09 setembro 2012

Martin Claret e L&PM Editores resgatando os clássicos perdidos no tempo



Me responda uma coisa. Você já sonhou com um livro dia e noite; tomou banho, almoçou, jantou, namorou e trabalhou pensando nele? Pera aí que ainda não conclui a minha pergunta. Tem mais... Por acaso, você já tentou de todas as formas comprar esse livro, sem sucesso, simplesmente porque ele deixou de ser publicado e está esgotado nos sebos reais e virtuais? Agora me responda: o que você sentiu nesse momento? Pensando bem, nem precisa me responder; aliás nem havia a necessidade de ter feito essa pergunta, porque eu já senti tal decepção na pele.
Não existe coisa pior para um leitor inveterado do que ficar privado da leitura do livro dos seus sonhos. Essa decepção chega perto da loucura quando você descobre que o livro que tanto acalenta se tornou a raridade das raridades, sendo muito difícil a sua localização. E se num golpe de sorte ou de azar, o já “arrebentado” leitor encontrar o seu objeto de consumo nos ‘mercados livres’ da vida por um preço irreal e astronômico, a loucura se transforma em insanidade porque ele sabe que o produto existe, está ali perto das suas mãos, mas não pode comprá-lo por causa do preço.
Por isso, hoje, após uma busca novamente fracassada à procura de “Os Livros de Bachman”, de Stephen King, cheguei a conclusão que temos de erguer as mãos para o céu e agradecer por algumas poucas editoras continuarem investindo na publicação de histórias que foram lançadas há um punhado de décadas atrás. E se não fossem essas editoras, jamais teríamos condições de sentir em nossas mãos o toque suave de páginas com enredos tão raros. E o que é melhor, por preços mais do que módicos.
Podem me chamar de atrasado, arcaico, ultrapassado e isso mais aquilo, mas detesto ficar lendo “livros” em telas de computadores ou então em telas ainda menores de alguns ‘aparelhinhos’ específicos para isso. Livro, para mim, tem que ter papel, capa, lombada  e ‘caber’ numa estante.
Acredito que se hoje podemos ler verdadeiros clássicos da literatura nacional e internacional como “Escrava Isaura”, “O Corcunda de Notre Drame”, “Os Irmãos Karamazóvi”, “A Relíquia”, “O Signo dos Quatro”, “Assassinatos na Rua Morgue”, “Moby Dick”, entre outros, devemos, principalmente, há duas editoras: Martin Claret e L&PM Editores.
Um dos grandes trunfos da Martin Claret é a sua “Coleção Obra-Prima de Cada Autor”, onde os leitores tem acesso aos grandes clássicos com texto integral. Com certeza, se a Martin Claret não tivesse tal iniciativa, nós ficaríamos completamente dependentes dos sebos para encontrar esses títulos.
A L&PM Editores é outra “santa” editora que surgiu para o deleite dessa categoria de leitores que preferem os clássicos, a maioria deles com edições esgotadas e sem interesse por parte das grandes editoras em relançá-los. “As Minas do rei Salomão”, “Viagem ao Centro da Terra”, “Coleção Agatha Christie”, “O Fantasma da Ópera” e etc e mais etc podem ser encontrados com toda a facilidade nas livrarias desse Brazilsão afora graças a iniciativa dessas duas editoras.
 Por isso, neste final de semana, decidi fazer uma homenagem para a Martin Claret e a L&PM Pocket pela iniciativa.
Valeu!

