10 biografias imperdíveis de grandes cantores e grupos musicais

Yes! O assunto do post de hoje é musica. Vale tudo: rock, pop-rock, MPB, discoteca.  Absolutamente qualquer nota, qualquer tom, desde que o seu intérprete tenha impressionado multidões.
Cara, você não imagina quantas biografias boas e de gente boa nós temos espalhadas pelas livrarias e pelos sebos da vida. Vamos para a nossa lista que eu dedico, especialmente, para a galera que está curiosa em conhecer um pouco mais sobre o seu ídolo, acostumado a arrastar multidões em suas apresentações.
01 – As Tais Frenéticas – Eu Tenho Uma Louca Dentro de Mim 
A atriz, produtora, diretora e cantora Sandra Pêra faz neste livro um retrospecto da carreira das Frenéticas, grupo inesquecível do final dos anos 70. Ela detalha passagens pitorescas do grupo formado para animar a “The Frenetic Dancin Days Discothèque”, boate que reinou por breve período na noite carioca. O jornalista Nelson Motta foi contratado para iniciar um trabalho diferente na casa e reuniu seis garotas (Sandra, Leiloca, Lidoka, Dudu, Edir e Regina) para serem garçonetes e fazerem performances.
As Frenéticas só viraram um grupo após o fim da boate. O mundo vivia a febre disco music e o Brasil carecia de artistas nesse gênero. 
O livro traz boas histórias de começo de carreira do grupo, além dos  primeiros shows, o primeiro contrato com gravadora, o primeiro grande hit ("Perigosa"), etc.
Tanto leitores quanto a crítica especializada elogiaram a sinceridade da autora que não escondeu nada, optando por revelar os segredos mais ocultos do famoso grupo musical. Pêra confidencia, por exemplo, intimidades, como o romance que teve com Gonzaguinha, que era casado, e cujo fruto foi a filha Amora Pêra. Conta ainda dos dois abortos feitos no auge da fama, o mergulho nas drogas e por aí afora. Enfim, uma biografia bem sincera e pesada.
A obra lançada pela Ediouro há 10 anos, por enquanto pode ser encontrada nas principais livrarias virtuais pelo precinho salgado de R$ 50,00.
02 – Elis Regina – Nada Será Como Antes
À exemplo do que fez Sandra Pêra em seu livro sobre as Frenéticas, o jornalista Julio Maria optou por ser o mais sincero possível na biografia de uma das maiores cantoras brasileiras: a pimentinha Elis Regina. Sua intenção foi humanizar Elis, por isso, ele procurou esquecer totalmente o seu lado fã para adotar uma postura estritamente jornalística, narrando os fatos bons e também os ruins sobre a vida da cantora.
O autor não coloca "panos quentes" sobre a insegurança da artista, as grosserias que ela dizia a respeito de suas "rivais", como Nara Leão, e os tumultuados casamentos que podiam ser considerados o retrato dessa insegurança.
O autor também é feliz ao narrar os embates da cantora com os seus familiares – dependentes de seu sucesso – e empresários dispostos a transformá-la  em qualquer coisa que rendesse uns trocados.
O livro mostra como Elis, para se tornar aos 20 anos a cantor mais popular da música brasileira, superou barreiras que poderiam ser insuperáveis para quem não possuísse tamanha gana de vencer.
“Elis Regina – Nada Será Como Antes” foi lançado pela editora Master Books em 2015. São mais de 420 páginas muito elogiadas pelos leitores.
03 – Eu, Tina – A História de Minha Vida
Depois que assisti ao filme “Tina – A Verdadeira História de Tina Turner” com Angela Bassett e Laurence Fishburne fui correndo num sebo perto de casa a procura do livro no qual a produção Brian Gibson havia sido baseada. Por sorte, encontrei. Mal tinha acabado de assistir ao filme de 1993, já comecei a devorar a obra escrita por Tina Turner e Kurt Loder. Apesar de ser muito diferente do filme, o livro de Loder e Tina é fantástico. Um dos melhores que li no gênero biografias.
 A história da vida de Anna Mae Bullock, ou simplesmente “Tina Turner”, se resume em uma única palavra chamada: superação.
Em “Eu, Tina – A História de Minha Vida”, a cantora “escancara” a sua vida para os seus fãs. Ela não esconde absolutamente nada. Desde a sua paixão por Ike Turner até os espancamentos homéricos sofridos pelo tirânico marido.
