08 dezembro 2015

Morte dos Reis (Crônicas Saxônicas – Livro VI)

Os leitores que já estavam familiarizados com as emocionantes batalhas dos livros anteriores poderão estranhar e até mesmo se decepcionar com o 6º volume de “Crônicas Saxônicas”. As escaramuças, desafios, lutas de espada e, claro, as antológicas paredes de escudos ficam pingadas no enredo de “Morte dos Reis”. Isto me faz lembrar de um colega que disse o seguinte: - Comparar “Morte dos Reis” com “Os Senhores do Norte” (3º volume da saga) é o mesmo que comparar um cãozinho poodle com um pitbull treinado para matar.
Se levarmos para o lado da ação, das batalhas emocionantes, onde ‘Bafo de Serpente’ e ‘Ferrão de Vespa’, as espadas de Uhtred, comiam soltas, beliscando e matando os seus oponentes, esse meu colega de serviço, também amante das Crônicas Saxônicas, está mais do que certo.
Mas nem, por isso, o livro é ruim. Longe disso. Acredito que Bernard Cornwell optou por escrever um enredo mais político e voltado para a emoção. O Uhtred das paredes de escudos cedeu lugar para um Uhtred mais estrategista. Apreciei muito essa reviravolta na história, pois até o melhor de todos os doces do mundo enjoa se comermos demais. E com as batalhas, também é assim. É claro que as lutas descritas por Cornwell são incomparáveis e conseguem transportar os leitores para um campo de batalha, mas nesse livro, ele preferiu mostrar uma outra qualidade do guerreiro pagão: a inteligência e a perspicácia.
E foi, então, que percebi o golpe de mestre dado por Cornwell. Cara, veja só: Talvez, Crônicas Saxônicas seja uma das  sagas mais longas da literatura mundial – até agora com nove livros escritos, sendo que o último ainda não foi lançado no Brasil – por isso é evidente que os personagens envelheçam, já que o autor optou por seguir uma linha cronológica, ou seja, cada livro tem em média uma passagem de três a cinco anos. Capiche? Prosseguindo: Tá na cara que não podemos ver um Uhtred em plena forma, rompendo paredes de escudos eternamente. Portanto, a saída encontrada por Cornwell – para continuar escrevendo a sua saga ‘interminável’ - Deus sabe quantos outros livros ainda serão publicados - foi compensar a velhice e a perda de vigor físico do personagem com outros atributos também interessantes aos leitores.
Mêo! Confesso que essa sacada do Cornweel deu certo. Muito certo! Ver o nosso “Senhor da Guerra” planejando as batalhas ou então escapando com inteligência das armadilhas preparadas por seus inimigos é tão saborosamente emocionante quanto vê-lo arrebentando tudo numa batalha.
Em minha opinião, nos próximos livros da saga, veremos um Uhtred ainda mais estrategista do que guerreiro. Creio que alguém deverá substituí-lo, talvez o seu filho caçula Osbert. Por falar nisso, acho melhor parar por aqui para não soltar spoillers, já que estou lendo o 7º volume.
“Morte dos Reis” é isso: Uhtred vencendo os seus inimigos não só pela espada, mas também com inteligência. O livro marca também o encerramento de um ciclo e o início de outro. Sai de cena Alfredo, O Grande, e em seu lugar assume o trono de Wessex, seu filho Eduardo.
Caraca e dizer que só fui gostar de Alfredo em seu leito de morte quando ele, finalmente, reconhece todo o valor de seu principal guerreiro, mesmo não sendo cristão. Antes de morrer, o soberano lhe dá um presente fantástico que deixa o guerreiro pagão de boca aberta, mas... não sem antes lhe pedir um ultimo favor.
A batalha ‘meia-boca’ no final do livro, ‘deixa de ser meia-boca’, graças as peripécias do estrategista Uhtred que consegue descobrir qual é o ousado plano dos dinamarqueses que sonham conquistar Wessex. Então, ele dá um verdadeiro golpe de mestre, revertendo a situação à favor do exército do recém empossado Rei Eduardo.
No 6º livro de Crônicas Saxônicas”, Uhtred já está com 45 anos e após a morte de Alfredo, ele acaba sendo ‘convidado’ – para não dizer obrigado – a fazer um novo juramento. Desta vez, à Eduardo, filho do rei morto que sempre sonhou com a unificação da Inglaterra. Agora, esta missão é passada para o seu primogênito que infelizmente, não tem a mesma astúcia, inteligência e autoridade de seu pai. Por isso, Alfredo - mesmo em seu leito de morte – consegue dar uma última cartada de gênio: ‘ganhar o juramento do feroz guerreiro para Eduardo.
Com a morte do monarca, os dinamarqueses decidem reunir o maior exército de todos os tempos com milhares de homens, com o objetivo  de conquistar Wessex, depois de várias tentativas frustradas. Mas o maior perigo está dentro do reino onde pessoas que Uhtred, Alfredo e Eduardo julgavam serem amigas, na realidade tramam a favor dos inimigos.

