05 dezembro 2021
Obras, outrora raras, que voltaram a sobrar nas estantes das livrarias
Há ‘uns’ dez anos, ainda me lembro que estava correndo
desesperadamente atrás de A Hora do
Lobisomem, de Stephen King, uma publicação com o layout simplizinho de
marré da editora LPM Pockets. Queria aquele livrinho de bolso de qualquer
maneira. Até que um dia o encontrei num sebo virtual por aproximadamente R$
200,00, em valores atualizados. “R$ 300,00!!!!, que roubo!!!!” Gritei, na
época. Não entrava na minha cabeça como uma publicação de bolso com as páginas
já amareladas pelo tempo e a capa com uma fita transparente na lombada poderia
custar aquele valor. Hoje, entendo – mas não muito (rs) – o motivo do seu alto
custo: tratava-se de um livro raro, daqueles que você fuça, até se cansar, nas
livrarias e só encontra dois ou três exemplares.
Pois é galera, e não é que três ou quatro anos depois,
a Suma (quando ainda era chamada de Suma de ‘LETRAS’) acabou relançando A Hora do Lobisomem numa edição
ultraluxuosa em capa dura e toda ilustrada?! Quer mais? E por um preço módico!
Atualmente essa edição da Suma pode ser encontrada facilmente em qualquer
livraria física ou virtual.
À exemplo desse clássico escrito por King, existem
muitos outros em situação semelhante, ou seja, estavam praticamente esgotados
no passado, mas no presente podem ser encontrados facilmente nas livrarias.
Dentro desse contexto ‘deu na telha’ escrever uma
postagem sobre o tema. Assim, escolhi cinco livros que eram endeusados em anos
passados por serem raros, mas depois com o passar do tempo acabaram perdendo a ‘coroa’
para a alegria de todos nós leitores. Obrigaduuuuuuuuuu as editoras que tiveram
a brilhante ideia e principalmente compaixão de todos nós, devoradores de
livros, em relançar essas preciosidades. Vamos a elas!
01-
A Hora do Lobisomem (Stephen King)
Em 2014, quando escrevia uma postagem sobre obras
raras, tinha conseguido localizar nos sebos virtuais apenas um exemplar de A
Hora do Lobisomem. Fiquei sabendo, naquela época, que inexplicavelmente, em sua
primeira edição (1983), a editora LPM Pockets havia colocado poucos livros no
mercado literário. Resultado: eles se esgotaram rapidamente.
O preço assustava e girava em torno de R$ 100,00, em
2014.
Cara, como eu queria aquele livro, mas como o preço
era absurdamente elevado, fiquei apenas sonhando com o livrinho véinho de
bolso; aliás um sonho frustrado. Este sonho só foi se tornar realidade quando a
então editora Suma de Letras, anunciou em julho de 2017 relançaria a obra de
King numa edição luxuosa com a promessa de encher os olhos da galera. A
história faria parte da coleção “Biblioteca Stephen King” que reuniria os
relançamentos de publicações raras do autor.
E a Suma, de fato, prometeu o que tinha cumprido. A
segunda edição de A Hora do Lobisomem
chegou ‘rasgando’: ilustrações originais de Bernie Wrightson, capa dura
emborrachada e conteúdo extra.
O livro narra a história de assassinatos que estariam
sendo ocasionados por um lobisomem em Tarker´s Mills localizada no Maine. A
cada noite de lua cheia, mortes acontecem na pequena cidade deixando os seus
moradores inquietos e amedrontados.
A
Hora do Lobisomem era um livro curto, dividido em 12
capítulos e com pouco mais de 100 páginas, no formato livro de bolso. Com o
relançamento da Suma, a história ganhou uma edição incrível, incluindo as
fantásticas ilustrações de Wrightson,
que trabalhou com King nas capas das edições americanas de A Dança da Morte, Creepshow
e Torre Negra V: Lobos de Calla.
