18 fevereiro 2025

Erupção

Confesso que ao saber que o espólio de Michael Crichton tinha lançado um novo livro póstumo em parceria com um outro escritor fiquei muito animado, mas animadíssimo, de fato. Os motivos dessa animação mesclada à expectativa – e uma boa expectativa – eram dois. Primeiro: sou ‘fanzaço’ confesso do autor e segundo: a minha última experiência envolvendo um livro póstumo de Crichton concluído por um outro escritor foi fantástica. Adorei Micro que foi finalizado por Richard Preston. Cara, que livraço! Amei! Amei!

Por “culpa” de toda essa empolgação fui ‘babando’ em busca de Erupção, enredo iniciado por Crichton que faleceu antes de concluí-lo. Dessa forma, a sua esposa Sherri Crichton que cuida do espólio do autor decidiu chamar James Patterson para concluir a história.

Comecei a ler Erupção com a certeza de que iria “topar” com uma narrativa envolvente e viciante, além de personagens carismáticos, duas características importantes na composição de um enredo e que fizeram com que eu devorasse Micro em poucos dias. Mas, então, veio a decepção, já que não encontrei nada disso.

A narrativa é lenta e arrastada até mesmo durante os momentos de ação; e os personagens não convencem nem um pouco porque além de serem chatos pra caramba, ainda carecem de desenvolvimento. A impressão que tive é que vários deles foram simplesmente jogados na narrativa deixando os leitores perdidos já que não tinham nenhuma informação adicional sobre esses personagens.

Perceberam que eu citei, acima, vários personagens? Pois é, de fato, são muitos personagens; uma miscelânea deles. Tantos que os leitores até se perdem durante a leitura, esquecendo alguns nomes. E sabemos que a partir do momento que um autor opta por incluir em sua trama literária muitos personagens, ele corre o risco de queimar alguns deles. O que estou tentando explicar é que nem todos os personagens ganham o desenvolvimento que merecem, ficando ali, simplesmente, jogados aleatoriamente no enredo ou então esquecidos. E foi, exatamente, isso que aconteceu com Erupção. Por exemplo, a personagem Drª Rachel Sherrill, uma botânica muito conceituada, responsável pelo Jardim Botânico de Hilo, no Havaí, que logo no início da trama descobre algo que “nada mais é” do que o plot principal da trama só aparece no prólogo; depois no decorrer da trama, seu nome é citado apenas uma ou duas vezes, e acrescente-se a isso, uma única aparição relâmpago da personagem no meio do livro. Na minha opinião, a Drª Rachel Serrill poderia ser muito mais aproveitada.

Quanto ao personagem principal da história, John Mac Gregor, além de não ter nenhum carisma, é chato de doer: mal humorado, sabichão das coisas, sem educação e teimoso. Dois outros personagens importantes pertencentes ao Exército dos Estados Unidos, não ficam atrás de Mac Gregor. Quanto a uma outra personagem que poderia contrabalancear esse lado chato de Mac Gregor e dos dois comandantes acabou morrendo no meio da trama. Já com relação aos outros muitos personagens “jogados” na história não há muito o que acrescentar.

A trama, também não me prendeu, nem mesmo nos momentos de ação perto das páginas finais. As explicações técnicas sobre vulcões quebram o ritmo já arrastado da narrativa. A obra trabalha com dois plots: a erupção do Mauna Loa, considerado o maior vulcão ativo do mundo situado no Havaí e um segredo terrível que o Exército americano guarda a sete chaves numa caverna localizada nas imediações desse vulcão. Quando o Mauna Loa entra em erupção, a lava expelida por ele pode destruir não só o Havaí, mas todo o planeta se atingir o tal segredo guardado pelo Exército americano. É aí que entra o chato do Dr. John Mac Gregor e outros personagens para tentar salvar o mundo.

Terminei Erupção no osso ou como costumo dizer: em “primeira marcha”. Se quiserem ler uma obra póstuma de Crichton, recomendo Micro; esse sim, vale a pena.

