04 abril 2019

“As Portas de Pedra” e “Trocas Macabras”: os dois lançamentos mais esperados do século


Capa fictícia de "Os Portões de Pedra"
Imagine dois livros aguardados com muita expectativa. Um deles chegando ao ponto de provocar os mais diferentes tipos de reações nos leitores: raiva, frustração, revolta, desespero, ira, enfim, reações nada positivas que se resumem numa só palavra: “desilusão”.
Hoje, vou falar sobre os dois lançamentos literários mais aguardados do século, pelo menos na minha opinião. Estou me referindo a “Trocas Macabras”, de Stephen King, prometido pelo selo Suma da editora Companhia das letras, e o odiado “As Portas de Pedra” ou “Os Portões de Pedra”, terceiro e último livro da saga A Crônica do Matador do Rei, de Patrick Hothfuss, prometido ‘sabe-se lá quando’ pela Arqueiro. E é sobre esta peça rara que eu gostaria de ‘falar’ inicialmente.
Galera, o terceiro livro da saga desenvolvida por Rothfuss está demorando tanto, mas tanto para sair do prelo que já conseguiu irritar os próprios admiradores do autor.
O detalhismo de Rothfuss já passou dos limites e está enchendo o saco. E olha que não sou o único que pensa dessa forma. 

01 abril 2019

“Os Livros de Bachman” e “Roberto Carlos em Detalhes”: duas obras que nunca mais serão relançadas


Gente, existem os livros raros, não é? Entonce, nesse caso, nós leitores ainda temos esperança, por menor que seja, de um dia tê-los em mãos. Ainda podemos sonhar que daqui alguns “anos-luz”, uma santa e bendita editora decida recolocar no mercado determinada obra que julgávamos perdida. Mas, infelizmente, temos o outro lado da moeda; e um lado triste e sombrio: as obras que morreram, de fato. Mas como assim? Simples, galera. São aqueles livros que temos a certeza de que jamais - e olha que eu disse jamais com toda a minha convicção – serão relançadas, por um motivo ou por outro. Triste, não?

Conheço duas obras que se enquadram nessa categoria: “Os Livros de Bachman” e “Roberto Carlos em Detalhes”. Se você, por acaso, deu sorte de ter adquirido essas obras quando elas ainda podiam ser, facilmente, encontradas em quaisquer livrarias e a preços módicos, sinta-se um grande felizardo. Expondo a situação hiperbolicamente, seria o mesmo que você tivesse ganho um prêmio acumulado há vários concursos na Megasena.
Por isso, jamais empreste, ou melhor, retire-os da sua estante, para evitar que sejam algo de cobiça alheia e os guarde no fundo de um baú do tipo onde os piratas escondiam os seus valiosos tesouros.

29 março 2019

Drácula (Bram Stoker)


Li “Drácula, do escritor irlandês Bram Stoker, há alguns anos, acho que em 2012, mas gostei tanto do livro que mesmo já tendo, em minha estante, a edição da Martin Claret, resolvi, no mês passado, comprar um box com as obras do autor. Na caixa vieram três livros, um deles, lógico, “Drácula”. Hoje tenho dois vampirões na minha estante: o da Martin Claret e o da Nova Fronteira.
Posso garantir que reler Drácula foi gratificante, mesmo porque não me recordava de várias passagens da história, inclusive do seu final.
O livro é todo escrito no formato de epístolas, diários, telegramas e memorandos. Quem escreve essas cartas são os próprios personagens, o que a torna a história mais densa, conferindo-lhe um certo clima de realidade. Cara, e como essas epístolas provocam medo, aliás muito medo. Algumas delas, inclusive, chegam a ser perturbadoras como por exemplo os diários de Jonathan Harker e do capitão de um navio chamado Demeter.
Os diários desses personagens tem cenas que me impressionaram muito, principalmente porque, durante a maior parte do meu tempo, os li de noite e sozinho em minha casa.  Então já viu né.  Por exemplo, ver Harker descrevendo o conde saindo de uma janela do castelo e rastejando pelas paredes externas como um enorme verme não é nada agradável. Menos agradável ainda é ver as ‘namoradas’ vampiras de Drácula se alimentando de crianças recém-nascidas. Meu amigo, acredite, para ler essas passagens, o sujeito tem que ser trucão, no duro.
O diário de bordo do capitão do Demeter não fica atrás. Para chegar até Londres, Drácula viajou nessa embarcação escondido em um caixão. Não preciso dizer que coisas terríveis aconteceram durante a viagem. Todos esses momentos de horror enfrentados pela tripulação são narrados no diário do capitão.

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