11 setembro 2013
“O Judoka”: O herói brazuca dos quadrinhos que deixou saudades
Com certeza, o Afrânio que é um baita de um gozador e ávido
acompanhante do blog ao terminar de ler esse post irá gritar na minha orelha
com o seu inconfundível sotaque gaúcho: - “Ahahaha!! Virou a casaca heinn?!
Deixou os livros de lado e adotou os quadrinhos! Não falei que tu não
agüentava!”.
Este grande amigo meu é fissurado em quadrinhos da Marvel. O
cara tem um verdadeiro arsenal de almanaques e gibis espalhados em sua casa. O Afrânio
vive tentando mudar o meu gosto e fazer com que volte a ser um leitor
desesperadamente devorador de quadrinhos. Quando respondo que essa minha fase
já passou e que hoje leio apenas alguma coisa da Marvel ou DC esporadicamente,
ele me ataca com todos os golpes baixos possíveis e inimagináveis. Coisa do
tipo: “Ta vendo Tiê! Ta cuspindo no prato que comeu. Era louco por quadrinhos –
ele abomina a palavra gibi; sempre me olha torto, mordendo o canto da boca
quando pronuncio tal palavra – e agora ó fala mal!” Até eu explicar para o
Afrânio que gato não é lebre, demora. Lá vai eu esclarecer que não é bem
assim... que ainda gosto de ler alguma coisa do gênero, mas hoje, prefiro os
livros.
O motivo para que eu quebre, novamente, a regra básica do blog
que é postar somente assuntos relacionados à livros é que um personagem dos ‘gibis’
(olha o Afrânio bravo aí!) foi um dos meus heróis preferidos. O sujeito não
tinha super-poderes e nem fazia o tipo saradão, ao contrário, ele era até bem
franzino, mas bom de briga. Caceteava até os inimigos que davam dois deles.
Verdade! Estou me referindo à Carlos da Silva. Queeemmm????? Caraca! Quem
é esse peão aí?! Calma gente; falando dessa
maneira, você pensará que se trata de qualquer Carlão da vida. Não, nada disso.
O alter-ego do Carlos da Silva era o Judoka: o cara’, ‘a lenda’, ‘ o brazucão
dos quadrinhos’. Ele mesmo!
O gibi “O Judoka” foi publicado entre 1969 e 1973 pela
editora Ebal e inicialmente quem estrelava os quadrinhos não era Carlos da
Silva, mas um tal “Mestre Judoca”, personagem desenvolvido pela Charlton Comics
(atualmente DC Comics), porém a revista original não emplacou e acabou sendo
cancelada nos Estados Unidos logo na sexta edição. Ocorre que os responsáveis
pela Ebal foram com a cara do Mestre Judoca e acreditavam que as histórias do
herói da terra do Tio Sam poderiam continuar emplacando por aqui, tanto é que,
apesar dos quadrinhos terem sido um fracasso nos states, no Brasil, eles faziam
sucesso.
Dessa forma, a Ebal resolveu dar sequência nas aventuras do
“Judomaster” ou “Mestre Judoca”, mas por questões contratuais, foi obrigada a
criar uma versão brasileira do herói. Pronto! Nascia assim, o nosso Judoka com
histórias escritas por Pedro Anísio e a arte desenvolvida pelo jovem desenhista
Eduardo Baron. Tanto Anísio quanto Baron que eram grandes amigos dos donos da
Ebal não se recusaram em atender o pedido da alta cúpula da editora.
Em outubro de 1969 chegaria as bancas o número 7 da revista
“O Judoka”, marcando a estréia do personagem genuinamente brazuca.
A primeira medida adotada por Baron foi modificar o uniforme
do do sujeito. Enquanto, o “Mestre Judoca” da Comics usava máscara e roupas
vermelhas com detalhes amarelos, o Judoka brasileiro passou a utilizar uma
máscara verde e um quimono sobre um collant, também verde, com um losango
amarelo no peito. O uniforme era uma representação, a grosso modo da bandeira brasileira.