13 fevereiro 2025

Harold Robbins: um dos mestres que despertou em mim o gosto pela literatura de ficção

Harold Robbins. Hoje acordei com vontade de escrever sobre esse cara que marcou a minha geração de leitores. Saudosos anos 70 que eu vivi da melhor maneira possível: discoteca, discos de vinil, calças boca de sino, John Travolta no auge arrebentando nas pistas, e, claro, livros... livros saudosos que marcaram a minha passagem da infância para a adolescência. E posso garantir que Robbins fez parte da minha puberdade no que se refere a literatura.

Ainda me vejo fuçando camufladamente o armário guardado a sete chaves onde o meu irmão depositava todos os sábados, religiosamente, os seus tesouros. E que tesouros! Não se tratavam de joias ou diamantes, mas sim de livros, a maioria deles livros de bolso e de... adivinhem? Pensou Harold Robbins? Acertou na mosca.

Acho que o meu irmão desconfiava que o seu irmão mais novo, um molecote naquela época, já vinha “vasculhando” o seu armário sagrado e por isso fingia que esquecia a chave na fechadura. Fazia isso porque no fundo estava muito feliz que o seu mano, apesar da pouca idade, já era um devorador de livros. Demorei para chegar a essa conclusão, mas naquele momento queria apenas aproveitar o “deslize” ou “esquecimento” do meu irmão e “atacar” os seus livros.

As primeiras obras que despertaram o meu interesse foram as de Harold Robbins. Achava as capas de seus livros muito chamativas e os títulos curiosos. Depois, vinham as obras de Sidney Sheldon. Coincidência ou não, as capas de seus livros também chamavam a minha atenção. Por isso, posso dizer que aprendi a ler ficção não pelo texto, mas pelas capas das obras de Robbins e Sheldon.

O primeiro romance que li de Robbins foi a edição de bolso de O Machão. Ficava imaginando o meu irmão chegando de repente e me pegando no flagra. Galera, eu tinha 13 anos ou menos e naquela época, ler Harold Robbins era um privilégio exclusivo de alguns adultos por causa do erotismo pesado arraigado em seus enredos. Então, acho que a somatória de uma história interessante com uma leitura proibida contribuiu para que O Machão e consequentemente Robbins marcasse precocemente o início da minha vida de leitor inveterado. E vocês sabem que o nosso cérebro é uma caixa de surpresas. Às vezes, uma lembrança importante de nossa infância que estava esquecida há décadas, de repente, explode trazendo com elas um verdadeiro tsunami de emoções e saudosismo. Hoje, esse tsunami se resumiu aos livros desse controvertido autor americano. O Machão foi a porta de entrada para outras histórias como: 79 Park Avenue, A Mulher Só,  UmaPrece para Danny Fisher e por aí afora.

A falta de modéstia era um dos muitos traços marcantes da personalidade Robbins, que morreu de insuficiência respiratória no dia 14 de outubro de 1997, aos 81 anos, em um hospital de Palm Springs.

Sentimental, melodramático, pornográfico. Não foram poucos os rótulos que o autor colecionou durante a sua vida. Nem sempre se irritava com eles. Entre frases às vezes muito bem humoradas, o escritor, que vendeu mais de 750 milhões de livros, costumava se comparar a ninguém menos que Victor Hugo, Charles Dickens e Henry Miller, a quem considerava seu avô. “Minha autobiografia poderia se chamar Depois do Trópico de Câncer”, disse certa vez.

Os críticos diziam que o autor era um mestre do clichê e da prosa vulgar, além de seus personagens serem considerados brutos, simplórios e pouco inteligentes. Cara, esquece tudo isso porque dessa vez, a crítica errou feio. Porque prosa vulgar e personagens chatos não conseguem vender 750 milhões de livros. No meu caso, eu adorava os personagens de Robbins e as situações criadas pelo autor.

Seus leitores sempre estavam ávidos por novos livros, que traziam detalhes das vidas de celebridades como Howard Hughes e Marilyn Monroe, assim como outras figuras de Hollywood, socialites e milionários de Mônaco a Miami.

Os críticos diziam ainda que os seus enredos tinham descrições apelativas de sexo, além de situações de ódio, vingança, traição, ultraje; enfim, um “pacotaço” de sentimentos mais pesados do que o “mundo que Atlas segura nas costas”. Mas apesar das críticas nesse sentido, suas obras foram traduzidas em 32 idiomas.

