Eu ia falar de outros livros, mas “Mistério em Cinnamon Falls” me fisgou

26 setembro 2026 •

“Mistério em Cinnamon Falls”. Taí um livro que vem aguçando a minha curiosidade. Culpa dos “TikToks, Facebooks e Instagrams da vida”. Quase todos os dias – com ênfase para os finais de semana – tenho o hábito de ganhar (não perder) algumas horas zapeando nas redes sociais – principalmente nas três que citei acima – para acompanhar as opiniões sobre alguns livros. Faço isso, principalmente, quando quero comprar alguma obra, para saber como está a chamada ‘vibe popular’ do livro que pretendo adquirir. Como estou namorando as narrativas de Cixin Liu e do jornalista Fabricio Mazocco: “Terra à deriva: contos” e “Esse tal de rock'n'roll: 50 histórias essenciais do rock brasileiro”, lá vou eu fuçar nas opiniões dos leitores.

Enquanto lia e refletia sobre essas opiniões, lembrei-me de que tenho em minha estante um livro que recebi promocionalmente da Editora Record. Como se chama? “Mistério em Cinnamon Falls”. Pois é, sabem daqueles livros que você, ao bater os olhos na capa, já fica com uma vontade enorme de lê-los? A obra de R.L. Killmore, lançada recentemente pela Verus Editora, que pertence ao Grupo Record, tem esse poder. Costumo dizer para amigos que sua capa enfeitiça qualquer um.

Como o meu cartão só fecha no final do mês, só vou poder desfrutar da “companhia” de Liu e Mazocco daqui a algum tempinho; então, por que ficar sofrendo ou, como diz o velho ditado popular, “vendo com os olhos e lambendo com a testa”? Assim, tomei uma decisão: parei, temporariamente, de namorar “Terra à deriva” e “Esse tal de rock’n’roll” e comecei a ver algumas opiniões e informações de “Mistério em Cinnamon Falls”, que estão aqui, tão pertinho de mim.

Galera! Me surpreendi com tantas opiniões positivas, com destaque especial no Instagram e no TikTok. Os leitores e criadores de conteúdo destacam como pontos fortes da obra a vibe aconchegante e outonal, que é frequentemente comparada a produções como Gilmore Girls, misturando o clima acolhedor de cidade pequena, festividades locais (como o festival de outono) e romance com um toque aconchegante.

Os leitores elogiam também a mistura entre o suspense de uma investigação de assassinato e o romance de segunda chance com o ex-namorado (que é policial na cidade). E, por fim, elogiam a protagonista forte, apontada como determinada e corajosa após voltar para sua cidade natal para superar uma desilusão.

Na mesma hora exclamei: “Epa! Tinha esse tesouro em mãos e não sabia?!

Decidi, então, ir mais a fundo e fiquei sabendo que o livro faz parte de uma série chamada “Cinnamon Falls”, que foi planejada originalmente como uma quadrilogia baseada nas estações do ano. Cada livro acompanha uma protagonista diferente na mesma cidadezinha charmosa e traz um mistério cozy com uma pitada de romance. Para aqueles que não estão familiarizados com o gênero, “mistério cozy” ou mistério aconchegante é um subgênero de histórias policiais e de suspense focado em quebra-cabeças lógicos, mas sem violência gráfica, sangue ou terror.

Mas vamos voltar à origem da série Cinnamon Falls. Como disse acima, a série foi planejada para ser uma quadrilogia baseada nas estações do ano. Dos quatro livros, dois já foram lançados no Brasil: “Mistério em Cinnamon Falls” e “Morte na Pousada dos Narcisos”. O primeiro, que representa a estação Outono e abre a série, acompanha a protagonista Nia, que volta para sua cidade natal após ter o coração partido. Ela chega bem na época do famoso Festival de Outono, mas o clima festivo acaba quando uma moradora querida é encontrada morta com um bilhete ameaçador. Nia decide investigar o crime e, no processo, precisa lidar com a reaproximação de seu ex-namorado, o policial Jesse.

“Morte na Pousada dos Narcisos”, representando a estação da Primavera(que também acabei de receber), é focado na personagem Morgan Taylor (que é a melhor amiga de Nia). Durante o Jubileu dos Narcisos na pousada da família dela, um dos convidados é assassinado no labirinto de plantas do jardim. Morgan assume o papel de detetive amadora ao lado de Will, um atraente pai solo local.

No mercado internacional, a série continua com as próximas estações (Verão e Inverno), mas os livros ainda não ganharam tradução oficial em português. O terceiro volume da série se chama The Maple Bakery Murder (na tradução ao pé da letra: “O Assassinato na Padaria Maple”), que é ambientado no inverno. O quarto livro tem o título original de Mystery at the Cherry Pie Café (“Mistério no Café Tortas de Cereja”), ambientado no verão.

Os casos de assassinato de cada livro são independentes e começam e terminam no mesmo volume. Porém, como as protagonistas são amigas e os personagens secundários reaparecem, o mais recomendado é ler na ordem certa para acompanhar a evolução dos relacionamentos da aconchegante cidadezinha do interior.

Que coisa, né? Comecei essa postagem com a proposta de escrever sobre “Terra à deriva: contos” e “Esse tal de rock’n’roll” e acabei mudando o foco completamente e “falando” sobre um outro livro de gênero completamente diferente. Mas valeu a pena.

 

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