09 junho 2024

Chegando o momento de limpar as estantes e organizar os livros. Olha... no meu caso, é barra... pesada.

Amo ler, mas amo de paixão; prova disso é manter um blog dedicado a literatura por mais de 13 anos, mas quando o assunto é limpar e reorganizar estantes... o foco de interesse muda. Melhor, esse foco desvanece. Sei que muitos de vocês que estão lendo esse texto podem estar achando que sou incoerente porque quem gosta de ler também gosta de limpar o “berço” de seus “bebês” e reorganizá-los “confortavelmente” em suas “caminhas”. Mas eu não. Galera, me desculpem se cometi alguma ojeriza, mas estou sendo sincero com vocês, limpar estantes de livros, pelo menos a minha é barra pesada.

Costumo dizer que a estante da minha sala de leitura é uma estante de leitor guloso daqueles que apesar de terem uma “montanha” de obras ainda não lidas, vivem programando as compras de novos livros. E foi dessa maneira que os “berçários” dos meus “bebês” foram concebidos.

Quando contratei um marceneiro, amigo meu, para fazer o serviço, mesmo sabendo que os meus quinhentos e poucos livros caberiam tranquilamente num único conjunto de prateleiras, acabei pedindo que ele fizesse mais um conjunto. Pensei comigo: “tenho que ter espaço para acomodar os novos “bebês” que ainda irei adquirir. Resultado: para não deixar um conjunto de prateleiras vazias tive que redistribuir os livros nos dois espaços. Se por um lado foi bom já que essa redistribuição fez com que eu pudesse classifica-los por gêneros, por outro lado, as estantes ficaram com alguns “buracos” devido a minha ganância típica dos devoradores de livros. E assim, vem um novo resultado: muito mais espaços para limpar.

Estas duas estantes feitas em madeira branca MDF e fixadas em duas paredes (central e lateral) são altas, por isso necessito de uma escadinha para poder limpá-las no topo.

O processo é mais ou menos assim, primeiro: subo na escada e retiro todos os livros respeitando a sua classificação por gêneros; segundo: limpo toda a estante, primeiro com um pano seco, depois com um pano úmido e por fim com um lustra-móveis; terceiro: passo o espanador nos quinhentos e poucos “bebês”; e ufaaa, o quarto: recoloco todos os livros bem ajeitadinhos nas estantes.

Galera, no dia dedicado a essa limpeza dispenso a caminhada e a bicicleta ergométrica porque as subidas e descidas na “carrasca” da tal escadinha foram tantas que as pernas começam a miar.

Pois é, poderia até pedir para que a dona Ivone fizesse esse serviço para mim, mas acontece que ela já tem uma certa idade e por isso pensar em enfrentar a “carrasca de degraus” já seria um risco. Ainda me lembro da primeira vez que a dona Ivone chegou em casa – quando eu e Lulu a contratamos – olhou para as estantes e depois olhou para a escadinha e torceu a boca como que dizendo: “Filho, sinto muito, mas não dá”. ‘Entonce’, acredito que naquele momento, se a “carrasca” da escadinha fosse gente, o seu ego teria insuflado.

Ah! Antes que me esqueça; dona Ivone é a nossa faxineira. Ah! Antes, também, que me esqueça; Lulu me ajuda sim; revezamos na limpeza, apesar dos nossos afazeres profissionais. Afinal, pelo menos por enquanto, somos os únicos com coragem para enfrentar a dona “carrasca”.

Ok. Vou responder uma outra pergunta que vocês devem estar fazendo: “Por que não chamo uma outra pessoa para fazer esse trabalho?”.  Irmãos? Esqueça. Sobrinhos? Esqueça. Primos? Esqueça. Amigos? Também, esqueça. Todos eles tem as suas vidas, os seus aferes que são muitos. – “Beleza; então, pague uma outra pessoa ou um amigo ou colega para bater de frente com a “carrasca” – Já fiz isso, mas prefiro não arriscar novamente. Por que? Simples: No dia seguinte, tive que reorganizar os livros já que grande parte estava fora do lugar, sem contar alguns “bebês” que levaram um tombo “básico” do berço e se machucaram.

E pensar que brevemente teremos de reformar essa sala. Decidimos colocar gesso nas paredes e também no teto, além de mudar a iluminação. Lulu me disse tentando manter o ânimo: “Tem certeza disso?”. Depois, sem esperar a minha resposta, tacou: “Você tem razão; os nossos “bebês” merecem”. Mal sabe ela, o sufoco que já estou sentindo, bem antes da reforma.

E agora, vamos nós com a limpeza da nossa estante (rs). 

E assim, vamos nós com a limpeza da nossa estante (rs).

