04 julho 2016
As Crônicas de Nárnia (Volume único)
Há algum tempo, conheci um sujeito muito chato. Para
a minha infelicidade, a ‘figura’ trabalhava comigo. O ‘Mirtinho Chupa-Cabra’
(esculachei no nome fictício de propósito, porque o cara era ‘um’ mala quebrada,
sem alça e sem rodinhas) só lia – ou fingia ler – livros cultos ou técnicos e
torcia o nariz para aquelas pessoas que encontravam prazer na literatura infanto-juvenil.
No final do expediente – ainda me lembro como se
fosse hoje – ao sair da redação, ele viu um amigo meu, o Marcos, lendo um livro
com ‘milhares’ de páginas e tascou na lata: “PQP! Não acredito que um
jornalista que pensa em fazer pós graduação esteja perdendo tempo lendo um
livrinho para crianças!!”
Bem, antes de revelar qual foi a resposta da vítima
ao ‘mardito’ do Chupa-Cabra, vamos esclarecer algumas cositas. Marcos era
considerado o cara mais inteligente e sarcástico de toda a redação. Muito gente
boa, mas mexer com o sujeito não era bom negócio. Ele lhe arrebentava com
respostas ácidas e educadas, fazendo com que o agressor se sentisse a pessoa
mais ridícula e idiota do mundo. Quanto ao livro que ele estava lendo, se
chamava “As Crônicas de Nárnia”, de C.S Lewis. Ah! Duas observações importantes:
O Chupa Cabra estava estudando para se tornar pastor em sua igreja e por isso
dominava com facilidade a Bíblia, além de ser fã incondicional – de maneira
enrustida, é óbvio, da trilogia “O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien.
Agora, vamos ao diálogo constrangedor entre os dois,
começando com a resposta do Marcos. – Você sabia que esse livrinho, que na
realidade não é um livrinho, mas um livrão, já que tem mais de 750 páginas são reescrituras
de histórias bíblicas?
- Ô Marcos
pára com isso. Você agora vai querer discutir assuntos bíblicos comigo? E logo
comigo cara? - Disse o Mirtinho Chupa-Cabra de maneira arrogante.
- O texto de Carrol é uma adaptação dos mitos da
criação do mundo ao ambiente de Nárnia, incluindo, inclusive, a árvore do fruto
proibido. – Marcos prosseguiu de maneira imperturbável. – você sabia que J.R.R.
Tolkien tinha o maior respeito pelo autor desse ‘livrinho’, tanto é que Tolkien
pediu para que ele lesse os manuscritos de O Hobbit, antes de sua publicação?
- Antes que o Chupa interrompesse,
Marcos continuou – Você sabia que foi o autor desse livrinho que incentivou
Tolkien a continuar com o seu projeto que deu origem a trilogia “O Senhor dos
Anéis”?
O Marcão, que a partir daquele momento passou a ser
o meu ídolo, disse tudo isso sem interromper a sua leitura como se o Chupa
Cabras nem estivesse ali.
O golpe de misericórdia foi dado pelo nosso editor que
passava por ali naquele momento. – Marcos, é verdade; C.Lewis, de fato, faz essa alusão à Bíblia e
ao cristianiusmo em sua obra. Aliás, eu já li. Lewis é um gênio.
Mirtinho, simplesmente, virou as costas e saiu completamente
desconcertado. No meu íntimo gritei: - Toma Chupa Cabra! Chupa que é de uva!
Esta cena fatídica para o Mirtinho acabou
despertando em mim o interesse de ler “As Crônicas de Nárnia”, o que fiz alguns
dias depois.
O livro de C.S. Lewis é bárbaro! Deixando de lado as
questões religiosas e filosóficas que dizem estarem arraigadas em seu contexto,
“As Crônicas de Nárnia” tem o poder de levar o leitor para o interior de suas
páginas. Olha, imagine que você, leitor, seja Bastian – aquele garoto do filme
Never Ending History – e “As Crônicas de Nárnia” o próprio livro História Sem
Fim. Pois é, é como se você entrasse no
âmago da história e também passasse a fazer parte dela, vivendo as mesmas
aventuras dos seus personagens.
