19 outubro 2013

As 10 feras assassinas mais sanguinárias dos livros



Cara, desculpe-me se você acha que apelei na hora de escolher o título do post. Sei que nesse momento, muitos leitores estão me taxando de sensacionalista: “PQP! Assassinas e ainda por cima sanguinárias?! Etcha título apelativo!” Galera, juro que não teve outro jeito. Como já escrevi na Fan Page do blog, tinha de escolher um título que retratasse toda a essência do assunto que iria postar. Em outras palavras, tinha que ser sincero e quer queiram ou não, as 10 feras que os leitores passarão a conhecer nesse post foram cruéis ao extremo; mas tão cruéis que não encontrei outros termos mais adequados para se usar do que “assassinas” e “sanguinárias”.
É importante frisar que as feras que fazem parte desse post são, de fato, animais que agem por instinto. Não tem nada de “Homem Mosca”, “Homem-Cavalo”, “Homem Galinha”. Feras hibridas ou criadas em laboratórios não entram nessa relação; elas devem fazer jus ao nome, brotando da Srª Natureza. Talvez, a única exceção seja o alien do livro “O Oitavo Passageiro” que tem um pouco de hibrido já que, tanto na obra literária quanto no filme, nasce das entranhas de um ser humano.
Cara, quer saber mais?  Deixe-me acelerar o texto porque o aroma do grude da Lulu está fatal. Ao chegar em casa, fiquei sabendo que o cardápio será lasanha de quatro queijos com molho branco de palmito e champignon. Mêo, que tormento!! E para aumentar ainda mais o meu suplício, tenho de ficar agüentando as provocações do Kid Tourão: -“Enquanto você mata a sua fome no computador, eu vou matar a minha na panela! Viu só papudo!”
Viu só? É mole ou quer mais? Portanto, vamos acelerando, acelerando e acelerando, porque juro que ‘tá’ difícil suportar o tormento desse cheirinho. Huummm...
E vamos prá lista das feras!
01 – Tubarão (“Tubarão”)
Autor: Peter Benchley
Ano: 1974 
A fera dos mares idealizada por Peter Benchley já aparece logo de cara no livro e fazendo estragos. Uma incauta banhista que decide tomar um banho de mar em uma praia deserta, numa madrugada de muito calor, dá de cara com o grande tubarão branco que, literalmente, a estraçalha. Sobra para o ajudante novato do chefe Brody, considerado o xerifão dessa pequena cidade de veraneio nos Estados Unidos. O miliciano ao ver os restos mortais do corpo semi devorado da turista, ‘coloca pra fora’ o café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e até mesmo o chá da meia noite de três dias atrás! Por muito pouco, o cara não sofre um surto de pânico.
Durante o romance de Benchley, a fera continua fazendo vítimas e mais vítimas. Uma das cenas antológicas do filme de Spielberg - baseado no livro – é o ataque do tubarão num banhista que está sobre uma prancha. ‘Ai meu Dios!” Spielberg faz questão de dar um close com a sua câmera maligna na sobra da refeição da fera que nada mais é do que a perna da pobre vítima! Quem assistiu ao filme sabe do que estou falando escrevendo: aquela cena em que uma perna branquela com um tênis (Aiiiii meu Diosssss, até do tênis me lembro!!!) vai afundando aos poucos na telona.
O tubarão – no livro e no cinema – provoca um banho de sangue, até que o chefe Brody decide, juntamente com mais dois sujeitos corajosos (um caçador de tubarões e um oceanógrafo) sair em mar aberto à caça do monstro. Aí meu amigo... a coisa pega.
Quem quiser saber mais detalhes sobre o livro de Benchley acesse aqui. Está bem explicadinho.
02 – Velociraptor (O Parque dos Dinossauros)
Autor: Michael Crichton
Ano: 1990
A exemplo de Peter Benchley; Michael Crichton já apresenta o protagonista de seu romance logo no início. Aliás, em minha opinião, o prólogo de “O Parque dos Dinossauros” é a melhor parte do livro. Em apenas quatro páginas já temos uma noção do que aquele dinossauro carnívoro, de quase dois metros de altura e que se locomove sobre duas ‘pernas’ é capaz. O prólogo nos prepara para o estrago e banho de sangue que o tal ‘animalzinho’ vai promover durante toda a história.
