E aí, galera? Que tal definirmos a leitura de um livro
para cada um destes últimos quatro meses de 2026? Aliás, este post já deveria
ter sido publicado há algumas semanas, mas os meus afazeres profissionais me
atropelaram e só consegui concluir o texto hoje. Digo isso porque já entramos
praticamente na segunda semana de setembro. Portanto, não temos exatamente
quatro meses pela frente, mas apenas três meses e 20 dias (até a data de
publicação desta postagem). Mas tudo bem, isso não será problema, porque os
livros que escolhi não são calhamaços e a galera conseguirá lê-los rapidamente.
Li todos e amei, por isso resolvi indicá-los para os
seguidores do blog que estão à procura de um livro especial para ler neste
final de ano. Calculei a média de um livro por mês — setembro, outubro,
novembro e dezembro —, mas acredito que muitos de vocês gastarão bem menos
tempo em cada uma dessas narrativas, já que são muito sedutoras e certamente
conseguirão fisgar sua atenção logo nas primeiras páginas.
Sabem aqueles livros que “puxam” os leitores para
dentro da história? Pois é, essas quatro obras me provocaram essa sensação. E
que sensação gostosa! Leitura fluida, personagens carismáticos, reviravoltas
surpreendentes, momentos de redenção; enfim, todos os ingredientes para
conquistar o mais “incrédulo” dos leitores (rs).
E aí? Preparados? Então, vamos iniciar a nossa lista.
Espero que vocês amem essas histórias da mesma forma que eu amei. Vamos nessa!
01 – Mentirosos (E. Lockhart) - Setembro
Abro a nossa lista com a obra de E. Lockhart. Tenho
certeza absoluta de que você vai ler esse livro tão rápido que nem vai perceber
que ainda faltam vários dias para setembro terminar, mesmo que tenha começado a
leitura praticamente no meio do mês. Não só por Mentirosos ter dimensões
reduzidas (20,6 x 13,6 x 1,8 cm) e poucas páginas (248), mas principalmente por
sua narrativa. Cara, que enredo! Daqueles que têm o poder de provocar a mais
cruel das ressacas literárias. No meu caso, foi difícil superá-la. Ah! Também
derramei algumas lágrimas no final, como acredito que você, ao ler agora,
também derramará..
Lançado originalmente em 2014, Mentirosos
figurou por muitos anos como um dos títulos mais vendidos e comentados, não só
entre os leitores adolescentes, mas também entre os adultos. O estilo de
narração, aliado ao talento da autora em conduzir a trama e a um plot twist
de impressionar até os mais atentos, fez com que a obra se tornasse quase uma
leitura obrigatória.
Na trama desenvolvida por Lockhart, os Sinclair são
uma família rica e renomada que se recusa a admitir a própria decadência e se
agarra a todo custo às tradições. Assim, todos os anos eles passam as férias de
verão em uma ilha particular. Cadence — neta primogênita e principal herdeira
—, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos e,
juntos, formam um grupo chamado Mentirosos. Cadence admira Gat por suas
convicções políticas e, conforme os anos passam, a amizade com aquele garoto
intenso evolui para algo mais. Mas tudo desmorona durante o verão de seus
quinze anos, quando Cadence sofre um estranho acidente do qual não se recorda.
Paro por aqui para não estragar a reviravolta bombástica e emocionante que
acontece no final.
Não estaria mentindo se afirmasse que, de todos os
livros que li, o plot twist final de Mentirosos foi um dos que
mais mexeram comigo e o único que conseguiu me deixar com os olhos úmidos de
lágrimas.
02 – Os Sete Maridos de Evelyn Hugo (Taylor Jenkins Reid) - Outubro
No enredo fantástico criado por Taylor Jenkins Reid,
Evelyn Hugo é uma lenda do cinema aos setenta e nove anos. Com seu icônico
cabelo loiro e dona de uma beleza de dar inveja, ela seguiu um roteiro digno
dos filmes que protagonizou: deixou para trás a origem simples para se alçar ao
estrelato e se transformar na grande sensação das telas nos anos 1960. Nos
bastidores, levou uma vida igualmente agitada, incluindo sete casamentos e
muitos escândalos nos tabloides de fofocas.
Já a trajetória da jovem Monique Grant está longe de
ter esse glamour. Apesar dos esforços, seu trabalho em uma grande revista não
tem rendido muitos frutos, e o amor vai de mal a pior. Então, o inesperado
acontece quando a famosa e inacessível atriz — que tem o hábito de não falar
com ninguém, muito menos com a imprensa — decide dar uma entrevista exclusiva,
desde que seja para Monique e mais ninguém. Garanto que desse encontro sairão
grandes revelações, algumas com o poder de deixar os leitores de queixo caído.