Faltou ação? Faltou; mas nem por isso “Morte dos Reis” deixa de ser um livraço.

06 dezembro 2015

10 livros de autores nacionais que merecem ser lidos e relidos

Após o post sobre as Torres Gêmeas vamos com mais uma listinha “básica”. Já estava sentindo saudades delas. Verdade! Como assumi alguns compromissos literários, entre eles, o “Desafio Potter”, além de encarar numa ‘paulada só os oito livros das “Crônicas Saxônicas” (ver aqui, aqui, aqui, esse outro aqui e mais esse) – neste momento, estou lendo o sexto – acabei ficando com o meu tempo restrito para postar as minhas listas. Agora que o céu deu uma clareada, vamos que vamos.
A lista de hoje é sobre autores nacionais, ou melhor, sobre os livros aqui da terrinha que li nos últimos anos e gostei. Aliás, gostei tanto que já reli alguns, quanto aos que restam, com certeza, estarei relendo em algum momento de minha vida.
Antes que algum internauta critique o post, afirmando que tal livro é fraco ou então que estaria faltando esta ou aquela obra, gostaria de avisar que se trata de uma lista pessoal. Foram enredos que curti muito e por isso recomendo para a galera.
Nos comentários, vocês também poderão – sem problema nenhum – colaborar, acrescentando outros livros de autores nacionais que foram especiais em suas vidas.
Mas chega de lero-lero e blá-blá e vamos ao que interessa, a minha lista pessoal de obras escritas por autores tupiniquins que merecem serem lidas novamente.
01 – Holocausto Brasileiro (Daniela Arbex)
O livro da jornalista mineira, Daniela Arbex, revela as atrocidades que aconteceram, no passado, atrás dos muros do Colônia, maior hospício do Brasil, localizado na cidade mineira de Barbacena. As maldades e torturas cometidas contra os internos, transformou aquela instituição numa verdadeira casa de horrores, principalmente no pavilhão Afonso Pena, onde eram registradas cenas que mais se pareciam com um filme de terror gore.
A autora foi muito corajosa ao remexer em feridas purulentas, trazendo à tona a verdade sobre o Colônia. O leitor passa a saber tudo o que aconteceu no hospício mineiro, além de conhecer os poucos, mas importantes “heróis da resistência”, pessoas que se opuseram ao regime de barbárie e fizeram de tudo para mudar a situação, pagando um alto preço por isso, sofrendo as piores retaliações, desde demissões, calúnias e ameaças.
Para ler “Holocausto Brasileiro”, o leitor deve preparar o seu espírito porque realizará uma verdadeira viagem ao inferno, inclusive, é dessa maneira, ou seja, no âmago do inferno, que uma funcionária do Colônia se sente ao iniciar o seu primeiro dia de trabalho no hospício. Marlene Laureano revela em entrevista à autora do livro que ao entrar pela primeira vez na instituição imaginou estar abrindo as portas da casa de Lúcifer. 
Livro forte, revelador e que mexeu muito comigo.
(Confira aqui o post da obra)
02 – Feliz Ano Velho (Marcelo Rubens Paiva)
“Feliz Ano Velho” foi um diamante lapidado que caiu em minhas mãos. Antes de ler a obra, tinha uma vaga noção de que se tratava do relato de um estudante universitário que gostava de curtir a vida, mas após sofrer um acidente acabou ficando ‘condenado’ à uma cadeira de rodas. Comecei a ler o livro do Marcelo Rubens Paiva, já me preparando para uma sessão lacrimosa e bem down, coisa do tipo “Uma Janela para o Céu” ou “Love Story”, onde tragédias, tristezas, sofrimento e desespero se fundem numa coisa só. Resultado: o leitor termina de ler a obra – se conseguir terminar! - completamente extenuado, acabado e arrebentado.  Foi com essa desconfiança que comecei a ler “Feliz Ano Velho”.
 A obra de Paiva é totalmente o oposto do que eu imaginava. O autor descreve o seu drama com muito bom humor, não dando tanta ênfase somente ao lado down do fato. É claro que há os momentos de tristeza e até mesmo lencinhos nas mãos, mas são raros pacas! E Graças à Deus, porque caso contrário, se transformaria num verdadeiro vale de lágrimas: “ Um Janelão para o Céu”.
O autor tratou a sua situação de uma maneira realista e sem auto-piedade. Mais ou menos assim: “Putz! Me quebrei inteiro, fui parar numa cadeira de rodas e estou dependendo da ajuda de amigos e familiares para reaprender a viver. Êpa! Mas pêra aí... a vida continua! Tenho que dar o melhor de mim para se tornar cada vez menos dependente. 
