18 dezembro 2012

Os livros mais vendidos em todo o País em 2012



Enquanto estou preparando um novo post sobre escritores malditos e suas obras também malditas, resolvi publicar nesse espaço um “Paradão de Sucessos dos Livros”. Através dele, vocês terão condições de saber quais são as obras mais lidas e adquiridas no momento. Aquelas que estão saindo das livrarias como água da fonte, não parando nas prateleiras um minuto sequer.
E cá entre nós, quer um playlist de livros melhor do que o da Revista Veja? A pesquisa é realizada junto às livrarias de um “batalhão” de cidades e capitais do país. E olha, só tem livrarias conceituadas. Portanto, pode ter certeza de que não se trata de uma pesquisa furada, daquelas feitas com cinco ou sei lojas.
Espero que esse listão ajude a galera que acompanha o “Livros e Opinião” a escolher a sua obra literária que será devorada nos dias seguintes.
Na categoria ficção, o livro de E.L. James, ‘Cinquenta Tons de Cinza’ segue liderando, já estando no paradão há 20 semanas. ‘Nada a Perder’, do bispo da Igreja Universal, Edir Macedo domina na categoria não ficção; enquanto ’Viajante Chic’ de Gloria Kalil ocupa o primeiríssimo lugar em auto ajuda e esoterismo.
Vale lembrar que o listão de livros mais lidos da Veja é atualizado toda a semana. Essa relação é válida até 19 de dezembro.
Vamos à ela!
Ficção
01º Lugar: Cinquenta Tons de Cinza (E.L. James)
Editora: Intrínseca
02º Lugar: Cinquenta Tons de Liberdade (E.L. James)
Editora: Intrínseca
03º Lugar: Cinquenta Tons Mais Escuros (E.L. James)
Editora: Intrínseca
04º Lugar: Morte Súbita (J.K. Rowling)
Editora: Nova Fronteira
05º Lugar: Profundamente Sua (Sylvia Day)
Editora: Paralela
06º Lugar: A Travessia (William Young)
Editora: Arqueiro
07º Lugar: Toda Sua (Sylvia Day)
Editora: Paralela
08º Lugar: A Guerra dos Tronos (George R. R. Martin)
Editora: Leya Brasil
09º Lugar: A Dança dos Dragões (George R. R. Martin)
Editora: Leya Brasil
10º Lugar: A Viagem do Tigre (Coleen Houck)
Editora: Arqueiro
11º Lugar: A Furia dos Reis (George R. R. Martin)
Editora: Leya Brasil
12º Lugar: O Festim dos Corvos (George R. R. Martin)
Editora: Leya Brasil
13º Lugar: A Tormenta de Espadas (George R. R. Martin)
Editora: Leya Brasil)
14º Lugar: Um Porto Seguro (Nicholas Sparks)
Editora: Novo Conceito)
15º Lugar: Assassin’s Creed (Oliver Bowden)
Editora: Galera Record
Não Ficção
01º Lugar: Nada a Perder (Edir Macedo)
Editora: Planeta
02º Lugar: Diálogos Impossíveis (Luis Fernando Veríssimo)
Editora: Objetiva
03º Lugar: Um Lugar na Janela (Martha Medeiros)
Editora: L&PM
04º Lugar: Giane - Vida, Arte e Luta (Guilherme Fiuza)
Editora: Primeira Pessoa
05º Lugar: A Queda (Diogo Mainardi)
Editora: Record
06º Lugar: Carcereiros (Drauzio Varella)
Editora: Companhia das Letras
07º Lugar: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil (Leandro Narloch)
Editora: Leya Brasil
08º Lugar: Uma Breve História do Cristianismo (Geoffrey Blainey)
Editora: Fundamento
09º Lugar: 30 Minutos e Pronto (Jamie Oliver)
Editora: Globo)
10º Lugar: Nunca Fui Santo (Marcos Rei e Mauro Beting)
Editora: Universo dos Livros
11º Lugar: Guinness World Records 2013 (Guinness)
Editora: Agir
12º Lugar: Mensalão (Marco Antonio Villa)
Editora: Leya Brasil
13º Lugar: Não Há Dia Fácil (Mark Owen e Kevin Maurer)
Editora: Pararela
14º Lugar: Coragem Para Sonhar – Nossa Vida Como One Direction (One Direction)
Editora: Prumo
15º Lugar: O Livro da Psicologia (Nigel Benson)
Editora: Globo
Annnhh.... Você se liga em esoterismo e auto-ajuda? Ok. A Veja também tem essa categoria no seu “Paradão”. Vamos à ela...
