10 livros de aventura que foram adaptados para os cinemas

16 novembro 2025

O gênero aventura não é assim tão popular para a maioria dos leitores. Pelo menos é o que eu acho. Geralmente, nos comentários dos devoradores de livros nas redes sociais, as opiniões que mais “bombam” em visualizações e compartilhamentos estão relacionados às obras de suspense, policiais, thrillers psicológicos, romance, ficção científica e com toda certeza o ‘young adult – taí a explosão Colleen Hoover que não me deixa mentir. Quanto ao gênero “aventura”, olha... é complicado. Ele quase não aparece nos comentários desses leitores, além de muitas livrarias virtuais “boicotarem” essa classificação nos menus de seus portais.

Mas galera, “falando” por mim; eu, simplesmente, amo livros de aventura! Viajei muito com A Marca do Zorro, O Destino do Poseidon e tantos outros. Mais um detalhe que vale a pena acrescentar nesse texto é que se os livros de aventura não fossem tão bons e tão populares, eles não despertariam aos borbotões o interesse da indústria cinematográfica,  principalmente da meca do cinema: Hollywood.

Por esses motivos tive a ideia de escrever um post sobre os livros do gênero que deram ‘conta do recado’ e acabaram indo parar nos cinemas.

Nas próximas postagens, também estarei escrevendo sobre outros gêneros literários que renderam filmes excelentes nas telonas, mas hoje, a hora e a vez pertencem aos livros de aventura. Vamos a eles!

01 – A Marca do Zorro (Johnston McCulley)

Filmes: “A Marca do Zorro” (1920 e 1940), “Zorro” (1975), “A Máscara do Zorro” (1998), além de outros.

Antes do herói mascarado “enfiado” numa roupa preta e usando uma máscara da mesma cor ter estreado nas telonas dos cinemas na década de 20, muitos cinéfilos não imaginavam que ele tinha saído, na realidade, das páginas de um livro. Isto mesmo; antes de o Zorro arrastar multidões para as salas dos cinemas, ele já tinha arrastado milhares de leitores para as livrarias.

Os filmes “A Marca do Zorro” são baseados no livro de Johnston McCulley. O mais famoso é o filme de 1920, estrelado por Douglas Fairbanks, que foi uma adaptação da história originalmente publicada em capítulos na revista All-Story Weekly com o título de The Curse of Capistrano. O romance, que introduziu o herói mascarado, foi republicado com o título A Marca do Zorro após o sucesso do filme.

Depois do clássico com Fairbanks, a “Raposa” teve um hiato de 20 anos nos cinemas, só voltando em 1940 com outro monstro sagrado de Hollywood; ninguém menos do que Tyrone Power. Este remake repetiu o êxito do filme original de 1920.

O livro de McCulley ainda teria fôlego para retornar aos cinemas muitas outras vezes, em novas adaptações, entre as quais podemos destacar “Zorro” (1975) com Alain Delon e “A Máscara do Zorro”(1998)  que se tornou um clássico entre os fãs do justiceiro e marcou a estreia do ator espanhol Antônio Banderas em uma produção dos Estados Unidos.

Quanto ao livro, dispensa comentários. Livraço! Li e adorei. Pura aventura e da melhor qualidade (confiram resenha aqui).

02 – Primeiro sangue (David Morrell)

Filmes: “Rambo: Programado para Matar” (1982), “Rambo II: A Missão” (1985), “Rambo III” (1988), “Rambo IV” (2008), Rambo Até o Fim” (2019).

O consagrado autor David Morrell escreveu Primeiro Sangue (resenhas do livro aqui e mais aqui) no ápice da Guerra do Vietnã. O envolvimento militar americano direto no conflito só seria encerrado formalmente em 15 de agosto de 1973. Isto significa que na época do lançamento da obra, em 1972, os americanos ainda estavam com as suas tropas em território vietnamita provocando uma série de manifestações por parte da sociedade e de vários grupos sociais dos Estados Unidos.

Morrell aproveitou esse momento para lançar um livro cujo personagem é o arquétipo do soldado americano lutando uma guerra que ele não queria lutar. Aliás, o autor foi mais a fundo ao imaginar quais seriam as consequências desse conflito na vida desses jovens; como seria a sua reintegração na sociedade? Eles seriam aceitos ou rejeitados?

Morrell responde a todos esses questionamentos através de John Rambo, personagem criado por ele em Primeiro Sangue (Fisrt Blood).

O livro caiu como uma bomba na cena literária estadunidense, tornando-se um best seller aclamado pela crítica especializada e chegando a ser adotado como leitura obrigatória em várias universidades do país.

