Cinco livros que marcaram a geração adolescente dos anos 70


E aí galera? Vamos com uma listinha para matar saudades? Saudades dos inesquecíveis anos 70. Uhauuuu!! Como aproveitei! Todos nós temos as melhores fases da vida, aqueles períodos que temos vontade de viver mil vezes. No meu caso, foram os anos 70. Para mim, eles venceram em tudo: na música, nos estudos, nos amigos, nas paqueras e claro, nos livros.
Há poucas horas antes de escrever esse post, bateu uma nostalgia incrível da década ‘sete ponto zero’, quando eu estava no auge da minha adolescência. E uma das primeiras lembranças que chegaram ‘voando’ foram alguns livros que se tornaram verdadeiras coqueluches há mais de 30 ou 40 anos atrás. Sabem aquele tipo de obra que marca uma geração?
Por isso, como forma de amenizar essa baita nostalgia, decidi selecionar cinco livros que na minha humilde opinião foram verdadeiras ‘febres’ nos inesquecíveis e inabaláveis anos 70, pelo menos para a geração adolescente. Vamos à eles.
01 – Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída... (1978)
“Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída...” ocupa com folga o primeiro lugar da lista. Acredito que esse livro revolucionou toda a geração jovem dos anos 70. Apesar do tema polêmico, considerado tabu há quase 40 anos atrás, muitos adolescentes e pré-adolescentes driblaram a vigilância dos pais e conseguiram ler a obra. Por outro lado, havia também aqueles pais que chegavam a estimular a leitura dos filhos, pois entendiam que o depoimento de Christiane F serviria de alerta para que eles não ingressassem no mundo – quase sempre sem volta – das drogas.
O livro originou-se do próprio interesse de Christiane F, em romper o silêncio e relatar seu depoimento aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck sobre a questão dos tóxicos entre os adolescentes.
Em 2014, escrevi um post sobre o livro (ver aqui onde dou mais detalhes sobre a obra escrita por Hermann e Rieck.
02 – Pássaros Feridos (1977)
Era o ano de 1985 e o SBT – canal de Silvio Santos que estava em funcionamento há apenas quatro anos – colocava no ar o primeiro capítulo da minissérie “Pássaros Feridos” com Richard Chamberlain, na época um galã que arrancava longos suspiros da galera feminina. A polêmica história de um padre que é apaixonado por uma moça que conhece desde criança conseguiu uma verdadeira façanha naquele ano: vencer a toda poderosa Rede Globo de Televisão.
Silvio Santos que não era bobo (e continua não sendo) atrasava a exibição da minissérie – cujo horário normal era as 21H30min – para não bater de frente com a novela Roque Santeiro da concorrente platinada. Resultado: Quando ia ao ar, “Passaros Feridos” engolia TV Pirata, Tela Quente, Magnum, enfim qualquer programa que fosse exibido naquele horário. A surra era humilhante.
O que alguns telespectadores que ficavam com os olhos vidrados na Tv não sabiam era que a tal minissérie não tinha nada de original, já que era baseada num livro escrito por Colleen McCullough lançado em 1977, oito anos antes do trunfo de Silvio Santos ter sido levado ao ar.
Acredito que a minissérie do SBT foi responsável pelo ‘boom’ de vendagem do livro em meados dos anos 80, quando algumas editoras – incluindo a antológica e saudosa Círculo do Livro - aproveitando a idéia do ‘homem do baú’ resolveram relançar a história.
Mas  a cobra fumou mesmo nos anos 70, quando “Pássaros Feridos” desembarcou pela primeira vez nas bancas brasileiras. Muitas adolescentes penaram para ler o livro de McCullough por causa dos protagonistas que formavam um casal bem peculiar. ‘Foi um tal de’ mães entrarem sorrateiramente no quarto da filha para ver se elas não estavam lendo o livro escondido...