Autoajuda e esoterismo
01º Lugar: Viajante Chic (Gloria Kalil)
Editora: Agir
02º Lugar: Eu Não Consigo Emagrecer (Pierre Ducan)
Editora: Best Seller
03º Lugar: Casamento Blindado (Renato e Cristiane Cardoso)
Editora: Thomas Nelson Brasil
04º Lugar: Viver com Fé (Cissa Guimarães)
Editora: Casa da Palavra
05º Lugar: Nietzsche para Estressados (Allan Percy)
Editora: Sextante
06º Lugar: Feridas da Alma (Padre Reginaldo Manzotti)
Editora: Agir
07º Lugar: Empresários no Divã (Luiz Fernando Garcia)
Editora: Gente
08º Lugar: O Monge e o Executivo (James Hunter)
Editora: Sextante
09º Lugar: É Sagrado Viver (Padre Fábio de Melo)
Editora: Planeta
10º Lugar: As 25 Leis Bíblicas do Sucesso (William Douglas e Rubens Teixeira)
Editora: Sextante
11º Lugar: Agapinho – Ágape para Crianças (Padre Marcelo Róssi)
Editora: Globo)
12º Lugar: Ágape (Padre Marcelo Róssi)
Editora: Globo
13º Lugar: O Poder do Hábito (Charles Duhigg)
Editora: Objetiva
14º Lugar: Encantadores de Vida (Eduardo Moreira)
Editora: Record
15º Lugar: Contos do Dia a Dia (Zibia Gasparetto)
Editora: Vida e Consciência
Pronto! Façam as suas escolhas e boa leitura!


11 dezembro 2012

O Conde de Monte Cristo



Desculpem-me por começar, logo de cara, com um assunto que não tem nada a ver com esse post, mas confesso que não dá prá segurar. Portanto, lá vai: O Tourão caiu!! E caiu bonito – quer dizer – caiu feio. Dizem que o tombo sentado é um dos piores, se não o pior, por causa de dois motivos: o primeiro deles, a dor insuportável naquele ossinho perto do... do... bem lá mesmo. Um ossinho tão simplório, mas que dói tanto, chamado cóccix. E o segundo motivo que faz desse tombo o pior de todos é a gozação. Isso mesmo, as gargalhadas, tirações de sarro, chacotas e etc e mais etc. Afinal de contas quer um tombo mais cômico do que aquele em que a pobre vítima beija o chão com a bunda! Cara foi isso que aconteceu com o ‘seo’ Touro ou ‘Tourão’ ou ainda ‘Kid Touro’ para os mais chegados.
