04 abril 2026
5 livros de terror horripilantes para ficar longe de sua mesa de cabeceira a noite. Se perder o sono não os leia... jamais
Cara, tem livros de terror e de “TERROR”, daqueles com
todas as letras maiúsculas, cuja leitura deve ser evitada durante a noite se você
estiver sozinho e... inadmissível se você perder o sono durante a madrugada e
estiver pensando numa leitura para chamar de volta Morfeu. Se você se arriscar
e fizer isso, certamente, Hipnos e seu filho Morfeu irão “vazar”, ou seja,
literalmente abandoná-lo pelo restante da madrugada.
Eu, mesmo, apesar de adorar literatura de terror,
continuo evitando vários desses livros porque os acho pesados demais. Não estou
questionando a qualidade do enredo mesmo porque, alguns deles são muito bons;
ocorre que a narrativa é trash galera, muito trash. ‘Entonce’, só recomendo
para aqueles leitores ‘trucões’ que não fogem a luta.
Se você estiver afim de encarar qualquer uma dessas
obras, fique avisado de que elas são
trucões. Selecionei cinco delas que meteram medo em amigos que são considerados
leitores experientes do gênero terror. Creio que dessas cinco, li apenas uma: Ed e Lorraine Warren: Demonologistas de Gerald
Brittle; e... fiquei impressionado;
mesmo fazendo a leitura durante o dia (rs).
Vamos a elas.
01
– Hellraiser – Renascido do Inferno (Clive Barker)
Os Cenobitas. Brrrrrrrrrrr!!! O livro que Clive Barker
escreveu em 1986 apresentou ao público os demoníacos Cenobitas. Toda a
perversidade desses torturadores eternos está presente em detalhes que impressionam
até mesmo os mais experientes leitores de terror. O livro só chegou ao Brasil
em 2015 numa edição lindíssima da Darkside. Eu conheço apenas o filme que
passou nos cinemas em 1987, mas dois amigos que leram a obra de Barker – um
deles, recentemente – garantem que o livro é muito mais trucão do que o filme.
Dizem que Clive Barker escreveu o romance Hellraiser – Renascido do Inferno já com
a intenção de adaptá-lo ao cinema. O cultuado filme de 1987 também seria sua
estreia na direção, e ele usou o livro para mostrar todo seu talento como
contador de histórias a possíveis financiadores. Nas palavras do próprio Barker.
A obra literária tem a mesma vibe da produção
cinematográfia: mutilações, torturas e o escambau a quatro. Enfim, Hellraiser é, particularmente,
assustador. Este meu amigo que leu a obra há duas semanas, me revelou que
passou mal em vários momentos.
A história tem como protagonista Frank Cotton e a sua
busca desenfreada por prazer. Após pensar já ter esgotado todas as possíveis
fontes de prazer carnal conhecidas, ele passa a buscar algo mais, apostando
todas as suas fichas para tentar encontrar e desvendar o quebra-cabeça da
misteriosa caixa de Lemarchand. Quando ele decide abrir a tal caixa em buscas
de um prazer desenfreado, ele libera, diretamente do inferno, os demoníacos
Cenobitas. A partir daí “a coisa” pega.
Fica o meu conselho de amigo: mantenham Hellraiser – Renascido do Inferno longe
de sua mesa de cabeceira.
02
– Evangelho de Sangue (Clive Barker)
Mesmo que você tenha conseguido escapar “com alguns
arranhões” após a leitura de Hellraiser –
Renascido do Inferno, durante uma madrugada insone, corra, mas corra, de
fato, de Evangelho de Sangue, também
de Clive Barker. Se, por acaso, perder o sono numa dessas ‘madrugas’ evite ler
essa obra. Agora, se como amante do terror pesado você desejar apreciar a
narrativa; faça durante o dia.
A obra de Barker é amplamente reconhecida por seu
conteúdo visceral, contendo descrições gráficas de violência, tortura e
mutilação; muito mais do que o seu antecessor Hellraiser.
Sabem aquele amigo meu que leu Hellraiser e passou mal? – aquele amigo que descrevi acima? – Pois é,
ele também encarou a sequência da história dos Cenobitas e ficou ainda mais
impressionado. Ele relatou que o livro já começa arrepiando logo nas primeiras
páginas mostrando uma cena de carnificina onde o sacerdote do inferno (Pinhead)
massacra um grupo de magos, utilizando descrições detalhadas de corpos sendo
despedaçados e transformados. A partir daí o “caldo engrossa” – foi esse o
termo utilizado por ele – e a narrativa vai ficando cada vez mais pesada.
Fiel à mitologia de Hellraiser, a obra explora a "estética da dor",
apresentando mutilações corporais extremas como forma de transcendência ou
punição.
Comentários de
leitores que leram Evangelho de Sangue
descrevem a escrita do autor como "crua" e "brutal", não
poupando detalhes sobre o cheiro de carne pútrida ou a sensação de ferimentos
expostos.
O livro serve como a conclusão épica da saga do
personagem Pinhead de Hellraiser –
Renascido do Inferno - e marca o encontro definitivo entre o sacerdote do inferno
e o detetive do sobrenatural Harry D'Amour.
03
- Ed e Lorraine Warren: Demonologistas (Gerald Brittle)
Este eu li e... tremi na base. Não li de madrugada,
mas mesmo assim, fiquei impressionado. Por isso, não recomendo ter Ed e Lorraine Warren: Demonologistas em
sua cabeceira, ali pertinho de seu travesseiro.
Cara, o livro é tenso demais. Tão tenso que cheguei a
ter algumas atitudes até mesmo hilárias. Após ter concluído a leitura da narrativa
com os batimentos cardíacos já normalizados, pensei que jamais teria essas
atitudes. Uma delas foi rasgar e jogar fora a foto promocional da boneca
Annabelle que acompanha o livro, um brinde super bem sacado da editora DarkSide.
Disse para mim mesmo: - Meu! Quero essa
foto na minha casa não! Sei lá, vai que esse treco tá carregado com influências
negativas ou então acompanhado de alguma outra coisa metafísica. Ahahaha!