 

05 junho 2024

Um livro + um filme com plot twists que me impactaram (Parte II)

Estou aqui, novamente, galera. Na postagem anterior publiquei a primeira parte da lista de 10 livros e filmes com plot twists surpreendentes, daqueles que, de fato, impactam. Espero que os dois listões ajudem tanto os leitores quanto os cinéfilos na escolha de um livro ou filme.

Convido também os seguidores e demais visitantes do blog a deixar em seus comentários, sugestões de outros livros ou produções de cinema com plot twists impactantes. Sem mais delongas vamos para a conclusão da nossa lista com a publicação de mais cinco obras literárias e cinematográficas. Vou seguir a sequência do post anterior (ver a parte I aqui)

06 – Por trás de seus olhos e Corra!

Livro: Por trás de seus olhos (Sarah Pinborough)

Na minha opinião, a melhor definição para o plot twist de Por trás de seus olhos é “fora da casinha”. Que plot louco. Aliás, muito, mas muito louco; além da conta; surreal, na verdade. Sei lá como poderia definir aquilo.

O enredo criado por Sarah Pinborough é excelente e consegue prender o leitor. A sua narrativa cria em nós expectativas dúbias com relação aos personagens. Você não sabe quem está mentindo, quem está falando a verdade, enfim, quem é o gato ou o rato.

Então, quando os segredos desses personagens começam a ser desvendados, principalmente os segredos sinistros do estranho casal David e Adele, o leitor fica piradão porque a sua curiosidade cresce de tal maneira, ao ponto de você ir ‘engolindo’ as páginas para descobrir o que fulana ou sicrano estão tramando.

Mas aí, no ápice do enredo vem aquele final louco da porr... O que foi aquilo cara?!! Acho que a autora estava ‘mutcho loka’ naquele momento. Apesar de ter ficado completamente estonteado com aquele plot twist, gostei bastante do livro.

Informações técnicas

Editora: Intrínseca

Edição: 2017

Capa: Brochura

Páginas: 352

Dimensões: ‎ 23.2 x 15 x 2.2 cm

Filme: Corra! (Jordan Peele)

Vamos lá; vou tentar encontrar uma definição para a reviravolta que acontece perto do final no filme dirigido por Jordan Peele. Com certeza, o termo que mais se encaixaria seria: sombrio. Isto mesmo, achei aquele plot twist hiper-sombrio. Gostei bastante; apesar de vários cinéfilos não terem gostado.

Os melhores pontos do filme estão na construção do seu protagonista e em como a narrativa consegue envolver o público em uma atmosfera sufocante de perigo. São esses dois pontos – além do plot twist - que fizeram o público sair extasiado dos cinemas na época do lançamento do filme.

A atmosfera de perigo e tensão deixa quem assiste incomodado, nervoso e então, quando o personagem principal descobre o “balaio de gato” que se meteu, viche! Essa atmosfera enervante do filme explode.

Na trama, o personagem Chris (interpretado pelo ator britânico Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador. E quando descobre qual é essa aura perturbadora que a família de sua namorada consegue esconder muito bem... sai de baixo!

Informações técnicas

Ano de lançamento: 2017

Gênero: Terror/Suspense

Duração: 104 minutos

Elenco: Daniel Kaluuya, Alisson Williams, Catherine Keener, Bradley Whitford e Caleb Landry Jones

07 – Não conte a ninguém e Um sonho de liberdade

Livro: Não conte a ninguém (Harlan Coben)

Toda vez que vou comentar algo sobre o livro de Harlan Coben tenho o hábito de fazer uma analogia com um bolo de várias camadas; em cada uma delas, um recheio diferente. Por isso mesmo, cada uma dessas camadas apresenta uma surpresa para o nosso paladar. “Entonce”, esta é a melhor definição que encontro para Não Conte a Ninguém, considerado, até agora o melhor livro de toda a sua carreira literária de Coben.

Não Conte a Ninguém não é aquele livro que você vai lendo, vai lendo e  pensando apenas na chegada do plot twist final. Pelo contrário, a obra de Coben tem várias reviravoltas ao longo da trama que vão preparando o leitor para o grand finale. E quando esse grand finale chega... Coben em menos de meia página, arremata a história de uma maneira que deixa qualquer leitor de queixo caído. Este plot twist “miserável” (no bom sentido) muda grande parte do que você já tinha lido, além de alterar algumas reviravoltas anteriores. Não esperava de maneira alguma por aquela reviravolta no final da trama.

Não conte a ninguém foi um marco na carreira do escritor e até hoje é o seu livro mais popular.

