Mistério, Folclore e Quentão: Minhas Primeiras Impressões de "As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro"

26 junho 2026

E aí, galera? Estão a fim de ler um livro em clima de Festa Junina? É isso mesmo: um livro que tenha fogueira de São João, bandeirolas, barracas, cidadezinha do interior e outros detalhes que lembrem as tradicionais festas juninas que acontecem nesta época do ano. E por que não? Não temos o clima de Dia dos Namorados, que nos inspira a ler obras românticas? O clima de Dia das Mães? Cara, são tantas datas ou acontecimentos especiais que criam aquele clima propício para nos abrirmos para a leitura, não é mesmo? As festas juninas também têm esse direito.

Tudo bem que seja uma data atípica para um escritor desenvolver um enredo com suspense, pitadas de terror e aventura, e até mesmo aquele temperinho bem leve de um thriller psicológico. Mas podem acreditar: a escritora Laura Pohl conseguiu juntar tudo isso e transformar essa mistura – à primeira vista, muito estranha – num prato saboroso; pelo menos neste meu início de leitura.

Comecei a ler ontem As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro publicado pela Galera Record e posso dizer que, após ter "encarado" dois capítulos, parece que a leitura engatou. Vamos ver se sigo em quinta marcha ou se o desinteresse acaba chegando e eu desisto. Pelo que pude sentir nesse início, acredito que o enredo vai me agradar.

Laura Pohl tem uma escrita fluida que consegue prender o leitor. Para aqueles que ainda não conhecem a autora, ela nasceu na Alemanha, mas, com pais brasileiros, viveu grande parte da sua vida em Curitiba, no Paraná. Seu livro de estreia, The Last 8, venceu o International Latino Book Awards, mas Pohl é mais conhecida pelas obras As Garotas de Grimrose e A Maldição de Grimrose, que lhe valeram o título de "autora best-seller do New York Times".

Laura Pohl

Agora, em seu novo livro, ela valoriza elementos da cultura brasileira para criar uma fantasia que promete muita aventura e emoção, além de suspense. E tudo isso em clima de São João.

A trama se passa na fictícia cidade de São Pedro da Serra Alta, onde Cristina Ribeiro de Castro espera apenas aproveitar a temporada de Festa Junina e comer churros. Os planos mudam quando sua avó faz um pedido incomum: ela e a irmã mais nova, Cici, não devem sair de casa durante o período mais mágico do ano.

Apesar de contrariada, Cris obedece. Já Cici, não. Decidida a aproveitar o período festivo, a caçula resolve dar apenas uma voltinha no primeiro dia de festival. Afinal, que mal faria uma horinha na rua durante os festejos juninos? Porém, ao descobrir que Cici não está em casa, a avó entra em desespero e implora para que Cris vá atrás da irmã e a encontre antes que seja tarde demais. A partir desse momento, Cris embarca em uma jornada marcada por desafios sobrenaturais e mistérios familiares.

Para resgatar Cici, a protagonista precisará cumprir três tarefas impostas por uma criatura poderosa, enfrentando provas que envolvem brasas, figuras do folclore brasileiro e antigos pactos que acompanham sua família há gerações. Ao longo da aventura, ela descobre que salvar a irmã pode exigir um preço maior do que imaginava.

Confesso que o mote do enredo conseguiu despertar o meu interesse, o que me fez dar um tempo na minha já extensa lista de leituras para ler a obra de Laura Pohl.

E você, também se interessou?

Assim que eu terminar a leitura, volto aqui para publicar a resenha completa. 

Até lá!

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