Carlos da Silva era um jovem estudante que tinha como mestre
de Judô e Karatê, Shiram Minamoto, o
qual havia salvo de um atropelamento. Como gratidão, o velho mestre decidiu ensinar ao jovem todas as técnicas e segredos
das artes marciais. Carlos acabou se transformando no “Judoka” e com o tempo,
Lúcia - namorada do herói - também passaria a treinar Judô e lutar a seu lado.
O nosso herói brazucão, apesar de não ter super-poderes, era
fodástico (caraca como estou usando esse termo ultimamente, desculpem aí os
mais .... digamos recatados). Dono da faixa preta e ocupando o último Dan, o
sujeito era duro na queda. Quando o nosso Carlão colocava aquele uniforme
esquisito e saia pelas noites cariocas (o personagem havia nascido e vivido no
Rio de Janeiro) descendo o sarrafo em criminosos perigosos, sem dúvida, muitos
leitores iam ao deleite.
Os gibis “O Judoka” publicados pela Ebal, incluindo os seis
números da Charlton Comics tiveram 52 edições, sendo que o último número foi lançado
em julho de 1973.
Os quadrinhos fizeram tanto sucesso no Brasil que acabaram
levando o personagem mascarado para as telas do cinema em 1972. No blog Mania de Gibi, vocês irão encontrar curiosidades bem interessantes sobre o filme que
foi triturado pela crítica da época. Coube a Pedrinho Aguinaga interpretar
Carlos da Silva e seu alter ego o Judoka e à atriz Elizangela, viver a namorada
do herói, Lúcia.
![]() |
| Cena do filme de 1972 "O Judoka" com Pedrinho Aguinaga |
Lembro-me do filme bem vagamente, pois tinha apenas 12 anos
quando foi lançado nos cinemas, mas me recordo de Aguinaga em algumas cenas.
Pelo que eu vi nas redes sociais, a sua interpretação foi risível. Apesar de
ser considerado no início dos anos 70, o homem mais bonito do Brasil, Aguinaga
não tinha nenhuma experiência como ator, a não ser num comercial de uma marca
de cigarro que tinha o slogan: “O fino que satisfaz”.
Mas vamos esquecer que o filme com o “fino que satisfaz” (rs)
foi um fracasso retumbante, o que importa, de fato, é que os gibis do Judoka
fizeram tanto sucesso nos anos 70 que se tornaram antológicos.
Putz que emoção! Gibizaço que fgez história! E ainda por cima
de um herói brasileiro! Fica bravo não Afrânio; deixa o seu amigo extravassar.
Lá vai: G-I-B-I-Z-A-Ç-O!!
Inté galera...’
09 setembro 2013
Os gibis da Ebal que marcaram a minha infância
Insights, insights e insights... Acho que eles já
fazem parte da minha rotina de vida. Quantos posts desse blog foram ‘frutos’ de
lembranças relâmpagos que de repente emergiram do meu subconsciente, fazendo
com que me lembrasse de momentos especiais em minha vida. Estes insights acabaram se transformando em portas
de entrada para um período feliz que vivi em minha infância e pré-adolescência.
E agora, ‘pra variar’, eles trouxeram mais uma vez à minha memória, obras que
havia lido em minha fase de leitor de calças curtas, quando ainda estava me
iniciando no mundo mágico da leitura.
Anteontem, enquanto passava em frente a banca de
jornais e revistas de minha cidade tive, novamente, um desses insights. Quando
‘bati’ os olhos naquele estabelecimento comercial que ao longo dos anos passou
por tantas reformas, lembrei-me na mesma hora do saudoso ‘seo’ Luiz ou ‘Mariz’,
como era popularmente conhecido.