Pois é galera, hoje a nostalgia bateu forte (rs).

08 fevereiro 2025

10 livros de faroeste que ganharam 5 estrelas dos leitores da Amazon

Estive analisando o alcance das postagens do blog através do Google Analytics e percebi que um post onde indico vários livros de faroeste para os nossos seguidores (ver aqui) é um dos mais acessados do “Livros e Opinião”. Obviamente, cheguei à conclusão que a galera que visita essa página com frequência tem uma quedinha por esse gênero literário. Por isso, resolvi escrever uma outra postagem sobre o assunto dedicada especialmente para essa tchurma.

Fiz questão de visitar o site da Amazon, considerado uma referência no que diz respeito a venda de obras literárias, e selecionei os livros de faroeste com melhores avaliações dos leitores que apreciam o gênero.

Vamos conferir? Selecionei dez livros de faroeste que foram muito bem avaliados pela galera leitora da Amazon. Anotem aí.

01 – O último homem (Jérôme Félix e Paul Gastine)

Com roteiro de Jérôme Félix e ilustrações de Paul Gastine, a novela gráfica O Último Homem foi considerado um dos maiores fenômenos dos quadrinhos europeus dos últimos anos. Público e crítica na Europa, simplesmente, amaram; e no início do segundo semestre de 2024, essa publicação antológica, finalmente, chegou ao Brasil através da editora QS Comics.

O Último Homem foi lançado por aqui em formato grande, capa dura, páginas impressas em papel offset de alta gramatura, além de extras com a incrível arte de Paul Gastine. Não preciso “dizer” que os leitores da Amazon vibraram com a publicação. Basta ver as avaliações daqueles que tiveram a oportunidade de ler o livraço de Jérôme Félix.

Félix narra a aproximação do fim da era dos cowboys. Em breve, serão os trens que levarão o gado para os matadouros de Chicago. O personagem Russel que decidiu pendurar as esporas para se tornar vaqueiro em Montana - acompanhado por Benett, um rapaz simplório de 20 anos – no caminho de volta para as suas casas, decidem parar no Saloon Sundance. No início da manhã, Benett foi encontrado morto.

O prefeito do lugarejo prefere pensar em um acidente em vez da possibilidade de ter um assassino entre seus concidadãos e expulsa Russell de sua aldeia. Mas o velho cowboy retorna à frente de um bando de bandidos para exigir a verdade sobre a morte de seu amigo. A partir daí a vingança ‘fala’ mais alto e balas começam a ser cuspidas de todos os lados.

02 – Onde os velhos não tem vez (Cormac McCarthy)

Escritor elogiado pela crítica, com os prêmios Faulkner Award, National Book Award e National Book Critics Circle Award no currículo, Cormac McCarthy apresenta em Onde os velhos não têm vez um ''faroeste sem compaixão'', que lembra os filmes de Quentin Tarantino, como comparou o jornal The New York Times.

O livro mistura ação, suspense e violência numa prosa ágil e enxuta. Ambientado nos anos 80, na fronteira do Texas com o México, a trama tem três personagens centrais: Llwelyn Moss, um caçador que acidentalmente encontra um carro com corpos crivados de bala, um carregamento de heroína e mais de dois milhões de dólares abandonados no meio do deserto; o xerife Bell, encarregado de investigar o caso; e o psicopata Anton Chigurh, contratado por um cartel para reaver o dinheiro. Quando decide pegar o dinheiro e fugir, Moss passa de caçador a caça.

A narrativa se transforma, então, em uma eletrizante história de suspense e perseguição. A maior parte do texto é narrada em terceira pessoa, intercalada com as reminiscências do xerife Bell, em primeira pessoa.

Há muitos anos fora de catálogo, a nova edição de Onde os velhos não têm vez traz de volta ao mercado uma das obras mais marcantes de McCarthy, considerado um gênio da literatura americana.

Na Amazon, o romance recebeu uma chuva de elogios dos leitores.

O livro fez tanto sucesso que em 2007 foi adaptado para o cinema pelos consagrados irmãos Joel e Ethan Coen com o título de “Onde os fracos não tem vez”.