Acreditem. Cheguei a fazer isso (rs).
Há uma diferença enorme de obras ficcionais de terror
para obras reais de terror. Com relação ao primeiro exemplo, você sabe que o
enredo é fantasioso e saiu da mente fértil de um romancista. Quanto ao segundo
exemplo, o ‘negócio’ muda de figura, já que a história contida nas páginas foi
baseada em fatos reais e, confesso, que os fatos documentados no livro de
Brittle impressionam, até mesmo os mais céticos.
As 272 páginas do lançamento da DarkSide, faz com que
o leitor repense todas aquelas brincadeiras bobas feitas no passado com grupos
de amigos que envolviam o sobrenatural e o preternatural. Os tabuleiros Ouija e
as brincadeiras do copo. Lembram-se? Ufa! Ainda bem que não tive essa
curiosidade.
Classifico Ed e
Lorraine Warren: Demonologistas, da série Arquivos Sobrenaturais, lançado pela editora DarkSide, como uma
obra fodasticamente fodástica. A leitura impressiona os crentes e também os
descrentes em assuntos polêmicos como espíritos opressores, possessões,
fantasmas, casas mal-assombradas e por aí afora.
04
– A garota da casa ao lado (Jack Ketchum)
Não conheço o livro de Jack Ketchum, mas os
depoimentos de leitores que eu vi nas redes sociais - enquanto preparava essa
postagem - deixam evidente que A garota
da casa ao lado é um livro para ficar bem longe de sua mesa de cabeceira.
Um desses depoimentos me chamou a atenção. Confira parte dele: “esse livro vai provocar danos irreversíveis
na sua alma. Primeiramente, é importante dizer que esse livro não é para
qualquer um. Nunca foi tão verdadeiro dizer que a leitura de “A Garota da Casa
ao Lado” é para corações realmente fortes. Possuo uma extensa coleção de livros
de terror e nunca fiquei tão perturbado com uma leitura como em “A Garota da
Casa ao Lado” de Jack Ketchum, me deixando até com dificuldades de dormir. Mais
de uma vez pensei em interromper a leitura pelo incômodo e mal estar. De certa
forma, nós leitores também somos torturados”. Forte, né galera?
A
garota da casa ao lado é um romance de terror psicológico
baseado no caso real do assassinato de Sylvia Likens em 1965. O livro narra,
sob a perspectiva de um vizinho, a tortura brutal e o cativeiro de uma
adolescente por uma mulher e crianças da vizinhança, explorando a maldade
humana.
A história foca em Ruth, uma mulher instável que cuida
de duas garotas, Megan e Susan, após seus pais viajarem. Ruth e seus filhos,
junto com crianças do bairro, submetem Megan a abusos físicos e psicológicos
extremos no porão de casa. É considerado um clássico de terror visceral e uma
leitura perturbadora.
05
– Desfiladeiro do medo (Clive Baker)
E fechamos a nossa lista novamente com Clive Barker
que adora ‘meter’ aquele medo visceral em seus leitores. Desfiladeiro do medo é um soco no estômago dos leitores, até mesmo
daqueles que não se impressionam com narrativas de terror pesadas.
Pretendia comprar essa obra, mas acabei desistindo
após ter lido vários comentários na Internet e também consultado algumas
pessoas que conhecem a história de Baker. Tanto os comentários que li quanto as
pessoas que consultei me desestimularam a adquirir a obra. Fiz essa opção
porque estou numa fase de leituras mais ‘zen’ - sejam livros de terror ou não -
e Desfiladeiro do medo é trash.
Não é um livro para todos, muitas partes são
excessivamente eróticas e absurdamente grotescas, onde a imaginação do autor
surpreende mais uma vez. Há passagens pesadíssimas de muita luxuria e
violência, apresentados de forma lasciva e sem filtros. Agora, imagine você
numa noite insone acordando de madrugada, sozinho, e lendo essa pedrada?
‘Impossible’, né galera.
Desfiladeiro
do Medo é um romance de terror gótico contemporâneo que
explora a decadência de Hollywood, obsessão e o sobrenatural. A trama acompanha
Todd Pickett, um astro de cinema em decadência que se esconde em uma mansão
misteriosa no isolado Coldheart Canyon após uma cirurgia plástica malsucedida.
Todd busca refúgio para se recuperar, mas descobre que
o local é assombrado por espíritos de antigas estrelas de Hollywood que vivem
em um estado de orgia eterna e malévola.
Enfim, é isso aí. Se mesmo após essa postagem, vocês
estiverem dispostos a encarar esses livros durante as suas madrugadas de
insônia, leiam por conta e risco (rs).
Inté pessoal!
28 março 2026
Seis meses para casar
Imagine só essa situação. Você está prestes a se
casar, ama o seu namorado e já pensando nos preparativos de seu casamento
decide pedir demissão do seu emprego. Isso mesmo! E mais: todos que trabalham
com você, incluindo o seu chefe, sabem que você está deixando a empresa onde
trabalha para se casar. Então, num belo dia quando você está se levantando da
cama de seu futuro marido, o que é que você encontra??? Hãaa??? Me diga.
Simplesmente, você encontra uma calcinha usada de uma outra mulher. No início,
o seu noivo ainda tenta disfarçar dizendo que havia comprado aquela calcinha
para lhe presentear ou então não sabe como ela foi parar ali. Do funcho de seu
coração, você ainda tem a esperança de que ele se arrependa, mas aí chega a
bomba: ele olha pra você e diz que não quer mais se casar. Buuuummmm! O seu
mundo desaba.
É essa a situação ou melhor, o pesadelo vivido por
Sayaka Kukori no romance Seis meses para
casar. Faltando três meses para o casamento, marcado para o dia de seu
aniversário de trinta anos, e logo após pedir demissão de seu emprego para
cuidar da cerimônia, ela descobre que está sendo traída e que seu noivo Kazuya,
não quer mais nada com ela.
