14 agosto 2014
Quando Thomas Harris voltará a escrever?
Minha sala de leitura está uma bagunça, um
verdadeiro moquifo, com livros espalhados por todos os lados, resultado da
minha falta de tempo em reorganizá-la. Tá vendo só? Quem mandou se enveredar
pelas bandas do jornalismo? Reportagens, cobranças de diretores, viagens
regadas a muito fast foods, prazo para entregar matérias e isso e mais aquilo.
Graças à essa verdadeira roda viva, os livros adquiridos recentemente foram se
acumulando e deixando de ser cadastrados, com as estantes - anteriormente tão arrumadinhas – chegando ao
ponto, hoje, de passar vergonha e... das brabas. Por isso, ontem, completamente
envergonhado do estado deplorável da referida sala – resolvi dar início há um
trabalho de reorganização do local.
Ao começar mexer na sessão de sagas e trilogias,
bati os olhos nos livros de Hannibal Lecter e exclamei: - “Caraca! Quando
Thomas Harris irá lançar seu novo livro?”
Galera, sou fã do cara, afinal de contas, ele foi o
criador de um dos personagens mais emblemáticos da literatura policial: o serial
killer canibal Dr. Lecter. Portanto, fiquei ali paradaço no meio daquela
bagunça de livros juntamente com a minha dúvida corroendo os neurônios. Parei
de reorganizar as centenas de livros e parti para mais um encontro com o meu
inseparável e manjado amigo Sr. Google. Tinha que descobrir quando Harris
colocaria na praça o seu novo livro. Não importa se daqui há um ou dois anos ou
até três anos; bastava ter aquela fumacinha de especulação que já bastaria.
Valeria até mesmo uma nova sequência da chamada “Saga Lecter”. Juro que não
taxaria a história de caça-níquel e muito menos acusaria o seu autor de falta
de criatividade. Na minha opinião, os grandes mestres da escrita podem se dar
ao luxo desses pequenos deslizes, afinal de contas é melhor ler esses pequenos
deslizes do que materiais inéditos de autores de ‘Sussurros’, ‘Wakes’ e dessas
distopias que enchem o saco.
Estava com esperança sim. Esperança de encontrar
algum resquício de informação, mas... mas... Putz! Já perceberam como esse substantivo
comum que às vezes se disfarça sorrateiramente e desgraçadamente em conjunção
ou advérbio só vem procedido de encrenca? É verdade! O tal do ‘mas’,
geralmente, só se refere à defeito, limitação ou coisa ruim. Eta palavrinha
Treva! Pois é, sinto dizer que não será diferente nesse post, porque o ‘mas’ no início desse parágrafo
significa que não encontrei ‘nadica de nada’ sobre novidades envolvendo Harris.
No desespero decidi verificar o site em inglês do
sujeito e nada. A sua página oficial na
Net só dá ênfase aos quatro livros da
Saga Lecter, além de outras informações bibliográficas sobre Harris. O que
significa que não há nenhuma previsão à médio ou longo prazo sobre algum
lançamento do escritor.
Galera, às vezes me pergunto porque Harris não
lançou nenhum outro livro após o sucesso de “Hannibal, A Origem do Mal” que
bombou – no bom sentido – em todas as livrarias do mundo em 2006. É difícil
vermos um autor de prestígio, aclamado tanto pela crítica quanto pelo público
ficar mais de oito anos sem lançar uma obra.
Olha, não descobri se Harris está doente, viajando,
cansado, estafado ou se desistiu de escrever. A última notícia envolvendo o
escritor e que saiu nas redes sociais revela que ele baseou-se em um serial
killer verdadeiro para compor o seu lendário personagem, Dr. Lecter (maiores
detalhes, clique aqui). Além disso, absolutamente nada.
Bem, só resta dizer escrever paciência e...
torcer para que o idealizador da antológica trilogia policial saia logo da toca
– para não dizer ostracismo – e brinde os seus leitores com um novo BestSeller.
Enquanto isso, vamos relendo as suas obras antigas: “Domingo Negro” (1975), “Dragão
Vermelho” (1981), “O Silêncio dos Inocentes” (1988), “Hannibal” (1999), “Hannibal,
A Origem do Mal” (2006).
