Cinco filmes baseados em livros que ganharam fama de amaldiçoados

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Sets de filmagens arrasados por incêndios, atores que sofreram graves acidentes durante as gravações e até mesmo maldições que perseguem alguns artistas e diretores. Todas essas situações fizeram com que alguns filmes ganhassem a fama de amaldiçoados. 

Para não fugir da proposta do blog que é a de “falar” sobre livros, na postagem de hoje, escolhi cinco filmes conhecidos - mas inspirados em livros – que ganharam a fama de amaldiçoados. Pois é, essas produções cinematográficas renderam muitas notícias. Vamos a elas:

01 – O Exorcista

Cara, este rendeu assunto e pode ser considerado o filme mais amaldiçoado de toda a história do cinema. Ele conta com histórias aterrorizantes de bastidores. Só para que os nossos leitores tenham uma ideia, nove mortes aconteceram com membros do elenco e da equipe! 

Pra começar, vocês se lembraram de um personagem chamado padre Dennings que morre logo no início do filme ao cair de uma escadaria? ‘Entonce’, o ator Jack MacGowran que interpretou o tal padre também morreu. Uma semana após gravar o seu papel, MacGowran faleceu, vítima de uma pneumonia! Além dele, o homem que refrigerava o quarto onde acontecem as cenas de possessão faleceu sem explicações e um vigia que cuidava do set foi morto a tiros durante a madrugada.

Quer mais? Lá vai. O ator Max von Sydow, que interpretou o padre Merrin, descobriu durante as filmagens que o seu irmão morreu. Segura outra: a esposa grávida de um assistente de câmera perdeu o bebé. Tem mais: durante as gravações, o conjunto de filmagens pegou fogo de forma misteriosa e... curiosamente, apenas o quarto da personagem de Linda Blair (Regan) onde foram filmadas as cenas de possessão e exorcismo não foi atingido.

O livro O Exorcista é considerado até hoje um dos mais vendidos em todo o mundo e na época de seu lançamento, em 1971, se tornou uma verdadeira febre nos Estados Unidos, febre que aumentaria ainda mais após o lançamento do filme em 1973.

O livro conta a história de Regan MacNeil, uma garota de 12 anos que é possuída pelo demônio e por isso passa por um ritual de exorcismo comandado por dois padres. Há boatos de que a história do livro seja baseada no real caso de exorcismo de Roland Doe, um menino de 13 anos de idade.

02 – Horror em Amityville

“Horror em Amityville” é uma série de produções cinematográficas de terror americanos que atualmente consiste em 21 filmes. Eles centram-se em eventos ocorridos em uma casa mal-assombrada em Amityville, Nova York, conforme descrito no livro homônimo de 1977 de Jay Anson no qual todos os filmes foram baseados. Aliás um livraço (ver aqui). Nele, o autor narra uma história real bastante controversa, que são as experiências paranormais da família Lutz depois de se mudar para uma casa supostamente mal-assombrada em Amityville, Nova York. 

Nesta residência,  o morador anterior, Ronald DeFeo Jr. atirou e matou toda sua família. Assim, os Lutzes afirmam que foram forçados a sair de casa por uma entidade maligna que os aterrorizou.

O primeiro filme, lançado no verão de 1979, foi um grande sucesso de bilheteria e se tornou uma das produções independentes de maior sucesso comercial de todos os tempos.

Uma série de sequências seria lançada ao longo dos anos 80 e até os anos 1990, através de vários distribuidores; alguns dos filmes lançados no cinema, enquanto outros foram lançados diretamente em vídeo. Na minha opinião enquanto o filme de 1979 pode ser considerado um clássico, os outros derivados são um lixo; mas vamos ao que interessa, ou seja, os fatos estranhos e malditos que rolaram nos sets de filmagens.

O astro James Brolin, do filme original de 1979, que não acreditava na história da família Lutz, teve um susto enquanto lia o livro para fazer o filme. Ele não iria aceitar o papel, mas concordou em fazer depois de uma experiência sobrenatural em que suas calças caíram do cabide, fazendo-o pular e quase bater a cabeça no teto.

No remake lançado em 2005, chamado também de “Horror em Amityville”, Ryan Reynolds, que viveu o protagonista, disse que durante as filmagens acordava sempre 3 horas da madrugada sem nenhum motivo. Para quem é fã de terror sabe que esse horário é considerado do "demônio". Brrrrrrrrr!!!

03 – O Mágico de Oz

Nem só os atores e atrizes de filmes de terror sofrem com as chamadas maldições dos sets de gravações. Judy Garland que interpretou a inesquecível e meiga Dorothy, além de Margaret Hamilton, a Bruxa Má do Oeste, do mega sucesso “O Mágico de Oz”, de 1939, são provas disso.

A cena em que a personagem de Hamilton desaparece em meio à fumaça vermelha na produção acabou lhe rendendo queimaduras de terceiro grau. Uma faísca no dispositivo colocou fogo no cenário.

Com relação a Judy Garland, sofreu com o abuso de colegas de cena e também dos produtores, que não a deixavam sequer comer para mantê-la com os traços pálidos e esquálidos da personagem. Aos 17 anos, a atriz fazia dietas cruéis, mal podendo se alimentar e só podia fumar cigarros. Além disso, ela era forçada a usar drogas estimulantes e depressivas, tornando-se viciada em pílulas para dormir – as mesmas drogas que a matariam mais tarde.