Com os poucos ienes que tem na conta, humilhada e com
apenas um restinho de dignidade, Sayaka consegue uma colocação num outro
departamento da Revista onde trabalhava, com um chefe auto-centrado que adora
se exibir. Ele exige que Sayaka se case em seis meses enquanto escreve reportagens
sobre konkatsu que é a arte da busca por um marido, um costume tradicional no
Japão,
Taí galera, a partir desse momento começa a via crucis
da nossa Sayaka que se envolve em ‘poucas e boas’; verdadeiras peripécias
amorosas que acabam conquistando os leitores.
Gostei muito de Seis
meses para casar. Li o livro que tem pouco mais de 200 páginas rapidinho. O
romance de estreia de Kosuke Ohashi, constrói uma narrativa que mistura comédia
romântica, drama contemporâneo e crítica social. O autor conseguiu transformar
algo absurdo em um enredo leve recheado de muito humor e ironia mas também com
doses significativas de drama e crítica social.
Ao transformar a busca amorosa em uma espécie de
experimento jornalístico, a narrativa coloca Sayaka em situações que expõem as
suas inseguranças. Um dos pontos fortes do enredo é a força que brota na
personagem que consegue transformar essas inseguranças em combustível para
superar as dificuldades que vão surgindo ao longo de seu caminho enquanto tenta
cumprir essa missão até certo ponto estranha e bizarra.
Destaque para Usami, o excêntrico chefe de Sayaka que
tira suas teorias mirabolantes sobre casamento das histórias de marcas de luxo,
como Louis Vuitton, Prada e Givenchy. Podemos definir Usami como um personagem
emblemático muito importante na trama. Com certeza, a galera irá gostar.
Vocês devem estar se perguntando: - “E aí? Vale a pena
ler Seis meses para casar? Sim, vale
muito a pena. Principalmente, os leitores que estão procurando uma narrativa
leve, divertida, mas ao mesmo tempo reflexiva.
23 março 2026
Sete gritos de terror
São sete contos mornos que não “metem” medo e tampouco
causam aquele arrepio na espinha como nos momentos em que lemos histórias do
tipo “trucão pesado”. Podemos classificar Sete
Gritos de Terror de Édson Gabriel Garcia como uma leitura direcionada ao
público infanto-juvenil. São histórias com a mesma pegada de O homem do saco, A loira do banheiro e outras do tipo. Enfim, uma leitura de terror
bem leve. Recomendo para a galera que está aguardando a chegada de algum livro que
comprou e nesse espaço de tempo pretende ler alguma obra com poucas páginas. Sete Gritos de Terror e uma opção já que
tem apenas 103 páginas.
Os contos lembram muito aquelas histórias que ouvíamos
das pessoas mais velhas quando ainda éramos crianças e por isso, o livro tem
uma certa magia, mas repito, não esperem enredos de terror e personagens desenvolvidos.
Segure, também, a expectativa por grandes sustos.
Segundo o autor da obra que nasceu em Nova Granada, pequena
cidade do interior paulista, os contos foram recolhidos da boca do povo. Édson
Gabriel quando garoto, ouviu do povo pobre da região onde nasceu uma série de
histórias de medo e de sustos. As histórias foram recolhidas aos poucos e
guardadas. O autor explica que essas histórias voltaram muito tempo depois,
contadas e recontadas para os filhos, e escritas para serem publicadas.
Confiram um resumo das sete histórias do livro para
que vocês tenham uma noção do que ‘rolam’ nas páginas.
01
– A mais bela noite de Margarida
Uma típica história de fantasma. Um vendedor ambulante
faz parada na oficina de uma pequena cidade do interior após o seu velho Fusca
apresentar problemas mecânicos. Até que as peças cheguem, ele é obrigado a
esperar alguns dias numa pensão. Para “matar” o tempo, ele resolve participar
de um baile no salão de festas da cidade. É neste baile que ele conhece uma
moça chamada Margarida.
Ele fica encantado com a sua beleza e acaba se
apaixonando. No dia seguinte, o rapaz resolve visita-la, entonce... Bem, leiam o
conto antes que eu libere spoiller (rs).
02
– O casal de velhos
Manezinho caminhava sozinho no final da tarde por uma
estrada deserta. Quando viu o tempo escurecer com a aproximação de uma
tempestade, ele resolveu apressar o passo na esperança de encontrar um local onde
pudesse se abrigar. De repente, ele avista uma velha casinha na beira da
estrada e resolve pedir abrigo até que o tempo melhore. Ele é muito bem
recebido por um casal de velhos. Quando ele descobre quem, de fato, são as
pessoas que o receberam, Manezinho solta um dos sete gritos de terror do livro.
Um grito bem alto.
03
- O anel da falecida
Tonico Ramos era um jardineiro que trabalhava na casa
de uma rica e tradicional família. Ele era muito querido pelos proprietários do
imóvel: Gabriel e sua filha, Nica. Tão querido que Nica lhe prometeu todas as
suas joias – que eram muitas – quando ela morresse. As joias ficariam para
Tonico como gratidão pelo seu empenho e fidelidade no trabalho.
Quando Nica “morre”, Tonico decide tomar uma atitude deplorável
que trará sérias consequências provocando o terceiro grito de terror do livro.
04
– O jardim de inverno do Barão
E vamos para o quarto grito de terror. Um enigmático homem
de meia idade que tem o título de Barão se muda para uma pequena cidade e vai
morar num palacete que fica no alto do morro onde há um belo jardim. O homem
esconde um segredo que envolve uma trágica história de amor. Nesta cidade, ele
conhece um comerciante muito convencido e tagarela. A vida desses dois homens
esteve entrelaçada no passado e agora eles voltam a se encontrar. Quando o
segredo que ambos guardam for revelado, um dos dois terá de pagar bem caro.
05
– A aposta
Juca Bagaceira é conhecido em sua cidade como o “homem
sem medo”; aquele que não teme nada. E por ser considerada a pessoa mais
destemida do mundo – como ele próprio diz – vive desafiando os outros. Esta sua
falta de medo valeu até mesmo uma reportagem num grande jornal o que acabou
deixando Juca Bagaceira ainda mais convencido e metido. Então, certo dia
aparece em sua cidade, um homem que o desafia para uma posta. Evidentemente, o
Juca aceita, então... ‘as coisas mudam’ já que ele terá uma surpresa nada
agradável.