Êeeeepa!!! Pera aí! Viram o que eu acabei de
escrever? Harris demorou seis anos para escrever o seu segundo romance. Depois
demorou mais sete anos para publicar “O Silencio dos Inocentes” que foi a
sequência de “Dragão Vermelho”. E depois mais.... 11 anos! Isso mesmo, 11 anos
para publicar Hannibal! Iahuuuuuu!! Esperanças no fim do horizonte!!
08 agosto 2014
Incrível! Fantástico! Extraordinário! Outros Casos Verídicos de Terror e Assombração
Desde criança sempre fui chegado em histórias e
filmes de terror, alguns considerados verdadeiros ‘trucões pesados’ do gênero.
Essa mania ainda continua na fase balzaquiana, mas agora bem mais moderada, já
que abri o meu leque de opções para outros estilos literários. É assim mesmo,
nas portas da velhice sempre criamos juízo (rs). Brincadeiras à parte, é
importante lembrar que histórias fantásticas e inexplicáveis eram a bola da vez
na minha fase de calças curtas, kichute e cabelos desgrenhados.
Tenho muitas saudades da época em que me sentava na
frente da TV em preto e branco na sala da casa de meus pais e ouvia hipnotizado
essa abertura: “Há uma quinta dimensão
além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e
tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz
e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos
temores do homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma
região Além da Imaginação”. Esta produção televisiva que atingiu o recorde de
cinco temporadas era a minha favorita e talvez tenha influenciado – e muito! –
as minhas preferências literárias, tanto é que foi a partir desse seriado
antológico que passei a criar o hábito pela leitura de contos de terror. Isso
mesmo, “Além da Imaginação” estimulou-me a ler histórias curtas de terror. A
partir daí vieram as Kriptas e os Creepshows da vida e mais recentemente, um
livro que comprei após ter tido um insight. Estava garimpando alguns títulos
num sebo de uma cidade vizinha à minha, quando comecei a folhear “Incrível! Fantástico!
Extraordinário! Após ler dois ou três contos do livro me vi viajando no tempo e
novamente sentado na sala da casa dos meus pais na década de 60, assistindo na
manjada TV em preto e branco o seriado criado por Rod Sterling. Na mesma hora
exclamei: - “Esse livro é um “Além da Imaginação tupiniquim!” Não pensei duas
vezes e pimba!Comprei as histórias narradas pelo Almirante e juro que não me
arrependi. Elas são realmente incríveis, fantásticas e extraordinárias e bem ao
estilo cultural do povo brasileiro, ou seja, nada de ficção científica
misturada com terror; shows de lobisomens e vampiros; monstros estelares;
feiticeiros que voam; enfim, nada de americanismos. Os contos do Almirante são
de assombração mesmo! Pessoas que morrem e voltam para assombrar a turma
terrena ou então simples animais que fogem dos padrões comuns - alicerçados apenas
em seus instintos - e passam a agir como se tivessem consciência, como os casos
de um urubu que após ter sido cruelmente castigado por um fazendeiro decide voltar
para se vingar e uma pomba que toma uma atitude sobre-humana durante o enterro
de uma mulher. Cara, os contos do Almirante são fóda! Oops! Me empolguei (rs).
Apesar do livro ser uma miscelânea de histórias de
assombração, há algumas poucas exceções sobrenaturais como por exemplo em “Três
Gotas de Sangue”, onde um cara após invocar o diabo por brincadeira acaba tendo
uma terrível surpresa ou “O Castigo” em que um grupo de pessoas acaba recebendo
uma visita inesperada e indesejada após zombarem dos sacramentos da Igreja. Mas
a maioria dos 44 contos é, de fato, de assombração.
Mas vocês devem estar se perguntando: - “Quem é esse
tal Almirante?” Bem galera, vamos lá. Para início de conversa, Almirante era
apenas o apelido desse radialista. O seu nome verdadeiro era Henrique Foreis
Domingues. Em 1947, ele iniciou um programa totalmente inédito no rádio
brasileiro: o “Incrível! Fantástico! Extraordinário!”, que se propunha relatar
todo tipo de experiências inexplicáveis ocorridas com pessoas das mais diversas
partes do país. Para isso, Almirante se muniu de uma equipe que cuidava de
verificar (às vezes até mesmo indo até o lugar em que o fenômeno teria
ocorrido) a verdade do relato. Cartas eram checadas, nomes completos exigidos e
testemunhas solicitadas. Daí o encanto do programa que fazia famílias inteiras
se reunirem em torno do rádio para ouvir os “causos” levados ao ar pela Rádio
Tupi.