Numa linguagem simples e objetiva, o leitor fica sabendo como uma adolescente magrela, desengonçada e cheia de rebeldia, invadiu o palco onde Ike se apresentava e o convenceu a contratá-la para vocalista de sua banda de blues conhecida como “Os Reis do Ritmo”. Após contratá-la, Ike já deixaria evidente a sua personalidade dominadora, ao trocar o nome de Ana Mae Bullock para Tina Turner, sem ao menos consultá-la.
O livro conta ainda detalhes da infância sofrida de Tina que se sentia rejeitada pelos próprios pais Richard e Zelda. Enfim, uma biografia, onde a cantora abre o jogo.
Pena que a obra está sendo vendida a preços absurdos nos sebos.
04 – John Lennon – A Vida
Philip Norman brinda os seus leitores com informações que vão desde o nascimento de John Lennon até o dia de sua morte. O autor é muito detalhista, não deixa escapar nada. Como era a mãe do ex-Beatle, o seu relacionamento com o Paul McCartney, os problemas com as drogas e como o superou, as declarações bombásticas que mais se pareciam com metralhadoras disparadas de sua boca; e por aí vai.
Os críticos teceram muitos elogios para “John Lennon – Uma Vida” por achar o livro de Norman sincero e desmistificador. São 840 páginas para os fãs conhecerem a fundo o Beatle mais polêmico. O livro foi lançado em 2009 pela editora Companhia das Letras e continua vendendo muito nas livrarias.
04 – Michael Jackson: A Magia e a Loucura
“Michael Jackson: A Magia e a Loucura” é resultado de 30 anos de pesquisa sobre a vida do saudoso rei do pop. J. Randy Taraborelli – jornalista especializado em investigar a vida de celebridades como Madonna, Grace Kelly e Frank Sinatra - diz que reuniu uma vasta documentação onde desvenda Michael Jackson através dos anos, explicando todas as suas transformações.
O livro fala da sua infância, seus relacionamentos com garotos e amizades com celebridades como Diana Rossa e Elizabeth Taylor. Mostra um homem brincando como se nunca tivera infância, onde era capaz de contratar atores da Disney e cair nos braços da branca de neve e beijar o boneco do ET como se eles realmente fossem verdadeiros. Suas plásticas e inúmeras cirurgias são abordadas bem como as confusões de seus familiares que tentavam a todo custo passar a imagem de uma família unida. 
O livro, publicado originalmente em 1991, teve sua última edição atualizada em 2005 e agradou em cheio os fãs que queriam conhecer detalhes sobre a vida do cantor. Foi um dos mais vendidos no Brasil em 2005.
05 – Quelé , a Voz da Cor – Biografia de Clementina de Jesus
Este livro escrito por quatro autores – Felipe Castro, Janaína Marquesini, Luana Costa e Raquel Munhoz – reconstitui a trajetória artística e o legado de um dos símbolos do samba: a carioca Clementina de Jesus. (1901-1987).
A obra pontua todas as dificuldades que Quelé (como era chamada) enfrentou antes de tornar-se famosa.
Empregada doméstica, foi descoberta por Hermínio Bello de Carvalho em 1963, com mais de 60 anos de idade. A mulher negra, pobre e neta de escravos lançou onze discos, gravou ao lado de artistas como Pixinguinha, Clara Nunes, Cartola, Milton Nascimento, entre outros, e virou referência na música popular brasileira ao (re)incorporar elementos ancestrais a um ritmo genuinamente brasileiro: o samba.
Uma curiosidade é que a obra surgiu como trabalho de conclusão do quarteto de autores no curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo. Além da nota máxima pela banca avaliadora, a obra valeu a eles premiações como uma da própria universidade e duas da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação. A pesquisa se estendeu por seis anos até virar um livro de sucesso lançado em 2017 pela editora Civilização Brasileira..
06 – Elvis e Eu
Não existe certa unanimidade nas biografias sobre Elvis Presley lançadas até agora. Que eu saiba, nenhuma delas foi inteiramente endeusada por leitores ou críticos, mas o livro escrito por Priscilla Beaulieu Presley e Sandra Harmon foi aquele que mais se aproximou de uma uniformidade geral.
 Considero a obra uma referencia sobre a vida do cantor que faleceu no dia 16 de agosto de 1977 deixando uma lacuna insubstituível no mundo do rock.
O livro é muito bom. Tenho o hábito de dizer que “Elvis e Eu” é uma ‘biografia honesta’ sobre o cantor, diferenciando-se de outras do gênero que foram lançadas por vingança ou exclusivamente com o intuito de faturar às custas do “Rei do Rock”, como já escrevi no post “Livros sobre Elvis Presley: os bons e os ruins”.