03 – Eram os Deuses Astronautas (1970)
Apesar do livro do escritor suíço Erich Von Daniken ter sido lançado nos Estados Unidos, Alemanha e Portugal em 1968, a obra só chegou no Brasil dois anos depois pela editora Melhoramentos. E juntamente com “Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída...” e “Pássaros Feridos” foi mais uma obra considerada polêmica nos anos 70; daquelas que mexem no vespeiro. Ahahahaha!! Viram só como a minha geração gostava do perigo?!
 Eram OsDeuses Astronautas?” foi um livro que marcou os leitores da geração adolescente da década de 70. Os seus questionamentos bombásticos e até mesmo ensandecidos para aquela época – como já disse acima, obra foi lançada em 1968 – quando o homem nem sequer havia pisado na lua, deixaram as comunidades científicas e religiosas mais fundamentalistas com os cabelos em pé. Por outro lado, as pessoas que integravam as alas de vanguarda simplesmente, vibraram com as teorias de Daniken.
No meu caso, só lembro que devorei e devorei com muita avidez as suas páginas em pouco tempo.
04 – A História de Fernão Capelo Gaivota (1970)
Este livro fez a cabeça dos jovens há quatro décadas. Fernão Capelo Gaivota é um romance do norte-americano Richard Bach, lançado no Brasil pela editora Nórdica, em 1970, com o título de "A História de Fernão Capelo Gaivota".
O autor escreve sobre uma gaivota de nome Fernão que decide que voar não deve ser apenas uma forma para a ave se movimentar. A história desenrola-se sobre o fascínio de Fernão pelas acrobacias que pode modificar e em como isso transtorna o grupo de gaivotas do seu clã.
A história simples, mas fascinante sobre liberdade, aprendizagem e amor, conquistou toda a geração jovem de leitores do início dos anos 70.
“A História de  Fernão Capelo Gaivota” ou simplesmente “Fernão Capelo Gaivota” fez tanto sucesso que na época do seu lançamento, a Gravações Elétrica S.A. por meio do seu selo Continental, produzido pela Transbrasil lançou um LP com a gravação da adaptação do livro, narrado pelo consagrado radialista Moacyr Ramos Calhelha com a participação de Hebe Camargo que cantou a música “Pai Nosso”, e a participação de Wilson Miranda que, por sua vez, cantou as músicas “No Infinito Azul”, “O Vôpo Solitário” e “Ave”.
05 – Love Story – Uma História de  Amor (1970)
O romance de Erich Segal, “Love Story” que no Brasil recebeu o título de “Uma História de Amor” foi o livro mais vendido nos Estados Unidos em 1970 e chegou a ser  traduzido para 33 idiomas. Na época as livrarias enfrentaram filas gigantescas de leitores que de tão desejosos em adquirir a obra chegaram a dormir nas portas das lojas. No Brasil não foi diferente, com os adolescentes e pré-adolescentes disputando no tapa, um exemplar nas livrarias.
Em 1969, Segal havia escrito um roteiro sobre o envolvimento de um rapaz rico com uma garota pobre que sofre de doença terminal. Os executivos da Paramount ‘amaram’ o enredo lacrimoso e sem pestanejar compraram o texto para ser adaptado para o cinema. Para reforçar a divulgação do filme “Love Story”, a produtora pediu que o autor escrevesse também um livro baseado no roteiro cinematográfico, que seria lançado nas lojas no Dia dos Namorados do ano seguinte, semanas antes de o longa ir para os cinemas. A estratégia funcionou.
“Love Story – Uma História de Amor” arrebenteu nas livrarias e também nas bilheterias dos cinemas.
Taí galera, espero que tenham gostado dessa viagem literários aos anos 70.
Abraços!

Um comentário

  1. Desses eu li Christiane e Fernão. Lembro de ter gostado muito do último, mas da história mesmo não recordo nada... Minha mãe amava essa série Pássaros Feridos, dei o livro pra ela recentemente...

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