Em 1951, Almirante transferiu para o livro, 70 casos
narrados no rádio. Essa publicação, há muito esgotada, levou a editora
Francisco Alves à relançar o livro em 1980, mas com um número menor de contos,
apenas 44.
Além dos “causos” interessantes, outro ponto à favor
da obra é a sua leitura fluida e dinâmica. Nada é mais irritante do que aqueles
contos quilômetrométricos onde o autor ‘enrola-enrola’ e não diz nada. Nestes
casos costumo dizer que as páginas lidas são em vão; já os contos de “Incrível!
Fantástico! Extraordinário!” são bem sucintos, não chegando a ultrapassar duas
páginas. Para que vocês tenham uma idéia da objetividade dos contos do
Almirante, basta dizer que há histórias de apenas meia página e mesmo assim,
ultra-interessantes.
O livro traz ainda algumas fotos do saudoso
Almirante, além de scripts de rádio com os causos que eram narrados.
Sem dúvida alguma vale a leitura!
04 agosto 2014
Relançamentos de livros antigos de Stephen King chegam com tudo nas livrarias
Cara, dói só de pensar que por puro comodismo, há
alguns anos atrás, quase acabei ficando sem o livro “A Coisa”, de Stephen King.
Lembro-me como se fosse hoje; estava fuçando nas lojas virtuais quando me
deparei com essa obra prima do mestre do terror, entonce pensei com os meus
botões: - “Como estou entupido de trabalho, amanhã ou depois eu compro”.
Resultado: quase comi a maior bronha da minha história de leitor inveterado.
Simplesmente no dia seguinte, a obra já estava indisponível em todas as livrarias da Net. Tive que apelar
para os sebos e quase acabo frustrando o meu desejo de consumo, já que havia
pouquíssimos exemplares nas lojas cadastradas no portal da Estante Virtual.
Se tivesse perdido essa oportunidade, eu teria
passado mais de meia década sem ler as diabruras do palhaço assassino
Pennywise. Acredito que muitos fãs de King viveram situação semelhante, mas de
uma forma mais dolorosa, já que não encontraram o livro naquela época. Dessa
forma, para esses leitores, não houve outra solução se não ficar torcendo por
uma reedição de “A Coisa”, o que de fato aconteceu.
Depois dessa, digamos... “dormida no ponto”, aprendi
uma velha lição com relação aos livros de King: “nunca deixe para amanhã o que
você pode fazer hoje”. Se por acaso, você encontrar um livro do autor que lhe
interesse compre na hora, porque amanhã, o tal livro não poderá mais estar à
sua disposição.
Pensando nesses leitores mais ‘folgados’, a Suma de
Letra - responsável pela publicação dos livros do mestre no Brasil - decidiu
promover uma verdadeira chuva de relançamentos de obras raras do autor que
estavam esgotadas nas livrarias. Desde 2013, a editora vem ‘vomitando’ livros e
mais livros antigos de King com novas capas e traduções, promovendo um
verdadeiro êxtase em seus fãs. É certo que algumas jóias raras foram preteridas
pela Suma, entre as quais “A Hora do Lobisomem”, “Os Livros de Bachman” e “Cão
Raivoso”, mas as obras relançadas não negam fogo, já que a maioria delas estava
sendo vendida a preço de ouro nos sebos.
No post de hoje selecionei cinco livros do ‘Grande
King”, considerados raros, que foram relançados pela Suma de Letras
recentemente, dando assim, uma nova oportunidade para os leitores displicentes
realizarem o seu sonho. Vamos à eles.
01
–Tripulação de Esqueletos
Este livro que reúne 22 contos de terror da melhor
qualidade, vários deles verdadeiras obras primas do gênero, estava sumido das
prateleiras físicas e virtuais há muito tempo. A obra lançada nos Estados
Unidos em 1985 só chegou ao Brasil dois anos depois pela Editora Francisco
Alves e foi um sucesso de vendas. Passada uma década e meia, em 2002, a
Objetiva lançou a segunda edição do livro com uma capa super produzida e que repetiu
o sucesso de vendas da Francisco Alves.
