07 abril 2024

Reflexões de um blogueiro literário que pensou em desistir, mas continua por aqui “falando” de livros há mais de 13 anos

Hoje pela manhã, assim... sem querer; fui parar nas primeiras postagens que havia publicado no blog, lá pelos idos de 2011. Gente, 2011! Não imaginava que o “Livros e Opinião” havia completado no mês passado, 13 anos de atividades. Cara, mais de uma década! Na realidade, foram quase uma década e meia, dedicando parte da minha vida para esse espaço que você está visitando agora e quem sabe, até mesmo seguindo.

Parei também para pensar nas pedradas que lei da vida nestes mais de dez anos, algumas dessas pedradas vieram fortes e quase me levaram a desistir do blog. Rememorei também as dificuldades que surgiram ao longo dos anos em conciliar o meu trabalho que é o meu ganha pão e que exige muito de mim - inclusive engolindo muitos de meus finais de semana - com o meu tempo livre dedicado ao blog e a leitura. Confesso que cheguei a pensar em abandonar o blog e me dedicar somente para as minhas leituras, muitas delas atrasadas. Mas então... quando as pedradas se vão, chega a aragem e uma aragem tão gostosa que afugenta todas essas dúvidas e negatividade envolvendo “blog versus tempo disponível em minha vida”.

Esta aragem me diz que se parar com o blog estarei jogando no lixo 13 anos de parte da minha vida, uma pequena parte, mas que trouxe momentos de muita alegria. Parte dessa alegria se resume às interações que mantive com vários seguidores que renderam bate-papos gostosos e as amizades que fiz com alguns desses seguidores; algumas dessas amizades, inclusive, mantenho até hoje.

Acredito que muitos blogueiros literários estão enfrentando, nesse instante, a mesma crise que bateu em minha porta há algum tempo, talvez levando pedradas piores do que as minhas. Estas pedradas podem ser o pequeno número de seguidores, a falta de tempo, um revés inesperado em sua vida, uma crítica dura ao seu blog; podem ser tantas situações, né?

O que será que eu posso dizer para você que enfrenta uma dessas situações ou algumas delas ou todas elas ou então, situações parecidas com essas? A resposta é simples: pense na aragem, ou seja, nos momentos felizes que o seu blog lhe trouxe. Tá difícil? Ok. Imagine, então, o quanto o seu blog é importante para alguns de seus seguidores. E pode ter certeza que independentemente do número desses seguidores, ele é muito importante! Podem ser poucos, mas esses poucos, a partir do instante que eles passaram a lhe seguir, eles passaram também a aguardar com expectativa as suas postagens.

Vou tomar eu, José Antônio, como exemplo. Vamos lá. Logo nos primórdios do “Livros e Opinião” eu comecei a seguir dois blogs que eu amava. Eles não tinham muitos seguidores, poucos até; mas eu, simplesmente amava. Ficava aguardando todas as semanas, as postagens de seus blogueiros com as quais eu tanto me identificava. “Clique Neurótico” e “Gato Smucky” eram os nomes dessas páginas. Quando soube que elas foram removidas pela Joelma e pelo Augusto, respectivamente; fiquei triste porque era um grande fá desses sítios literários na internet.

Pelo que vi em suas páginas no Instagram e no Youtube, me parece que a Joelma se formou neurociências e o Augusto se tornou ator. Tenho um contato maior com o Augusto e já vi vários de seus trabalhos como ator, diretor ou produtor; achei fantásticos, mas... tanto o seu blog quanto o da Joelma estão fazendo muita falta. E se estão fazendo falta para mim, certamente, também estão fazendo falta para outros leitores.

Se esses argumentos ainda não convenceram os blogueiros que estão desanimados com o pequeno número de seguidores, faça o seguinte: acesse o “Livros e Opinião” e dê uma olhadinha do número de seguidores da página. Viu lá? 526. Isso mesmo, 526 seguidores em 13 anos de atividades. Tudo bem que na fanpage do blog no Facebook o número seja maior, mas na página direta, não chegam a 550 seguidores. Entonce... mas eu acredito que muitas dessas 526 pessoas tem o hábito de ler as minhas postagens.