Para que a galera entenda como Os Sete Maridos de Evelyn Hugo é bom, basta dizer que, até agora, não vi uma única crítica negativa
nas redes sociais; só elogios. Um livro que certamente estarei relendo muitas
vezes.
03 – A Inquilina (Freida McFadden) - Novembro
Como era de se esperar, Freida McFadden criou um thriller
psicológico arrepiante com o poder de prender o leitor em suas teias. Eu não
conseguia largar o livro! Queria chegar logo ao final de A Inquilina para desvendar todo o
mistério fantasticamente elaborado pela autora. Galera, e que mistério! Sinta
só o drama: o personagem Blake Potter tem a vida perfeita: o emprego dos
sonhos, uma noiva e uma casa no lugar mais chique da cidade. No entanto, tudo
começa a desmoronar após ele ser demitido do cargo de vice-presidente na
agência de marketing. A partir disso, uma sensação amarga toma conta do chamado
“lar, doce lar” de Potter.
Desempregado, Blake não conseguirá manter as parcelas
do financiamento da moradia. A única solução para quitar as contas é alugar um
dos quartos. Após tantas tentativas falhas para encontrar o inquilino ideal, o
casal encontra Whitney. De todos os candidatos, ela foi quem mais se destacou,
com seu jeito simpático, educado e sem frescuras. Parecia ser exatamente quem
eles procuravam. Só que... assim que ela se muda para a casa, coisas sinistras
começam a acontecer. A cozinha exala um cheiro de comida podre, mesmo após
várias faxinas, e barulhos estranhos acordam Blake no meio da noite, além de
outros eventos macabros no ambiente doméstico.
De repente, Blake passa a desconfiar de que o perigo
passou a morar em sua casa. Então chegam duas reviravoltas que deixam os
leitores de queixo caído. Garanto que vocês nem verão o mês de novembro passar.
04 – Alta Fidelidade (Nick Hornby) - Dezembro
Escolhi Alta Fidelidade para fechar esta lista
porque tem a “cara” de uma leitura de final de ano: descontraída e recheada de
listas maravilhosas. Há livros que nos conquistam logo no início, e eu me
tornei refém da história escrita por Nick Hornby logo nas primeiras páginas. Se
o leitor for da geração dos anos 1970 e 1980, pronto! Vai se apaixonar ainda
mais pelo livro.
É impossível para as pessoas que — como eu — viveram
essas duas décadas inesquecíveis não se identificarem com Rob Fleming,
personagem central do romance de Hornby. Ou será que você nunca curtiu os
discos de vinil e as fitas cassete com aquelas melodias internacionais que
rasgavam corações, tipo “Baby, I Love Your Way”, de Peter Frampton, ou “How Can
You Mend a Broken Heart”, dos Bee Gees, ou ainda a música contagiante do The
Clash ou dos Beatles? E que tal “Love Hurts”, do Nazareth? Ah! Tem os filmes
também! Ou será que você não assistiu — ou, na pior das hipóteses, ao menos
ouviu falar — de O Poderoso Chefão e Cães de Aluguel?
Hornby escreveu uma comédia ácida e introspectiva
sobre a imaturidade masculina, a obsessão pela música pop e a dificuldade de
crescer. A trama acompanha Rob Fleming, um homem na casa dos 30 anos, dono de
uma decadente loja de discos em Londres chamada Championship Vinyl. Estagnado
na vida e incapaz de assumir compromissos adultos, Rob entra em uma crise
existencial quando sua namorada de longa data, Laura, decide terminar o
relacionamento.
Para tentar entender o que há de errado consigo mesmo,
Rob recorre à sua ferramenta favorita de organização do mundo: as listas Top 5.
Entre as conversas sarcásticas e os debates acalorados sobre música com seus
dois funcionários igualmente obcecados — Dick e o icônico Barry —, as famosas
listas ganham papel central no livro. Através dessas listas e do próprio Rob, a
história mostra como eles usam coleções de clássicos musicais para além do
elitismo cultural: como uma verdadeira armadura emocional. Para eles,
categorizar os melhores álbuns, músicas ou bandas das décadas de 1970 e 1980 é
a única maneira lógica de tentar dar sentido ao caos da vida real e dos seus
relacionamentos.
É uma leitura leve e envolvente que retrata com
perfeição a cultura pop como linguagem para os sentimentos que não conseguimos
expressar.
Tá aí, galera, por hoje é só. E aí? Topam encarar esse
desafio literário? Então, mãos à obra e agarrando, logo de saída, Mentirosos,
de E. Lockhart. Quando vocês concluírem a leitura de Alta Fidelidade,
voltem aqui para dizer se essa lista valeu a pena. Até!






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