quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Análise da Inteligência de Cristo

Hoje em dia ser ateu ou agnóstico é a bola da vez. Você chega para o sujeito e lhe pergunta: - “Cara, ‘cê’ acredita em Deus?”. Na lata vem a resposta: - “Mêo sou agnóstico, só acredito vendo!”
Não pêra aí... Você é agnóstico e mesmo assim usou a expressão de um santo?! É, um santo, cara! São Tomé. Conhece?  Aquele que antes de conferir as chagas no corpo do Cristo ressuscitado, soltou a frase famosa: - “Só acredito vendo!”.
Aí não dá né galera? Se o cara é agnóstico do tipo casca grosa, ateísta mesmo; não pode ficar emprestando para o seu vocabulário expressões de santos, senão vai dar na cara que... ele acredita em santo, oras! E acreditando em santo, ele deixa de ser agnóstico ou então vai passar a ser um agnóstico ateísta fajuto. Putz... que confusão!
Tem um taxista na minha cidade que é ‘ateu da gema’ e como não bastasse, ainda abomina os católicos ou evangélicos que defendem as suas convicções religiosas. Dia desses, o cara exclamou após ‘ouvir e ver’ na TV uma notícia nada agradável: - “Valha-me Deus!!” Vai entender um tróço desses!
Após ver o tal taxista soltar essa exclamação fiquei pensando com os meus botões, quantos ateus e agnósticos já exclamaram na hora do aperto ou do susto aquela expressão popular: - “Meu Deus!!” ou então no ‘cúmulo do cúmulo e mais um pouco do cúmulo da distração: “Nossa Senhora!!”.
Agora falando escrevendo sério pessoal: ou o cara é ou não é. Não vem com essa de ficar todo enrustido com medo de que os outros o discriminem por causa de suas ideologias.
No meu caso, acredito ainda que o bom e velho Moisés estirou o seu ‘cajadaço’, berrou alguma coisa ao nosso bom Deus lá nas nuvens e na mesma hora o Mar Vermelho se dividiu em dois. Cara, eu penso dessa maneira e não vou mudar por causa das outras pessoas, com medo de levar na orelha aquela frase que derruba o ego de qualquer “Einstein”: - “PQP, como tú é burro!!”
Autor Augusto Jorge Cury
Galera... essa mesma convicção na religião, no esporte, na política, etc, deve ser adotada quando o assunto é literatura. Conheço muitas pessoas que devoram obras de auto-ajuda, escondidinhos em sua casa ou então no trono em que todos os reis e plebeus se sentam, mas depois saem por aí criticando esse gênero de livro.
Escrevi todo esse preâmbulo para dizer que muiiiiitas pessoas leram em segredo a coleção “Análise da Inteligência de Cristo” com medo de que os seus amigos o menosprezassem. E pior: depois de terem lido e gostado saíram por aí esculachando a obra, simplesmente porque os pseudo-intelectuais sentem ojeriza por esse tipo de livro.
Eu adorei a coleção de Augusto Cury. Li os cinco livros que formam a obra em apenas um mês. São espetaculares, quer você goste ou não de livros de auto ajuda.
Cury que além de escritor é um conceituado psiquiatra promove em sua coletânea uma abordagem do lado psicológico e comportamental de Jesus com aplicação nas diversas áreas do conhecimento humano. Em outras palavras: ele analisa a mente de Jesus à partir das atitudes tomadas pelo Cristo durante a sua jornada de vida até o momento de sua crucificação.
A coleção é formada pelos livros: “O Mestre dos Mestres”, “O Mestre da Sensibilidade”, “O Mestre da Vida”, “O Mestre do Amor” e “O Mestre Inesquecível”. Eles nos proporcionam uma perspectiva filosófica e psicológica do comportamento de Jesus.
Após a obra passei a admirar e respeitar ainda mais essa fera (no bom sentido) chamada Jesus. Ele conseguiu liderar e modificar as atitudes de 12 pessoas complicadíssimas ou será que você acreditava que os 12 apóstolos de Cristo eram todos anjinhos? Vamos tomar Pedro, como um dos exemplos. Ele era impulsivo, impetuoso e vacilante, indo de um extremo a outro com a maior facilidade.  Certa ocasião  recusou que Jesus lavasse os seus pés, mas ao ouvir a resposta de seu Mestre, pediu, então,  para que o lavasse por inteiro.
Quanto a Tiago.... Olha... acho que o Cristo teve trabalho. O sujeito era colérico, ficando arrebatado quando a sua indignação chegava ao auge. estava sempre habituado a justificar-se e a desculpar-se da sua raiva sob o pretexto de que era uma manifestação de justa indignação. Resumindo: ele se desculpava, mas nunca admitia que a culpa era sua.
João? Era vaidoso e intolerante. Bartolomeu? Orgulhoso até a gota. Mateus? Materialista. Antes de conhecer Jesus, gostava de levar vantagens sobre as pessoas.  Quanto aos outros apóstolos? Seguiam a mesma toada.
E o que Jesus fez? Em sua natureza humana, conseguiu mudar o comportamento de todos esses homens, transformando-os em seres humanos de qualidades múltiplas, verdadeiros exemplos para todos nós.
Utilizando-se de uma minuciosa pesquisa, Cury procura explicar como Jesus conseguiu mudar o comportamento de seus apóstolos.
O autor investiga, também, as etapas do julgamento de Jesus diante das dramáticas situações de tortura e de humilhação experimentadas, ressaltando o fato de que, através de seu silêncio, Ele conseguiu gerar uma enorme perplexidade nas pessoas através de olhares e de pequenas frases.
Cury diz, ainda, que Jesus teria tido todos os motivos para ter desenvolvido uma depressão ou ter sofrido de ansiedade. Porém, o autor busca explicar como que o Filho de Deus conseguiu ser uma pessoa alegre, livre e segura.
Estas são apenas algumas nuances que me lembro da coleção “Análise da Inteligência de Cristo”. Faz muitos anos que li os cinco livros e não tenho constrangimento nenhum em afirmar que aprendi muito com eles e mais... utilizei alguns desses ensinamentos no dia a dia de minhas atividades profissionais. E acredite se quiser: deu certo.
E Zéfini!!


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