03 maio 2024
Livros que talvez você nunca tenha ouvido falar, mas que valem muito a pena serem lidos
Acredito que a maioria desses livros – para não dizer
todos – são desconhecidos para grande parte dos leitores que visitam esse
espaço, principalmente os leitores teen que estão acostumados com obras mais
contemporâneas. São livros que, certamente, vocês nunca ouviram falar e muito
menos, tiveram a oportunidade de ler e com isso, bem... perderam uma baita
oportunidade de mergulhar de cabeça numa história marcante e até mesmo
viciante.
Li todos os oito livros dessa lista e posso garantir
que apesar de serem pouco comentados por estarem afastados dos holofotes da mídia,
eles são fantásticos, com enredos deliciosamente viciantes como uma trufa
cremosa de chocolate ou um Petit gateau ou... sei lá, com qualquer coisa que você
ame de paixão.
Por isso, resolvi escrever uma postagem com o objetivo
de indicar essas dez preciosidades – infelizmente, desconhecidas - para a
galera se deliciar com a leitura de suas páginas.
Pare e pense um pouquinho quantas vezes, ao passar por
um sebo, você ‘sacou’ da estante uma obra da qual nunca viu ou ouviu falar e
por causa da capa ou do título resolveu compra-la. ‘Entonce’, ao concluir a
leitura vem a surpresa: o tal livro desconhecido se transformou numa das
melhores leituras dos últimos anos. É... acredite; isso acontece com mais
frequência do que imaginamos.
Agora, vamos para a nossa lista de livros ‘abandonados’,
‘esquecidinhos’ e longe da fama, mas que são muito, mas muito bons.
01
– O Enxame (Arthur Herzog)
Uma verdadeira joia rara que descobri num sebo. Adorei
o enredo eletrizante escrito por Arthur Herzog.
O livro lançado em 1976 pela Artenova é fantástico e
volta e meia o releio ou então dou uma folheada em algumas partes. Pena que o
filme baseado na obra foi um verdadeiro fiasco apesar de ter contado com um
elenco estelar.
Herzog usou um método inovador na época, deixando de
lado introdução, prólogo, prefácio e outros inícios convencionais de obras,
para estampar logo de cara em seu livro notícias de ataques de abelhas
africanas em várias parte do mundo. As duas páginas, antes do 1º capítulo,
contem textos jornalísticos sobre os estragos provocados pelas abelhas, além de
relatos que indicam o surgimento de uma nova espécie mortífera do animal.
No enredo, um entomologista comanda uma força-tarefa
que tenta deter o avanço de abelhas assassinas, que vieram da África sendo mais
fortes, resistentes e imunes para os pesticidas. Três ferroadas matam um
adulto. Enquanto não se acha uma solução, o número de vítimas aumenta
assustadoramente. O Enxame é um
romance cheio de tensão e para ler numa só tacada. O livro pode ser encontrado
nos sebos online por preços módicos.
02
– Médicos em Perigo (Frank G. Slaughter)
Ganhei o livro de um amigo, mas como não me interessei
pelo título e tampouco pelo autor, deixei Médicos em Perigo guardadinho em minha estante; e iria ficar lá, esquecido, se uma
prima não tivesse me visitado e entrado em minha sala de leitura. Ao ver o
livro ela exclamou: - “Jam! Esse livro é fantástico, acabei de ler!”.
Como essa minha prima tem um gosto refinado e exigente
para leituras, resolvi seguir o seu conselho e ler a história de Slaughter.
Ao concluir a leitura das quase 300 páginas com letras
miudinhas, só posso dizer que amei a história. O livro é focado no personagem
Mark Harrison, um jovem médico com um futuro promissor pela frente. Ele é
especialista no campo da micro-cirurgia. Vale lembrar que na época em que o
livro foi escrito, 1984, essa área da medicina ainda era considerada um
verdadeiro tabu, mas Slaughter, após minuciosa pesquisa conseguiu juntar
informações convincentes sobre o assunto; tão convincentes que ele ganhou o
status de um escritor visionário, pois tudo o que ele colocou no enredo sobre o
assunto, acabaria se tornando realidade anos depois.