05 setembro 2012

Sob a redoma, novo livro de Stephen King será lançado em outubro



Cara, palavra de honra que antes de escrever esse post fui me aconselhar com uma multidão de pessoas mais ‘chegadas’. Sobrou pra todo mundo: namorada, irmão, amigos, colegas, tio, sobrinho e pasmem até para o ‘seo’ Touro. Pera aí, calma... calma... não se trata de nenhum animal de corte ou reprodutor, mesmo porque não sou o Dr. Dolittle para conversar com os bichos. Touro é o apelido do meu querido velho que ficou conhecido assim por causa de sua fortaleza física e mental, apesar dos seus tão decantados 88 anos.
Bem pessoal, todos eles, menos o Touro torceram o nariz para a minha idéia, alguns chegaram ao ponto de me acusar de falta de criatividade. “Vira o disco! De novo vai falar sobre King!!”; “Logo, logo o seu blog vai ficar descaracterizado, afinal a ‘maioria’ dos posts só falam desse tal King!”; “José... o cara é bom, sei disso, mas está dando a impressão que ele tá  lhe passando um jabazinho para sair tantas vezes no blog; dá um stop pô!”. Olha, confesso que essa última acusação doeu, aliás me quebrou no meio; imagine só, Stephen King me pagando um jabá!! Como se ele precisasse disso e como se esse blogueiro aqui, fizesse parte da corja do mensalão. Pensei comigo mesmo: se existisse um ‘mensalão dos blogs literários’ eu seria o réu principal!   
Resumindo, descartei todas as pedradas, pauladas, tesouras voadoras e ponta-pés; e segui apenas o conselho do ‘seo’ Touro.
- “O blog não é seu? Então faz o que quiser!”.
- “Valeu Touro!!”. Então o Sr. Sabe quem é Stephen King?!”
- “Hãa?? Quem??
Portanto galera, se vocês são fãs do grande mestre do terror e estavam afim de garimpar mais algumas ‘cositas’ com relação a “Sob a Redoma”, novo livro de King que será lançado no Brasil daqui há pouco mais de um mês, agradeçam ao Touro que mesmo não conhecendo o famoso autor acabou me dando uma força para a missão (rss).
Mas chega de enrolação e explicações. Vamos ao que interessa. “Sob a Redoma” será lançado em terras brasileiras no dia 1º de outubro próximo. Essa data, com certeza já está sendo comemorada pela grande legião de fãs ‘verde e amarelo’ de Stephen King. Afinal, estamos se referindo ao lançamento do livro de uma das ‘lendas vivas’ da literatura de terror que não publicava uma obra inédita no Brasil há muitos anos.
E seguindo a risca o “estilo King”, o novo livro do autor mais se parecerá um calhamaço com uma montanha de folhas. São ‘somente’ 960 páginas à serem devoradas! Digo ‘estilo King’, porque é difícil ver uma obra do mestre com poucas páginas. Ele pode demorar para escrever, mas quando resolve publicar um livro, os leitores podem se preparar porque o dito cujo chega ‘rasgando’, ultrapassando as 800 e beirando as 1.000 páginas!
Segundo release da Editora Objetiva - da qual a Suma de Letras, responsável pelo lançamento do livro no Brasil, faz parte - a história de “Sob a Redoma” se passa em Chester’s Mill, no Maine. Na trama, em um dia como outro qualquer, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando — ou se — ela irá desaparecer. Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade. Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas.
No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.
Taí um breve resumo de “Sob a Redoma”. Mais uma vez, King provou que para escrever uma boa história de terror não há a necessidade de se apelar para monstros horripilantes ou gosmentos ou, ainda, mutilações, mortos vivos e isso ou aquilo. Não estou afirmando que King nunca se utilizou desses artifícios. É evidente que em algumas de suas histórias aparecem esses elementos, mas ele não faz disso uma regra. Pelo contrário, o seu forte é o chamado ‘terror psicológico’ e também o ‘terror real’, ou seja, quando o medo está arraigado em nossos pensamentos ou então faz parte das coisas rotineiras do nosso dia a dia.
“Sob a Redoma” explora bem esse tipo de terror. Em Chester’s Mill não há a necessidade de seres sobrenaturais para assustar os leitores; as próprias atitudes dos moradores fazem isso. A cada página que lemos descobrimos do que o ser humano acuado ou privado de sua liberdade é capaz. Alguns personagens da história, que no início julgávamos centrados e coerentes, passam a mostrar o seu ‘lado monstro’ por causa da pressão ou do perigo que enfrentam.
Agora, só resta esperar e contar nos dedos os dias que faltam para a chegada de 1º de outubro quando as livrarias tupiniquins receberão “Sob a Redoma”. Depois disso é só preparar o coração para a chegada de “11/22/63” que na terra do Tio Sam já ganhou o status de “obra prima”.
Valeu!