Li a obra do cara meio que por acaso, emprestado de uma amiga, mas gostei tanto que resolvi comprar “Feliz Ano Velho” num sebo para relê-lo.
(Confira aqui o post da obra)
03 – O Alienista (Machado de Assis)
O meu primo levou um susto quando eu lhe disse que pretendia reler o Alienista. – Santa Pernilonguilda do Boné Vermelho! – exclamou ele – Meu primo quando fica surpreso tem o hábito de inventar nomes engraçados de santos que não existem e jamais existirão.
- Você disse que vai reler o Machado?! – Vou, afirmei. - O velho quase fez com que eu repetisse de ano em literatura com aquela sua linguagem rebuscada! – Disse meu primo, se referindo ao famoso escritor brasileiro.
Mas ao contrário do que muita gente pensa – incluindo o meu primo ‘criador de santos’ – “O Alienista” é uma obra de leitura fácil e agradável. Tudo bem que tenha um pouco de eruditismo, mas esse ligeiro rebuscamento não atrapalha em nada a leitura, pelo contrário, a história de Simão Bacamarte e a sua famosa Casa Verde é fascinante.
O Alienista, segundo a maioria dos críticos literários, pode ser considerada a primeira obra do escritor com caráter realista. Alguns a consideravam inclusive, como um conto. 
No enredo, Simão Bacamarte – o Alienista do título – decide criar na cidade fluminense de Itaguaí um lugar para estudar os limites da razão e da loucura dos seres humanos. Nasce assim, a Casa Verde ou Casa de Orates onde o cientista interna todas as pessoas que ele julga serem loucas. Ocorre que com o passar do tempo, Bacamarte vai prendendo no local a maioria dos moradores da cidade, incluindo sua mulher Evarista. Para o alienista, todos são loucos. É quando ocorre uma rebelião dos moradores de Itaguaí comandada por um barbeiro.
Estarei relendo a obra de Machado de Assis brevemente; com certeza.
04 – As Crônicas de Miramar – O Segredo do Camafeu de Prata (Flávio St Jayme e Wemerson Damásio)
Este livro fez com que eu voltasse ao tempo e revivesse um dos períodos mais felizes da minha saga de leitor inveterado: a época de ouro da “Coleção Vaglume”. É isso aí galera, ler “As Crônicas de Miramar – O Segredo do Camafeu de Prata” é o mesmo que ter em mãos os melhores enredos daquela coleção que entrou para a antologia da literatura brasileira.
Não tem como você parar de ler “As Crônicas de Miramar”. O enredo misterioso, de fato, prende a atenção do leitor, pois todos querem, desesperadamente, saber o que acontece na estranha cidade de Miramar. É para lá que vão as crianças e jovens que descobrem ter algum tipo de poder.
Estes adolescentes não podem estudar em escolas comuns ou conviver com outras pessoas em suas cidades por serem ‘diferentes’. Por causa desses dons, elas acabam sendo rotuladas de estranhas ou até mesmo aberrações. Para evitar que seus filhos acabem sendo excluídos da nossa sociedade, eles acabam sendo obrigados a levá-los para Miraramar, após receber um estranho convite, prometendo novo emprego, uma nova casa, enfim, uma nova vida cheia de prosperidade.
Mas ao chegarem à misteriosa cidade, eles começam a descobrir segredos terríveis que colocam em cheque todas as promessas de prosperidade feitas anteriormente.
Recomendo a obra de olhos fechados!
(Confira aqui o post da obra)
05 – A Corrente, Passe Adiante (Estevão Ribeiro)
Tudo bem que a Draco deu uma pisada feia comigo e deixou o menino aqui na mão, mas isso não me impede de dizer que a obra do Estevão Ribeiro lançada pela editora é  o fino do terror. Quanto a pisada, foi bem frustrante, do tipo pouco caso. Comprei o livro, louquíssimo para lê-lo, e depois de alguns dias, ao iniciar a história, percebo que estão faltando 15 páginas (da 33 a 48). Como havia perdido a nota fiscal, fiquei impossibilitado de trocar o produto na Livraria Folha, por isso entrei em contato com a Draco na esperança de me atenderem. Eles atenderam, enviando um e-mail, exatamente com as páginas faltantes, nem uma a mais! Caraca Draco! Cadê a consideração? Juro que estava esperando o envio de um outro livro, dessa vez, com todas as páginas. Mas...
Chega de lamentações. O livro do Estevão Ribeiro é uma jóia rara do terror. Bruna é tão maligna que não fica devendo nada para as personagens criadas pelos grandes mestres das histórias de terror. A garota é uma lasca de ruindade. Um ser sobrenatural que mata por prazer. Ela é um fantasma demoníaco que vive dentro dos computadores. Juro que após ler o livro fiquei com receio de ligar o meu PC e principalmente verificar as minhas mensagens eletrônicas, temendo encontrar alguma daquelas famigeradas correntes.
