O Fim da Biblioteca Stephen King? O Apelo dos Fãs pelo Retorno da Coleção da Suma

21 junho 2026

Dois anos e três meses na seca. Este é o tempo que os fãs do mestre do terror não têm em mãos um volume inédito da série Biblioteca Stephen King que foi lançada há quase dez anos pela Suma de Letras com o objetivo de republicar obras raras do escritor que estavam esgotadas e sem previsão nenhuma de um dia voltarem às prateleiras dos sebos e, muito menos, das livrarias.

Cara, a proposta da Suma foi um verdadeiro “golpe de mestre” (no bom sentido, claro) e isso ficou provado logo de cara quando Cujo (resenha aqui e também aqui) ‘desembarcou’ nas livrarias em 1º de novembro de 2016. O relançamento que conta a história de um dócil cão da raça São Bernardo que após ter sido picado por um morcego contaminado pelo vírus da raiva, se transforma num predador violento e sanguinário, explodiu em vendas. O livro que abriu a coleção permaneceu na lista dos mais vendidos em 2016 por vários meses, quebrando inúmeros recordes. E não poderia ter sido diferente porque, somado ao impacto da oportunidade de ler uma história rara de King, nós, fãs do autor, ainda fomos brindados com outro presentaço: um projeto gráfico de encher os olhos, ou seja: acabamento em capa dura, conteúdos extras exclusivos (como entrevistas, prólogos ou ensaios) e traduções totalmente revisadas ou inéditas feitas por especialistas. Pronto! A Suma tinha acabado de descobrir a América (rs).

Depois de Cujo, e não poderia ser diferente, vieram mais relançamentos: A Hora do Lobisomem, A Metade Sombria, além de outros.

Só que... parou. Isso mesmo, estagnou. Desde 2024 que a editora não publicou mais nada na coleção Biblioteca Stephen King. O último livro que caiu nas mãos da galera leitora foi Eclipse Total, que acabou ganhando um novo título: Dolores Claiborne.

Atualmente, não ouço nenhum comentário e muito menos sussurros de um novo lançamento dessa coleção. Será que o projeto foi encerrado? Suma, pelo amor de Deus, não faz isso! Ainda restam, com toda a certeza, duas narrativas raríssimas de SK para serem relançadas: Depois da Meia-Noite e Os Estranhos! - Além do mais, a editora bem que poderia relançar algumas histórias famosas do autor com nova roupagem, como foi feito com Carrie e O Iluminado que na época de seus relançamentos na Biblioteca Stephen King não faziam parte do rol de obras raras do escritor. Mas, apesar desse detalhe, os dois livros caíram no agrado dos fãs por causa do seu projeto gráfico, o que resultou em muitas vendas.

Mas, para ser sincero, o objetivo dessa postagem é cobrar a Suma de Letras com relação ao relançamento de Depois da Meia-Noite e Os Estranhos. Essas duas histórias já merecem há muito tempo fazer parte da coleção. Aliás, sempre achei que, antes de a editora ter relançado Carrie e O Iluminado, o correto seria ter dado prioridade para Depois da Meia-Noite e Os Estranhos, já que a proposta principal da Suma era a de colocar no mercado apenas narrativas raras de SK.

E, por “falar” nisso, estou ‘absurdamente louco’ para ‘agarrar’ esses dois livros. Cara, fico sonhando e imaginando como seriam as capas de Depois da Meia-Noite e Os Estranhos seguindo as diretrizes desse novo projeto gráfico da coleção. Uhauuuu! Escuta só o meu coração batendo (rs).

Saibam que Depois da Meia-Noite é o sonho de consumo de 10 em cada 10 fãs de SK. Imagine a Suma de Letras anunciando como nono livro da série essa história raríssima. Caramba! Querem saber por que fiquei tão eufórico? Simplesmente porque esse livro é considerado, depois de Os Livros de Bachman com o conto Fúria, a obra mais rara de Stephen King. Coisa do tipo: figurinha carimbada inexistente. Sabe aquela figurinha de álbuns antigos de prêmios que nunca saía? Você comprava pacotes e mais pacotes de cromos e a tal da carimbada não vinha, ou porque não existia ou por ser única. Faço essa analogia com Depois da Meia-Noite. O livro, de 667 páginas e que reúne quatro noveletas – Os Longoliers, Janela Secreta, Jardim Secreto, O Policial da Biblioteca e O Cão da Polaroide –, foi lançado pela editora Francisco Alves em 1992 e, depois disso, não teve nenhuma outra edição.

Após ter feito uma pesquisa nos sebos virtuais, descobri dois exemplares do livro. Um deles, na OLX, pela “bagatela” de R$ 330,00. Acharam caro? Então, que tal esta outra que localizei no portal da Estante Virtual por “míseros” R$ 590,90? Concordam que vale a pena torcer com todos os dedos das mãos cruzados pelo relançamento de Depois da Meia-Noite?

Quanto a Os Estranhos, o meu primeiro e único contato com essa história foi através de uma fita VHS lançada em 1993. Naquela época — no início da minha era balzaquiana — tinha o hábito de assistir com frequência as saudosas ‘fitonas’ de vídeo. Lembro-me até hoje: o filme que foi baseado em Os Estranhos se chamava “Tommyknockers – Tranquem Suas Portas” (título que recebeu ao ser lançado no Brasil pela Warner Home Video). A versão lançada por aqui foi editada em forma de filme, já que originalmente “Tommyknockers” foi uma minissérie de 181 minutos produzida para a TV norte-americana.