Sente só o  título do prólogo do livro de Crichton: “A Mordida do Raptor”. Será que preciso dizer escrever mais alguma coisa?! Quer ‘sentir’ um trechinho do drama? Ok. Lá vai: “Uma laceração larga começava no ombro e terminava no torso do homem. No final do ferimento, a carne se reduzira a tiras. No centro, o ombro fora deslocado, expondo os ossos claros. Um segundo golpe...” Arghhhhhh!!!! Éca! Éca! Éca! Mil vezes Éca!! Deixe-me parar por aqui, mas aviso para aqueles que forem ler as primeiras páginas de “O Parque dos Dinossauros” que se preparem porque a apresentação do velociraptor ou raptor (para os mais íntimos) é f-o-d-á-s-t-i-c-a.
Para finalizar, esqueça o grandalhão do Tiranossauro Rex, o ‘cara’ da hora em “O Parque dos Dinossauros” sempre foi e sempre será o temível velociraptor.
03 – Tiranossauros Rex (Mundo Perdido)
Autor: Michael Crichton
Ano: 1995
Se os Tiranossauros Rex (plural porque eram dois e não um) de “Jurassic Park”, não me impressionaram muito; o mesmo não aconteceu com o casal de dinos de “Mundo Perdido”, livro de Crichton que dá seqüência a história original.
Sabe qual a pior coisa do mundo; muito pior do que ver a sua namorada com corpo e rosto de miss – capaz de fazer você carregar nas costas uma carreta cheia concreto –  lhe traindo com o vizinho bonito, com pinta de modelo, que mal te olha na cara? Ok. Eu lhe digo. É topar com os Tiranossauros Rex do livro “Mundo Perdido”, principalmente o macho! E foi isso o que aconteceu com um cientista paspalho que resolveu entrar no ninho dos Rex para roubar um ovo chocado do animal. O sujeito teve a ‘brilhante’ idéia de criar o ‘dininho’ e transformá-lo numa atração especial. Cara, quando ele entra no ninho, juntamente com os seus capangas – diga-se de passagem nada inteligentes – e se apropria do ovo. Ai... ai... ai... ai!! Quando o casal de dinossauros descobre, ficam irados e saem na caça dos ladrões.
O trecho em que o Rex macho sai mastigando um dos caras, cuspindo pedaços da vítima pra todos os lados é de embrulhar o estômago do leitor. Crichton faz questão de descrever em detalhes o ataque do Rex aos pobres coitados, quer dizer ao pobre coitado. Não vou falar o nome do personagem, é claro, para não revelar spoiler. Digo apenas, leiam o livro. Para os interessados que quiserem conhecer mais detalhes sobre “Mundo Perdido”, basta acessar aqui.
04 – Lula (A Besta) 
Autor: Peter Benchley
Ano: 1979
Dêem uma olhadinha na capa do livro de Peter Benchley. Viram só o tamanho do tentáculo da lula gigante? Chegaram a compará-lo com o tamanho do barquinho que também está na capa? Pois é, a ilustração da obra literária reproduz de maneira fiel a essência da história. A fera horripilante sai numa matança desenfreada numa cidade litorânea dos Estados Unidos.
Benchley descreve com riqueza de detalhes como é a besta de seu livro. Os seus tentáculos possuem ganchos, tão letais como aqueles que encontramos nas duas patas – ou pernas, sei lá – dos velociraptores de Crichton. Imagine centenas desses ganchos distribuídos ao longo de dois tentáculos ultra-flexíveis!! Eu heinn!
A lula assassina do livro “A Besta” afunda navios, mata pessoas e chega até mesmo a destruir um mini-submarino com toda a sua tripulação. Enfim, uma verdadeira fera assassina dos mares.