Bruna tem o hábito de enviar uma corrente amaldiçoada nos e-mails de suas vítimas. Aqueles que se negam passar a mensagem morrem, além de ficarem amaldiçoados, já os que passam acabam condenando outras pessoas. Enquanto a corrente não for quebrada, o fantasma demoníaco de Bruna sempre continuará ativo e atormentando outras pessoas.
Confesso que estou com uma vontade enorme de reler o meu livro de páginas faltantes.
(Confira aqui o post da obra)
06 – Irmandade de Copra (Caroline Defanti)
A “Irmandade de Copra” é um dos melhores livros de ficção cientifica que já li em toda a minha vida de leitor. E o melhor: escrito por uma jovem autora brasileira!
A história de Caroline Defanti já começa conquistando o leitor em seu prólogo, onde a autora, em apenas três páginas, explica numa narrativa cheia de suspense como são criados os super-soldados que irão combater os alienígenas que se apossaram do planeta Terra. A transformação de Gabriel em Arcanjo e de Aeris em Musa, de fato prende o leitor, e já dá uma noção de como funciona o polêmico e questionado projeto que une o DNA alienígena ao dos humanos, alterando toda a sua genética e conferindo-lhes  poderes especiais, mas não sem antes cobrar um alto preço por isso. Dos inúmeros aspirantes à “Irmãos” – é assim que são conhecidos os super-soldados já que fazem parte de uma Irmandade – nem todos conseguem sairem vivos do processo de mudança. Após adquirirem os seus dons, eles ainda são obrigados a passar por uma prova final de vida ou morte para testar a suas novas habilidades.
Defanti explica de uma maneira crua – sem meias palavras – o processo de ‘amadurecimento forçado’ desses jovens que ao ingressarem na escolinha da Irmandade são obrigados a esquecer que são crianças ou adolescentes para se tornarem adultos prematuros, queimando etapas importantes de suas vidas. Neste aspecto, a autora foi muito feliz ao beber na mesma fonte de Orson Scott Card e seu fantástico "O Jogo do Exterminador".
Quando bater aquela vontade de ler alguma história de ficção científica, já sei o lugar certo onde procurar em minha estante.
Confira aqui o post da obra)
07 – Canibais: Paixão e Morte na Rua do Arvoredo (David Coimbra)
Em seu primeiro romance, David Coimbra revisita um episódio célebre do passado porto-alegrense que ficou conhecido como o “Caso do Linguiceiro”. Em meados do século 19, o açougueiro Ramos e sua mulher, Catarina, assassinaram dezenas de pessoas e utilizaram os cadáveres para fazer linguiça, transformando os habitantes da Porto Alegre de então em involuntários canibais.
O fato foi tão macabro, mas tão macabro que apesar de ter ocorrido no século 19, quando Porto Alegre ainda estava engatinhando – contando com menos de 20 mil habitantes – nem mesmo a aura de tecnologia ultra moderna do século 21 conseguiu apagar.
A obra de Coimbra foge inteiramente do convencional, à começar que não se trata de um livro técnico, pelo contrário, o autor optou por transformar a história do linguiceiro da Rua do Arvoredo num romance, mas nem por isso, menos interessante; pelo contrário, o livro prende a atenção do leitor com facilidade.
Recomendo a releitura, com certeza.
(Confira aqui o post da obra)
08 – Além da Carne: Contos Insanos (César Bravo)
“Além da Carne – Contos Insanos” é mais um livro de histórias curtas de terror do escritor brasileiro e taubatense, César Bravo. uma das gratas revelações da literatura fantástica, pra ser mais exato, do gênero terror. Prova que temos grandes talentos escondidos, aqui na terrinha, aguardando apenas que algum figurão de uma grande editora os descubram. Enquanto isso, eles vão publicando os seus e-books na Amazon e nos deliciando. César Bravo é um desses autores.
“Além da Carne – Contos Insanos” com as suas seis histórias é a essência do gore. As histórias não só assustam como também incomodam. E o que é ficar incomodado nesse caso? Simples. É se lembrar de determinada cena 10, 20, 30 ou 40 anos depois.
O conto que mais me agradou foi “A Expressão da Desgraça”, o penúltimo do livro. A história gira em torno de um quadro maldito pintado por um cigano muito velho e que já morreu há tempos. A obra é tão demoníaca que por mais de dois séculos ficou com a sua tela coberta para que ninguém a visse. Até o dia em que algum curioso metido a besta resolveu provar que tudo não passava de bobagens. Entonce...
Logo, logo estarei relendo esse livro.
(Confira aqui o post da obra)
09 – De a’Ha a U2 (Zéca Camargo)
Eu vivo relendo “De a-Há a U2” do Zeca Camargo. Volta e meia, lá estou eu devorando algumas das entrevistas do livro. Elas são muito boas e realizadas na época em que o Zeca era um repórter e apresentador  muito competente. Mas, então, a Dona Globo cavou a sepultura do moço, retirando-o do comando do Fantástico para apresentar um já falido Video-Show e aí, deu no que deu.