Mas voltando a escrever sobre a história de Médicos em Perigo, Mark acaba jogando
toda a sua carreira pelo ralo quando se torna um viciado em drogas médicas, e
diga-se, drogas bem pesadas. A partir daí, a sua vida transforma-se num
verdadeiro pesadelo. Uma história de vitórias, derrotas e redenção. Médicos em Perigo dá uma visão ampla do
mundo podre da medicina, ou seja, do jogo de interesses envolvendo médicos,
donos de clínicas e grandes hospitais que visam apenas o lucro em suas ações;
da concorrência entre colegas de trabalho que pode chegar aos extremos; da
exploração pela qual os médicos recém-formados acabam se tornando vítimas,
sendo obrigados a cumprir uma carga horária desumana. É esse o “o ambiente
predador” onde Mark é jogado.
O romance foi lançado nos anos 80 e está esperando por
você nos sebos virtuais, incluindo aqueles cadastrados nos portais da Estante
Virtual e Amazon.
Livraço!
03
– A Tormenta (Sebastian Junger)
O subtítulo - A
história real de uma luta de homens contra o mar - do livro A Tormenta do
jornalista Sebastian Junger já revela qual é a essência de seu enredo. O livro publicado
em 1997 só foi despertar o interesse dos leitores, três anos depois, após o
lançamento do filme “Mar em Fúria” (2000) do diretor alemão Wolfgang Petersen e
que teve nos papéis principais: George Clooney e Mark Wahlberg. O filme foi
adaptado do livro.
Baseado em uma história real, “Mar em Fúria” conta a
história de cinco pescadores que são surpreendidos por um dos maiores temporais
da História e que ocorreu em 1991 em função de uma rara conjunção de fatores
meteorológicos. Depois de se afastarem da costa em busca de mais peixes no
barco de pesca chamado Andrea Gail, os cinco homens acabam encontrando a
`tempestade perfeita` em seu retorno para casa - a pequena cidade de
Gloucester. Agora, eles terão que lutar contra um mar revolto e ondas
gigantescas numa tentativa desesperada de sobrevivência.
O fracasso do filme nas bilheterias acabou refletindo
nas vendas do livro que acabou sendo esquecido pelos leitores ao longo dos anos
seguintes. Uma pena porque, ao contrário da produção cinematográfica, a obra
literária tem muitas qualidades capazes de prender a atenção dos leitores.
O livro do jornalista Sebastian Junger é muito mais do
que apenas a história dos tripulantes do barco Andrea Gail que ocupa uma boa
parte da obra, mas não ela toda. A
Tormenta, como o próprio título aponta, é a história de vários homens e
mulheres que em outubro de 1991 enfrentaram uma tempestade perfeita que atingiu
várias cidades de Massachusetts. É a história de heróis e heroínas que lutaram
com o mar em fúria: pescadores, moradores, salva-vidas, etc.
O autor descreve ainda com riqueza de detalhes o
trabalho de salvamento das tripulações dos barcos atingidos pela “tempestade do
século”. A ação imediata da Guarda Aérea Americana que enviou os seus modernos
helicópteros de salvamento com paraquedistas de resgate, além de um jato
Falcon. F-a-n-t-á-s-t-i-c-o.
Como não ler um livro desses?
04
– Presa (Michael Crichton)
Presa,
lançado em agosto de 2003, é um dos livros, senão o livro, mais injustiçados de
Michael Crichton. Por que? Simples. Apesar de ter um dos melhores enredos já escritos
por Crichton, Presa é uma das obras
menos conhecidas pelos leitores que apreciam o trabalho do saudoso escritor que
foi considerado o “rei do techno-triller”. Tenho certeza que muitos amantes do
gênero, incluindo aqueles que admiram o trabalho do escritor, não leram esse
livro, simplesmente por nunca terem ouvido falar dele.
Presa conta
a história de uma praga mecânica e os esforços desesperados de um punhado de
cientistas para exterminá-la. Crichton nos transporta aos domínios emergentes
da nanotecnologia e da inteligência artificial em uma história emocionante.