05 – Lula (Esfera)
Autor: Michael Crichton
Ano: 1987
A lula gigantesca do livro “Esfera” que também foi adaptado para o cinema é medonha. Não importa que seja no livro ou no filme, a fera faz o mais corajoso e duro dos homens se borrar inteirinho.
Na história de Crichton, um grupo de cientistas é convocado pelo exército americano para estudar uma nave – que todos acreditam ser alienígena – encontrada no fundo do oceano. Ao terem contato com o misterioso artefato, os pesquisadores começam a transformar em realidade os seus piores medos. E adivinha qual é a fobia de um dos caras? Se você respondeu uma lula gigante acertou. E bota gigante nisso! Tão gigante que no filme só aparece os tentáculos que tomam toda a tela.
A cena em que a tripulação da estação submarina encontra o corpo de um dos cientistas todo pulverizado com as marcas dos tentáculos do monstro é impressionante. Outra passagem que mete medo é o do ataque da lula ao habitat dos cientistas.
Palavra que fiquei muito impressionado com livro e filme. Uma das feras mais aterrorizantes da literatura.
06 – Laracna (O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei)
Autor: J.R.R. Tolkien
Ano: 1954
A terrível aranha de Mordor! Essa fera é, de fato, uma fera. A aranha gigante descendente de Ungoliant e que vivia no labirinto de uma caverna fez várias vítimas e quase matou Frodo e Sam. No livro “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” de J.R.R. Tolkien, os leitores puderam conhecer Laracna à fundo. Uma aranha má, perversa e assassina. Quando o personagem Sam se muniu de toda coragem e entrou no labirinto de Laracna decidido a salvar Frodo, ele também conseguiria colocar um ponto final no reinado de pavor do monstro. Após feri-la gravemente com ‘Ferroada’, a espada que Bilbo dera de presente à Frodo, Laracna passaria a se rfecolherf nas profundezas de sua morada, onde ficou por anos recolhida para curar e lamentar a sua dor.
Antes de encontrar Sam pela frente, Laracna havia espalhado o terror em Mordor, matando cruelmente todos aqueles que ousavam invadir a sua ‘casa’.
07 – Baleia Orca (Orca, A Baleia Assassina)
Ano: 1978
Autor: Arthur Herzog
Apesar de ter encurtado a vida de muitos marinheiros, a baleia orca criada pelo escritor americano Arthur Herzog  só agiu dessa maneira porque lhe perturbaram. Pois é, como ‘cutucaram a onça com a vara curta’, os marujos  tiveram de sentir na pele a fúria da fera.
Tudo começou quando o capitão Nolan, responsável por um navio pescador de crustáceos, aceitou uma proposta em dinheiro para capturar um tubarão brancopara o aquário da cidade. Durante a navegação, eles avistam um tubarão sendo atacado por orcas. Os marujos do navio, então atiram em uma delas como arpão e não percebem que isso foi um erro fatal: o arpão passa de raspão na nadadeira de uma orca macho e atinge em cheio a sua companheira que estava prenha. Ao ser trazida para o navio, a orca aborta o embrião. O macho assiste, da água, a todo o fim da sua família e observa o capitão do navio pesqueiro com um ódio mortal, passando a marca-lo para o resto de sua vida..
A orca macho, então, ataca o navio que, danificado, tem que retornar ao porto. Enquanto o navio sofre reparos, a orca vingativa começa a perseguir o capitão e sua tripulação, que não podem se aproximar da água sem que sofram ataques. A população fica assustada e pressiona Nolan para que ele expulse a orca dali, pois o animal está afastando os peixes, além de causar outros danos à cidade. Ao capitão não resta outra saída senão ir atrás do animal, mas logo percebe que a inteligente orca quer atraí-lo para uma armadilha mortal. A partir daí ‘a coisa pega’.
08 – Cão São Bernardo (Cujo, Cão Raivoso)
Autor: Stephen King
Ano: 1981
Esqueça aquele cão São Bernardo dócil e amigo, com um barrilzinho pendurado no pescoço, pronto para salvar qualquer pessoa que tenha ficado perdido numa nevasca. O “cãozinho” de Stephen King é horripilante.
