09 julho 2018
10 capas assustadoras de livros de terror e suspense
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| Famosa revistinha que me fez ter ojeriza de papai Noel |
Cara, que medo! Brrrrrrrrrr.... Apesar de ter vivido
e sentido esse temor em minha pré-dolescência, ainda me lembro até hoje, ou
seja, há mais de 40 anos. Foi o dia em que me deparei com um Papai Noel,
daqueles de promoções de lojas, estendo um caixinha surpresa para mim – acho
que de doces ou balas, sei lá. Quando me virei e dei de cara com ‘aquilo’....
C-a-r-a-c-a... o ‘papi’ era meio
cacunda, tinha os dentes amarelados pela nicotina do cigarro e um sorriso que
tentava – eu disse tentava – ser simpático. Putz, quer medaço!! Apesar de já
ter 13 anos na época, acho que o Papai Noel sinistro pensou que eu ainda era
criança por causa da minha cara de bebê e do meu físico tipo frangote. Menos
mal, já que se soubesse a minha idade
verdadeira, teria pensado: “Que marmanjo cagalhão”.
Há tá, o porque o do medo desse Papai Noel? Ok, eu
conto. A culpada foi a capa de uma revistinha de terror da Krypta dos anos 70
que eu havia lido alguns dias antes. A tal capa trazia um Papai Noel com cara
de louco segurando um machado todo ensangüentado, enquanto saía da chaminé da
lareira de uma casa. Em segundo plano, víamos o corpo de uma mulher,
aparentemente, morta estirado no chão da sala. Cara, pode acreditar! Foi a
partir dessa foto que fiquei com ojeriza de Papai Noel.
Pode acreditar: a simples capa de uma revistinha de
terror teve esse poder. Por isso, no post de hoje resolvi fazer uma homenagem
para as capas de livros de terror que eu achei mais assustadoras. Afinal de
contas, muitas vezes nós, leitores inveterados, acabamos comprando um livro
pela capa, após sermos seduzidos por ela.
Bem, vamos às capas tenebrosas do gênero.
01
- “O Exorcista” (William Peter Blatty): A capa da edição
comemorativa de 40 anos do livro “O Exorcista”, de William Peter Blatty, é
assustadora. A editora Agir lançou a obra em 2013 e com certeza, a capa foi responsável por provocar arrepios de medo em
muitos leitores bem antes das páginas. Ela reproduz uma das cenas mais apavorantes do
filme: o momento em que um dos dois exorcistas – no caso, o padre Merrin – pára,
durante a noite, na frente da casa da garota possuída pelo demônio pensando se
entra ou não para enfrentar o ‘coisa ruim’.
02
– Insanas Elas Matam! (várias autoras): Caraca... que capa
maluca é essa?! Vai me dizer que você não tremeu na base quando bateu o olho
nessa mulher com a cabeça e parte do peito enfaixados e com uma expressão de
raiva ou dor, sei lá? A capa produzida pela editora Estronho é tão sinistra que
fiquei até mesmo com receio de ler os contos; mas depois criei coragem e
adquiri a obra. Trata-se de uma coletânea de terror escrita só por mulheres e
onde as personagens centrais também são mulheres. Ah! Detalhe: Todas elas más e
com uma sede brutal de sangue e maldade.
03
- 172 Horas na Lua (Johan Harstad): Ok, lá vai um
resuminho básico da obra escrita por Johan Harstad: “Quase cinco décadas desde
que o homem pisou na Lua pela primeira vez, três adolescentes comuns vencem um
sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar
DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários
do governo americano. Lá, eles encontram algo assustador. Brrrrr. Peguem o
livro da Novo Conceito e olhem a capa bem de perto. Vocês verão no interior do
olho, um astronauta ‘tentando’ correr na lua, fugindo de um ser esquisito,
parecido com um homem”. Brrrrrrrrrrr, novamente.
04
- A Coisa (Stephen King): O palhaço Parcimonioso criado pelo
mestre do terror e que aparece numa pintura amalucada com respingos de sangue
na capa do livro lançado em 2001 pela editora Objetiva dispensa qualquer tipo
de comentário. O medo, antes de ler a história, é garantido.
05
- A Mulher de Preto 2 – Anjo da Morte (Martyn Waites):
Aquela criança sentada no chão, segurando um bonequinho macabro no colo e “protegida”
pela sombra de uma velha mais macabra ainda é chocante. Deus me livre, que
imagem perturbadora! A editora Record dessa vez “apelou” (rs). “A Mulher de
Preto 2 – Anjo da Morte” é a sequência do bestseller “A Mulher de Preto” de
Susan Hill.