Segundo o ex-marido de Judy Garland, Sid Luft, em seu livro de memórias, “Judy and I: My Life with Judy Garland”, os atores dos munchkins, que eram anões, frequentemente a assediavam, colocando as mãos por baixo do vestido da atriz. Em outro momento, o produtor Pandro Berman revelou que, certa vez, o diretor do filme, Victor Fleming puxou Garland de lado e lhe deu um tapa no rosto, apenas para fazê-la parar de rir durante os takes.

Tem mais: Buddy Ebsen que viveu o famoso Homem de Lata teve de ser substituído após uma irresponsabilidade da equipe técnica que o obrigou a passar duas semanas no hospital e mais seis de repouso em casa. A tinta metálica que ele deveria passar em todo o seu corpo continha pó de alumínio, nocivo quando inalado. O ator foi trocado por Jack Haley, que passou a ser pintado com pasta de alumínio.

Quanto ao livro homônimo de L. Frank Baum, lançado originalmente em 1900, nem é preciso dizer que se tornou um dos maiores clássicos da literatura mundial. Até hoje a obra continua ganhando novas e luxuosas edições.

04 – O Bebê de Rosemary

Reza a lenda que Roman Polanski se reunia com satanistas para que cada detalhe dos rituais de O Bebê de Rosemary (1969) contribuísse para dar calafrios em quem assistisse à película. Resultado dessa atitude nada salutar: as vidas tanto da protagonista Mia Farrow quanto do diretor viraram um verdadeiro inferno.

Na época, a atriz enfrentou uma separação escandalosa de Frank Sinatra (1915-1998), mas nada comparado à tragédia de Polanski. Ele recebeu a notícia de que sua mulher, Sharon Tate (1943-1969), grávida de oito meses,

tinha sido assassinada pelo serial killer Charles Manson (1934-2017) durante as gravações.

A chamada maldição de “O Bebê de Rosemary” também atingiu outros dois profissionais ligados ao longa metragem: o produtor e o compositor, responsável pela trilha sonora do filme. Após as filmagens, o produtor William Castle teve um grave problema com pedras nos rins e alucinava que Rosemary estava atrás dele no hospital com uma faca. Outro episódio mais trágico foi o do compositor Krzysztof Komeda, que caiu em uma festa e teve danos cerebrais que resultaram em um coma e, consequentemente, com sua morte.

Já o livro homônimo de Ira Levin, escrito em 1967, não teve nenhum problema com maldições envolvendo escritor e editores. A obra foi um tremendo sucesso e se tornou um dos maiores clássicos da literatura de terror nos anos 70 ao lado de O Exorcista, de William Peter Blatty.

O Bebê de Rosemary narra a história de um jovem casal que se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas, onde coisas bizarras acontecem. Quando ela engravida, passa a ter estranhas alucinações e vê o seu marido se envolver com os vizinhos, uma seita de bruxas que quer que ela dê luz ao filho das trevas.

O filme ganhou o Oscar de “Melhor Atriz Coadjuvante” e foi indicado para o prêmio de “Melhor Roteiro Adaptado”.

05 – Harry Potter e As Relíquias da Morte

O bicho também pegou nos bastidores das filmagens de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I” quando David Holmes, dublê de Daniel Hadcliffe, ficou gravemente ferido. Durante uma cena de vôo, ele foi jogado em uma parede e caiu no chão. O dublê e ex-ginasta acabou ficando paraplégico. Ele ainda passou por uma cirurgia para tentar reverter o quadro, no entanto, os médicos confirmaram que Holmes não voltaria a andar. Ele foi dublê de Radcliffe em todas os filmes do bruxo Harry Potter.

Paralisado para sempre, o ex-ginasta profissional criou sua própria produtora e trabalha como embaixador oficial do Royal National Orthopaedic Hospital, onde foi tratado após o acidente.

Quanto ao livro que serviu de base para a adaptação cinematográfica, pode ser considerado um dos mais cultuados. Em uma tentativa de manter o conteúdo do livro seguro até a data de publicação em 21 de julho, a editora Bloomsbury investiu dez milhões de libras esterlinas em sistemas de rastreamento via satélite e contratos judiciários. Arthur Levine, editor da versão americana da série, negou-se a distribuir cópias antecipadas de Harry Potter e as Relíquias da Morte para críticos da imprensa.

Diversos eventos também aconteceram na publicação do livro de J.K. Rowling no Brasil. Na Livraria da Travessa, num shopping center localizado na zona sul do Rio de Janeiro, palestras, debates e filmes produzidos por outros fãs atraíram cerca de cem admiradores da série. A festa de lançamento contou com fãs caracterizados de personagens nas filas e concursos de cosplay.

A Livraria Siciliano organizou um evento onde realizaram-se diversas atividades, como um quiz com premiação e debates sobre os livros e os filmes. Além disso, um projetor foi instalado para exibir os longas durante a noite. O romance contou com uma tiragem inicial de 400 mil exemplares no país.

Valeu galera!

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