O São Bernardo chamado Cujo é um animal sanguinário, enlouquecido e assassino que sai por aí promovendo um festival de matanças. O São Bernardo que é o xodó de uma família que se muda para a fictícia cidade de Castle Rock, ao sair para caçar um coelho nos campos perto da casa de seus donos, acaba sendo mordido por um morcego infectado com raiva. Cujo, então vai sucumbindo aos poucos pela doença e enlouquecido estraçalha qualquer um que encontre pela frente. Eu heinnn... O livro fez tanto sucesso que acabou sendo adaptado para o cinema, mas como a maioria dos filmes de King, se tornou um verdadeiro fiasco. Por outro lado, o livro, foi um sucesso total.
09 – Alien  (“O Oitavo Passageiro”)
Autor: Dean Foster
Ano: 1979
O livro de Dean Foster é uma novelização do filme fantástico de Ridley Scott com a também fantástica Signourney Weaver. Quem assistiu ao filme sabe que o tal alien deu trabalho e promoveu uma carnificina no interior da nave Nostromo em sua viagem de volta a Terra.
A criatura alienígena altamente agressiva perseguiu e matou toda a tripulação da nave, menos a personagem de Weaver que encarou a fera de frente e conseguiu eliminá-la.
Um dos momentos mais angustiantes no livro e também no filme é o instante em que a criatura ainda em desenvolvimento (na fase embrionária), literalmente gruda no rosto de um dos tripulantes. Depois de pouco tempo ela se solta sozinha, mas então, o tripulante vivido por John Hurt começa a ter convulsões durante o jantar e, de repente, a criatura alienígena abre um buraco em seu peito, matando-o, e fugindo pela nave. A partir daí, o alien vai crescendo rapidamente e quando atinge a fase adulta  começa a caçar os tripulantes da Nostromo, eliminando-os um a um.
10 – Abelhas africanas (O Enxame)
Autor: Arthur Herzog
Ano: 1974
E para fechar a nossa listinha nada mais justo do que algumas ferinhas pequeninas, mas que ao se juntarem se tornam letais ao extremo. As abelhas africanas do romance “O Enxame”, de Arthur Herzog são terríveis e matam sem piedade.
Os ataques começam em pequenas cidades americanas e depois se espalham, até se transformar em pânico nacional. As abelhas assassinas não escolhem as suas vítimas: desde animais a crianças, quem surja em seu caminho acaba sendo eliminado. Devido ao pânico que toma conta do País, o governo americano recruta um grupo de renomados cientistas e entomologistas na esperança de encontrar um meio de conter a fúria assassina das abelhas. Mas nem mesmo a união de mentes brilhantes é capaz de deter o avanço do enxame.
Aqueles que quiserem saber mais sobre essas ferinhas assassinas podem conferir o post que escrevi, há algum tempo, sobre a obra de Herzog.
Bem, galera, tai a relação das dez feras assassinas mais sanguinárias dos romances. Elas deram trabalho para muitos “mocinhos”. Muito trabalho...

11 outubro 2013

Tropas Estelares



“Tropas Estelares” não é um livro do tipo ‘unanimidade nacional’. Não, nada disso. Apesar de ser considerado um clássico da ficção cientifica e uma obra que influenciou muitos escritores do gênero – que fazem questão de exaltá-la publicamente – o livro de Robert A. Heinlein é polêmico ao extremo e se enquadra perfeitamente naquela categoria que todos nós, leitores inveterados, conhecemos por ‘me ame ou me deixe’.
Alguns consideram a obra facista; outros, militarista, já os mais fanáticos chegam a taxá-la de racista e por aí vai. Por outro lado, aqueles que são fãs do romance o colocam nas alturas, classificando-o como uma obra literária ‘máxima e definitiva’ da ficção científica; coisa do tipo: o supra sumo do gênero.
Eu me enquadro na segunda categoria, daqueles que gostaram e muito do livro. Quanto ao filme de Paul Verhoeven baseado de longe no livro, esqueça! Uma porcaria e das bravas. Nada haver com a história original. Mudaram toda a estrutura do romance e transformaram a produção cinematográfica num verdadeiro escândalo para os fãs do livro.