03 – Bouncer: Primeiras Histórias (Alejandro Jodorowsky e François Boucq)

Taí mais um lançamento da editora QS Comics. Obra que repetiu o sucesso da graphic novel O Último Homem. Bouncer: Primeiras Histórias foi lançado no Brasil em abril de 2024. A obra foi produzida pelo lendário roteirista chileno Alejandro Jodorowsky e ilustrada pelo quadrinista francês François Boucq.

Bouncer é uma série de western publicada originalmente para o mercado franco-belga a partir de 2001 e que gerou até o momento 12 volumes. Esta edição brasileira reúne os sete primeiros volumes da série, publicados lá fora entre 2001 e 2009.

O livro que os leitores da Amazon cravaram cinco estrelas narra a história de um homem que decide cortar os laços com a família e deixar para trás uma vida de bandidagem e assassinatos. Para isso, ele abandona o próprio nome e adota a alcunha de Bouncer; e assim acaba nascendo uma lenda.

Como segurança do Saloon Inferno, Bouncer é responsável pela manutenção da ordem no estabelecimento que está localizado em Barro City, típica cidade do Velho Oeste, onde impera a lei do mais forte e a violência corre solta.

Ao longo da obra, Bouncer nos revela seu passado, descobre segredos do presente e impede que interesses inescrupulosos destruam o futuro de Barro City.

Um faroeste nada típico, com tragédias familiares e intrigas amorosas que mais parecem uma peça de Shakespeare. Não é à toa que a obra de Jodorowsky e Boucq se tornou um clássico moderno. O livro tem capa dura com 432 páginas e é recomendado para maiores de 18 anos.

04 – Os Irmãos Sisters (Patrick deWitt)

Taí mais uma obra de faroeste queridinha dos leitores da Amazon. Os irmãos Sisters, do canadense Patrick deWitt, se passa em 1851 e conta a violenta, trágica e atrapalhada trajetória de Eli e Charlie Sisters à procura de Hermann Kermit Warm, um homem que eles foram contratados para matar.

Os irmãos pistoleiros, famosos e temidos no Velho Oeste, deixam um rastro de sangue e destruição por onde passam. Mas, ao longo do caminho, Eli enfrenta uma crise de consciência e passa a questionar o tipo de vida que leva, o que causa inúmeros conflitos com Charlie.

Os irmãos são realmente violentos e têm as atitudes mais questionáveis — e isso gera muita revolta. Ao mesmo tempo, por mais que trapacear e matar seja fácil para eles, existe humanidade na dupla de poistoleiros, especialmente em Eli. Os leitores ficam na expectativa para descobrir qual rumo eles tomarão, se Charlie será convencido pelo irmão a mudar de vida, se o personagem Warm será encontrado e assassinado, e o que eles farão com as várias possibilidades que se apresentam ao longo do caminho.

O romance foi adaptado para os cinemas em 2018 pelo diretor Jacques Audiard e conta com Joaquin Phoenix e John C. Reily dando vida aos personagens principais.

05 – Os melhores contos de faroeste (Autores diversos)

A coletânea de histórias lançada pela José Olympio Editora em 2004 reúne 17 contos clássicos ambientados no velho oeste americano, escritos por verdadeiras feras, entre os quais: Elmore Leonard, Jack London, Stephen Crane e até mesmo Mark Twain – juro que eu não sabia que ele também tinha escrito temas de bang-bang. 

Faz parte da antologia, um dos maiores clássicos do velho oeste. Estou me referindo ao conto Um Homem Chamado Cavalo de Dorothy M. Johnson que no início dos anos 70 foi adaptado para os cinemas. O filme homônimo tinha no papel principal o saudoso ator Richard Harris (o Dumbledore de “Harry Potter”) que vivia um aristocrata inglês (John Morgan), de modos refinados, que fazia parte de uma expedição em Dakota em 1821, quando acaba sendo capturado por índios Sioux. Com o tempo, ele aprende a

respeitar a cultura dos seus captores, ao mesmo tempo em que inicia um aprendizado sobre os seus costumes. Desta maneira, o aristocrata vai ganhando, aos poucos, o respeito dos índios.

