23 janeiro 2021

Incidente em Antares

Há livros que podemos ler várias vezes e mesmo assim, queremos ler outras várias vezes. Os seus enredos nos prendem de uma tal maneira que seis meses ou um ano após termos lido, queremos lê-los novamente. Sei lá, é como se tivéssemos um vício, mas um vício salutar. Incidente em Antares escrito em 1971 por Érico Veríssimo é um deles.

Lí a obra, pela primeira vez, na década de 90, bem antes da minissérie global homônina, dirigida por Paulo José, que foi adaptada do texto de Veríssimo. Tanto livro quanto minissérie marcaram a minha fase dos trinta e poucos anos.

Como gostei muito da história, fiquei eufórico quando soube que as suas páginas seriam adaptadas para a telinha, tendo ainda a talentosa Fernanda Montenegro num dos papéis principais. Não perdi nenhum dos 12 capítulos de Incidente em Antares. Minissérie e livro são fantásticos!

20 janeiro 2021

O Diário de Suzana para Nicolas

Se você adorou os filmes “Uma janela para o céu” e “Love Story” e ainda teve tempo de amar o livro “Diário de uma paixão” com certeza irá endeusar O Diário de Suzana para Nicolas. O motivo é que essas histórias tem algo em comum e esse comum se resume a um lencinho molhado de lágrimas. Dependendo da sensibilidade do leitor, talvez apenas um lencinho não será suficiente para enxugar as lágrimas derramadas.

Ainda me lembro quando fui ao cinema para ver “Uma janela para o céu” com Beau Bridges e Marilyn Hassett. Eu tinha 14 anos, na época, e assisti ao filme com um grupo de amigos e confesso que chorei no final. Acho que o cinema inteiro chorou porque o “The End” foi muito trucão. Recordo ainda ter visto algumas mulheres saindo da sala de exibição, sem conseguir segurar as lágrimas. Cinco anos antes - no auge da minha infância - já tinha pingado algumas lágrimas com os personagens de Ryan O’Neal e Ali MacGraw em “Love Story”. Aliás, quem não se recorda da famosa frase “Amar é nunca precisar pedir perdão” dita por aquela atriz bem magrinha e com cara de menina sapeca que três anos após filme, em 1973, viria se tornar a Srª McQueen? Pois é, frase fodástica que partiu corações de muitas pessoas naquela época.

16 janeiro 2021

Cinco livros raros de terror com histórias de gelar o sangue

Não gosto de escrever posts sobre livros raros ou esgotados. É complicado. Vou explicar o motivo. Imaginem mostrar um doce ou sorvete delicioso para uma pessoa que não pode prova-lo, por algum motivo. Pode ser por estar doente ou impossibilitada de alguma maneira. Esta pessoa vê com os olhos e lambe com a testa, como diz um velho ditado popular, pois sabe que não terá condições de saborear aquela guloseima que tanto gosta.

Escrever sobre obras raras é mais ou menos isso. Você dá detalhes sobre uma história, atiça a curiosidade do leitor, mas sabe que ele nunca irá ler e sentir nas mãos a textura das páginas daquele livro.

Por isso, desde já, peço perdão por essa postagem, mas acontece que essas obras literárias são tão marcantes e principalmente tão assustadoras que acabei abrindo uma exceção.

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