01 setembro 2012

Definida a data de lançamento no Brasil de “11/22/63” de Stephen King



Um dos livros mais aguardados de todos os tempos, pelo menos, para os fãs de Stephen King, já tem data definida de lançamento no Brasil. E lá “vamu nóis” de novo falar do mestre do terror. Caraca, acabei de escrever um post sobre o livro “Sombras da Noite”! Bem que eu poderia variar um pouco, escolher um assunto diferente; afinal de contas esse blog não é um espaço específico para a publicação ou divulgação de contextos literários “ Kinguinianos”. Mas quer saber de uma coisa? Os outros ‘temas diferentes’ que se danem! Vou atacar mesmo é de King! E não poderia ser diferente, já que o livro a que me refiro é o grande candidato à obra-prima do mestre: “11/22/63”. Vale a pena ou não??
Mas deixe-me parar com as divagações e voltar ao propósito desse post. “11/22/63” será lançado, aqui na terrinha, no segundo semestre de 2013. Pelo vasto material que já começou a ser despejado na mídia, tudo indica que o livro estará nas bancas – bonitinho, cheirando à novo e traduzido -  no começo de julho de 2013. E aí? Você, que certamente é fã de King, acha que o coração agüenta esperar quase um ano?
O livro será traduzido por Maria Beatriz de Medina e o lançamento deve sair, mesmo, pela Objetiva que é a editora que publica as obras do escritor em terras tupiniquins. “11/22/63” terá 849 páginas para deleite dos leitores que deverão devorá-las avidamente.
Neste livro King conta a história de um professor de inglês chamado Jake Epping que decide voltar no tempo com o firme propósito de evitar o assassinato do presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy que aconteceu em 22 de novembro de 1963. Daí o trocadilho com o título da obra.
Caprichando mais no resumo do romance, digamos que tudo não começa com Jake - que entra na história ‘meio’ por acaso - mas com um amigo seu de nome Al Templeton, dono de um restaurante. Certo dia, Templeton descobre no porão de seu estabelecimento um portal do tempo, mas um portal diferente daqueles que estamos acostumados a ver nas histórias de ficção cientifica. O portal descoberto não é capaz de transportar o ‘felizardo’ para qualquer época, mas somente para uma data específica: 09 de setembro de 1958.  Inicialmente, Templeton decide tirar proveito disso, passando a comprar carne bem mais barata para o preparo dos hambúrgueres vendidos em seu estabelecimento. Depois, ele tem uma idéia ambiciosa: evitar o assassinato de um dos presidentes americanos mais famosos de todos os tempos: John F. Kennedy.
Mas para colocar o seu plano em prática, Templeton descobre que tem dois empecilhos. O primeiro deles é que o portal só leva até o ano de 1958, por isso, ele teria de morar no passado durante cinco anos, ou seja, até 1963, ano em que Kennedy foi morto. O segundo problema é que ele descobre que está com câncer em sua fase terminal, podendo morrer em poucas semanas. É nesse momento que Jake Epping entra na história. O professor de inglês é o melhor amigo de Templeton e visita o seu restaurante todos os  dias; então o moribundo que já está com os seus dias de vida contados decide revelar o segredo da fenda do tempo que fica escondida nos fundos do seu comércio e também ‘abrir o jogo’ o seu ousado plano envolvendo o presidente americano.
A partir daí, Jake assume as rédeas da história, já que concorda ingressar no portal do tempo e morar por cinco anos no passado com o firme propósito de evitar o assassinato de JFK.
Mas a vida do professor não será tão fácil quanto se imagina. O primeiro obstáculo é o próprio portal, já que toda vez que ele entra na fenda, a linha do tempo é apagada. Explicando melhor: se ele volta para 1958 e mata alguém, no momento em que retorna ao presente, ele pode conferir no bom e velho Google os resultados de seu gesto; mas a partir do momento que ele decide retornar ao portal, o resultado de sua ação é resetado. Com isso, a pessoa que ele matou continuaria viva. A conclusão de Jake é que ele teria que agüentar firme os cinco anos no passado sem nada que o obrigasse a voltar “correndo” para o presente. Imagine só, o pobre coitado apronta alguma coisa grave a poucos dias de sua missão, em 1963, e com isso teria de retornar correndo para o nosso tempo. Na próxima vez, quando ele entrasse no portal, voltaria mais uma vez para 1958. Resultado: teria de ficar outros cinco anos por Lá!
Jake teria ainda muitos outros problemas, entre os quais a sua adaptação ao passado. Ele teria de conseguir um emprego, se adequar a novos costumes, refazer o seu circulo de amigos e por aí afora. Quer mais? Ok; localizar Lee Harvey Oswald, o homem que teria matado Kennedy. O professor teria de ter a certeza de que Oswald agiu sozinho e também esperar o momento certo, já que consta que o suposto assassino do presidente americano estava na Rússia em 1958, só tendo retornado para solo americano, pouco tempo antes de sua missão. Lembrando que uma viagem até a Rússia em busca do suposto assassino estaria completamente fora de questão pela dificuldade de locomoção que Jake encontraria naquela época.
Fico ainda imaginando com os meu botões, o dilema pelo qual passaria o professor. Já imaginaram,com o passar do tempo - com a aproximação de 22 de novembro de 1963 – o trevo em que se transformaria a sua cabeça? E se JFK não fosse morto, será que o mundo não estaria numa situação pior? Será que ele não teria tomado alguma decisão no passado que comprometeria toda a segurança nacional no futuro?
Você deve estar pensando agora: “Ué? Já que o portal apagaria toda a linha temporal se o sujeito retornasse por ele, bastaria apenas que Jake voltasse mais uma vez para 1958 para anular todas os seus atos anteriores feitos naquela época. Ocorre que pelas resenhas liberadas pela editora e também por quem já leu o livro, que já foi lançado na terra do Tio Sam, tudo leva a crer que King criou um personagem enigmático. Uma espécie de porteiro da fenda que em determinado momento da história pode complicar a entrada ou saída de Jake.
Bom, vamos aguardar para ver! Pelo pouco que sei, “11/22/63” tem todos os ingredientes para se tornar um grande arrassa-quarteirões da literatura.
Esperemos... esperemos.


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