Eles Merecem a Morte

11 janeiro 2019

O livro tem porradas para nocautear qualquer leitor. Quando digo ‘porradas’ estou me referindo as reviravoltas na trama. E essas três porradas de “Eles Merecem a Morte”, com certeza, vão deixar o leitor completamente desorientado e de queixo caído. Peter Swanson, no início de seu enredo, nos conduz para um desfecho dentro da normalidade, ‘entonce’, a partir da página 136, de sopetão, vem a primeira pancada. Esta primeira reviravolta mexe com toda a trama e modifica o chamado ‘modus operandi’ de alguns personagens. Também é nesta parte do romance que você conhece... bem vou ficar na minha, para não liberar spoilers, por mínimos que sejam, para não estragar a história. Basta dizer que fiquei impactado.
As duas outras porradas no decorrer do romance não tiram o chão do leitor, como a primeira, mas também são ‘trucões pesados’ e desnorteiam. O autor faz você pensar que vai acontecer algo, mas esse algo não acontece. Então, você para e diz: “ué, cadê?!” Quando se recupera dessa surpresa e prossegue com a leitura, chega o ‘golpaço’ inesperado.
Além dessas três reviravoltas maiores em “Eles Merecem a Morte”, nós ainda somos brindados com várias outras surpresas, incluindo o final, que transformam o livro de Swanson numa verdadeira caixinha de surpresas. E por falar no “The End”, se prepare para o parágrafo final, onde está reservada uma nova e definitiva guinada no enredo. Resumindo: mais porrada. Aliás, Swanson foi um gênio, pois em apenas oito linhas, ele conseguiu, novamente, deixar o leitor boquiaberto, arrematando a história.
Quando decidi ler o livro já tinha conhecimento das várias mudanças no desenrolar da trama, por isso, nos intervalos da leitura – enquanto comia ou trabalhava – ficava imaginando algumas mudanças absurdas no livro, tentando descobrir o que escritor norte-americano reservava para os seus personagens. Quando tomava conhecimento das reviravoltas, chegava a conclusão o quão longe estavam as minhas deduções.
No livro, em um voo atrasado de Londres para Boston, Ted Severson conhece a bela e misteriosa Lily Kintner. Depois de vários martinis, os dois estranhos decidem fazer um jogo: cada um deve contar os seus segredos mais íntimos a respeito de si mesmo. Ted revela, então, que está sendo traído por sua esposa, Miranda. Porém, o que começa apenas como uma brincadeira inocente entre dois desconhecidos acaba tomando proporções perigosas quando Ted sugere que sente vontade de matar a sua mulher, e Lily surpreendentemente decide ajuda-lo.
Acredito que contar mais do que isso, abriria espaço para os malditos spoilers. Portanto, resumidamente esse é o plot do thriller psicológico que vem ganhando rasgados elogios tanto da crítica especializada quanto do público. E diga-se, muito merecidos.
A história é narrada em primeira pessoa, a partir do ponto de vista dos personagens, incluindo Ted, Lily, vítimas, polícia e algozes. Esta narrativa ocorre de maneira alternada: ora um, ora outro personagem. Geralmente, as reviravoltas acontecem no final ou início de cada capítulo, mas nada impede, também, de que ocorram no meio. Como já disse anteriormente, o romance é uma caixinha de surpresas.
Li o livro em apenas três dias, pois a sua leitura tornou-se algo viciante. Simplesmente não queria parar até saber o que iria acontecer com determinados personagens nos capítulos seguintes, e assim, fui virando página atrás de página.
Fantastic!
Com certeza, a galera irá gostar.

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