O livro, a exemplo de O Apanhador de Sonhos e Sob a Redoma, é mais uma história do autor com toques alienígenas. A pacata cidadezinha de Haven se vê abalada por estranhos acontecimentos: crianças desaparecem, bonecas ganham vida e um rastro de morte se espalha. Tudo isso começa a acontecer logo após uma nave alienígena ter caído numa floresta perto da cidade.

Galera, enfim, é isso aí. Fica aqui o nosso apelo para que a Suma de Letras promova o retorno da Biblioteca Stephen King em grande estilo, após mais de dois anos fora de circuito, com o relançamento dessas duas joias raras: Depois da Meia-Noite e Os Estranhos.

Para finalizar, a esperança de todos nós, fãs de King, é que no passado também houve um hiato de pouco mais de dois anos entre os lançamentos de Trocas Macabras e Carrie, e depois de mais dois anos entre Carrie e Dolores Claiborne.

Assim, só resta mesmo torcer.

Livros que foram relançados até agora na coleção Biblioteca Stephen King:

  • 01 – Cujo (01 de novembro de 2016)
  • 02 – A Hora do Lobisomem (20 de julho de 2017)
  • 03 – O Iluminado (22 de agosto de 2017)
  • 04 – A Incendiária (06 de abril de 2018)
  • 05 – A Metade Sombria (21 de março de 2019)
  • 06 – Trocas Macabras (20 de novembro de 2020)
  • 07 – Carrie (23 de fevereiro de 2022)
  • 08 – Dolores Claiborne (26 de março de 2024)

 

3 comentários

  1. Boa noite! Tudo bem? Eu, congelando.
    Bem, eu não podia de deixar de dizer o que penso a respeito. E não, rs, não precisa me correr atrás, porque sim, também acho que esses dois livros já passaram mais do que do tempo de serem republicados. Nisso é claro que não vou discordar.
    O que continuo dizendo é que a obra de King merecia que TODOS os livros fossem republicados em capa dura. E mais, que devia ser um relançamento mesmo, esquecendo essa Biblioteca Stephen King, e começando de novo. Com novas capas, mais extras, quem sabe até ilustrações. Acho que sendo King merecia algo assim. Principalmente quando a gente dá uma pesquisada em algumas publicações lá fora.
    Esses dia topei num site americano com uma edição de Salem ( meu livro favorito de King) que saiu por lá. Capa dura, ilustração da capa linda com a casa na colina, jacket, ilustrações, tipo padrão Darkside, só que melhor. Um sonho. Se eu teria dinheiro para algo publicado desse jeito por aqui, não sei., he, he, he.
    Não acho os livros do King lançados pela Suma ruins. Pelo contrário. Eles entregam um produto ótimo. Qualidade, diagramação, letra, até mesmo serem brochura. O que me incomoda é a arte das capas. Eu sei que gosto é gosto, mas vamos convir que são bem ruinzinhas. Em sua grande maioria. E nisso incluo as da Biblioteca Stephen King.
    Só para citar um exemplo. A capa da nova edição de "O Talismã". Tacaram uma esfera prateada lá e deu. É de chorar se comparar com capas de edições antigas. Ainda bem que tenho numa edição mais antiga.
    O que dá a impressão é que a Suma pensa " É King, vai vender, então vamos economizar na arte de capa porque vai vender mesmo.
    E já tivemos melhores capas, só pesquisar as que saíram pela Francisco Alves, décadas atrás.
    Acho que saiu mais como um desabafo, mas eu comparo por exemplo com Ágatha Christie. Temos por editoras diferentes, em brochura, e o mesmo título com capas diferentes, já saíram edições mais antigas em capa dura e mais recentemente aqueles boxes com livros em capa dura, capas lindas e logo começou aquela coleção capa dura com capas em cores vibrantes. Quer dizer, capricho e muita escolha para muitos gostos. E no caso, com preços bem razoáveis.
    E terminando, não posso deixar de lembrar do fato que esses dois livros não terem sido publicados novamente é imperdoável. Nem que seja brochura.
    Abraço!

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    1. Atas, e aí, tudo na paz? Espero que sim. Desculpe só lhe responder agora. Tive uma semana trash. Você e os seus comentários sempre pertinentes dando um 'grau' a mais no blog. Concordo com, a sua análise com relação às ilustrações das capas da "Biblioteca Stephen King". Para ser sincero com a exceção de "Cujo" não gostei de nenhuma das outras. Muito surrealistas, parecem aquelas pinturas abstratas. Você também acertou o alvo quando se referiu a qualidade do material dessas mesmas capas. Elas são emborrachadas e com lombadas bem reforçadas. "Coisa" do tipo: "Livro para a vida inteira". Quanto a lançar com nova "roupagem" todos os livros de Stephen King... amigo Atas, acho que é praticamente impossível, o sujeito tem milhares de obras em catálogo. No meu caso, já me satisfaço com o relançamento de "Depois da Meia-Noite" e "Os Estranhos". Torcendo para que Suma acorde e coloque logo esses dois livros no mercado.
      Gde abraço!

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  2. Só para esclarecer. Tenho cinco livros da Biblioteca Stephen King. Qualidade ótima, acho as lombadas lindas. O que não gosto é da arte da capa. O único que acho perfeito é "A Hora do Lobisomem". Uma pequena jóia ilustrada.

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