A ideia para a adaptação cinematográfica existia desde os anos 70, mas passou por várias mãos e roteiros diferentes antes do diretor Ted Kotcheff comprar os direitos para a produtora Carolco Pictures e escalar Sylvester Stallone no papel principal. Então, em 1982, depois de 10 anos do lançamento do livro de Morrell, “Rambo” chegaria aos cinemas.

O enredo do livro é quilômetros de distância diferente do enredo do primeiro filme e por isso, vale muito a sua leitura. Quanto as outras sequências cinematográficas, esqueça; não tem absolutamente nada a ver com a história desenvolvida por Morrell.

03 – Os três mosqueteiros (Alexandre Dumas)

Filmes: “Os Três Mosqueteiros” (1921, 1948, 1973, 1993, 2011, além de outras)

Jura que você pensava que Os Três Mosqueteiros não iriam “aterrissar” por aqui? (rs). Não tem nem como aventar essa possibilidade, né galera? Tanto o livro de Alexandre Dumas quanto o filme de 1973 dirigido por Richard Lester são considerados verdadeiros clássicos da literatura e dos cinemas.

Aliás, o filme de 1973, foi, talvez, a melhor e mais fiel adaptação do livro de Dumas para o cinema, pois equilibra aventura, romance, suspense e humor com maestria, além de trazer um elenco para lá de estrelado comandados por um diretor ‘pra lá’ de capacitado: Richard Lester, que se tornou célebre na década anterior ao comandar dois filmes dos Beatles.

O filme anterior dos Mosqueteiros (1948) também se encontra, praticamente no mesmo patamar e não nega fogo. E como poderia negar com um elenco formado só por titãs: Gene Kelly, Lana Turner, Vincent Price e companhia? Quanto as outras adaptações, principalmente as mais recentes... My God!! Esqueçam; por favor.

Aqueles que quiserem conferir o que achei do livro de Dumas, incluindo a versão integral da história podem acessar aqui, aqui e novamente aqui.

04 – A tormenta: A história real de uma luta de homens contra o mar (Sebastian Junger)

Filme:“Mar em Fúria” (2000)

Em outubro de 1991, ocorria a "tempestade perfeita", uma combinação de fatores tão rara que acontece apenas uma vez por século. Com ondas do tamanho de prédios de dez andares e ventos a quase 200 km/h, poucas pessoas a viram e sobreviveram para contar história. Assim, os tripulantes do Andrea Gail, um barco de pesca comercial, se viram bem no centro deste gigantesco inferno em alto-mar.

Para quem ficou em dúvida, esta é a sinopse de “Mar em Fúria”, um filme da década de 2000 que contou com um grande elenco. Na trama, nomes como George Clooney, Mark Wahlberg e Diane Lane estiveram presentes, mas nem mesmo eles foram capazes de evitar um grande desastre. O filme apesar dos efeitos especiais de ultima geração (para aquela época) naufragou nas bilheterias dos cinemas; ao contrário do livro de não ficção A Tormenta: A história real de uma luta de homens contra o mar do jornalista Sebastian Junger que arrancou acalorados elogios da crítica especializada, além de ter vendido “horrores”.

Junger inicia A Tormenta nos apresentando a tripulação do Andrea Gail. Mais do que mostrar algumas características desses pescadores, o autor brinda os seus leitores com a rotina do dia a dia desses homens que entraram para a história de Gloucester, cidade pesqueira localizada em Massachusetts, nos Estados Unidos.

Junger descreve ainda com riqueza de detalhes o trabalho de salvamento das tripulações dos barcos atingidos pela “tempestade do século” que atingiu Gloucester e outras cidades pesqueiras americanas no início da década de 1990.

Ao tomar conhecimento que há barcos em alto mar correndo risco de naufragar, a Guarda Aérea Americana envia os seus modernos helicópteros de salvamento com paraquedistas de resgate, além de um jato Falcon. Por sua vez, a Guarda Costeira envia escunas e navios especializados em salvamento em situações críticas.

Enfim, o leitor fica sabendo em detalhes como foi a operação de salvamento dos outros barcos atingidos pela tempestade perfeita. Cara... que livro! 

05 – Horas decisivas: A história real do mais ousado resgate marítimo (Michael J. Tougias e Casey Sherman)

Filme: Horas Decisivas (2016)

Horas decisivas: A história real do mais ousado resgate marítimo narra a história verídica de um dos maiores resgates já feitos pela Guarda Costeira dos Estados Unidos que aconteceu em fevereiro de 1952. Era uma noite fria quando o petroleiro Pendleton partiu-se em dois durante uma gigantesca tormenta na costa de Massachusetts. Casado recentemente e com a esposa doente e acamada, Bernie Webber, marinheiro da guarda costeira, foi escalado para uma missão quase impossível. Ele e mais três colegas – Richard Livesey, Ervin Maske e Andy Fitzgerald – foram enviados em uma pequena lancha salva-vidas que suportava apenas 12 pessoas contando com a tripulação. E sabem quantos marinheiros eles conseguiram resgatar nessa pequena embarcação?!  Trinte e dois!! Isto mesmo, trinta e dois! Cara, nesse momento da narrativa não há leitor que não consiga se emocionar e vibrar ao mesmo tempo.