A terceira edição de “Tripulação de Esqueletos” coube a editora Planeta
DeAgostini, em 2004. Depois disso, o livro se evaporou das livrarias, só
passando a ser encontrado em sebos por preços astronômicos até que a Suma de
Letras decidiu no ano passado promover o seu relançamento seguindo os mesmos
parâmetros do livro lançado em 2002 pela Objetiva, ou seja, capa chamativa e
tamanho standart especial. Vale lembrar que em 2012, o selo Ponto de Leitura
pertencente à Objetiva, lançou sem muito alarde uma edição de bolso da
coletânea de contos de King.
Man! O livro é muito bom. Certamente uma das melhores coletâneas de contos de
terror do mestre. Histórias apavorantes, arrepiantes, enfim, algumas das mais
assustadoras que eu já li. Destaque especial para “Sobrevivente”.
Arghhhhhhh!!!. Se você quiser conhecer mais detalhes sobre “Tripulação de
Esqueletos” acesse o post sobre o livro
que escrevi há algum tempinho. Quanto ao “Sobrevivente”, também publiquei um
post; confira aqui.
02
– O Apanhador de Sonhos
Tanto livro quanto filme foram detonados pela
crítica em 2003. Lembro-me que na época foi pauleira em cima de pauleira, uma
verdadeira execração. Olha, cara, na minha opinião, tanto os críticos quanto os
pseudo-críticos exageram e acabaram escrevendo e falando muitas bobagens. Li o
livro e gostei. Achei interessante a história de Duddits, um portador da
Síndrome de Dawn que é salvo de um grupo de vândalos adolescentes por quatro
garotos que acabam ganhando estranhos poderes que lhe conferem uma ligação
telepática. Anos depois, os quatro amigos voltam a se encontrar com Duddits numa
situação inusitada: no exato momento em que ocorre uma invasão alienígena na
cidade de Derry. Esse encontro será fundamental para salvar a pequena cidade
dos invasores.
É um livro que foge das características do
‘terror-psicológico’, estilo consagrado por King. Nele, o autor capricha nas
mutilações, membros decepados e corpos rachados ao meio. Tem ainda uns ‘vermes
malditos’ que vieram do espaço que se alojam nas tripas dos pobres coitados.
Essas vítimas sofrem uma enormidade quando se sentam naquele trono famoso que
vocês já conhecem. Ecaaa!
Apesar dessa nojeira à parte, gostei da história
escrita por King. Também gostei – em menor proporção – do filme.
A edição de “O Apanhador de Sonhos” lançada pela
Editora Objetiva em 2003 não chegou a ganhar o status de ‘obra rara’ e
atualmente pode ser encontrada à preços módicos nos sebos e até mesmo em
algumas livrarias. Mesmo assim, no ano passado, a Suma de Letras decidiu
relançar o livro com nova capa, mas com o mesmo recheio. Achei o layout bem
maneiro, bem ao estilo de King: uma mão misteriosa refletindo um rosto muito
esquisito e uma sombra ao fundo, parecendo-se com um alienígena.
03
– Misery – Louca Obsessão
Fiquei P. da Vida quando soube que a Suma iria
relançar “Misery – Louca Obsessão”. Caraca, havia comprado o livro num sebo há
uns três dias antes do anúncio feito pela editora. Gastei uma nota preta, acho
que perto de R$ 80,00 numa edição de 1991 da Francisco Alves véinha, véinha:
lombada desgastada, algumas páginas amareladas pelo tempo e com anotações. Ah!
E nada de “Misery – Louca Obsessão” no título. A edição da Francisco Alves foi
batizada de “Angústia”. Somente depois, fiquei sabendo que a Suma de Letras
iria colocar no mercado, a famosa história escrita por Stephen King
por meros R$ 25,00. Se arrependimento matasse estaria ‘Mortinho da
Silva” nesse momento. “Misery – Louca Obsessão” em sua nova roupagem chegou às
livrarias brasileiras físicas e virtuais no final de abril.
Bem, galera, ainda não li o enredo desenvolvido por
Stephen King e que foi brilhantemente adaptado para os cinemas em 1990 com
James Caan e Kathy Bates nos papéis principais. Digo brilhantemente porque ao
contrário do livro, já tive oportunidade de assistir ao filme e adorei.
Fantastic! Por isso acredito que a obra escrita também não deve negar fogo.
King conta a história de Paul Sheldon, um famoso
escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery
Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair
para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente
de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge
em seu caminho.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se auto-intitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se auto-intitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.