No enredo, bem resumidamente, quando a mulher do conhecido médico Dr. David Beck é brutalmente assassinada, ele se torna o principal suspeito. Entretanto, por falta de provas, o caso acaba sendo fechado. Oito anos se passam e a polícia faz uma nova descoberta no local em que o corpo da mulher foi encontrado: dois cadáveres, que são motivo suficiente para reabrir o caso - e para lançar novas suspeitas sobre David Beck.

Como já expliquei acima, imagine, o enredo desse romance como um delicioso bolo com várias camadas de sabores diferentes, cada um desses sabores... um plot twist saboroso.

Informações técnicas

Editora: Arqueiro

Edição: 2009

Capa: Brochura

Páginas: 256

Dimensões: 22.8 x 15.6 x 1.8 cm

Filme: Um sonho de liberdade (Frank Darabont)

O plot twist no final do filme “Um sonho de liberdade” baseado em um conto escrito por Stephen King é estupidamente delicioso. Você gosta de uma cervejinha? Já tomou uma estupidamente gelada? Então, imagine a reviravolta final do filme de Frank Darabont (“O Nevoeiro”, também do Tio King) como sendo essa cervejinha que você toma com muito prazer. Uma reviravolta inteligente, emocionante e mais do que redentora.

“Um sonho de liberdade” se passa em 1947, quando o banqueiro Andy Dufresne (Tim Robbins) é condenado pelo assassinato de sua esposa e do amante dela, sendo sentenciado a duas prisões perpétuas a serem cumpridas na Penitenciária Estadual de Shawshank. Lá, ele fica amigo do contrabandista Ellis Boyd "Red" Redding (Morgan Freeman), outro detento que também está servindo em prisão perpétua. "Red" adquire um pequeno martelo de geólogo e depois um pôster de Rita Hayworth a pedido de Andy. Quando você descobre o porquê desse pedido, vem a deliciosa surpresa, o delicioso plot twist a ser saboreado com “ares” de uma cervejinha estupidamente gelada.

Informações técnicas

Ano de lançamento: 1994

Gênero: Drama

Duração: 142 minutos

Elenco: Morgan Freeman e Tim Robbins

08 – Pequenas grandes mentiras e O sexto sentido

Livro: Pequenas grandes mentiras (Liane Moriarty)

A leitura de Pequenas grandes mentiras é bem fluida e a trama reserva algumas reviravoltas incluindo o plot twist final bem ao estilo “Hercule Poirot”. Não tem como não fazer uma analogia com os livros do famoso detetive belga escritos por Agatha Christrie. Não estou querendo dizer que Moriarty “implantou” em seu enredo um detetive para solucionar um crime que acontece logo no início da história, mas só é esclarecido no final. Nada disso; esqueça o detetive inteligente e com uma alta capacidade de dedução. O que estou querendo explicar é que nas últimas páginas de Pequenas grandes mentiras a autora reúne todos os principais personagens num local – uma varanda, para ser mais específico – e então, pimba! O culpado pela morte de fulano é revelado. Mais do que isso, o nome da vítima também é revelado. 

Taí! Méritos para Moriarty que conseguiu criar dois plot twists finais numa tacada só: a revelação do nome do criminoso (a) e também do nome da vítima. Bem diferente dos livros policiais onde a vítima é conhecida logo no início, deixando os holofotes para o seu algoz que é revelado apenas no “The End” da trama.

Achei esse estilo de criação de um plot twist muito interessante. Prende bem mais a nossa atenção.

Informações técnicas

Editora: Intrínseca

Edição: 2015

Capa: Brochura

Páginas: 400

Dimensões: 22.8 x 16 x 2.2 cm

Filme: O sexto sentido (M. Night Shyamalan)  

 

 “O sexto sentido” imortalizou a frase: “Eu vejo gente morta” pronunciada pelo, na época, garoto Joel Osment que viveu nas telas uma criança que via o espírito de pessoas mortas à sua volta.

Juro que pensei duas, três, quatro e até mesmo cinco vezes se colocaria ou não nessa lista o filme de M. Night Shyamalan. Não que o filme seja ruim, muito longe disso; o motivo foi apenas a possível falta de interesse que os cinéfilos passaram a ter pela produção. Este fenômeno curioso aconteceu por culpa do seu estrondoso sucesso que invadiu as redes sociais e as mídias de um modo geral, fazendo com que ao longo desses 25 anos, o seu final tão impactante deixasse de ser tão impactante por causa dos inúmeros spoilers que rolaram no boca a boca e também nas redes. Aliás, memes sobre “O Sexto Sentido” é o que não faltam nos Faces, Insta e X “da vida”. Mas para aqueles que ainda não conhecem o final da trama de Shyamalan, podem se preparar para o impacto. Mas tudo bem, decidi por incluir o filme na lista e aí está ele.

