09 novembro 2016
O raríssimo “A Hora do Lobisomem” vem aí! Suma de Letras confirma o relançamento da obra na Biblioteca Stephen King
Iahuuuuu!! Abdiquei ao trono! Após sofrer com o
preparo para um exame de colonoscopia, posso dizer que estou livre-leve-solto.
O exame foi tranqüilo e realizado por um médico ‘bam-bam-bam’ de minha cidade.
O sujeito é fera quando o assunto é gastro. Confesso que fui tranqüilo para a
realização dos dois exames – colonoscopia e endoscopia – porque confio muito
nesse profissional. E no fim, deu tudo certo: exame e resultados. Graças à
Deus. Confesso que, de fato, o que é o
foda do foda é o tal do preparo.. Arghhh!! Ninguém merece! Cara, um vidro
inteiro de Farlac misturado com água e associado a um coquetel de laxantes,
aniquila a coragem de qualquer um.
Mas tudo bem, vamos ao que interessa. Hoje quero falar
escrever sobre os novos lançamentos literários que estarão fazendo parte da
“Biblioteca Stephen King” que, por sua vez, já lançou de cara uma verdadeira obra prima
com o status de “hiper-rara”: “Cujo”, que foi publicado no Brasil,
originalmente, pela Record em 1981. O livro encontrava-se completamente
esgotado e acredito que não existia nenhum exemplar disponível para venda no
mercado. Então, vem a Suma de Letras e dá esse presente de fim de ano para a
galera. Esta iniciativa da Suma merece ‘mil e um elogios’.
![]() |
| Edição de bolso da L&PM lançada em 1983 |
Mas a cereja do bolo vem agora. A editora
responsável pela publicação dos livros de King no Brasil já anunciou os seus
dois próximos lançamentos. Man, cuidado! Pode
se segurar na cadeira para não cair. Os dois próximos livros serão “A
Incendiária” e .... o incrivelmente fantástico “A Hora do Lobisomem”!
Olha, vamos fazer o seguinte: esqueça “A Incendiária”
que ainda pode ser encontrada no portal da Estante Virtual por R$ 30,00, em
média; e foque o seu entusiasmo em “A Hora do Lobisomem” que é considerado um
dos livros mais raros de King. Os preços da obra variam nos sebos de R$ 130,00
à R$ 200,00. Tudo isso por uma edição de bolso! Pois é, agora essa história
será lançada em capa dura numa edição caprichadíssima, incluindo fotos e vários
extras. É mole?!
Lançado nos Estados Unidos em 1982, o livro narra a
história de assassinatos que estariam sendo ocasionados por um lobisomem.
A Hora do Lobisomem é um livro curto, menos de 100
páginas, dividido em 12 capítulos. Em 1985 veio a versão para o cinema. O filme
também é conhecido como Bala de Prata.
A pacata cidade de Tarker's Mill tem sua rotina abalada
por uma série de assassinatos cometidos por um lobisomem. Um garoto paralítico
descobre quem encarna o monstro, mas conta apenas com a ajuda de sua turma de
amigos para destruí-lo.
Cara, nunca torci tanto pelo lançamento de um livro
como agora. Que “A Incendiária” passe logo para dar passagem à “Hora do
Lobisomem”.
Inté pessoal!
05 novembro 2016
César Bravo lança “Ultra Carnem” pela DarkSide
Por isso, para relaxar um pouco, resolvi escrever um
post “rapi-10” antes que eu tenha que voltar correndo para o meu reino e sentar
no meu trono. Por isso serei breve.
O motivo desse post é expressar a minha alegria e
satisfação em ver mais um autor brasileiro conquistar o seu espaço no
concorrido mercado literário das grandes editoras. Estou me referindo a César
Bravo, que considero um dos grandes nomes do terror. Ele foi contratado, há
poucos meses, pela editora DarkSide, especialista no gênero.
Bravo ficou conhecido no meio literário pelas suas
publicações de e-books independentes através da Amazon. Vários de seus títulos alcançaram
centenas de vendas, conquistando um publico seleto que curte o gênero terror gore.
Cara, na minha opinião, os responsáveis pela
DarkSide ganharam um tesouro que outros editores não viram. Com certeza, Bravo
vai dar muitas alegrias para a conhecida editora carioca.