Neste livro, Zeca reúne histórias interessantíssimas dos bastidores de várias entrevistas que realizou com astros do pop-rock do mundo todo. Ele conta tudo o que rolou antes dessas entrevistas serem levadas ao ar ou publicadas nas páginas de um jornal. Coisas do tipo: O entrevistado foi um “mala” ou educado?, “Quais exigências ele fez?”, “O Zeca pagou algum mico?”, além de outras “cositas”.
Ele não poupa críticas para alguns figurões do mundo pop que apesar de não cantarem nada ou então estarem numa fase decadente, ainda se julgavam os reis da cocada preta fazendo exigências absurdas para conceder uma entrevista curtíssima. Mas nem tudo é crítica; o autor também elogia os astros talentosos, mesmo aqueles que foram arrogantes e antipáticos durante a entrevista.
“De a-ha a U2” pode ser lido sem a necessidade de seguir uma ordem cronológica, mas já adianto que todas as histórias de bastidores narradas por Zéca são imperdíveis.
(Confira aqui o post da obra)
10 – Análise da Inteligência de Cristo (Augusto Cury)
Cara, amei a coleção de Augusto Cury. Li os cinco livros que formam a obra em apenas um mês. São espetaculares, quer você goste ou não de livros de auto ajuda.
Cury que além de escritor é um conceituado psiquiatra promove em sua coletânea uma abordagem do lado psicológico e comportamental de Jesus com aplicação nas diversas áreas do conhecimento humano. Em outras palavras: ele analisa a mente de Jesus à partir das atitudes tomadas pelo Cristo durante a sua jornada de vida até o momento de sua crucificação.
A coleção é formada pelos livros: “O Mestre dos Mestres”, “O Mestre da Sensibilidade”, “O Mestre da Vida”, “O Mestre do Amor” e “O Mestre Inesquecível”. Eles nos proporcionam uma perspectiva filosófica e psicológica do comportamento de Jesus.
O autor analisa como o Cristo conseguiu liderar e modificar as atitudes de 12 pessoas complicadíssimas ou será que você acreditava que os 12 apóstolos eram todos anjinhos? Tomemos Pedro como exemplo. Ele era impulsivo, impetuoso e vacilante, indo de um extremo a outro com a maior facilidade. Em sua natureza humana, Jesus conseguiu mudar o comportamento de Pedro e também de seus outros apóstolos, transformando-os em seres humanos de qualidades múltiplas, verdadeiros exemplos para todos nós.

Acabei de reler “O Mestre Inesquecível” – livro que fecha a coleção - há poucos dias.
(Confira aqui o post da obra)
Pessoal, inté!

01 dezembro 2015

10 livros sobre o atentado às Torres Gêmeas no 11 de setembro de 2001

Há pouco mais de 15 anos eu assistia perplexo o desabamento das torres gêmeas, o cultuado World Trade Center, após o choque consecutivo de dois aviões comerciais.
Lembro que eu estava trabalhando, perto do fechamento de uma edição de jornal, mas mesmo assim, todos que estavam na redação pararam, chocados, para observar aquela cena de horror.
Somando-se os dois ataques às Torres, ao ataque ao Pentágono e ao avião que caiu na Pensilvânia no mesmo dia, quase três mil pessoas morreram. Desde aquela manhã de 11 de setembro de 2001, não apenas a história dos Estados Unidos, mas a de todo o mundo, nunca mais seria a mesma. O plano maléfico engendrado por Osama Bin Laden garantiu isto.
Durante uma década e meia foram lançados muitos livros e filmes sobre a tragédia, alguns sensacionalistas e outros sérios; alguns ruins e outros bons. Após um período sem escrever listas para os posts – estava dedicando o meu tempo mais para as resenhas – resolvi formular uma relação de 10 livros que abordam o maior ataque terrorista que o mundo já conheceu. Vamos à eles:
01 – Extremamente Alto & Incrivelmente Perto
Autor: Jonathan Safran Foer
Editora: Rocco
Páginas: 392
Ano: 2006
Este livro foi adaptado para os cinemas em 2012 e contou com uma trinca de atores de primeira qualidade: Tom Hankes, Sandra Bullock e Max von Sydow.  Muitos que leram e assistiram “Extremamente Alto & Incrivelmente Perto” garantem que o Oskar dos livros é muito melhor do que o Oskar das telonas. O personagem nos cinemas é abordado com superficialidade, ao contrário do comovente garoto das páginas.
Nesta obra de ficção, o autor Jonathan Safran Foer, narra a tragédia do 11 de Setembro e suas consequências pelo olhar de um menino de nove anos, que perde o pai no atentado às Torres. Depois de algum tempo, ele parte em busca de um sentido para a perda ao encontrar uma chave no casaco do terno de seu ‘velho’.