Meus pais – putz, que saudades da Toura... ainda bem
que o Kid Tourão ficou desse lado, caso contrário, a saudade desse casal seria
avassaladora, insuportável – tinham o hábito de me levar até a banca do Mariz
para chupar um sorvete que era famoso na cidade. Acho que eu tinha 12 ou 13
anos naquela época e o que os meus velhos não sabiam era que o sorvete não
passava de um pretexto para que eu pudesse passar um tempão folheando os gibis
de heróis da Ebal que ficavam expostos nas prateleiras da banca. Heróis sim;
pois era dessa maneira que eu os chamava, dispensando o ‘super’. – “Mãe, hoje à
noite eu quero um sorvete esquimó lá do Mariz!”, dizia o ‘menino aqui’, quase
grasnando. Mal sabia ela, que o seu filho, na realidade, queria aplicar o golpe
já que o sorvete não passava de um pretexto para que ele – quer dizer, eu -
pudesse viajar com as capas de Batman, X-Men, Homem-Aranha e O Judoka que era o
meu preferido.
Você deve estar se perguntando porque eu não
revelava a verdade para a “Toura”e o “Kid Tourão”, dizendo que, na realidade, o
sorvete era o que menos interessava, já que o que eu queria, de fato, era ganhar
alguns daqueles gibis fantásticos da Ebal. O menino, aqui, não podia fazer isso
galera, porque a ‘mamy’ achava que histórias de gibis não acrescentavam nada ao
conhecimento de um garoto da minha idade. Vale lembrar que naquela época, os
quadrinhos eram considerados uma leitura do tipo marginal, não desfrutando o
status que tem hoje. Dessa maneira, a Tourinha não fazia questão de juntar as
suas últimas economias para comprar uma coleção de livros, enciclopédias e etc;
mas gibis... bem, ela torcia o nariz. Então, certo dia, algo me surpreendeu. No
finalzinho de uma das jovens tardes de verão dos anos 70, ela me olhou com
aquele sorriso matreiro – Aii... que saudades, novamente... Putz, putz e putz!!
Pôxa Toura, judia não pô, tô com os
olhos úmidos e a garganta ardendo tentando segurar a cachoeira que quer brotar
dos meus olhos... – e disse, - “Ô ‘Zé do Pito’, vamos lá no ‘seo’ Luiz pegar
alguns gibis?”. Pêra; agora pêra aí, porque as lágrimas estão cedendo espaço
para as gargalhadas. Zé do Pito!! Ahahaha... Olha só o apelido que a Toura me
batizou e com o aval do Kid Tourão! Quer saber a etimologia de ‘Zé do Pito’? Ah
ta! Mas não conto mesmo!
Bem, retomando. Quando a minha mãe disse aquilo,
pensei que ela tinha descoberto o meu golpe e estava a fim de dar uma bronca
nesse otário, mas na realidade, ela estava falando sério. O seu coração de mãe
percebeu a minha ansiedade cada vez que eu pegava uma daquelas obras primas nas
mãos e então deve ter pensado e refletido: - “Ah que se dane! Gibi também é
leitura!”.
E foi assim que os gibis da Ebal entraram em minha
vida de leitor mirim fissurado. Acredito que apesar de nos dias atuais ter
perdido o tesão pelas histórias em quadrinhos, acho que devo à elas o meu gosto
pela leitura, pois foram aqueles ‘heróis’ maravilhosos que conseguiram me
transformar num devorador de páginas. Só depois dos gibis vieram os livros e
que são hoje, a minha verdadeira paixão.
Acredite que após passar em frente a banca de
jornais e revistas e ter sofrido esse insight abençoado, eu quase não conseguia
trabalhar direito porque ‘volta e meia’ lá estava eu recordando a ‘Banca do
Mariz’, os quadrinhos do Batman, as capas do Homem Aranha; todas elas da Ebal.
Caraca! As recordações eram tão gostosas, mas tão inebriantes que juro que
fiquei com um baita medo de perder o interesse pelos meus livros e voltar a
fase dos quadrinhos! Pensei comigo: - ‘Jesus! Vou ter que desfazer dos meus
mais de 500 ou 600 livros (rs)!!
