Drácula (Bram Stoker)


Li “Drácula, do escritor irlandês Bram Stoker, há alguns anos, acho que em 2012, mas gostei tanto do livro que mesmo já tendo, em minha estante, a edição da Martin Claret, resolvi, no mês passado, comprar um box com as obras do autor. Na caixa vieram três livros, um deles, lógico, “Drácula”. Hoje tenho dois vampirões na minha estante: o da Martin Claret e o da Nova Fronteira.
Posso garantir que reler Drácula foi gratificante, mesmo porque não me recordava de várias passagens da história, inclusive do seu final.
O livro é todo escrito no formato de epístolas, diários, telegramas e memorandos. Quem escreve essas cartas são os próprios personagens, o que a torna a história mais densa, conferindo-lhe um certo clima de realidade. Cara, e como essas epístolas provocam medo, aliás muito medo. Algumas delas, inclusive, chegam a ser perturbadoras como por exemplo os diários de Jonathan Harker e do capitão de um navio chamado Demeter.
Os diários desses personagens tem cenas que me impressionaram muito, principalmente porque, durante a maior parte do meu tempo, os li de noite e sozinho em minha casa.  Então já viu né.  Por exemplo, ver Harker descrevendo o conde saindo de uma janela do castelo e rastejando pelas paredes externas como um enorme verme não é nada agradável. Menos agradável ainda é ver as ‘namoradas’ vampiras de Drácula se alimentando de crianças recém-nascidas. Meu amigo, acredite, para ler essas passagens, o sujeito tem que ser trucão, no duro.
O diário de bordo do capitão do Demeter não fica atrás. Para chegar até Londres, Drácula viajou nessa embarcação escondido em um caixão. Não preciso dizer que coisas terríveis aconteceram durante a viagem. Todos esses momentos de horror enfrentados pela tripulação são narrados no diário do capitão.
Estas duas epístolas provocaram calafrios na primeira vez que li o livro, em 2012, por isso, resolvi escrever um post só delas (ver aqui).
Quanto as cartas escritas por Mina Harker, mulher de Jonathan, apesar de não serem tão apavorantes, também prendem a atenção dos leitores. A personalidade, coragem e ao mesmo tempo delicadeza de Mina conquista até o mais insensível dos leitores.
Além de Jonathan e Mina Harker, o autor conseguiu criar personagens cativantes como o psiquiatra Dr, Jack Seward, o Lord Arthur Holmwood, o caçador Quincey Morris e claro, o Dr. Van Helsing. Os quatro se unem na caçada ao poderoso vampiro e tentam de todas as maneiras destruí-lo. As cenas de perseguição ao monstro que culminam com um final movimentado e repleto de ação são muito bem descritas por Stoker.
Prestem atenção em Quincey Morris, não há como não gostar desse personagem. Dei muitas risadas com ele, torci por ele e também fiquei triste em determinado momento.
Com relação ao Van Helsing do livro não se compara ao do filme de 1992, apesar da interpretação competente e muito elogiada de Anthony Hopkins. O caçador de vampiros das páginas é muito mais profundo e carismático do que o das telonas.
“Drácula” não nega fogo logo de cara. Em suas primeiras páginas, Stoker já arrebenta criando um clima tenso e sombrio durante a visita de Jonathan Harker ao castelo do vampiro. O objetivo desse encontro é prestar apoio jurídico para uma transação imobiliária supervisionada pelo empregador de Harker. Primeiramente atraído pelos bons modos de Drácula, o advogado logo percebe que é um prisioneiro ali. Outros detalhes tornam o anfitrião uma personagem excêntrica: ele não tem reflexo no espelho, não é visto de dia e nunca mostra ter fome. Certa noite, Harker o vê escalando as altíssimas paredes do castelo e sumindo na floresta ao redor, como se fosse um bicho. Ele ainda não entende que Drácula é um vampiro. A partir daí começa o pesadelo do jovem. A situação se complica ainda mais quando o vampiro encontra um meio de chegar até Londres, onde pretende ficar para espalhar o terror.
O romance foi publicado em 1897e se tornou a pedra fundamental dos enredos literários e cinematográficos sobre vampiros.
Boa leitura galera!

2 comentários

  1. Não sei se vimos a mesma oferta, mas algum tempo atrás encontrei a oferta quase irresistível desse box. Eu li Drácula quando eu tinha uns 15 anos, uma edição de bolso que ainda tenho. Uma irmã minha o comprou na época. Também tenho Os Sete Dedos na Morte, edição de bolso. Como sempre adorei a história de Drácula, claro que fiquei tentado, ainda mais num box desses. Mas, entre outros que queria comprar, e a grana não dava para tudo, e por ter já duas das histórias, acabei não comprando. Isso não significa que não penso em adquiri-los uma hora dessas. Só não posso bobear muito....
    Até!

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    1. Atas, o box é visualmente fantástico. Quanto ao conteúdo, estou gostando. Falta apenas a leitura de "A Toca do Verme Branco". Os enredos de "Contos Estranhos" e "Os Sete Dedos da Morte" conseguem prender a atenção do leitor, quanto a "Drácula", dispensa comentários.
      Abcs!

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