06
– Os dentes de Madalena
Um comerciante do interior chamado Edrualdo conhece
uma mulher feia e desgastada pela vida que vai até a sua loja comprar uma
escova de dentes. Quando ela olha para o homem e sorri mostrando os seus belos
dentes, ocorre uma mudança inesperada, algo mágico. Os seus dentes são tão
bonitos, mas tão bonitos que tem o poder de eclipsar a feiura da mulher. A
partir daí, Edrualdo fica obcecado por aqueles dentes e resolve tê-los de
qualquer maneira. Este acaba sendo o seu erro fatal que acaba rendendo o sexto
grito de terror.
07
– A última história
Uma autora de terror e suspense não consegue vender os
seus enredos para as revistas do gênero que sempre acabam recusando, demonstrando
pouco ou nenhum interesse. Quando o dinheiro vai acabando, Suzete fica desesperada,
até que ela recebe uma carta que muda o rumo de sua vida. A carta vem assinada
por uma pessoa que diz ser leitor e admirador de suas histórias na época em que
elas eram publicadas. Numa dessas cartas, o fã misterioso suge que Suzete
escreva uma história tendo por personagem principal um espantalho. Acaba lhe dando
algumas ideias e argumentos convencendo-a. A escritora concorda. Resultado: sua
história é aceita por uma editora e acaba se tornando um grande sucesso. Suzete
não imagina a enrascada que ela está se envolvendo.
Bem galera, tá aí um breve resumo dos contos.
Infelizmente, quando fechei o livro não consegui dar o oitavo grito de terror. Na
realidade, trata-se de um livro bem escrito, mas com historias simples e
direcionadas para os leitores infanto-juvenis.
Ah! Antes de finalizar esse post, não posso me
esquecer de destacar as ilustrações do quadrinista e ilustrador gaúcho, Henrique Antônio Kipper, ou simplesmente Kipper
– como é mais conhecido. Conhecido por ter publicado seus trabalhos em dois
grandes jornais do Brasil - Folha de S.Paulo e Diário Catarinense – foi também um
dos roteirista do retorno do antológico personagem Amigo da Onça em tiras de
jornal. As sduas ilustrações em Sete Gritos
de Terror são fantásticas.
18 março 2026
Magia e vampiros são as novidades literárias para o mês de abril
Galera, sentar numa cadeira na frente do notebook,
mesmo com o auxilio de uma almofada no formato de bóia, ainda requer um baita
sacrifício. Aqueles que afirmam que o pós-operatório de uma cirurgia de hemorroidas
é tranquilo, sinto dizer, estão mentindo descaradamente. Cara, dói, mas dóis
muito, principalmente durante e depois das evacuações. Por isso, prometo que serei
breve nesta primeira postagem pós-retorno da minha cirurgia.
Neste período de convalescença fiquei sabendo de
várias novidades literárias que estarão “aterrissando” nas livrarias nos
próximos meses. Quero focar nos lançamentos de abril, especialmente em dois
livros da editora Galera, do Grupo Record, que certamente irão cair no gosto
dos leitores e leitoras que amam histórias de vampiros e magia. Estou me
referindo a Noiva da morte e Victor Vera Cruz: Advogado de criaturas e
seres mágicos.
A
Noiva da morte da escritora norte-americana Shelby Mahurin é a conclusão da duologia iniciada em O véu escarlate, a série vampiresca
ambientada no mesmo universo da série Pássaro
& Serpente. O primeiro livro da duologia, segue Célie Tremblay,
personagem coadjuvante dos três livros
da série Pássaro e Serpente, que de
garota mimada acabou se transformando numa corajosa caçadora pronta para ajudar
a protagonista Lou, a derrotar uma perigosa bruxa que é a vilã da história.
Para aqueles que não estão familiarizados com a saga
de Shelby Mahurin, Pássaro e Serpente,
é uma trilogia de "romantasia" (romance com fantasia) que explora o
conflito entre bruxas, vampiros e caçadores em um cenário inspirado na França
antiga.
Em A Noiva da
Morte, segundo volume daduologia, Célie Tremblay morreu, mas é agora o
momento em que ela começa a viver de verdade.
Célie deu o último suspiro enquanto tentava salvar as
pessoas que mais ama — inclusive o poderoso e enigmático Michal, soberano da
ilha de Réquiem. Diante do sacrifício da mulher que passou a admirar, o rei dos
vampiros simplesmente recusou-se a deixá-la partir. Quando desperta, o mundo de
Célie está de ponta-cabeça: caminhar ao sol pode matá-la; ouvir os batimentos
cardíacos dos próprios amigos tornou-se um martírio; e tudo o que mais deseja
é… sangue. Ela se vê diante da vertiginosa constatação de que Michal a condenou
a uma eternidade como vampira.
Mas Célie não é a única morta-viva vagando pelo mundo.
Sua irmã, Fillipa, ressuscitou como uma mera sombra de si mesma, e outros
regressados começaram a se levantar de seus túmulos, sedentos por vingança.
O equilíbrio frágil entre vida e morte entrou em
colapso, despertando um ser ainda mais cruel e incontrolável, disposto a tudo
para encontrar Célie e colocá-la em seu devido lugar: o de Noiva da morte.
Com o destino de todos em perigo, Célie e Michal
precisarão resistir à atração inegável que sentem um pelo outro para juntos
reerguerem de uma vez por todas o véu que separa os vivos dos mortos.
A outra novidade da Galera Record para o mês de abril
é Victor Vera Cruz: Advogado de criaturas
e seres mágicos da escritora brasileiríssima Elisa Barbosa. A frase
promocional da obra é a seguinte: “Advogar para humanos já é difícil. Imagine
só para criaturas mágicas”...