Putz! Que distração a minha! Com certeza vocês querem saber quem é o tal ‘Tourão’. Ok. Saibam mais aqui; porque não vou encher uma outra lingüiça explicando quem é a fera. Mas retomando a minha divagação. O ‘Tourão’ foi se abaixar para apanhar um papel de bala que tinha tentado encaçapar na lata de lixo. No momento em que se abaixou, as pernas deixaram de obedecer ao comando do cérebro, então para não despencar no chão para uma platéia considerável, ele optou por ficar de cócoras ou como dizem no ‘interiô’: de ‘cóqui’. Ele raciocinou: - “Bem, espero até que as benditas pernas destravem, então me ajoelho –disfarçadamente - e depois me levanto e já sento no sofá imediatamente. Ocorre que nesse exato momento, ou seja, quando o ‘Kid Tourão’ ainda estava de ‘cóqui’ – no início do seu plano - passou um antigo colega e o cumprimentou: “- Ô Touro! Bom dia!”. E o ‘Tourão’, educadamente, mesmo de costas levantou a mão direita para cumprimentá-lo. Foi onde começou a tragédia. Ao erguer a mão, perdeu o equilíbrio e pranchou no chão.... de bunda... para delírio da galera que assistia a tudo com a boca retorcida, tentando conter a gargalhada, e para desespero do meu querido velho que soltou um Uiii!... tremendamente doído.
Resultado: enquanto escrevo esse texto, em meu notebook,  me encontro ao lado do ‘Tourão’, em sua cama no hospital, esperando a sua recuperação que segundo os médicos, apesar das radiografias não terem acusado nenhuma fratura, será um pouco lenta devido a sua idade.
Agora deixando as divagações de lado e partindo ao que interessa, confesso que nunca consegui ler um livro enquanto estive num hospital, seja como paciente ou acompanhante, como agora. Sei lá, deve ser algum tipo de bloqueio, não me sinto bem com o cheiro, as roupas brancas e engomadas, os barulhos de macas indo e vindo pelos corredores. Tudo isso me tira a concentração e acabo ficando disperso, abandonando a história.
Cena de "O Conde de Monte Cristo" de 1975 com Richard Chamberlain
Mesmo assim, quando o ‘Tourão’ veio pra cá, arrisquei levar um livro para ficar apenas folheando, matando o tempo. Escolhi, na minha estante, um que julgava meio sem sal e açúcar: “O Conde de Monte Cristo”, para não ‘queimar’ a leitura de uma outra obra, a qual pretendia ler com toda a tranqüilidade possível no meu quarto ou em minha sala de leitura. Já tinha assistido o tal Conde com o Jim Caviezel, aquele ator que havia interpretado Jesus Cristo no filme do Mel Gibson. Como achei o filme horroroso, peguei o livro para saber se a história seia diferente.
Cara! Quando percebi, já estava devorando as páginas magistralmente escritas por Alexandre Dumas! Que nada de cheiro esquisito, macas no corredor, roupas brancas engomadinhas e muito menos uma enfermeira filezinho que toda hora passava no quarto para ver como o Tourão estava. O meu negócio era ler, ler e ler a saga de Edmond Dantes. Conclui a leitura praticamente agora e aproveitando a inspiração que a história me deu, resolvi escrever esse post.
Para início de conversa, o livro não tem nada a ver com o filme sofrível produzido em 2002 e que apesar disso, acabou fazendo um sucesso razoável nos cinemas.
Na obra de Dumas, Edmond Dantés é um destemido, mas ingênuo marinheiro que em 1815 acaba sendo  preso, sob falsa acusação,  por ter ido à Ilha de Elba, onde teria recebido uma carta de Napoleão em seu exílio. Na correspondência, Napoleão deixava evidente o seu desejo de reconquistar o trono. Mas na verdade, Dantés havia sido vítima de um complô armado por três pessoas interessadas no assunto: o juiz de Villefort, filho do destinatário da carta de Napoleão, que, mesmo atestando sua inocência, quis silenciá-lo; o seu amigo, Danglars, que desejava o posto de capitão do navio, já que Dantés recebeu o posto por mérito, e Fernand Mondego, melhor amigo, mas por outro lado, apaixonado por Mercedes, noiva de Dantes. Mondego, inclusive, morre de inveja de Dantés e sonha com o dia em que poderá ter Mercedes em seus braços.