02
– A Casa Infernal (Richard Matheson)
Richard Matheson escreveu A Casa Infernal em 1971, mas o livro só foi desembarcar no Brasil
38 anos depois, pela Novo Século! Verdade, galera. Pouco tempo depois, essa
edição já estava esgotada e com o preço nas alturas. Há cerca de quatro anos, os
interessados em ler a fantástica e aterrorizante história criada por Matheson
não a encontravam nos sebos e muito menos nas livrarias. Por isso, cheguei a
pensar que estava extinta. Então, no final de maio de 2018 apareceram dez
livros na Estante Virtual; o mais barato, na faixa de 69,00. Em menos de dois
meses já tinham sido todos vendidos! A partir daí, o livro desapareceu
novamente e quando retornou aos sebos... caráculas! O preço causava taquicardia
no mais controlado dos leitores.
Mas em setembro de 2021, a DarkSide, a editora da
Caveirinha, decidiu relançar a obra dando um presentaço de Natal antecipado
para os seus leitores.
A edição da Darkside está um show, tanto é que apesar de
já ter o livro da Novo Século, vou acabar fazendo um sacrifício e... comprando a nova publicação.
A editora da Caveirinha optou por fazer uma pequena
alteração no título da obra de 2009, saiu ACasa Infernal e entrou Hell House: ACasa do Inferno. O lançamento faz parte da nova coleção da DarkSide chamada
“Dark House”, arquitetada para homenagear as narrativas de assombração que
habitam os pesadelos dos leitores. E para inaugurar com chave de ouro esse novo
selo, a editora escolheu a história de Matheson que está completando 50 anos.
Arrebentou a boca do balão, heinnn Caveirinha?!
03
– O Planeta dos Macacos (Pierre Boulle)
Caramba! Como este livro me cansou, e também... me
frustrou. Queria, tresloucadamente, ler a história do escritor francês Pierre
Boulle. Já havia assistido os filmes clássicos dos anos 70 com Charlton Heston
e Roddy McDowall e agora deseja bastante ler a obra literária. Fiquei desapontado
por muito tempo porque não conseguia encontrar o livro em nenhum lugar. Em
2011, dei de cara com uma edição de Portugal, caríssima, mas mesmo assim, coloquei
na cesta de compras, só que outro leitor havia sido mais rápido do que eu e
comprado o livro. Putz e Putz! Que frustração.
Lembro-me que na década de 80, as bancas de revistas –
inclusive, as da minha cidade – vendiam num pacote só, filme (VHS) mais o livro
no qual a história havia sido inspirada. Entre os títulos lançados estava O Planeta dos Macacos. Na época não me
interessei muito, mas depois de duas décadas sai em disparada como um louco na
captura do livro de Boulle. Caramba! Não o encontrava em lugar nenhum.
Continuei a minha procura, sem sucesso, pelos sebos físicos e virtuais até que
em 2008, a editora Agir decidiu relançar a obra em terras tupiniquins.
Pôoooo!!Buuummmm!! Soltei rojões, foguetes e morteiros prá todos os lados. Meu
amigo, como comemorei! Acredito que fui um dos primeiros a comprar o livro.
Depois de algum tempo, novamente, a publicação da Agir
sumiu das prateleiras dos sebos. Simplesmente evaporou.
Hoje, O Planeta
dos Macacos está sobrando nas livrarias. Em 2015, a editora Aleph relançou
a história de Boulle numa edição em capa vermelha e em 2020, a publicação
voltou às estantes das livrarias numa edição de capa amarela com direito a um
brinde para os leitores – um imã de geladeira com a ilustração de um macaco. Os
dois livros em brochura.
04
– O Parque dos Dinossauros (Michael Crichton)
Como lutei para conseguir esse livro! Em 2001 ainda não
tínhamos o advento dos sebos virtuais. Se não encontrássemos o livro que
queríamos numa livraria online, tínhamos de procura-lo em um sebo físico numa
cidade próxima ou distante de onde morávamos.