06
- O Fortim (F.Paul Wilson): Que capa feia! Assusta mesmo.
Essa criatura que se parece com um lobisomem ou uma besta enquadrada dentro de
uma cruz é de arrepiar. Ler esse livro de terror durante a madrugada e sozinho,
após ter olhado a capa, torna-se uma missão praticamente impossível.
07
- Goosebumps: Os mais Procurados – O Planeta dos Gnomos (R.L. Stine):
Quem disse que um livro infanto juvenil não pode ter uma capa horripilante? Taí
a obra de R.L. Stine que não deixa mentir. Agora, seja sincero: você iria
querer ter esse dois gnominhos no jardim de sua casa?
08
– O Substituto (Brena Yovanoff): Vendo essa capa
aterradora, a primeira coisa que me vem na cabeça é que o tal berço sinistro
está acomodando um ser ainda mais sinistro ao invés de um bebê normal. Cara, a
imagem é muito macabra. O que dizer de um berço perdido no meio da névoa e com
um móbile composto por tesoura, facas e ferradura? Eu heimmm!
09
– Sete Ossos e Uma Maldição (Rosa Amanda Strausz):
Não acham a capa dessa coletânea de terror arrepiante? Eu acho. E não só a capa
como os contos, também (confira resenha aqui). O rosto de cera de cera dessa
boneca é perturbador, principalmente o seu olhar ao mesmo tempo charmoso e
maligno.
10
– Tubarão (Peter Benchley): Não vai me dizer que a bocarra
dessa fera não mete medo?! A editora Darkside foi muito feliz ao escolher o
layout desse relançamento, optando pela foto nua e crua de uma mandíbula escancarada
de tubarão.
Espero que vocês tenham gostado dessa seleção de
capas sinistras de livros de terror. Com certeza há muitas outras, mas como
toda lista é pessoal, essas as minhas preferidas.
Inté!
06 julho 2018
O Vendedor de Sonhos: O Chamado
Com o passar dos anos deixei de ser um leitor adepto
do gênero de auto-ajuda. Já li muito, mas hoje sinto prazer maior lendo outros
tipos de livros. Apesar desse distanciamento, confesso que não resisto aos
lançamentos de Augusto Cury. Sei lá, não consigo encontrar uma explicação
plausível para essa mania: não gosto de auto-ajuda, mas amo as obras de Cury.
Caraca, dá pra entender?!
E foi graças a essa estranha paixão que acabei
comprando “O Vendedor de Sonhos”, obra lançada pela editora Academia há 10
anos. Li a obra recentemente e posso dizer que mais uma vez a escrita do cara
mexeu comigo, à exemplo do que fez a coleção “Análise da Inteligência de Cristo ”.
Vou fazer aqui uma analogia para explicar melhor o
que eu sinto lendo os livros do autor. Perto da minha cidade tinha um locutor
de rádio que costumava declamar alguns poemas ‘em cima’ de umas trilha musicais
românticas. Mêo, a voz do sujeito te hipnotizava!! Você ia ouvindo...
ouvindo... ouvindo e pimba! De repente, você estava meio que em transe. Com os
livros do Cury acontece a mesma coisa, pelo menos comigo. Entonce, sai o
locutor, entra o escritor; sai a voz, entra a escrita. Deu pra entender?
Pois é, não foi diferente quando li “O Vendedor de
Sonhos: O Chamado”. O livro traz a história de um homem misterioso - que se intitula o vendedor de sonhos -, sem
passado ou nome, que procura abrir a mente das pessoas mais desajustadas, por
meio do método socrático.
Este homem lembra Jesus Cristo e as pessoas que ele
consegue convencer lembram os seus apóstolos e discípulos. Cada um de seus
seguidores tem um determinado problema em sua vida, mas a partir do momento que
entram em contato com o protagonista da história, eles aprender a dar um valor
maior para as suas vidas através dos ensinamentos do estranho personagem.