Em “Tropas Estelares”, Heinlein mostra aos seus leitores o planeta Terra, em um futuro não muito distante, vivendo sob uma federação interplanetária, onde só exerce o direito de voto quem serve as Forças Armadas. A história mostra o treinamento e preparação de jovens soldados até que estoura a guerra contra os temíveis ‘Bugs’, poderosos alienígenas aracnídeos que podem destruir o sonho terrestre de expansão no universo.
Apesar de ter sido publicado em 1959, o livro não perdeu a sua atualidade por causa dos temas polêmicos abordados em suas páginas. O treinamento militar dos personagens é mostrado com um realismo incrível. Por outro lado, quem opta por não integrar as Forças Armadas é visto – meio que disfarçadamente, mas é – como integrante de uma casta social desprovida de todo o interesse, digamos que limitada.
Reprodução quase fiel dos exoesqueletos usados pelos soldados do livro
Alguns leitores consideram a obra racista  por entenderem que o autor tratou os inimigos – no caso, os Bugs – como coisas sem alma e que por isso, poderiam ser mortas à vontade, sem nenhum remorso. Quanto a idéia de expansão do universo ao custo da eliminação de uma outra raça, mesmo sendo alienígena, alguns a consideram algo parecido com o genocídio que ocorreu durante o holocausto nazista.
Cara, deu pra sentir como a obra de Heinlein tem uma aura polêmica?! Imagine o furdúncio que a história causou há mais de cinqüenta anos atrás!
Agora, deixando um pouco de lado a polemicidade da obra, é bom lembrar aos leitores que pretendem ler a história idealizada por Heinlein que não esperem uma montanha russa de aventuras ou então romances, beijos e amassos por parte do casal de protagonistas, assim como foi no ‘filme-bomba’ (no mau sentido da palavra) de Verhoeven. Prá início de conversa, no livro nem temos um casal de protagonistas. Explicando melhor: enquanto na produção cinematográfica, a história é narrada sob a ótica do soldado da infantaria móvel Johnie Rico e de sua namorada Carmen; no livro escrito em primeira pessoa, o narrador e protagonista passa a ser apenas Rico, com Carmen aparecendo em poucas e breves citações. Além disso, nas páginas, ela não tem nenhum relacionamento amoroso com o soldado.
Enquanto no filme ocorre uma infestação galática de insetóides com tropas de aracnídeos estúpidos; no livro eles são uma raça alienígena muito evoluída e com tecnologia de ponta, o que fica evidente através de suas naves e armas sofisticadas.    
Cena do filme 'Tropas Estelares' que foi um fracasso de bilheteria
Mas o ponto que achei mais interessante no romance foram os trajes usados pelos soldados da infantaria móvel, na verdade, exoesqueletos. As blindagens ‘vestidas’ pelos infantes lhe dão poderes além da imaginação, como por exemplo, carregar armas poderosas e pesadas, inclusive à nível nuclear; realizar ataques devastadores ou então operações militares com uma precisão micro-cirúrgica; dar saltos orbitais que podem chegar a alturas incomensuráveis; enfim, trajes que acabam tornando obsoletos até mesmo unidades de combate pesadas como tanques de guerras e unidades aéreas. Já nas telas, talvez, como forma de ‘poupar’ alguns dólares no orçamento, o diretor optou por abolir os exoesqueletos, preferindo deixar os soldados da infantaria com roupas normais, o que convenhamos, ‘tirou’ muito do filme.
Outro detalhe importante que diferencia livro e filme é que o Johnie Rico original, de Heinlein, tem nacionalidade filipina; enquanto que o Johnie, do cineasta Verhoeven é argentino. 
O livro ganhou o Prêmio Hugo, considerado o mais importante da ficção científica internacional e foi aclamado por fãs e críticos, mesmo defendendo idéias “politicamente incorretas”, como costumamos disser nos dias de hoje.
Na minha opinião, uma obra de SciFi indispensável para os leitores aficionados do gênero.

