidade da vida adulta é um pouco mais... precária. Desempregado e desiludido, Victor tem como ambição apenas pagar o aluguel e, com sorte, comprar um terno que caiba.

Até que um novo caso coloca a sua vida de ponta-cabeça. Quando a princesa Selene Rosaviva, herdeira do reino de Venire, surge pedindo ajuda através de um portal, Victor teme que, além da dignidade, também tenha perdido de vez o juízo. A princesa é a principal suspeita do assassinato do rei e precisa de um advogado — mas não pode ser qualquer um. Para defendê-la, a pessoa tem que ser versada na Lei Maior.

Agora, Victor terá que trocar o Código Civil por feitiços rúnicos, enfrentar ogros com o poder da argumentação e cruzar pântanos perigosos no dorso de Arraias-Colossais. No mundo Através do Véu, a verdade é a criatura mais difícil de domar, e a mediocridade que Victor sempre sentiu ter pode ser exatamente o que Venire precisa para encontrar a justiça.

Vale lembrar que o livro é a estreia de Elisa Barbosa, vencedora do concurso literário “Livros do Futuro“, do TikTok, na categoria de fantasia.

A Capa foi ilustrada por Paula Cruz, premiada ilustradora brasileira. “Victor Cruz” e “A Noiva da Morte” chegam às livrarias brasileira em 20 de abril.

Inté galera!

 

10 março 2026

Divagações. Não é complicado, mas confesso que estou morrendo de medo dessa tal hemorroidectomia

Uma hemorroidectomia vale uma divagação num blog literário? Para mim vale. Vale porque estou preocupado e... Ok, revelo: medo, bastante medo. E quando fico assim ‘meio que’... inseguro e preocupado gosto de escrever sobre os meus medos. Acredito que seja uma maneira de desabafar. Lembro que há algum tempo escrevi nesse espaço que adoro divagar algumas vezes porque imagino que estou numa mesa de bar conversando, batendo papo com um amigo; um amigo o qual vejo representando em todos os seguidores do blog nas redes sociais, principalmente aqueles que tem uma participação mais ativa e consequentemente com os quais tenho maior contato.

Hoje enquanto escrevia essa postagem, Lulu me disse sorrindo: “só o meu ombro não basta?”. - O seu ombro é insubstituível, mas quem não gosta de uma “prosa de bar” – respondi. – Quem mandou você se apaixonar por um boêmio que só anda de bar em bar. – completei. Lulu olhou para mim fingindo cara feia e disse: “Ainda bem que esses bares são virtuais, né?. Rimos muito.

Pois é galera, voltando a minha cirurgia: vou ter que enfrentar mais uma; não queria, mas vou ter que enfrentar. Peço que vocês não me chamem de medroso ou então “fazedor de tempestades em copos d’água”. Cara, eu já passei por uma cirurgia perianal – inclusive há várias postagens sobre isso aqui no blog (veja aqui, aqui e mais aqui) – há cinco anos e sei muito bem o que é realizar um procedimento invasivo numa das regiões mais sensíveis do nosso corpo. Enquanto o efeito da anestesia está ‘dando conta do recado’, legal; mas o sofrimento pra valer vem depois. Quando você opera um braço, uma perna ou então retira a vesícula ou o apêndice, a área operada vai ficar de repouso, ou seja, “ninguém” vai mexer nela. Agora, na minha opinião, uma cirurgia na região do ânus é fodasticamente foda.