Sei lá, não dá prá definir a alegria que senti. Se
tinha os livros como parte da minha vida, agora, os quadrinhos também estão
querendo recomeçar a fuçar por ali. Putz! Que insight danado!
Então, tive a idéia de prestar uma homenagem para os
quadrinhos da minha época e “quadrinhos da minha época” é sinônimo de Ebal.
Hoje quando entramos nas bancas ultra-modernas,
sejam elas físicas ou virtuais, a primeira ‘coisa’ que vemos é aquele festival
de gibis com capas também ultra-modernas. Estas capas nos mostram um Homem
Aranha com roupa negra ao invés da vermelha, um Batman com um exo-esqueleto
todo preto a prova de balas no lugar do velho e tradicional poliéster cinza ou
então um Superman cabeludo e com uma capa roxa tendo um caso com a Mulher
Maravilha. Isso mesmo! Um caso com a Mulher Maravilha! Ohohohoh!!!
O que muitas pessoas esquecem ou desprezam, não sei
ao certo, é que a pedra angular que deu início a enxurrada de publicações dos
super-heróis da Marvel e DC Comics aqui no Brasil foi a Ebal. ‘Man’! Se não
fosse essa saudosa editora, talvez, jamais o nosso país tivesse vivido o
chamado ‘boom dos quadrinhos’. Foi a Ebal que preparou o terreno para que a
Marvel e a DC aterrissassem definitivamente em terras tupiniquins e montassem
os seus acampamentos de maneira definitiva.
Os grandes personagens dos comics books que estavam
bombando na terra do Tio Sam só chegaram ao Brasil graças a primeira revista em
quadrinhos da Ebal chamada “O Herói” e lançada por aqui em meados da década de
50. Assim, os brasileiros podiam se
esbaldar com personagens marcantes como The Flash, Superman e Batman que
deixaram de ser um privilégio exclusivo dos americanos. Alguns anos depois, o
homem de aço e o morcego ganhariam as suas ‘revistas solo’ pela Ebal e
repetiriam no Brasil, o mesmo sucesso alcançado lá fora.
Cara! A Ebal era foda! Desculpa aí o palavrão,
escapou... mas prá ser sincero, esse termo cai como uma luva, porque para a
editora brazuca não tinha tempo ruim não. Todos os heróis que hoje pertencem a
Marvel e DC Comics passaram pela ‘dita cuja’. Ela publicou histórias do Homem
Aranha, Batman, Superman, Superboy, X-Men, Thor, Flash, Namor, Hulk, Mulher
Maravilha... Ufa!! Deixa tomar um fôlego aqui... pronto! Prosseguindo: Homem de
Ferro, Capitão América, Shazam... Cara, vou parar por aqui....
Todos esses gibis encantaram várias gerações de
leitores, incluindo a minha. Histórias e ilustrações que fizeram a alegria de
muitos ‘calças curtas’ do meu tempo, hoje adultos bem casados ou bem realizados
e ávidos leitores de obras literárias. Mas não podemos esquecer que tudo
começou com os quadrinhos da Ebal.
A Ebal que na realidade se chamava Editora
Brasil-América foi uma das mais importantes editoras de histórias em quadrinhos no Brasil. Fundada em 18 de maio de 1945 por Adolfo Aizen,
considerado o "Pai das Histórias em Quadrinhos do Brasil", foi de
extrema importância por difundir o gênero no país. Em seu período áureo, a
editora era dirigida, também, por Paulo Adolfo Aizen e Naumin Aizen, ambos filhos
de Adolfo Aizen, bem como pelo jornalista Fernando Albagli.
Durante suas primeiras quatro décadas a Ebal foi uma
forte influência em várias gerações de editores, artistas e leitores,
contribuindo decisivamente para a estabilização das histórias em quadrinhos no
Brasil.