Consegui localizar OParque dos Dinossauros de uma maneira nada convencional: através de uma
sala de bate-papo na Net. Isso mesmo, numa sala de bate-papo!! Joguei o meu
desejo de consumo na “Rede” e qual foi a minha surpresa quando uma professora
da época de universidade viu o meu recado e resolveu enviar o livro pelo
correio.
É importante frisar que no início do ano 2000 a obra
de Crichton estava esgotada nas livrarias. Restavam os sebos físicos, onde você
raramente encontrava o livro, até que apareceu essa oportunidade de ouro numa
sala de bate-papo. E pensar que hoje, os leitores encontram a publicação
facilmente em qualquer livraria, inclusive no formato capa dura com todo o
luxo. Nos sebos online, então... nem se fala, os preços são módicos demais, variando
de R$ 4,00 à R$ 15,00.
05
– Viva e Deixe Morrer (Ian Fleming)
Há mais de dez anos, decidi ter em minha estante todos
os livros de James Bond escritos por Ian Fleming. E assim, comecei a minha
“peregrinação” pelos sebos online. Em menos de um ano consegui ‘fechar’ a
coleção, mas confesso que Viva e Deixe Morrer me deu um trabalho danado. Só fui conseguir adquirir a publicação no
formato pocket (1999) bem no final da minha “peregrinação. Não encontrava o
livro em nenhum sebo e quando o localiza custava “horrores”.
No momento em que já estava quase desistindo, por
acaso, vi na internet uma oferta supimpa. Não me lembro o valor na época, o que
sei é que estava muito barato em comparação aos preços que já havia visto.
Comprei na hora. Nos dias seguintes, o livro publicado pela L&pm havia
sumido dos sebos online, entrando para o rol das obras raras.
Pouco tempo depois, em 2013, a editora Alfaguara colocou
nas estantes das livrarias uma edição, também, de bolso da história. Pronto, Viva e Deixe Morrer perderia o status de
raro. Atualmente pode ser encontrado em qualquer livraria a preços mais do que
camaradas.
06
– Trocas Macabras (Stephen King)
Fecho essa lista com mais uma obra de Stephen King.
Uma obra que há pouco mais de um ano era considerada uma joia lapidada nos
sebos com preços assustadores. Acho que em 2018, os valores chegavam a R$
450,00!! PQP! Acredita nisso?! Pagar R$ 450,00 num livro velho e bem manuseado!
Pois é, acredite, Trocas Macabras
conseguiu essa proeza.
Em 2018, a editora Suma anunciou que a história seria
relançada e faria parte da coleção “Biblioteca Stephen King”. Nem precisou
dizer que a galera que estava babando para ter a obra em sua estante festejou a
notícia à exaustão.
Mas confesso que a Suma pisou na bola porque atiçou a
vontade dos fãs de King e só ficou nisso porque após o anuncio do relançamento
de Trocas Macabras o assunto esfriou.
Então, após inúmeras cobranças dos leitores, a editora relançou o livro dois
anos depois, em novembro de 2021. Tudo bem, Suma, está perdoada. Demorou, mas
chegou.
Seguindo o mesmo projeto gráfico dos outros cinco
exemplares que compõem da icônica coleção lançada pela Suma em 2016, Trocas
Macabras chegou às mãos dos leitores em capa dura, 656 páginas em papel de
altíssima qualidade e um layout de mucho loko – no bom sentido. Todo em verde
com imagens em detalhes pretos e as letras na tonalidade branca. Cá entre nós,
adorei.
A história foi escrita por King em 1991 e chegou ao
Brasil no ano seguinte através da antológica coleção Mestres do Horror e da Fantasia da editora Francisco Alves.
Agora, temos de continuar torcendo para que as
editoras continuem relançando várias obras raras que sumiram das livrarias e
que estão custando uma fortuna nos sebos. Nossa! E tem tantas, né?