Cara, imagine só: logo após terem ‘dissecado’ o seu anus com um bisturi deixando essa região hiper-sensível com alguns ‘talhos’ abertos (é impossível dar pontos por ali), você ainda tem que fazer as suas necessidades fisiológicas, afinal não somos carrapatos. Agora, imagine as suas fezes passando por um local tão delicado revestido de mucosas muito feridas que foram manipuladas pelo cirurgião e deixadas em ‘carne viva’? Vamos acrescentar, agora, nesse contexto um paciente medroso com ojeriza de cirurgias que ainda tenha a Síndrome do Intestino Irritável (SII)? Entonce... Taí: eu!! Pronto, me apresentei à vocês! Por causa da minha SII, meu intestino, as vezes é hiperativo e em outras, preguiçoso. Confesso que agora, após uma mudança de tratamento, ele melhorou muito, mas como “ele” é muito chato e genioso, às vezes ainda insiste em me provocar. Fico pensando com os meus botões assim... logo após a cirurgia de hemorróidas, o genioso do meu intestino dormindo, sem nenhum um pingo de vontade de trabalhar e eu, ali, com a região pélvica toda exposta me esforçando e esforçando para que ele volte a trabalhar. Resumindo, eu ali, todo ressecado com prisão de ventre. Arghhhhhh!!!

Um outro medo diz respeito ao ‘depois’. Como já fiz uma cirurgia delicada na região anal, a musculatura do local já foi muito mexida para não ‘dizer’ agredida. E agora, novamente, essa mesma musculatura será novamente manipulada aumentando os riscos de uma estenose.

Sabem quando me esqueço dessas preocupações? No momento em que estou lendo. Naquele instante em que mergulho de cabeça num enredo que me transporte para dentro daquela história com poder de fazer com que eu interaja com os seus personagens. Pronto! Fazendo isso, grande parte dessas preocupações vão embora, pelo menos por um certo tempo.

Outra âncora nesse momento – além de Lulu e claro, vocês – é o meu irmão que já passou por inúmeras cirurgias mais complexas do que minha, incluindo um tumor no estômago, recentemente. Penso comigo: se ele passou por tudo isso com coragem e com bom humor, por que eu não posso fazer o mesmo? Mas certamente, a âncora maior de todas é esse Deus maravilhoso que me dá forças para não recuar de decisões importantes em minha vida.

Galera, fico por aqui, agradecendo por terem me “escutado”. Aproveito também para avisar que devido a minha cirurgia que deve acontecer nesta terça-feira (10), ficarei em torno de uma semana sem postar nada, mas depois espero voltar com as publicações normalizadas no blog.

Ah! Antes que me esqueça, aqui vai um recadinho para as editoras que quiserem me enviar alguns livros para ler nesse período de recuperação. Como ficarei uma semana de molho, sem fazer nada, terei tempo suficiente para “devorar” algumas obras. Prometo que depois irei resenhar os livros lidos, mas sempre dando o meu ponto de vista, ou seja, opinando se gostei ou não do enredo. Dentro desse contexto, aproveito para agradecer o pessoal do Grupo Editorial Record, em especial a Galera Record pelos livros enviados.

Valeu! E torçam por esse medroso aqui (rs). Ieh! Valeu galera!

 


08 março 2026

Livros de Freida McFadden que serão adaptados para as telas

O filme “A Empregada”, suspense psicológico baseado no best-seller de Freida McFadden e que estreou nos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2026 se tornou um verdadeiro fenômeno de bilheteria. A produção está arrastrando multidões aos cinemas e já ultrapassou a marca dos três milhões de espectadores provando que Freida é fodástica. Na verdade, o livro da médica-escritora também e fodástico. Li há algum tempo e amei. Muito bom mesmo.

Hoje à tarde, fiquei imaginando quais livros da autora teriam o mesmo poder de fogo de A Empregada ou seja, após terem “arrebentado a boca do balão” no mercado editorial - vendendo milhares de exemplares - ainda terem fôlego suficente para bombar nas telonas. Estava pronto para escrever um post nesse sentido quando Lulu me disse que havia lido em algum lugar que um novo livro da autora também iria ganhar uma adaptação cinematográfica.

A partir daí resolvi mudar a forma de abordar o assunto: ao invés de escrever sobre os livros que na minha opinião teriam “punch” para serem transformados em filmes, resolvi fazer um post sobre as obras de Freida que já estão confirmadas para as telonas ou pelo menos, com grandes possibilidades de darem esse passo importante. Além de A Empregada, descobri outros cinco livros da escritora que estarão “aterrissando” nos cinemas ou nos estreamings. Vamos a eles.