“O sexto sentido” traz Bruce Willis no papel de um conceituado psicólogo infantil, Dr. Malcolm Crowe, que vive atormentado pela terrível lembrança de um jovem paciente que ele não foi capaz de ajudar no passado. Quando o psicólogo encontra Cole Sear (Haley Joel Osment), um garoto de 8 anos assustado e confuso, com um problema similar, Dr. Crowe procura redimir seu erro do passado, fazendo tudo que pode pelo menino. A surpresa final para os poucos cinéfilos que ainda a desconhecem é um soco no estômago. Pontos para M. Night Shyamalan.

Informações técnicas

Ano de lançamento: 1999

Gênero: Drama/Suspense

Duração: 107 minutos

Elenco: Bruce Willis, Haley Joel Osment e Toni Collette)

09 – As sobreviventes e Clube da luta

Livro: As sobreviventes (Riley Sager)

As sobreviventes é mais um exemplo de livro com várias reviravoltas e não apenas com um plot twist final. Apesar de ter descoberto o último plot algumas páginas antes do “the end” não posso negar que a trama criada por  Riley Sager prendeu bastante a minha atenção. Mesmo tendo “matado” o plot twist principal do romance, ele é fantástico e por isso, torço para aqueles que forem ler o livro que não o descubram antes.

As sobreviventes tem outras reviravoltas menores no decorrer da trama que também provocam surpresas na galera, além disso, a escrita de Riley Sager também é muito fluida.

O enredo explora o drama de três mulheres estranhas – Quincy, Lisa e Samantha – ligadas por traumas semelhantes. A história é narrada, em grande parte, em primeira pessoa pela personagem Quincy Carpenter.

Há 10 anos, quando ainda era uma estudante universitária, ela viajou durante as férias com os seus melhores amigos para um chalé isolado, localizado próximo a uma floresta, o Chalé Pine. Quincy retornou sozinha. Ela foi a única vítima que restou de um crime pavoroso. Um bloqueio na memória de Quincy não a deixa se lembrar dos acontecimentos daquela noite horripilante, e agora a jovem tenta seguir em frente, criando um mundo totalmente separado daquilo que viveu. Ou sobreviveu ...

Mas quando algo terrível acontece com uma das outras duas sobreviventes, uma delas procura Quincy trazendo à luz os segredos obscuros de cada uma dessas sobreviventes.

Informações técnicas

Editora: Gutemberg

Edição: 2017

Capa: Brochura

Páginas: 336

Dimensões: 22.8 x 16 x 2 cm

Filme: Clube da Luta (David Fincher)

Em “O Clube da Luta”, Edward Norton é um sujeito insatisfeito com sua vida e carreira. Ele sofre de insônia e constantemente frequenta grupos de apoio para se sentir mais vivo. Durante uma viagem de negócios, ele conhece Tyler Durden, um carismático vendedor de sabonetes e anarquista. Juntos, eles formam o Clube da Luta, um espaço secreto onde homens lutam para extravasar suas frustrações. Tudo vai bem até que uma mulher sensual e excêntrica (Helena Bonham Carter) entra na jogada e desencadeia uma situação fora de controle, rumo ao caos.

Quando o personagem de Norton que também é o narrador da trama resolve dar um basta nesta história, Tyler desaparece. É na sua busca frenética pelo seu sócio que o narrador descobre algo que explode sua cabeça (assim como a nossa).

Informações técnicas

Ano de lançamento: 1999

Gênero: Drama

Duração: 139 minutos

Elenco: Edward Norton, Brad Pitt e Helena Bonham Carter

10 – Deixei você ir e Psicose

Livro: Deixei você ir (Clare Mackintosh)

O plot de Deixei você ir é incrível e, com certeza, vai surpreender os leitores. Logo no final da primeira parte do enredo somos apresentados a uma das reviravoltas mais fantásticas que eu já vi nos meus muitos anos de leitor. Levei um verdadeiro tapa na cara, e depois desse tapa não via a hora de chegar ao fim da narrativa para saber o seu desfecho. Perto do final vem outro tapa e bem dado.

Em Deixei Você Ir, uma criança de cinco anos morre atropelada em uma rua de Bristol, Inglaterra, depois de ter soltado a mão da mãe

em um dia chuvoso. O motorista do carro que o atinge acelera e foge. Desvendar sua morte vira um caso para o detetive Ray e seus colegas, Kate e Stumpy. Determinado a encontrar o assassino, Ray se vê consumido a ponto de colocar tanto a vida profissional quanto a pessoal em jogo.