O seu livro de lançamento na DarkSide, já em pré-venda, se chama “Ultra Carnem” e expande em muito a mitologia criada por
Cesar Bravo, dando detalhes assustadores sobre a infância e a obra maldita de
Wladimir Lester, o estranho menino pintor. Além disso, o autor mostra até onde
vai a fome de um homem desesperado pela fama ou por uma vida mais digna por
direito. A caminhada segue sem pudores expondo a fragilidade de cada um de nós.
Por fim, o leitor fica com a sensação de que nós, humanos, não devemos bancar o
esperto. E que não existe a possibilidade de enganarmos o céu e o inferno.
A incursão de Bravo na literatura de horror
aconteceu bem cedo, influenciada por sua personalidade e gosto pessoal.
Mergulhado nos livros, nos filmes ou na arte em geral, não importava: essa
atmosfera macabra esteve sempre presente. Em meados de 2011, abraçou o medo
como matéria prima e decidiu dar início a uma carreira na literatura. Após
autopublicar antologias e romances na Amazon, ele foi ganhando cada vez mais
visibilidade e se tornou querido e admirado entre os fãs de terror nacional. Em
2013, foi premiado no concurso de Novos Talentos da Literatura realizado pela
FNAC.
Cesar é um admirador e seguidor dos grande mestres,
devoto de Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft. Com uma voz única e muito
brasileira, o terror nacional volta a respirar na pele da nova geração de
autores e leitores sedentos por histórias que dêem voz a nossa identidade, mas
que nos levem muito além da carne.
Escrevi várias resenhas sobre e-books do autor.
Gostei de todos aqueles que li e olha que detesto histórias no formato e-book.
Prova de que os enredos que saem da cabeça de Bravo são, de fato, viciantes.
Quem quiser conhecer um pouco mais sobre esse autor,
basta acessar aqui, aqui, aqui e novamente aqui.
Bem, está chegando o horário dos exames...
Inté galera e desejem-me boa sorte.
03 novembro 2016
Os 10 melhores livros de Stephen King
Este post é uma sugestão do meu amigo Augusto
Fernandes Sales – o sujeito é fera: diretor, ator, produtor de curtas metragens
e blogueiro. Por ser fanzaço de Stephen King, um dia desses, ele sugeriu que eu
escrevesse um texto sobre os 10 melhores livros do mestre do terror. E cá estou
encarando essa missão impossível. Por que impossível? Mêo! Como escolher 10
livros de um autor, considerado um monstro sagrado da literatura mundial, que publicou
mais de 80 livros, entre romances, antologias e obras de não ficção? E mais: a
maioria desses livros, elogiados à exaustão por crítica e publico?!
Pois é, para não deixar os fãs de King inconformados
com a minha lista, já aviso que se trata de uma seleção pessoal. Coloquei no
post os 10 livros que “eu” achei os
melhores. Pode ser que os seus 10 melhores sejam outras obras bem diferentes
das minhas.
Feito mos esclarecimentos, vamos à lista.
01
– A Coisa (It)
A maioria dos leitores considera “O Iluminado” a
obra máxima de Stephen King. Aquela que jamais poderá faltar em qualquer
biblioteca. Bem, concordo que o livro é um dos melhores do mestre do terror,
mas não se equipara a “A Coisa’ (It), publicado originalmente em 1986. Cara,
o livro do maligno palhaço Pennywise é tenso demais e em minha opinião pode ser
considerado o melhor dos melhores de King.
A história de
sete amigos que enfrentam uma criatura centenária que se alimenta do medo das
pessoas deixando um rastro de sangue e pavor por onde passa é assustadora. Dá
calafrios, verdade.
02
– A Metade Negra
Li “A Metade Negra” há alguns anos em pdf e
atualmente rezo para todos os santos intercederem pelo relançamento da história
pela Suma de Letras. Acredito que o projeto da editora de relançar obras raras
do autor – que começou com “Cujo” – foi o primeiro passo para a vinda de “A
Metade Negra. Estou torcendo por isso.
O livro estourou
em vendagens no Brasil em 1991. Na época, a editora Francisco Alves detinha os
direitos de publicação das histórias de King em nosso País. A obra foi traduzida para o português somente
dois anos depois de sua publicação na terra do Tio Sam. Foi o segundo livro mais vendido por lá e ganhou uma
adaptação (muito boa) para o cinema em 1990.