Vamos agora para a “pedrada da falta de tempo”. Não querendo ser egocêntrico – longe disso – mas tomando a mim, novamente, como exemplo. Sou jornalista e o nicho dessa profissão é muito estressante; aliás, tenho o hábito de dizer que no momento em que entro na sala de redação ou edição em meu trabalho, o estresse também entra junto comigo com as mãos em meus ombros dizendo: “amigo, cá estamos nós outra vez para enfrentarmos as ‘amadas’ discussões de pautas, tempo de fechamento de matérias, pressões políticas, divergências de ideologias e pressão dos patrões”. Quem é jornalista, principalmente em cidades pequenas ou médias, sabe o que é tudo isso.

Lulu vive me dizendo que a minha Síndrome do Intestino Irritável que me premiou com ansiolíticos, os quais nunca havia tomado em minha vida, tem como causa o estresse e a correria em meu trabalho.

Mas mesmo com toda essa agitação e falta de tempo nunca desisti do blog, revelo que cheguei perto disso, mas não desisti.

Quanto aos momentos difíceis, foram muitos: a doença e consequentemente o falecimento de meu pai, o saudoso ‘Kid Tourão’ que foi assunto em tantos posts publicados aqui; batalhas judiciais; problemas de saúde envolvendo pessoas queridas e amadas; ufaaa! Muitas pedras rolaram; também cheguei perto de parar; mas... estou aqui.

No que diz respeito ao tempo curto para as minhas leituras, encontrei uma maneira de resolver o problema, criando certos hábitos os quais procuro seguir, algo do tipo: preparo as minhas postagens nas terças-feiras a noite e aos sábados de manhã, e procuro ler os meus livros nos outros dias da semana durante a noite e nos domingos à tarde. Resumindo: é tudo uma questão de jeito.

Mas nada, absolutamente nada, supera as aragens proporcionadas pelo “Livros e Opinião” ao longo desses 13 anos. Se eu tivesse desistido, com certeza, hoje eu estaria muito arrependido.

Agradeço também a Lulu que está nessa luta comigo desde o início do blog, em 2011; se não participando diretamente da página, mas apoiando o que eu faço.  Assim, você que é blogueiro literário e está pensando em desistir de seu blog, descubra alguém importante para ficar ao seu lado (brincadeirinha).

Valeu galera!

Muita força para mim e também muita força para todos os blogueiros literários que estão passando por uma crise semelhante a que passei.

03 abril 2024

“Filho de peixe, peixinho é”: Cinco pais e filhos escritores talentosos

Conhecem aquele ditado popular: “Filho de peixe, peixinho é”? Entonce, acho que esse ditado nunca serviu tão bem quanto na relação “escritor pai-escritor filho”. Vocês já pararam para pensar quantos filhos de escritores famosos resolveram seguir os passos do pai? Galera, são muitos.

Na postagem de hoje, selecionei alguns escritores que seguiram a mesma profissão de seus pais e ficaram tão conhecidos com o eles. Vamos nessa.

01 – Alexandre Dumas e Alexandre Dumas Filho

Muitos leitores acreditam que existe apenas um Alexandre Dumas, mas não. Na realidade existem dois: pai e filho. Isso mesmo, Dumas é um sobrenome dividido entre dois escritores. Alexandre Dumas foi o responsável por obras como O Conde de Monte Cristo e Os Três Mosqueteiros

Alexandre Dumas Filho, inspirado pela carreira do pai, escreveu um verdadeiro clássico da literatura chamado A Dama das Camélias. O curioso é que ele era filho ilegítimo de Dumas com uma costureira e, por isso, o autor tirou a criança da guarda da mãe. 

02 – Stephen King e Joe Hill

Joe Hill poderia ter seguido qualquer outra profissão mas preferiu trilhar os caminhos do pai famoso. Nasceu no dia 3 de junho de 1972 e já tem uma carreira literária bem sólida, podemos dizer. 

Logo de cara faturou um Bram Stoker Award de Melhor Coletânea de Ficção e o British Fantasy Award pela obra Fantasmas do Século XX, de 2005, simplesmente na sua obra de estreia.

Esses foram apenas os dois primeiros prêmios de Joe Hill, que tem ainda um Bram Stoker Award de Melhor Primeiro Romance (por A Estrada da Noite, de 2007), dois British Fantasy Awards como Melhor Revista em Quadrinhos ou Graphic Novel (por Locke & Key, em 2009 e 2012) e um Eisner Awards, como Melhor Escritor de HQs (2011).