Jenna, assombrada pela morte do menino, abandona tudo e se muda para uma pequena cidade costeira do País de Gales. Ela passa os dias em seu chalé tentando esquecer as lembranças do terrível acidente e aos poucos começa a ter algo parecido com uma vida normal e vislumbrar a felicidade em seu futuro. Mas o passado vai alcançá-la, e as consequências serão devastadoras.

Informações técnicas

Editora: Intrinseca

Edição: 2017

Capa: Brochura

Páginas: 384

Dimensões: 22.86 x 16 x 2.03 cm

Filme: Psicose (Alfred Hitchcock)

Cá entre nós, não há como falar de reviravoltas sem citar o clássico atemporal “Psicose”. Considerado até hoje um dos melhores filmes de Hitchcock, “Psicose” nos apresenta ao icônico personagem Norman Bates. A trama acompanha a secretária Marion Crane, que acaba indo parar num motel decadente gerenciado por Norman, o Motel Bates.

Norman é o típico exemplo do sujeito simpático e tímido, mas também estranho. Com o desenrolar da trama, descobrimos que ele tem uma mãe controladora e doentia. Mais tarde, Marion acaba sendo assassinada a facadas pela mãe de Norman. Agora a irmã da jovem, Lila, tenta descobrir a verdade sobre o desaparecimento de Marion. O plot twist deste filme é provavelmente um dos melhores do cinema; um baita clássico.

Informações técnicas

Ano de lançamento: 1960

Gênero: Terror/Suspense

Duração: 109 minutos

Elenco: Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles e John Gavin

Taí galera, espero que vocês tenham apreciado a nossa lista. Fiquem a vontade para indicar em seus comentários outros livros e filmes com plot twists capazes de dar um nó em nossas cabeças.

Inté!

 

01 junho 2024

Um livro + um filme com plot twists que me impactaram (Parte I)

Da mesma forma que tenho paixão por livros também tenho paixão por filmes. E se ambos tiverem plot twists, Uau! O ‘bolo’ fica mais gostoso ainda. Aliás, considero o plot twist a cereja desse bolo. Definitivamente amo aquelas reviravoltas na trama que deixam os leitores e os cinéfilos atordoados e de boca aberta balbuciando: O queeeeee foi isso?!

Tudo bem que ultimamente estou lendo mais do que assistindo mais, mas isso não quer dizer que não goste de uma boa produção cinematográfica com um plot twist aguçando a trama. Nesta postagem tive a ideia de selecionar oito livros e filmes que li e assisti e que tiveram plot twists que amei. Lembrando que as oito obras literárias e os oitos filmes não tem nenhuma relação entre si, a não ser os plot twists. Outro lembrete é que resolvei dividir essa postagem em duas partes para que não ficasse tão extensa. Vamos aos livros e também aos filmes.

01 – Mentirosos e Ilha do medo

Livro: Mentirosos (E. Lockhart)

O final da trama não é só surpreendente – e quando digo surpreendente, estou querendo dizer algo do tipo: tirar completamente o chão dos leitores – mas emocionante até a última gota.

A tal virada surpreendente acontece no último capítulo intitulado ‘Verdade’. Garanto que é algo bombástico e porque não... inimaginável. É a partir daí que todos os esclarecimentos envolvendo os quatro personagens principais da trama chegam à tona.

Na trama de Mentirosos, os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano eles passam as férias de verão numa ilha particular. Cadence — neta primogênita e principal herdeira —, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. Cadence admira Gat por suas convicções políticas e, conforme os anos passam, a amizade com aquele garoto intenso evolui para algo mais. Mas tudo desmorona durante o verão de seus quinze anos, quando Cadence sofre um estranho acidente do qual não se recorda. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu. E quando ela descobre... vem a surpresa arrebatadora.

Informações técnicas

Editora: Seguinte

Edição: 2014

Capa: Brochura

Páginas: 272

Dimensões: ‎20.6 x 13.6 x 1.8 cm

Filme: Ilha do medo (Martin Scorsese)

M-y  G-o-d !! Que final foi aquele??!! Da mesma forma que fiquei estonteado com o capítulo final de Mentirosos também fiquei estonteado com o final do filme dirigido pelo gênio Martin Socrsese. A cena final com o Leonardo di Caprio foi um verdadeiro baque, uma pancada nos cinéfilos que assistiram ao filme.  Garanto que o final de “A Ilha do Medo” consegue dar um nó na cabeça de qualquer um. Na minha opinião está na lista dos cinco melhores plot twists do cinema de todos os tempos.