Com certeza, adultos e crianças viajaram com as peripécias
de Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia que certo dia foram parar no reino de Nárnia.
Lá deixaram de ser crianças comuns para se tornarem reis e princesas de uma
terra mágica. Quem não se encantou com o enigmático e justo leão Aslan; com o
valente príncipe Caspian ou então torceu pela queda da maldosa feiticeira?
Todos os sete volumes de “As
Crônicas de Nárnia” foram
escritos entre 1949 e 1954, tendo sido publicados originalmente no Reino Unido
pela editora Harper Collins entre 1950 e 1956.
Lewis lançou inicialmente “O Leão, A Feiticeira e o
Guarda-Roupa” em 1950, sem ter a intenção de produzir uma série de livros.
Entretanto, encorajado pelas críticas positivas do público e de amigos
(incluindo J.R.R. Tolkien), o
autor decidiu prosseguir, no ano seguinte, escrevendo outros livros contando
outras histórias do mundo de Nárnia, as quais Lewis já estava desenvolvendo
desde antes da publicação de “ O Leão, a
Feiticeira e o Guarda-Roupa.
Ao longo do processo de escrita dos demais livros,
que levou cerca de quatro anos, até 1954, Lewis aproveitou para retomar partes
anteriores da história para preencher lacunas deixadas no primeiro livro e
poder, ao mesmo tempo, contar o que ocorria posteriormente ao primeiro livro. Por isso a
ordem de publicação não coincide com a ordem cronológica, que é estruturada
através dos eventos que ocorrem nas histórias dos livros.
O tal livrão com mais de 750 páginas que o Marcos
estava lendo, trata-se de uma edição especial lançada pela Martins Fontes em
2009 e que reúne os sete volumes de “As Crônicas de Nárnia”.
Li a obra em
poucos dias e graças a ela perdi madrugadas de sono, já que os sete livros de
Lewis são viciantes. Não dá pra ficar imune as batalhas épicas entre o bem e o
mal, as criaturas fantásticas, traições, feitos heróicos e amizades (ganhas e
perdidas).
Livraço! Muito melhor do que o filme.
Recomendo.
Recomendo.
03 julho 2016
5 enciclopédias antológicas que um dia você teve em sua estante
Um dia desses me deu uma vontade enorme de reler
“História da Humanidade”. Queria mergulhar de cabeça naquele texto
descomplicado e sedutor que contava em detalhes a história do desenvolvimento
dos povos ao redor do mundo. E com uma vantagem: o tal texto mágico tinha inúmeras
gravuras. Então, quando voltei à realidade, entendi que esse desejo era
impossível. Putz! Putz! Mil vezes Putz!! Porque sumiram com o meu Trópico!
Aliás, porque eu sumi com uma enciclopédia que foi a minha companheira de leitura
durante toda a minha infância? História da Humanidade era um dos capítulos que
eu mais gostava de ler.
Cara... Bateu um peso de consciência horrível.
Acredito que muitos de vocês que lêem esse post, também enfrentam a mesma
situação.
Tento encontrar uma explicação para o abandono
daquelas obra, mas não encontro.
Sei lá, talvez quando percebi que a velha estante da
sala estava tomada por livros e gibis, todos amontoados, decidi liberar um
espaço maior para eles. E com isso quem ‘pagou o pato’ foram as antigas enciclopédias
como Trópico, Medicina e Saúde, Conhecer e outras que foram parar nas gavetas
de uma velha cômoda no porão.
O golpe de misericórdia que decretou a morte dessas
obras mágicas foi o advento da internet. Em meados dos anos 90 quando a
novidade foi liberada para os lares brasileiros, as nossas queridas e hoje
saudosas enciclopédias partiram para sempre.