Lembrando que Stephen King tem um outro filho que também decidiu ser escritor: Owen Philip King. Ah! A mulher, Tabitha também escreve. Já imaginaram uma família com quatro escritores?! Pois é, apresento-lhes a “Família King”.

03 – Érico Verissimo e Luís Fernando Verissimo

Erico Verissimo, autor da icônica obra O Tempo e o Vento é um dos escritores brasileiros mais consagrados. Seu filho, Luís Fernando Verissimo não fica atrás e pode ser considerado um verdadeiro “monstro sagrado” da literatura brasileira, autor de romances consagrados, e dono das melhores crônicas do país.

Em 1981, o seu livro O Analista de Bagé, lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, esgotou sua primeira edição em dois dias, tornando-se fenômeno de vendas em todo o país.

Em toda a década de 1980, Verissimo consolidou-se como um fenômeno de popularidade raro entre escritores brasileiros, mantendo colunas semanais em vários jornais e lançando pelo menos um livro por ano, sempre nas listas dos mais vendidos, além de escrever para programas de humor da TV Globo.

04 - G. Wells e Anthony West

G. Wells é o célebre autor de A Guerra dos Mundos, livro de 1898 que fez milhares de pessoas acreditarem que a Terra estava sendo invadida por alienígenas, ao ouvir uma transmissão de rádio, em 1938. Não eram marcianos e sim, a divulgação do filme que adaptou o livro. 

O que poucos sabem é que o filho, Anthony West, inspirado pelo pai talentoso e um dos mestres da ficção científica, também foi escritor e a propósito, muito elogiado pela crítica de sua época. Ele escreveu romances, ensaios e obras de não-ficção, e revisou livros para a The New Yorker da década de 1950 até o final da década de 1970. West ganhou ainda o Prêmio Houghton Mifflin por seu romance The Vintage publicado em 1949.

05 – Carlos Nejar e Fabrício Carpinejar

Carlos Nejar é um dos principais poetas brasileiros, membro imortal da Academia Brasileira de Letras. Ele deixou obras ricas de vocabulário, como Sélesis. Nelas presenciamos o uso de aliterações, que proporcionam uma musicalidade aos versos, construídas belamente pelo autor. 

O filho do autor, o irreverente Fabrício Carpinejar, é um dos principais escritores da literatura contemporânea, o qual aborda em seus livros temas recorrentes ao cotidiano. E ainda, no livro, Um Terno de Pássaros ao Sul, Carpinejar faz o que a crítica considera uma versão do clássico “Carta ao Pai, de Kafka.

Por hoje é só. Valeu galera!

30 março 2024

Oito filmes que ficaram muito mais conhecidos do que os livros. Ambos, excelentes

É muito raro, eu sei; mas algumas vezes determinados filmes conseguem dar o balão em um livro. São poucos, mas conseguem. Quando escrevo “dar o balão” estou querendo ‘dizer’ que a produção cinematográfica ficou muito melhor do que o enredo literário que lhe serviu de base. Por outro lado, também pode acontecer do livro ser tão bom quanto o filme ou até melhor, mas devido ao grande sucesso do filme, a obra escrita acaba ficando ofuscada. Tenho alguns amigos que enaltecem várias produções cinematográficas sem saber que elas foram baseadas em excelentes livros que apesar de excelentes acabam ficando “meio que” no esquecimento.

No post de hoje, pretendo fazer justiça a essas obras literárias que “pariram” filmes muito bons, mas que infelizmente passaram despercebidas por causa do sucesso estrondoso dos seus “filhos”.

01 – Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994)

Livro: Forrest Gump (Winston Groom)

Tenho certeza de que a maioria dos seguidores do “Livros e Opinião” não leram Forrest Gump de Winston Groom, mas em contrapartida assistiram ao filme de Robert Zemeckis. A premiada e elogiada adaptação cinematográfica conquistou seis prêmios Oscar incluindo o de “Melhor Filme” e “melhor Ator” para Tom Hanks.

Depois do estrondoso sucesso do filme de Zemeckis, o livro de Groom não parou mais nas prateleiras das livrarias e chegou a vender mais de 1,7 milhões de cópias em todo o mundo.

Uma curiosidade é que o personagem das telonas é muito diferente do Forrest das páginas. Explico melhor nesta postagem aqui.

