Assassinato no Expresso do Oriente

Como disse no post anterior, o “gatilho” que me fez ler E Não Sobrou Nenhum de Agatha Christie foi Assassinato no Expresso do Oriente. Se achei o final do primeiro livro forçado e sem o impacto que esperava, o mesmo não aconteceu com a aventura de Hercule Poirot. Cara, que final soberbo! E não somente o final, mas o livro todo.

Em Assassinato no Expresso do Oriente, a ‘Rainha do Crime’ dá uma verdadeira lição de como se escreve um thriller policial investigativo. O leitor fica ansioso para descobrir quem é o assassino no Expresso e com isso as páginas vão sendo devoradas uma atrás da outra. Caráculas, e quando chegam as páginas finais, mestre Poirot - com a sua mente dedutiva - arrebenta e brinda os leitores com final inimaginável. Um verdadeiro plot twist.

Pelo “The End” da obra literária ser semelhante ao do filme de 2017, dirigido por Kenneth Branagh, recomendo que você leia primeiro o livro, já que os seus personagens são bem mais profundos e complexos do que aqueles apresentados no cinema.

No livro, pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve para o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem que segue da Turquia para a Iuguslávia está surpreendentemente cheio de passageiros, entre eles encontra-se o emblemático detetive belga. Na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Um homem com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Ele é encontrado morto em sua cabine com doze facadas. Com o trem preso na neve, cabe à Poirot desvendar esse misterioso e conturbado crime, antes que o assassino volte a atacar ou então consiga fugir.

Elenco principal do filme de 2017 baseado no livro

O famoso detetive começa, então, o seu trabalho e percebe que encontrou um adversário à altura, já que o criminoso não deixou nenhum vestígio ou suspeitas ao cometer o assassinato. Para complicar ainda mais o trabalho investigativo de Poirot, os passageiros do trem tem álibis que não levantam nenhuma suspeita. Enfim, um crime perto da perfeição. Isto faz com que comecemos a desconfiar de vários personagens até que enfim ‘pinta’ o plot twist estonteante. Juro que tentei de todas as maneiras descobrir quem era o culpado nessa história, mas nem cheguei perto.

Aos poucos, a mente genial de Poirot vai percebendo determinados furos nas histórias contadas por alguns passageiros. Falhas vão surgindo, segredos vão sendo desvendados, dando a ele uma noção de quem pode ser o culpado e o motivo do crime.

Um detalhe curioso é que o livro foi baseado no verdadeiro caso de um sequestro ocorrido nos Estados Unidos, em 1932. Agatha Christie resolveu utilizar esse fato como inspiração para o seu romance.

Galera, leiam; vocês não irão se arrepender.

2 comentários

  1. Que bom que desse você gostou, Jam!

    "Assassinato no expresso do oriente" foi o primeiro livro da Agatha que li, e já foi o suficiente para me fazer apaixonar pela escrita da autora.

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