06 outubro 2013

Cinco livros de autores famosos que serão lançados até o final de 2013



Sei que já escrevi um post sobre esse mesmo assunto (aqui), ou seja, lançamentos literários que brevemente estarão ‘bombando’ nas livrarias de todo o país. Sabe, aqueles livros que tem o poder de fazer com que você gaste o seu último e adorado vintém, mesmo que depois fique sem o dinheiro do lanche. Ehehehe... trágico eu né. Mas não se assuste, porque para nós leitores inveterados, a realidade não foge muito disso.
Bem galera, acontece que decidi escrever um post quase que semelhante ao anterior, mas agora com apenas cinco obras que estão sendo aguardadas ansiosamente para esse final de ano. E você sabe né, que livros, quero dizer bons livros, não são lançados com tanta freqüência; geralmente o que vemos nas estantes das livrarias são aquelas merrecas de autores desconhecidos que conseguem espaço nas grandes editoras “por só Deus sabe como”. Mas cá entre nós, livros especiais tem o hábito de demorar um pouquinho para dar as caras, assim, quando decidem aparecer, temos mais é que divulgá-los, divulgá-los e divulgá-los.
E aí? Preparados? Então vamos à messe! Selecionei cinco obras que estarão chegando brevemente nas livrarias tupiniquins, deixando todos nós leitores, tensos de expectativas. Vamos á elas.
01 – Bridget Jones: Louca pelo Garoto (Helen Fielding)
Não há como não se apaixonar por essa querida e amada solteirona. Bridget Jones é o máximo cara! Quem leu os dois primeiros livros da personagem que, inclusive, foram adaptados para o cinema, sabe do que estou falando. Jones é uma das personagens “tipo Best-Seller” mais carismáticas que já surgiram nos últimos tempos.
Para que você tenha uma idéia do quanto a personagem agradou, tanto leitores quanto críticos, basta dizer que os dois primeiros livros da escritora Helen Fielding (“O Diário de Briget Jones”, lançado em 1996 e “Bridget Jones: No Limite da Razão”, que veio três anos depois) venderam 15 milhões de cópias. As adaptações cinematográficas também não ficaram atrás, juntos, os dois filmes, arrecadaram em todo o mundo 543 milhões de dólares.
Gente, com todos esses números e recordes não há como negar que a expectativa dos leitores com relação ao lançamento de “Bridget Jones: Louca pelo Garoto” é ‘enormemente enorme”.
Para os curiosos, adianto que nesse livro, Jones ficará viúva! Ah... me xinga não, vai. Isto que eu disse deixou de ser spoiller há muito tempo, já que a revelação partiu da própria autora do romance numa entrevista. E acredite, quando os fãs da personagem souberam dessa bomba ficaram arrasados que chegaram a fazer vários manifestos, manifestações e o escambau a quatro nas redes sociais. Eles não aceitaram de maneira alguma a decisão da autora Helen Fielding em matar Mark Darcy, considerado a grande paixão de Bridget Jones. Fazer o que né?
Previsão de lançamento: 31 de outubro de 2013
Editora: Companhia das Letras
02 – Novembro de 63 (Stephen King)
Cara, já escrevi tanto sobre “11/22/63” que no Brasil será lançado como “Novembro de 63” que o assunto já está praticamente esgotado. Quem quiser saber algumas ‘cositas’ sobre o novo livro do mestre do terror e suspense basta acessar aqui, aqui, aqui e aqui.
O que eu tenho a dizer como novidade – sem  me tornar um chato repetitivo - é que A Suma de Letras promete lançar o livro de Stephen King no Brasil em 25 de outubro. Acredito que, ao confirmar a data,  a editora perdeu uma grande oportunidade para explorar melhor o marketing do produto. Sei lá, em minha humilde opinião, os resultados seriam bem melhores se o livro fosse lançado na data da morte do presidente Kennedy, ou seja, 22 de novembro. Daria para fazer um super marketing viral. Daqueles de arrebentar a boca do balão. Caraca! Não acredito que os executivos do setor de planejamento da Suma perderam essa oportunidade. Acorda Brasil. Zzzzzzzzzzzz.