Victor Veracruz é um jovem medíocre em uma família de
gênios. Cansado de ser um zero à esquerda, ele sonha em se formar em Direito e
construir uma carreira de sucesso. Mas a realidade da vida adulta é um pouco
mais... precária. Desempregado e desiludido, Victor tem como ambição apenas
pagar o aluguel e, com sorte, comprar um terno que caiba.
Até que um novo caso coloca a sua vida de
ponta-cabeça. Quando a princesa Selene Rosaviva, herdeira do reino de Venire,
surge pedindo ajuda através de um portal, Victor teme que, além da dignidade,
também tenha perdido de vez o juízo. A princesa é a principal suspeita do
assassinato do rei e precisa de um advogado — mas não pode ser qualquer um.
Para defendê-la, a pessoa tem que ser versada na Lei Maior.
Agora, Victor terá que trocar o Código Civil por
feitiços rúnicos, enfrentar ogros com o poder da argumentação e cruzar pântanos
perigosos no dorso de Arraias-Colossais. No mundo Através do Véu, a verdade é a
criatura mais difícil de domar, e a mediocridade que Victor sempre sentiu ter
pode ser exatamente o que Venire precisa para encontrar a justiça.
Vale lembrar que o livro é a estreia de Elisa Barbosa,
vencedora do concurso literário “Livros do Futuro“, do TikTok, na categoria de
fantasia.
A Capa foi ilustrada por Paula Cruz, premiada
ilustradora brasileira. “Victor Cruz” e “A Noiva da Morte” chegam às livrarias
brasileira em 20 de abril.
Inté galera!
10 março 2026
Divagações. Não é complicado, mas confesso que estou morrendo de medo dessa tal hemorroidectomia
Uma hemorroidectomia vale uma divagação num blog
literário? Para mim vale. Vale porque estou preocupado e... Ok, revelo: medo,
bastante medo. E quando fico assim ‘meio que’... inseguro e preocupado gosto de
escrever sobre os meus medos. Acredito que seja uma maneira de desabafar.
Lembro que há algum tempo escrevi nesse espaço que adoro divagar algumas vezes
porque imagino que estou numa mesa de bar conversando, batendo papo com um
amigo; um amigo o qual vejo representando em todos os seguidores do blog nas
redes sociais, principalmente aqueles que tem uma participação mais ativa e
consequentemente com os quais tenho maior contato.
Hoje enquanto escrevia essa postagem, Lulu me disse
sorrindo: “só o meu ombro não basta?”. - O seu ombro é insubstituível, mas quem
não gosta de uma “prosa de bar” – respondi. – Quem mandou você se apaixonar por
um boêmio que só anda de bar em bar. – completei. Lulu olhou para mim fingindo
cara feia e disse: “Ainda bem que esses bares são virtuais, né?. Rimos muito.
Pois é galera, voltando a minha cirurgia: vou ter que
enfrentar mais uma; não queria, mas vou ter que enfrentar. Peço que vocês não
me chamem de medroso ou então “fazedor de tempestades em copos d’água”. Cara,
eu já passei por uma cirurgia perianal – inclusive há várias postagens sobre
isso aqui no blog (veja aqui, aqui e mais aqui) – há cinco anos e sei muito bem
o que é realizar um procedimento invasivo numa das regiões mais sensíveis do
nosso corpo. Enquanto o efeito da anestesia está ‘dando conta do recado’,
legal; mas o sofrimento pra valer vem depois. Quando você opera um braço, uma
perna ou então retira a vesícula ou o apêndice, a área operada vai ficar de
repouso, ou seja, “ninguém” vai mexer nela. Agora, na minha opinião, uma
cirurgia na região do ânus é fodasticamente foda.
Cara, imagine só: logo após terem ‘dissecado’ o seu
anus com um bisturi deixando essa região hiper-sensível com alguns ‘talhos’ abertos
(é impossível dar pontos por ali), você ainda tem que fazer as suas
necessidades fisiológicas, afinal não somos carrapatos. Agora, imagine as suas
fezes passando por um local tão delicado revestido de mucosas muito feridas que
foram manipuladas pelo cirurgião e deixadas em ‘carne viva’? Vamos acrescentar,
agora, nesse contexto um paciente medroso com ojeriza de cirurgias que ainda
tenha a Síndrome do Intestino Irritável (SII)? Entonce... Taí: eu!! Pronto, me
apresentei à vocês! Por causa da minha SII, meu intestino, as vezes é
hiperativo e em outras, preguiçoso. Confesso que agora, após uma mudança de
tratamento, ele melhorou muito, mas como “ele” é muito chato e genioso, às
vezes ainda insiste em me provocar. Fico pensando com os meus botões assim...
logo após a cirurgia de hemorróidas, o genioso do meu intestino dormindo, sem
nenhum um pingo de vontade de trabalhar e eu, ali, com a região pélvica toda
exposta me esforçando e esforçando para que ele volte a trabalhar. Resumindo,
eu ali, todo ressecado com prisão de ventre. Arghhhhhh!!!
Um outro medo diz respeito ao ‘depois’. Como já fiz
uma cirurgia delicada na região anal, a musculatura do local já foi muito
mexida para não ‘dizer’ agredida. E agora, novamente, essa mesma musculatura
será novamente manipulada aumentando os riscos de uma estenose.
Sabem quando me esqueço dessas preocupações? No
momento em que estou lendo. Naquele instante em que mergulho de cabeça num
enredo que me transporte para dentro daquela história com poder de fazer com
que eu interaja com os seus personagens. Pronto! Fazendo isso, grande parte
dessas preocupações vão embora, pelo menos por um certo tempo.
Outra âncora nesse momento – além de Lulu e claro,
vocês – é o meu irmão que já passou por inúmeras cirurgias mais complexas do
que minha, incluindo um tumor no estômago, recentemente. Penso comigo: se ele
passou por tudo isso com coragem e com bom humor, por que eu não posso fazer o
mesmo? Mas certamente, a âncora maior de todas é esse Deus maravilhoso que me
dá forças para não recuar de decisões importantes em minha vida.