01 – Nunca Minta

Ainda sem data de lançamento oficial, o que se sabe é que os direitos do thriller psicológico de Freida McFadden foram adquiridos pela Netflix em meados de 2024. A produtora é a 21 Laps, de Shawn Levy (conhecida pela produção de Stranger Things) e o projeto está em sua fase inicial de desenvolvimento.

Por ser recente, ainda não consegui informações sobre elenco, direção e roteiro. A única certeza, por enquanto, é que será uma produção da Netflix.

O thriller foca em um casal, Tricia e Ethan, que decidem visitar um casarão antigo no meio de uma floresta no estado de Nova York, o qual pretendem alugar ou comprar – não me lembro bem. No entanto, durante a viagem até a mansão que pertenceu à Dra. Adrienne Hale – uma renomada psiquiatra que desapareceu sem deixar vestígio três anos antes - uma nevasca terrível começa a cair. Com isso, o casal fica preso na mansão abandonada. É nesse momento que Trícia descobre as gravações perturbadoras das sessões dos pacientes da psiquiatra e começa a ouvi-las. Confira resenha do livro aqui.

02 – A Inquilina

Pois é galera, esse livraço de Freida McFadden publicado pela Record no inicio do ano também está com os dias contados para parar nas telonas dos cinemas. Os direitos da trama foram adquiridos pela Amazon MGM pouco após a publicação do romance nos Estados Unidos, em maio de 2025. 

No enredo, o executivo Blake Porter é surpreendido por uma demissão e tem que improvisar para sustentar o financiamento do apartamento que comprou em uma zona luxuosa de Nova York e onde mora com a sua noiva. A solução mais lógica, então, é alugar um dos quartos. É aí que Whitney surge como a candidata perfeita para a vaga. Simpática, educada, sem frescuras e precisando muito de um lugar para morar. Ela é exatamente o que o casal procura.

Mas assim que Whitney se muda, coisas sinistras começam a acontecer. A cozinha exala um cheiro de comida podre, mesmo após várias faxinas. Os vizinhos passam a tratar Blake de um jeito diferente. Barulhos estranhos o acordam no meio da noite. Até a roupa que ele usa parece lhe dar alergia. De repente, Blake passa a desconfiar de que o perigo passou a morar na sua casa, e talvez quando ele se der conta, será tarde demais. A armadilha já estará pronta. Se quiserem conferir a resenha do livro que li recentemente, é só acessarem aqui.

03 – A Professora

O best-seller de McFadden foi publicado em outubro de 2024. Nele, a escritora narra a saga da personagem Eve, cuja vida parece ter saído de um comercial: um casamento feliz, uma casa impecável e uma carreira sólida como professora de matemática. Mas a perfeição é frágil. A escola ainda tenta se recuperar do escândalo sexual envolvendo Addie, uma aluna do ensino médio, e um professor, até então, querido.

Eve sente que a verdade foi enterrada e que Addie é a peça mais perigosa desse quebra-cabeça, afinal dizem que a garota é uma mestra da manipulação, capaz de destruir qualquer um. O que ninguém sabe é que Addie esconde segredos tão letais que ela se prova disposta a qualquer coisa para guardá-los.

A produção do filme será da Apple TV e terá roteiro de Spenser Cohen e Anna Halberg, com a autora atuando como produtora executiva. A produção que promete trazer o clima de suspense característico da autora ainda não tem elenco confirmado.

04 – Querida Debbie

Querida Debbie foi lançado no Brasil há poucos dias. Para ser exato, em 3 de março. É o livro mais recente dessa máquina de escrever thrillers psicológicos chamada Freida McFadden.