Agora vou escrever sobre um negócio muito chato e frustrante sobre o livro: o preço. Galera, podem preparar os bolsos e juntar as suas últimas economias, por que o valor da obra é assustador – bem ao estilo das histórias de King. E aí preparado? Está sentadinho para não se desmanchar no chão? Então lá vai, sem lengalenga: R$ 79,90! Para não dizer oitenta pilas! Hô hô hô hô!! Santo Antão, São Gumersindo, Santa Capitolina, Santa Balbina e todos os santos e santas com nomes estranhos me acudam!!! Mas como uma má notícia sempre vem precedida  de uma boa, lembro que no Portal da Submarino, o livro – que já está em pré-venda - está saindo por R$ 59,90. Um descontaço de R$ 20,00, por isso, não marquem bobeira e reservem já o seu.
Bem, para esquecer um pouco a pancada do preço, restam dois consolos. O primeiro e o mais importante é que se trata do lançamento mais aguardado do ano. E o segundo é que o livro terá 736 páginas. Ihauuuu! Aguardemos!
Ah! Já ia me esquecendo. Para aqueles que curtem os chamados livros de telinha, alerto que a versão virtual deverá chegar em 28 de outubro e com um valor bem mais acessível: R$ 29,90.
E Zéfini!
Previsão de lançamento: A Suma de Letras diz que o livro sai em 21 de outubro próximo, mas sei não... Os comentários na Rede são fortes de que “Novembro de 63” sai mesmo em 22 de novembro.
Editora: Suma de Letras
03 – A Casa de Hades (Rick Riordan)
Olha, vou dizer escrever uma coisa: a minha fase de leitor dos livros de Rick Riordan já passou. No início foi legal, mas agora, prefiro outros enredos, outros ares. Gostei muito de Percy Jackson e sua patota, mas terminou. Putz! Estou me sentindo um Casanova dando o fora numa donzela apaixonada e seduzida! Melhor dizendo, um donzelo chamado Percy. Uhauhauhhua!! Como diz o velho e sábio Kid Tourão: “Cruiz credo mininu!!”
Bem deixando de lado as desculpas pelo abandono, não dá pra negar que a coleção de livros denominada “Os Heróis do Olimpo” que já está em seu quarto volume conquistou uma legião enorme de fãs fiéis, daqueles que aguardam ansiosamente e com os corações aos pulos o lançamento de um novo livro.
Se você se enquadra nessa categoria, fique tranqüilo porque já no dia 13 de outubro chega as livrarias “A Casa de Hades”, quarto livro da galera que se auto-denomina “Heróis do Olimpo”.
A editora Intrínseca foi bem camarada com a sua legião de leitores e fãs de Riordan, já que colocará “A Casa de Hades” no mercado por R$ 29,90. Um ‘preço da hora’ pelas quase 500 páginas da obra.
Confira a sinopse da história que será lançada dentro de poucos dias: Desta vez, Hazel está diante de uma encruzilhada. As forças de Gaia estão decididas a impedi-los de avançar e alcançar seu objetivo: chegar à Casa de Hades, nas terras antigas, para resgatar Percy e Annabeth e fechar definitivamente as Portas da Morte, impedindo os monstros de retornarem ao mundo mortal. Ela e o que restou da tripulação do Argo II sabem o que precisa ser feito, mas todos os caminhos parecem levar ao fracasso de sua missão. Entretanto, eles precisam se decidir e agir rápido. O tempo está passando. A sanguinária Mãe Terra escolheu o dia primeiro de agosto para o seu despertar.
No Tártaro, Annabeth e Percy passam por grandes dificuldades. Famintos, com sede e feridos, mal conseguem andar pelo território sombrio e venenoso repleto de inimigos que espreitam na escuridão. Não há como descobrir onde ficam as Portas da Morte. E mesmo que soubessem sua localização, uma legião formada pelos monstros mais poderosos e fiéis a Gaia estará lá para guardá-las. Nesse momento, Annabeth e Percy não estão em condições de enfrentá-los em um combate.
