‘A Grande Gripe’ narra a história da maior de todas as pandemias: a gripe espanhola


Nestes tempos de Covid-19, os livros sobre pandemias mortais que assolaram a humanidade, ao longo de décadas, continuam viralizando nas livrarias virtuais causando um verdadeiro furor nos leitores. Dois desses vírus do passado que voltaram com tudo às livrarias foram os da gripe espanhola e da peste bubônica. O primeiro levou pânico para a população mundial no período de 1918 a 1920, já o segundo, conhecido pelas alcunhas de “peste negra”, “grande peste” ou simplesmente “praga”, matou entre 30% a 60% da população da Europa entre 1347 a 1351.
Sobre a peste negra temos vários livros publicados, sendo Um Diário do Ano da Peste (1722) de Daniel Defoe e A Peste (1947) de Albert Camus os mais famosos. Agora com relação a gripe espanhola temos poucas publicações o que deixa a curiosidade dos leitores ainda mais aguçada.
Agora, a editora Intrínseca decidiu resolver esse problema, colocando no mercado editorial um novo livro sobre o tema. Trata-se da obra A Grande Gripe que chegou às livrarias no dia 18 de maio e apesar do pouco tempo nas prateleiras já entrou na lista dos livros mais vendidos da semana.
Em A Grande Gripe o historiador e pesquisador John M. Barry da Universidade Tulane, na Louisiana, descreve os eventos que desencadearam o surto da temível gripe espanhola, mostrando os esforços da comunidade científica para combatê-la. Além disso, faz uma análise extremamente atual sobre como situações desse tipo estão diretamente relacionadas à política, ao poder, à ciência e, em especial, ao acesso à informação.
Barry, inclusive foi entrevistado no programa Fantástico da Rede Globo que levou ao ar no dia 29 de março uma reportagem especial sobre a doença. O seu livro foi citado nessa reportagem como sendo referência sobre o assunto; um motivo a mais para os leitores o adquirirem. Outro motivo é que A Grande Gripe foi premiado pela Academia Nacional de Ciência do Estados Unidos.
Segundo a maioria dos críticos literários americanos, Barry não se circunscreve à narrativa pura e simples do que foi a gripe espanhola. Seu livro é um tratado sobre geopolítica e história militar, sobre as pandemias e as lutas em busca de vacinas e remédios; é, ainda, um voo fascinante pela evolução de vírus e bactérias, e pela saga dos cientistas que os desvendaram — sobretudo nos Estados Unidos. 
Historiador, pesquisador e escritor John M. Barry
O historiador e pesquisador narra como um surto que começou em uma unidade militar dos Estados Unidos foi capaz de parar a Europa durante a Primeira Guerra Mundial. Ele relata como a ciência correu contra o tempo para neutralizar o vírus, mas como a pandemia deixou 100 mil mortos em um ano.
Estima-se que no período de 1918 a 1920 cerca de 50 milhões de pessoas tenham morrido daquela que ficaria conhecida na história como gripe espanhola.
Pois é galera, mesmo tendo iniciado nesta semana a maratona de mais de 1.300 páginas de O Conde Monte Cristo de Alexandre Dumas, já inclui A Grande Gripe em minha lista de compras e leituras futuras.
Inté!

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