A autora narra a história de uma colunista que oferece conselhos de estilo de vida a centenas de leitoras. Certo dia, no entanto, sua própria parcimônia acaba. Farta das queixas das filhas adolescentes e do comportamento suspeito do marido, ela decide se vingar. O resultado é “um suspense mordaz e subversivo sobre o que acontece quando as mulheres finalmente decidem fazer justiça com as próprias mãos”, segundo a sinopse oficial.

Ao contrário dos projetos supracitados, este livro não será adaptado como longa metragem, mas como uma série de TV pela Amazon MGM Studios.

A série está oficialmente em desenvolvimento e a produção é de Gina Girolamo, conhecida por seus trabalhos em “You e Pretty Little Liars”.

05 - The Surrogate Mother

O livro que deverá se chamar Barriga de Aluguel deve chegar ao Brasil no primeiro semestre de 2026. Mas, atualmente, é possível encontrar a versão em inglês (física ou audiolivro) em plataformas como a Amazon Brasil.

Nesta nova narrativa de McFadden, a personagem Abby deseja ser mãe, mas está cansada após múltiplas tentativas frustradas de tratamento para infertilidade e processos de adoção não finalizados. Nisso, sua assistente, Monica, oferece o serviço de barriga de aluguel — ato que nada tem a ver com altruísmo. Entre as duas, então, surge uma complicada dinâmica abastecida por segredos mil.

A adaptação cinematográfica foi confirmada recentemente pela Sony Pictures, que adquiriu os direitos da obra no final de 2025. Ainda não há uma data específica definida para o lançamento nos cinemas. Como o projeto está em estágios iniciais de produção, é provável que a estreia ocorra apenas após o lançamento do livro traduzido ou simultaneamente a ele em 2026.

06 – O Segredo da Empregada

Não poderia ser de uma outra forma né galera? Depois do sucesso de A Empregada que está quebrando todos os recordes de público e de faturamento nos cinemas, uma sequência seria algo natural. E foi o que aconteceu. A produtora LionsGate confirmou que, de fato, haverá a sequência do filme. A atriz Sydney Sweeney, que seguirá no elenco, também anunciou a continuidade do filme em suas redes sociais.

Segundo a Variety, o primeiro filme já arrecadou pelo menos US$ 133 milhões (R$ 715,5 milhões na cotação atual) nas duas primeiras semanas de exibição, convencendo o estúdio a aprovar a sequência.

O projeto será baseado no segundo livro da trilogia e a LionsGate pretende começar a gravar ainda este ano, mantendo o elenco de Sydney Sweeney e o diretor Paul Feig.

Embora detalhes do enredo ainda estejam sendo mantidos sob sigilo, o título da sequência indica que novos mistérios devem vir à tona. A expectativa é de que o segundo filme aprofunde segredos apenas sugeridos no primeiro longa, mantendo o clima de tensão psicológica e reviravoltas inesperadas.

Ainda não foram divulgadas informações sobre início das gravações e a  data de estreia, mas a confirmação oficial já foi suficiente para movimentar as redes sociais e reacender o debate entre leitores e espectadores.

O livro O Segredo da Empregada acompanha Millie, que agora consegue um emprego na luxuosa cobertura do milionário Douglas Garrick. O plano dela é trabalhar na casa da família por um período curto, de preferência sem atrair nenhuma atenção, até alcançar seu objetivo maior.

Só que, enquanto ela passa os dias limpando a cobertura deslumbrante e preparando pratos requintados para o casal, a Sra. Garrick nunca sai do quarto. Na verdade, as duas não foram sequer apresentadas. E Millie tem certeza de que já a ouviu chorando.

Certo dia, ao colocar a roupa para lavar, ela vê manchas de sangue na camisola da mulher. Não é a primeira vez, e Millie decide descobrir o que está acontecendo. Quando finalmente consegue entrar no quarto, o que vê lá dentro muda todos os seus planos.

Taí, os fãs de Freida McFadden devem estar vibrando de emoção, pois agora, além dos livros também poderão sentir a tensão das histórias da escritora nas telas.