A trama se passa nos anos 1950, quando a fuga de uma assassina leva o detetive Teddy Daniels e seu parceiro Chuck a investigarem o seu desaparecimento de um quarto trancado em uma prisão psiquiátrica localizada numa ilha remota. Lá, uma rebelião se inicia e o agente terá que enfrentar seus próprios medos.

Informações técnicas

Ano de lançamento: 2010

Gênero: Suspense

Duração: 138 minutos

Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Bem Kingsley e Max von Sydow

02 – Eles merecem a morte e As duas faces de um crime

Livro: Eles merecem a morte (Peter Swanson)

Eles merecem a morte tem porradas para nocautear qualquer leitor. São quatro porradas, daquelas que fazem você perder o rumo. As três primeiras irão deixar o leitor desorientado e de queixo caído. Já a última chega para completar o serviço. 

Peter Swanson, no início de seu enredo, nos conduz para um desfecho dentro da normalidade, ‘entonce’, a partir da página 136, de sopetão, vem a primeira reviravolta que mexe com toda a trama e modifica o chamado ‘modus operandi’ de alguns personagens. Fiquei impactado.

As duas outras porradas no decorrer da história não tiram o chão do leitor, como a primeira, mas também são ‘trucões pesados’ e desnorteiam. O autor faz você pensar que vai acontecer algo, mas esse algo não acontece. Então, você para e diz: “ué, cadê?!” Quando se recupera dessa surpresa e prossegue a leitura, chega o ‘golpaço’ inesperado.

Aí chega a quarta pancada; quero ‘dizer’ a quarta reviravolta – já no final do enredo - que com apenas apenas oito linhas consegue, novamente deixar o leitor boquiaberto.

Na trama, Ted Severson e Lily Kintner se conhecem na sala de espera do aeroporto de Heathrow, em Londres, aparentemente de maneira casual. Embalados por drinques despretensiosos e motivados pelo longo atraso no voo noturno que os levará de volta a Boston, os dois iniciam uma estranha brincadeira de revelar grandes segredos um ao outro. Então, Ted acaba falando sobre a traição de sua esposa, Miranda, e da vontade que sente de matá-la. Curiosamente, Lily se prontifica a ajudá-lo, o que faz com que um improvável relacionamento seja selado entre eles.

Informações técnicas

Editora: Globo

Edição: 2016

Capa: Brochura

Páginas: 302

Dimensões: ‎ 23 x 16 x 2 cm4

Filme: As duas faces de um crime (Gregory Hoblit)

Neste filme de Gregory Hoblit vemos um homem diagnosticado com transtorno dissociativo de identidade – condição que várias pessoas conhecem como transtorno de múltiplas personalidades - ser acusado de um crime hediondo. Conforme a investigação se desenrola e as camadas vão sendo expostas, acabamos descobrindo no desfecho da trama que ... Bem, melhor parar por aqui porque o plot twist final é chocante. Algo que jamais poderia passar pela cabeça do cinéfilo que acompanha a trama.

A conversa final entre o homem acusado do crime e o seu advogado – vividos por Edward Norton (seu papel de estreia) e Richard Gere, respectivamente – é uma obra de arte; quanto a revelação final, então... chega a paralisar quem está assistindo ao filme.

Informações técnicas

Ano de lançamento: 1996

Gênero: Policial/Drama/Suspense

Duração: 129 minutos

Elenco: Richard Gere, Edward Norton, e Laura Linney

03 – A verdade sobre o Caso Harry Quebert e Seven: Os sete crimes capitais

Livro: A verdade sobre o Caso Harry Quebert (Joël Dicker)

Se você estiver a procura de um livro com muitos plot twists, A verdade sobre o Caso Harry Quebert (veja a resenha aquié a ‘pedida’ certa. O livro do escritor suíço Joël Dicker trem um mar de reviravoltas. Mal o leitor acaba de absorver um impacto, logo em seguida chega outra porrada. Para aqueles que amam plot twists, é uma obrigação ler esse romance.

Imagine você participando de uma luta de boxe, enfrentando um campeão que estivesse te cobrindo de golpes. O primeiro dessas porradas – aquela na qual irá se basear todos os mistérios do enredo – acontece logo de cara no segundo capítulo. Depois, aos poucos, vão chegando os outros plot twists que se tornam cada vez mais surpreendentes com o virar das páginas. O leitor, meio cambaleando, ainda consegue aguentar essas reviravoltas na trama, perplexo, mas consegue; só que os três golpes finais são verdadeiros ‘uppercut’ desferido de baixo para cima no queixo. Cara, você não resiste, vai acabar indo à lona.