“A Metade Negra” conta a história
de um escritor de sucesso, mas que também produz literatura barata sob o
pseudônimo de Geroge Stark. No entanto, quando é ameaçado por alguém que
descobriu seu segredo, ele "enterra" George Stark. A partir desse
ponto, ele se torna o principal suspeito de uma série de assassinatos chocantes.
03 – O Cemitério
Olha, acho que a definição perfeita para o
“Cemitério” (1983) seria ‘a obra renegada que deu certo’. Stephen King escreveu
o livro após uma tragédia envolvendo o gato de sua filha, na época ainda
criança, que acabou sendo atropelado por um carro na porta de sua casa, no
Maine. Ela ficou tão inconsolável que King arrependeu-se de não ter dito à
filha que o animal que se chamava Smucky havia apenas fugido. O bichano foi
enterrado com todas as honras num cemitério de animais. Certo dia King pensou o
que aconteceria se Smucky voltasse ao mundo dos vivos. Pimba! Foi assim que
acabou surgindo o mote para “O
Cemitério”.
Ocorre que Tabitha, esposa de King, achou o
manuscrito muito ruim. À procura de uma segunda opinião, o autor procurou o
escritor Peter Straub, amigo e
colaborador em algumas de suas obras. Straub também detestou a história e
aconselhou King a não publicá-la.
Bem, pulando os detalhes que certamente contarei
algum dia, o manuscrito foi publicado e... se transformou num dos maiores
sucessos literários do mestre com mais de 650 mil exemplares vendidos em capa
dura apenas no primeiro ano de lançamento. Ehehehehe.... erraram feio heinn
Tabitha e Straus? Pior, o próprio King, errou, porque não acreditava muito na
história escrita por ele.
Li o livro e também achei um dos melhores do autor.
O enredo é muito mórbido, mas prende o leitor do início ao fim.
04
– Carrie
“Carrie”
foi o primeiro livro publicado por
King, em 1974. Entretanto, este não foi o primeiro livro escrito
por ele, e sim o primeiro a ser publicado. Na introdução de “Os Livros de Bachman”, ele conta que escreveu cinco livros antes de Carrie,
dentre eles 'Rage' (Fúria), que foi iniciado em 1966 e terminado em 1971, 3 anos antes, porém foi publicado muito tempo
depois.
King escreveu o livro num período
em que passava por uma grande instabilidade emocional o que refletiu
diretamente no enredo. Carrie é carregado de emoções fortes, pesadas e até
mesmo violentas, numa escrita crua.
O livro não poderia faltar nesta
lista já que abriu as portas do mercado literário para Stephen King.
O “Rei do Maine” deve
um enorme favor para aquela garota tímida, rejeitada por seus colegas e
super-protegida por sua mãe. Uma menina perigosa que com o seu poder
telecinético levou o terror para uma pequena cidade após sofrer uma brincadeira
de mal gosto durante um baile de formatura.
05 – O Iluminado
O terceiro livro
publicado pelo autor é fodástico. Lançado
em 1977, “ O Iluminado” fez tanto
sucesso que firmou King na carreira de escritor no gênero terror. Os cenários e
personagens foram influenciados pelas experiências pessoais do escritor,
incluindo suas visitas ao Hotel Stanley, no Colorado em
1974 e a sua reabilitação do alcoolismo.
“O Iluminado” centra-se na vida de
Jack Torrance, um aspirante a escritor e alcoólatra em recuperação que aceita o
emprego de zelador na baixa temporada do famoso Hotel Overlook, nas montanhas
do Colorado, para onde se muda com sua esposa Wendy e seu filho Danny. Danny é o
“Iluminado", que no contexto da história significa que o garoto possui um
conjunto de habilidades psíquicas que permitem que ele veja o passado horrível
do hotel. Uma tempestade de neve deixa a família presa nos arredores e forças
sobrenaturais que habitam o hotel começam a influenciar a sanidade Jack,
colocando em perigo sua esposa e filho.
Livraço!
06 – A Dança da Morte
Muitos leitores consideram “A Dança
da Morte” um verdadeiro épico. Outros vão mais além e o classificam como o
melhor livro escrito Stephen King. Deixando as comparações e os pequenos
exageros de lado, a história publicada em 1978 é muito boa, mas não supera
outros livros do autor como “A Coisa”, “O Iluminado” e o ‘renegado’ “O
Cemitério”.
Em “A Dança da Morte”, King escreve sobre um vírus
de gripe que foi modificado em laboratório pelos Estados Unidos para ser usado
como arma biológica. Acidentalmente, esse vírus acaba se espalhando pelo mundo,
matando mais de 90% da população.