O livro mistura ficção científica hard com suspense
brindando os seus leitores com um excelente techno-thriller. O enredo envolve
nanotecnologia: um microorganismo artificial capaz de se mover em nuvens, como
um enxame de abelhas, e capaz de evoluir sozinho como um ser vivo. Logo a
tecnologia se torna uma ameaça, desenvolvendo inteligência e aprendendo até
mesmo a mimetizar seres humanos, e cabe a um programador chamado Jack - marido
de Julia, uma das cientistas do projeto - buscar uma solução para o problema.
05
– Rios Vermelhos (Jean-Christophe Grangé)
Mais uma obra excelente você nunca ouviu falar. Rios Vermelhos (2000) do escritor
francês Jean-Christophe Grange tem todos os elementos necessários que um livro
policial precisa para se tornar um grande sucesso, um verdadeiro bestseller.
Além de um serial killer inteligente, violento e ao
mesmo tempo enigmático, o enredo da história é cheio de reviravoltas que
provocam inúmeras surpresas no leitor. No momento que você pensa que a
narrativa flui para algo natural, pimba! A reviravolta na trama chega de
maneira inesperada.
Como tempero extra para um enredo cheio de mistérios,
reviravoltas e surpresas, temos uma dupla de detetives impagável: um francês e
outro árabe. Pierre Niémans e Karim
Abdouf são tão carismáticos, tão peculiares que até ganharam um post exclusivo
no blog (ver aqui). Eles adotam duas
linhas de investigações diferentes mas que no final acabam convergindo para o
mesmo crime. No início, os dois policiais não sabem da existência um do outro,
mas no meio do romance quando ambos se encontram... sai de baixo. Eles são
escalados para rastrear a pista de um perigoso e inteligente assassino que
planeja crimes em série com requintes de crueldade em uma pequena cidade
universitária do interior da França. Apenas um crime com requintes de crueldade
ou obra de uma seita satânica? É o que essa dupla impagável e inesquecível de
detetives deverá descobrir.
06
– O Círculo Matarese (Robert Ludlum)
Conheço livros que apesar de terem sido lançados há 40
anos ou mais ainda continuam sendo venerados por um grande número de leitores.
Infelizmente, isso não acontece com O Círculo Matarese de Robert Ludlum publicado em 1979. O autor, quase sempre,
é lembrado pelo seu antológico personagem Jason Bourne que faz parte da também
antológica Trilogia Bourne formada
pelos livros: A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne e O Últimato Bourne. Acredito que por
causa do enorme sucesso desses três livros, outros trabalhos também
considerados excelentes de Ludlum acabaram caindo no esquecimento dos leitores
brasileiros; O Círculo Matarese é um
deles.
Já li o romance duas vezes e estou me preparando para
encarar as suas páginas pela terceira vez. A história é viciante, daquelas que
você agarra e só tem vontade de largar quando termina. Achei o Circulo Matarese melhor do que A Identidade Bourne, apesar dessa
segunda obra ser tida como aquela que abriu as portas do sucesso para Ludlum,
transformando-o num dos autores de Best-Sellers mais respeitados do mundo.
Imagine em plena guerra fria, dois agentes – um
americano e outro, russo –
obrigados a trabalharem juntos, apesar de serem
considerados inimigos mortais. Aliás, a capa da edição mais recente do livro
deixa evidente o que Bradon Scofield e Vasili Talaniekov representam um para o
outro. Só para lembrar que na capa de O
Círculo Matarese vemos dois escorpiões venenosos numa luta aguerrida onde,
provavelmente, só um deles sairá vivo. É assim que Scofield e Talaniekov se
tratam: inimigos mortais. Mas qual missão é tão importante para fazer com que
esses dois inimigos mortais unam suas forças? Conseguirão superar suas
diferenças e rancor para trabalharem juntos? Leiam o livro e ficarão sabendo.
Garanto que irão amar o enredo.
07
– Instinto Assassino (William Randolph Stevens)
William Randolph Stevens escreveu apenas esse livro
que caiu no limbo do esquecimento. Poucos leitores tiveram a oportunidade de
lê-lo. Azar de quem não leu; perdeu um grande livro. Instinto Assassino foi transformado em uma minissérie homônima na
Rede Globo no início dos anos 90 e que teve um sucesso apenas discreto.