06 março 2026

“Guerreiro de Sangue” desembarca nas livrarias brasileiras prometendo lutas épicas, guerra, política e tensão nas arenas

E aí galera que acompanha o “Livros e Opinião”, estão a fim de encarar a leitura de uma nova saga? Se vocês gostaram de Jogos Vorazes e “O Gladiador” – o primeiro livro e filme, o segundo só filme -  acho que também irão “nadar” na mesma praia de Guerreiros de Sangue, lançamento da Galera Record que chegou às livrarias no final de fevereiro. Este é o título do primeiro volume da saga Velha Therra da escritora Cecy Robson e que recebeu muitos elogios em seu lançamentos nos Estados Unidos. Agora, o livro chega ao Brasil para os leitores que são fãs de carteirinha de uma fantasia com toques de suspense e muita aventura.

O personagem principal da trama é Leith de Cinzarta que tem apenas uma chance para salvar a sua irmã que está muito doente: se tornar um gladiador e começar a lutar na arena que carrega um século de batalhas sangrentas, onde milhares de gladiadores mortos. Apenas um deles alcançará a glória.

Leith de Cinzarta acreditava que migrar para um novo reino e se voluntariar para lutar na arena de gladiadores, onde acontecem torneios cruéis e sangrentos nos quais apenas os mais fortes sobrevivem, o faria ganhar ouro suficiente para salvar a irmã enferma. Para ele, essa era sua única chance. Afinal, o que mais tinha a perder?

No entanto, o gladiador logo descobre o quanto estava enganado. Os torneios lhe arrancaram o que mais lhe importava: a esperança, a liberdade e sua própria humanidade.

Agora, tudo o que resta a Leith é um corpo marcado por cicatrizes e alimentado pela fúria e um coração endurecido por anos de luta.

Enquanto tenta sobreviver a mais uma batalha, ele conhece Maeve, a princesa élfica que representa tudo o que o gladiador mais odeia e despreza. Até que essa sedutora herdeira ao trono lhe faz uma proposta irrecusável: a chance de conquistar o cobiçado título de Guerreiro de Sangue… e, com ele, a liberdade.

Porém em um reino erguido sobre mentiras, a esperança sempre tem um preço — e Leith está prestes a descobrir que a liberdade pode custar mais caro do que ele imagina.

Vou ser sincero com você que está lendo esse post: achei a sinopse da história bem interessante; despertou o meu interesse pela obra, mesmo não sendo um grande fã de sagas.

Ainda de acordo com o release da editora, em Guerreiro de Sangue Cecy Robson constrói uma fantasia épica que aborda temas atuais, como políticas de imigração e corrupção. Afirma ainda que a obra é perfeita para os fãs dos grandes sucessos Quarta Asa e Trono de Vidro. Mas para mim, após ter lido a sinopse, Guerreiro de Sangue tem a “cara” de Jogos Vorazes e “Gladiador”; claro, guardadas as devidas proporções. E você também não achou?

O livro já está a venda nas livrarias virtuais nos formatos físico e kindle. E aí? Se interessou?

 

03 março 2026

Mulher em queda

Se eu tivesse que definir Mulher em Queda, livro que Colleen Hoover escreveu após ter ficado três anos sumida do mercado editorial, eu utilizaria a frase de um comentário que li no portal Skoob. A leitora escreveu mais ou menos assim: “O livro tem várias páginas girando em torno da mesma coisa, com excesso de palavras e pouca profundidade real!”. Cara, essa é a definição perfeita e objetiva para o novo livro de Hoover.

A autora enrolou muito, mas muito, de fato. A descrição de um beijo toma duas páginas; uma simples reflexão entre dois personagens consome mais duas páginas; uma revelação que caberia dentro de um ‘eu te amo’ ou ‘você é muito importante pata mim’, engole mais paginas; e por aí a narrativa vai se arrastando tornando grande parte a história rasa e sem profundidade. Acredito que toda essa enrolação seja num dos maiores ‘pecados’ de Mulher em Queda.