30 novembro 2021
Cinco sagas literárias de sucesso que brilharam nos cinemas
Nesta postagem (aqui) selecionei cinco sagas
literárias de grande sucesso que fracassaram nos cinemas, agora vou fazer o
oposto. Por sugestão de Lulu que é uma grande fã de filmes – desde que sejam
bons, né (rs) – baseados em séries de livros, resolvi publicar uma lista com
outras cinco sagas, mas que desta vez deram certo nos cinemas. Vamos a elas:
01
– O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien)
Filmes:
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, O Senhor dos Anéis: As Duas Torres e O
Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Começo com a aclamada trilogia de O Senhor dos Anéis. Não dá para dizer que uma adaptação
cinematográfica que conquistou 17 Oscars tenha sido um fracasso. Agir dessa
forma seria muita hipocrisia. Cara, O
Senhor dos Anéis teve uma produção impecável e um elenco fantástico. Enfim,
uma adaptação perfeita, sem nenhum ‘se não’.
O
Senhor dos Anéis é um clássico da literatura. J.R.R
Tolkien é um dos maiores autores que já existiu por sua genialidade de criar
universos únicos e enriquecedores. Portanto, uma trilogia antológica e até
mesmo mítica merecia filmes à altura.
A primeira adaptação veio em 2001 com O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel
pelas mãos de Peter Jackson e, nos anos seguintes, a trilogia se completou nas
telas com As Duas Torres e O Retorno do Rei e se tornou um
clássico.
02
– Jogos Vorazes (Suzanne Collins)
Filmes:
Jogos Vorazes, Jogos Vorazes: Em Chamas, Jogos Vorazes: A Esperança (Parte 1) e
Jogos Vorazes: A Esperança (Parte 2)
A escritora Suzanne Collins teve uma sacada incrível
ao misturar em sua trilogia: reality show, desigualdade social e um líder de
estado insano. Tudo isso num futuro distópico. A saga literária tornou-se um
sucesso em diversos países, com adaptações para filmes bem-sucedidos em
bilheteria.
Acredito que além da feliz escolha de Jennifer
Lawrence para interpretar a heroína Katniss, as mudanças no roteiro foram
fundamentais para o grande sucesso da adaptação cinematográfica.
Sabemos que a trilogia da escritora Suzanne Collins é
carregada de detalhes, por isso o roteirista Gary Ross que contou com a
assessoria de Collins, optou por cortar a maioria desses detalhes, deixando os
filmes muito mais dinâmicos.
Uma das coisas que chama a atenção também, é a visão
da Capital na adaptação, já que o livro é narrado em primeira pessoa e tira um
pouco dessa experiência. Já a adaptação tem a liberdade de explorar ainda mais
o outro lado, o que foi ótimo para situar os fãs na história.
03
– Crepúsculo (Stephenie Meyer)
Filmes:
Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer (Parte 1) e Amanhecer (Parte 2)
Crepúsculo
foi
o primeiro romance escrito por Stephenie Meyer e vendeu uma barbaridade de
livros em todo o mundo. A história de amor entre uma garota comum (Isabella
Swan) e um vampiro (Edward Cullen) conquistou um grande número de leitores e
acabou se transformando numa verdadeira coqueluche mundial com a galera teen
formando milhares de fã-clubes dedicados ao novo “casal literário” sensação
daquela época. Resultado: o lançamento de mais três livros o que formou uma
saga literária de quatro volumes.
O sucesso desses livros foi tanto que a história foi
parar nos cinemas. Nas telonas não foi diferente. A adaptação cinematográfica
da saga de Meyer foi um verdadeiro fenômeno, alçando Kristen Stewart e Robert
Pattinson ao estrelato.