O leitor entra em contato com a dor e a falta que o menino sente do pai, enquanto busca descobrir detalhes desconhecidos sobre a vida do homem que amava. Tanto livro quanto filme foram muito elogiados pela crítica especializada.
02 – À Sombra das Torres Ausentes
Autor: Art Spielgeman
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 40
Ano: 2004
Aqueles que já conhecem Art Spielgeman certamente irão gostar desse seu trabalho em quadrinhos. Aliás, é importante frisar que ele foi o único autor de HQs a ganhar o prêmio Pulitzer. Spiegelman ficou conhecido por sua visão singular sobre o holocausto em 'Maus 1' e 'Maus 2'.
Depois de um longo período trabalhando com ilustrações para capas de revistas, histórias breves e livros infantis; ‘À Sombra das Torres Ausentes’ é o primeiro livro de quadrinhos lançado por ele desde 'Maus'. Traumatizado pelo atentado de 11 de setembro e indignado com a política de George W. Bush após a tragédia, o artista voltou aos quadrinhos para tentar entender e explicar o que se passava com os americanos. No dia anterior aos ataques, 10 de setembro de 2001, Spiegelman e a mulher, Françoise Mouly, editora de arte da revista The New Yorker, matricularam a filha numa escola situada aos pés do World Trade Center. Quando viram na televisão a primeira torre ser atingida pelo avião, foram desesperados ao encontro de Nadja e conseguiram encontrá-la pouco antes que a torre norte desabasse, por trás deles. Em seguida, correram para pegar o outro filho, Dashiell, na escola das Nações Unidas. Essa experiência angustiante esta retratada em detalhes no livro. Assim como em 'Maus', Spiegelman aborda o impacto de traumas da história contemporânea em sua vida pessoal. Mas vai além de sua experiência pessoal e faz uma reflexão sobre as razões e os desdobramentos dessa tragédia que vitimou quase 3 mil pessoas e permitiu ao governo americano justificar uma guerra contra o Iraque.
O formato escolhido para as pranchas - cada história em páginas duplas - é o mesmo das primeiras HQs publicadas em jornal, no fim do século XIX. Foi nessas velhas e despretensiosas tiras que o artista encontrou alívio depois do 11 de setembro. Por isso na última parte do livro ele incluiu um 'Suplemento de Quadrinhos' com alguns clássicos: Krazy Kat, Little Nemo, Happy Hooligan, Pafúncio e Marocas...
03 – 102 Minutos – A História Inédita da Luta pela Vida nas Torres Gêmeas
Autor: Jim Dwyler e Kevin Flynn
Editora: Zahar
Páginas: 332
Ano: 2005
Ainda não tive a oportunidade de ler o livro – mesmo desejando muito – mas um ex-professor teve esse privilégio e me disse que a obra de Jim Dwler e Kevin Flynn é um verdadeiro ‘achado’ jornalístico sobre o ataque de 11 de setembro. Os autores esmiúçam os bastidores do atentado, revelando detalhes intrigantes. Também não é para menos, já que Dwyler e Flynn são dois jornalistas conceituados do The New York Times.
Eles contam a chamada face oculta dos 102 minutos que foi o tempo em que o primeiro avião atingiu a Torre Sul do World Trade Center, às 8h46 do dia 11 de setembro de 2001 até o momento em que a Torre Norte desabou.
É neste intervalo de tempo que os dois repórteres do The New York Times desenvolvem o enredo de “102 Minutos – A História Inédita da Luta pela Vida nas Torres Gêmeas”. Para isso, adotam uma estratégia reveladora: dar voz às pessoas que estavam dentro dos prédios naquele momento. A partir de centenas de entrevistas com agentes de resgate e sobreviventes, documentos oficiais, gravações de telefonemas, e-mails e transcrições de pedidos de socorro nos serviços de emergência, produzem uma eficiente reportagem investigativa. Expõem também os motivos das falhas nos serviços de bombeiros e da polícia de Nova York - que o mundo todo reputava como impecáveis.
A narrativa dos dois jornalistas, somada à diagramas da estrutura das torres, reconstitui para o leitor a confusão e o caos que dominaram o ambiente no interior dos prédios. Um relato que traz à tona detalhes impressionantes, encontros fortuitos, reações intempestivas, momentos de heroísmo e incompetência - e muito sofrimento.
Cara, quero muito ler esse livro!
04 – O Jardim dos Últimos Dias
Autor: Andre Dubus III
Editora: Record
Páginas: 476
Ano: 2011
Bem, antes de falar escrever sobre essa obra, gostaria que vocês conhecessem um pouco melhor o seu autor. Já vi alguns colegas deixarem de comprar determinados livros, só porque o autor tem um nome esquisito. No caso de “O Jardim dos Últimos Dias”, cuidado! Se você pensa dessa maneira, pode se arrebentar inteirinho.