02 – Rambo – Programado para Matar (1982)

Livro: Primeiro Sangue (David Morrell)

Apesar do livro de David Morrell ter dado origem a uma das sagas de ação mais icônicas dos cinemas, ele foi ignorado pela maioria dos cinéfilos e até mesmo para os leitores que se tornaram fãs incondicionais do ex-combatente do Vietnã, John Rambo.

O filme de Sylvester Stallone só veio dez anos após a publicação de Primeiro Sangue. O livro só faria o sucesso merecido após o lançamento do terceiro filme da série: “Rambo III (1988). Devido a ótima aceitação dos dois primeiros filmes – “Rambo: Programado para Matar” e “Rambo II: A Missão” – somado a expectativa do lançamento do terceiro da saga, a editora Nova Cultural decidiu embarcar na onda e relançar a obra de Morrell mudando o seu título original de Primeiro Sangue para Rambo.

O livro lançado junto com o terceiro filme fez parte da coleção Campeões de Bilheteria e vendeu “horrores” o que não tinha acontecido na época de sua publicação original em 1972.

03 – Trainspotting (1996)

Livro: Trainspotting (Irvine Welsh)

Taí outro filme que serviu como trampolim para o livro do qual foi adaptado. E diga-se, um excelente livro à exemplo do filme. A produção cinematográfica que explora a história de um grupo de viciados veio três anos depois do lançamento do livro de Irvine Welsh e conquistou as telas do planeta.

O filme fez tanto sucesso que provocou uma verdadeira avalanche de leitores e também cinéfilos nas livrarias a procura da obra literária que havia servido de base para a produção nos cinemas.

O próprio autor Irvine Welsh não tem nenhuma vergonha em afirmar que o filme catapultou as vendas de seu livro. “Eu gosto mesmo do filme. Não só porque me encheu de dinheiro”, afirma o autor em seu site.  

04 – Assédio Sexual (1994)

Livro: Revelação (Michael Crichton)

O filme dirigido por Barry Levinson foi lançado praticamente na mesma época do livro de Michael Crichton. Por causa da temática polêmica para aquela época – aliás, continua polêmica nos tempos atuais – somado a enorme campanha publicitária de divulgação do filme e por fim, aos nomes de Michael Douglas e Demi Moore, naquela época, considerada um dos símbolos sexuais dos cinemas, o filme de Levinson bombou nos cinemas. 

As chamadas e cartazes do filme que mostravam os dois personagens principais em cenas e poses provocativas e que os mais puritanos achavam apelativas só serviram para despertar ainda mais o interesse dos cinéfilos. Não posso me esquecer também que Demi Moore trazia em sua bagagem o mega sucesso “Ghost, do Outro Lado da Vida” (1990) onde ela contracenou com Patrick Swayze, além de um outro filme com um tema muito polêmico chamado "Proposta Indecente” (1993). 

Todos esses fatores transformaram “Assédio Sexual” num verdadeiro vulcão em ponto de ebulição. Todo mundo queria assistir a “Demi Moore seduzindo o Michael Douglas”, fugindo daquela linha de assédio dos anos 80 e 90, onde geralmente as maiores vítimas eram as mulheres e não os homens. Esta hecatombe de detalhes acabou desviando o interesse da galera para o filme, deixando Revelação num segundo plano.

05 – Um Estranho Ninho (1975)

Livro: Um Estranho no Ninho (Ken Kesey)

Imagine um filme que custou cerca de três milhões e faturou mais de cem. Pois é, “Um Estranho no Ninho” conseguiu essa proeza. A produção cinematográfica nos mostra diversos personagens em conflitos presos num hospital psiquiátrico onde a esperança de dias melhores se perdem nos métodos distantes, frios e com a falta de sensibilidade de quem deveria acreditar num melhor desenvolvimento dos tratamento que executam. Baseado no livro homônimo escrito por Ken Kesey e dirigido pelo cineasta tcheco Milos Forman, o longa-metragem venceu cinco Oscars, inclusive todos das categorias principais.

Na trama, conhecemos R.P. McMurphy (Jack Nicholson), um criminoso de 38 anos de idade chegando em uma clínica psiquiátrica para ser analisado se é um doente mental ou não. Aos poucos, o protagonista começa a quebrar as regras e as rotinas do lugar, se aproxima de outros pacientes colocando forte influência e novas ideias do viver ali, fato que o leva a um confronto com a cruel enfermeira Ratched, vivida brilhantemente por  Louise Fletcher.

