Várias pessoas que conheço – todas leitoras de
carteirinha – me disseram que Ala D é o melhor livro de Freida McFadden.
Não concordo. Na minha opinião, os melhores continuam sendo os três volumes que
formam a trilogia A Empregada (A Empregada, O Segredo da
Empregada e A Empregada Está de Olho). Eles são fantásticos e seguem
no topo do cardápio literário de McFadden — e diga-se de passagem, um excelente
cardápio, já que todos os seus livros (pelo menos os que li) são muito bons.
Com relação a Ala D, que acabei de ler: mesmo
não superando a saga A Empregada, o livro é muito, mas muito bom! É o
tipo de leitura que fisga o leitor logo nas primeiras páginas. O plot twist
principal, então (sim, há mais de um), é daqueles no padrão McFadden: de cair o
queixo do leitor mais precavido. Esta reviravolta bombástica acontece perto do
final da trama, quando a narrativa entra em seu clímax. Confesso que, ao ler
obras de um autor conhecido por incluir grandes reviravoltas, tenho o hábito de
tentar descobrir o segredo logo nos primeiros capítulos. A reviravolta de Ala
D, de fato, me surpreendeu. Criei várias expectativas e elaborei teorias –
por algumas, inclusive, quase cheguei a colocar a mão no fogo (rs) –, mas, no
final, errei feio! Não esperava de maneira alguma por aquele segredo, que mudou
todo o curso da trama.
Classifico Ala D como o thriller psicológico
mais claustrofóbico que Freida já escreveu. Ufá! Sabe aquele tipo de história
que te oprime, aperta o peito e dá angústia? Pois é, Ala D se enquadra
perfeitamente nessa categoria. Praticamente toda a trama se passa na unidade
psiquiátrica de um hospital. Conforme a leitura avança e as páginas viram, a
angústia só cresce. Enquanto lia, eu me sentia dentro da própria Ala D ao lado
de Amy. À medida que a história se aprofunda, os medos, as dúvidas, os receios
e a angústia da personagem passam a ser sentidos também pelo leitor. Freida é
uma das poucas escritoras que têm o dom de transportar o público para dentro da
história, fazendo com que a gente se sinta o próprio personagem.
Como se não bastasse a história mexer com os nervos, a
obra conta ainda com aquela capa igualmente claustrofóbica selecionada pela
editora Record. Confesse... a capa impressiona, não é?
Em seu novo thriller, Freida narra a saga da estudante
de medicina Amy Brenner, que é escalada para o plantão noturno na Ala D — a
unidade psiquiátrica fechada do hospital — e, com isso, passa a viver o seu
pior pesadelo. Além do desconforto natural do ambiente, Amy carrega um medo
profundo e um segredo do passado que a conecta diretamente àquele lugar isolado
por portas trancadas.
O que deveria ser apenas um turno obrigatório de doze
horas logo se transforma em uma contagem regressiva claustrofóbica. Conforme a
noite avança, incidentes estranhos começam a acontecer e as luzes falham,
deixando claro que algo está terrivelmente errado e que os perigos vão muito
além do que a mente humana pode explicar.
Trancada em um labirinto de corredores escuros, Amy
percebe que a Ala D esconde ameaças invisíveis e que ninguém está seguro. Neste
suspense psicológico, a grande questão que fica logo nas primeiras horas é:
será que todos os monstros estão realmente atrás das grades?
Enfim, galera, só posso contar até aqui para não dar spoilers.
Quanto aos dois plot twists finais – um revelado ainda dentro da Ala D e
o outro fora dela –, preparem-se! Como já escrevi, são de derrubar o queixo de
qualquer um.
Boa leitura para todos que pretendem ingressar na
temível Ala D!


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