A grande aceitação do livro de Michael J. Tougias e Casey Sherman tanto pela crítica quanto pelos leitores fez com que a história acabasse ganhando uma adaptação cinematográfica em 2016 com Chris Pine – o Capitão Kirk dos filmes Jornada nas Estrelas produzidos por J.J. Abrams.

Apesar os críticos detonarem o filme; ele acabou indo muito bem nas bilheterias. Prova de que palavra de crítico não quer dizer “palavra final”.

06 – As Crônicas de Nárnia (C.S. Lewis)

Filmes: “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” (2005), “Príncipe Caspian (2008) e “A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010)”

Se teve um filme que de fato encantou crianças, jovens, adultos e idosos, esse filme, sem dúvida, foi “As Crônicas de Nárnia”, uma das franquias mais encantadoras do cinema. Os longas foram baseados na obra clássica de mesmo nome de C.S. Lewis, que conta com uma série de sete livros. E se os filmes encantaram; os livros também tiveram essa aura especial.

Os leitores podem encontrar a saga escrita por Lewis em vários formatos: box, volume único ou então, vendidos separadamente. Apesar do primeiro dos sete volumes – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – ter sido publicado originalmente em 1950, até hoje, As Crônicas de Nárnia se faz presente nas listas de mais vendidos das principais livrarias virtuais. A obra é composta por sete livros – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-RoupaPríncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada, A Cadeira de Prata, O Cavalo e seu Menino, O Sobrinho do Mago e A Última Batalha.

Os filmes produzidos até agora, seguiram o mesmo caminho. O primeiro deles lançado em 2005, foi indicado a três categorias do Oscar, tendo levado a estatueta de “Melhor Maquiagem” para a casa.

Na época em que chegou aos cinemas, o longa ficou bastante popular entre as crianças e despertou um novo interesse pela leitura para esse público.

Depois da estreia de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” foi a vez de “Príncipe Caspian” (2008) conquistar crítica e pública. O último livro das Crônicas de Nárnia a ganhar uma adaptação para os cinemas, até agora, foi A Viagem do Peregrino da Alvorada que estreou em 2010 nas salas exibidoras do País.

A obra de C. S. Lewis foi traduzida para 47 idiomas e já teve mais de 120 milhões de cópias vendidas.

07 – No coração do mar (Nathaniel Philbrick)

Filme: No coração do mar (2014)

Taí mais um livro jornalístico que aborda todos os detalhes de uma tragédia ocorrida no mar no século XIX.  Em agosto de 1819, um baleeiro de nome Essex deixou o porto de Nantucket, em Massachusetts (EUA), para caçar nos mares do sul. A viagem comandada pelo capitão George Pollard, que então tinha 29 anos, duraria dois anos e meio. No entanto, de acordo com o historiador Gilbert King, já nos primeiros dias a aventura se provou amaldiçoada.

 Pouco depois de zarpar, o Essex foi atingido por uma tempestade que destruiu uma das velas do joanete de proa, e por pouco não afundou. Meses mais tarde, um incêndio criminoso em uma parada para reabastecimento quase matou boa parte da tripulação. Por fim, o Essex encontrou, ao sul do Pacífico, seu maior inimigo: uma baleia cachalote de mais de 20 metros de comprimento.

Após duas investidas do animal furioso, o navio foi a pique. E para se salvarem, os vinte homens a bordo se dividiram entre três botes de cerca de 6 metros cada um, tentando coletar o máximo de provisões que conseguiam.  Quando as provisões acabaram, os sobreviventes não tiveram dúvidas e tomaram uma atitude extrema e medonha: se alimentar de carne humana.

Toda essa saga é narrada em detalhes no livro do historiador e jornalista americano Nathaniel Philbrick (veja resenha aqui). A história serviu de inspiração para o filme “No Coração do Mar”, lançado em no final de 2014.

08 – Desejo de Matar (Brian Garfield)

Filmes: Desejo de Matar (1974), Desejo de Matar 2 (1982), Desejo de Matar 3 (1985), Desejo de Matar 4: Operação Crackdown (1987), Desejo de Matar 5 (1994) e um remake de Desejo de Matar trazendo Bruce Willis no lugar de Charles Bronson (2018).