04
– 50 Tons de Cinza (E.L. James)
Filmes:
Cinquenta Tons de Cinza, Cinquenta Tons de Cinza Mais Escuros e Cinquenta Tons
de Liberdade
Tudo bem que não tenha agradado os leitores mais
puritanos, mas não podemos negar que a saga 50 Tons de Cinza, lançado em 2011, foi
um grande sucesso mundial, tornando-se a publicação mais vendida da década
passada, além de ter ganhado três adaptações para o cinema.
A saga de E.L. James (Cinquenta Tons de Cinza, Cinquenta
Tons de Cinza Mais Escuros e Cinquenta
Tons de Liberdade) fez a cabeça de muita gente e conseguiu balançar as
estruturas do mercado editorial ao misturar paixão e ingredientes picantes.
Para se ter uma ideia, nas seis primeiras semanas de lançamento do primeiro
volume foram vendidos mais de 10 milhões de exemplares.
A trama fala de uma jovem virgem de 21 anos que cursa
literatura na faculdade. Ela passa a ter um relacionamento com o magnata
Christian Grey depois de entrevista-lo para o jornal da instituição. Durante o
namoro, é iniciada no mundo do sadomasoquismo. Como todo bom fenômeno, teve
duas sequências que ampliaram a dimensão dos fãs dessa quase releitura da
história da Cinderela, mas com bondage, sadismo e masoquismo. E claro que não
demoraria tanto para a saga virar três filmes de sucesso.
05
– Harry Potter (J.K. Rowling)
Filmes: Harry
Potter e a Pedra Filosofal (2001), Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry
Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry
Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, Harry Potter e
as Relíquias da Morte: Parte 1 e Harry
Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2.
Fecho a nossa lista com esta saga literária que é
considerada um dos maiores fenômenos editoriais do mundo e que conquistou
adultos e crianças. As aventuras do jovem bruxo proporcionaram livros, filmes,
roupas, colecionáveis, parques temáticos e outros tantos produtos que surgiram
dessa franquia milionária e que continua cativando os fãs ao redor do mundo.
Após o lançamento do primeiro volume, outros vieram
com o mesmo destaque, o que potencializou o sucesso da série ao redor do mundo.
Em 2018, segundo o Pottermore – blog oficial sobre o universo Harry Potter –
foram vendidos meio bilhão de livros de toda a saga.
A obra foi traduzida para mais de 80 idiomas
diferentes e continua sendo lançada em diversos formatos, seja com capas
variantes, edições de colecionador, novas ilustrações ou audiobooks. Ao todo
são sete livros lançados oficialmente.
Com o sucesso que a saga estava fazendo, a Warner
Bros. não pensou duas vezes para começar a produzir um longa sobre o bruxo.
Assim como os livros, os filmes seguiram o mesmo formato, com exceção do
último, Harry Potter e as Relíquias daMorte, que foi dividido em duas partes.
Não dá para negar que Harry Potter é uma das sagas que
mais renderam nos cinemas e também no mercado editorial.
E agora, para finalizar essa lista, fica aqui um
conselho bem diferente daquele que eu dei na postagem anterior. Lá vai: Leiam
esses cinco livros e também assistam aos filmes. Vale muito a pena.
27 novembro 2021
Cinco sagas literárias de sucesso que fracassaram nos cinemas
Tivemos sagas literárias famosas que foram adaptadas
com maestria para os cinemas. “Harry Potter”, “O Senhor dos Anéis” e “Crepúsculo”
são exemplos inquestionáveis disso, mas por outro lado, tivemos alguns
diretores e roteiristas açougueiros que moeram grandes narrativas fazendo
filmes horrorosos, mas tão horrorosos, que alguns ficaram só na primeira parte
já que o público excomungou essas adaptações.
No post de hoje, vou publicar 5 sagas literárias que
conquistaram os leitores de ponta a ponta mas terminaram naufragando nos
cinemas.
Por isso, o melhor é ficar apenas com a leitura dos
livros e esquecer os filmes. Mas, se por acaso, você quiser assisti-los por
curiosidade, já aviso de antemão: a “coisa” é braba.