Atualmente fala-se muito do impacto das revistas em
quadrinhos como uma forma de expressão artística importante no mundo atual. Mas
nem sempre foi assim, já que nas décadas de 50 e 60 as críticas e os ataques
por parte de setores conservadores e clericais da sociedade eram constantes,
propagando que o gênero era prejudicial aos jovens.
Mas Adolfo Aizen defendeu de forma ferrenha os
quadrinhos em inúmeras entrevistas, artigos e campanhas, afirmando que as
revistas, na realidade, estimulavam o hábito de ler, sendo de uma importância
ímpar na educação.
Por isso mesmo, a trajetória da Ebal chega a se confundir com a luta da imprensa
brasileira contra a ditadura.
A editora de Adolfo Aizen também conseguiu atingir
um marco histórico: idealizar um herói inteiramente brasileiro para competir
com as feras da Marcel e DC. Estou me referindo ao “O Judoka”, que como disse
no início do post era o meu preferido. As histórias em quadrinhos do Judoka
eram criadas por Pedro Anisio e Eduardo Baron e contavam a saga de Carlos da
Silva um jovem, que salva um senhor de ser atropelado por um caminhão e logo
descobre que esse homem é o mestre em judô
Minamoto, que em agradecimento decide lhe ensinar as técnicas do combate,
Carlos, então, se torna o Judoka.
Aqui, cabe um lembrete: com o
tempo, Lúcia, a namorada do herói também
passaria a treinar Judô e lutar a seu lado.
A Ebal encerraria suas atividades em 1995, ou seja,
50 anos após a sua fundação em 18 de maio de 1945. No início dos anos 80, a
editora já sofreria um baque com a debandada dos heróis da Marvel para outras
editoras devido a problemas contratuais. Depois disso viria o golpe fatal
quando a editora deixaria de publicar a série dedicada ao Superman. Com a saída
dos heróis da Marcel e DC, a Editora Brasil-América estaria fadada ao fechamento.
Cara, pensando bem, fui um sujeito de sorte, pois
pude ler e pegar em minhas mãos os gibis da Ebal. Mais do que isso, tive a
oportunidade de viver o período de ouro dos quadrinhos aqui na terrinha.,
Vale a pena recordar, também, nesse post a relação
completa dos títulos publicados pela editora ao longo dos seus 50 anos de
história, segundo fonte do Guia Ebal. Vamos lá, remorando...
01 – Aí Mocinho
Conteúdo: Bem Bowie e os pioneiros, 7ª série, 9ª
série, Gavião Negro, Bonanza, Almanaques,
A Maior, Superduplas, extras
02
– Album de Buck Jones
03
– Album do Fantasma
04
– Album Gigante
Conteúdo: 2ª série, Thor, extras
05
– A Melhor
Conteúdo: Caçadores de Extrelas
06
– Aquaman
07
– Batman
Conteúdo: 1ª série, 3ª série, 4ª série, bi 1ª série,
especial em cores, formatinho, extras
08
– Bonita
Conteúdo: Supermoça Especial em Côres
09
– Capitão Z
Conteúdo: Capitão América em Côres
Homem de Ferro e Capitão
América
10
– Coleção Nostalgia
Conteúdo: Tim e Tok
11
– Cinemin
Conteúdo:
6ª série, Extras
12
- Coleção Clássicos das Histórias em Quadrinhos
13
– Coleção Histórias em Quadrinhos
14
– O Demolidor
Conteúdo: 1ª Série
15
– Dimensão K
Conteúdo: Flash
16
– Edição Maravilhosa