Novamente, azar de quem não assistiu, porque foi uma minissérie excelente.
Fiquei impressionado com o enredo. Instinto Assassino nos dá uma noção
exata da complexidade da mente e do modus operandi de um psicopata. Juro que
fiquei impressionado demais após a leitura da obra de Stevens. Impressionado,
porque você chega a conclusão que pode estar convivendo, normalmente, ao lado
de um psicopata já que a maioria deles camuflam muito bem os seus desvios
psicológicos.
Na obra de Stevens que também foi o promotor do caso e
depois resolveu escrever um livro sobre o assunto, Cristina Henry narra os
momentos de terror que passou ao lado de seu marido, o proeminente médico
americano, Dr. Patrick Henry com quem chegou a ter um filho.
Ela conviveu durante quase sete anos ao lado de um
perigoso psicopata sem perceber nada de anormal, já que o médico insano
escondia com perfeição a sua personalidade doentia. Durante todo esse período,
Cristina enfrentou várias situações de risco extremo, com a sua vida ficando
presa por um fio. O passatempo predileto de seu esposo era armar armadilhas
para matá-la ou então fazê-la sofrer, sem que ela nada percebesse.
O ponto alto da perversidade do Dr. Henry é o momento
em que ele tenta matar o próprio filho por enxergá-lo como um inimigo.
E pensar que você pode encontrar esse livro nos sebos
virtuais por apenas R$ 6,00.
08
– Os Sete Minutos (Irving Wallace)
Encerro essa lista com o romance Os Sete Minutos de Irving Wallace.
Posso definir a leitura desse clássico que também ficou
esquecida pelos leitores como arrebatadora. Fiquei surpreso porque não
conseguia largar o livro e quando percebi, me via lendo durante qualquer brecha
do meu dia a dia: no banheiro, depois do almoço, entre uma reportagem que fazia
e outra. E olha que eu não tenho esse hábito, já que acostumei a ler somente
durante as noites e madrugadas. Mas confesso que Wallace, com o seu livro,
conseguiu mudar os meus velhos hábitos.
A obra em questão pode ser classificada como um livro
dentro de outro livro. O autor fala de um misterioso escritor chamado J.J.
Jadway que escreveu “Os Sete Minutos” considerado o romance mais injuriado e
polêmico de todos os tempos.
O livro, na época de seu lançamento, escandalizou toda
a sociedade e ficou proibido durante 35 anos, ganhando o status de obra
maldita, mas por outro lado Cult. Quanto ao seu autor, se tornou um mito, uma
verdadeira lenda. Por causa da obra polêmica, há três décadas e meia, Jadway
acabou sendo expatriado e a partir desse momento ninguém nunca mais souber
informar o seu paradeiro: se ele estava vivo ou morto. Decorrido todo esse
tempo, uma editora resolveu relançar o polêmico romance, mas um ambicioso e
retrógrado promotor de uma pequena cidade americana, ainda entendia que o livro
se tratava de uma obra obscena. Por isso, o magistrado acaba prendendo um
pacato livreiro que vendia exemplares de “Os Sete Minutos” em sua loja. Mas
isso é só o começo do fio que forma o novelo dessa trama recheada de
reviravoltas e plot twists.
Taí galera! Tudo bem que vocês nunca tenham ouvido ou
visto comentários sobre essas obras, mas leiam, garanto que vocês terão uma
experiência inesquecível.
29 abril 2024
Livro “Elvis e Eu” de Priscilla Presley será relançado no Brasil após 38 anos. Obra deve chegar no segundo semestre de 2024
Existem livros que damos o sangue para consegui-lo.
Quando me refiro em “dar o sangue” estou querendo dizer: passar madrugadas e
mais madrugadas em claro vasculhando a internet na esperança de encontrar em
algum sebo a tal obra difícil ou então, até mesmo, publicar anúncios em jornais
e nas redes sociais se propondo a pagar preços exorbitantes para realizar o seu
sonho literário. Enfrentei essa situação, no passado, quando ainda nem pensava
em ter um blog literário. Acho que foi bem antes do saudoso Orkut e até mesmo
do finado ICQ.