Galera, fico por aqui, agradecendo por terem me
“escutado”. Aproveito também para avisar que devido a minha cirurgia que deve acontecer
nesta terça-feira (10), ficarei em torno de uma semana sem postar nada, mas
depois espero voltar com as publicações normalizadas no blog.
Ah! Antes que me esqueça, aqui vai um recadinho para
as editoras que quiserem me enviar alguns livros para ler nesse período de
recuperação. Como ficarei uma semana de molho, sem fazer nada, terei tempo
suficiente para “devorar” algumas obras. Prometo que depois irei resenhar os
livros lidos, mas sempre dando o meu ponto de vista, ou seja, opinando se
gostei ou não do enredo. Dentro desse contexto, aproveito para agradecer o
pessoal do Grupo Editorial Record, em especial a Galera Record pelos livros
enviados.
Valeu! E torçam por esse medroso aqui (rs). Ieh! Valeu
galera!
08 março 2026
Livros de Freida McFadden que serão adaptados para as telas
O filme “A Empregada”, suspense psicológico baseado no
best-seller de Freida McFadden e que estreou nos cinemas brasileiros em 1º de
janeiro de 2026 se tornou um verdadeiro fenômeno de bilheteria. A produção está
arrastrando multidões aos cinemas e já ultrapassou a marca dos três milhões de
espectadores provando que Freida é fodástica. Na verdade, o livro da
médica-escritora também e fodástico. Li há algum tempo e amei. Muito bom mesmo.
Hoje à tarde, fiquei imaginando quais livros da autora
teriam o mesmo poder de fogo de A Empregada ou seja, após terem “arrebentado a boca do balão” no mercado
editorial - vendendo milhares de exemplares - ainda terem fôlego suficente para
bombar nas telonas. Estava pronto para escrever um post nesse sentido quando Lulu
me disse que havia lido em algum lugar que um novo livro da autora também iria
ganhar uma adaptação cinematográfica.
A partir daí resolvi mudar a forma de abordar o
assunto: ao invés de escrever sobre os livros que na minha opinião teriam
“punch” para serem transformados em filmes, resolvi fazer um post sobre as
obras de Freida que já estão confirmadas para as telonas ou pelo menos, com
grandes possibilidades de darem esse passo importante. Além de A Empregada, descobri outros cinco livros
da escritora que estarão “aterrissando” nos cinemas ou nos estreamings. Vamos a
eles.
01
– Nunca Minta
Ainda sem data de lançamento oficial, o que se sabe é
que os direitos do thriller psicológico de Freida McFadden foram adquiridos
pela Netflix em meados de 2024. A produtora é a 21 Laps, de Shawn Levy
(conhecida pela produção de Stranger Things) e o projeto está em sua fase
inicial de desenvolvimento.
Por ser recente, ainda não consegui informações sobre
elenco, direção e roteiro. A única certeza, por enquanto, é que será uma produção
da Netflix.
O thriller foca em um casal, Tricia e Ethan, que
decidem visitar um casarão antigo no meio de uma floresta no estado de Nova
York, o qual pretendem alugar ou comprar – não me lembro bem. No entanto,
durante a viagem até a mansão que pertenceu à Dra. Adrienne Hale – uma renomada
psiquiatra que desapareceu sem deixar vestígio três anos antes - uma nevasca
terrível começa a cair. Com isso, o casal fica preso na mansão abandonada. É
nesse momento que Trícia descobre as gravações perturbadoras das sessões dos
pacientes da psiquiatra e começa a ouvi-las. Confira resenha do livro aqui.
02
– A Inquilina
Pois é galera, esse livraço de Freida McFadden
publicado pela Record no inicio do ano também está com os dias contados para parar
nas telonas dos cinemas. Os direitos da trama foram adquiridos pela Amazon MGM
pouco após a publicação do romance nos Estados Unidos, em maio de 2025.
No enredo, o executivo Blake Porter é surpreendido por
uma demissão e tem que improvisar para sustentar o financiamento do apartamento
que comprou em uma zona luxuosa de Nova York e onde mora com a sua noiva. A
solução mais lógica, então, é alugar um dos quartos. É aí que Whitney surge
como a candidata perfeita para a vaga. Simpática, educada, sem frescuras e
precisando muito de um lugar para morar. Ela é exatamente o que o casal
procura.
Mas assim que Whitney se muda, coisas sinistras
começam a acontecer. A cozinha exala um cheiro de comida podre, mesmo após
várias faxinas. Os vizinhos passam a tratar Blake de um jeito diferente.
Barulhos estranhos o acordam no meio da noite. Até a roupa que ele usa parece
lhe dar alergia. De repente, Blake passa a desconfiar de que o perigo passou a
morar na sua casa, e talvez quando ele se der conta, será tarde demais. A
armadilha já estará pronta. Se quiserem conferir a resenha do livro que li
recentemente, é só acessarem aqui.
03
– A Professora
O best-seller de McFadden foi publicado em outubro de
2024. Nele, a escritora narra a saga da personagem Eve, cuja vida parece ter
saído de um comercial: um casamento feliz, uma casa impecável e uma carreira
sólida como professora de matemática. Mas a perfeição é frágil. A escola ainda
tenta se recuperar do escândalo sexual envolvendo Addie, uma aluna do ensino
médio, e um professor, até então, querido.
Eve sente que a verdade foi enterrada e que Addie é a
peça mais perigosa desse quebra-cabeça, afinal dizem que a garota é uma mestra
da manipulação, capaz de destruir qualquer um. O que ninguém sabe é que Addie
esconde segredos tão letais que ela se prova disposta a qualquer coisa para
guardá-los.
A produção do filme será da Apple TV e terá roteiro de
Spenser Cohen e Anna Halberg, com a autora atuando como produtora executiva. A
produção que promete trazer o clima de suspense característico da autora ainda
não tem elenco confirmado.
04
– Querida Debbie
Querida
Debbie foi lançado no Brasil há poucos dias. Para ser exato,
em 3 de março. É o livro mais recente dessa máquina de escrever thrillers
psicológicos chamada Freida McFadden.
