Cinco livros de Augusto Cury que não podem faltar em sua estante


Não vou negar que o gênero autoajuda não é a minha praia. Juro que já tentei diversas vezes, só que não me adaptei, mas como para toda regra há uma exceção, no meu caso não é diferente. Digo isso porque os livros do escritor paulista Augusto Cury conseguiram quebrar esse meu dogma literário. O autor conhecido como o ‘guru da autoajuda’ exerce esse poder em mim.
Mesmo fugindo da literatura que explora esse gênero da mesma forma que o diabo foge da cruz, não consigo ficar imune as obras de Cury. Estranho, não? Fazer o quê. Estamos cercados de ‘coisas’ que podemos explicar e outras que não podemos.
No post de hoje, resolvi selecionar cinco livros do autor que eu li, gostei e gostaria de recomendar para a galera que acompanha esse espaço. Vamos a elas.
01 – O Vendedor de Sonhos: O Chamado
Um dos motivos que me fez gostar de Augusto Cury é que o seu estilo literário, na maioria da vezes, não lembra em nada aqueles enredos direcionados para a autoajuda. Pelo menos na minha opinião, ele procura dar uma explicação dos fatos explorando o lado da psicanálise. É o que acontece com “O Vendedor de Sonhos: O Chamado”.
Este livro me ensinou uma lição muito importante:  abandonar o meu lado workaholi, ou seja, parar de pensar só em trabalho e começar a me dedicar aos meus familiares, a pessoa que eu amo e também sentir prazer nas pequenas coisas que a vida nos oferece.
Cury conta a história de um homem misterioso -  que se intitula o vendedor de sonhos -, sem passado ou nome, que procura abrir a mente das pessoas mais desajustadas, por meio do método socrático.
Este homem lembra Jesus Cristo, e as pessoas que ele consegue convencer lembram os seus apóstolos e discípulos. Cada um de seus seguidores tem um determinado problema, mas a partir do momento que entram em contato com o protagonista da história, eles aprendem dar um valor maior para as suas vidas através dos ensinamentos do estranho homem que se intitula o vendedor de sonhos.
Acredito que os seus seguidores somos nós com os nossos problemas. E para cada um, esse misterioso personagem tem uma lição à ser dada, mesmo que seja um pequeno puxãozinho de orelha. Mas tudo isso sem apelar para o autoajudismo, tão comum em outros autores do gênero.
02 – Maria, A Maior Educadora da História
O livro é uma análise psicológica sobre Maria, a mãe de Jesus Cristo. O autor utilizou a mesma metodologia aplicada em sua famosa coleção: “Análise da Inteligência de Cristo”. Por isso aqueles que leram e gostaram dos cinco livros que formam a famosa coleção, certamente irão apreciar o enredo de “Maria, A Maior Educadora da História”.
Partindo do ponto de vista da psicologia, psiquiatria e pedagogia, Cury analisa a personalidade de Maria de Nazaré e em especial os dez princípios que ela utilizou na educação do menino Jesus. Segundo o autor, não se trata de uma análise católica ou protestante, mas cientificamente investigativa.
Neste livro, é esclarecido o quão importante Maria, mãe de Jesus, foi para a formação do homem que dividiu a história, Jesus Cristo.
Ela tornou-se a mulher mais famosa de todos os tempos. A única exaltada em dois livros sagrados, a Bíblia e o Alcorão. Entretanto, sua personalidade continua sendo uma das mais desconhecidas. Neste livro, utilizando-se de métodos analíticos modernos, o autor se propõe a desvendar, pelo menos, uma parte dessa personalidade.
Sem dúvida, um grande livro.
03 – O Homem Mais Inteligente da História
Vou dar dois motivos incontestáveis para você não deixar de ler esse livro. O primeiro: Augusto Cury considerou essa obra a mais importante de toda a sua vida; e o segundo motivo: “O Homem Mais Inteligente da História” foi a obra de ficção mais vendida no Brasil em 2016, entre aquelas escritas por autores nacionais.
Para ser sincero, ainda não tive oportunidade de ler o livro, mas por outro lado, alguns de meus amigos já leram e todos foram unânimes ao afirmar que se trata de uma das melhores histórias escritas por Cury.
Vou tomar por parâmetro, a opinião do Marcos, um antigo amigo de universidade e um grande devorador de livros, muito sincero em suas opiniões literárias. Segundo ele, um dos pontos que mais chamam a atenção na obra é a análise psicológica de Jesus, Maria e de cada um de seus apóstolos. Esta análise – ao contrário do que acontece na coleção “Análise da Inteligência de Cristo” e “Maria, A Maior Educadora da História” – é feita de maneira romanceada e inserida no contexto dos personagens. Este detalhe faz com que o enredo do livro seja apreciado por leitores principiantes e também por outros que já estão acostumados, há muito tempo, com a escrita de Cury.
O autor paulista narra a história de um psicólogo e pesquisador, Dr. Marco Polo que desenvolveu uma teoria inédita sobre o funcionamento da mente e a gestão da emoção. Após sofrer uma terrível perda pessoal, ele vai a Jerusalém participar de um ciclo de conferências na ONU e é confrontado com uma pergunta surpreendente: Jesus sabia gerenciar a própria mente?