O filme que só foi adaptado 13 anos depois da publicação do livro de Kesey é mais um exemplo de uma produção de cinema que acabou ofuscando um excelente livro que serviu de base para a sua adaptação.

06 – A Primeira Noite de um Homem (1967)

Livro: A Primeira Noite de um Homem (Charles Webb).

O livro que chegou ao Brasil em 1963 através da editora Eldorado só foi descoberto pelos leitores tupiniquins depois do lançamento do filme “A Primeira Noite de um Homem” (1967) com Dustin Hoffman e Anne Bancroft, considerada um ícone de beleza e sensualidade nos anos 1960.

O filme que conquistou o prêmio Oscar de “Melhor Direção” também consagrou a dupla Simon e Garfunkel que ficou responsável pela maravilhosa trilha sonora ou será que vocês não se lembram da icônica “Mr. Robinson”?

Livro e filme abordam a saga do jovem Benjamim que é seduzido pela quarentona Miss Robinson, esposa do sócio de seu pai. A ligação que nasceu entre os dois acaba mergulhando o jovem em confusão, dando a impressão de que nunca mais conseguirá se livrar daquela crise de incerteza e perplexidade, tocada de sensualidade e de equívocos. A coisa se complica quando ele conhece a filha da amante e se apaixona.

O sucesso do filme fez com que a obra literária de Webb voltasse a vender bastante o que não aconteceu na época de sua publicação em 1963.

07 – Dança com Lobos (1990)

Livro: Dança com Lobos (Michael Blake)

O filmaço de 1990 dirigido e estrelado por Kevin Costner papou sete Oscars das 12 categorias nas quais foi indicado. “Dança com Lobos” levou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor (Kevin Costner), Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora (John Barry), Melhores Efeitos Sonoros e adivinhem... Melhor Roteiro Adaptado.

O livro foi escrito por Michael Blake em 1988 e publicado no mesmo ano no Brasil pela editora Rocco. O romance chegou por aqui sem muito alarde e passou quase despercebido, só despertando o interesse dos leitores, dois anos depois graças ao tremendo sucesso do filme. Uma pena porque aqueles que leram o livro adoraram e o acharam tão interessante quanto a produção dos cinemas.

Tanto livro quanto filme contam a história de John Dunbar, um oficial de cavalaria que se destaca como herói na Guerra Civil Americana e, por isto, recebe o privilégio de escolher onde quer servir. Ele escolhe um posto longínquo e solitário, na fronteira. Ali estabelece amizade com um grupo de índios Sioux - Lakota, sacrificando a sua carreira e os laços com o exército estadunidense em favor da sua ligação com este povo, que o adota.

08 – Duro de Matar (1988)

Livro: Duro de Matar (1979)

Pode parecer mentira mas não é: “Duro de Matar” com Bruce Willis, um dos filmes de ação mais cultuados de Hollywood, foi baseado num livro.  A obra literária que chamou a atenção dos roteiristas foi a história de Roderick Thorp, de 1979, Nothing Lasts Forever que na época de sua publicação não chegou a ter uma edição brasileira. Isso só foi acontecer depois do lançamento da produção com Bruce Willis que fez tanto sucesso no Brasil que levou a editora Record a relançar o livro de Thorp aqui na terrinha, mas com a capa e o nome do filme (confira a resenha do livro aqui).

É importante frisar que o livro é uma sequência do trabalho anterior de Thorp, The detective (1966), que acompanha o detetive novaiorquino Joe Leland, contratado por uma femme fatale e envolvido numa teia de mentiras.

The detective também foi adaptado para o cinema: "A lei é para todos" (1968), de Gordon Douglas, teve Frank Sinatra no papel principal.

A ideia para fazer uma sequência com o mesmo personagem veio a Thorp enquanto ele assistia a "Inferno na torre" (1974), filme de John Guillermin sobre um arranha-céus em chamas estrelado por Paul Newman e Steve McQueen. Segundo a lenda, Thorp cochilou no cinema e sonhou com o seu Joe Leland sendo perseguido em um arranha-céus por bandidos armados. Pronto, nascia assim o enredo do livro que deu origem a um dos maiores blockbusters dos cinemas nas últimas décadas.

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