A autora narra a história de uma colunista que oferece
conselhos de estilo de vida a centenas de leitoras. Certo dia, no entanto, sua
própria parcimônia acaba. Farta das queixas das filhas adolescentes e do
comportamento suspeito do marido, ela decide se vingar. O resultado é “um
suspense mordaz e subversivo sobre o que acontece quando as mulheres finalmente
decidem fazer justiça com as próprias mãos”, segundo a sinopse oficial.
Ao contrário dos projetos supracitados, este livro não
será adaptado como longa metragem, mas como uma série de TV pela Amazon MGM
Studios.
A série está oficialmente em desenvolvimento e a
produção é de Gina Girolamo, conhecida por seus trabalhos em “You e Pretty
Little Liars”.
05
- The Surrogate Mother
O livro que deverá se chamar Barriga de Aluguel deve chegar ao Brasil no primeiro semestre de
2026. Mas, atualmente, é possível encontrar a versão em inglês (física ou
audiolivro) em plataformas como a Amazon Brasil.
Nesta nova narrativa de McFadden, a personagem Abby
deseja ser mãe, mas está cansada após múltiplas tentativas frustradas de
tratamento para infertilidade e processos de adoção não finalizados. Nisso, sua
assistente, Monica, oferece o serviço de barriga de aluguel — ato que nada tem
a ver com altruísmo. Entre as duas, então, surge uma complicada dinâmica
abastecida por segredos mil.
A adaptação cinematográfica foi confirmada
recentemente pela Sony Pictures, que adquiriu os direitos da obra no final de
2025. Ainda não há uma data específica definida para o lançamento nos cinemas.
Como o projeto está em estágios iniciais de produção, é provável que a estreia
ocorra apenas após o lançamento do livro traduzido ou simultaneamente a ele em
2026.
06
– O Segredo da Empregada
Não poderia ser de uma outra forma né galera? Depois
do sucesso de A Empregada que está
quebrando todos os recordes de público e de faturamento nos cinemas, uma
sequência seria algo natural. E foi o que aconteceu. A produtora LionsGate
confirmou que, de fato, haverá a sequência do filme. A atriz Sydney Sweeney,
que seguirá no elenco, também anunciou a continuidade do filme em suas redes
sociais.
Segundo a Variety, o primeiro filme já arrecadou pelo
menos US$ 133 milhões (R$ 715,5 milhões na cotação atual) nas duas primeiras
semanas de exibição, convencendo o estúdio a aprovar a sequência.
O projeto será baseado no segundo livro da trilogia e
a LionsGate pretende começar a gravar ainda este ano, mantendo o elenco de
Sydney Sweeney e o diretor Paul Feig.
Embora detalhes do enredo ainda estejam sendo mantidos
sob sigilo, o título da sequência indica que novos mistérios devem vir à tona.
A expectativa é de que o segundo filme aprofunde segredos apenas sugeridos no
primeiro longa, mantendo o clima de tensão psicológica e reviravoltas
inesperadas.
Ainda não foram divulgadas informações sobre início
das gravações e a data de estreia, mas a
confirmação oficial já foi suficiente para movimentar as redes sociais e
reacender o debate entre leitores e espectadores.
O livro O Segredo da Empregada acompanha Millie, que agora consegue um emprego na luxuosa
cobertura do milionário Douglas Garrick. O plano dela é trabalhar na casa da
família por um período curto, de preferência sem atrair nenhuma atenção, até
alcançar seu objetivo maior.
Só que, enquanto ela passa os dias limpando a
cobertura deslumbrante e preparando pratos requintados para o casal, a Sra.
Garrick nunca sai do quarto. Na verdade, as duas não foram sequer apresentadas.
E Millie tem certeza de que já a ouviu chorando.
Certo dia, ao colocar a roupa para lavar, ela vê
manchas de sangue na camisola da mulher. Não é a primeira vez, e Millie decide
descobrir o que está acontecendo. Quando finalmente consegue entrar no quarto,
o que vê lá dentro muda todos os seus planos.
Taí, os fãs de Freida McFadden devem estar vibrando de
emoção, pois agora, além dos livros também poderão sentir a tensão das
histórias da escritora nas telas.
06 março 2026
“Guerreiro de Sangue” desembarca nas livrarias brasileiras prometendo lutas épicas, guerra, política e tensão nas arenas
E aí galera que acompanha o “Livros e Opinião”, estão
a fim de encarar a leitura de uma nova saga? Se vocês gostaram de Jogos Vorazes e “O Gladiador” – o
primeiro livro e filme, o segundo só filme - acho que também irão “nadar” na mesma praia de
Guerreiros de Sangue, lançamento da
Galera Record que chegou às livrarias no final de fevereiro. Este é o título do
primeiro volume da saga Velha Therra
da escritora Cecy Robson e que recebeu muitos elogios em seu lançamentos nos
Estados Unidos. Agora, o livro chega ao Brasil para os leitores que são fãs de
carteirinha de uma fantasia com toques de suspense e muita aventura.
O personagem principal da trama é Leith de Cinzarta
que tem apenas uma chance para salvar a sua irmã que está muito doente: se
tornar um gladiador e começar a lutar na arena que carrega um século de
batalhas sangrentas, onde milhares de gladiadores mortos. Apenas um deles
alcançará a glória.
Leith de Cinzarta acreditava que migrar para um novo
reino e se voluntariar para lutar na arena de gladiadores, onde acontecem
torneios cruéis e sangrentos nos quais apenas os mais fortes sobrevivem, o
faria ganhar ouro suficiente para salvar a irmã enferma. Para ele, essa era sua
única chance. Afinal, o que mais tinha a perder?
No entanto, o gladiador logo descobre o quanto estava
enganado. Os torneios lhe arrancaram o que mais lhe importava: a esperança, a
liberdade e sua própria humanidade.
Agora, tudo o que resta a Leith é um corpo marcado por
cicatrizes e alimentado pela fúria e um coração endurecido por anos de luta.
Enquanto tenta sobreviver a mais uma batalha, ele
conhece Maeve, a princesa élfica que representa tudo o que o gladiador mais
odeia e despreza. Até que essa sedutora herdeira ao trono lhe faz uma proposta
irrecusável: a chance de conquistar o cobiçado título de Guerreiro de Sangue…
e, com ele, a liberdade.