Ateu convicto, Marco Polo responde que ciência e religião não se misturam. No entanto, instigado pelo tema, decide analisar a inteligência de Cristo à luz das ciências humanas. Ele esperava encontrar um homem simplório, com poucos recursos emocionais. Mas ao mergulhar na inquietante biografia de Jesus presente no Livro de Lucas, suas crenças vão sendo pouco a pouco colocadas em xeque.
04 – Petrus Logus – O Guardião do Tempo
E quem disse que Augusto Cury não escreve obras ficcionais e ainda, distópicas?! Acreditem galera, o cara escreve, sim! Taí mais uma análise com a colaboração do Marcos, já que a exemplo de “O Homem Mais Inteligente da História”, também não cheguei a ler o livro. Hahahaha! Tô vendo que o Marcão vai começar cobrar royalties pela sua colaboração no blog.
Segundo o meu amigo devorador de livros, Cury também acertou a mão nessa obra ficcional, conseguindo prender a atenção do leitor do início ao fim com um enredo acelerado e algumas reviravoltas interessantes. O livro foi escrito para o nicho infanto-juvenis e por isso, a escrita é bem fluida.
A narrativa se passa em um futuro pós-Terceira Guerra Mundial, quando o cenário é de colapso dos recursos naturais. Nesse contexto, governantes decidem proibir livros e escolas como um meio de frear a disseminação do progresso e do mau uso da tecnologia, os supostos vilões. O protagonista é um príncipe questionador e defensor do conhecimento.
Há mais de quatro anos quando o autor lançou o seu livro, ele disse que “Petrus Logus – O Guardião do Tempo” seria um contraponto a Harry Potter, que usou uma varinha mágica para enfrentar seus problemas. No caso de Petrus, ele usa a inteligência para superar as graves perdas, crises, rejeições, calúnias, condenações injustas.
Livraço... segundo o Marcos, mas como confio em suas análises, endosso a sua opinião com relação a ‘Petrus’.
05- Análise da Inteligência de Cristo
Li os cinco livros que formam a coleção em apenas um mês. São espetaculares, quer você goste ou não de livros de autoajuda.
Augusto Cury que além de escritor é um conceituado psiquiatra promove em sua coletânea uma abordagem do lado psicológico e comportamental de Jesus com aplicação nas diversas áreas do conhecimento humano. Em outras palavras: ele analisa a mente de Jesus à partir das atitudes tomadas pelo Cristo durante a sua jornada de vida até o momento de sua crucificação.
"Análise da Inteligência de Cristo" é formada pelos livros: “O Mestre dos Mestres”, “O Mestre da Sensibilidade”, “O Mestre da Vida”, “O Mestre do Amor” e “O Mestre Inesquecível”. Eles nos proporcionam uma perspectiva filosófica e psicológica do comportamento de Jesus.
Após ter lido toda a coleção passei a admirar e respeitar ainda mais essa fera (com todo o respeito) chamada Jesus. Ele conseguiu liderar e modificar as atitudes de 12 pessoas complicadíssimas ou será que você acreditava que os 12 apóstolos de Cristo eram anjinhos? Vamos tomar Pedro, como um dos exemplos. Ele era impulsivo, impetuoso e vacilante, indo de um extremo a outro com a maior facilidade.  Certa ocasião  recusou que Jesus lavasse os seus pés, mas ao ouvir a resposta de seu Mestre, pediu, então,  para que o lavasse por inteiro.
Quanto a Tiago.... Olha... acho que Cristo teve trabalho. O sujeito era colérico, ficando arrebatado quando a sua indignação chegava ao auge. Estava sempre habituado a justificar-se e a desculpar-se da sua raiva sob o pretexto de que era uma manifestação de justa indignação. Resumindo: ele se desculpava, mas nunca admitia que a culpa era sua.
João? Era vaidoso e intolerante. Bartolomeu? Orgulhoso até a gota. Mateus? Materialista. Antes de conhecer Jesus, gostava de levar vantagens sobre as pessoas.  Quanto aos outros apóstolos? Seguiam a mesma toada.
E o que Jesus fez? Em sua natureza humana, conseguiu mudar o comportamento de todos esses homens, transformando-os em seres humanos de qualidades múltiplas, verdadeiros exemplos para todos nós.
Utilizando-se de uma minuciosa pesquisa, Cury procura explicar como Jesus conseguiu mudar o comportamento de seus apóstolos.
O autor investiga, também, as etapas do julgamento de Jesus diante das dramáticas situações de tortura e de humilhação experimentadas, ressaltando o fato de que, através de seu silêncio, Ele conseguiu gerar uma enorme perplexidade nas pessoas através de olhares e de pequenas frases.
Cara, Jesus teria tido todos os motivos para ter desenvolvido uma depressão ou ter sofrido de ansiedade. Porém, o autor busca explicar como que o Filho de Deus conseguiu ser uma pessoa alegre, livre e segura.
Uma grande leitura, sem dúvida.
Tá aí! Espero que os fãs de Augusto Cury tenham gostado das indicações.

Um comentário

  1. Vc gosta dos livros da série Mack Bolan (O Executor)
    E os SOBs do Jack Hild? Acho que eram da antiga editora Nova Cultural.
    Tem como resenhar Mack Bolan e SOBs?
    Abs.

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