04
– À Espera de um Milagre
Este livro de Stephen King foi relançado várias
vezes em terras tupiniquins. Em 1996 e 2000 pela Objetiva, em 2004 pela Planeta
DeAgostini, em 2010 pela Ponto de Leitura e em 2013 pela Suma de Letras.
Há 18 anos, A Objetiva traria a história do mestre
do terror pela primeira vez no Brasil em seis volumes, ou seja, no seu formato
original e com o título também original: “Corredor da Morte”. Quatro anos
depois, aproveitando a febre da produção cinematográfica com Tom Hanks, a mesma
editora, relançaria a obra em volume único, com a capa e o título do filme: “À
Espera de um Milagre”. Em 2004, a Planeta DeAgostini brindaria os fãs de King
no Brasil com o livro em capa dura. E finalmente em 2013, a Suma reeditou “A
Espera de um Milagre” em brochura e com um layout luxuoso.
Os leitores podem encontrar o livro aos borbotões
por aí. Em qualquer livraria ou sebo que você visitar terá em mãos a edição da
obra, excetuando o exemplar em capa dura da Planeta deAgostini que se tornou
raro. Por isso, questiono essa insistência da Suma de Letras em relançar livros
de King que ainda são encontrados facilmente no mercado literário; inclusive já
escrevi um post sobre o assunto. Sei lá, ao invés disso, os responsáveis pela
editora poderiam ‘batalhar’ para relançar histórias, de fato, raras. Mas tudo
bem, como o Kid Tourão costuma dizer: “cada cabeça, uma sentença”.
O livro é narrado em primeira pessoa por Paul
Edgecombe, um idoso que vive em um asilo. Paul regressa em suas memórias e
narra suas experiências como chefe dos guardas na penitenciária de Cold
Mountain durante a Grande Depressão. Ele
relembra a sua amizade com um prisioneiro muito misterioso chamado John Coffey,
que chegou ao corredor da morte em 1932 ao ser condenado pelo assassinato de
duas meninas, as gêmeas Detterick. Aos poucos, desenvolve-se entre Edgecombe e
Coffey uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui
um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso. O guarda se debate
em um conflito moral entre o cumprimento do dever e a consciência de que o
prisioneiro que deverá morrer pelas suas mãos pode não ser o culpado de um crime
tão brutal.
05
– It: A Coisa
Olha galera, não estou querendo assustar ninguém,
mas acho que se vocês demorarem um pouquinho mais para comprar esse livro
relançado há poucas semanas, literalmente vão ficar chupando os dedos. A obra
das obras primas escrita por King, agora relançada com nova tradução e capa já
está acabando!! Bem, pelo menos antes de escrever esse post, o ‘menino aqui’
estava dando uma olhadinha nas principais livrarias virtuais e várias delas já
estão com o produto zerado, por exemplo: Submarino e Americanas. Das grandes
lojas, vi o livro apenas na Saraiva e Cultura, nas demais, digamos que por não
conhecê-las tão bem, não arriscaria uma compra. Portanto, demora não, viu?
Mêo, é isso mesmo que eu escrevi?! O livro foi
lançado, agora, no início de agosto e já encontra-se esgotado nas duas
principais livrarias virtuais do país?? My God!
Bem, voltando a falar escrever sobre a obra,
achei a capa fantástica, muito criativa. O sangue no lugar dos cabelos do
palhaço Pennywise e a bolota de seu nariz substituindo o pingo da letra ‘i’ de
seu nome foi um ‘lance’ muito inteligente dos responsáveis pela arte.
Confira a sinopse da história fornecida pela Suma de
Letras: “Junho de 1958. Derry, pacata cidadezinha do Maine. Início das
férias de verão. Para Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete
adolescentes que, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, este será um
verão inesquecível. Um tempo em que vão descobrir o doce sabor da amizade, do
amor, da união. Uma época em que vão provar o gosto amargo da perda, do medo,
da dor. Este será um ano inesquecível. Terrivelmente inesquecível. O ano em que
vão conhecer a Coisa, a força estranha e maligna que vem deixando um rastro de
sangue na calma Derry. O ser sobrenatural que apresenta um apetite especial por
inocentes crianças.
Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa.”
Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa.”
Aqueles que quiserem mais
detalhes sobre o livro lançado originalmente em 1986, basta conferir a resenha que escrevi no blog.
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