Conteúdo: 1ª Série, Série Mini Heróis, Extras
17
– Edição Monumental
Cinco por Infinitus
18
– Elektron
19
– Episódios da História Brasileira
20
– Epopéia
Conteúdo: Epopéia-Tri, extras e especiais
21
– Estréia
Conteúdo: Discos Voadores, Monstro do Pântano,
Ficção Científica, extras e especiais
22
– Fantomas
23
– Hiper
Conteúdo: Jornada nas Estrelas
24-
Invictus
Conteúdo: Flash, Arqueiro e Lanterna Verde; O Guerreiro;
Superman e Batman; Superman e Batman em Côres, Almanaques, extras
25 – James Bond 007
26 – Judô Master
Conteúdo: O
Judoka
27 – Kung-Fu
Conteúdo: 1ª Série
28
– Lançamento
Conteúdo: A Legião dos Super-Heróis, Origem dos
Super-Heróis, Galax, Mulher Maravilha, Kamandi, extras
29
– Minha Revistinha
Conteúdo: Hércules libertado, extras e especiais
30
– Misterinho
Conteúdo: Especial em cores, extras e especiais
31
– Os Biônicos
32
– Os Clássicos da Década
33
– Os Grandes Álbuns em Quadrinhos
34
– O Herói
Conteúdo: Turma Titã, Solar, Sargento Rock, Tor,
extras e almanaques
35
– O Homem Aranha
Conteúdo: 1ª Série, especial em cores, almanaques
36
– O Juvenil Mensal
Conteúdo: Tomahawk, extras e especiais
37
– O Poderoso
Conteúdo: Gunsmoke 1ª Série, especial em cores
38
– Pequenina
Conteúdo: O Homem Borracha
39
– Personagens do Oeste
40
– Príncipe Valente
41
– Quadrinhos
Conteúdo: Os Justiceiros, Os Justiceiros em cores,
Mulher Maravilha, O Sombra, Tim Relâmpago, Jaspion, almanaques
42
– Reis do Faroeste
Conteúdo: Black Diamond, Cheyenne, Jonah Hex
43
– Série Sagrada
Conteúdo: 1ª série
44
– Star Álbum
Conteúdo: Supermoça, Terror em Combate
45
– Superamigos
Conteúdo: 3ª Série, almanaques
46
– Superboy
Conteúdo: 1ª Série, Superboy-Bi, especial em cores,
extras e especiais, almanaques
47
– Super-Heróius
Conteúdo: Shazam especial em cores, Shazam
formatinho, extras e especiais, almanaques
48
– Superior
Conteúdo: extras
49
– Superman
Conteúdo: 1ª, 2ª, 3ª e 4ª série; Superman-Bi;
especial em cores; formatinho, extras e especiais, almanaques
50
– Super X
Conteúdo: Namor e Hulk, almanaques
51
– Tarzan
Conteúdo: 3ª Série, 1ª Série-Bi, 1ª Série em cores,
2ª Série em cores, 2ª Série em Cores-Bi, formatinho em cores, 12ª Série,
almanaques, extra
52
– Um Homem, Uma Aventura
53
– Zorro
Conteúdo: 3ª Série, especial em cores, extras e
especiais
54
– Edições Extras e Especiais
Conteúdo: Agente Secreto X-9, Brick Bradford,
Korsar, Wolf, Zephyd, Holandeses no Brasil
02 setembro 2013
O Símbolo Perdido
“Não é de todo ruim”, “poderia ter sido melhor”, “Achei O
Código da Vinci melhor” e por aí vai... Estes foram alguns comentários de
leitores que vi nos blogs que visitei; blogs que opinavam sobre o livro “O
Símbolo Perdido” de Dan Brown. Com relação ao ponto de vista dos blogueiros
(as), também não observei muita diferença. A maioria escreveu que “gostou, mas
não muito” do livro, enquanto outros colegas acharam a “história regular”. Foi
difícil localizar alguns blogs que afirmassem com todas as letras que “O
Símbolo Perdido” foi ótimo ou excelente.
