05 setembro 2026
Edição Especial de 20 Anos de Gomorra (Roberto Saviano): O Livro Que Não Sai da Minha Lista de Desejos
Gomorra.
Tá aí um livro que eu gostaria de ganhar. Desculpe-me abrir este post já com
uma cantada literária, logo de cara (rs). Fazer o quê? O livro de Roberto
Saviano é um dos meus maiores desejos de consumo e só não comprei até agora por
causa do “Sr. Cartão”, que vive puxando as minhas orelhas. Por isso, tive que
adiar a compra de novas obras que venho desejando há alguns meses. Tive muitos
gastos extras: saúde e carro, principalmente, e, com isso, os livros — as
minhas maiores paixões — estão tendo que esperar um pouco mais. Na realidade,
estou vivendo de “doações” de algumas editoras que enviam volumes para análises
e resenhas, mas grande parte deles não "bate" com os gêneros
literários que aprecio.
Então... no início desta semana, fiquei sabendo que a
editora Record lançou uma edição especial de Gomorra para comemorar os 20 anos
de publicação da obra de Saviano. Cara, o livro não tem capa dura e muito menos
páginas em papel especial, marcadores de páginas, lombadas trabalhadas ou
letras em alto-relevo. Esqueça tudo isso. Esta nova edição é em brochura
simples, mas, quando olhei para aquela capa na cor vermelho-vivo com letras
pretas, os meus batimentos cardíacos aceleraram. E, depois que fiquei sabendo
que a obra tem um novo prefácio no qual o escritor e jornalista italiano conta
tudo o que passou e as consequências que o livro trouxe para sua vida, o meu
desejo de tê-lo em minhas mãos subiu às alturas; mas, na mesma hora, o meu
cartão deu um novo puxão de orelha — e daqueles bem doídos (rs).
Gomorra
tornou-se um fenômeno global de vendas — superando a marca de 10 milhões de
exemplares mundialmente — porque desmistificou completamente a imagem
romantizada da máfia italiana, revelando sua conexão direta com a economia
global e o capitalismo moderno. Em vez de retratar criminosos de terno sob o
comando de um "Padrinho" tradicional, o livro escancara uma estrutura
corporativa brutal e altamente lucrativa. Ao contrário de filmes como O
Poderoso Chefão, que trazem uma visão glamourizada do crime, o texto de
Saviano mostra o lado degradante e caótico da organização (como o tráfico de
lixo tóxico e a exploração da miséria urbana). Enfim, o autor desconstrói o
mito do criminoso elegante, expondo uma rotina marcada pela crueldade
mesquinha, corrupção estrutural e destruição ambiental na região da Campânia.
Para conseguir informações privilegiadas, ele se infiltrou na violenta máfia
napolitana por cinco anos e recolheu dados sobre o sistema global e elaborado
dos clãs da Camorra.
O livro bombou em todo o mundo: além de ter vendido
milhões de exemplares, foi adaptado para o cinema e para a televisão, ganhou
prêmios e, na contramão do sucesso, tirou o direito de Saviano viver sem uma
escolta policial ao seu lado — após ter sido ameaçado de morte.
Pois é, galera, o sucesso de Gomorra cobrou um preço
muito alto do jornalista, que passou a viver de forma invisível, cercado por
guarda armada, não podendo mais ter uma rotina comum. O exílio e a vigilância
constante tornaram-se parte indissociável de sua existência e de sua trajetória
pública. Em resumo: tornou-se um recluso.
Tá aí um livro para ser lido e devorado.
19 agosto 2026
Phoebe Berman Perdeu Tudo: O Fenômeno do TikTok com a mesma ‘vibe’ de O Diário de Bridget Jones
Alguém que está lendo
este post agora, por acaso, já devorou as páginas de “O Diário de Bridget
Jones”? Amou ou pelo menos gostou do livro que se tornou um fenômeno
voltado para o público adulto na faixa dos 30 anos (o público jovem adulto)? Se
você, neste momento, está balançando a cabeça num “sim” frenético e silencioso,
saiba que tenho uma novidade que certamente vai deixá-lo muito feliz.
Anote aí: a Verus Editora
lançou, há poucas semanas, um livro com a mesma “vibe” de “O Diário de Bridget
Jones” — obra que bombou em vendas em 1996 e chegou a ganhar uma adaptação
cinematográfica. Estou me referindo a “Phoebe
Berman Perdeu Tudo”, romance de estreia de Brooke Averick, criadora de
conteúdo, podcaster e autora americana que ganhou fama no TikTok durante a
pandemia de 2020 com vídeos de comédia.
A boa
notícia para os leitores que estavam à procura de uma história nos moldes da
obra de Helen Fielding é que “Phoebe
Berman Perdeu Tudo”, apesar de ter sido lançado há pouquíssimo tempo (27 de
julho), já explodiu no BookTok. A comédia romântica cativou o público ao
misturar vulnerabilidade, bom humor e ansiedade de forma realista — exatamente
a mesma fórmula de sucesso adotada por Fielding e que conquistou,
principalmente, as leitoras “trintonas” (embora muitos leitores trintões também
tenham embarcado nessa onda).
Além do
BookTok, “Phoebe Berman Perdeu
Tudo” vem recebendo muitos elogios em outras redes sociais literárias.
Confesso a vocês que, após ler tantos comentários positivos, fiquei com muita
vontade de ler a obra de Averick, a qual, aliás, já incluí na minha lista de
leituras.
Mas vocês
devem estar curiosos para saber por que os dois livros compartilham a mesma
atmosfera. Vamos lá! “Phoebe
Berman Perdeu Tudo” tem exatamente a essência de uma comédia romântica
clássica e caótica no estilo de “O Diário de Bridget Jones”.
Conversei
com duas amigas que leram os dois livros — ou melhor, que leram “O Diário de
Bridget Jones” e ainda estão lendo “Phoebe Berman Perdeu Tudo” — e, segundo elas, as
duas narrativas têm muitos detalhes em comum. Vamos conferir algumas
semelhanças? Anotem aí:
- A crise da idade: Bridget Jones vive a pressão dos
trinta e poucos anos, que exige conquistas sociais. Já Phoebe Berman está a
exatamente um mês de completar 30 anos e entra em pânico por se ver como uma
"romântica de carteirinha" que ainda é virgem.
- A protagonista imperfeita e real: Assim como Bridget, Phoebe é uma personagem
cheia de falhas, humana e com uma ansiedade paralisante, o que gera situações
absurdamente constredundoras e divertidas.
- Listas e metas: Bridget foca em controlar calorias,
cigarros e namorados em seu diário. Phoebe cria a icônica "Lista da Phoebe
para perder a virgindade em trinta dias" para tentar assumir o controle da
própria vida.
- O caos amoroso: A vida de Phoebe passa de zero a
três pretendentes ao mesmo tempo (incluindo o clássico clichê de dividir o
apartamento com um deles), lembrando muito a clássica indecisão amorosa de
Bridget entre Daniel Cleaver e Mark Darcy.
Tá aí,
galera! Dois livros que exploram o gênero chick-lit na literatura (ficção focada em questões da
mulher moderna). Se você leu e gostou de “O Diário de Bridget Jones”, fica o
convite para ler também “Phoebe
Berman Perdeu Tudo”.
Ah! Tem
mais uma coisinha: a exemplo de Bridget Jones, que virou filme, Phoebe Berman
também está com destino garantido para as telas. Segundo informações exclusivas
da Variety, a Netflix
adquiriu os direitos de adaptação do romance de estreia de Brooke Averick.
Até a
próxima!