Apesar do nome ‘esquisitaço’ que mais se parece com dinastias de príncipes ou reis árabes dos contos das Mil e Uma Noites, Andre Dubus III é americano. Isso mesmo! Americano e com um nome desses, pode!? E mais, escreveu um livraço muito elogiado pela crítica e que deu origem a um filme mais elogiado ainda. Estou me referindo a “Casa de Areia e Névoa” (2004) com Bem Kingsley e Jennifer Connelly. O livro recebeu mais de 100 propostas de diversos estúdios para adaptação para o cinema. No final, a Dreamworks – acho que é aquele estúdio do Spielberg - acabou ganhando a disputa, após oferecer a melhor proposta.
Estes esclarecimentos são importantes para que você entenda que “O Jardim dos Últimos Dias” foi escrito por um autor conceituado e por isso mesmo, vale à pena ser lido.
O enredo de Dubus é inspirado nos rumores de que um dos terroristas do 11 de Setembro teria desfrutado os prazeres da sociedade ocidental dias antes do atentado contra as Torres Gêmeas. O autor mostra como bons e maus sentimentos podem conviver na mesma mente.
A partir da vida de April, mãe da pequena Fanny e dançarina numa boate de striptease na Flórida, onde o árabe Bassam busca satisfação antes de matar e morrer em nome da estrita fé islâmica, Dubus faz uma dissecação da sociedade norte-americana, contando como cidadãos comuns podem conviver, sem perceberem, com terroristas não imaginando o que o futuro lhes reservava. 
05 – O Vulto das Torres
Autor: Lawrence Wright
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 504
Ano: 2007
O livro de Lawrence Wright explora à exaustão a vida de Osama bin Laden e todo o trabalho frustrado desenvolvido pelos serviços de inteligência americano para capturá-lo. Neste ponto, considero a obra de Lawrence um pouco desatualizada, mesmo porque Bin Laden foi morto em 2011, quatro anos após o lançamento do livro. Portanto, muitas observações do autor perderam o sentido e também o impacto.
Mas nem por isso, “O Vulto das Torres” deixa de ser interessante. A obra é fundamental para o leitor entender a construção do pensamento radical islâmico desde os anos 50, além da formação das organizações terroristas. O autor ‘detona’, sem meias palavras, as trapalhadas dos serviços de inteligência da Terra do Tio Sam que acabaram facilitando a ação do grupo terrorista da Al-Qaeda. Para que os leitores tenham uma breve noção dessas falhas, basta dizer que os terroristas tiveram liberdade para treinar, planejar e atacar os cidadãos americanos em seu próprio território!!
06 – A Terrorista Desconhecida
Autor: Richard Flanagan
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 328
Ano: 2009
Este livro é indicado para aqueles leitores que não se ‘ligam’ muito em descrições jornalísticas e investigativas sobre o fatídico ‘11 de setembro’. O enredo de Richard Flanagan não tem nada a ver com fatos reais. “A Terrorista Desconhecida” é um romance de ação e suspense tendo como pano de fundo o atentado de 2001.
A história se passa em Sydney, na Austrália, no pós-Onze de Setembro, onde três bombas são encontradas no centro da cidade. O clima é de medo e apreensão. Gina Davies, conhecida como Boneca, vive alheia a tudo isso: a stripper mais famosa da boate Chairman's Lounge só quer saber de dinheiro e roupas de grife.
O encontro com Tariq, um jovem belo e sedutor, vira a rotina de Boneca de cabeça para baixo. Depois de passarem juntos uma noite regada a álcool e cocaína, Tariq desaparece. Boneca descobre pela tevê que ele é suspeito de terrorismo, e que ela, por ter sido vista ao seu lado, é procurada como cúmplice. 
Envolta numa teia de que não pode escapar, fugindo de uma perseguição absurda, Boneca vê seus caminhos se estrangularem e todas as verdades de sua vida se transformarem em mentiras.
Não li o livro e para ser sincero, nem sei se lerei, mas ele tem ‘cara’ daqueles enredos escritos por Frederick Forsyth, o que já é um bom sinal.
Na esperança de despertar o interesse dos leitores e vender muito mais livros, a Companhia das Letras usou um slogan bem chamativo para divulgar a obra nas livrarias: “E se você acordasse um dia e descobrisse que é a pessoa mais procurada do país?” Bem forte, né galera?
07 – Querido John
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Ano: 2010
Mais um romance que utiliza o ataque ao World Trade Center apenas como pano de fundo. Digamos que Nicholas Sparks emprestou o ‘11 de Setembro’ como tempero para mais uma de suas ‘lacrimosas’ estórias de amor.
