Milady de Winter: a diabólica personagem de “Os Três Mosqueteiros”

08 julho 2022

Por acaso, você conhece Milady de Winter? Imagine o próprio diabo – maligno, ardiloso, astuto e cruel – na forma de uma mulher segura, inteligente e com uma beleza estonteante capaz de virar a cabeça dos homens. Uma mulher que esconde toda a sua essência da maldade por trás de um semblante angelical com o poder de enganar qualquer ser humano com as suas artimanhas. Uma mulher que mata sem compaixão, deixando um rastro de mortes por onde passa. Uma mulher que jamais esquece uma vingança. Pronto; acho que essa é a melhor definição para a famosa personagem criada por Alexandre Dumas em sua obra Os Três Mosqueteiros.

Acabei de reler o livro e juro que Milady me tirou do sério. Fiquei puto com ela como nunca fiquei em toda a minha vida de leitor com outros vilões. Queria que ela sofresse, mas sofresse o ‘escambau a quatro’ por causa das maldades inimagináveis que cometeu ao longo da história, principalmente nos últimos capítulos. A mulher é um verdadeiro demônio!

Esta personagem mexeu tanto comigo que resolvi escrever um post inteiramente dedicado a ela. Pretendia, inicialmente, publicar uma lista com cinco ou mais vilãs perigosas dos livros, mas acabei adiando essa ideia por causa de Milady. Com toda a certeza, ela merece um post só dela. Para mim, ela é a mais letal das vilãs da literatura.

Fiquei abismado com a crueldade e a falsidade dessa mulher no enredo criado por Dumas, mas aqui vale um adendo: para se conhecer a verdadeira Milady, a verdadeira víbora, esqueça todos os filmes adaptados da obra e também os livros publicados antes da edição de luxo em capa dura que a editora Zahar lançou em 2010 com o texto integral na tradução primorosa dos André Telles e Rodrigo Lacerda. São aproximadamente 680 páginas, mas a leitura dos capítulos finais vale a pena.

Atrizes que já viveram "Milady de Winter" nos cinemas

Todos que ousaram a “mulher-demônio” – é assim que a apelidei - sentiram na pele a picada da serpente; uma picada que foi fatal para a maioria, já aqueles que conseguiram sobreviver ficaram com as suas almas marcadas para sempre, passando a conviver com um sofrimento atroz. Por isso quando Milady ganhou o que merecia soltei um grito que estava entalado na garganta e quase arremessei o livro contra a parede, mas um arremesso de alegria como se estivesse desafogando toda a minha ira que estava represada. Alguns podem achar que estou exagerando. Se você pensa assim, lhe desafio a ler essa edição de Os Três Mosqueteiros. Depois disso, com certeza, mudará de ideia.

Milady Lauren Winter, ou simplesmente Milady é uma espiã do Cardeal Richelieu e é uma das antagonistas dominantes da história ambientada na França de 1625. Uma inimiga que deu muitas dores de cabeça e um trabalho danado para D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis, os mosqueteiros do Rei Luís XIII.

Ela é descrita como uma mulher alta e de beleza incomum, 22 anos, cabelos negros cacheados, olhos pretos e sobrancelhas perfeitas. Milady tem uma voz que pode seduzir e enfeitiçar homens e mulheres. Ela esconde um interior diabolicamente astuto, manipulador, implacável e cruel. Ela é impiedosa contra os seus inimigos e muitas vezes na história é descrita como demoníaca, ou seja, um exemplo clássico de uma femme fatale.

Foi interpretada por várias atrizes no cinema, entre as quais: Lana Turner (1948), Faye Dunaway (1973), Rebecca De Mornay (1993) e Milla Jovovich (2011).

Portanto aqueles que quiserem conhecer bem mais a fundo essa personagem terrível, proponho a leitura de Os Três Mosqueteiros, edição da Zahar. Mas preparem os seus nervos.

 

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