Jim Caviezel como o conde no filme de 2002
Graças a cilada preparada por essas três pessoas, Edmond Dantés vai para a temível prisão do castelo d’If, onde é condenado a ficar encarcerado até os últimos anos de sua vida. Após muito tempo, ele consegue fugir com a ajuda de um abade, vizinho de cela, com o qual passou a nutrir uma sólida amizade nos anos em que esteve preso. O abade Faria, um preso político, lhe indica o local onde está escondido o tesouro do Cardeal Spada. O abade ainda educa Dantes por vários anos sobre diversas artes e ciências (química, esgrima, línguas e história em geral). Mesmo não acreditando muito, Edmond investe na aventura e descobre, de fato,  o tesouro indicado pelo seu amigo de prisão, tornando-se milionário.  A partir daí começa a vingança de Dantes que engendra um plano inteligente e ao mesmo tempo maquiavélico. O ex-marinheiro passa a assumir vários disfarces, entre os quais um poderoso e multimilionário conde, um pirata e por aí afora.  Todos esses disfarces são utilizados em sua teia de vingança.
O livro tem passagens fortes e emocionantes, entre as quais o encontro do Conde de Monte Cristo com a sua ex-noiva Mercedes que agora está casada com o seu amigo traidor Fernand Mondego.
Apesar de ter a classificação de literatura infanto-juvenil, “O Conde de Montecristo” tem passagens fortes e marcantes. Por isso, posso classificá-lo de extremamente vigoroso. O enredo magnífico nos prende como a teia de aranha tecida por Dantes para se vingar de seus inimigos.
Gostei tanto do livro que agora pretendo assistir ao filme com Richard Chamberlain e Tony Curtis que passou nos cinemas em 1975 e ao contrário da aberração de 2002, sem muito estardalhaço. Um amigo meu que assistiu ao filme me garantiu que é muito fiel ao romance de Dumas. Vejamos.
Inté!

07 dezembro 2012

O Círculo Matarese


Quer saber de uma coisa? Não entendo como tantos livros de qualidade, com enredos extraordinários e personagens que esbanjam carisma são literalmente “escanteados” pela maioria dos produtores cinematográficos. Estes canastrões da sétima arte - produtores apenas no nome - preferem comprar os direitos de adaptação para o cinema de uma porcaria como ‘Fallen’ ou ‘Hush, Hush’ ou ainda ‘Wake’ e deixar de lado jóias preciosas da literatura, do tipo: ‘As Crônicas de Artur’, ‘A Sombra do Vento’ e ‘O Círculo Matarese’.
Caramba! Essa tal cretinice desses produtores FDP é fod...! Me desculpem a revolta e o palavreado chulo  mesclados  ao desabafo, mas não dá pra aceitar tanta... Ah! Deixe prá lá!.
Dói no coração pensar que estamos deixando de ver nas telonas essas histórias antológicas por puro relaxo e ignorância dessa alta cúpula Hollywoodiana que não vale um tostão furado.
Confesso que no início dessa semana já estava pronto para comprar alguns fogos para comemorar uma notícia inebriante que havia visto na Internet. A de que o “O Círculo Matarese”, do mestre da espionagem Robert Ludlum – o pai de Jason Bourne – iria ser adaptado para os cinemas, e ainda tendo como diretor o mago David Cronenberg. Tudo bem que um dos atores principais seria o “missão impossível” Tom Cruise. Ok, ok, eu agüento o Tom, mas o importante é que a história de Ludlum seria transposta para os cinemas. Vejam bem o que escrevi: “Seria”.
É que na ânsia da emoção não percebi que essa notícia havia sido veiculada nas redes sociais em 2009!! E até agora nada de nada! E lá vai o blogueiro aqui, fuçar, novamente, na Net na louca esperança de encontrar alguma notícia, duas ou três linhas que sejam sobre o assunto, mas a frustração ganha corpo quando não encontro nada atualizado. Chego a conclusão que a adaptação da obra, por algum motivo, acabou dando para trás. Fazer o que, né.
