Alguém que
está lendo este post agora, por acaso, já devorou as páginas de “O Diário de
Bridget Jones”? Amou ou
pelo menos gostou do livro que se tornou um fenômeno voltado para o público
adulto na faixa dos 30 anos (o público jovem adulto)? Se você, neste momento,
está balançando a cabeça num “sim” frenético e silencioso, saiba que tenho uma
novidade que certamente vai deixá-lo muito feliz.
Anote aí: a
Verus Editora lançou, há poucas semanas, um livro com a mesma “vibe” de “O
Diário de Bridget Jones” — obra que bombou em vendas em 1996 e chegou a ganhar
uma adaptação cinematográfica. Estou me referindo a “Phoebe Berman Perdeu Tudo”, romance de estreia de
Brooke Averick, criadora de conteúdo, podcaster e autora americana que ganhou
fama no TikTok durante a pandemia de 2020 com vídeos de comédia.
A boa
notícia para os leitores que estavam à procura de uma história nos moldes da
obra de Helen Fielding é que “Phoebe
Berman Perdeu Tudo”, apesar de ter sido lançado há pouquíssimo tempo (27 de
julho), já explodiu no BookTok. A comédia romântica cativou o público ao
misturar vulnerabilidade, bom humor e ansiedade de forma realista — exatamente
a mesma fórmula de sucesso adotada por Fielding e que conquistou,
principalmente, as leitoras “trintonas” (embora muitos leitores trintões também
tenham embarcado nessa onda).
Além do
BookTok, “Phoebe Berman Perdeu
Tudo” vem recebendo muitos elogios em outras redes sociais literárias.
Confesso a vocês que, após ler tantos comentários positivos, fiquei com muita
vontade de ler a obra de Averick, a qual, aliás, já incluí na minha lista de
leituras.
Mas vocês
devem estar curiosos para saber por que os dois livros compartilham a mesma
atmosfera. Vamos lá! “Phoebe
Berman Perdeu Tudo” tem exatamente a essência de uma comédia romântica
clássica e caótica no estilo de “O Diário de Bridget Jones”.
Conversei
com duas amigas que leram os dois livros — ou melhor, que leram “O Diário de
Bridget Jones” e ainda estão lendo “Phoebe Berman Perdeu Tudo” — e, segundo elas, as
duas narrativas têm muitos detalhes em comum. Vamos conferir algumas
semelhanças? Anotem aí:
- A crise da idade: Bridget Jones vive a pressão dos
trinta e poucos anos, que exige conquistas sociais. Já Phoebe Berman está a
exatamente um mês de completar 30 anos e entra em pânico por se ver como uma
"romântica de carteirinha" que ainda é virgem.
- A protagonista imperfeita e real: Assim como Bridget, Phoebe é uma personagem
cheia de falhas, humana e com uma ansiedade paralisante, o que gera situações
absurdamente constredundoras e divertidas.
- Listas e metas: Bridget foca em controlar calorias,
cigarros e namorados em seu diário. Phoebe cria a icônica "Lista da Phoebe
para perder a virgindade em trinta dias" para tentar assumir o controle da
própria vida.
- O caos amoroso: A vida de Phoebe passa de zero a
três pretendentes ao mesmo tempo (incluindo o clássico clichê de dividir o
apartamento com um deles), lembrando muito a clássica indecisão amorosa de
Bridget entre Daniel Cleaver e Mark Darcy.
Tá aí,
galera! Dois livros que exploram o gênero chick-lit na literatura (ficção focada em questões da
mulher moderna). Se você leu e gostou de “O Diário de Bridget Jones”, fica o
convite para ler também “Phoebe
Berman Perdeu Tudo”.
Ah! Tem
mais uma coisinha: a exemplo de Bridget Jones, que virou filme, Phoebe Berman
também está com destino garantido para as telas. Segundo informações exclusivas
da Variety, a Netflix
adquiriu os direitos de adaptação do romance de estreia de Brooke Averick.
Até a
próxima!
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