Apesar da enorme desvantagem, Hazel, Annabeth, Percy e os outros semideuses da profecia sabem que sua única opção é tentar o impossível. Quando os riscos são maiores do que nunca, é somente a amizade entre os semideuses gregos e romanos, aprendendo a trabalhar juntos, que poderá salvar não só os acampamentos, mas também o mundo.
Ah! Veja só isso: “A Casa de Hades” chega às livrarias brasileiras na mesma data do lançamento nos states.
Previsão de lançamento: 13 de outubro
Editora: Intrínseca
04 – O Chamado do Cuco (Robert Galbraith)
Este livro assinado por Robert Galbraith, um antigo militar que por ironia do destino acabou se tornando escritor, vem recebendo portentosos elogios de público e crítica. Hoje esse ex-militar pode ser considerado um dos maiores escritores do mundo. Ehehehehe; você acreditou? Gente, o tal Galbraith não passa do pseudônimo adotado por J.K. Rowling. É verdade! Da mesma forma que Stephen King adotou o nome fantasia de Richard Bachman para algumas histórias. Putz! Escritor e escritora pop star tem cada uma!
Segundo Rowling, ‘Robert’ foi escolhido por ser o nome do ex-presidente dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy, que tem o status de herói para a escritora, enquanto que Galbraith é uma recordação de suas brincadeiras de criança. Assim, ela decidiu unir os dois e pronto, nasceu Robert Galbraith.
“O Chamado do Cuco” é um thriller policial que tem como protagonista Cormoran Strike, um antigo soldado que lutou na Guerra do Afeganistão e que depois acabou se tornando um detetive particular.  Na história, Strike tenta desvendar o  caso do suicídio de uma modelo feminina.
O novo livro de Rowling que deve aterrissar ao Brasil nesse mês de outubro, recebeu muitos elogios da crítica o que ajudou a alavancar a vendagem  inicial em vários países europeus. Vamos ver como a obra literária se saí por aqui, já que “Morte Súbita”, romance anterior da autora, não foi muito bem das pernas na terrinha.
Previsão de lançamento: 25 de outubro.
Editora: Rocco
05 – Zero Zero Zero (Roberto Saviano)
A expectativa em torno do lançamento do novo livro de Roberto Saviano pela Companhia das Letras é grande. E toda essa expectativa tem uma explicação bem plausível: o estouro de vendas de “Gomorra”, onde o autor faz sérias denuncias envolvendo a Máfia italiana. Este livro, inclusive, lhe valeu um exílio forçado. Hoje, Saviano vive nas sombras, em locais secretos e protegidos por uma “tropa” de policiais, já que está jurado de morte pelos mafiosis. Se inteire mais lendo aqui.
“Zero Zero Zero” analisa o impacto na economia mundial do tráfico de drogas. "A cocaína é a gasolina do corpo. Eleva a vida ao cubo. Antes de destruir a vida, de consumi-la. A vitalidade que parece ter sido presenteada, você pagará com juros de usura", afirma Saviano em um vídeo de apresentação on-line do livro.
Em “Zero Zero Zero”, Saviano afirma que não existe nenhum mercado no mundo que seja tão produtivo e tão rápido como o da cocaína. Em suas pesquisas para escrever a obra, ele chegou a conclusão de que nem sequer os valores recordes que alcançaram as ações na Bolsa podem se comparar com os juros proporcionados pela cocaína. Saviano diz ainda que somente no México, o mercado da cocaína representa um mercado entre  25 e 50 bilhões de dólares.
Neste livro, Saviano vai à fundo e como fez com a Máfia, invade a intimidade  do império do narcotráfico da Colômbia e do México revelando os seus segredos. Pelo jeito, o escritor que já está jurado de morte pela Máfia, agora também terá de “acertar” contas com os padrinhos do narcotráfico.
A Companhia de Letras não informou o dia exato que “Zero Zero Zero” será publicado no Brasil; a informação é de que o livro deva chegar por aqui ainda neste ano.
Previsão de Lançamento: Até o final de 2013
Editora: Companhia das Letras

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