Já li o “Círculo Matarese” duas vezes e estou me preparando para encarar as suas páginas pela terceira vez. A história é viciante, daquelas que você agarra e só tem vontade de largar quando termina. Achei o “Circulo” muito melhor do que “A Identidade Bourne”, apesar dessa segunda obra ser considerada aquela que abriu as portas do sucesso para Ludlum, transformando-o num dos autores de Best-Sellers mais respeitados do mundo.
Imagine em plena guerra fria, dois agentes – um americano e outro, russo –
obrigados a trabalharem juntos, apesar de serem considerados inimigos mortais. Aliás, a capa da edição mais recente do livro deixa evidente o que Bradon Scofield e Vasili Talaniekov representam um para o outro. Só para lembrar que na capa de “O Círculo Matarese” vemos dois escorpiões venenosos numa luta aguerrida onde, provavelmente, só um deles sairá vivo. É assim que Scofield e Talaniekov  se tratam: inimigos mortais.
Mas qual situação seria capaz de fazer com que esses dois agentes – considerados os melhores em seus respectivos países – esquecessem, temporariamente, as suas diferenças e passassem a trabalhar juntos. Somente uma coisa maligna ao extremo e com o poder de levar o mundo em que vivemos à destruição total. A‘coisa’, em questão, com todo esse poder de fogo se chama Circulo Matarese.
Esta violenta organização criminosa é dedicada ao financiamento de terroristas da qual fazem parte altos escalões da CIA, da KGB, do governo da Rússia, do Departamento de Estado norte-americano e até o futuro presidente dos Estados Unidos. Agora, essa confraria deseja o domínio para além dos limites do poder das nações. O ‘cabeça’ dessa organização é o bilionário corso, Guillaume Matarese, que planeja liquidar corruptores e corruptos, lançando no caos os governos da Europa e fazendo com que grandes empresas multinacionais e bancos percam seus protetores.
O Círculo Matarese é formado por perigosos serial killers capazes de se infiltrar em qualquer setor governamental, administrativo, financeiro e institucional, incluindo CIA , FBI e KGB sem serem notados.
Eles são mais poderosos do que a própria Máfia, estão em todo o lado, embora ninguém  os veja ou saiba alguma coisa sobre eles. E agora, querem dominar o mundo.
Scofield e Talaniekov são os únicos agentes em todo o mundo que podem deter o Círculo Matarese; dois inimigos mortais jurados de ideologias opostas. O primeiro, agente da CIA e Talaniekov, do KGB. Os melhores terão de por de lado o ódio que sentem um pelo outro e superar momentaneamente as diferenças existentes entre eles, pois só assim, poderão enfrentar a invencível organização.
Mas porque essas esses dois agentes - obrigados a trabalharem juntos, se odeiam tanto. Bem, vamos lá. Taleniekov assassinou gratuitamente a mulher de Scofield em Berlim Oriental. Uma provocação. Por outro lado, Scofield matou o irmão de Taleniekov em Praga. Uma vingança. Dois motivos mais do que necessários para que esses homens de ideologias distintas se transformem em dois venenosos escorpiões inimigos, prontos para se ferroarem até se matarem. Por tudo isso, um encontro entre os dois, em qualquer hipótese, seria fatal.
Ludlum, através de sua escrita mágica, vai prendendo o leitor de uma tal maneira que se torna impossível largar o livro. No meu caso, não via a hora de Scofield e Taleniekov se encontrarem, após um acordo entre os seus chefes americanos e russos. Como seria esse encontro? Qual a reação de ambos ao se encararem? Fui engolindo as páginas até chegar esse momento. E quando chegou. Uhauuu! Foi épico cara! Algo que o leitor jamais irá imaginar; só mesmo lendo para entender. E é claro que não vou estragar esse momento épico com spoilers.
Vou parar por aqui para não ficar revelando detalhes sobre o enredo do livro. Apenas recomendo. Leiam e não se arrependerão.
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