O livro me ensinou-me uma lição muito importante. A
de que eu tenho de abandonar o meu lado workaholi, ou seja, parar de pensar só
em trabalho e começar a me dedicar aos meus familiares, a pessoa que eu amo e também
sentir prazer nas pequenas coisas que a
vida nos oferece. Fiquei assim, workaholi depois que o meu pai – o grande Touro
– faleceu (aqueles que quiserem conhecer um pouco mais sobre o 'Kid Tourão' acessem aqui e aqui). A partir daí, mergulhei no trabalho, talvez como fuga para o vazio
que ficou em minha vida, já que nós éramos muito ligados. Mas, poxa... nós estamos
cercados de pessoas maravilhosas e momentos marcantes em nossas vidas que
precisam ser agarrados e aproveitados, pois eles são muito bons e... passam. Ééé!!
Vão embora! Imagine o suco da ultima das melhores frutas existentes no mundo que você deixa de provar, simplesmente porque quer
saber, antes, se ninguém lhe enviou uma
mensagem no WhatsApp? Então, você verifica a mensagem, percebe que se trata de
algo banal e no momento que se vira para apanhar o copo de suco, percebe que
alguém já o bebeu. Capiche?
Acredito que os personagens que seguem o vendedor de
sonhos na obra de Cury somos nós com os nossos problemas. E para cada um, ele
tem uma lição à ser dada, mesmo que seja um pequeno puxãozinho de orelha.
Um livro sensacional e que estimulou-me a ler os
outros dois que completam a série: “O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos
Anônimos” e “O Semeador de Idéias”
Inté!
03 julho 2018
“Rio Sem Lei”, dos jornalistas Hudson Correa e Diana Brito, revelam os meandros da criminalidade e do poder paralelo no estado carioca
Uma das editoras que mais admiro pelas suas
excelentes obras investigativas é a Geração Editoral. Obras como “HolocaustoBrasileiro” e “A Praga” podem ser consideradas verdadeiras jóias raras do
jornalismo de investigação. A primeira jóia que citei retrata os maus tratos a
pacientes de um dos maiores e mais conhecidos manicômios que existiu no País e a segunda, resgata o drama enfrentado por
milhares de brasileiros portadores de hanseníase que eram forçados - por lei
federal - a viverem em leprosários,
longe da família e sem nenhuma esperança de cura. Daniela Arbex e Manuela
Castro arrebentaram a boca do balão nesses dois livros-reportagem.
Agora, recentemente, a Geração Editorial acabou de
lançar a sua terceira jóia rara do jornalismo investigativo: “Rio Sem Lei”. O
subtítulo do livro - “Como o Rio de Janeiro se transformou num estado sob o
domínio de organizações criminosas, da barbárie e da corrupção política”- já
revela grande parte da essência de seu
conteúdo. E aqui vale frisar a coragem de Hudson Corrêa e Diana Brito que foram
a fundo nas investigações. Cara para escrever um livro com essas
características, rebuscando os meandros da corrupção política, dos milicianos,
da máfia dos jogos e do tráfico de drogas - quebrando ao meio aquela antiga
máxima de que ‘bandido não se mistura com polícia’ – é preciso ter muita
coragem e determinação. Na realidade, para trazer à tona aos seus leitores as
revelações bombásticas do submundo do crime no Rio, Hudson e Brito,
ex-jornalistas da Folha de S.Paulo, enfiaram as mãos num verdadeiro vespeiro; o
que só fez aumentar ainda mais a minha admiração profissional por eles.
A obra é um relato jornalístico do processo que
levou o estado do Rio a ser tomado pela violência, por organizações criminosas
e pela corrupção política, formando um
poder paralelo que intimida e
elimina quem atravessa no seu caminho. Entre as vítimas estão a juíza Patrícia Acioli,
assassinada com 21 tiros na porta de casa, em 2011, e a vereadora Marielle
Franco, executada com quatro tiros na cabeça, em 2018. O que já era uma guerra
civil se transforma agora em conflito militar inédito na história do país. Pela
primeira vez, desde a Constituição de 1988, houve intervenção das Forças
Armadas na segurança pública de um estado. Ancorado em minuciosa investigação
jornalística, esse livro revela como o Rio chegou a situação tão extrema.
Confesso que estou hiper-curioso para ler “Rio Sem
Lei” que ao que tudo indica promete ser uma leitura fantástica. Tomara que não
demore.
Torço pela oportunidade de resenhá-lo por aqui.
Inté.
Detalhes
Técnicos
Título:
Rio Sem Lei: Como o Rio de Janeiro se
transformou num estado sob o domínio de organizações criminosas, da barbárie e
da corrupção política
Editora:
Geração Editorial
Páginas:
312
Acabamento:
Brochura
Edição:
1ª
Ano:
2018
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