Há ainda um outro pecado, talvez até mais grave do que toda essa ‘enrolação’; vou revelar qual é: ele se chama engodo. Quando ‘digo’ engodo estou me referindo ao chamado ‘marketing popular’ que vários blogs e canais no Youtube fizeram, publicando postagens e vídeos onde revelavam que Mulher em Queda teria a mesma vibe do megassucesso Verity, primeiro thriller psicológico escrito pela autora e que explodiu em vendas, tornando-se um grande fenômeno no mercado editorial. E quer saber? Até o “Livros e Opinião” cometeu esse pecado (vejam aqui).

Verity foi publicado originalmente em 2018 nos Estados Unidos e dois anos depois no Brasil pela Galera Record. Para se ter uma ideia do tamanho do sucesso desse livro, basta expor que mesmo após mais de cinco anos de seu lançamento no Brasil, ele continua ocupando os primeiros lugares nas listas de livros mais vendidos; além de ter ‘virado’ um filme que deve estrear nos cinemas em outubro de 2026. Somado a toda essa expectativa, os meios de comunicação começaram a associar Mulher em Queda com Verity afirmando que que o primeiro também era um thriller psicológico nos mesmo moldes de Verity.

Pronto! Estava formada a tempestade perfeita com os seguintes elementos: o lançamento de um livro com a mesma premissa de outro que havia se transformado no passado, num fenômeno editorial; e o retorno de sua autora famosa, após ter ficado três anos sem ter escrito absolutamente nada.

Mas acontece que o enredo Mulher em Queda não tem nenhuma semelhança com Verity, passando muito longe de ser um thriller psicológico. O que estou querendo explicar é que o mais recente lançamento de CoHo se enquadra no gênero ‘dark romance’ que apesar de ser um gênero literário em ascensão, muitos leitores ainda não se adaptaram a ele.

Não são enredos adolescentes. Requerem “muita reflexão”, além de experienciar emoções fortes. É um gênero que está começando a romper a bolha recentemente e que não desfruta de um grande número de seguidores. Agora, voltando a nossa ‘tempestade perfeita’ junte aos elementos dessa tempestade um gênero literário não tão popular. Entenderam o porque da decepção dos leitores CoHo? Eles, com certeza, não são adeptos do ‘dark romance’ que geralmente começa com um vilão ou um anti-herói: um stalker, narcotraficante, um homem da máfia. Depois, junta-se a violência e a adrenalina a uma narrativa moralmente ambígua, onde os limites entre o certo e o errado são testados a cada página. Se identificarmos pelo menos um destes sinais, podemos ter a certeza que estamos perante um livro desse gênero.

Da mesma forma que a autora foi muito feliz, há sete anos, quando estreou no thriller psicológico com Verity, um gênero muito diferente do qual estava acostumada; agora, ao se arriscar – mesmo sem querer – no estilo dark romance, não teve a mesma receptividade.

Em Mulher em Queda, uma escritora famosa chamada Petra Rose que já arrebatou multidões e dominou as listas de livros mais vendidos, passa a sofrer de um bloqueio literário após ter sido muito criticada pela adaptação de uma de suas obras para o cinema. O ódio viral da internet a transformou em alvo fácil, e cada página em branco a qual não consegue escrever por causa de seu bloqueio é mais um lembrete de que a sua carreira pode estar chegando ao fim.

Desesperada para se reerguer, Petra se refugia numa cabana a beira de um lago, determinada a concluir o suspense que pode salvar sua vida profissional. Ela acredita estar sozinha, mas então...

Taí galera; quem sabe aqueles leitores que apreciem o gênero dark romance, possam acabar amando a história? Afinal de contas, não existem opiniões literárias unânimes. E isso serve também para Mulher em Queda, já que também li nas redes sociais alguns comentários de leitores que amaram a história. Não muitos, mas li.

Inté!

 

 

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