Ala D

08 agosto 2026

Várias pessoas que conheço – todas leitoras de carteirinha – me disseram que Ala D é o melhor livro de Freida McFadden. Não concordo. Na minha opinião, os melhores continuam sendo os três volumes que formam a trilogia A Empregada (A Empregada, O Segredo da Empregada e A Empregada Está de Olho). Eles são fantásticos e seguem no topo do cardápio literário de McFadden — e diga-se de passagem, um excelente cardápio, já que todos os seus livros (pelo menos os que li) são muito bons.

Com relação a Ala D, que acabei de ler: mesmo não superando a saga A Empregada, o livro é muito, mas muito bom! É o tipo de leitura que fisga o leitor logo nas primeiras páginas. O plot twist principal, então (sim, há mais de um), é daqueles no padrão McFadden: de cair o queixo do leitor mais precavido. Esta reviravolta bombástica acontece perto do final da trama, quando a narrativa entra em seu clímax. Confesso que, ao ler obras de um autor conhecido por incluir grandes reviravoltas, tenho o hábito de tentar descobrir o segredo logo nos primeiros capítulos. A reviravolta de Ala D, de fato, me surpreendeu. Criei várias expectativas e elaborei teorias – por algumas, inclusive, quase cheguei a colocar a mão no fogo (rs) –, mas, no final, errei feio! Não esperava de maneira alguma por aquele segredo, que mudou todo o curso da trama.

Classifico Ala D como o thriller psicológico mais claustrofóbico que Freida já escreveu. Ufá! Sabe aquele tipo de história que te oprime, aperta o peito e dá angústia? Pois é, Ala D se enquadra perfeitamente nessa categoria. Praticamente toda a trama se passa na unidade psiquiátrica de um hospital. Conforme a leitura avança e as páginas viram, a angústia só cresce. Enquanto lia, eu me sentia dentro da própria Ala D ao lado de Amy. À medida que a história se aprofunda, os medos, as dúvidas, os receios e a angústia da personagem passam a ser sentidos também pelo leitor. Freida é uma das poucas escritoras que têm o dom de transportar o público para dentro da história, fazendo com que a gente se sinta o próprio personagem.

Como se não bastasse a história mexer com os nervos, a obra conta ainda com aquela capa igualmente claustrofóbica selecionada pela editora Record. Confesse... a capa impressiona, não é?

Em seu novo thriller, Freida narra a saga da estudante de medicina Amy Brenner, que é escalada para o plantão noturno na Ala D — a unidade psiquiátrica fechada do hospital — e, com isso, passa a viver o seu pior pesadelo. Além do desconforto natural do ambiente, Amy carrega um medo profundo e um segredo do passado que a conecta diretamente àquele lugar isolado por portas trancadas.

O que deveria ser apenas um turno obrigatório de doze horas logo se transforma em uma contagem regressiva claustrofóbica. Conforme a noite avança, incidentes estranhos começam a acontecer e as luzes falham, deixando claro que algo está terrivelmente errado e que os perigos vão muito além do que a mente humana pode explicar.

Trancada em um labirinto de corredores escuros, Amy percebe que a Ala D esconde ameaças invisíveis e que ninguém está seguro. Neste suspense psicológico, a grande questão que fica logo nas primeiras horas é: será que todos os monstros estão realmente atrás das grades?

Enfim, galera, só posso contar até aqui para não dar spoilers. Quanto aos dois plot twists finais – um revelado ainda dentro da Ala D e o outro fora dela –, preparem-se! Como já escrevi, são de derrubar o queixo de qualquer um.

Boa leitura para todos que pretendem ingressar na temível Ala D!

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