28 novembro 2020
Os Intrusos
Mesmo gostando de comprar os meus próprios livros, além de ter uma estante com várias obras ainda não lidas, não perdi o hábito de frequentar a biblioteca pública de minha cidade. Conhecem aquela música do Roberto Carlos, “Força Estranha”? Pois é, algo parecido com aquilo. Aliás acho que os verdadeiros devoradores de livros acabam tornando-se vítimas dessa força estranha que volta e meia os arrastam para dentro de uma biblioteca.
Em uma das minhas visitas acabei me deparando com um livro chamado Os Intrusos de uma autora chamada Pat Montandon da qual nunca havia ouvido falar. No momento em que estava para devolver, novamente, o livro em seu lugar na estante, escuto a voz da bibliotecária que diz:
- Este livro é muito bom. Gosto de histórias de terror verdadeiras. Essa aí é do tipo aquela casa assombrada que enxotou os seus moradores para fora. – Pronto, depois dessa pequena explicação da moça que estava sentada, tranquiliamente, atrás de uma mesa e que parou de ler um livro para falar comigo, a minha curiosidade ficou a mil por hora, afinal de contas amei a tal casa mal-assombrada a qual ela se referiu. Trata-se de Horror em Amityville, um dos meus preferidos.
22 novembro 2020
Trocas Macabras chegou. Leland Gaunt veio me visitar no sábado
Depois de quase uma semana, estou de volta com uma nova postagem. Reconheço que nos últimos dias tenho quebrado a regra de publicar dois posts semanais no blog, mas tenho um motivo justo para isso. Se quiserem saber, acessem aqui onde dou mais detalhes. Mas o importante dentro desse contexto é que esse atraso não será vitalício. Tão logo consiga concluir o trabalho que estou fazendo – a previsão é para dezembro, bem antes do Natal – voltarei ao esquema normal de postagens. Mas mesmo entupido de trabalho até pescoço se sobrar algum tempinho extra, claro, que pintarão por aqui duas ou mais postagens semanais.
16 novembro 2020
Suicidas
Não se comprar com JantarSecreto. E nem tem como, pois quando escreveu Suicidas, Raphael Montes tinha apenas entre 16 e 19 anos, sendo esse o seu primeiro livro. Você deve estar se perguntando: “Por não se compara com Jantar Secreto? Suicidas é ruim? Eu respondo: “Não, não é”. A escrita de Montes, apesar de ter sido o seu debut no concorrido e ao mesmo tempo desprestigiado mercado literário brasileiro, é fluida e faz com que o leitor se interesse pela trama. Tá bem, a trama... vamos lá, então. O início do enredo tem um clima de tensão e expectativa fodásticos. Nove jovens são encontrados mortos no porão de uma casa de campo após terem participado de uma roleta-russa. O que ninguém consegue entender é por que esses jovens, aparentemente felizes e privilegiados, decidiram se envolver em um jogo tão tenebroso.
Em meio a esse contexto, o autor vai criando subtramas envolvendo os nove personagens e seus familiares, com direito a alguns plot twists, revelando aos poucos os seus segredos e a personalidade de cada um. Cara, não tem como deixar de devorar as páginas. No meu caso, estava desesperado para saber qual teria sido a motivação desses jovens para participarem de um jogo tão macabro. Estas subtramas e os plot twists aguçavam ainda mais a minha curiosidade.