Foi na época das antológicas salas de bate-papo, na
virada dos anos 1990 para os anos 2000. Elas eram o ponto de encontro entre
desconhecidos de todo o mundo na internet que ainda engatinhava, na era das
conexões discadas, dos “belíssimos” sites em HTML, dos GIFs em baixa qualidade
e contadores de visitas exóticos. E foi numa dessas salas que eu consegui O Parque dos Dinossauros de Michael
Crichton. Em 2001 ainda não tínhamos o advento dos sebos online. Se não
encontrássemos o livro que queríamos numa livraria online tradicional, tínhamos
de procura-lo em um sebo numa cidade próxima ou distante de onde morávamos ou
então contar com a sorte somada a generosidade de algum bom samaritano. Pois é,
demorou, mas consegui encontra-lo. Ufa! (conto como ‘pesquei’ o livro de
Crichton nesse post aqui).
O Destino do Poseidon de Paul Gallico e Elvis e Eu de Priscilla Presley e Sandra Harmon tiveram histórias
semelhantes, ou seja, foram conseguidos na raça, um verdadeiro achado na
loteria. Daqueles achados dos quais você se vê no dever de agradecer a Deus mil
vezes. Hoje, o contexto envolvendo duas dessas três obras mudou radicalmente,
já que você pode encontra-las, facilmente e por preços módicos, em qualquer
livraria ou sebo. O outrora raro O Destino
do Poseidon pode ser adquirido no portal de sebos da Estante Virtual entre
R$ 6,50 e R$ 14,30. O Parque dos
Dinossauros ou Jurassic Park,
apesar de um pouco mais caros, também podem ser encontrados aos borbotões nas
livrarias e nos sebos por valores que variam de R$ 23,00 a R$85,00. Os leitores
tem ainda a opção de adquirir um box ultra-luxuoso contando além de Jurassic
Park com “O Mundo Perdido”, ambos escritos por Crichton. Aqueles que estiverem
dispostos a pagar em torno de R$ 150,00 terão em mãos essa edição “puro luxo”
de encher os olhos.
![]() |
| Capa de "Elvis e Eu" lançado em 1986 |
Resumindo, o que antes era considerado água num
deserto se transformou em água num oásis. Com exceção, claro, de Elvis e Eu que insiste em dar uma de
difícil (rs). O livro escrito pela ex-mulher do rei do rock continua
completamente foragido dos sebos. Quanto as livrarias, melhor esquecer. No
Brasil, a obra só teve a edição publicada em 1986 pela editora Rocco, depois
nenhuma outra foi lançada nesses últimos 38 anos. Aqueles que arriscarem a dar
uma zapeada nos sebos encontrarão um único exemplar usado e em condições apenas
razoáveis de conservação por R$ 180,00, ou seja, mais caro do que o box imponente
com os dois livros tinindo de novos escritos por Crichton.
Esta “secura” tem deixado os fãs de Elvis desesperados
porque a maioria dos leitores e críticos consideram o livro de Priscilla
Presley e sua colaboradora Sandra Harmon como a obra mais intimista já escrita sobre
a vida de Elvis.
Mas brevemente o desespero dos fãs vai chegar ao fim.
Isto mesmo; você que não chegou a ler o título desse post pode comemorar com
direito a uma grande bateria de fogos. Posso revelar a tão aguardada novidade?
Ok. Então, lá vai: Elvis e Eu vai ser
relançado no Brasil no segundo semestre desse ano. E aí? Vibrou com a novidade?
Galera, não tem como deixar de vibrar, não é?

Nascimento de Lisa Marie Presley
Vale lembrar que Elvis
e Eu é a obra utilizada como referência para o novo filme sobre aquele que
ficaria conhecido como "rei do rock": 'Priscilla'. Dirigido por Sofia
Coppola, o longa conta com Cailee Spaeny interpretando Priscilla, e Jacob
Elordi dando vida à mais nova versão de Elvis, foi lançado no fim de 2023. O
livro também virou uma famosa série de TV lançada em 1988.
Priscilla Presley foi casada com Elvis entre 1967 e
1973. Depois desse período, ela investiu na carreira de atriz, eternizando
papéis na franquia “Corra que a Polícia Vem Aí” e na série “Dallas”.