Porém em um reino erguido sobre mentiras, a esperança
sempre tem um preço — e Leith está prestes a descobrir que a liberdade pode
custar mais caro do que ele imagina.
Vou ser sincero com você que está lendo esse post: achei
a sinopse da história bem interessante; despertou o meu interesse pela obra,
mesmo não sendo um grande fã de sagas.
Ainda de acordo com o release da editora, em Guerreiro de Sangue Cecy Robson constrói
uma fantasia épica que aborda temas atuais, como políticas de imigração e
corrupção. Afirma ainda que a obra é perfeita para os fãs dos grandes sucessos Quarta Asa e Trono de Vidro. Mas para mim, após ter lido a sinopse, Guerreiro de Sangue tem a “cara” de Jogos Vorazes e “Gladiador”; claro,
guardadas as devidas proporções. E você também não achou?
O livro já está a venda nas livrarias virtuais nos formatos
físico e kindle. E aí? Se interessou?
03 março 2026
Mulher em queda
Se eu tivesse que definir Mulher em Queda, livro que Colleen Hoover escreveu após ter ficado
três anos sumida do mercado editorial, eu utilizaria a frase de um comentário
que li no portal Skoob. A leitora escreveu mais ou menos assim: “O livro tem várias
páginas girando em torno da mesma coisa, com excesso de palavras e pouca
profundidade real!”. Cara, essa é a definição perfeita e objetiva para o novo
livro de Hoover.
A autora enrolou muito, mas muito, de fato. A
descrição de um beijo toma duas páginas; uma simples reflexão entre dois
personagens consome mais duas páginas; uma revelação que caberia dentro de um
‘eu te amo’ ou ‘você é muito importante pata mim’, engole mais paginas; e por
aí a narrativa vai se arrastando tornando grande parte a história rasa e sem
profundidade. Acredito que toda essa enrolação seja num dos maiores ‘pecados’
de Mulher em Queda.
Há ainda um outro pecado, talvez até mais grave do que
toda essa ‘enrolação’; vou revelar qual é: ele se chama engodo. Quando ‘digo’ engodo
estou me referindo ao chamado ‘marketing popular’ que vários blogs e canais no
Youtube fizeram, publicando postagens e vídeos onde revelavam que Mulher em Queda teria a mesma vibe do
megassucesso Verity, primeiro
thriller psicológico escrito pela autora e que explodiu em vendas, tornando-se
um grande fenômeno no mercado editorial. E quer saber? Até o “Livros e Opinião”
cometeu esse pecado (vejam aqui).
Verity
foi
publicado originalmente em 2018 nos Estados Unidos e dois anos depois no Brasil
pela Galera Record. Para se ter uma ideia do tamanho do sucesso desse livro, basta
expor que mesmo após mais de cinco anos de seu lançamento no Brasil, ele
continua ocupando os primeiros lugares nas listas de livros mais vendidos; além
de ter ‘virado’ um filme que deve estrear nos cinemas em outubro de 2026.
Somado a toda essa expectativa, os meios de comunicação começaram a associar Mulher em Queda com Verity afirmando que que o primeiro também era um thriller
psicológico nos mesmo moldes de Verity.
Pronto! Estava formada a tempestade perfeita com os
seguintes elementos: o lançamento de um livro com a mesma premissa de outro que
havia se transformado no passado, num fenômeno editorial; e o retorno de sua autora
famosa, após ter ficado três anos sem ter escrito absolutamente nada.
Mas acontece que o enredo Mulher em Queda não tem nenhuma semelhança com Verity, passando muito longe de ser um thriller psicológico. O que
estou querendo explicar é que o mais recente lançamento de CoHo se enquadra no
gênero ‘dark romance’ que apesar de ser um gênero literário em ascensão, muitos
leitores ainda não se adaptaram a ele.
Não são enredos adolescentes. Requerem “muita
reflexão”, além de experienciar emoções fortes. É um gênero que está começando
a romper a bolha recentemente e que não desfruta de um grande número de
seguidores. Agora, voltando a nossa ‘tempestade perfeita’ junte aos elementos
dessa tempestade um gênero literário não tão popular. Entenderam o porque da
decepção dos leitores CoHo? Eles, com certeza, não são adeptos do ‘dark romance’
que geralmente começa com um vilão ou um anti-herói: um stalker, narcotraficante,
um homem da máfia. Depois, junta-se a violência e a adrenalina a uma narrativa
moralmente ambígua, onde os limites entre o certo e o errado são testados a
cada página. Se identificarmos pelo menos um destes sinais, podemos ter a
certeza que estamos perante um livro desse gênero.
Da mesma forma que a autora foi muito feliz, há sete
anos, quando estreou no thriller psicológico com Verity, um gênero muito diferente do qual estava acostumada; agora,
ao se arriscar – mesmo sem querer – no estilo dark romance, não teve a mesma
receptividade.
Em Mulher em
Queda, uma escritora famosa chamada Petra Rose que já arrebatou multidões e
dominou as listas de livros mais vendidos, passa a sofrer de um bloqueio
literário após ter sido muito criticada pela adaptação de uma de suas obras
para o cinema. O ódio viral da internet a transformou em alvo fácil, e cada página
em branco a qual não consegue escrever por causa de seu bloqueio é mais um
lembrete de que a sua carreira pode estar chegando ao fim.
Desesperada para se reerguer, Petra se refugia numa
cabana a beira de um lago, determinada a concluir o suspense que pode salvar
sua vida profissional. Ela acredita estar sozinha, mas então...
Taí galera; quem sabe aqueles leitores que apreciem o
gênero dark romance, possam acabar amando a história? Afinal de contas, não
existem opiniões literárias unânimes. E isso serve também para Mulher em Queda, já que também li nas
redes sociais alguns comentários de leitores que amaram a história. Não muitos,
mas li.
Inté!




























