Queria apenas um bebê; no final... fiquei com três: Medicina Macabra, Depois e Daisy Jones & The Six

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Sabiam que o primeiro vestibular que prestei quase foi para medicina? O “quase” entrou nessa história porque não cheguei a tempo para fazer o exame. Não me lembro direito o que me atrasou, o que sei é que perdi essa oportunidade, mas tudo bem, não reclamo porque no final das contas acabei escolhendo uma profissão que se ajustou perfeitamente em mim: o jornalismo.

Vocês devem estar curiosos para saber o porquê de toda essa divagação. Ok, o motivo é que até hoje eu carrego comigo os resquícios do médico que nunca fui. Estes resquícios ou melhor, esse resquício nada mais é do que o meu fascínio literário pela história do desenvolvimento da medicina. Cara, desde a minha infância/adolescência sou fissurado por livros que explorem esse tema. Tanto é que, na minha juventude, a enciclopédia “Medicina e Saúde” foi uma das minhas companheiras inseparáveis. E até hoje, esse fascínio me persegue.

Antes da chegada da pandemia já havia comprado o livro Medicina dos Horrores da historiadora Lindsey Fitzharris que narra como era o chocante mundo da cirurgia do século XIX, que estava às vésperas de uma profunda transformação. E na semana passada não resisti e comprei mais uma obra relacionada com o tema: Medicina Macabra.

Pretendia adquirir apenas esse livro, pois a grana estava curta e o cartão de crédito bufando, mas... sabe como é, né? Nossas listas de leituras, cada vez maiores, explicam melhor do que quaisquer palavras.

Dessa forma, além de Medicina Macabra também entrou no pacote: Depois de Stephen King e Daisy Jones & The Six: Uma história de amor e música de Taylor Jenkins Reid.

Já expliquei os motivos que me levaram a comprar Medicina Macabra, agora deixe-me expor o que fez com que os meus olhos crescessem para cima dos dois outros livros.  A explicação para a compra de Depois cabe em poucas palavras: ‘sou fã de Stephen King’, pronto. Quanto a Daisy Jones fiquei empolgado com os comentários positivos que li nas redes sociais. Uma maioria esmagadora falou hiper bem da história de Jenkins Reid. Além do mais, o seu enredo tem uma pequena semelhança com o filme “Ainda Muito Loucos” do diretor Brian Gibson, lançado em 1999, o qual eu adorei. Ah! Tem outro motivo: o romance é narrado a partir de entrevistas com os membros da banda fictícia e de outras pessoas que conheceram o grupo antes deles sumirem. Não me lembro de ter lido, ainda, um livro com esse tipo de estrutura narrativa. Fiquei muito curioso.

A autora conta a história da banda “de mentirinha” Daisy Jones & The Six. Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistavam milhões de fãs. Eram a voz de uma geração, e Daisy, a vocalista do grupo, era considerada a inspiração de toda garota descolada. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show de uma turnê, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Jenkins, através de entrevistas e reportagens, tenta descobrir o que aconteceu com o grupo musical.

Enredo simples, mas muito interessante, não acham?

Quanto ao livro de King, trata-se de uma obra curtíssima, apenas 192 páginas. Juro que, no início, não acreditei que a obra tinha sido escrita por King. O mestre do terror quando decide escrever um livro – vejam bem, citei livro, não conto – se o número de páginas não passar de 350, acho que tem alguma coisa errada. Por isso, estranhei demais esse lançamento da Suma. Mas como se trata de King, não pensei duas vezes e comprei; além do mais o enredo é bem interessante. O autor conta a história de uma criança chamada James Conklin que tem o dom de ver e falar com gente morta.  Sua vida sofre uma reviravolta quando o Departamento de Polícia de Nova York pede a sua ajuda desvendar o último segredo de um falecido terrorista. Assim começa a jornada mais assustadora da vida de Conklin.

Com relação ao terceiro bebê, Medicina Macabra, já expliquei no início dessa postagem, os motivos que me levaram a adquirir a obra escrita por Thomas Morris. O livro parece ser muito bom. Daqueles que prendem a atenção do leitor. Segundo a editora DarkSide Books, Medicina Macabra é uma reunião de casos insólitos da história da medicina que ocorreram em um período de trezentos anos: da Holanda do século XVII até a Rússia czarista, da zona rural do Canadá até um baleeiro no Pacífico.

Alguns desses relatos, de acordo com release fornecido pela DarkSide, são angustiantes ou comoventes, outros são macabros, mas todos oferecem algo mais além do que uma boa anedota. Por mais constrangedoras que sejam as enfermidades, por mais estranhos que sejam os tratamentos, todos esses casos expressam algo sobre as crenças e a sabedoria de uma época.

Taí galera! Queria dividir com vocês a minha alegria pela chegada desses três bebês.

Até a próxima.

 

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