01
– As Aventuras do Caça-Feitiço (Joseph Delaney)
Filme:
“O Sétimo Filho”
As
Aventuras do Caça-feitiço é uma série romântica de livros
infanto-juvenis de aventura, suspense e fantasia escrita pelo britânico Joseph
Delaney e publicada no Brasil pela editora Bertrand Brasil. A série é sobre
Thomas J. Ward, o sétimo filho de um sétimo filho, que pode ver criaturas das
trevas e outras coisas que os outros não podem. Ele está sendo ensinado para
ser um "Caça-feitiço" e aprender a lidar e enfrentar criaturas malignas
das trevas que colocam em risco a segurança dos moradores de seu condado.
Foram escritos, até o momento, treze livros da série, sendo
que no Brasil apenas os onze primeiros foram lançados. Quer saber? Todos os 11
foram campeões de vendas por aqui. Mas enquanto, os livros arrebentaram a boca
do balão em todo o mundo, a adaptação cinematográfica da história foi um
verdadeiro desastre, tanto é, que morreu logo no primeiro filme lançado em
2013.
“O Sétimo Filho” conseguiu ser execrado tanto pelos
críticos quanto pelo público em geral. O filme fez questão de contratar grandes
atores, como Jeff Bridges e Julianne Moore, para interpretar o mentor e a vilã
da trama, respectivamente. Ainda assim, a produção cinematográfica recebeu
críticas devastadoras e desde então, nem se fala a respeito de continuações.
02
– Percy Jackson (Rick Riordan)
Filmes:
“Percy Jackson e o Ladrãos de Raios” e “Mar de Monstros”
Pois é, pegue um personagem parecido com Harry Potter,
tipo o “menino escolhido” e o transporte para o mundo contagiante da mitologia
grega. Quer fórmula melhor do sucesso do que essa? Foi o que fez o autor Rick
Riordan. Como fez bem feito, os cinco livros da saga venderam como água no
deserto. A partir daí, foi mais do que normal que surgisse uma adaptação
cinematográfica.
Quando foi revelado o nome do diretor do filme, críticos e cinéfilos vibraram muito, afinal, o eleito seria ninguém mais, ninguém menos do que Chris Columbus, o gênio por trás dos mega sucessos: “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e “Esqueceram de Mim”. Todos acharam que o êxito da adaptação da história de Riordan estaria garantido. Certo? Não. Errado. Apesar de “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” ter contado com um polpudo orçamento de US$ 95 milhões e um elenco de peso — desde o protagonista Logan Lerman até os coadjuvantes Alexandra Daddario, Pierce Brosnan, Sean Bean, Uma Thurman e Rosario Dawson – teve apenas uma recepção morna da crítica e um faturamento decepcionante de US$ 200 milhões.
Mesmo assim, os produtores arriscaram uma sequência na esperança de salvar a franquia nos cinemas, mas não teve jeito. Apesar de repetir a bilheteria da produção anterior, “Mar de Monstros” agradou ainda menos a crítica, que destacou o clima excessivamente bobo da produção — tanto que a carreira cinematográfica do diretor Thor Freudenthal estagnou desde então. A recepção morna de público e crítica não empolgou os produtores, que engavetaram a saga cinematográfica.
Quanto a Rick Riordan, praguejou, esperneou, gritou e
finalmente... excomungou os diretores dos dois filmes que segundo ele, teriam
arrebentado a sua história.
03
– Os Instrumentos Mortais (Cassandra Clare)
Filme:
“Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos”
A adaptação de Instrumentos
Mortais – Cidade dos Ossos, lançado nos cinemas em 2013 não foi tão bem nas
bilheterias como o esperado, tanto que a continuação, “Instrumentos Mortais -
Cidade das Cinzas”, teve sua produção esquecida.