“Desejo de Matar” que estreou nos cinemas em 1974 foi um marco do subgênero de “filme de vigilante” que marcou os anos 70 juntamente com outra pérola do gênero: “Perseguidor Implacável”. Marcou tanto a década de 1970 que acabou dando origem a uma série de cinco filmes, todos eles com Charles Bronson, além de um remake com Bruce Willis. E por falar no saudoso “cara de pedra” Charles Bronson é importante frisar que “Desejo de Matar” transformou o ator – morto em 2002 aos 81 anos - num ícone dos filmes de ação dos anos 70 e 80.

O que muitos cinéfilos desconhecem é que o conhecido filme que marcou a geração dos anos 70 e 80 foi baseado em um livro. Isto mesmo! A obra homônima escrita por Brian Garfield e publicado em 1972 (ver resenha do livro aqui), foca no personagem Paul Benjamin - um pacato arquiteto da cidade de Nova Iorque - que tem sua mulher morta e sua filha estuprada por três bandidos e passa a agir como um "vigilante", perseguindo os criminosos nas ruas à noite.

Livro e filme são bem parecidos já que os produtores optaram por uma adaptação fiel da obra de Garfield, excetuando o nome do personagem principal que foi trocado. Ah! A sua forma física também, já que Paul Benjamin é um cara obeso no livro, enquanto o Paul Kersey de Bronson não tem absolutamente nada de obeso.

09 – Sem Remorso

Filme: Sem Remorso

O filme "Sem Remorso" é uma adaptação do livro homônimo escrito por Tom Clancy e publicado em 1993. O enredo original aborda a vida do personagem John Clark que faz parte do universo de Jack Ryan. 

O filme lançado nos cinemas em 2021, estrelado por Michael B. Jordan, foi modernizado e mudou parte da trama para ser lançado no Prime Video, mas mantém a essência de uma busca por vingança e a revelação de uma conspiração internacional.

O enredo da obra literária, publicada em 1993, e que tem como contexto a Guerra do Vietnã, serve como uma história que mostra as origens do personagem John Kelly que já apareceu em outros três livros do chamado “Universo Ryan” criado pelo autor. São eles: A Soma de Todos os Medos, Perigo Real e Imediato e O Cardeal do Kremlin. Os leitores gostaram tanto desse personagem secundário dos livros de Jack Ryan que Clancy decidiu escrever uma obra onde Kelly assumisse o protagonismo. E diga-se que Sem Remorso foi um baita sucesso tanto de público quanto de crítica.

Ao contrário do filme que centra todas as suas atenções em John Kelly, o livro conta com personagens muito interessantes que dividem o protagonismo com o personagem principal. Entre os quais temos Sandra "Sandy" O'Toole, viúva do Vietnã e enfermeira do Hospital Johns Hopkins que cuidou de Kelly após o fuzileiro ter sofrido um atentado.

Pensei que o filme da Amazon Prime Video seria bom, mas não; não é. Confuso, enrolado, chocho. Fiquei decepcionado porque após ter lido o livro de Tom Clancy que serviu de inspiração para o filme, acreditei que encontraria uma história que não fugisse tanto do enredo literario o qual adorei. Mero engano, a produção cinematográfica da Paramount lançada em streaming utiliza apenas 10 por cento da história original escrita por Clancy, o resto é encheção de linguiça.

10 – O destino do Poseidon (Paul Gallico)

Filmes: “O Destino do Poseidon” (1972) e Poseidon (2006)

Fecho a nossa lista com esse baita clássico literário que rendeu dois filmes, o primeiro deles com Gene Hackman, um cânone dos filmes de ação.

O Destino do Poseidon escrito por Paul Gallico e publicado originalmente em 1969 conta a história de uma catástrofe em alto mar que prende o leitor da primeira à última página.

No enredo criado por Gallico, o S.S. Poseidon, um antigo e gigantesco transatlântico convertido em navio de cruzeiro, transportando mais de 500 passageiros numa viagem de réveillon, é atingido por uma gigantesca onda que acaba virando o navio de cabeça para baixo. No meio dessa tragédia temos dois grupos de sobreviventes: um composto por pessoas conformadas que preferem aguardar o salvamento no meio dos destroços e outro grupo formado por aventureiros que decidem encarar uma viagem cheia de perigos até o casco do navio que se encontra na superfície. O livro é sobre esses aventureiros. Suas vitórias, derrotas, tristezas, alegrias, desentendimentos, traições, provas de amizade e coragem, durante essa jornada suicida.

O filme de 1972, com Gene Hackman - no papel do impagável Reverendo Scott - que lidera um grupo de sobreviventes que tenta chegar ao casco do navio que emborcou se tornou um clássico que mesmo após 53 anos continua sendo cultuado pelos cinéfilos. Quanto ao remake de 2006 estrelado por Kurt Russell e Josh Lucas passou despercebido; “culpa” do filmaço de 1972.

Taí galera! Divirtam-se bastante lendo e assistindo a esses clássicos.


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