A primeira parte da história mostra a gripe avançando
rapidamente pelo mundo, a segunda aponta o destino dos sobreviventes e a
terceira mostra a iminência do embate entre os dois grupos que sobreviveram à
dizimação.
07
– Tripulação de Esqueletos
Trata-se de uma coletânea com aproximadamente 20
contos; sendo o primeiro, ''O Nevoeiro", o maior com mais de 200 páginas e
também o mais angustiante. Nele, um
grupo de moradores de uma pequena cidade litorânea é obrigado a se refugiar no
interior de um supermercado quando um estranho nevoeiro invade a pacata
localidade. O nevoeiro traz junto consigo monstros horripilantes como aranhas
mutantes, polvos gigantes, aves e animais pré-históricos, entre outros. Destaque também para “O Sobrevivente”, “O
Macaco”, “A Balsa” e “Balada do Projeto Flexivel”.
A maioria dos
contos são assustadores. "Tripulação de Esqueletos" foi um dos livros mais
vendidos em 1985.
08
– À Espera de um Milagre
À Espera de um Milagre foi lançado em 1996,
originalmente, em seis volumes, intitulado “O Corredor da Morte”. O livro fez
tanto sucesso, mas tanto sucesso que três anos depois acabou sendo adaptado
para o cinema. O filme, à exemplo da obra escrita, transformou-se num
estrondoso sucesso.
O livro é narrado em
primeira pessoa por Paul
Edgecombe, um idoso que vive em um asilo. Ele
relembra o caso envolvendo um detento estranho e misterioso chamado John
Coffey, que chegou ao corredor da morte em 1932 ao ser condenado pelo assassinato de
duas meninas gêmeas. Aos poucos, desenvolve-se entre Edgecombe e Coffey uma
relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom
mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso.
A editora Suma de
Letras lançou em 2013 uma edição, em volume único, com 400 páginas. Antes, em
2001, a Objetiva publicou o livro com a capa do filme. As duas edições fizeram
muito sucesso.
09 – Sombras da Noite
Acredito que “Sombras da Noite” é o melhor livro de contos e uma das
melhores obras já escrita por Stephen King em toda a sua brilhante carreira.
Galera, antologias de contos são complicadas; quase sempre tem umas
historietas ruins prá caramba; e o que é pior; uns 30% dessas obras são
recheadas com contos bobos ou estúpidos dos seus autores. E olha que isso é
regra geral para todos os livros do gênero. Portanto, não espere comprar uma
obra com 25 historias curtas escritas por um cara considerado ‘bam-bam’
pensando que as 25 serão fantásticas, de encher os olhos e a boca. Pensar dessa
maneira é navegar contra a maré... é ser muito inocente.
Bem, agora apague tudo isso que eu acabei de falar escrever,
mas apague bem mesmo! Sabe por quê? Porque estou me referindo aos 20 contos de
“Sombras da Noite”. Uma obra que foge totalmente do convencional, brindando os
leitores com uma ‘tempestade’ de histórias incríveis, daquelas que ficam
gravadas em nossa memória.
“Sombras da Noite”, simplesmente, não tem contos decepcionantes, todos
eles conseguem satisfazer a legião de leitores de Stephen King.
10 – Sobre a Escrita
Considero “Sobre a Escrita” a pedra filosofal da
literatura “Kingniana”. Verdade! Imaginem os alquimistas, durante a Idade
Média, fazendo das tripas coração para descobrir a tal pedra filosofal que –
segundo as lendas – tinha o poder de transmutar metais inferiores em ouro. Ok,
se você é um dos fãs invioláveis de King – assim como eu – pode se sentir como
um daqueles alquimistas ao ter descoberto a tal pedra lendária, mas... desde
que esteja de posse do livro.
Pô, José Antônio! Mas por que você está endeusando
tanto essa obra? É simples galera: em “Sobre a Escrita”, além de dar uma aula
sobre como escrever um livro corretamente, King escancara a sua vida aos
leitores, desde a sua infância até a fase das ‘vacas gordas’. Resultado: os fãs
acabam ganhando dois livros valiosos em um só. Mêo! Quer presente melhor do que
isso para um ‘super-fã’ do cara?!
Tai galera, os 10 melhores livros de King
publicados até agora... na minha opinião, é claro.
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