09 maio 2020

Adeus, Mr. Chips


Ganhei Adeus, Mr. Chips de uma professora ainda nos meus tempos de colegial. Ganhei mas não li imediatamente. Acho que não me interessei pela história naquele momento. Só fui ter vontade de ler o livro de James Hilton anos depois, logo após ter assistido ao filme baseado na obra e que passou nos cinemas em 1969. Assisti bem depois de seu lançamento nas telonas, ainda na época do VHS. Lembro, como se fosse hoje, daquele professor sisudo e conservador, mas humano, que aos poucos vai se transformando num homem bem humorado e assim, conquistando a simpatia de seus alunos. Este professor, o Mr. Chips do título, foi interpretado pelo excelente ator Peter O’Toole, falecido em 2013. Cara, adorei o filme; gostei tanto que logo em seguida fui ler o livro. Depois, que eu me lembre, reli a obra outras várias vezes, uma delas, recentemente.
Através de um enredo simples e fluído, o autor mostra em menos de 100 páginas, o modo de vida, de pensamento e a ideologia do início do século XX na Inglaterra e de uma forma geral, no mundo.

05 maio 2020

10 livros infantojuvenis que os adultos irão adorar


Sabe aquela máxima que todo leitor de carteirinha respeita? “Ler o que quiser e onde quiser”? Infelizmente nem todos agem assim e dependendo do livro, preferem lê-lo escondido, longe dos lugares públicos e consequentemente dos olhares curiosos. Acredito que o gênero infantojuvenil é um dos mais discriminados por alguns leitores adultos que apesar de amarem a história, ainda preferem lê-la escondido para que os outros não pensem coisas do tipo: “Nossa! Com essa idade, ainda lendo livro infantil!”.
Fico triste com essa atitude e mais triste ainda com aqueles que criticam o fato de um adulto ler uma obra do gênero. Senti isso na pele há alguns anos quando no intervalo de um congresso, saquei da minha pasta O Meu Pé de Laranja Lima. A minha atitude causou o maior furor entre alguns profissionais que participavam do seminário. Me diverti com as expressões ‘horrorizadas’ de alguns participantes que só faltavam me apontar os dedos, entortarem as bocas e gritarem: “Indigno!!” Pensei comigo mesmo: - ‘Cara, imagine se eu tivesse escolhido A Princesinha de Frances Hodgson Burnett! Acho muitos, ali, sofreriam um enfarte.’

02 maio 2020

Em tempos de coronavírus e videoconferências, Um Diário do Ano da Peste é sempre bem-vindo


Nestes tempos de coronavírus, o chamado home office está predominando na maior parte do Brasil, principalmente entre as pessoas que já dobraram a curva dos 50, estão chegando nos 60 ou então já ultrapassaram essa meta. Como faço parte desse grupo: um cinquentão já a caminho do seis ponto zero, fui autorizado a desempenhar as minhas atividades, pelo menos a maioria delas, em casa. E olha que são muitas! Como os meus tempos de repórter já passaram – aliás, sinto muitas saudades daquela época – não preciso ficar saindo em campo atrás de entrevistas. Como sou editor, o chamado home office veio a calhar, já que a maioria das reuniões de pautas podem ser resolvidas através de videoconferências.

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