A saga escrita por Cassandra Clare – Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas, Cidade de
Vidro, Cidade dos Anjos Caídos, Cidade das Almas Perdidas e Cidade do Fogo Celestial – fez tanto
sucesso que ganhou inúmeros derivados, tais como: As Peças Infernais (três livros), Os Artifícios das Trevas (três livros) e As Últimas Horas (dois livros). Cara, com tantos livros e
derivados, as narrativas de Clare tinham tudo para bombar (no bom sentido – rs)
nas telonas, mas como diz o ditado: “o destino não quis assim”.
Com uma recepção gélida, tanto por parte do público
quanto da crítica, a saga rapidamente morreu nos cinemas e acabou enterrada
logo no primeiro filme. Porém, acabou virando uma minissérie televisiva
intitulada “Shadowhunters” que foi transmitida no Brasil pela Netflix. A
minissérie teve apenas três temporadas e apesar de seu cancelamento, os
episódios continuam disponíveis no canal de streaming.
Se no cinema, a adaptação foi um fiasco, pelo menos na
TV, teve uma recepção razoável. Vejam bem, eu disse razoável e não boa ou
excelente.
04
– O Guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams)
Filme:
O Guia do Mochileiro das Galáxias
Cinco livros que estouraram em vendagens e um filme
fracassado. É dessa maneira que podemos resumir, em poucas palavras, a saga O Guia do Mochileiro das Galáxias.
O sucesso da saga literária criada por Douglas Adams foi
tanto que se transformou em um ícone da Cultura Pop reverenciada no mundo todo.
Com toda essa fama, evidentemente uma adaptação cinematográfica seria apenas
uma questão de tempo e pouco tempo. E foi que aconteceu. O sinal verde para a
produção foi dado pela Walt Disney Pictures em outubro de 2003, dois anos
depois do falecimento do autor. Pois é, quando foi confirmado que o primeiro
livro da saga iria parar nas telonas dos cinemas, a explosão de euforia dos fãs
foi enorme. Infelizmente, quando o filme estreou... toda a euforia broxou. A
produção foi um fracasso nas bilheterias.
Um dos principais problemas da adaptação foi a falta
de precisão ao transportar a essência do livro para o cinema. As piadas soam
mais genuínas nas páginas do que nas telas, ou seja, no cinema, elas soam
forçadas demais.
No livro de Adams, quando a Terra está prestes a ser
destruída, o personagem Arthur Dent é salvo pelo amigo Ford Prefect, um
extraterrestre que está coletando informações para um famoso manual: O Guia do
Mochileiro das Galáxias. Pegando carona numa nave alienígena, a dupla inicia
uma alucinante aventura percorrendo o universo.
Saga literária fantástica, filme... bem, melhor
esquecer.
05
– Trilogia Fronteiras do Universo - A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta
Âmbar (Philip Pullman)
Filme:
A Bússola de Ouro
Baseada na saga literária conhecida no Brasil como Fronteiras do Universo formada pelos
livros A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar, a série acompanha a menina Lyra Belacqua em suas
aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência,
bruxaria e ursos-polares.
O primeiro volume da saga criada pelo escritor Philip
Pullman ganhou uma adaptação cinematográfica em 2006, no filme "A Bússola
de Ouro", estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig. Mas foi um grande
fracasso de bilheteria e o projeto não teve continuação, deixando a história
incompleta.
O principal motivo do fracasso do filme foi o roteiro
que mutilou a história. Os últimos capítulos do livro foram simplesmente
ignorados, deixando os fãs da trilogia enfurecidos. Além disso, não houve o
desenvolvimento adequado de personagens importantes. O resultado foi uma
recepção bem negativa de público e crítica. Por outro lado, os livros
explodiram em vendas.
E para você, leitor, que chegou até aqui, aceite um
conselho: se pretende assistir a qualquer um desses cinco filmes, esqueça;
melhor ler os livros.
























