26 março 2019
Os livros que me perdoem, mas hoje eu quero desabafar sobre o meu ombro manipulador e o meu pescoço dependente
Galera, momento desabafo no ar, please. Sei que este
espaço é para escrever sobre livros, mas...cara, hoje tô precisando falar de
uma outra coisa. Lulu, minha fiel escudeira, meu amor, minha paixão e etc e
mais etc, não está, aqui, comigo. Foi viajar, a trabalho. Entonce, estou em
casa, sozinho e com uma dor no ombro do caralh... Ooops! Do caramba, assim é
melhor (rs). Ainda hoje, antes da viagem, disse para Lulu que o meu ombro é um
baita de um vilão manipulador e sem vergonha. Na sua esperteza maléfica, ele
conseguiu ‘ganhar’ a confiança do meu pescoço para que ele também aderisse a
sua grevezinha ou revolta pessoal. Resultado: uma dor excruciante nestas duas
partes do meu corpo. PQP, e que dooor!!
Acho que os dois – o ombro mau caráter e o pescoço sem
personalidade – ficaram revoltados – quero dizer, o ombro ficou revoltado e
depois com a sua lábia habitual convenceu o pescoço a também ficar revoltado –
por causa do excesso de serviço, o qual eles classificaram como trabalho
escravo.
Pois é, apesar de estar P. da vida com os dois, não
posso negar que eles tem um pouco de razão. Confesso que abusei. Exercer a
minha profissão e ainda encontrar tempo para escrever alguns posts está ficando
muito difícil, pelo menos neste primeiro trimestre.
23 março 2019
Os blogs literários jamais irão morrer
Tudo bem, admito que estava adiando, há muito tempo,
expor o meu ponto de vista com relação a determinado assunto que vinha me deixando
intrigado e aborrecido: o fim da era dos blog literários. Este suposto fim estaria
fazendo com que vários blogueiros migrassem as suas plataformas para o Youtube,
encerrando definitivamente os seus trabalhos como blogueiros literários para se
tornarem booktubers.
Pois é, mesmo querendo tornar pública a minha
opinião sobre esse tema, acabava adiando,
adiando e no fim optava por fazer uma resenha ou, então, escrever sobre um
lançamento ou ainda preparar um toplist literário. Mas o encontro que tive com
o Marcos, na semana passada em Bauru, um antigo amigo de escola e ávido leitor,
hoje residente naquela cidade, foi a gota d’água para que eu mudasse de idéia.
Depois de conversar um bom tempo com ele, cheguei à conclusão de que tinha que
escrever esse texto de qualquer maneira, nem que fosse por desabafo, aliás,
acredito que muitos de vocês concordarão que, realmente, se trata de um desabafo.
O Marcos me disse que estava pensando em expor as
suas experiências literárias na web. - Jam to pensando em começar a resenhar
alguma coisa na internet. Estou com um material enorme guardado.
- Putz que
legal! Vai abrir um blog?! – perguntei entusiasmado.
- Não; blog
já era; vou fazer alguns vídeo para o Youtube.
Katabrummmm!! Juro que a resposta do Marcos foi pior
do que um soco no fígado ou na ponta do queixo. Estive perto sofrer um nocaute.
Tão perto, que me faltou palavras até mesmo para contra-argumentar.
20 março 2019
Até você ser minha
O problema de ler um livro que todos classificam de
final surpreendente, daqueles de derrubar o queixo, é que você começa a
imaginar todos os finais improváveis. Isto acontece pelo menos comigo. A medida
que vou conhecendo os personagens e me inteirando sobre a trama, a minha cabeça
já começa a elaborar as conclusões de enredo mais estapafúrdias possíveis;
verdadeiras apostas em um cavalo de corrida... manco.
O quer há de tão complicado nisso? Simples, eu
respondo. Numa dessas apostas, às vezes, o seu cavalo manco ganha e entonce...
o final, outrora surpreendente, perde toda a graça. Verdade! A ansiedade em
conhecer a conclusão da história de um determinado livro que todos consideram como
o maior plot twist do século é tão grande que se torna inevitável para o leitor
ficar criando, durante a leitura, os seus próprios plot twist. Agora imagine,
você chegar nas últimas páginas da obra e descobrir que o tão comentado final
do século é aquele que imaginou. Katablummmmm!!! E toma cavalo manco no
páreo!!!! Pronto, é como se uma bomba atômica tivesse explodido perto de você.
Fala a verdade; quando isso acontece, nã dá vontade de morrer... de ódio? Cara,
é muito desanimador.
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