Desta vez, ele conta o drama de John, um soldado americano que está aproveitando o seu período de folga na casa de seu pai, numa pacata cidade interiorana dos Estados Unidos, quando conhece Savannah. E adivinhe o que acontece? Quem é fã de carteirinha de Sparks, certamente, já descobriu a resposta: os dois se apaixonam, trocam o primeiro beijo, fazem juras de amor e depois se separam, mas... para se reencontrarem numa situação adversa.
Enquanto todo esse dramalhão ‘come solto’, lá estão as finadas Torres Gêmeas emprestando mais emoção ao romance.
No fim de suas férias, John precisa retornar para o exército e Savannah para a faculdade. Na tentativa de ficarem mais próximos, eles prometem relatar tudo o que acontece em suas vidas por meio de cartas escritas um para o outro. Ficam nesse esquema durante dois anos.
Quando John está prestes a retornar de vez para a casa, acontece o fatídico ataque às Torres Gêmeas, em Nova York. Os Estados Unidos da era George W. Bush acabam declarando guerra ao Iraque. John renova seu período de alistamento militar e por causa do atentado terrorista, o romance entre os pombinhos acaba tomando um caminho complicado e inesperado.
“Querido John” foi adaptado para as telonas no mesmo ano do lançamento do livro de Sparks e fez grande sucesso entre os telespectadores teens.
08 – Homem em Queda
Autor: Don De Lillo
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 264
Ano: 2007
O título do livro faz uma alusão às imagens de pessoas em queda livre feitas no 11 de Setembro. Segundo a maioria dos críticos literários, juntamente com “Extremamente Alto & Incrivelmente Perto”, “Homem em Queda” é considerada uma das maiores obras de ficção cujo pano de fundo são os atentados terroristas em Nova York.
Don De Lillo conta a saga de Keith, um homem que consegue sair com vida de uma das torres gêmeas atingidas pelos aviões pilotados por terroristas, no dia 11 de setembro. Em vez de voltar para o seu próprio apartamento, o atordoado Keith, coberto de poeira e sangue, e carregando uma pasta que não lhe pertence, bate à porta de sua ex-mulher, Lianne, com quem tem um filho pequeno.
Keith tenta reconstruir sua vida, ao mesmo tempo, que sai em busca do dono da misteriosa pasta. Lianne, por sua vez, trabalha como voluntária junto a pacientes com Alzheimer e cuida também de sua mãe, Nina, uma historiadora de arte aposentada.
Esse punhado de personagens evolui num mundo onde não há mais o antes, e o depois é todo feito de incertezas e angústias com pouca chance de resolução.
09 – Ao Pé da Escada
Autor: Lorrie Moore
Editora: Record
Páginas: 336
Ano: 2011
Lorrie Moore é uma professora de língua inglesa na Universidade de Wisconsin e autora cultuada em seu país. Estas referências já são suficientes para indicar a leitura do livro. A autora narra a história de Tassie Keltjin, filha de fazendeiros que faz a passagem para a vida adulta ao ingressar em uma universidade do Meio-Oeste.
No começo do romance, Tassie reage com “histeria, gargalhadas assustadas, culpadas e desesperançadas” à notícia dos atentados. A partir daí, a sombra deles sempre se fará presente.
Imersa num ambiente politicamente correto sufocante, ela abraça os protestos contra a guerra no Afeganistão, vira babá de uma criança negra adotada por um casal branco e se envolve com um muçulmano que se diz brasileiro.
Por meio da história da jovem e ingênua Tassie, a autora nos mostra, de forma melancólica e dura, a alma de seus personagens, mapeando seus medos e desapontamentos, seus ganhos e esforços cada vez mais tênues de se manterem fiéis a seus sonhos em face da tragédia que se desenrola.
10 – O Fundamentalista Relutante
Autor: Mohsin Hamid
Editora: Objetiva
Páginas: 176
Ano: 2008
Changez, um paquistanês que vivera por muitos anos nos Estados Unidos, encontra-se com um norte-americano num café em Lahore. Aos poucos, ele narra sua história a esse enigmático visitante. Depois de estudar em Princeton, onde fora o primeiro colocado de sua turma, Changez tinha a vida praticamente ganha: trabalhava numa empresa de elite em Nova York que fazia avaliações de mercado para grandes companhias e havia conhecido a garota de seus sonhos. Naquele momento, sentia-se cada vez mais integrado ao estilo de vida norte-americano.
Mas tudo muda quando ele vê, pela televisão, as Torres Gêmeas desmoronando. Sua vida, então, irá se alterar por completo, e esse jovem paquistanês descobrirá laços de fidelidade mais fundamentais do que o dinheiro e o poder.
O atentado terrorista faz com que Changez se veja repentinamente distanciado da vida que levava até então, e sua própria identidade começa a se transformar de forma irreversível, arrastando-o para o centro de uma crise sem precedentes.
O livro virou um filme muito elogiado pela crítica e publica em 2012.
 Taí man; se interessou por alguma dessas obras? Então mãos a obra! Quer dizer, mãos à leitura. J


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