A verdade sobre o caso Harry Quebert conta a história do desaparecimento misterioso de Nola Kellergan, uma adolescente de quinze anos, que é vista pela última vez sendo perseguida na floresta que margeia a pequena cidade de Aurora, em New Hampshire. Ela nunca mais é encontrada. O fato mexe com todos os moradores do pacato lugar.

Trinta e três anos depois, Marcus Goldman, um jovem escritor de sucesso, deixa Nova York para ir a Aurora encontrar seu amigo e professor, o respeitado romancista Harry Quebert, na esperança de conseguir se livrar de um bloqueio criativo. Neste período em que fica em Aurora, um fato inusitado, faz com que Marcus se veja obrigado a começar uma investigação, por conta própria, sobre o estranho desaparecimento de Nola. A partir daí uma teia de segredos vai emergindo, surpreendendo Goldman e também os leitores.

Informações técnicas

Editora: Intrínseca

Edição: 2014

Capa: Brochura

Páginas: 576

Dimensões: 22.8 x 15.4 x 3 cm

Filme: Seven – Os sete crimes capitais

Acredito que a maioria dos leitores que acompanham esse espaço e que além dos livros nutre uma grande paixão por filmes, principalmente policiais, já assistiram “Seven: Os sete pecados capitais”. Por isso, já conhecem a história daqueles dois detetives, um novato e esperançoso, o outro veterano e amargurado que investigam o caso envolvendo um serial killer que mata de acordo com os sete pecados capitais. Os dois policiais brilhantemente vividos por Morgan Freeman (o policial veterano) e Brad Pitt (o policial novato) receberam inúmeros elogios de crítica e público pelas suas atuações.

Creio que você que assistiu ao filme ainda se sente impactado pelo seu final. Estou certo? Aquela cena do personagem do Morgan Freeman abrindo uma caixa, vendo o que havia dentro dela, e começando desesperadamente gritar para que o seu parceiro larguesse a arma:

- Mills! Largue a arma!!

- Mills, jogue a arma longe!!

- Mills, jogue a arma no chão!!

Enquanto isso ouvimos o diálogo tenso entre os personagens de Brad Pitt (Mills) e Kevin Spacey (serial killer) até aquele final arrebatador que, certamente, deixou marcas profundas em quem assistiu ao filme.

Brrrrr!!! PQP! Sinto arrepios até hoje.

Informações técnicas

Ano de lançamento: 1995

Gênero: Policial/Drama/Suspense

Duração: 127 minutos

Elenco: Morgan Freeman, Brad Pitt, Kevin Spacey e Gwyneth Paltrow

04 – Os sete minutos e A órfã

Livro: Os sete minutos (Irving Wallace)

Quando estou reunido com alguns amigos e o assunto é plot twists, sempre digo que Irving Wallace deu uma tremenda rasteira em seus leitores no romance Os Sete Minutos. A revelação de um segredo que acontece durante um julgamento num tribunal é de derrubar o queixo, os olhos, o nariz, enfim, a cabeça inteira. Exclamei um “Que é isso!!” ‘umas’ três ou quatro vezes. É o tipo de reviravolta gostosa daquelas que limpa a alma de qualquer leitor que torce pelo protagonista da trama.

Wallace narra a saga de um misterioso escritor chamado J.J. Jadway que escreveu um livro que ganhou a marca do romance mais injuriado e polêmico de todos os tempos. A obra chamada “Os Sete Minutos” é tida pelos jornais e críticos como o livro mais pornográfico já escrito desde que Gutenberg descobriu a imprensa.

Na época de seu lançamento, “Os Sete Minutos” escandalizou toda a sociedade e ficou proibido durante 35 anos, ganhando o status de obra maldita, mas por outro lado cultuada. Quanto a J.J. Jadway, se tornou um mito, uma verdadeira lenda.

Por causa de seu livro polêmico, há três décadas e meia, Jadway acabou sendo expatriado e a partir daquele momento ninguém nunca mais souber informar o seu paradeiro: se ele está vivo ou morto. O lendário escritor que havia revolucionado a linguagem dos romances convencionais, após cair em desgraça por causa de sua obra, simplesmente desapareceu, mas “Os Sete Minutos” continuaria causando furor.

Decorrido todo esse tempo, uma editora resolveu relançar o polêmico  romance, mas um ambicioso e retrógrado promotor de uma pequena cidade americana, ainda entendia que o livro se tratava de uma obra obscena. Por isso, o magistrado acaba prendendo um pacato livreiro que vendia exemplares de “Os Sete Minutos” em sua loja.