A presença dessa história em Os Melhores Contos de Faroeste chamou-me a atenção devido a sua raridade. O conto de Johnson nunca veio a ser lançado no Brasil. Ele apareceu pela primeira vez na revista Coller, em 7 de janeiro de 1950, depois foi reeditado em 1968, como uma pequena história dentro do livro Indian Country, também de autoria da escritora americana.

06 – Jesse James (Doobs e Chris Regnault)

“Quando a lenda ultrapassa a realidade, publicamos a lenda”. Essa frase vem do clássico western “O Homem que Matou o Facínora” (1952) e serve para resumir o impacto de Jesse James (1847-1882) na cultura norte-americana. O fora-da-lei é lembrado até hoje por seus roubos escalafobéticos com a gangue James-Young, compartilhada com seu irmão Frank James e situada no estado do Missouri.

Vários livros e filmes retrataram a vida desse personagem lendário do faroeste. Um dos mais elogiados, pelo menos pelos leitores do portal da Amazon, se chama simplesmente Jesse James. Trata-se de uma graphic novel com ilustrações muito caprichadas de Chris Regnault, artista francês com mais de 15 anos de experiência e que atuou em projetos como Os Grandes Clássicos da Literatura em Quadrinhos e A Verdadeira História do Faroeste. Quanto ao autor da obra chamado Doobs – isso mesmo, sem sobrenome e outras informações adicionais, mesmo após ter vasculhado muito na Internet  - o release da editora Alta Geek revela que é um autor europeu de quadrinhos. Só isso e nada mais. Apesar do autor ser praticamente desconhecido – até mesmo para o ‘Sr. Google’ –, se levarmos em conta as avaliações dos leitores da Amazon, eles adoraram a obra. Das 32 opiniões, todas elas foram positivas.  

07 – Trilogia Gatilho (Carlos Estefan)

Querem saber quantas avaliações positivas a obra antológica lançada pela Pipoca & Nanquim teve no portal da Amazon? OK; eu conto. Anotem aí: 1.549, até o dia em que escrevi esse post. Caráculas!! Nem preciso dizer o quanto essa novela gráfica de faroeste é amada pela galera.

Se você é fã de Histórias em Quadrinhos e, claro, de faroeste do tipo cavaleiro solitário que chega em uma cidadezinha do velho Oeste para se vingar de algo que lhe aconteceu no passado, então está intimado a comprar os três livros da série Gatilho. A editora Pipoca & Nanquim decidiu, em 2021, presentear os seus leitores com uma edição hiper luxuosa agregando toda a trilogia. Verdade! As três histórias em quadrinhos lançadas separadamente em 2017, 2018 e 2019 - que já estavam esgotadas em suas edições originais - estão reunidas num único volume.

Quando foi publicada em 2017, a graphic novel Gatilho chegou sem fazer muito alarde, com os seus autores - os brasileiros Carlos Estefan e Pedro Mauro - não tendo a intenção de escrever uma continuidade tanto é que o enredo foi formatado para se tornar uma história única. Mas o sucesso foi tanto que Estefan e Mauro resolveram sequenciar a aventura do pistoleiro sem nome transformando-a numa saga. Logo depois, em 2018 e 2019, foram lançados os dois próximos quadrinhos que se tornaram um fenômeno de vendas. Hoje as três histórias em quadrinhos estão esgotadas e se não fossem a Pipoca & Nanquim, os amantes de novelas gráficas, principalmente aqueles que são fãs do gênero western estariam privados de ler essas três preciosidades.

A trilogia do “pistoleiro sem nome”, composta pelos volumes Gatilho, Legado e Redenção é amplamente ovacionada por público e crítica como um dos melhores faroestes já feitos no Brasil.

A edição definitiva da editora Pipoca & Nanquim tem formato grande, com capa dura de papel linho, lombada redonda e 260 páginas em papel de alta gramatura.

08 – Todos os belos cavalos (Cormac McCarthy)

E vamos com outra obra do lendário escritor, autor do mega romance A Estrada. Desta vez, escolhi Todos os Belos Cavalos, livro de faroeste cinco estrelas na Amazon.