A pergunta que fazíamos era a seguinte: “Para quê
ficar manuseando páginas se tudo o que eu preciso está aqui, nos santos: Yahoo,
Cadê e finalmente no gigante “Santo Google”?
Man ! Man! Dói no coração ver que hoje nem mesmo as
escolas estão aceitando doações de enciclopédias. Chega a ser constrangedor ver
os nossos queridos educandários fugirem delas como o diabo foge da cruz. Nas campanhas
de doações de livros, os professores já vão logo avisando: “Não aceitamos
enciclopédias de qualquer espécie!”. Hoje, esse saudoso material didático e
fonte de pesquisas - que encantou gerações de leitores -ganhou uma nova função nos
estabelecimentos de ensino: apoio para monitor de computador ou rascunho para
alunos do pré-primário.
Fico imaginando o que a escola da minha cidade fez
com os volumes do Trópico que doei. Naquela época, os professores não eram tão
radicais e ainda aceitavam – com cara ‘meio’ torta – as enciclopédias.
Mêo, quando doamos um caixote lotado de
enciclopédias, no ímpeto de livrarmos delas, nós esquecemos de um detalhe
importante: também estamos renegando uma das fases mais importantes de nossa vida,
onde aprendemos a ganhar o gosto pela literatura. Tudo bem, tudo bem... desculpe-me se estou radicalizando tanto, mas
é dessa maneira que me sinto agora. Cara, dói ver os nossos educadores contemporâneos
virando as costas para um material antológico e, pior, usando-o como apoio para
monitores. Pera ai; agora banquei o hipócrita, já que eu mesmo virei as
costas!!
Galera, no post de hoje quero fazer uma espécie de
‘mea culpa’ e falar escrever sobre cinco enciclopédias que no passado
tive a honra de acolher em minha estante e que num momento de bobeira acabei me
livrando delas.
01 – Trópico
Com certeza, foi a grande responsável por despertar
em mim o gosto pela leitura. Recordo dos momentos que ficava sentado na poltrona
do meu pai na sala viajando com os conhecimentos da famosa e saudosa
enciclopédia. E que viagem! “História da Humanidade”, “História das Religões”,
“Mitologia Grega”, “Mitologia Nórdica”, “Castro Alves”, “José Bonifácio”,
“biografias de personagens famosos da nossa história”, “História dos
presidentes do Brasil”, etc e mais etc. Caraca, que saudades dos meus 12 ou 13
anos!
O Trópico foi publicada no Brasil em 1957 pela
Editora Martins S.A, tendo como diretor José Giuseppe Maltese e reunia 10
volumes abordando assuntos gerais. Após o seu lançamento, nos anos 50, “O
Trópico” continuou dominando as estantes das residências e escolas
durante vários anos. Era considerada a grande “pop star” dos vendedores
ambulantes de enciclopédias que visitavam nossas casas naqueles tempos.
Pena que num momento de “pura insanidade” resolvi
doar os meus 10 volumes ao invés de restaurá-los. Agora é tarde demais para se
lamentar. Quanto a sessão “História da
Humanidade”, acho que perdi para sempre a chance de relê-la, já que
dificilmente irei encontra-la na “Dona Internet”. Uma pena.
02 – Conhecer
“Conhecer” foi outra enciclopédia inesquecível em
minha vida. O que mais me chamava a atenção nas publicações da
Abril Cultural eram as suas capas muito bem elaboradas para uma enciclopédia da
década de 60. Nossa! E como eu viajava com os temas desenhados naquelas capas.
Sentia como se estivesse dentro daquele cenário, participando ou observando a
ação ilustrada.