Tenho o hábito de dizer que Elvis e Eu é uma ‘biografia honesta’ sobre o cantor. É importante
frisar que mesmo separados, Elvis e Priscilla continuaram sendo verdadeiros
amigos, com o cantor dando uma importância enorme aos conselhos de Priscilla, e
vice-versa.
Ok, ok... você pode estar pensando: “Pô, se ambos se
respeitavam tanto, então o livro deve ser uma verdadeira puxação de saco, uma
babaquice!”. Mero engano. Priscilla abre as comportas de seu coração e conta
tudo: os momentos bons e também os péssimos. Porque ela fez isso? Sinceramente,
não sei; aliás só ela deve saber os motivos. Já há algum tempo, acompanhei uma
entrevista de Priscilla, onde ela disse que optou por escrever o livro para que
os fãs conhecessem o Elvis verdadeiro em sua intimidade com as suas virtudes, mas
também com os seus defeitos (revelo mais detalhes sobres esse livro nestas duas postagens - aqui e aqui).
Portanto, agora, é só aguardar a chegada do segundo
semestre de 2024. Haja coração! Haja expectativa!
25 abril 2024
Instinto Selvagem
A leitura de Instinto
Selvagem, romance de Richard Osborne baseado no roteiro do filme homônimo
com Sharon Stone, passou tão despercebido que eu nem sabia que havia deixado de
publicar a sua resenha no blog, mesmo tendo lido o livro há mais de dez anos,
ou seja, nos primórdios do “Livros e Opinião”.
Quando comecei a ler o livro, exclamei para mim mesmo:
“Êpa, parece que eu estou assistindo o filme novamente; cena por cena!”. E, de
fato, a impressão que fica registrada na mente do leitor é que a história
escrita por Richard Osborne não foi baseada, mas colada do roteiro de Joe Eszterhas.
Acredito que tenha sido esse o motivo da minha displicência, ao ponto de não
ter escrito a resenha tão logo concluí – diga-se de passagem, aos trancos e
barrancos – a leitura de Instinto
Selvagem. Como não havia gostado muito do filme, arrisquei dar uma lida no
livro, mas ao perceber que se tratava de um copião da produção cinematográfica
de 1992 fui obrigado a reunir toda a minha força de vontade draconiana para
terminar a leitura.
O curioso é que após ter lido a obra e assistido o
filme, resolvi dar algumas zapeadas nas redes sociais, especificamente nos
portais “Interfilmes”, “Adoro Cinema” e “Skoob” para ver as críticas de
leitores e cinéfilos. Acreditem; a maioria delas para não “dizer” quase todas,
eram positivas e tecendo louvores tanto para o filme quanto para o livro. ‘Entonce’,
novamente, exclamei comigo: “Lá vou eu mais uma vez nadando contra a maré!”.
Mas fazer o que? No meu caso, não gostei. Achei a trama fraca; que na minha opinião, só conseguiu se segurar
devido a presença sedutora, fatal e luminosa de Sharon Stone em cena e ao
talento inquestionável de Michael Douglas. Quanto a história em si, não
despertou o meu interesse.
Pois é, aí você dá uma passeada na Internet e vê que a
maioria dos críticos e cinéfilos tratam o filme como uma joia rara lapidada com
comentários do tipo: “uma verdadeira obra prima”, “um thriller policial
inovador mesmo após 30 anos” e por aí afora. Vendo tudo isso, chego à conclusão
de que toda e qualquer tipo de crítica no ramo das artes, especificamente na
literatura e cinema são muito, mas muuuito subjetivas pois tem características
pessoais, individuais. Eu posso amar, mas por outro lado, você pode odiar.
Concluindo: não gostei de Instinto Selvagem lendo ou assistindo; mas pode ser que você adore
a trama.
Ah! Para os poucos que desconhecem o enredo, filme e
livro giram em torno de uma escritora, Catherine Tramell, extremamente sedutora e principal suspeita de
um assassinato. O policial Nick Curran é incumbido de desvendar o crime, mas
fica fortemente atraído por ela, colocando a própria vida em risco. Em resumo é
isso.
Inté!