O enredo ambientado em 1949, foi publicado pela Editora Alfaguara em 2017. É totalmente diferente da história futurística e cataclísmica de A Estrada. Todos os Belos Cavalos é uma ode aos vaqueiros do velho oeste.  Traz cenas de travessia, de busca pela liberdade e de respeito pela natureza. É o primeiro livro da trilogia Fronteira, ganhador do Prêmio National Book.

A obra pode ser considerada um dos pilares da literatura americana contemporânea. Segundo release promocional da editora Alfaguara, o personagem John Grady Cole é o último sobrevivente de uma longa geração de rancheiros texanos. Privado da vida que ele acreditava que teria, Cole parte em uma viagem para o México com o amigo Lacey Rawlings. Encontrando um terceiro viajante pelo caminho, eles descobrem um país muito maior do que imaginavam: devastado e belo, árido e cruelmente civilizado, um lugar onde sonhos são pagos com sangue.

Todos os belos cavalos é considerado por muitos uma obra-prima de Cormac McCarthy, uma história sobre o amor, sobre o fim da infância e da inocência e sobre a sabedoria advinda da perda. O release da editora define a história como ‘uma parábola magnífica sobre responsabilidade, vingança e sobrevivência’.

09 – A filha do demônio (Mayara Cordeiro)

Este é um outro livro de faroeste muito bem avaliado na Amazon. Tive a oportunidade de ler a obra de Mayara Cordeiro e gostei muito. A Filha do Demônio conta a história de uma jovem menosprezada em sua pequena comunidade, inclusive pelos seus próprios familiares, e que sai em busca de vingança por algo que fizeram à sua mãe. A sua jornada será cheia de surpresas. Ela encontrará pelo caminho vários personagens dispostos a ajudar e outros com prazer em lhe prejudicar. 

Não quero estragar o enredo com spoilers, mas já adianto que é impossível não se apaixonar por Yanan, uma típica heroína ‘a la Sheldon’ ou então, querer fazer parte da história para moer de pancadas o FDP do Rael Amaya, um dos vilões mais cruéis que já vi num livro.

Os últimos capítulos são bem tensos com direito a duelos, tiroteios e perseguições. Os leitores ficarão com uma vontade enorme de mergulhar nas páginas para tomar partido de determinados personagens. Destaque para um reencontro que acontece no final, muito emocionante. Sem dúvida, uma excelente história de faroeste.

10 – Bravura indômita (Charles Portis)

Não imaginava que o clássico dos cinemas “Bravura Indômita” havia sido baseado em um livro. Fiquei sabendo somente no momento em que escrevia essa postagem. 

Em minhas pesquisas para preparar esse post, descobri que Charles Portis é um dos mais importantes e aclamados escritores norte-americanos e que Bravura indômita, seu romance mais famoso, foi publicado pela primeira vez em 1968 e deu origem à cultuada adaptação cinematográfica de mesmo nome, estrelada por John Wayne e que o fez ganhar seu único Oscar. Depois, em 2010, o livro ganhou uma nova adaptação feita pelos irmãos Joel e Ethan Coen com Jeff Bridges e Matt Damon no elenco. Considerado uma obra excêntrica e, sobretudo, cômica, Bravura indômita conta a história de Mattie Ross, uma menina de Dardanelle, Arkansas, que aos 14 anos decide abandonar a fazenda natal para caçar o homem que matou traiçoeiramente seu pai e roubou os seus poucos pertences. Com a ajuda de Rooster Cogburn - o mais inclemente dos agentes federais à sua disposição - e de um homem da lei texano, ela parte numa jornada em território desconhecido à procura de vingança.

Com uma incrível personalidade, a jovem protagonista tem de enfrentar homens violentos e a própria inconstância de seus aliados. Sua obstinação, no entanto, tem a capacidade de enfraquecer toda e qualquer resistência ao seu redor.

A obra teve 57 avaliações de leitores da Amazon, todas positivas. Por isso, com certeza, vale a pena compra-la.

Taí galera, amante dos enredos de faroeste; espero que tenham apreciado a nossa lista e que ela os ajude no momento em que decidirem comprar qualquer livro do gênero.

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