As tais capas tinham um poder de sedução tão grande
que acabei escrevendo um post inteiramente dedicado a elas (confira aqui). As
duas capas que jamais esqueci, traziam as ilustrações de um submarino navegando
numa noite estrelada; se não me engano o resumo do tema publicado numa tarja
amarela ao lado da foto estava relacionado com átomos ou energia nuclear. A
outra capa tinha a ilustração de uma estação espacial e abordava o tema
astronomia.
A cada certa quantidade de fascículos adquiridos, o
colecionador comprava na banca uma capa dura para o volume ser encadernado.
Posso dizer que “Conhecer” foi uma das mais
famosas, se não, a mais famosa, enciclopédia em fascículos lançada pela Editora
Abril Cultural. Ela viria se tornar referência para os trabalhos escolares dos
alunos que cursavam o ginasial. Foi um sucesso estrondoso na época, chegando a
vender mais de 100 milhões de exemplares, além de ter 13 edições em 30 anos. Um
verdadeiro fenômeno cultural.
03 – Os Bichos
O texto fluido e recheado de gravuras me prendia da
cabeça aos pés. Quando a grana ficava curta, minha mãe dava uma força para
comprar o tão desejado fascículo. Foi graças à ela que consegui montar os cinco
volumes que traziam ilustrações realistas de todas as espécies de animais.
Apesar dos anos, ainda me lembro das
características dos fascículos. Eles tinham a capa branca e trazia sempre a
gravura (não foto) de um único animal. No seu interior havia a descrição – em
destaque - das características desse animal e também de outros coadjuvantes.
Um dos fascículos que marcou a minha memória foi de
um leão africano que, praticamente, tomava conta de toda a capa.
Há muitos anos doei a coleção completa para um
primo. Não estava ‘encontrando espaço’ na estante para novos livros que vinha
comprando por isso optei pelo corte da enciclopédia.
Hoje, sinto muita falta dos “Bichos”. Bem que eu
poderia ter optado por guardá-la em algum cantinho lá de casa.
04 – Lello Universal
há milhares de anos luz. Se quiséssemos saber o
significado de alguma palavra desconhecida tínhamos de apelar para os saudosos
dicionários impressos.
Cara, os dicionários daquela época – anos 70 – eram
uma coisa de louco! No bom sentido, é claro. Com capas ‘xiquinuurtimu’ e
conteúdo recheado de gravuras, essas obras enchiam os olhos.
O Lello Universal foi um dos dicionários no formato
de enciclopédia que fez parte da minha vida de ginasiano e colegial. Um dos
meus passatempos preferidos era ficar folheando suas páginas a esmo. As
gravuras do Lello me viciavam. Foi graças a ele que aprendi, precocemente, o
significado de muitos palavras, ganhando a oportunidade de ampliar, desde cedo
o meu vocabulário.
O curioso é que as gravuras dos quatro volumes do Lello
eram até simples – aliás, bem simplesinhas - mas não sei porque ‘cargas d’água,
elas me atraíam tanto.
Se não me engano, o Lello foi publicado por uma
editora portuguesa nos anos 60 e teve várias edições com capas azuis, verdes e
por aí afora. O meu tinha a capa vermelha. Eu disse “tinha” porque não sei onde
os volumes foram parar.
05 – Barsa
Jamais me esquecerei do dia em que dei o ‘balão’
num vendedor da “Britânica” que insistia para que eu fizesse a cabeça de meus
pais para comprar o produto. Pois é galera, ele não conseguiu. Na verdade, o
meu sonho de consumo era ter os 16 volumes da “Barsa”. Por isso, armei uma
verdadeira operação de guerra (ver nesse post) para que a minha mãe adquirisse
a famosa enciclopédia. E deu certo.
Aquela obra luxuosa, de capa dura e vermelha
contribuiu – e muito – para o meu aprendizado numa época em que uma placa de
computador com microprocessador não passava de um projeto na cabeça de dois
sujeitos meio malucos chamados Steve Jobs e Steve Wozniak. Quanto a internet?
Hã... não passava de uma palavra a ser criada.