Mesmo separados, Elvis e Priscilla continuaram sendo verdadeiros amigos, com Elvis dando uma importância enorme aos conselhos de Priscilla e vice-versa. Na época, Priscilla deixou no ar que temia que autores oportunistas lançassem obras mentirosas e sensacionalistas “criando um Elvis” e não “escrevendo sobre Elvis”. Quem sabe, por isso, ela decidiu abrir as comportas sobre a vida íntima do “Rei do Rock”, despejando nas páginas as coisas ruins e também as boas.
Uma biografia que considero completa e honesta.
07 – O Livros dos Mortos do Rock
Num livro só, você já arremata as biografias de Elvis Presley, Jimi Hendrix, Kurt Cobain, Jim Morrison, Janis Joplin, John Lennon e Jerry Garcia, ou seja, sete celebridades do mundo do rock.
O Livro dos Mortos do Rock” tem muitas informações interessantes e que conseguem prender a atenção da galera até a ‘última gota’. David Comfort foi minucioso em suas pesquisas e vasculhou a fundo a vida desses sete saudosos roqueiros. A escrita no formato ‘jornalismo investigativo’ aguça a curiosidade dos leitores fazendo com que eles devorem em pouco tempo as 408 páginas recheadas de informações bizarras, engraçadas, chocantes e tristes envolvendo o lado secreto – desconhecido dos fãs – dessas lendas do rock.
Valendo-se de diversos pontos de vista, tanto de pessoas próximas quanto dos próprios astros, Comfort mostra que, apesar de personalidades diferentes, suas histórias de vida tiveram muito em comum.
Ao desafiar os limites da liberdade e da rebeldia, os sete conheceram o céu e o inferno do estrelato, a mais completa euforia e a depressão arrasadora. Tornaram-se solitários e autodestrutivos, entregues ao vício e às pressões por parte de amigos, fãs e empresários.
Se você gosta de biografias que exploram o lado trágico da vida de feras do rock, o livro de Comfort é indispensável.
08 – Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia
Nelson Mota destrincha a vida de Tim Maia nessa biografia. Você vai ficar sabendo tudo, absolutamente tudo sobre o ‘Síndico’. Através de uma escrita simples e que flui naturalmente, Motta faz muitas revelações sobre Tim Maia. A obra traz muitas curiosidades sobre o ‘pai do soul brasileiro’, desde sua infância até seu último dia de vida. 
“Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia” foi lançado pela editora Objetiva, tendo feito um excelente trabalho de edição e diagramação. Cada capítulo do livro é ilustrado com uma foto do cantor. Um detalhe que achei interessante é que  a cada capitulo, você fica sabendo quanto cantor estava pesando em determinados momentos de sua vida.
Um grande livro, uma grande biografia.
09 – Rita Lee – Uma Autobiografia
A comadre do rock abre o bico, textualmente. Ela conta tudo sobre a sua vida: a infância e os primeiros passos na vida artística, sua prisão em 1976, o encontro com Roberto de Carvalho, o nascimento dos filhos, os tropeços, as cabeçadas, as glórias.
Quem leu gostou da honestidade da cantora. Foi ela quem  escolheu as fotos e criou as legendas - e até decidiu a ordem das imagens -, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas... Entregou o livro pronto.
Uma biografia ou melhor uma autobiografia ‘100% sinceridade’.
10 – Freddie Mercury – A Biografia Definitiva
Freddie Mercury, mundialmente famoso como vocalista e líder do grupo Queen, foi retratado  em muitas biografias Existem pelo menos ‘uns’ 20 ou 30 livros espalhados por aí. Uma verdadeira ‘montanha de páginas’. A maioria dessas obras , infelizmente, apelaram para o sensacionalismo, o que não acontece com o livro da escritora e biografa inglesa Leslie Ann Jones.
Em “Freddie Mercury – A Biografia Definitiva”, ela consegue dosar o sucesso do cantor com o Queen e a sua vida sexual desembestada que acabou culminando na sua morte em decorrência da Aids. Conheço a obra e na minha opinião, a autora conseguiu atingir um bom equilíbrio ao escrever sobre o saudoso popstar.
Jones vai aos poucos introduzindo informações sobre o surgimento da Aids na vida de Mercury até culminar com a sua morte. Ela relata ainda que após atingir o estrelato, Mercury passou a ter um cotidiano dividido entre o Queen e ‘noites selvagens’ de muito sexo e drogas que são relatadas no livro em detalhes, mas sem sensacionalismo.
Segundo os fãs do cantor do Queen, um livro muito bom.
Taí galera, espero ter ajudado.  Agora, é só escolher a sua biografia preferida e devorá-la.
Boa leitura!

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