De acordo com o código penal da Califórnia, em seu artigo 31, a venda de material obsceno é crime passível de prisão. Para complicar ainda mais a vida do pobre livreiro, a obra teria sido a causa de um estupro brutal seguido de homicídio. Um adolescente afirma que após ler o texto maldito de Jadway, teria perdido o controle, vindo a estuprar e matar uma jovem.

Leitores... preparem-se para a incrível reviravolta na trama envolvendo o personagem J.J.Jadway. C-a-r-a-c-u-l-a-s!

Informações técnicas

Editora: Best Seller

Edição: 2007

Capa: Brochura (edição de bolso)

Páginas: 854

Dimensões: 17.8 x 12 x 4.2 cm

Filme: A órfã (Jaume Collet-Serra)

Chocante! Que finalzinho “desgramento”. Tá loko!! Jamais passou pela minha cabeça que aquela criança fosse... My God!

Lançado em 2009, A Órfã conseguiu a façanha de deixar espectadores do mundo todo de boca aberta com seu plot twist para lá de inesperado. O que parecia ser outra história de criança assassina que atormenta todos ao seu redor, tomou um rumo sinistro quando descobrimos que as coisas não são exatamente o que parecem e que a criança…

Dirigido por Jaume Collet-Serra, responsável por A Casa de Cera (2005), e protagonizado por Vera Farmiga (Invocação do Mal) e Peter Sarsgaard (A Chave Mestra), A Órfã conta a história de Kate e John Coleman, que, após perderem a filha durante o nascimento, resolvem adotar uma garotinha russa de 9 anos chamada Esther. Entretanto, a menina não é tão inocente quanto parece e inicia um reinado de terror na residência da família, principalmente contra os outros dois filhos do casal, Max e Daniel.

Informações técnicas

Ano de lançamento: 2009

Gênero: Terror/Suspense

Duração: 123 minutos

Elenco: Vera Farmiga, Peter Sarsgaard e Isabelle Fuhrman

05 – Flores partidas e Os outros

Livro: Flores Partidas (Karin Slaughter)

Após ter lido Flores partidas de Karin Slaughter comecei a questionar algumas verdades sobre o ser humano. A partir daí uma pergunta começou a martelar em minha mente: “Será que nós conhecemos as pessoas com as quais convivemos, aquelas que fazem parte do nosso círculo de amizade?” Pessoas daquele tipo que nós podemos afirmar: “Por ele (a) coloco não a minha mão, mas a minha cara no fogo”. Pois é, esse romance faz com que você lance esses questionamentos.

A personagem Claire se viu questionando todas as suas verdades, perdida em uma trama de segredos, manipulação e perversão reveladas a partir da morte de Paul, seu marido. 

Na trama, Slaughter nos apresenta a três irmãs, sendo que uma delas está desaparecida há muitos anos. Com o virar das páginas veremos como este evento está diretamente ligado ao assassinato do esposo de umas delas.

Flores Partidas é uma leitura muito pesada, por isso, os leitores mais sensíveis devem ter um certo cuidado por que a trama tem muitos gatilhos. Quanto ao plot twist final, fantástico.

Informações técnicas

Editora: Harper Collins

Edição: 2016

Capa: Brochura

Páginas: 464

Dimensões: 23 x 15.2 x 2.2 cm

Filme: Os outros (Alejandro Amenábar)

O final de “Os outros” consegue desconstruir todo o filme. O que estou querendo explicar é que a reviravolta nos últimos minutos da trama modifica tudo o que você já estava dando como certo e sacramentado na história; então vem aquela surpresa que quase lhe derruba do sofá.

Na trama do cineasta chileno-espanhol, Alejandro Amenábar, na isolada Ilha de Jersey, no final da Segunda Guerra Mundial, Grace (Nicole Kidman) aguarda o retorno de seu marido do campo de batalha. Em uma bela e espaçosa mansão, ela vive com seus dois filhos acreditando estar mantendo-se em segurança. Mas tudo isso é pura ilusão.

Quando novos criados chegam para substituir os antigos que sumiram misteriosamente, eventos assustadores e sobrenaturais começam a se desenrolar. A filha de Grace diz estar mantendo contato com aparições inexplicáveis. Inicialmente, Grace se mostra relutante em acreditar em tais aparições, mas logo começa também a sentir a assustadora presença de outras pessoas em sua casa. Quem serão eles?

Se preparem para o final que como já revelei acima, consegue desconstruir quase todo o filme.

Informações técnicas

Ano de lançamento: 2001

Gênero: Terror/Suspense

Duração: 104 minutos

Elenco: Nicole Kidman, Alakina Mann e Fionnulla Flanagan

No próximo post do blog volto com a publicação da segunda parte dessa postagem, apresentando mais cinco livros e filmes com finais surpreendentes.

Até lá!

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