Eu com o meu cabelo horrível de aluno ingressando
no curso ginasial, prestes a abandonar definitivamente os shorts e a conga (se
lembram dela?) me embriagava com os textos e ilustrações da Barsa. Uhauuuu! Que
saudades!
E novamente o tonto aqui, seduzido pela internet”
abriu mão daquele importante tesouro e resolveu doá-lo para a biblioteca
pública. Vale lembrar que naquela época, as escolas e bibliotecas ainda aceitam
– meio a contra-gosto, mas aceitavam – enciclopédias em seus acervos.
Taí galera! Fiz minha mea culpa.
Saudades, saudades e mais saudades!!!
26 junho 2016
Duro de Matar
Há muitos anos – ainda na época do VHS – após assistir
“Duro de Matar” com Bruce Willis, fiquei sabendo que o filme havia sido
adaptado de um livro desconhecido lançado, sem nenhum alarde, no Brasil. Como gostei
‘pacas’ do filme resolvi sair à caça da obra de Roderick Thorp. Queria saber se
o ritmo trepidante das telas se repetia nas páginas e também se o diretor John
Mc Tiernan havia feito uma adaptação cinematográfica fiel ao texto de Thorp.
Ao encontrar o livro num sebo não pensei duas vezes
e comprei. Queria matar a minha curiosidade o mais rápido possível.
A partir do momento que um grupo de terroristas toma
um prédio onde se encontra, por acaso, o policial Joe Leland, já é possível
perceber que Mc Tiernan mudou pouquíssima coisa do enredo original. Portanto,
posso garantir que a adaptação feita para as telonas é muito fiel ao livro.
Pouca coisa foi alterada, entre elas, o nome do
personagem principal: sai Joe Leland e entra John McClane. O Leland da obra
escrita é bem mais velho e sisudo do que o detetive John McClane interpretado
por Buce Willis no filme. O clima do romance policial também é muito pesado,
com Leland e os terroristas assumindo um duelo psicológico perturbador nos
intervalos dos tiroteios e explosões. Já nas telonas, McClane é bem mais jovem
e humorado. Quanto ao duelo psicológico, existe, mas de uma maneira mais
moderada, com o diretor preferindo dar ênfase para a ação. Outra mudança é com
relação a mulher de McClane. No livro, ela não é esposa, mas sim a sua filha.
Excetuando essas diferenças, o filme é muito fiel ao
texto de Thorp, inclusive, o leitor tem a impressão que várias cenas de ação
contidas nas páginas da história foram adaptadas integralmente para o cinema.
Gostei do livro e li rapidinho. Bastaram dois dias
para devorar suas 192 páginas. Thorp cria um clima tenso entre Leland e os 12
terroristas que invadem o prédio onde se encontra a sua filha. A ‘guerra de
nervos’ entre Leland e o chefão da gang, Anton Gruber - apelidado de “Pequeno Tony
Vermelho’- de fato, prende o leitor, até bem mais do que os trechos de luta,
tiros e explosões. O final da obra é bem realista, fugindo dos clichês “felizes
para sempre”.
A curiosidade é que o livro de Thorp não se chamava
“Duro de Matar”, mas sim “Nada é Para Sempre” (Nothing Last Forever) e na época
de seu lançamento, 1979, passou completamente despercebido nas livrarias. Quer
dizer... até surgirem os produtores Lawrence Gordon e Joel Silver que se
interessaram pela história. Após o lançamento de “Duro de Matar nos cinemas, em
1988, e o seu estrondoso sucesso, as novas de edições de “Nada é Para Sempre”
passaram a ser “batizadas” com o mesmo nome do filme. Mesmo assim, o livro não
vingou, entrando para o rol das obras que ficaram desconhecidas através dos
tempos.
Uma pena, já que o livro é muito bom.
Inté!
Assinar:
Postagens (Atom)