Confesso que estas opiniões – a maioria delas em cima do
muro, me desculpem a honestidade, já paguei caro por ‘ser assim, mas sou assim’
– me deixaram mais tranqüilos para escrever o penso da obra de Dan Brown. Cara,
sei que os fãs do escritor correspondem a uma verdadeira legião que vem
aumentando a cada dia no mundo e por isso criticar o que Brown escreve é
complicado, pois as suas obras se tornaram ‘bíblias’ para grande parte dessa galera. Entendo que
isso é um exagero, mas tudo bem, ‘cada um é cada um’ e temos de respeitar a
individualidade dos seres humanos. Mas não escondo não, quando constatei que
grande parte da galera tinha achado que “O Símbolo Perdido” estava mais para
decepção do que para sucesso, fiquei bem mais tranqüilo para escrever sobre o
assunto.
Mas vamos ao que interessa: o porque ou os porquês de não ter
gostado dessa história de Brown. Achei a leitura arrastada, monótona, como se o
leitor fosse obrigado a subir uma rampa enorme com um saco de pedras nas costas
na esperança de encontrar no final da sua jornada o tão desejoso copo de água,
mas ao chegar no topo, acaba descobrindo que o tal copo está vazio.
Quando comecei a ler a primeiras páginas do livro pensei
comigo: - “Cara! Que massa! Essa história vai me fazer perder o fôlego”. E de
fato, “O Símbolo Perdido” tinha todas as credenciais para isso, costumo dizer
que Brown começou a tecer uma teia de aranha firme e sólida. Um argumento
interessante envolvendo segredos da Franco-Maçonaria; o seqüestro misterioso de
Peter Solomon, amigo pessoal de Robert Langdon; a construção inicial dos
personagens, que à primeira vista davam a impressão de terem sido os melhores
já criados pelo autor, principalmente, Khaterine, irmã de Solomon; a caçada inicial
de Langdon em busca do amigo desaparecido; mas depois, com o passar das
páginas, esse enredo que prometia uma história de suspense avassaladora, acabou
perdendo força, se tornando inóspito.
Depois de lidas um pouco mais de 200 páginas, ‘palavra’ que
já havia perdido o tesão pela história. Monólogos que não levavam a nada, diálogos
patéticos e uma encheção de lingüiça sem tamanho envolvendo noética, assuntos
pseudo-filosóficos e o escambau a quatro. Para quem leu e detestou “O Segredo”
de Rhonda Byrne – assim como eu detestei – aqui vai uma péssima notícia: da
mesma forma que essa bomba literária de Byrne adotou a noética como pedra
filosofal, “O Símbolo Perdido” também tem nessa disciplina - que estuda os
fenômenos subjetivos da mente - grande parte de seu alicerce. Foi dureza agüentar
as tais discussões sobre noética envolvendo os personagens Katherine e Langdon.
PQP! Me esgotou a paciência!
Outro detalhe é a facilidade com que o leitor descobre, já no
meio do livro, quem é o vilão envolvido no desaparecimento de Solomon. Brown dá
pistas exageradas para essa descoberta. Matei a charada em pouquíssimo tempo.
Figurinha fácil, fácil!
Lembro que em “Inferno”, Brown foi mestre em iludir o leitor,
ou seja, muitas vezes o personagem que achávamos ser o ‘sangue ruim’ do enredo,
na realidade era o ‘sangue bom’ e assim vice-versa. Já em “O Símbolo Perdido”,
isso não ocorre, já que os personagens são bem caricatos.
Quanto ao final do livro me lembrou muito aqueles filmes de
caça ao tesouro que passavam na Sessão da tarde. Tinha um do Nicolas Cage que
eu não perdia por nada desse mundo: “A Lenda não sei de que”, não me lembro
agora.
Enfim galera... é isso aí. Desculpem-me aqueles que gostaram
e veneraram a obra de Brown, mas no meu caso, as lembranças não foram muito
agradáveis. Ainda bem que “Inferno” conseguiu apagar essa grande decepção e
provar que Brown ainda continua sendo capaz de criar histórias interessantes.
Aguardemos o próximo, que cá entre nós deverá demorar um
poucão, afinal de contas, o sujeito ainda está colhendo os louros iniciais de
seu sucesso com “Inferno”..
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